segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 018A/B – APOCALIPSE 2:18- 29 - UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B — FINAL



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA


Introdução.

A. Estamos chegando ao final da nossa exposição acerca da Carta enviada pelo próprio Senhor Jesus para a Igreja em Tiatira. 
B. A igreja em Tiatira enfrentava dois problemas principais: Imoralidade sexual e idolatria. Esses dois pecados são verdadeiramente mortais para uma vida de Santidade, que é o tema central dessa epístola. 
C. Hoje, ao finalizarmos nossa exposição dessa epístola queremos falar dos benefícios últimos que serão colhidos por todos aqueles que optarem por viver uma vida de santidade em vez de se arrastarem na lama do pecado nessa vida. 
AS DUAS ÚLTIMAS PALAVRAS DE CRISTO PARA O REMANESCENTE VENCEDOR
I. Os Vencedores 
A. Como as outras epístolas, essa também termina com algumas promessas preciosas do Senhor Jesus para todos os que se dedicarem a viver uma vida de santidade. 
B. Jesus chama essas pessoas de “Vencedores”   
Apocalipse 2:26a 
Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras. 
C. A palavra obras aqui tem o sentido de obediência aos mandamentos do Senhor, especialmente as que encontramos em:
Tiago 1:27 
A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. 
D. Guardar-se incontaminado do mundo significa, na prática, o seguinte: 
1. Alguém que está limpo. Como os crentes verdadeiros que foram lavados no sangue do Cordeiro de Deus – conforme Apocalipse 1:5. 
2. Alguém que está livre de censura. Ou seja, alguém cujos pecados estão confessados e perdoados. 
3. Alguém livre de vícios ou puro. Em nosso caso, especialmente dos vícios da modernidade: TV, Internet, Mídias Sociais e etc. 
E. No frigir dos ovos: todos seremos julgados por um, e apenas um parâmetro: se fomos ou não obedientes aos mandamentos do Senhor e como resultado disso: 
Apocalipse 2:23 
E vos darei a cada um segundo as vossas obras. 
D. Nossas obras não servem para nos salvar, mas elas são um bom indicativo se somos salvos de verdade ou não. 
II. Duas Gloriosas Promessas de Jesus aos Vencedores 
A. Essas duas promessas aos vencedores estão ditadas de forma bem clara pelo Senhor Jesus em 
Apocalipse 2:26—28 
26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 
27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; 
28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. 
B. Da mesma forma como iremos receber no juízo a recompensa justa por nossas obras, assim também Jesus dará aos Vencedores: 
1. Autoridade sobre as nações = autoridade. 
2. A estrela da manhã = revelação. 
C. A primeira promessa Jesus se apropria das palavras do Salmos 2:8—9 onde a futura soberania do Messias é predita com detalhes: 
Salmos 2:8—9 
8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. 
9 Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. 
C. Cristo promete repartir sua autoridade com seu povo fiel e vitorioso — os santos! 
D. Todavia devemos notar uma diferença bastante significativa nessa citação do Salmo 8. 
1. Enquanto no Salmo 8 a expressão “regerás” do verso 8 traduz o hebraico רֹעֵם ro`em — quebrar. 
2. Em Apocalipse 2:27 a mesma expressão “regerá” traduz o grego ποιμανεῖ  — poimaneî — ou seja: apascentar, tomar conta do rebanho, cuidar das ovelhas. 
E. É assim, como cuidadores, como pastores que iremos participar do Reino de Jesus. 
F. A expressão estrela da manhã significa uma revelação necessária para sabermos como deveremos nos conduzir nesse reino futuro. Existem muitos detalhes acerca do Reino de Cristo que ainda nos são misteriosos. Mas Jesus promete aqui, nos conceder a revelação necessária. 
G. Como o servo que foi fiel no pouco, nós também, na eternidade seremos colocados sobre grandes coisas com enormes responsabilidades. Vai se preparando meu irmão e minha irmã. Como? Sendo fiel hoje naquilo que Deus te dá para fazer.
Conclusão:

A. Responda depressa: quantas horas por dia você gasta diante da televisão? Isso pode parecer uma bobagem, à primeira vista, mas trata-se, na realidade, de uma das mais cruciais perguntas que todos nós precisamos responder. Especialmente nós que declaramos que Jesus é o Senhor das nossas vidas. Você sabia que assistir à TV, meras três horas por dia representa, numa vida de 75 anos, o equivalente a: 82.125 horas ou 3.421 dias de 24 horas ou 9,375 anos, sentados direto na frente da TV. Pense: será mesmo que é isso que Deus deseja que você faça com esses 9 ANOS da sua vida? Imagine o que acontece quando adicionamos a essas horas, o tempo gasto na internet e nas mídias sociais!!!!!

