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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Gênesis - Estudo 011 - A Criação – A CRIAÇÃO DE DEUS DIA A DIA — O QUARTO DIA


 SISTEMA SOLAR

Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

O Livro do Gênesis
O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ 
                    Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
                   Terra   a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
Gênesis 1:1

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E. O Quarto Dia –

Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas. E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra, para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o quarto dia — Gênesis 1:14—19.

Sol

Após a terra ter sido revestida com vegetação e de ter sido perfeitamente adaptada para se tornar um lugar para a habitação de seres vivos, Deus criou, no quarto dia, o sol, a lua, as estrelas e outros elementos celestiais nos quais a luz elementar, que já existia desde o primeiro dia, foi então concentrada. O objetivo de Deus ao fazer isto foi permitir que a influência destes elementos sobre o globo terrestre fosse modificada o suficiente e regulada para permitir a existência de criaturas vivas, sob seus benéficos raios, que pudessem se multiplicar nas águas, no ar e sobre a terra.
 
Lua

Mediante o poder criador da palavra de Deus, os corpos celestes foram chamados à existência como verdadeiras lâmpadas ou luzeiros no firmamento. Este é o sentido literal da expressão מְאֹרֹת meorot — luz ou luminária. De acordo com o texto bíblico estes elementos receberam do próprio Deus três funções específicas:

1. Eles deveriam servir para fazer a separação entre o dia e a noite i.e. entre os períodos de luz e de trevas, como verdadeiros continuadores do que Deus havia estabelecido no primeiro dia, que era a alternância sistemática de períodos de luz e trevas, os quais foram chamados por Deus ,respectivamente, como dia e noite.

2. Eles deveriam servir também para:

Sinais — Este é um dos aspectos totalmente ignorado pela ciência moderna que insiste em entender o universo como tendo se criado a si mesmo. A Bíblia, ao contrário, nos ensina que Deus usa os elementos celestiais como portentos para marcar eventos extraordinários como podemos ver em:

Mateus 2:2

E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.

Lucas 21:25—28

25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;

26 haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.

27 Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.

28 Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.

O mesmo é verdade no que diz respeito ao uso destes elementos como sinais de julgamentos divinos como podemos ver em:

Joel 2:30
Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.

Jeremias 10:2

Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam.

Para marcar as estações mediante sua influência periódica sobre a agricultura, a navegação e outras atividades de ocupação humana, bem como sobre o curso da vida dos seres humanos, dos animais e dos vegetais. Exemplo disto pode ser visto na migração dos pássaros

Jeremias 8:7

Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do SENHOR.


no cruzamento dos animais, na polinização das plantas que acontece, na maioria das vezes, nos meses da primavera e do verão.

Para marcar os dias e os anos i.e. como estamos acostumados a fazer desde dias imemoriais. A construção gramática original no hebraico não permite a idéia de que o texto esteja se referindo a dias específicos ou a tempos definidos. A expressão hebraica faz referência ao tempo em geral e a nada específico.
 
3. Em terceiro lugar estes elementos celestiais deveriam servir como luzeiros para a própria terra.

A expressão “fez Deus os dois grandes” luzeiros deve ser uma referência direta ao sol e à lua, pois o verso 16 nos diz que o maior foi feito para governar o dia e o menor a noite. Não temos dúvida que nada brilha mais que o sol durante o dia e o mesmo é verdadeiro com relação à lua durante a noite. Mesmo assim temos que destacar que o texto de Gênesis 1 não nomina os dois luzeiros diretamente. Aqui devemos notar algo que é, no mínimo, diferente. Dizemos isto porque todas as outras coisas criadas nos três dias anteriores foram nominadas pelo próprio criador. Alguns comentaristas acham que Moisés se esqueceu de colocar os nomes que Deus lhe havia dado. Outros, entre os quais se encontra o autor deste material, pensam que nominar o sol e a lua seria descer para um nível que não era a intenção de Deus conforme os três dias anteriores. As nominações existentes são de categorias maiores e não de corpos individuais e isto inclui as plantas e os animais. As únicas exceções são o homem e a mulher que receberam, no dia em que foram criados, um nome específico dado por Deus — ver Gênesis 5:2 onde o homem e a mulher são chamados de  אָדָם adam — homem, humanidade — designação da espécie humana. Esta palavra hebraica  אָדָם adam é a mesma palavra usada em hebraico para designar a cor vermelha. Iremos discutir o nome dado aos nossos primeiros pais mais adiante, de forma mais completa.

