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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EFÉSIOS - SERMÃO 026 – A UNIDADE DA IGREJA EM MEIO À DIVERSIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS - EFÉSIOS 4:7—10 -


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

Introdução.

A. O capítulo 4 de Efésios é riquíssimo no que diz respeito aos aspectos da unidade Cristã.

B. Em primeiro lugar somos ensinados que a unidade entre os cristãos é fruto da ação do Espírito Santo. Nós não precisamos fazer nada para “criar a unidade”.

C. Por outro lado nós vimos que devemos nos esforçar para preservar a unidade que o Espírito Santo nos concede – Efésios 4:3.

D. Parte deste esforço está em manter certas atitudes básicas que todos precisamos cultivar:

1. Humildade. 

2. Mansidão.

3. Longanimidade.

4. Suportando uns aos outros.

E. E tudo isto, nos diz o Apóstolo Paulo, deve ser embalado pelo AMOR — ver 1 Coríntios 13:1—8.

F. Além disso, nós vimos que a igreja é uma porque Deus mesmo é um. Como diz o apóstolo Paulo: há um Espírito Santo, há um só Senhor Jesus e somente um Deus e Pai. Isto faz com que exista somente uma Igreja e esta não pode ser identificada com nenhuma das denominações existentes.

G. Mas dentro desta unidade existe uma enorme diversidade e este é o nosso tema de hoje:

A UNIDADE DA IGREJA EM MEIO À DIVERSIDADE DOS DONS

Mas vejamos o que o texto que estamos estudando agora nos ensina.

I. Cristo Desceu até as Regiões Inferiores da Terra — Efésios 4:9.

A. Esta expressão “desceu até as regiões inferiores da Terra” tem ensejado inúmeras especulações acerca do seu significado.

B. O chamado “Credo Apostólico”, que não está na Bíblia, mas é produto da invenção humana, agregou a partir do ano 650 A.D. a expressão que diz que Cristo “desceu ao inferno”. Em função disso, inúmeras doutrinas têm sido desenvolvidas visando “esclarecer” esta suposta descida de Jesus até ao inferno.

1. Para algumas pessoas Jesus teria decido ao inferno para pregar o evangelho àqueles que lá se encontravam. Mas a Bíblia é bastante clara com respeito ao fato de que não existe nenhuma possibilidade de Salvação depois da morte – ver Lucas 16:19—31 e Hebreus 9:26—28.

2. Para outros, Jesus teria descido ao inferno não para pregar as Boas Novas e sim para proclamar Sua vitória alcançada na Cruz.

3. Outros ainda há, que acreditam que Jesus teria descido ao inferno para pregar para os espíritos e anjos caídos.

4. Em tempos mais recentes um grupo de verdadeiros malucos — Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Benny Hinn e outros têm postulado que Jesus não somente desceu ao inferno, mas que uma vez lá teria sido possuído tão completamente por Satanás, que teria adquirido a própria natureza satânica. Para livrar-se desta natureza satânica Jesus teria nascido uma segunda vez, no inferno. Muitas igrejas pentecostais, algumas de projeção nacional, ensinam e promovem este tipo de literatura e de ensinamentos, até mesmo pela televisão. 

C. Mas o que a Bíblia diz acerca destas coisas?

1. Em primeiro lugar Jesus foi bastante claro ao dizer para o ladrão que havia sido crucificado com Ele e que havia demonstrado arrependimento, as seguintes palavras:

Lucas 23:43

Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

2. Em segundo lugar a Bíblia no diz que ao expirar Jesus disse as seguintes palavras:

Lucas 23:46

Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.

3. Assim, como podemos ver, os dois versos acima deixam bem claro que, enquanto o corpo do Senhor era colocado no sepulcro, seu espírito, na companhia de um daqueles homens crucificado ao Seu lado, estava no Paraíso, na presença do Pai.

D. Então qual é o significado da expressão de que Cristo havia “descido até as regiões inferiores da terra”?

1. Não devemos querer inventar demais. Vejamos o que o texto grego nos diz literalmente:

Κατέβη ketébi — descer, vir para baixo, abaixar. Traduzido por “descido” em oposição ao lugar de origem que ficava mais alto — o céu.