Efésios 5.15—16

15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios,

16 remindo o tempo, porque os dias são maus.

B. Nossa obras são uma medida boa da verdadeira condição do nosso coração. Se somos salvos ou não.

1. Quando não amamos os irmãos, é prova que nosso coração continua irregenerado.

2. Quando agimos de modo a prejudicar o nosso próximo, deve ser evidente, até para nós mesmos, que não conhecemos a Jesus de fato. Hereges e falsos mestres estão fora desse escopo.

3. Quando abandonamos a comunhão com os irmãos, não frequentando as reuniões demonstramos que estamos pouco ou nada consagrados a Jesus. Quando qualquer coisa é mais importante para nós do que a comunhão com os irmãos, então não existe verdadeira evidência de um novo coração em nós.

C. Lembram da mudança do significado de reger em hebraico para reger em grego? Quebrar e apascentar. Assim também foi com a primeira vinda de Cristo

Miqueias 5:2

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

Mateus 2:6

E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.

D. A promessa de Cristo com relação à estrela da manhã é uma promessa muito especial: ele está realmente nos prometendo que irá se revelar para nós em toda sua intensidade e esplendor, porque ele mesmo é Estrela da manhã:

Apocalipse 22:16

Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.

E. Enquanto vivemos aqui, nosso anseio deve ser apenas um: MAIS, MAIS, MAIS DE CRISTO!

F. Na eternidade temos a promessa de MAIS, MAIS E MAIS DE CRISTO! AMÉM!

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.      

domingo, 10 de janeiro de 2016

AGENOR DUQUE DESMASCARADO PELA REVISTA ÉPOCA



O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista Época e é de autoria de: Aline Ribeiro e Harumi Visconti.

VIDA

Apóstolo emergente das igrejas neopentecostais promete apagar a memória dos fiéis

Numa incansável cruzada por arrecadação, o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário. Já anda de Porsche e voa de jatinho

ALINE RIBEIRO, COM HARUMI VISCONTI

culto do Bispo Agenor Duque da igreja evangelica  Plenitude do Trono de Deus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Agenor Duque num culto em novembro. Ele se veste de estopa em sinal de humildade, mas não dispensa o Nike no pé (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Do alto do púlpito, diante de cerca de 7 mil fiéis com as cabeças cobertas por um pequeno pano avermelhado, um homem vestindo uma roupa que imita estopa aponta o dedo para um rapaz da plateia: “Você é homossexual?”, diz ao microfone. Ao ouvir uma resposta afirmativa, continua: “E você quer sair do homossexualismo?”. O interlocutor diz que sim, e é convidado a subir no altar. Enquanto uma canção entorpecente embala a cena, o líder espiritual cerra os dois punhos, ergue os braços e grita: “No milaaaagre de Manassés, Deus apaga da memória agora todo o passado de sofrimento. No milaaaagre de Manassés, Deus faz a pessoa esquecer que um dia foi homossexual”. Volta a se dirigir ao rapaz.

– Seu nome?
– Junior.
– Você tinha alguma vida errada no passado?
– Não.
– Pensei que você era gay... Pensei que você morava com um homem...
– Não, Deus me livre.

Como que num passe de mágica, Junior diz que nunca gostou de homens. Na semana seguinte, volta ao mesmo altar para contar o desfecho de sua história. Diz que seu namorado, ao saber da conversão, caiu no choro. A mãe, surpresa com o esquecimento súbito, cogitou levar o filho a um hospital. Entre gritos entusiasmados de “aleluia” e “eu creio”, o público se levanta e aplaude a transformação.