O sol e a lua são chamados de “grandes” luzeiros, mas isto não tem qualquer significado no que diz respeito ao tamanho deles. A expressão “grandes” diz respeito apenas à intensidade da luz que os mesmos manifestam quando comparados com a luz de outros corpos celestes. É a intensidade da luz que o sol e a lua manifestam que lhes concede o direito de governarem o dia e a noite. E esse ato de “governar” tem a ver com a influência que o sol e a luz exercem sobre toda a natureza, seja orgânica ou inorgânica, influência esta geralmente admitida, mas não plenamente entendida até nos nossos próprios dias. Nesse sentido somente é que o sol e a lua são “grandes luzeiros” quando comparados com as estrelas e outros corpos celestes que são percebidos como corpos menores mesmo sendo muito maiores na realidade. Enquanto nas outras culturas ao redor, o sol e a lua eram adorados como verdadeiros deuses, a Bíblia é o único livro que nos revela a verdade acerca desses seres celestes: os dois não passam de grandes luzeiros criados pelo Deus todo poderoso.

Houve tarde e manhã, o quarto dia.

Outros artigos acerca da Introdução ao Antigo Testamento

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001 – O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

002 – A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

003 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 1 = Os Escribas e O Texto Massorético — TM

004 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 2 = O Texto Protomassorético e o Pentateuco Samaritano

005 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 3 = Os Manuscritos do Mar Morto e os Fragmentos da Guenizá do Cairo

006 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 4 = A Septuaginta ou LXX

007 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 5 = Os Targuns e Como Interpretar a Bíblia

B. A Geografia do Antigo Testamento

001 – INTRODUÇÃO E MESOPOTÂMIA

002 – O EGITO

003 – A SÍRIA—PALESTINA

C. A História do Antigo Testamento

001 — OS PATRIARCAS DA NAÇÃO DE ISRAEL

002 — NASCE A NAÇÃO DE ISRAEL

003 — A NAÇÃO DE ISRAEL: O REINO UNIDO

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D. A Introdução ao Pentateuco

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002 — O PENTATEUCO — PARTE 2 — OS TEMAS PRINCIPAIS DO PENTATEUCO — PARTE 1

003 — O PENTATEUCO — PARTE 2 — OS TEMAS PRINCIPAIS DO PENTATEUCO — PARTE 2

004 — O PENTATEUCO — PARTE 2 — QUEM ESCREVEU O PENTATEUCO — PARTE 1

005 — O PENTATEUCO — PARTE 3 — QUEM ESCREVEU O PENTATEUCO — PARTE 2

006 — O PENTATEUCO — PARTE 3 — QUEM ESCREVEU O PENTATEUCO — PARTE 3

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001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

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014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

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016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

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018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

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026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

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035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.  

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Gênesis - Estudo 010 - - A Criação - Parte 9 — O SEGUNDO E O TERCEIRO DIA



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Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

O Livro do Gênesis
O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ 
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
            Terra   a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
Gênesis 1:1

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C. O Segundo Dia –

E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia — Gênesis 1:6—8.

Após a luz ter sido separada das trevas e do primeiro dia ter acontecido, o mesmo foi sucedido pelo segundo dia. Nesse dia o Criador criou uma divisão no meio da massa caótica de água — naquilo que foi chamado de תְהוֹם tehom — o abismo em Gênesis 1:2. Esta מַבְדִּיל mabeddiyl — separação foi chamada por Deus de - רָקִיעַ raquiyafirmamento e serviu para separar a água que envolvia o planeta em duas partes. O firmamento corresponde a esta expansão que nós chamamos de céu e que a ciência moderna chama de atmosfera — camada de ar que envolve a Terra e que tem a aparência “azulada” devido à presença de oxigênio na mesma. Assim, Deus separou as águas que cobriam a terra em duas partes: a primeira foi mantida sobre a superfície da terra que continuava completamente imersa em água; a segunda foi colocada acima do firmamento como um “cinturão” em volta da terra.

 
Atmosfera

D. O Terceiro Dia –

Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez. À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom. E disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o terceiro dia — Gênesis 1:9—13.

O trabalho desse terceiro dia se dividiu em duas partes que estão intimamente relacionadas:
1. Em primeiro lugar Deus ordenou que as águas abaixo do firmamento i.e., as águas que continuavam sobre a superfície da terra, se ajuntassem de tal maneira que uma parte sólida e seca pudesse aparecer. Esta parte não mais coberta pelas águas foi chamada de יַּבָּשָׁה yabbashah — porção seca. De que maneira as águas foram ajuntadas? Teria sido pelo afundamento de certas partes da crosta terrestre ou pela elevação da porção seca de dentro das águas? Não sabemos, pois a Bíblia não nos informa como este processo aconteceu. Nossa melhor opção é pensar que foi uma combinação das duas coisas, depressão e elevação, mencionadas acima. Mesmo assim não possuímos nenhuma explicação física de como estas coisas aconteceram. A descrição poética desse ato da criação como encontramos no Salmo 104:1—9 e, especialmente, no verso 8 também não pode ser utilizada para nos dizer, exatamente, como Deus causou o ajuntamento das águas e o surgimento da porção seca. Mas vale à pena citarmos a Salmo textualmente:

 
Pangeia

Salmos 104:1—9

1 Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, como tu és magnificente: sobrevestido de glória e majestade,

2 coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina,

3 pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por teu carro e voas nas asas do vento.

