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terça-feira, 12 de julho de 2016

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 - SOMOS CRIADOS POR DEUS



O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos. Partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nós examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e: 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO

Introdução

A. Se desejamos entender a nós mesmos, então precisamos iniciar entendendo nossa própria criação. Com isso não desejamos negar que aquilo que somos hoje não seja importante para nosso autoentedimento. Todavia, é necessária a existência duma perspectiva por meio da qual nossa experiência diária possa ser avaliada.

Um breve estudo acerca da nossa criação também é importante, porque por meio dele nós podemos conhecer e apreciar a grandeza do nosso Criador. É algo bastante interessante de ser notado que nosso Deus, geralmente, se refere a Seus atos criativos como uma forma de ilustrar tanto seu poder criador quanto sua própria majestade. Algumas passagens do profeta Isaías merecem destaque:

Isaías 40:12—31

Isaías 42:1—8

Isaías 43:1—28

Isaías 44:21—28

Isaías 45:5—25

A leitura pausada dessas breves passagens devem nos conduzir, necessariamente, a reconhecer a grandeza de Deus, a adora-lo e louvá-lo, a obedecê-lo e a responder do único modo apropriado ao que Ele é.

I. A Posição Bíblica

A. O ser humano foi criado por Deus e não por alguma força evolucionária:

Gênesis 1:26—27

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Isaías 43:10
Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

João 1:1—4

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do
que foi feito se fez.

4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.

B. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Gênesis 1:27

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Efésios 4:24
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Colossenses 3:10

E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.

1. A imagem natura: Personalidade

a. Por Personalidade devemos entender a existência mínima de autoconsciência e autodeterminação.

b. Por meio da Criação o ser humano foi dotado com a habilidade intelectual, afeição natural e liberdade de tomar decisões

2. A imagem moral: justiça, santidade e conhecimento.

a. Por meio da Criação o ser humano recebeu a habilidade de conhecer a verdade, de amar, de se expressar de forma justa e santa e de tomar decisões acertadas.

b. Por meio da criação o ser humano foi, portanto, capacitado para expressar a si mesmo das maneiras indicadas acima em seu relacionamento com Deus, com outros membros da raça humana, consigo mesmo e com a natureza ao seu redor.

C. O ser humano foi criado para manter um relacionamento com Deus. Por esse motivo, ele recebeu o domínio sobre toda a terra e foi exortado a supervisionar o desenvolvimento adequado da mesma, auxiliando-a a cumprir todo seu potencial —
Gênesis 1:28

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Gênesis 2:15

Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Continua...

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE ENTENDENDO A NÓS MESMOS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 — SOMOS CRIADOS POR DEUS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 002 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 003 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COM VONTADE E RESPONSABILIDADE MORAL



ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 004 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO SEUS REPRESENTANTES E PARA GLORIFICÁ-LO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

GÊNESIS - ESTUDO 039 - A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ — PARTE 002


Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 
O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
      Eretz ha  ve-et  Hashamaim  et  Elohim    Bará   Bereshit
      Terra  a  e    céus       os  Deus     criou   princípio No
                                                                                         Gênesis 1:1
IX. A História de Noé — Continuação.



5. A Aliança de Deus com Noé – Gênesis 9 — Continuação.


O derramamento do sangue humano é estritamente proibido —

Gênesis 9:5

Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem.

Nesse mandamento Deus diz que ele mesmo será o vingador do sangue humano derramado, seja por outro ser humano, seja por algum animal. Na Lei concedida ao povo de Israel, séculos depois, também existia um mandamento ordenando a execução de um animal que matasse um ser humano —

Êxodo 21:28

Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido.

Certamente Deus odeia todos os tipos de assassinatos e isto deveria nos fazer odiar essas práticas também. As comunidades cristãs precisam se envolver bem mais do que estão fazendo em atividade que ajudem a prevenir os crimes de morte. Temos feito muito pouco ou quase nada. Preferimos, seguindo nossa sociedade, desenvolver meios punitivos cada vez mais severos em vez de ajudarmos a desenvolver meios preventivos. Certamente Deus irá requerer de nossas próprias mãos um bocado deste sangue derramado por nossa falta de envolvimento nestes processos preventivos.

