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terça-feira, 11 de agosto de 2015

VOCÊ SABE QUEM É JULIAN ASSANGE? VOCÊ SABE O QUE ELE FEZ?


Protesto pró Assange Ato em apoio a Julian Assange em 2010: "não atire no mensageiro"


O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital e é de autoria do brilhante jornalista e cineasta australiano John Pilger.

O prisioneiro que apavora o Império Americano (1)

por John Pilger

Por que Washington teme quem revelou seus segredos e criou o Wikileaks? As acusações esfarrapadas a submissão da Suécia e a dignidade do Equador

O cerco à Embaixada do Equador, no bairro londrino de Knightsbridge, é tanto um emblema de injustiça bruta quanto uma farsa cansativa. Há três anos, um cordão policial em torno do prédio onde se refugiu Julian Assange não serve a outro propósito exceto ostentar o poder do Estado.

Já custou o equivalente a 65 milhões de reais. A presa é um australiano que não foi acusado de crime algum, um refugiado cuja única segurança é o aposento oferecido por um país sul-americano corajoso. Seu “delito” é ter iniciado uma onda de revelações incômodas, numa era de mentiras, cinismo e guerra.

A perseguição a Julian Assange está para recrudescer porque entra num estágio perigoso. A partir de 20 de agosto, três quartos da acusação dos promotores do caso contra Assange, relativa à má conduta sexual em 2010 desaparecerão, quando expirarem as limitações a sua defesa.

Porém, intensificou-se a obsessão de Washington para liquidar Assange e o WikiLeaks. Na verdade, é o poder vingativo de Washington que representa a maior ameaça — como podem atestar Chelsea Manning e os prisioneiros de Guantánamo.

Os norte-americanos perseguem Assange porque o WikiLeaks expôs seus crimes épicos no Afeganistão e no Iraque: as mortes de dezenas de milhares de civis que eles esconderam; e seu desprezo pela soberania e leis internacionais, como demonstrado, de forma brilhante, nos despachos diplomáticos vazados.

O WikLeaks continua a expor a atividade criminosa dos EUA: acabou de publicar documentos altamente sigilosos interceptados — relatórios de espiões estadunidenses detalhando telefonemas privados dos presidentes da França e da Alemanha, e outros altos funcionários, relativos a assuntos políticos e econômicos internos da Europa.

Nada do que Assange fez é ilegal sob a Constituição dos EUA. Como candidato à presidência em 2008, Barack Obama, um professor de direito constitucional, louvou os denunciadores como “parte de uma democracia saudável [e eles] precisam ser protegidos de represálias”.

Já em 2012, a campanha para reeleger Barack Obama presidente gabava-se em seu site de ter perseguido mais denunciadores em seu primeiro mandato do que todos os outros presidentes norte-americanos juntos.

Antes mesmo que Chelsea Manning tivesse ido a julgamento, Obama declarou-o culpado. Chelsea foi depois sentenciada a 35 anos de prisão, tendo sido torturada durante sua longa detenção antes de ser julgada.

Há poucas dúvidas de que, caso os EUA coloquem as mãos sobre Assange, um destino semelhante o espera. Ameaças de prisão e assassinato de Assange tornaram-se moeda corrente dos extremistas políticos nos EUA, depois da calúnia absurda do vice-presidente Joe Biden, para quem o fundador do WikiLeaks era um “cyber-terrorista”.

Aqueles que duvidam do grau de crueldade que Assange pode esperar deveriam lembrar-se do pouso forçado imposto ao avião do presidente Evo Morales, da Bolívia em 2013, porque os EUA supuseram erroneamente que ele transportava Edward Snowden.

De acordo com documentos divulgados por Snowden, Assange figura numa “lista de alvos de caçada humana”. As tentativas de Washington para colocar as mãos sobre ele, dizem despachos diplomáticos australianos, é “sem precedentes em escala e natureza”.

Em Alexandria, Virginia, um júri secreto passou cinco anos tentando achar um crime pelo qual Assange possa ser processado. Não é fácil. A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos protege editores, jornalistas e denunciantes.

Frente a esse obstáculo constitucional, o Departamento de Justiça dos EUA tramou acusações de “espionagem”, “conspiração para cometer espionagem”, “conversão” (roubo de propriedade do governo), “fraude e abuso de informática” (pirataria informática) e “conspiração” em geral. A Lei de Espionagem prevê prisão perpétua e pena de morte.

A possibilidade de Assange defender-se nesse mundo kafkiano foi prejudicada pelo fato de os EUA declararem seu caso segredo de Estado. Em março, um tribunal federal de Washington bloqueou a divulgação de qualquer informação sobre a investigação de “segurança nacional” contra o WikiLeaks, porque ela estava “ativa e em curso” e seria prejudicada a “acusação pendente” contra Assange. A juiza, Barbara J. Rosthstein, disse que era necessário mostrar “deferência apropriada ao Executivo em matéria de segurança nacional”. Tal é a “justiça” de um tribunal de fachada.

O papel de apoio nessa farsa sinistra está na Suécia, e é interpretado pela procuradora Marianne Ny. Até recentemente, Ny recusou-se a cumprir um procedimento europeu de rotina, que exigia que ela viajasse a Londres para interrogar Assange e fazer o caso avançar.

Durante quatro anos e meio, Ny nunca explicou de forma convincente por que razão recusou-se a ir para Londres; e as autoridades suecas nunca explicaram por que se recusaram a dar a Assange garantias de que não iriam extraditá-lo para os EUA sob um acordo secreto firmado entre Estocolmo e Washington. Em dezembro de 2010, o jornal britânico The Independent revelou que os dois governos haviam discutido sua futura extradição para os EUA.

Contrariamente à sua reputação de bastião em defesa das liberdades, nos anos 1960, a Suécia aproximou-se tanto Washington que permitiu as prisões secretas executadas pela CIA e a deportação ilegal de refugiados.

A prisão e subsequente tortura de dois refugiados políticos egípcios em 2001 foi condenada pelo Comitê contra a Tortura da ONU, a Anistia Internacional e o Human Rights Watch; a cumplicidade do Estado sueco está documentada em processo civil bem sucedido e em despachos vazados pelo WikiLeaks.

No verão de 2010, Assange tinha voado para a Suécia para falar sobre revelações do WikiLeaks relativas à guerra no Afeganistão – em que a Suécia tinha soldados sob comando dos EUA.

“Documentos divulgados pelo WikiLeaks depois que Assange mudou-se para a Inglaterra”, escrever Al Burke, editor da versão online do Nordic News Network, um estudioso dos múltiplos riscos que Assange enfrenta, “indicam claramente que a Suécia é submetida consistentemente a pressão dos Estados Unidos, em assuntos relativos a direitos civis.