4 Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo.

5 Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não vacile em tempo nenhum.

6 Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas;

7 à tua repreensão, fugiram, à voz do teu trovão, bateram em retirada.

8 Elevaram-se os montes, desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado.

9 Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra –.

Esta parte, agora completamente seca, foi chamada de אֶרֶץ eretz – terra que é a mesma palavra utilizada para descrever o planeta Terra como um todo também.

O mar

O lugar onde as águas foram ajuntadas abaixo do firmamento foi chamado de יַמִּים yammim – mares, que literalmente é um plural de majestade e não se refere a um plural numérico. Existia somente um e enorme mar que circundava a porção seca por todos os lados. Esse é o aspecto que dá a impressão ao Salmista — linguagem poética — que a terra i.e., a porção seca, está fundada ou estabelecida sobre os mares —

Salmos 24:1 – 2

1 Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.

2 Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.

Assim temos que terra e mar são os dois principais elementos que constituem o globo terrestre e que a separação dos mesmos concluiu a formação do nosso planeta. A expressão hebraica יַמִּים yammim — mares inclui também os rios que correm para o mar, bem como os lagos que são vistos como pequenos destacamentos ou fragmentos do próprio mar. Uma vez nominados — terra e mares — estes dois elementos que constituem nosso planeta, recebem o carimbo de aprovação de Deus, o que os torna permanentes.

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Florestas     

2. O segundo ato criador de Deus neste terceiro dia, que é o revestimento da porção seca com relva, ervas e árvores frutíferas está, como mencionamos, intimamente relacionado com o primeiro ato. Em resposta ao mandamento de Deus, a terra produziu imediatamente דֶּשֶׁא deshe — relva ou vegetação; עֵשֶׂב eseb — ervas ou plantas; e עֵץ פְּרִי etz peryi — árvores frutíferas que incluem as árvores das quais se extraem a madeira como os cedros ou os pinheiros. Essas três classes descrevem toda a variedade de espécies produzidas pelo reino vegetal. A primeira palavra דֶּשֶׁא deshe descreve todo tipo de grama nova, erva verde, vegetação etc., como o que lemos em.

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Relva

Salmos 23:2a

Ele me faz repousar em pastos verdejantes.

 
Milharal
A segunda palavra עֵשֶׂב eseb descreve todas as plantas herbáceas — planta que tem a consistência e o porte de erva[1] e que incluem o milho e todos os legumes, além dos tubérculos e das folhas comestíveis. A terceira expressão עֵץ פְּרִי etz peryi — árvores frutíferas inclui todas as árvores frutíferas, todos os arbustos e todas as árvores das quais extraímos a madeira. Essas são todas as árvores que produzem frutos em cujos se encontram as devidas sementes. A expressão עַל־הָאָרֶץ yal ha eretz – sobre a terra, não deve ser emendada à expressão “árvores frutíferas”, como se estas fossem superiores e as únicas a produzir seus frutos “sobre a terra”. Na realidade a expressão “sobre a terra” indica que tudo o que foi produzido pela mesma teve o propósito de servir como ornamento e cobertura para a própria terra. Tanto as árvores frutíferas como as ervas e as gramas brotaram da terra, cada uma conforme a sua própria espécie, trazendo consigo mesmas o poder de produzir frutos com suas respectivas sementes, visando à própria multiplicação e a propagação da sua própria espécie.

Árvores 

O texto bíblico deixa claro que, ao comando de Deus, a terra, em um ato contínuo, produziu como um verdadeiro milagre, “relva, ervas e árvores frutíferas” já maduras e prontas para florir e iniciar o processo de multiplicação. A própria terra foi utilizada por Deus como um meio na criação das plantas, uma vez que lemos que foi Deus quem ordenou dizendo: “produza a terra”. Essa última expressão serve para aniquilar por completo o conceito ou a noção de que exista uma tal de “mãe natureza”, que age de maneira independente e a quem nós devemos honrar e respeitar. Nós devemos respeitar a natureza apenas como resultado da nossa compreensão que foi Deus quem a criou e por este motivo ela é boa e não deve ser destruída e sim aproveitada sem ser, todavia, explorada à exaustão. A natureza terrestre é como todo o resto do universo, fruto do poder onipotente de Deus onde as árvores são chamadas à existência antes mesmo que suas sementes existissem ou tivessem a chance de se expandirem gradualmente sob a influência dos raios solares e das chuvas! E assim o terceiro dia foi completado.

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025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Planta não lenhosa, cujas partes aéreas vivem menos de um ano, o que limita o seu tamanho, podendo as partes subterrâneas ser vivazes ou exuberantes.