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sexta-feira, 7 de julho de 2017

EFÉSIOS - SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS


Resultado de imagem para maturidade espiritual

Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará os links para outros estudos dessa série.


EFÉSIOS 4:12—16
Introdução.

A. O capítulo 4 de Efésios nos diz que quando Jesus subiu aos céus ele derramou sua graça, mediante o Espírito Santo, sobre Seu povo.

B. Esse derramar da graça de Deus alcança todos os crentes e nos habilita a funcionarmos de maneira apropriada e necessária dentro do Corpo de Cristo — a Igreja. Cada crente possui pelos menos um dom. Existe, portanto, uma multiplicidade de dons o que é um indicativo de que o Corpo de Cristo — Sua Igreja — precisa crescer em unidade em meio à diversidade.

C. Entres os dons alistados em Efésios 4 nós vamos encontrar:

1. Apóstolos e Profetas — esses foram os indivíduos que Deus usou como seus instrumentos para nos legar o Novo Testamento. Foi a eles que Deus revelou Sua palavra e é somente sobre essa mesma palavra que nós podemos ser edificados — ver Efésios 3:5 e 2:20. Eles nos legaram o fundamento sobre o qual a Igreja pode crescer.

2. Evangelistas são aqueles que possuem o dom específico de alcançar os outros com a mensagem do evangelho. São esses que Deus usa para fazer a igreja crescer em número e de forma constante.

3. Pastores-mestres são aquele que Deus levantou no seio da Sua Igreja para cuidar do povo da mesma maneira que um pastor cuida de suas ovelhas. É através desse ministério que a Igreja cresce espiritualmente, ou pelo menos deveria crescer.

D. Nessa mensagem queremos ver como esses dons devem fazer o Corpo de Cristo — a Igreja — crescer bem fundamentada, crescer numericamente e crescer espiritualmente até atingir a plena maturidade em Cristo.

E. Para isto vamos ver qual é:

O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS         EM EFÉSIOS 4

I. O Propósito dos Dons é sempre a Edificação ou o Crescimento da Igreja – verso 12.

A. Em Efésios 4:12 Paulo alista dois propósitos específicos para os dons mencionados no verso 11. Estes propósitos são:

1. Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço.

2. Para a edificação do corpo de Cristo

B. No primeiro propósito nós temos especificado que os crentes, todos os crentes, têm um serviço que precisam executar. Para tal é necessário que eles sejam informados, edificados, orientados, desafiados, incentivamos e etc. Em uma palavra é necessário que os crentes sejam καταρτισμὸν katartismòn — capacitados ou aperfeiçoados, de tal maneira que, enquanto membros do corpo de Cristo, eles sejam exatamente aquilo que devem ser. O crente é como um navio que está sendo preparado para uma viagem. Tudo o que é necessário — alimentos, mantimentos, suprimentos etc. — precisa ser embarcado antes do navio partir do porto. Uma vez plenamente abastecido e suprido, ele pode então seguir em sua missão. Assim é o crente. Diferentes igrejas oferecem diferentes possibilidades para se alcançar esses objetivos —

1. Reuniões de oração com ou sem estudo bíblico concomitante.

2. Reuniões de estudos bíblicos.

3. Reuniões nos lares.

4. Reuniões específicas para grupos específicos: casais, jovens adolescentes, etc.

5. Escola dominical. Classes para crianças — separadas por idade —, adolescentes, jovens e adultos, bem como uma classe de preparação para aqueles que desejam fazer profissão de fé e receberem o batismo.

6. Cultos de louvor, adoração e edificação.

C. Como está a tua participação nestas possibilidades de crescimento e aperfeiçoamento? Quanto você realmente esta envolvido nestes processos?

D. Quando cada crente individualmente está plenamente suprido e equipado então ele pode realizar a sua parte no segundo propósito que é cooperar para a edificação do corpo de Cristo. Paulo diz que:

1 Coríntios 12:7

A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso

E. O que vocês acham que pode ser mais produtivo: o pastor e mais uma meia dúzia de pessoas fazendo tudo ou cada um de nós — mencionar o número de presentes — fazendo cada um a sua parte?