εἰς τὰ κατώτερα eis ta katótera — local mais baixo que outro, como a Terra está abaixo dos céus. Daí a tradução “regiões inferiores”.

τῆς γῆς tis gis da terra. Como podemos notar o que está na mente de Paulo tem a ver com uma comparação entre o céu - o  lugar mais alto – e a terra – o lugar mais baixo.

E. Mas se existir ainda alguém que queira insistir no fato de que Paulo está fazendo uma referência que deve ser entendida da forma mais literal possível, ainda assim podemos dizer que ele estava se referindo à região do deserto ao redor do Mar Morto, que é a parte mais inferior de terra à céu aberto, pois fica a 400 metros abaixo do nível do mar!

II. Depois de “Descer” Cristo “Subiu” Novamente — Efésios 4:10.

A. Temos nesse verso, outra vez, a analogia de lugar mais alto e mais baixo. Ou da humilhação de Cristo em oposição à sua exaltação — ver Filipenses 2:5—8 e Efésios 1:19—23.

B. Depois de ter baixado dos céus para a terra, Jesus foi novamente elevado às alturas do céu.

C. Este retorno de Jesus ao céu marcou o inicio de um processo que está gradativamente expandindo os benefícios alcançados por Jesus a todos os cantos do universo — ver Efésios 1:23. Isto inclui também a totalidade dos nossos seres — ver Efésios 3:19.

III. Do Céu Jesus Continua a Abençoar Sua Igreja com Muitos Dons – Efésios 4:7–8.

A. Quando Jesus subiu ao céu, Ele levou juntamente consigo, como nosso representante, a cada um que iria crer nele. Neste exato momento nós estamos assentados à destra de Deus nos lugares celestiais — ver Efésios 2:6.

B. Jesus levou também “cativo o cativeiro”. Ou seja, aqueles que estavam acostumados a escravizar e a dominar os seres humanos foram reduzidos a menos do que nada, e foram levados como cativos — ver Colossenses 2:13—15.

C. Da presença de Deus, onde está assentado à destra da majestade nas alturas — ver Hebreus 1:3 — Jesus:

1. Derramou o Espírito Santo sobre Seu povo —

Atos 2:32—33

32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.

33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.

2. O Espírito Santo veio e:

a. Nos batizou para dentro do Corpo de Cristo, que é a Igreja — 1 Coríntios 12:12.

b. Com este ato, o Espírito Santo:

i. No uniu de forma absoluta ao Senhor Jesus Cristo.

ii. Nos uniu de forma completa e absoluta uns aos outros.

D. Mas através do Espírito Santo, Jesus fez mais ainda: Ele concedeu dons aos seres humanos. Existem, no Novo Testamento, algumas listas que nos indicam a grande variedade dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Estas listas não pretendem ser exaustivas e sim, apenas, indicativas. Entre elas nós temos:

1. Romanos 12:3—8 — note a ênfase no Pai.

2. 1 Coríntios 12:1, 4—11 — note a ênfase no Espírito Santo.

3. Efésios 4:11 — note a ênfase em Jesus.

E. Como dissemos as listas não pretendem ser exaustivas. De fato, a Bíblia nos ensina que todos os crentes receberam, pelo menos, um dom da graça de Deus através da ação do Espírito Santo:

1 Pedro 4:10

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

F. Desta maneira, cada um de nós tem recebido da graça de Deus, através da ação do Espírito Santo em nossas vidas, pelo menos um dom, que devemos estar utilizando para a edificação e fortalecimento dos irmãos no corpo de Cristo.

Conclusão:

A. Todos temos recebido pelo menos um dom da graça de Deus para ser usado no serviço uns dos outros.

1. Você saberia dizer qual é o dom que você recebeu do Senhor?

2. E se você sabe qual é o dom que recebeu do Senhor, você está empenhado em usar este dom para o benefício de todo o corpo.

B. Quando não usamos o dom que o Senhor nos concedeu não somente nós sofremos — lembre-se do que aconteceu com aquele servo que tendo recebido um talento achou melhor enterrá-lo do que investi-lo — mas sofre toda a igreja, pois precisamos um dos outros se queremos ser aquilo que Deus deseja que sejamos.