Existem todas as razões para temer que, se Assange fosse mantido sob custódia pelas autoridades suecas, ele poderá ser transferido para os Estados Unidos sem a devida consideração de seus direitos legais.

Por que razão a promotora pública sueca não resolveu o caso de Assange? Muitos na comunidade jurídica da Suécia acreditam que seu comportamento é inexplicável. Antes implacavelmente hostil a Assange, a imprensa sueca já chegou a publicar manchetes tais como: “Vá para Londres, pelo amor de Deus.”

Por que ela não foi? Mais precisamente, por que ela não permite o acesso do tribunal sueco a centenas de mensagens de SMS que a polícia extraiu do telefone de uma das duas mulheres envolvidas nas alegações de má conduta sexual? Por que ela não as passou aos advogados suecos de Assange?

Ela diz que não está legalmente obrigada a fazê-lo até que uma acusação formal seja lançada e ela tenha interrogado o acusado. Mas então, por que ela não o interroga? E se ela o fizesse, as condições que iria exigir dele e de seus advogados – que não pudessem desafiá-la – tornariam a injustiça que comete uma quase certeza.

Por uma questão processual, o Supremo Tribunal da Suécia decidiu que Ny pode continuar a obstruir a divulgação crucial das mensagens de SMS. O tema vai agora para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O que Ny teme é que as mensagens SMS destruam sua acusação contra Assange.

Uma das mensagens deixa claro que uma das mulheres não queria fazer qualquer queixa contra o fundador do Wikileaks, “mas a polícia estava ansiosa para colocar as mãos nele”. Ela ficou “chocada” quando eles o prenderam só porque ela “queria que ele fizesse um teste [HIV].” Ela “não quis acusar JA de nada” e “foi a polícia que inventou as acusações”. (No depoimento de uma testemunha, ela é citada ao dizer que tinha sido “atropelada pela polícia e outros ao seu redor.”)

Nenhuma das mulheres alegou ter sido estuprada. De fato, ambas negaram ter sido estupradas e uma delas chegou a tuitar “não fui estuprada”. É evidente que foram manipuladas pela polícia e seus desejos ignorados – seja o que for que seus advogados possam dizer agora. Certamente são vítimas de uma história que atinge a própria reputação da Suécia.

 
Julian Assange

O único julgamento a que Assange teve “direito” foi o da mídia. Em 20 de agosto de 2010, a polícia sueca abriu uma “investigação de estupro”. Informou de imediato – e ilegalmente – aos tabloides de Estocolmo que havia uma autorização para Assange ser preso pelo “estupro de duas mulheres”. Essa foi a notícia que rodou o mundo.

Em Washington, o secretário de Defesa, Robert Gates, disse sorridente aos repórteres que a prisão “soa como boa noticia para mim”. Contas de tuiter associadas ao Pentágono descreveram Assange como “estuprador” e “fugitivo”.

Menos de 24 horas depois, a procuradora geral de Estocolmo, Eva Finne, assumiu a investigação. Ela não demorou a cancelar o pedido de prisão, dizendo, “Não acredito que haja nenhuma razão para suspeitar que ele cometeu um estupro.” Quatro dias depois, encerrou todo o inquérito, dizendo: “Não há suspeita de crime algum”. O processo foi arquivado.

Entra Claes Borgstrom, um político de alto nível do Partido Social Democrata candidato às então iminentes eleições gerais suecas. Depois de dias da demissão da procuradora geral do caso, Borgstrom, um advogado, anunciou à mídia que estava representando as duas mulheres e obteve a nomeação de uma nova promotora, na cidade de Gothenberg. Era Marianne Ny, bem conhecida de Borgstrom, pessoal e politicamente.

Em 30 de agosto, Assange apresentou-se voluntariamente numa delegacia de política em Estocolmo e respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas. Entendeu que aquilo liquidava o assunto. Dois dias depois, Ny anunciou que estava reabrindo o caso.

Um repórter sueco perguntou a Claes Borgstrom por que razão o caso estava prosseguindo, quando já havia sido arquivado, citando uma das mulheres que disse não ter sido estuprada. Ele respondeu: “Ah, mas ela não é uma advogada.” O advogado australiano de Assange, James Catlin, zombou, “Isso é um caso hilário… é como se fossem inventando no decorrer da história.”

No dia em que Marianne Ny reabriu o caso, o chefe do serviço de inteligência militar da Suécia – que tem como acrônimo MUST – denunciou publicamente o WikiLeaks num artigo intitulado “WikiLeaks [é] uma ameaça para nossos soldados.” Assange foi avisado que o serviço de inteligência sueco, SAPO, havia sido avisado por seus pares dos EUA de que os acordos de inteligência partilhados pelos EUA e Suécia seriam “cortados” se a Suécia lhe desse abrigo.

Durante cinco semanas, Assange aguardou na Suécia que a nova investigação seguisse seu curso. The Guardian estava prestes a publicar os “Registros de Guerra” do Iraque, com base nas revelações do WikiLeaks – uma publicação que Assange deveria supervisionar. Seu advogado em Estocolmo perguntou a Ny se ela tinha alguma objeção a que ele deixasse o país. Ela disse que Assange estava livre para partir.

Inexplicavelmente, assim que ele deixou a Suécia – no auge do interesse da mídia e do público com as revelações do WikiLeaks – Ny emitiu um mandado de prisão europeu e um “alerta vermelho” da Interpol, normalmente utilizado contra terroristas e criminosos perigosos. Difundido em todo o mundo, em cinco idiomas, o documento garantiu um frenesi da mídia.

Assange compareceu a uma delegacia de polícia em Londres, foi preso e passou dez dias na prisão de Wandsworth, confinado numa solitária. Libertado sob uma fiança de 340 mil libras esterlinas (cerca de R$ 1,85 milhão), foi marcado eletronicamente, obrigado a se comunicar com a polícia todos os dias e colocado sob prisão domiciliar, enquanto seu caso começava uma longa jornada até o Supremo Tribunal.

Ele ainda não havia sido acusado de nenhuma infração. Seus advogados repetiram a proposta de ser interrogado por Ny em Londres, ressaltando que ela havia lhe dado permissão para ele deixar a Suécia. Sugeriram um mecanismo especial comumente usado na Scotland Yard para esse fim. Ela se recusou.

Katrin Axelsson e Lisa Longstaff, da organização internancional Women Against Rape (Mulheres contra o Estupro), escreveram: “As alegações contra [Assange] são uma cortina de fumaça atrás da qual alguns governos estão tentando abater o WikiLeaks por ter revelado, de forma audaciosa, seus planos secretos de guerras e ocupações com seus estupros, assassinatos e destruição… As autoridades ligam tão pouco para a violência contra as mulheres que manipulam alegações de estupro à vontade. [Assange] já deixou claro que está disponível para ser interrogado pelas autoridades suecas, na Grã-Bretanha ou via Skype. Por que eles estão se recusando essa medida essencial na sua investigação? De que têm medo?”