O homem das vestes de saco – um figurino para demonstrar humildade diante de Jesus Cristo – é o autoproclamado apóstolo Agenor Duque, um paulistano de 37 anos, filho de pais separados, crescido numa família pobre da Zona Leste de São Paulo, ex-viciado em drogas. No concorrido mercado das igrejas neopentecostais, Duque é o pastor emergente do momento. Com uma forte vocação teatral e adepto da prática de prometer o impossível, Duque abocanha cada vez mais fiéis e começa a incomodar as igrejas concorrentes. Além das usuais curas de doenças e vícios, Duque promete apagar o passado da mente dos fiéis.

Não hesita em abusar de condutas preconceituosas, como propagar o “milagre” de fazer um homem esquecer a homossexualidade ou enfrentar num duelo um suposto adepto do candomblé. Prova de sua destreza para lotar igrejas e influenciar opiniões, o deputado e pastor Marco Feliciano não sai do altar da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus*. Na campanha eleitoral do ano passado, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo, ajoelhou-se no púlpito de Duque.

Num roteiro já conhecido entre os pastores das neopentecostais, Duque começou na Igreja Universal do Reino de Deus e migrou para a Mundial – até que teve uma “visão espiritual” e decidiu criar seu próprio templo. Em setembro de 2006, abria a porta da Igreja Plenitude do Trono de Deus. Com R$ 25 mil da venda de um Astra, Duque comprou algumas poucas horas nas madrugadas de rádios e alugou um galpão na Avenida Celso Garcia – que, pela facilidade de acesso e circulação intensa, concentra boa parte das igrejas neopentecostais. Há dois anos, Duque tinha cinco modestas igrejas em São Paulo.

Hoje, são pelo menos 20, espalhadas por São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal – sem contar as dezenas de núcleos, galpões abertos pelo interior que, ainda sem documentação, não são considerados templos. No ano passado, a Igreja Plenitude do Trono de Deus firmou uma espécie de joint venture evangélica com a igreja de André Salles, o líder evangélico responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva, para aportar em Brasília. Em dois anos, a Igreja Plenitude do Trono de Deus saltou de quatro para 18 horas no canal de televisão RBI. Só entre outubro e novembro, passou de quatro para mais de nove na Rede Brasil TV.

O traje de saco nos cultos é uma espécie de abadá para uma encenação de pobreza. Há tempos Duque deixou a dureza para trás. Como os adeptos do funk ostentação, fora do palco ele se enfeita com cordões, anéis e relógios dourados, bonés e tênis de marcas como Nike e Hugo Boss e adora exibir-se no Instagram. Dirige um Porsche e um BMW. Já se exibiu em um vídeo com uma Ferrari – após críticas de internautas, recuou e disse que o carro era de um “amigo”, o pastor Arthur Willian Van Helfteren, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Sempre que viaja, Duque evita apertar o corpanzil nas poltronas da aviação comercial; prefere o conforto de um bimotor Cessna Citation. De acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave pertence à Cimeeli Comércio e Indústria, uma empresa sem rastro. O telefone atribuído à Cimeeli é residencial e seus sócios não foram localizados.

Em um universo em que não faltam exageros, os cultos de Duque são espetáculos ainda mais histriônicos. Ele atua em parceria com a mulher, a autointitulada bispa Ingrid Duque, e mais recentemente com o filho adotivo, o pastor Allan. Em suas performances, Agenor Duque intercala suas falas com expressões incompreensíveis que diz virem da língua do Espírito Santo – “Traz o óleo, quibalamacia balabaliã”, diz, em meio ao culto, enquanto checa mensagens no telefone. Suas orações quase sempre terminam com um “hallelujah”, num esforçado sotaque americano.

A religiosidade brasileira sempre foi muito sincrética. O brasileiro valoriza tudo o que o ajuda a se relacionar diretamente com o sagrado”, afirma Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O teatro cai como uma luva.” Os cultos da Plenitude do Trono de Deus reúnem dramas humanos de todos os tipos. Há mulheres traídas pelo marido, fiéis com pendências com a Justiça, mães desesperadas para tirar o filho da prisão, pais de família desempregados, viciados que tentam resgatar a dignidade.