O próximo mandamento tem a ver com assassinatos voluntários. Ou seja, trata daqueles casos em que um ser humano se levanta para matar outro ser humano. Esse é o tipo de pecado que deve ser restringido pelo terror do castigo representado pela pena de morte. O problema que existe com essa forma de punição está representado em todos os tipos de manipulação que podem existir nesses processos. Inocentes são, muitas vezes, executados. Somente nos Estados Unidos da América existem registros da execução de mais de 140 pessoas nos últimos 100 anos que foram provadas inocentes após terem sido executadas. Outras vezes, notórios culpados são deixados em liberdade por causa de pistolões — empenho ou recomendação de pessoa importante. No país chamado Brasil nós vemos um monte de pessoas clamando pela pena de morte e, entre estes, estão muitos cristãos. Mas, será que realmente precisamos da pena de morte em um país onde entre 2004 a 2014 cerca de 600 mil brasileiros — 577.561 segundo o IBGE[1] — foram assassinados? Em 2014 o Brasil registrou 29,1 assassinatos por 100 mil habitantes[2]. Apenas no ano 2014 58.559 brasileiros perderam suas vidas vítimas de assassinatos, ou seja, 160 brasileiros foram mortos por hora em 2014[3]! Estes números são tão absurdos que excedem, em muito, os números de verdadeiras guerras civis. Nesse contexto, clamar pela pena de morte chega a ser realmente imoral. Precisamos insistir no desenvolvimento de formas alternativas de prevenção e não nos concentrar nos meios punitivos somente. A história nos ensina que os meios punitivos não levam a nada, senão ao aumento destes mesmos crimes que buscam desestimular. Somente com mais educação, saúde melhor, mais lazer e mais formação religiosa, moral e cívica poderemos diminuir o excesso de sangue derramado. O mandamento de Deus dado a Noé continua, na opinião do autor, em plena força: “da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”. Além do mais o Senhor Jesus ampliou bastante esta relação com suas palavras como registradas em —

Mateus 5:21—22

21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.

22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.

Mas, independente do que dissemos acima, ainda precisamos tentar entender o propósito de Deus ao dar esse mandamento para Noé e seus filhos. Em Gênesis 9:5—6 nós temos uma proibição categórica contra derramar sangue humano. O sangue humano é o representante, por excelência, da nossa vida. A vida se esvai junto com o sangue derramado porque a falta de sangue paralisa o funcionamento dos nossos órgãos internos. Aqui não existe nada que se pareça com a crença das “Testemunhas de Jeová” que alegam que a vida está, literalmente, no sangue, como se o sangue fosse nossa própria alma. Por este motivo eles são contrários às transfusões de sangue, pois alegam que isto acaba por misturar “almas” de várias pessoas — mas quantas bobagens. Esta crença não passa de pura falta de bom senso, de excesso de literalismo na leitura de passagens como —

Levítico 17:11—14

11 Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.

12 Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: nenhuma alma de entre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que peregrina entre vós o comerá.

13 Qualquer homem dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que caçar animal ou ave que se come derramará o seu sangue e o cobrirá com pó.

14 Portanto, a vida de toda carne é o seu sangue; por isso, tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.    

Deus promete vingar pessoalmente todo sangue humano derramado. Seja nessa vida, seja na eternidade, Deus irá encontrar o assassino e administrar a pena que seu crime merece. As próprias bestas que matarem um ser humano enfrentarão juízo. A penalidade para os homicidas é proclamada nesses versículos de forma inequívoca: morte, morte! É uma instância de retaliação absoluta porque não existe volta para o ato de assassinar alguém. É uma questão axiomática de equidade moral: aquele que causa um dano deve reparar o dano feito ou sofrer dano equivalente.