Essa pergunta continuou sem resposta à medida em que Ny recorria ao Mandado de Detenção Europeu (EAW, em inglês), um produto draconiano e hoje desacreditado da “guerra ao terror”, supostamente criado para capturar terroristas e o crime organizado. O EAW desobrigou os Estados que pedem detenção de apresentar qualquer prova de crime. Mais de mil EAWs são emitidos a cada mês; poucos têm a ver com potenciais acusações de “terror”. A maioria é emitida para delitos triviais, tais como multas e encargos bancários em atraso. Muitos dos extraditados enfrentam meses de prisão sem acusação. Tem havido um número de chocantes erros judiciais, de que os juízes britânicos têm sido profundamente críticos.

Tradução: Inês Castilho

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


PARA MEDITAR:

Isaías 5:20—21

20 Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!

21 Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!

Que Deus abençoe a todos e que ajude todos a discernir a verdade da mentiras.
Alexandros Meimaridis

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 26 de maio de 2015

EQUÍVOCOS DOS MUÇULMANOS SOBRE OS CRISTÃOS



O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos muçulmanos sobre os cristãos

A história do islã e do cristianismo não é nada amigável. Muitas pessoas de ambas as religiões veem as outras com suspeitas (na melhor das hipóteses) ou com medo e ódio (na pior). Tal suspeita existiu desde o primeiro dia, e séculos de violência só serviram para aumentá-la. Tragicamente, a fronteira entre o cristianismo e o islã sempre foi muito sangrenta.

Um passado incerto, é claro, produz um presente incerto. Mas não é apenas a nossa história que transforma a fronteira entre cristãos e muçulmanos em uma perigosa falha sísmica. Muito também repousa em equívocos causados por desinformação. Existem, é claro, diferenças teológicas substanciais entre as duas religiões, e essas diferenças podem levar a uma colisão legítima. Mas o diálogo não pode avançar a menos que afastemos alguns mitos sutis. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, através de dezenas de conversas constrangedoras e, às vezes, dolorosas com muçulmanos no sudeste da Ásia. Você pode fazer o que eu nunca pude — aprender com os meus erros sem chegar a cometê-los.

Muitos obstáculos se colocam diante dos muçulmanos que vêm à fé em Jesus — confusão teológica e o custo da conversão são dois dos mais intimidadores. E, é claro, a razão mais comum para os muçulmanos não virem a Cristo é porque a maioria simplesmente nunca ouviu o evangelho.

Dito isso, há um conjunto de equívocos que a maioria dos muçulmanos têm a respeito dos cristãos que evita que eles sequer considerem o evangelho. No próximo artigo olharemos o outro lado da moeda: equívocos cristãos sobre muçulmanos. Mas aqui estão três dos maiores equívocos que os muçulmanos têm com relação aos cristãos:

1. Os cristãos adoram três deuses

Essa me pegou de surpresa. Eu sabia que a doutrina da Trindade era difícil para muçulmanos (assim como o é para cristãos). Mas eu nunca havia percebido por completo o quão erroneamente os muçulmanos a entendem, e o quão ofensiva ela é para eles.

Muitos muçulmanos me perguntaram como eu podia acreditar que Deus fez sexo com a Virgem Maria para conceber Jesus. “Cristãos são blasfemos”, me diziam, “pois eles adoram três deuses: deus pai, deus filho, e deus mãe”. Essa era nova para mim, é claro, então eu perguntei onde eles haviam aprendido isso. Eles me diziam que aprenderam do imã local, o líder religioso islâmico.

Obviamente, cristãos acham essa representação da Trindade tão ofensiva quanto os muçulmanos, e esse é um bom ponto de início. A ideia de Jesus como resultado da cópula entre Deus e Maria é blasfema, e devemos nos sentir livres para expressar a nossa repugnância e ultraje contra a “trindade” assim erroneamente descrita. O monoteísmo é central ao cristianismo, assim como o é para o islã. Assim, os cristãos podem concordar sinceramente com os muçulmanos que só há um Deus digno de adoração. Nossa concepção dele é dramaticamente diferente, mas a ofensa aqui, normalmente, é mal orientada.

2. O cristianismo é moralmente corrupto

A MTV era uma sensação na parte do mundo em que eu vivi. Videoclipes ocidentais sempre mostravam estrelas do rap ou mulheres seminuas usando crucifixos. Meus amigos muçulmanos presumiam, naturalmente, que aqueles eram cristãos, e que aquele comportamento era típico dos cristãos.

Certa vez fui até questionado por uma das minhas amigas, uma universitária muçulmana, se eu podia organizar uma festa de aniversário “cristã” para ela. Quando perguntei o que ela queria dizer, ela respondeu que queria uma festa com muita bebida e dança picante, assim como ela tinha visto na televisão. Equívocos como o dela, infelizmente, são a regra, e não a exceção.
Muitos muçulmanos sequer consideram o evangelho, pois consideram (corretamente) que tal comportamento é ofensivo a Deus. Contudo, você pode usar isso para a nossa vantagem. Quando os muçulmanos descobrirem que você não é daquele jeito, eles vão querer saber o que o torna diferente. Essa é a sua oportunidade para explicar a eles do que se trata uma fé viva em Cristo.

3. “O ocidente” e “a igreja” são sinônimos

“Separação entre igreja e Estado” é parte do fundamento cultural dos ocidentais. Muçulmanos, contudo, não entendem tal distinção. O islã é, em sua própria natureza, uma entidade política, repleta de inúmeros códigos sociais. Não existe conceito paralelo no islã, como a “separação entre a mesquita e o Estado”. Assim, quando os muçulmanos olham para as nações ocidentais, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou o Reino Unido, eles veem “países cristãos”. Eles presumem que nossos presidentes são os líderes cristãos, e nossas políticas são reflexo da política da igreja. O que o governo faz, a Igreja faz. Por exemplo, certa vez me perguntaram: “Por que ‘a Igreja’ bombardeou o Iraque?”

Para atrair os muçulmanos ao evangelho, você deve delinear essas duas entidades, e você provavelmente terá que, em muitas situações, colocar o seu patriotismo de lado. Se você quer ser um defensor de políticas norte-americanas, você provavelmente não ganhará ouvidos para o evangelho. Há um lugar para a discussão de ambos, mas só temos espaço suficiente para representar um certo número de questões e, para mim, como representante da igreja, simplesmente não vale a pena sacrificar uma plataforma para o evangelho em nome de defender decisões políticas norte-americanas. Recentemente um muçulmano turco me disse que “todos os problemas do mundo são causados pelo Estados Unidos”. Eu concordo com ele? Não. Mas é ali que eu firmarei a minha base? Não. Por amor do evangelho, nosso patriotismo deve morrer quando servimos em países muçulmanos.