Converter os dramas em espetáculo e gerar lucro requer organização. Nos cultos de domingo, mais lotados, a igreja é dividida em quadras imaginárias, cada qual vigiada por um pelotão de obreiros. Numa cerimônia, um homem se exaltou e foi contido por seguranças. Curiosa, parte da plateia foi repreendida pelos obreiros: “Deus está no altar lá na frente. Parem de olhar para o lado”.

culto do Bispo Agenor Duque da igreja evangelica  Plenitude do Trono de Deus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
O apóstolo Agenor Duque, o pastor André Salles e a bispa Ingrid Duque. Numa espécie de joint venture evangélica, suas igrejas se uniram no ano passado para arrebanhar mais fiéis (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Em um dos episódios mais plásticos, no ano passado, Duque estava no altar quando um dos obreiros avisou sobre um homem que, sem abrir a boca, se apresentava como pai de santo e o desafiava. Rodando uma jaqueta ao redor do corpo, o homem subiu ao palco e foi ao encontro de Duque. Como se estivesse num MMA espiritual, Duque encostou a cabeça no adversário, deu dois gritos e – shazam! – o sujeito desmilinguiu-se. A plateia foi ao delírio. “O público gosta”, diz Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião. “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”

Tanto cultos quanto programas no rádio e na TV da Igreja Plenitude do Trono de Deus têm um roteiro simples, que converge para a arrecadação. A pregação da Bíblia é quase inexistente. Invariavelmente, o pastor apresenta um “milagre” e, na sequência, pede dinheiro ostensivamente. Numa tarde de terça-feira, em outubro, uma pastora da Plenitude do Trono de Deus pediu aos fiéis que abrissem suas Bíblias em 1 Reis 17. A passagem conta a história de uma viúva miserável que, diante de uma onda de fome, doou tudo o que tinha – um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite numa botija – a um profeta desconhecido, antes mesmo de alimentar o filho.

Ao final da leitura do capítulo, a pastora gritou ao microfone: “Deus está me dizendo que alguém aqui tem R$ 50 na carteira, é tudo que essa pessoa tem. Se você sentiu que esse chamado é para você, faça como a viúva. Ela deu tudo que tinha, e foi recompensada”. Uma mulher se encaminhou ao altar e retirou a única nota de R$ 50 da carteira. Os pedidos aos demais continuaram num crescente. “Prova para Deus que você acredita. Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

A adivinhação no púlpito, diz um ex-obreiro da Igreja Plenitude do Trono de Deus, não passa de uma trapaça. Na chegada à igreja, os fiéis com um pedido especial preenchem uma ficha com sua história – depois colocada no altar. Enquanto lê disfarçadamente o relato, o pastor repete tudo ao microfone como se estivesse tendo uma epifania. Ao reconhecer sua história, o fiel emocionado se dirige ao altar e confirma o milagre. “São verdadeiras empresas da fé”, afirma o teólogo João Flávio Martinez, presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas. Os pastores que arrecadam mais são recompensados e ascendem. “Eles recebem até bônus”, afirma um ex-obreiro da Plenitude do Trono de Deus. “Eles dizem que você tem de entrar na mente da pessoa, convencê-la a aceitar o que você diz”, afirma.

Às quintas-feiras, numa reunião fechada de presbíteros, os mais experientes recomendam “agressividade” e “olhar clínico” para identificar potenciais doadores. “Os pastores dessas igrejas são bem preparados, fazem cursos de marketing, de gestão, de oratória. A lógica é unicamente de mercado. Não existe uma base de doutrina”, diz Rodrigo Sousa. Os pastores das maiores agremiações fazem cursos específicos de gestão financeira de igrejas no exterior. A hierarquia é rígida. Como um presidente de empresa, Agenor Duque convive com poucos de seus comandados. Usa até mesmo uma entrada exclusiva na sede. Os insistentes pedidos de entrevista de ÉPOCA – todos negados – percorreram três instâncias antes de chegar a ele.

Em sua incansável cruzada por arrecadação, a Igreja Plenitude do Trono de Deus promove campanhas temáticas com objetivos específicos. Uma do Vale de Elah, traz um boneco recente, gigante que procura reproduzir a figura do rei David, vestido como um guerreiro, com escudo e espada no altar da igreja. Uma loja vende diversos badulaques inspirados longinquamente em temas bíblicos. A gama de produtos inclui a marca própria de roupas e acessórios femininos da bispa Ingrid, na loja Amor Oficial.