Esses versículos nos mostram o verdadeiro início do governo humano sobre a terra, onde temos os seres humanos recebendo um comissionamento executivo da parte de Deus. De agora em diante a “espada” da justiça está entregue aos seres humanos. O julgamento dos assassinatos é solenemente delegado ao homem, para que ele se torne o vindicador da vida humana. Note que esse mandamento é oferecido em termos genéricos, pois o texto diz apenas: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. O Senhor Soberano não determina o tipo de poder nem determina um jogo de leis que deveriam ser seguidas. Todas as considerações práticas são deixadas em aberto!

O “homem” — criado à imagem e semelhança de Deus — é o objeto central deste mandamento. A ele compete a obrigação de desenvolver instituições civis que sejam compatíveis com seu presente estado de ser humano caído. Os homens unidos como uma nação de indivíduos precisam se organizar, da perspectiva civil, de tal maneira que possam garantir o funcionamento social de uma forma que seja justa e equânime. A revelação de Deus, seja através da natureza criada, seja através de palavras reveladas, como estas aqui, precisa ser levada em consideração na hora de desenvolver os meios de governo civil.

O Motivo central porque a retribuição da pena de morte deve ser aplicada aos assassinos é claramente informada: “Deus fez o homem segundo a sua imagem”. Esta frase, neste contexto, indica que o ser humano, tal como o seu Criador, é um ser moral que tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal — ver Gênesis 3:22 — e, como possui tanto vontade como capacidade de raciocinar é capaz de julgar e de fazer valer direitos e obrigações. A capacidade humana de governar sobre seus semelhantes é aqui também reconhecida. Os seres humanos são livres para fixarem seus próprios mecanismos de governo e autodeterminação. Mas tanto aqueles que governam quanto os que são governados precisam fazê-lo à luz da verdade de que todos vivem suas vidas na presença de Deus. E todos precisam ser lembrados, de maneira constante, de que somos pó —

Salmos 103:14

Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.

Nesse aspecto, a Bíblia não ensina nem a “ditadura do proletariado” como no comunismo, nem a “ditadura dos cartéis” como temos nas sociedades capitalistas. Os seres humanos são diferentes e possuem certos direitos atrelados a essas diferenças que precisam ser respeitados.

Os mandamentos em forma de bênçãos que acabamos de ver são bastante breves. Por esse motivo precisamos lançar mão do todo da revelação divina para entendermos melhor suas implicações. A Bíblia tem muito a dizer acerca da ordem social que deve existir entre os seres humanos, respeitadas as diferenças culturais e a quase inacreditável diversidade de costumes.

Uma das belezas referentes à Bíblia é o fato de que o conteúdo da mesma não pode ser relegado nem reduzido a meras generalidades. Quando lemos a Bíblia, como um todo, podemos perceber que a mesma nos habilita tanto a entender a nós mesmos quanto o mundo em que vivemos. Além do mais, a Bíblia nos oferece uma visão completa acerca de como devemos viver neste mundo, se quisermos ter a mínima chance de sermos realmente felizes. Por este motivo a Bíblia tem muito a dizer acerca de como devemos nos comportar em nossas vidas privadas bem como acerca da ordem que deve existir na nossa sociedade.

A Bíblia começa nos falando acerca de como nos fomos criados. Todo o Antigo Testamento faz referências diretas ao fato de que nós somos um resultado do poder criativo do Deus Eterno. O mesmo é verdade com relação ao Senhor Jesus que afirmou, acima de qualquer dúvida, que nossos primeiros pais foram criados diretamente por Deus, no princípio —

Mateus 19:4

Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher

Por semelhante modo o Novo Testamento também reconhece essa verdade. Até no último livro da Bíblia nós podemos ler o seguinte:

Apocalipse 4:11

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.

CONTINUA...


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ

046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS

047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA SOTERIOLOGIA DE PAULO

1 Coríntios 15:20—28

20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

Cristo representa as primícias as quais, por sua vez, possuem uma força que transcende o tempo. As mesmas servem para trazer à luz a porção inicial da colheita, mas apenas como uma parte da totalidade da mesma. O foco das mesmas está centrado nas ovelhas recém-nascidas apenas com pertencentes ao todo do rebanho. As primícias manifestam a noção da conexão orgânica e da verdadeira unidade que representam o fato que as mesmas são inseparáveis do todo. É esse aspecto que, de modo especial, dá ao sacrifício das primícias seu significado.