Como sempre dizemos na nossa igreja, o evangelho é ofensivo. Nada mais deve ser. Visto que grande parte da nossa mensagem repele os muçulmanos, precisamos nos equipar para desmascarar as falsas ofensas do cristianismo. Só então a ofensa que dá vida, a cruz, pode brilhar como deveria.

Quando o ocidental comum ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — principalmente imagens negativas. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados como nós com o que presumimos a respeito deles. No meu próximo post, eu discutirei três dos mais comuns equívocos que ocidentais têm a respeito dos muçulmanos.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO O ISLÃ E DO ESTREMISMO ISLÂMICO


















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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A BUSCA DO JESUS HISTÓRICO: A HISTÓRIA TEM MESMO ALGO A DIZER ACERCA DE JESUS?


jesus-mosaic

Esse é um tema que estamos vendo ser cada vez mais e mais debatido. Todavia, como cristãos, não podemos deixar de afirmar o que percebemos. A vasta maioria dos historiadores que se metem a escrever acerca de Jesus Cristo, sempre acabam por desprezar a verdade — a Bíblia — para se apegar em livros absurdos considerados apócrifos e pseudoepigráficos cujas narrativas estão, na maioria das vezes, separadas por séculos quanto aos eventos que pretendem narrar.

Hermann Reimarus

O que a história dos nossos dias tem para dizer sobre Jesus sofre de uma falta de originalidade crônica. Desde o século XVIII quando Reimarus lançou a primeira “busca” pelo Jesus histórico — nunca encontrado nas páginas da Bíblia, claro — tudo o que historiadores e teólogos liberais têm feito, é andar em círculos procurando em literaturas pseudoepigráficas — livros cujo o verdadeiro autor não é quem o livro diz que é — isso, quando não decidem inventar tolices de cunho próprio como aconteceu recentemente com o teólogo e historiador Reza Aslan que foi objeto de dois de nossos artigos recentemente.

A busca pelo Jesus histórico virou uma verdadeira terra de ninguém, pois até mesmo pessoas não ligadas à história ou à religião se atrevem a darem “sólidos” palpites – risos – acerca de Jesus, como o leitor poderá constatar no artigo abaixo.

Todavia, como não nos consideramos os donos da verdade, queremos sempre oferecer aos nossos leitores acesso ao que está sendo dito acerca de Jesus e combater, quando existem erros – a vasta maioria dos casos — de modo apropriado: usando a Palavra de Deus como a melhor ferramenta acerca da verdade revelada na pessoa de Jesus, que por sinal, é a encarnação do próprio Deus vivo, único e Todo-Poderoso.

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA e é assinado por Guilherme Rosa

O que a história tem a dizer sobre Jesus


“Pesquisas de historiadores ajudam a confirmar que, de fato, Jesus caminhou sobre a região da Galileia há 2.000 anos. As descobertas, no entanto, não devem satisfazer aqueles que levam a Bíblia ao pé da letra”. Guilherme Rosa

Ao longo dos séculos, Jesus foi interpretado de maneiras diversas por religiosos, artistas e governantes. O trabalho dos historiadores é deixar toda essa carga teológica para trás e encontrar o homem e a mensagem que deu origem a tudo (Reprodução/VEJA)



Joseph Atwill

O pesquisador americano Joseph Atwill é categórico: Jesus não passa de um mito. O personagem, suas palavras e ações fazem parte de uma elaborada narrativa inventada por aristocratas romanos, com o objetivo de pacificar os judeus — um povo envolvido em sucessivas rebeliões contra o império. Atwill apresentou suas ideias em outubro, numa conferência realizada em Londres, na Inglaterra. "Os romanos perceberam que o melhor caminho para acabar com a atividade missionária fervorosa entre os judeus era criar um sistema de crenças que competisse com o deles", afirmou.

Joseph Atwill não é um acadêmico da área — sua formação é em ciências da computação. Ele não publicou suas pesquisas em periódicos científicos e suas ideias estão longe de ser apoiadas por seus pares. No entanto, sua teoria recebeu atenção mundial, e foi debatida entre pesquisadores, jornalistas e religiosos. Seu poder está no fato de ela ser o capítulo mais novo de uma antiga discussão — com quase 2.000 anos de idade — sobre qual é a verdade por trás de Jesus, seus feitos, milagres e mensagem.

Para Atwill, a ideia de que Jesus não passaria de uma montagem histórica deveria funcionar como um duro golpe aplicado pela ciência contra a ignorância propagada pela religião. "Embora o cristianismo possa ser um conforto para alguns, ele também pode ser muito prejudicial e repressivo, uma forma insidiosa de controle mental que levou à aceitação cega da servidão, pobreza e guerra ao longo da história", diz. Seu erro é que a existência de Jesus não é mais uma questão de fé, mas de ciência.


André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ

Os acadêmicos da área — historiadores das mais prestigiadas universidades do mundo — afirmam restar poucas dúvidas sobre a questão. "Volta e meia aparecem essas hipóteses sobre Jesus ser um mito. Mas, do ponto de vista metodológico, parece bastante claro que ele realmente existiu", diz André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ e autor dos livros Jesus Histórico - Uma Brevíssima Introdução e Cristianismos: Questões e Debates Metodológicos (Editora Kline), em entrevista ao site de VEJA.

Jesus histórico — Os historiadores deixam claro que o personagem estudado por eles não é o mesmo da religião. Eles estão em busca de informações sobre o homem chamado Jesus, que viveu na Galileia há 2.000 anos e em torno do qual foi criada a maior religião do mundo. “Os historiadores não buscam um ser divino, que é impossível de quantificar, medir e avaliar. O Jesus da história é estritamente humano“, afirma Chevitarese.

Nessa busca pelo Jesus histórico, a perspectiva dos pesquisadores lembra a de São Tomé, o apóstolo que duvidou de Cristo e exigiu provas de sua ressurreição. Do mesmo modo, os historiadores não podem acreditar cegamente no que dizem as religiões e seus líderes, mas devem embasar tudo que afirmam em evidências. Essas provas não precisam ser, necessariamente, físicas, como a descoberta de uma ossada ou um túmulo. "Se esse critério fosse adotado, 95% dos personagens históricos não seriam reconhecidos", diz o pesquisador.

Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem.

Os textos mais antigos sobre Jesus datam do século I, em sua maioria escritos por seguidores do cristianismo. A exceção é Flávio Josefo, um historiador judeu que tentou escrever toda a história do povo judaico, desde o Gênesis até sua época. Ele cita Jesus, João Batista e Tiago (irmão de Jesus) como exemplos de homens que lideraram movimentos messiânicos na região da Galileia.

