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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA SERMÃO - 032 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


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O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

Texto: Apocalipse 3:14—22
Introdução.
A. Na mensagem anterior, tivemos a oportunidade de ver a arrogância assustadora que dominava os membros da igreja em Laodiceia. Certamente, suas palavras deixaram uma profunda impressão em nós, pois diziam:
Apocalipse 17A — Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma. 
B. Como dissemos antes, eles confundiam prosperidade material com prosperidade espiritual, mas a realidade diante de Deus era muito diferente da realidade material que experimentavam.
C. Hoje queremos analisar, palavra por palavra, a verdadeira condição espiritual da Igreja, conforme descrita pelo Senhor Jesus.
D. Na sequência do verso de Apocalipse 3:17, o Senhor Jesus diz:
Apocalipse 3:17B — e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

E. E é com esses cinco adjetivos que pretendemos dar início à nossa mensagem de hoje que trata da...
VERDADEIRA CONDIÇÃO DA IGREJA EM LAODICEIA

I. Os Dois Primeiros Adjetivos Descrevem a Condição Geral da Igreja em Laodiceia como Vista Pelo Senhor Jesus: Infeliz e Miserável
A. A primeira palavra no grego é ταλαίπωρος talaíporos — traduzida por infeliz, mas que agrega as ideias de aflito e desgraçado. Esse é o mesmo adjetivo que Paulo usa para se qualificar em
Romanos 7:24
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
B. A conotação disso tudo deve ser óbvia: Jesus se refere à condição daquelas pessoas como sendo de extrema infelicidade.
C. A segunda palavra no grego é ἐλεεινὸς eleeinòs — traduzida por miserável o que também indica uma pessoa digna de dó.
D. Essa mesma palavra é usada para descreve a triste condição de todas as pessoas que não têm esperança, como aquelas descritas em:
1 Coríntios 5:19
Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
E. Quando paramos para analisar o resultado dessas duas palavras, notamos que Jesus diz para a Igreja em Laodiceia que a mesma se encontrava, verdadeiramente, num estado deplorável.
F. A igreja se enxergava como rica e poderosa, mas era na realidade uma igreja em petição de miséria. Por esse motivo ela precisava de um conselho sério e direto, como o que encontramos Apocalipse 3:18.
G. Mas antes de falarmos do conselho é importante entendermos o verdadeiro motivo do mesmo.
II. O Segundo Grupo de Adjetivos Descreve a Condição Específica da Igreja: Pobre, Cego e Nu.
A. Os três adjetivos que descrevem a verdadeira condição específica da igreja em Laodiceia são derivados das suas condições econômicas, sociais, agriculturais, industriais e medicinais..
B. O vale do Rio Lico é até hoje a região mais fértil da Turquia. Portanto, Laodiceia produzia cereais em abundância que respondiam em boa parte por sua notória riqueza.
C. Outro motivo da riqueza de Laodiceia eram as criações de ovelhas com lá negra. Essa lã era caríssima por sua qualidade e brilho.
D. A cidade também era famosa pela invenção e produção de um colírio para os olhos que realmente funcionava no combate a inflamações e infecções oculares.
E. Todos esses elementos contribuíam para a grande riqueza da cidade. Isso, por sua vez levou ao surgimento de um sistema bancário, o maior conhecido na antiguidade, que ajudava ainda mais no enriquecimento da cidade por meio de financiamento, empréstimos e etc.
III. O Conselho de Jesus — Apocalipse 3:18
A. O conselho de Jesus é dado de forma branda, como alguém que realmente deseja ajudar a outra pessoa. Note que, não se trata de uma ordem e sim de um conselho!
B. Em primeiro lugar os laodicenses deveriam usar suas riquezas para investir na obra de Deus e não apenas para esbanjar em seus prazeres ou acumular desmesuradamente.
C. A recomendação de Jesus é que os membros da igreja em Laodiceia comprassem dele próprio em vez de fazerem negócios com os comerciantes errados. Eles tinham comprado tudo de comerciantes terrenos, portanto, tinham ido à loja errada. 
D. O resultado final de grande riqueza material, da abundância de bens e da qualidade dos mesmos, se resumia, em termos espirituais à seguinte realidade:
1. Primeiro, em vez de serem ricos, eles eram realmente muito pobres, miseráveis mesmo, dignos de dó. Eles precisavam comprar “ouro refinado” do próprio Cristo e não investir seus recursos nos bancos locais e no comércio da cidade.
2. Em segundo lugar, apesar da rica e preciosa lã produzida na cidade, eles estavam, realmente, como pessoas nuas diante os olhos de Deus e de Cristo. Você pode vestir Armani e Prada, mas continuar desnudo na presença de Deus.
E. As vestiduras brancas são citadas muitas vezes no Apocalipse para simbolizara a justiça, como, por exemplo, Apocalipse 3:4—5.
3. Em terceiro lugar aquele povo estava completamente cego, independentemente dos famosos centros oftalmológicos que se encontravam espalhados pela cidade.
F. Jesus mesmo disse as seguintes palavras —
João 9:39
Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.  
Conclusão:

A. Todos os que desejam ser ricos de verdade precisam seguir a orientação de Jesus quando diz em —

Mateus 6:19—21

19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;

20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;

21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração

B. Se você quiser comparecer diante de Deus, realmente vestido, siga esse conselho de Paulo —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

C. Se você deseja enxergar de verdade, siga a luz do mundo que é Jesus —

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

D. Que Deus no livre da arrogância egocêntrica e cega manifestada pela igreja em Laodiceia é nossa oração hoje.

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APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001
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APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL
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APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B
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Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001
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Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 032 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 23 de julho de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ — ESTUDO 024 — DISCIPLINA NA IGREJA — PARTE 001 - DISCIPULADO


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I. Termos Chaves Para a Disciplina no Novo Testamento[1]:

A. μαθητεύσατε matheteúsate — fazei discípulos.

A disciplina, como os vocábulos cognatos “discípulo” e “fazer discípulos, tem sua idéia original, como a raiz no grego indica, na prática da antiguidade de um aluno seguir um mestre ou pensador. Um sábio ou um rabino atraía jovens adeptos que admiravam o seu mestre e ficavam convictos da veracidade de suas idéias. Estavam dispostos a serem moldados, tanto pelo seu pensamento, como pelas suas ações. Nos evangelhos, “Os Doze” seguiram a Jesus com esse intuito. No livro de Atos, os crentes são chamados μαθηταὶ — mathetaì —discípulos, alunos, não numa escola, mas leais seguidores que procuravam conhecer e praticar os ensinamentos de vida de Jesus. O vocábulo μαθητεύσατε — matheteúsate — fazei discípulos em Mateus 28:20, deve ser comparado com Διδάσκαλος  — didáskalos — mestre e com διδάσκω — didásko — ensino, que aparecem em outras referências do Novo Testamento. O discípulo almeja aprender fatos, entender idéias, ganhar uma nova cosmovisão como qualquer aluno. Mas apenas quando tem um compromisso de vida com o mestre, num sentido global, é que o estudante passa a ser um discípulo —

Lucas 14:26—33

26 Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Nesse círculo de ideias, a disciplina dá a impressão de formar uma pessoa em conformidade com o caráter e mente do mestre. Paulo diz aos efésios: “Não foi assim que ἐμάθετε  emáthete — aprendestes a Cristo — literalmente, “fostes feitos discípulos de Cristo” — , se é que de fato o tendes ἠκούσατε  ekoúsate — ouvido, e nele fostes ἐδιδάχθητε  edidáschthete — instruídos —

Efésios 4:20—21

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus.