Os looks – saias estampadas, calças boca de sino, bolerinhos e vestidos longos com estampas em três dimensões – usados por Ingrid na TV e nas redes sociais são reproduzidos por boa parte das fiéis nos cultos. “Quem usa é escolhida por Deus”, diz Ingrid no Instagram da marca. Como a inflação não respeita nem o sagrado e não está fácil nem para milagreiros, na Amor Oficial também tem liquidação – só muda o nome: a Black Friday, o dia internacional do desconto, chama-se White Friday.

O ritmo de inovação da Plenitude do Trono de Deus é incessante. Recentemente, Duque passou a pedir o 13º salário dos fiéis – e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para os próximos meses, planeja a construção de um novo templo, para o qual criou uma campanha específica, cuja contribuição começa em R$ 1.000. Em fevereiro, pretende lotar o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com capacidade para 13 mil pessoas, e o estádio do Canindé, em São Paulo, que acomoda 21 mil pessoas, com uma atração internacional: o controverso pastor Benny Hinn, que percorre o mundo com seus megacultos milagrosos. “Com a crise financeira, as igrejas neopentecostais estão tendo de se reinventar para entregar resultados”, afirma Rodrigo Sousa. No que depender da criatividade de Duque, a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus pode superar limites.

*Nota da redação: A Igreja Internacional Plenitude de Deus não tem vínculos com a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus.

Banca da unção  (Foto: Época )

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis 

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sábado, 9 de janeiro de 2016

A GLÓRIA DE DEUS - Estudo 9 - A RELAÇÃO ENTRE AÇÕES DE GRAÇAS E A GLÓRIA DE DEUS PARTE 001


Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

Introdução

A. Nós temos sido lembrados, nesses estudos que existem três aspectos importantes relacionados com a vida cristã. Nós precisamos:

1. Praticar a verdade fazendo o que é certo.

2. Nós devemos fazer o que é certo através de decisões de fé, esperança e amor.

3. E termos como objetivo maior de nossas vidas fazer tudo para a glória de Deus.

B. Existem inúmeras verdades que se encaixam de maneira harmoniosa com os aspectos mencionados na letra A. Entre essas verdades, duas se destacam: Louvor e Ações de Graças. O objetivo dos estudos oito e nove é o de enfatizar o valor e a importância destas práticas em nossas vidas diárias.

C. Ações de Graça foi uma virtude quase completamente perdida com a queda dos nossos primeiros pais. Como pecadores nós somos, por natureza, ingratos. Como crentes precisamos nos arrepender desse pecado, decidirmos por fé a obedecer a Deus e buscarmos alcançar, novamente, a graça de sermos agradecidos.

I. O Princípio e a Ilustração Bíblicas Acerca de Ações de Graças.

A. A Cura dos Dez Leprosos –

Lucas 17:12—19

Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Comentário:

1. Podemos imaginar a terrível condição desses homens — leprosos. Tente imaginar o dia em que descobriram que tinham a doença, o afastamento da família, o abandono forçado do trabalho, a necessidade de depender de outras pessoas, a maneira brutal como eram tratados pela sociedade, a situação desesperadora da sua condição, e talvez, acima de tudo, as perguntas acerca da condição deles diante de Deus — seria a enfermidade um juízo da parte de Deus, um indicativo de que a situação deles diante de Deus estava gravemente comprometida?.

2. É interessante notarmos que eles foram limpos no processo de obediência a Deus. A fé deles se manifestou em forma de obediência.

3. De importância crucial nessa passagem é a relação que existe entre ações de graças e a glória de Deus. Os três aspectos mencionados na introdução podem ser vistos neste trecho dos evangelhos.

4. É evidente que o Senhor Jesus ficou desapontado quando os dez homens não retornaram para lhe agradecer. Nós precisamos perguntar se não desapontamos o Senhor, diariamente, com atitudes semelhantes de ingratidão. Nós temos sido libertados de uma enfermidade muito pior que a lepra: o pecado.

5. A advertência que nós poderíamos dar aos nove homens que não retornaram para agradecer ao Senhor Jesus e glorificar a Deus pode muito bem se administrada a nós mesmos.