Tais formas de representação e de unidade orgânica encontra plena expressão em —

1 Coríntios 15:20

20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

A expressão primícias não se refere exclusivamente a algum aspecto de prioridade temporal como defende D. Dealing em seu artigo para o Theologica Dictionary of The New Testament editado por Kitel e Friedrich. Pelo contrário, o que essa expressão faz é apresentar a própria ressurreição de cristo como sendo os primeiros frutos de uma colheita plena que está para acontecer. A ressurreição de Jesus é uma parte de um processo bem mais amplo e abrangente. A ressurreição de Cristo é representativa da ressurreição, especialmente de todos os crentes — bem como de todos os seres humanos sem distinção. Desse modo, a escolha do termo primícias é deliberada da parte do apóstolo Paulo como uma forma clara de indicar que existe uma conexão precisa entre as duas ressurreições — de Jesus e dos crentes.

No contexto de 1 Coríntios 15 a tese do apóstolo Paulo contra seus oponentes — que repudiavam a ressurreição do corpo — é que a ressurreição de Jesus traz em si mesma a garantia da ressurreição, não apenas dos crentes, mas de todas as pessoas. A ressurreição de Jesus não é apenas uma garantia, mas constitui-se em uma promessa de continuidade, já que a mesma é apenas o início de um evento. Para Paulo as duas ressurreições são dois episódios dum mesmo evento e não dois eventos separados, ao mesmo tempo em que sustenta que os dois estão separados no tempo.

Quando Paulo usa a expressão primícias ou primeiros frutos em outras passagens ele mantém a ideia de conexão orgânica. Isso fica claro em sua afirmação encontrada em —

Romanos 11:16

E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.

Ainda em outra passagem de Romanos a mesma verdade é enfatizada —

Romanos 16:5b

Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo.

Para Paulo, Epêneto, referido como primícias representava os muitos convertidos resultantes da pregação do Evangelho da Graça de Deus. O mesmo era verdadeiro com relação a Estéfanas —

1 Coríntios 16:15

E agora, irmãos, eu vos peço o seguinte (sabeis que a casa de Estéfanas são as primícias da Acaia e que se consagraram ao serviço dos santos).

A ideia mais abrangente representada pela expressão as primícias do Espírito que encontramos em Romanos 8:23, será objeto da nossa atenção mais adiante. Agora basta dizer que o privilégio desfrutado pelos crentes no tempo presente — de serem habitados pelo Espírito Santo — é apenas um sinal do que nos aguarda por termos sido adotados como filhos na família de Deus —

Romanos 8:15

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

Retornando agora ao texto de 1 Coríntios 15 — ver acima — não é difícil notarmos que o mesmo confirma o que dissemos até aqui com reação às  primícias. As ligações sintáticas entre a ressurreição de Jesus e a nossa própria ressurreição são especialmente notáveis. Notemos —

O verso 21 nos apresenta a razão para a firmação que encontramos no verso 20. O verso 22, por sua vez serve para arraigar o verso 21. Assim temos que: a ressurreição dos mortos por meio de um homem — verso 21 — e a ressurreição de todas as pessoas por meio de Cristo — verso 22 — explica, plenamente, o sentido da expressão primícias encontrada no verso 20. Além disso, o verso 20 expressa a solidariedade que existe na ração humana ao contrastar a pessoa de Cristo com a de Adão —

1 Coríntios 15: 45, 47—49

45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.

47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.

49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.

Ainda outra passagem elabora sobre essas verdades relativas a questão da solidariedade que existe entre os membros da raça humana —

Romanos 5:12—17

12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.

16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.

17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.

Retornando a 1 Coríntios 15 temos que: o verso 22b, de modo especial, confirma as ideias de solidariedade e de conexão orgânica como indicadas no verso 20. Cristo é as primícias daqueles que dormem, porque ele foi ressuscitado como o segundo Adão. E nossa união com Cristo, pois estamos EM CRISTO, nos garante que nós também seremos ressuscitados.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

 Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.