F. Há tantas necessidades dentro da nossa comunidade que vale à pena a gente destacar algumas:

1. Visitar os enfermos e as pessoas afastadas para ler a Bíblia com eles e orar junto com eles.

2. Receber bem e procurar se integrar com aqueles que nos visitam.

3. Oferecer a prestação de serviços para aqueles que estão impossibilitados de realizá-los. Fazer compras, cozinhar uma refeição, pagar contas e resolver pendências são algumas possibilidades.

4. Se oferecer como “babá” para cuidar de crianças pequenas enquanto um casal sai para desfrutar um jantar calmo e romântico como os que aconteciam antes dos filhos chegarem.

5. Oferecer transporte para aqueles que precisam se locomover para consultórios, laboratórios e que não possuem meio de transporte pessoal.

6. Visitar pessoas que não conhecem o Senhor para compartilhar as Boas Novas com elas. Abrir a própria casa para um estudo bíblico. Não precisa ter o dom de evangelista para fazer isso. Precisa apenas ter boa vontade e um coração compassivo para com aqueles que estão se perdendo, sem Cristo, a cada dia. Estatísticas nos dizem que uma pessoa qualquer está, pelo menos, vinte vezes mais aberta a frequentar uma reunião em um lar do que em atender ao convite para vir até o salão onde a Igreja se reúne. Pense nisso!

7. Socorrer os necessitados fortalecendo-os com palavras de consolo e edificação, bem como orando juntamente com eles.

8. Ensinar ou cooperar no ensino das várias faixas etárias a quem desejamos servir aqui na comunidade.

9. Aconselhar adolescentes, jovens e adultos solteiros, bem como casais em suas necessidades específicas.

G. Quando abrimos nossos olhos para estas realidades não é difícil perceber que estamos cercados de possibilidades ilimitadas de serviço. Se Deus permite a você enxergar algo, então é muito provável que juntamente com a clareza de visão lhe esteja sendo oferecida tanto a força com a oportunidade de satisfazer aquela necessidade.

H. O objetivo de agirmos dessa maneira, estar equipados e prontos para cooperar com a edificação do Corpo de Cristo, segundo o nosso texto é:

II. Porque a Igreja Precisa Crescer Espiritualmente — verso 13.

A. De acordo com as palavras de Paulo a Igreja como um todo, um só corpo, precisa crescer espiritualmente porque todos — tanto como indivíduos bem como uma coletividade — precisamos alcançar o seguinte:

1. Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus. Existem graus distintos de unidade como existem graus distintos de consagração e santidade. Mas uma coisa é certa: não existe verdadeira unidade sem fé e sem conhecimento.
2. À perfeita varonilidade. Essa expressão indica apenas que os cristãos precisam amadurecer. Aqueles que são parte da nova sociedade de Deus, que são chamados a preservar a unidade concedida pelo Espírito Santo são os mesmos que, agora, são desafiados ao amadurecimento.
3. À medida da estatura da plenitude de Cristo. Esse é o propósito do Espírito Santo vir habitar dentro de cada um de nós: tomar-nos e, dia a dia,  nos transformar para nos tornarmos um reflexo perfeito do próprio Senhor Jesus.
B. O tipo de crescimento descrito acima não tem nada a ver com quantidade de pessoas. Mas tem tudo a ver com as pessoas funcionando de forma efetiva como devem funcionar no Corpo de Cristo — a Igreja.
C. O resultado deste tipo de crescimento é...
III. Discernimento para Evitar o Erro e para Andar de Acordo com a Verdade — versos 14—16.

A. Paulo contrasta a maturidade discutida anteriormente com a imaturidade ou infantilidade daqueles que não conseguem alcançar uma firmeza em seus pensamentos com relação à verdade como revelada em Jesus Cristo.

B. Estes são aqueles que:

1. São chamados de νήπιοι népioi — crianças no sentido de infantil, imaturo ou inexperiente.

2. São agitados de um lado para o outro como as ondas do mar são agitadas pelo vento.

3. São levados por todos os ventos de doutrina mediante a artimanha dos homens, por meio da astúcia com que conduzem ao erro.