No século seguinte, surgem mais textos de historiadores que citam Jesus e, principalmente, o movimento iniciado por seus seguidores. "Esses dados servem para mostrar que não estamos no campo da mitologia. São autores judeus e romanos, que nunca se tornaram cristãos, e permitem afirmar de modo muito seguro que Jesus é um personagem histórico."

O homem — A esses textos se somam descobertas recentes da arqueologia que fornecem informações precisas sobre o tempo e o espaço em que Jesus viveu. Os dados não são abundantes, mas permitem esboçar como se pareceria esse personagem histórico real. "Não podemos afirmar exatamente a cor de pele e cabelo de Jesus. A partir dos mosaicos e dos afrescos que retratam outros romanos, judeus e sírios que viviam no mesmo ambiente, a tendência maior é de vermos um Jesus de cabelos preto, com a pele queimada por causa de sol", diz Chevitarese.

Segundo a maior parte dos historiadores, Jesus não nasceu em Belém, como afirmam algumas passagens bíblicas, mas em Nazaré — uma pequena aldeia montanhosa da Galileia, cuja população era camponesa e girava em torno de 500 indivíduos. "A aldeia não tinha nenhuma relevância política, não possuía construções públicas ou sinagogas. Os escritores dos Evangelhos mudaram o lugar por razões teológicas, para que o nascimento de Cristo confirmasse algumas profecias do Antigo Testamento."

Jesus teria nascido na pequena vila em torno do ano 4 A.C., e teria passado a maior parte de sua vida na região, sem nunca pisar em uma cidade grande. A exceção acontece quando ele entra em Jerusalém — ato que teria como consequência sua crucificação pelas autoridades romanas. Sua morte deve ter acontecido por volta dos anos 35 e 36 D.C., pouco tempo depois de João Batista também ter sido morto pelos romanos, segundo a narrativa de Flávio Josefo.

A mensagem — Segundo os historiadores, tão importante quanto quem era Jesus é o que ele dizia — foi sua mensagem poderosa que repercutiu em todo o mundo e, séculos mais tarde, deu origem às diversas vertentes religiosas. "Ele era um camponês pobre que, diante das injustiças que o mundo apresentava, defendia a instauração do Reino de Deus — um reino de justiça e fartura, sem hierarquias sociais", diz Chevitarese.

A mensagem espiritual — e messiânica— de Jesus era voltada especialmente aos judeus de seu tempo. Ela, no entanto, adquiria caráter político ao afrontar o Império Romano e setores da elite judaica. Foi justamente a força dessa mensagem, e os rebanhos que ela poderia angariar, que levaram à sua crucificação e morte. Como aconteceu muitas vezes na história, no entanto, o assassinato de Jesus não conseguiu matar suas ideias.

Jesus teológico — Jesus nunca chegou a colocar suas ideias no papel (nem poderia, os historiadores afirmam que ele era analfabeto). A maior parte do que chega aos dias de hoje sobre o personagem e suas ideias foi escrito por seguidores das primeiras comunidades cristãs, duas ou três gerações depois de sua morte. Os autores não estão preocupados em transmitir uma versão fiel dos fatos, como uma biografia, mas em defender os pressupostos de sua fé. Assim, os primeiros cristãos que escrevem sobre Jesus — os evangelistas — já não estão fazendo história, mas teologia.

Nessa época o cristianismo começava a se distanciar do judaísmo em que ele estava originalmente inserido, e a se aproximar do Império Romano — o que exigiu algumas mudanças em sua mensagem. "Ao serem escritas, suas ideias começam a ser diluídas, pois vários filtros são impostos. Primeiro, Jesus é um indivíduo de fala aramaica, mas quase tudo que conhecemos sobre ele está escrito em grego. Além disso, os textos são destinados a convencer um público urbano, muito diferente dos camponeses para quem Jesus pregava", diz Chevitarese.

Com o passar dos séculos, isso abriu margem para que vários teólogos interpretassem as escrituras de maneiras variadas, criando as inúmeras vertentes do cristianismo que se encontram nos dias de hoje. Assim, a depender de quem faz a homilia, Jesus pode ser visto como um personagem sagrado ou humano, santo ou falho, foco de paz ou de guerra, de fundamentalismo ou de liberdade.

É por isso que o estudo do Jesus histórico é importante. "Ele pode ajudar a colocar um freio naqueles que querem transformar pressupostos teológicos em verdades históricas", diz Chevitarese. Seu objetivo não é acabar com a teologia ou retirar da história de Jesus seu caráter espiritual. O que a ciência faz é descobrir o que, de fato, pode ser afirmado sobre o homem e sua época. As muitas lacunas que permanecerão abertas apresentam mistérios suficientes para que a religião possa se instalar.

O artigo original da Revista VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Cremos que o leitor é maduro o suficiente para perceber, nas entrelinhas, que os historiadores não possuem nada de concreto, acerca da pessoa, da vida, dos ensinamentos, da morte, da ressurreição e da ascensão de Jesus na literatura geral, por mais que novas descobertas sejam feitas, as mesmas estão sempre muito distante dos fatos.

Por outro lado a insistente recusa em ler os evangelhos, transforma esses homens apenas num bando de bobos fazendo afirmações absurdas, tais como o fato de Jesus ser analfabeto.

O leitor, todavia é livre para julgar e tomar sua própria decisão, sabendo que um dia terá que responder direta e pessoalmente ao próprio Jesus Cristo o QUAL É BENDITO DEUS SOBRE TUDO E TODOS.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

APOCALIPSE 12:7 — A PELEJA NO CÉU— ESTUDO 010



ESTE ESTUDO É PARTE DE UMA SÉRIE DE ESTUDOS APRESENTADOS EM NOSSA IGREJA ATENDENDO À SOLICITAÇÃO DE UM DOS NOSSOS MEMBROS ACERCA DE “QUEM” PODERIA SER A MULHER MENCIONADA EM APOCALIPSE 12:1? NO FINAL DESSE ESTUDO VOCÊ ENCONTRARÁ OS LINKS PARA OS OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE.

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos — Apocalipse 12:7.

Houve peleja no céu — Existe uma narrativa duma guerra no céu em 2 Macabeus 5:2—4 que diz: “2. Aconteceu que em toda a cidade e por mais de quarenta dias apareceram, correndo pelos ares, cavaleiros vestidos de ouro e armados com lanças, coortes armadas, espadas desembainhadas, 3. esquadrões alinhados para a batalha, perseguições e choques de um lado e de outro, movimentos de escudos, florestas de lanças, tiros de dardos, armaduras de ouro resplandecentes e couraças de todo o gênero. 4. Por isso, todos oravam para que tais aparições produzissem felizes resultados”.