B. A Promessa de Deus Através do Salmista.

Salmos 50:14—15

Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

Comentário:

1. Esses versículos nos lembram que Deus deve estar em nossa lembrança e Seu louvor em nossos lábios — mas não somente quando estamos com problemas.

2. Note a relação íntima que existe entre ações de graças, obediência, oração, a promessa de livramento e a glória de Deus!

3. Estes versos descrevem a vida cristã normal. É muito importante que nós reconheçamos o lugar das ações de graças.


C. Um Lembrete de que Ações de Graças são agradáveis a Deus.

Salmos 69:30— 31

Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças. Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.

Comentário:

1. Muitos de nós se alegrariam em poder fazer uma grande doação para a obra de Deus como a que os Israelitas fizeram quando da construção do tabernáculo.

2. Mas a maioria dos crentes falha em reconhecer a importância das ações de graças e como estas são agradáveis a Deus. Esta falha é mais crítica nos nossos dias. A fé é sempre melhor que a vista.

D. O Exemplo de Daniel.

Daniel 6:10

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.

Comentário:

1. Daniel estava em uma encruzilhada. Seus inimigos haviam passado uma lei tornando as orações ao SENHOR um crime. Apesar disso, o profeta orou e deu graças a Deus.

2. Esse versículo descreve o caráter de Daniel e sua forma de viver. Ele orava pelo menos três vezes ao dia. É importante notarmos que o Espírito Santo inspirou o autor a incluir a expressão “dava graças, diante do seu Deus”, neste texto. Existe uma grande lição nisto tudo. A vida de oração de Daniel não se resumia a pedidos. Ele investia tempo em ações de graças. Certamente esse é um dos motivos por ele ter alcançado o destaque que alcançou.

E. O Ministério do Apóstolo Paulo aos Coríntios

2 Coríntios 4:15

Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.

Comentário:

1. Paulo está falando do ministério dele entre os Coríntios. Deus havia feito de Paulo um auxílio espiritual para muitos deles. Eles estavam agradecidos e ofereciam ações de graças a Deus pelo apostolo Paulo. Paulo interpreta tal atitude como produzindo a glória de Deus.

2. Este verso serve tanto como um exemplo como uma exortação para nós. Todos nós temos recebidos bênçãos de Deus através de pastores, professores da escola dominical, parentes e amigos. Por cada um desses nós temos que ser gratos a Deus. Quando somos gratos a Deus, Ele é glorificado.

II. A Importância das Ações de Graças.

A. Ações de Graças são importantes porque um dos sacrifícios ensinados no livro de Levítico era o de Ações de Graças.

Levítico 7:12—15

Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite. Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças. E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica. Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.

Comentário:

1. As ofertas pacíficas, entre as quais encontramos as ofertas de Ações de Graças, eram devidas pelas benções comuns do dia a dia — a família, o alimento, o estar bem etc., — ou por algo especial recebido das mãos de Deus — recuperação da saúde, a proteção de Deus em uma viagem, a consecução de um negócio e etc. Ver Salmo 107. Podiam também ser fruto do pagamento de algum voto feito em tempos de angústia ou como forma de suplicar uma misericórdia especial, chamada de oferta voluntária.

2. Ao transformar as Ações de Graças em uma parte importante das ofertas pacíficas, Deus colocou está prática, de forma permanente, diante dos olhos dos Israelitas.

3. As Ações de Graças não foram deixadas ao bel prazer dos santos da Antiga Aliança, como se fossem algo opcional. Deus fez desta prática uma parte importante da vida espiritual deles. Eles foram ordenados a oferecer Ações de Graças.

B. David estabeleceu um grupo de Levitas cuja função era louvar e agradecer ao SENHOR Deus e ele mesmo escreveu inúmeros salmos expressando gratidão a Deus.

1 Crônicas 16:4—8

Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do SENHOR, e celebrar, e louvar, e exaltar o SENHOR, Deus de Israel, a saber, Asafe, o chefe, Zacarias, o segundo, e depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel, com alaúdes e harpas; e Asafe fazia ressoar os címbalos. Os sacerdotes Benaia e Jaaziel estavam continuamente com trombetas, perante a arca da Aliança de Deus. Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos o SENHOR.   Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

Comentário:

1. Esses versículos nos mostram a compreensão que Davi tinha acerca da importância das Ações de Graças entre o povo de Deus. Ele ordenou que um grupo de Levitas fosse destacado para este mister e compôs salmos para serem usados no ato de louvar e agradecer ao SENHOR.