Como em Mateus 28:19—20, primeiro o neófito se torna discípulo, entregando-se de corpo e alma ao Senhor. Depois recebe a instrução necessária para observar o que o Mestre manda. Se um discípulo sabe o que seu Senhor e mestre quer, mas não o faz, põe em dúvida a submissão assumida com o senhor, ao qual prometeu seguir —

Mateus 21:28—32

28 E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha.

29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi.

30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.

O discipulado cristão requer a tomada do ζυγόν  Zugón — jugo de Cristo. Isso que dizer que se  requer que o discípulo aprenda os ensinamentos de Jesus e compartilhe seu caráter πραΰς εἰμι καὶ ταπεινὸς — praús eimi kaì tapeivòs  — manso e humilde,  de coração — ver Mateus 11:28—30. Tanto a instrução como os valores do Mestre devem ser transmitidos aos que creem n’Ele, por intermédio da igreja até a consumação dos séculos — ver Mateus 28:18—20; Atos 2:41—47.

A instrução necessária par cristão que segue a Cristo deve ser recebida pelo ensino e pelo exemplo da Igreja. Ela não é recebida através de nenhum tipo de revelação mística. Pelo ministério da palavra lida, pregada e ensinada, e pela exortação e exemplo daqueles que têm a responsabilidade de ensinar na igreja local. Entre esses estão incluídos os presbíteros, bispos ou pastores, os dirigentes e professores da escola bíblica, e os membros destacados que lideram qualquer ministério de ensino – crianças, adolescentes, jovens, casais, etc. – e que acabam influenciando mais os pensamento e práticas cristãs dos recém-convertidos, levando-os a adotar os hábitos tradicionais de sua comunidade. Paulo falou deste processo da seguinte forma: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo” — Romanos 13:14 — quando essa influência é, exatamente, a que deveria ser — ver Romanos 15:14.

Evidentemente há grande variedade entre as distintas denominações e grupos evangélicos quanto ao estilo de vida que o “vestir-se de Cristo” representa. Entre essas variedades temos: o comprimento do cabelo, deixar ou não crescer a barba, as mulheres vestirem ou não calças compridas, frequentar ou não o cinema e ter ou não uma televisão, entre muitos outras. Elas fornecem claros reflexos da maneira como cada igreja impõe sua interpretação do que significa ser um bom discípulo de Jesus Cristo. Outros grupos enfatizam a transformação ganhando novas atitudes de coração — ver Romanos 12:1—2 — deixando cada membro escolher como deve se vestir ou que lugares deve frequentar como embaixador do Senhor — ver Gálatas 5:1, 13; 2 Coríntios 5:20.

As escolhas feitas pelo novo cristão podem ser erradas porque ele não conhece ainda os princípios bíblicos em que deve basear seus novos valores. Mas nunca tal discípulo deve pensar, que as opções são apenas suas. Jesus Cristo sendo Senhor da vida tem “toda autoridade” — ver Mateus 28:18 — de escolher para nós, seus seguidores o que Ele mesmo achar necessário e conveniente —

1 Pedro 2:21
Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

Os apóstolos foram escolhidos como mestres insubstituíveis dos que viriam a crer no Senhor: “ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado” — ver Mateus 28:20a. Com essa finalidade produziram os evangelhos e epístolas. A legitimidade das regras impostas sobre os membros de qualquer igreja deve ser mantida unicamente se seu ensino e prática têm base no fundamento dos apóstolos e profetas — Atos 2;42; Efésios 2:20. Por esse motivo, não aceitamos os falsos ensinamentos como os que querem promover uma sucessão apostólica espúria, nem aqueles movimentos que se baseiam em profetas e profetisas e que ensinam coisas contrárias ao que nos é apresentado nas Escrituras Sagradas.

Há uma necessidade incessante de cada crente avaliar, à luz das Escrituras se é realmente a vontade de Deus, o Pai da família, conformar-se à “lei” da igreja a qual pertence. Os cristãos neófitos de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a Palavra com avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim — ver Atos 17:11. Essa também deve ser nossa atitude básica.
        