Mas a narrativa acima parece mais um espetáculo fantasioso no céu, enquanto nosso texto, de Apocalipse, fala duma guerra prá valer.

A primeira coisa que temos nos perguntar diante desse verso é se o mesmo se refere a uma batalha que já ocorreu ou se diz respeito a algo que ainda irá acontecer. A intenção da peleja parece clara: Satanás deseja retornar à presença de Deus, pela força. A impressão que esse autor tem é que tal peleja, não diz respeito nem à expulsão original de Satanás da presença de Deus — interpretação muito influenciada pelo poema épico “Paraíso Perdido” de John Milton que viveu entre 1608—1684 — nem se trata dum quadro da vitória de Cristo sobre Satanás na Cruz — ver João 12:31. Parece mesmo tratar-se de um prelúdio cósmico ao fim dos tempos. É a única coisa capaz de explicar a terrível perseguição que será derramada sobre a Igreja do Senhor nos dias da tribulação final — conforme Apocalipse 13—14. Por outro lado, se o hino contido em Apocalipse 12:10—12 for tomado como uma descrição profética, então Satanás acabou de ser precipitado para a terra e, sabendo que pouco tempo lhe resta — verso 12 — voltou toda sua ira contra a igreja dos dias do apóstolo João. Mas é muito importante nos lembrarmos que: em se tratando de literatura apocalíptica não é conveniente pressionarmos demais nenhum ponto. Tudo o que esse verso nos afirma, de forma introdutória, é que a ira de Satanás é resultado direto da sua derrota no céu.

No judaísmo pré-cristão Miguel, que tinha sido concebido como patrono de Israel em oposição aos anjos padroeiros dos gentios, mais tarde passou a ser considerado como guardião dos justos de todas as nações, e mais tarde ainda sofreu outras modificações. Esse conceito colocava Miguel em direta oposição a Satanás, a própria personificação do mal. A grande batalha de Miguel deveria acontecer no final dos tempos a favor de Israel. Se essa última ideia for combinada com o conflito descrito em Apocalipse 12:7 acima, então o conflito entre Miguel e Satanás deverá acontecer nos fim dos tempos, muito próximo do clímax de todas as coisas.

Concepção Artística de Miguel

Miguel, o Arcanjo — Miguel era a maior figura do grupo dos anjos no judaísmo primitivo. Mesmo assim ele é mencionado apenas 3 vezes no Antigo Testamento:

1. Daniel 10:13 — Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.

2. Daniel 10:21 — Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.

3. Daniel 12:1 — Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.

E apenas duas vezes no Novo Testamento:

1. Judas 9 — Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!

2. Apocalipse 12:7 — ver acima.

Curiosamente ele é mencionado uma única vez nos volumosos escritos dos pais da Igreja, no livro “Similitudes de Hermas 8.3.3”. Em Daniel 10:13—21, Gabriel — o único outro anjo chamado especificamente pelo seu nome em todo o Antigo Testamento — ver Daniel 9:21 — diz que ele e “o príncipe do reino da Pérsia” — isso é, um anjo representando o império persa — lutaram por 21 dias até que ele foi ajudado por Miguel e venceu a batalha. Em Daniel 10:20 o “príncipe da Pérsia e o príncipe da Grécia” são mencionados e, ao que parece, esses príncipes nada mais são do que os anjos nacionais da Pérsia e da Grécia. Começando com Daniel, Miguel é considerado como Μιχαηλ ὁ ἄρχωνMichael o árchon — Miguel, o príncipe — na versão de Teodoreto[1] da LXX, também chamado de Μιχαηλ ὁ ἄγγελος ὁ μέγαςMichael o ággelos o mégas — Miguel o Grande Anjo — na versão grega antiga, o qual tem a responsabilidade de defender os filhos de Deus — cf. Daniel 12: e comparar com 1 Enoque 20:5 — Miguel, um dos santos Anjos, foi estabelecido sobre a parte melhor dos homens, sobre o povo de Israel e sobre o Caos.

Apocalipse 12:7 é a passagem mais antiga que dispomos como prova que a Igreja Primitiva tinha a ideia que Miguel era o número um na hierarquia celestial. Como nosso texto diz que ele comanda anjos, ele não é descrito apenas como um arcanjo, mas como ἀρχιστράτηγοςarchistrátegos — algo equivalente a “marechal de campo” em sua função ou talvez apenas como um título. Muitos livros pseudoepigráficos usam essa mesma expressão. Entre esses, nós podemos citar: 1) Apocalipse de Paulo 14, onde anjos maus lutam contra anjos bons para impedir que uma alma sem pecado consiga entrar no céu. O texto diz, literalmente, o seguinte: “Miguel e todas as hostes de anjos adoram a Deus. Deus, por sua vez, entrega a alma que não pecou para que Miguel a conduza ao paraíso de júbilo onde deverá aguardar a ressurreição”; 2) Ainda em Apocalipse de Paulo 43, Miguel é novamente descrito como descendo do céu “e com ele toda uma hoste de anjos”; 3) No Evangelho de Bartolomeu 4:29, uma produção pseudoepigráfica do século IV d.C., Miguel é chamado de: “o capitão das hostes de cima”.   

Miguel é expressamente distinguido dos 70 anjos que são considerados patronos das nações. Esse conceito talvez tenha se originado de Gênesis 10 — a Tábua das Nações — que apresenta uma lista contendo 70 nações. Paralelo a esse fato, temos o envio de Jesus de 70 discípulos, algo que seria representativo também das 70 nações —

Deuteronômio 32:8—9

8 Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os limites dos povos, segundo o número dos filhos de Israel.

9 Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.

E do Livro dos Jubileus 15:31—32 — “31 E ele o santificou (o povo de Israel), e o ajuntou dentre todos os filhos dos homens, pois existem muitas nações e muitos povos, e todo lhe pertencem, e sobre todos Ele colocou espíritos de autoridade para fazê-los se afastarem dele. 32 Mas sobre Israel Ele não indicou nenhum malak — príncipe — ou espírito, pois Ele apenas é seu governante e Ele os preservará e exigirá cada um deles das mãos dos Seus malakim e dos Seus Espíritos e das mãos de todos os poderosos, para que possa preservá-los e abençoá-los, para que possam ser Seus e Ele ser deles, desde agora e para sempre”.