2. Ações de Graças juntamente com o regozijo, o louvor e a exaltação — celebração — são a vontade de Deus para todo o Seu povo. Todavia muitos de nós desobedecemos a Deus quando não somos agradecidos.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 — MATEUS — PARTE 003 - ELEMENTOS ECLESIÁSTICOS



Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

D. Elementos Eclesiásticos

Mateus é o único dos quatro evangelistas que apresenta qualquer material que está relacionado com a ideia da Igreja. Esse é o único Evangelho onde encontramos a expressão grega ἐκκλησίαekklisía — igreja no sentido de assembléia ou povo reunido. No Novo Testamento não existe sequer um único caso em que a expressão ἐκκλησίαekklisía — seja usada para descrever um prédio ou uma construção de qualquer tipo. Isso é uma invencionice humana e das mais grotescas, diga-se de passagem.

Como acabamos de falar, sublinhando a expressão grega ἐκκλησίαekklisía — encontramos a expressão aramaica usada por Jesus קָהָלqahal comunidade ou até mesmo a expressão עֵדָה´edad — cuja tradução para o grego é συναγωγή — sunagogé — e significa sinagoga na LXX — SEPTUAGINTA. A palavra grega ἐκκλησίαekklisía — aparece com bastante frequência na LXX, geralmente como uma tradução preferencial para קָהָלqahal. Desse modo, Israel é chamado de יְהוה קהָל quehal YHVH ou ἐκκλησία του̂ κυρίουcomunidade de Deus.
A palavra mais comum usada para se referir a uma comunidade nos dias de Jesus era עֵדָה `edad que é traduzida pelo termo grego συναγωγή — sunagogé — ou sinagoga.


Se Jesus é o Messias, então é apenas natural que imaginemos ao nos referirmos à comunidade do Senhor Jesus, estejamos de fato, nos referindo a Sua comunidade messiânica, ou ao povo escatológico de Deus. De fato Jesus usa a expressão μου̂ moûminha, cuja posição na frase é bastante enfática. É a comunidade messiânica que pertence ao Messias.


Nesse contexto a igreja é apresentada, de modo especial, em sua capacidade disciplinadora. Mas devido o fato de Mateus ser o único a citar a palavra ἐκκλησίαekklisía — igreja, no sentido de assembléia nos lábios de Cristo, muitos estudiosos duvidam da originalidade da mesma. Como justificativa, alegam que a mesma surgiu do ambiente eclesiástico da igreja primitiva. Todavia, como vários autores já deixaram claro, entre os quais podemos citar O. Cullmann e A. Oepke, não existe nenhuma base segura o suficiente para se acreditar nessa ideia, como desposada por A. McNeille, R. Bultmann, e E. Schweizer. Por outro lado, temos que entender que, com exceção dos estudiosos modernos já citados, as palavras de Cristo, como registradas por Mateus receberam aceitação universal durante os anos da igreja primitiva.

Mas além dessa passagem, nós ainda podemos encontrar mais duas outras que demonstram o interesse especial de Mateus naquilo que estamos chamando de questões eclesiásticas. Lemos o seguinte em

Mateus 18:20

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

Esse verso descreve a forma mais simples de uma igreja local, e essa descrição vai contra todo o besteirol das megaigrejas e da cultura de que sua igreja precisa crescer. Jesus enxerga a realidade de outra maneira. Em qualquer lugar onde estejam reunidos até mesmo, apenas, 2 ou 3 em nome de Jesus, o Senhor promete estar no meio deles. Difícil é encontrar Jesus nas megaigrejas.

Para terminar vamos ver as palavras de Jesus contidas na chamada grande comissão —

Mateus 28:18—20

18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

De acordo com os versos acima a missão da igreja consiste em fazer discípulos de todas as nações e de batizá-los em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Além disso, os crentes devem ser ensinados a guardar todas as coisas que Jesus nos ensinou. Diante disso, Jesus assegura para a igreja de todas as eras, sua constante, poderosa e confortadora presença. Amém.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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