C. Quando valorizamos as pessoas com os dons mais visíveis e menosprezamos aqueles com os dons menos visíveis, nós estamos invertendo a ordem estabelecida por Deus e sofremos terríveis consequências que acabam por desfigurar a Igreja, o Corpo do qual o Senhor Jesus é o cabeça —

1 Coríntios 12:24—25

24 Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha,

25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.

Alguém tem alguma dúvida porque as igreja chamadas cristãs se parecem mais com verdadeiros “monstros” do que com o Corpo Vivo de Cristo?

D. Nós precisamos rever nossos conceitos urgentemente:

E. Temos um Senhor amoroso que em Sua graça tem derramado inúmeros dons no meio do seu povo.

F. Temos que ajudar uns aos outros a descobrir os dons que Jesus nos deu e incentivar uns aos outros a colocar em prática o que o Senhor no outorgou pela Sua Graça.

G. Quando agirmos assim, valorizando cada indivíduo e incentivando cada indivíduo a exercitar seu dom, então a Igreja perderá esta forma monstruosa que possui e se tornará, de forma efetiva e eficiente, no Corpo Vivo do qual Jesus é o Cabeça.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/efesios-sermao-028-o-dom-de-pastores-e_6.html

EFÉSIOS 4:12—16 — SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/efesios-sermao-029-o-proposito-dos-dons.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 19 de abril de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 006 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13



Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados.


Introdução:

A. Nas mensagens anteriores — ver lista completa mais abaixo —, nós tivemos a oportunidade de destacar diversas verdades entre as quais estão essas duas:

1. Na abertura da oração, Jesus invoca um Deus de Amor a quem chama de אַבָּא `abba — Pai, que está próximo de nós.

2. Mas Jesus também nos diz que o Pai está “nos céus”. Que é transcendente.


B. O אַבָּא `abba — Pai, é também o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso ou aquele que tem o controle de todas as coisas. Não importa o que você está enfrentando, lembre-se: DEUS ESTÁ NO CONTROLE.

C. Mas o Deus Todo Poderoso não está lá longe, porque ele se aproximou de nós, de fato, ele veio viver entre nós na pessoa de Jesus —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Jesus se autodenomina παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso em —

Apocalipse 1:8

Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.   

D. Com essa frase “Pai nosso que estás nos céus” Jesus afirma a existência de Deus independente de estarmos ou não conscientes dessa realidade.

E. A Bíblia “ASSUME” a existência de Deus e não faz nenhum esforço para provar essa verdade.

F. Conforme vimos quando da exposição do Salmo 130 — série ainda inédita —, a motivação para a oração repousa no fato que o Deus Criador nos ouve quando o buscamos em oração!

G. Uma vez que Jesus identificou muito bem aquele a quem dirigimos nossas orações, vamos então procurar entender a estrutura da oração do PAI NOSSO:  

A ESTRUTURA DO PAI NOSSO

I. A Oração Apresenta Seis Pedidos.

1. Santificado seja o Teu Nome

2. Venha o Teu Reino.

3. Faça-se a Tua Vontade, assim na terra como no céu.

4. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje.

5. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.

6. E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.

A. As três primeiras petições têm a ver com o próprio Deus e servem para nos lembrar que estamos envolvidos com o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso, e que somos parte da história da redenção desenvolvida pelo próprio Deus. Os gloriosos temas tratados por essas três primeiras petições são:

1. Santificar o Nome de Deus.

2. A Vinda do Reino de Deus.

3. O cumprimento pleno da vontade de Deus

B. A seguir a oração se concentra no mundo contemporâneo dos adoradores com suas necessidades específicas. O foco dessas petições está centrado em:

1. Nosso pão diário.

2. Perdão no meio da comunidade dos santos.

3. Liberdade do mal.

II. Cada uma Dessas Petições Envolve:

1. Um ato de Deus.

2. E implica, de forma específica, na participação do crente nas mesmas.

A. Cada petição envolve a Soberania de Deus e a liberdade e a responsabilidade do crente. Diante disso temos o seguinte:

1. Deus Santifica Seu próprio Nome — E espera-se que eu viva uma vida de santidade.

2. Deus introduz Seu Reino — E espera-se que eu viva de acordo com os princípios desse Reino — amor, justiça, paz, etc.

3. Deus faz cumprir Sua vontade — E eu preciso descobrir, entender e praticar a vontade de Deus no meu dia à dia.

4. Deus nos concede a bênção do alimento diário — e eu preciso trabalhar para ganhar o mesmo.

5. Deus perdoa — e eu preciso perdoar também.

6. Deus nos conduz para longe do mal — e eu preciso viver uma vida pautada em justiça e santidade.

III. Os Contrastes do Pai Nosso Com as 18 Orações dos Judeus.

A. Nas 18 orações proferidas pelos judeus nós podemos notar as seguintes ênfases:

1. Uma forte ênfase na Cidade de Jerusalém e no Templo — orações 10, 11, 14 e 17.

2. Um livro sagrado é identificado e lealdade ao mesmo é afirmada juntamente com um pedido para ter conhecimento e compreensão do mesmo — orações 4 e 5.

3. Uma ênfase no sofrimento da comunidade judaica e na necessidade de alívio e restauração — orações 7, 8, 11, 13, 15 e 17.

4. Pede-se perdão, mas não existe nenhuma preocupação com perdoar os outros — orações 5 e 6.

5. Uma oração pela bênção de Deus para a produção dos campos — oração 9.

6. Um pedido para que os inimigos sejam atacados — Birkat HaMinim — oração 12.

7. Pedido por misericórdia, por resposta às orações junto com paz e felicidade — orações 16, 19.

B. Com todos esses admiráveis e honrados pedidos essa coleção não passa de um grupo de orações étnicas centradas em Jerusalém, no Templo e no povo judeu.

C. Jesus, com sua oração fez o seguinte: ele “DE-SIONIZOU” a tradição judaica.

D. Na oração do Pai Nosso não existe nenhuma menção de Jerusalém nem do Templo e os discípulos são instruídos a pedir pela vinda do Reino de Deus, algo que demonstra uma preocupação por todos os povos e não apenas para um povo: os judeus.

E. O perdão de Deus está firmemente atado ao perdão que oferecemos aos outros.

F. Nenhum pedido é feito visando à destruição dos inimigos.

G. Também não existe nenhum pedido para Deus olhar para o sofrimento do Seu povo, nem para que Deus lute a favor do Seu povo. De fato nós lemos o seguinte  em —

1 Pedro 4:19

Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.

H. Tudo isso deve nos levar a considerar com maior cuidado a oração que temos diante de nós. Mas começaremos a fazer isso a partir da próxima mensagem. Agora vamos concluir a mensagem de hoje.

Conclusão

A. Jesus nos exorta a fazer o seguinte em

Lucas 18:1

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.

B. Não devemos nos enganar: Deus exige que vivamos em santidade —

Hebreus 12:14

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

C. Em que consiste o Reino de Deus?

Romanos 14:17

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

D. Qual é a vontade de Deus para nós?

Marcos 3:35

Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Romanos 12:2

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Efésios 6:6

Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus.

1 Tessalonicenses 4:3

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição.

1 Tessalonicenses 5:18

Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

1 Pedro 2:15

Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.

1 João 2:17

Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

E. Quanto ao alimento diário temos que nos lembrar que como descendentes de Adão sobre nós pesa o seguinte:

Gênesis 3:19

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

F. Na continuidade da “Oração do Pai Nosso” Jesus diz as seguintes palavras:

Mateus 6: 14—15

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;

15 se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

G. O que Deus faz por nós quando enfrentamos uma tentação?

1 Coríntios 10:13

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.   

H. Quando consideramos a oração do Pai Nosso à luz de tais versículos temos que entender que o propósito de Jesus é criar um senso de comunidade entre nós e também nos ajudar a nos identificarmos, enquanto indivíduos, com o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso.

Que Deus abençoe a todos. 

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html


011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS
Que Deus abençoe a todos 

Alexandros Meimaridis 

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