Foi a falta desse autoexame de si mesma que permitiu a Igreja, a partir do século quarto em diante, afastar-se para muito longe da verdade e práticas bíblicas. Lutero foi um dos reformadores que reconheceu que todo cristão compartilha o direito de exercer seu ministério, porque pertence ao sacerdócio universal. A hierarquia não tem exclusiva autorização divina para interpretar as Escrituras. A Igreja também necessita reformar-se constantemente — Ecclesia reformata, semper reformanda. Mas essa incumbência só é possível se os membros seguem a disciplina da Palavra que Deus inspirou para ser “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”— ver 2 Timóteo 3: 16—17. A leitura alternativa da Nova Tradução na Linguagem de Hoje enriquece e facilita muito nossa compreensão desse texto, ela diz:

16 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.

17 E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.

Quando percebermos que o alvo principal da pregação, o ensino e a leitura da Bíblia é de conduzir “discípulos” à perfeição — ver Colossenses 1:28 — e habilitá-los para fazer boas obras — inclusive testemunhar efetivamente conforme Efésios 2:10e Tito 2:14 — entenderemos por que casos de disciplina drástica — aquela que acaba destruindo a pessoa — na igreja são um sinal de fracasso, pelo menos parcial, por parte da mesma.

Quem estará disposto a arrancar o olho que nos faz tropeçar antes de primeiro tentar disciplinar o olho errante a ver só o que deve — Mateus 5:29? Cortaria alguém pode cortar um braço antes de fazer o máximo para dominá-lo para fins úteis?

A igreja, mais do que um hospital onde se realizam chocantes amputações de membros externos ou remoção cirúrgica de órgãos cancerosos que ameaçam a vida do corpo, deve ser um lar de médico que ensina seus filhos os segredos da medicina preventiva. Saúde e vitalidade serão mais preciosas para este cirurgião que diariamente está em contato com os que não valorizaram as leis do bem-estar do corpo. Cuidará que seus amados escapem da faca até não haver outro remédio, mesmo no caso dele ser o melhor cirurgião do mundo.

A palavra disciplina pinta o quadro de um mestre seguido por seus discípulos que prestam atenção muito séria às suas palavras, mas almejam imitá-lo também —

1 Coríntios 11:1

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

Filipenses 3:12—14

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.

13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,

14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Tudo que seu Senhor é, eles procuram ser. É a disciplina que os ensina e corrige os conceitos errados que os discípulos imaginam caracterizar seu mestre.

A igreja que é capaz de suprir um quadro fiel de Jesus Cristo, no ensino e ação, é uma igreja bem disciplinada. A igreja de Jerusalém descrita com traços tão bem escolhidos por Lucas, revela exatamente o que queremos dizer com disciplina positiva.

Atos 2:42—47

E perseveravam na doutrina dos apóstolos — i.e., o que Jesus ensinara e comissionara para eles transmitirem conforme Mateus 28:20 — e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor: e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos... tinham tudo em comum.....
A excelente qualidade do ensino e vida prática na fé não conseguiram evitar a disciplina negativa que Lucas narra em Atos 5 a respeito de Ananias e Safira. Mesmo assim, a igreja de Jerusalém praticou um alto padrão de disciplina positiva primeiro, não oferecendo qualquer motivo de desculpa aos membros tão drasticamente eliminados.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

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002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS

020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?

021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?

022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001

023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
024 — A DISCIPLINA DA IGREJA — PARTE 001 — O DISCIPULADO

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Alexandros Meimaridis
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[1] O material contido nessa artigo e nos seguintes foi adaptado e ampliado do livro escrito pelo Dr. Russell Shedd – A Disciplina da Igreja. O livro foi originalmente publicado pelas Edições Vida Nova, e não encontra-se atualmente, no catálogo, da editora.