Todavia, em outro livro apócrifo “O Testamento dos Doze Patriarcas” Miguel não aparece com protetor apenas do povo de Israel, mas de todos os justos em geral. Assim, podemos ler o seguinte:

Testamento de Levi 5:3 — “Mas eu falei-lhe: ‘Peço-te, Senhor, dize-me o teu nome, para que eu possa invocar-te nos Dia da Tribulação. Ele disse: Eu sou aquele anjo que intercede pelo povo de Israel, para que não seja completamente aniquilado. Todo espírito mau atenta contra ele’. Então acordei, louvei o Altíssimo e também o Anjo que intercede pelo povo de Israel e por todos os justos”.   

Testamento de Dã 6:2 — “Ele sabe que o reino do Inimigo cessará no dia em que Israel fizer penitência. O Anjo da paz fortalece Israel, para que não venha a cair na pior desgraça. E mesmo Israel continuando na impiedade, ainda assim o Senhor não o abandona: o Anjo convertê-lo-á num povo que cumprirá Sua vontade; assim, nenhum Anjo se lhe compara. O seu nome estará presente em todos os lugares de Israel, bem como entre os pagãos”.

Em fontes judaicas da antiguidade, Miguel é chamado de ἀρχάγγελοςarchángelos — arcanjo. Isso pode ser visto no Testamento de Abraão; O livro de Adão e Eva; Parábolas de Jeremias, Apocalipse Grego de Baruque; 4 Livro de Baruque; Testamento de Moisés; Livro dos Jubileus. Nessas fontes Miguel também é chamado de ἀρχιστράτηγοςarchistrátegos — algo equivalente a “marechal de campo”— como vimos antes no próprio Apocalipse — em livros tais como: O Testamento de Abraão; 3 Apocalipse de Baruque; Apocalipse Grego de Esdras, onde Miguel é referido como השׂר הגדול hassar hagadol — o grande príncipe, que equivale a citação que já mencionamos de Daniel 12:1 Μιχαηλ ὁ ἄρχωνMichael o árchon — Miguel, o príncipe. Miguel, curiosamente, não é mencionado na literatura rabínica que encontramos na Mishná.

Já na LXX, o título ἀρχιστράτηγοςarchistrátegos — marechal de campo é usado duas vezes para se referir a seres celestiais — Josué 5:14 e Daniel 8:11. Na tradição judaica antiga, Miguel estava, geralmente, associado com um grupo restrito de seres celestiais que eram chamados pelos judeus de “anjos da presença”. Esses anjos eram identificados com um grupo de “quatro arcanjos” conforme podemos ver em: 1 Enoque 9:1; 40:9; 54:6; 71:8,9, 13; Apocalipse de Moisés 40:3; Oráculos Sibilinos 2:215; Números Rabba 2:10; Pesiq Rab Kah 4; ou com “sete arcanjos”: ver Tobias 12:15; 1 Enoque 20:1—7. O número sete está diretamente relacionado ao conceito que existia na antiguidade pela qual se acreditava que existiam sete planetas — isso incluindo o sol e a lua.

De acordo com essas tradições, esses anjos são vistos como tendo a responsabilidade de supervisionar certas atividades: Rafael supervisiona as curas; Gabriel, as guerras; Miguel cuida das orações e das súplicas do povo de Deus. Esse último é, muitas vezes, mencionado como o anjo mais importante, como acontece no Testamento de Abrão 4:5, onde lemos: “Esse Miguel é o primeiro dos anjos”. Miguel também está envolvido na luta escatológica entre os filhos da luz contra os filhos das trevas de Qumram. Apesar de Miguel ser mencionado apenas três vezes no chamado “Rolo da Guerra”[2] — 1QM 9:15—16; 17:6—8 — é muito provável que o mesmo tivesse um papel bem maior na angelologia da comunidade em Qumram, do que pode parecer à primeira vista. O dualismo ético de Qumran via todas as pessoas como, em última instância, influenciadas por dois seres sobrenaturais em conflito — 1QS[3] 2:18—19: o רוח האמתrûaḥ ha˒ĕmet — o “Espírito da Verdade” e o רוח העול rûaḥ hā˓āwel — o “Espírito do Mal”. Já a expressão מלאךְ חושׁךְ mal˒ak ḥôıšek — “Anjo das Trevas”, sem nenhuma dúvida, se refere a Belial, i.e., Satanás — 1QS 1:17—18; 3:20—21; CD 5:18—19[4] — ao passo que a expressão שׂר אורים śar˒ôrı̂m  — “Príncipe das Luzes” — 1QS 3:20: CD 5:18 — ou שׂר מאורśar mā˒ôr  — o “Príncipe da Luz” — (1QM 13:10), ou “Anjo da Verdade”, se referem a Miguel. Note que ambos possuem o mesmo título שׂרśar — “príncipe”, tanto em 1QS 3:20 como em Daniel 12:1 — que cita apenas Miguel.

Miguel e Melquisedeque também estão, provavelmente, identificados em 4QAmram 3:2. Tanto o “Anjo da Luz” — Miguel — e Belial possuem exércitos de anjos à disposição — 1QM 13:10—12. Miguel é apresentado em Daniel 10:21 e Judas 9 como aquele que guerreia contra as forças do mal. Ele é aquele que “segura as chaves do reino” — 3 Apocalipse de Baruque Eslavônico 11:2 — e como aquele que transporta as orações dos santos de Deus —  3 Apocalipse de Baruque Eslavônico 11:4. Ele é designado como o “grande príncipe” — ver Daniel 12:1; b. Hag. 12b; b. Menah. 1; b. Zebah 62a — o comandante chefe das forças angélicas – ver Daniel 10:13, 21; 2 Enoque 22:6; 33:10; Testamento de Abraão 14; 3 Apocalipse de Baruque em grego 11:4, 6.        

A intervenção de Miguel nos últimos tempos é uma grande necessidade reconhecida tanto pela literatura bíblica como pela pseudoepigráfica: ver Daniel 12:1; 1 Enoque 90:14 e, mais tarde, o livro que fala da suposta Ascensão de Moisés 10:1.

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O Dragão — Como sabemos pelo próprio texto de Apocalipse 12:9 esse dragão é também chamado de: a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo.

De acordo com o pensamento judaico, Satanás era, originalmente, um anjo que tentou se igualar com Deus. Como resultado disso ele foi precipitado do céu, juntamente com seus anjos, por onde vagueia desde então — ver 2 Enoque ou O Livro dos Segredos de Enoque  29:—3—4 — “E um da ordem dos anjos, tendo se rebelado juntamente com a ordem que se encontrava abaixo dele, concebeu um pensamento impossível, de colocar seu trono acima das nuvens e acima da terra, de tal maneira que pudesse tornar-se igual a mim em poder. Então eu o lancei fora das alturas com seus anjos e ele estava voando pelo ar, continuamente, sobre o abismo”. Uma citação semelhante aparece no livro pseudoepigráfico de “O Livro de Adão e Eva” 1:6, na tradução feita por Malan. Esses versos deixam claro que, uma vez, Satanás — uma mera criatura — tentou estabelecer seu trono em pé de igualdade com o Deus ETERNO e Criador de todas as coisas. Por esse motivo Satanás foi expulso da presença de Deus. 

Todavia, junto com essas tradições, a Bíblia e os escritos não bíblicos, nos falam que Satanás ainda preservou certas prerrogativas de frequentar o céu — a presença de Deus — ver Jó 1:6—7; Zacarias 3:1—4; 1 Enoque 40:7; Efésios 1:3, 9—10; 2:6; 3:10; 6;12; Ascensão de Isaías 7:9—11; 2 Enoque 7:1. É a existência dessas duas visões — expulso da, mas ainda permitido a frequentar a presença de Deus — que cria a grande expectativa escatológica, como a que encontramos aqui em Apocalipse 12,  de acordo com a qual, Satanás é lançado para fora do céu por Miguel, numa das batalhas entre o Reino de Deus e o reino das trevas. Tudo isso deve ser comparado com as palavras do próprio Cristo como registradas em Lucas 10:18 e João 12:31.

Todos esses versos nos ensinam que o mal já foi arrancado de seu trono de poder, o qual ele detinha de forma imprópria e que, o primeiro e mais importante estágio da derrocada completa de Satanás já foi alcançado — especialmente pela obra redentora de Jesus realizada sobre a cruz do Calvário, associada à Sua ressurreição, ascensão e o derramamento do Espírito Santo. Portanto, nesse exato momento, o campo de atuação do Diabo está severamente limitado. Existe, na mitologia persa, uma passagem que dá conta que uma vez, Arimã — o senhor das trevas — invadiu o céu de onde foi, prontamente, expulso. Mas a narrativa do Zoroastrianismo é posterior a narrativa bíblica encontrada no Gênesis. Idéias semelhantes foram adotadas pelo maniqueísmo[5] e pelos seguidores do mandeísmo[6] e pelos gregos.
Mas na religião persa nós encontramos não apenas o mito cosmológico como também a expectativa escatológica. De acordo com essa expectativa persa, nos últimos dias vai existir uma guerra no céu, onde Ahura-Mazda e os Amshaspands irão lutar contra Angra Manyu e seus seguidores e vencê-los e destruirão tanto esses, como a serpente chamada Gokihar.  

Outras passagens que devem chamar nossa atenção são:

Efésios 2:2 onde Satanás é chamado de “Príncipe da Potestade do Ar”.  A narrativa babilônica da deusa Ishtar, a deusa da estrela da manhã, é uma história paralela. Alusões à queda de Satanás podem ser encontradas, possivelmente em:

Isaías 14:12 — “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações”! O texto de Isaías está fazendo referência ao imperador babilônico, mas é possível que existam implicações que vão mais além. Mas todas as afirmações devem ser feita de modo ponderado, já que é impossível termos certeza absoluta que o texto de Isaías estaria se referindo a algum outro personagem, além do rei da Babilônia.

Ezequiel 18:12—19 é uma passagem bem mais complexa que a de Isaías e é difícil separarmos o rei de Tiro de outro personagem que, aparentemente, também é descrito nos mesmo conjunto de versos. Mas como falamos acerca de Isaías, também devemos usar de muita cautela nessa passagem.

Uma idéia semelhante pode ser encontrada em:

1 Timóteo 3:6 — “Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo”.

Nessa passagem o pecado de orgulho está bem caracterizado como tendo sido cometido pelo Diabo e a mesma situação é usada para recomendar o cuidado que se deve ter com pessoas que alcançam ascensões meteóricas dentro da igreja, pois estão sujeitas a cair na prática do mesmo pecado, e com isso, também estão sujeitas ao mais severo juízo de Deus e na consequente condenação, como aconteceu com o próprio Diabo. Que é o próprio Diabo quem está por trás dessa atitude, fica claro pelo versículo seguinte —

1 Timóteo 3:7

Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.

OUTROS ESTUDOS EM APOCALIPSE 12

001 — INTRODUÇÃO – Literatura Apocalíptica e o Conceito de Quiasmo

002 — INTRODUÇÃO – Tema Central e Significado Perene

003 — APOCALIPSE 12:1A — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU — UMA MULHER — PARTE 1 

004 — APOCALIPSE 12:1B — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU  — UMA MULHER  — PARTE 2

005 — APOCALIPSE 12:2—3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 1

006 — APOCALIPSE 12:3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 2

007 — APOCALIPSE 12:4 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 3

008 — APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU À LUZ

009 — APOCALIPSE 12:6 — A FUGA DA MULHER E A PROVISÃO DIVINA

010 — APOCALIPSE 12:7 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 1

011 — APOCALIPSE 12:8 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 2

012 — APOCALIPSE 12:9 — O DRAGÃO, A ANTIGA SERPENTE, SATANÁS E O DIABO

013 — APOCALIPSE 12:10 — O DRAGÃO FOI EXPULSO DO CÉU

014 — APOCALIPSE 12:11 — VENCEDORES POR CAUSA DO SANGUE DO CORDEIRO E PORQUE NÃO AMARAM MAIS APRÓPRIA VIDA

015 — APOCALIPSE 12:12 — FESTA NOS CÉUS E DORES NA TERRA

016 — APOCALIPSE 12:13 — O DRAÇÃO FOI ATIRADO PARA A TERRA

017 — APOCALIPSES 12:14 — A MULHER FOGE PARA O DESERTO

018 — APOCALIPSES 12:15—18 — O DRAGÃO DESISTE DA MULHER E VAI PERSEGUIR O RESTANTE DO POVO DE DEUS — FINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/apocalipse-121517-o-dragao-persegue-o.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Teodoreto de Cirro foi um influente autor, teólogo e religioso cristão do mundo antigo, bispo de Cirro, na Síria.
[2]  A Abreviação 1QM representa o “Rolo da Guerra” encontrado na caverna designada pelo número 1 em Qumram e que descreve a luta dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas.
[3] A abreviação 1QS representa o rolo Serek hayyahad encontrado na caverna designada pelo número 1 em Qumram e seu conteúdo é conhecido como: Regra da Comunidade ou Manuel de Disciplina.
[4] A abreviação CD é usada para designar o chamado “Documento de Damasco” que está, geralmente, relacionado com as descobertas feitas na caverna designada pelo número 4 de Quemram.
[5] Miniqueísmo — O Maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Maniqueu que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.
[6] Mandeísmo é uma religião pré-cristã classificada por estudiosos como gnóstica. Muitos acreditam que ex discípulos de João Batista que não aceitaram Jesus, como o Messias de Israel, fundaram essa religião que continua existindo até os dias de hoje em certas localidades do Iraque moderno.