C. Mas os crentes edificados de maneira apropriada são aqueles que:

1. Seguem a verdade em amor. São aqueles que não comprometem suas convicções por causa de prestígio ou popularidade. Mas seguem a verdade em amor. Este é um equilíbrio bastante delicado. É a falta desse equilíbrio que gera todos os tipos de perseguições religiosas e de desvios doutrinários.
2. São esses que crescem em tudo naquele que é o cabeça, Cristo. São esses os que estão envolvidos com todas as possibilidades tanto de contribuir como de receber para a edificação do Corpo de Cristo — a Igreja.
3. São esses que funcionam bem ajustados e consolidados como são as juntas do corpo humano. Cada um fazendo a sua parte para o bem do todo.
D. O resultado final é o aumento do processo de edificação em amor. Quanto mais crentes participarem deste processo mais o corpo “aumentará” seu próprio crescimento. O corpo precisa da participação de todos como precisa da participação de cada um de nós.
Conclusão:

A. O advento dos pastores profissionais prestou um enorme desserviço ao corpo de Cristo. E isso por dois motivos principais:

1. Em primeiro lugar surgiram homens que desejam controlar com mão de ferro tudo o que é feito dentro das comunidades cristãs. Não existe nem liberdade nem a possibilidade da variedade de dons se manifestarem. Não se ensina a verdade de que cada crente precisa exercitar seu próprio dom porque os chamados “pastores” têm medo de perder a “boquinha”.

2. Em segundo lugar a grande maioria dos crentes se sente desmotivada e desinteressada em se envolver com o serviço devido à Deus — pelo custo e sacrifícios necessários — e prefere, então, como que “enterrar” o dom recebido.

3. Estas duas atitudes são, em grande parte, as maiores responsáveis pelo atual estado em que a Igreja se encontra em nossos dias.

B. O Novo Testamento nos ensina que o serviço cristão não é uma prerrogativa dos pastores e da liderança e sim que o mesmo é O PRIVILÉGIO DE TODOS OS CRENTES INDIVIDUALMENTE.

C. O conceito do Novo Testamento referente aos pastores é o de alguém que cuida, ajuda e encoraja o povo de Deus a descobrir, desenvolver e exercitar seus próprios dons. O pastor de verdade não tem ciúmes, nem inveja e muito menos medo de suas ovelhas porque ele sabe que elas estão capacitadas pelo próprio Senhor Jesus — o Supremo Pastor das Ovelhas de acordo com 1 Pedro 5:4 — a fazer aquelas coisas que ele mesmo não pode fazer para garantir a edificação do corpo de Cristo. O pastor não pode ser um monopolizador de ministérios. Ele precisa ser um multiplicador de ministros ou servos para o bem de todo o povo de Deus.

D. Existem dois elementos que precisam estar sempre presentes se a Igreja — o Corpo de Cristo — pretende crescer: Verdade e Amor. Que o Espírito Santo que é o “Espírito da Verdade” e de quem o primeiro fruto é o Amor — ver Gálatas 5:22—23 possa ser nosso guia, nosso inspirador e nosso sustentador neste desafio que temos diante de nos de servir ao senhor e cooperar com o crescimento do Corpo de Cristo.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES

EFÉSIOS 4:12—16 — SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/efesios-sermao-029-o-proposito-dos-dons.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis

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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 026 – ESTÊVÃO E O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA LEI DE MOISÉS E DO TEMPLO EM JERUSALÉM



Jesus expulsando os vendilhões.
Antes de 1570. Por El Greco, atualmente na National Gallery of Art, em Washington D.C..


Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Texto: Atos 6:13—15
Introdução

A. Na última mensagem vimos como Estevão foi arrebatado por uma multidão enfurecida e levado para o Sinédrio que era o a corte superior dos judeus.

B. Também vimos que Estevão é caracterizado nas páginas do livro de Atos como um homem: ver Atos 6:3 e 8

1. De boa reputação.

2. Cheio do Espírito Santo.

3. Cheio de Sabedoria.

4. Cheio de graça, i. e., de uma personalidade graciosa parecida com a do próprio Senhor Jesus.

5. Cheio de poder que era capaz de fazer prodígios e sinais entre o povo.

C. Nosso texto de hoje acrescenta que o rosto de Estevão era como se fosse o rosto de um anjo – ver Atos 6:15.

D. Independentemente de todas essas qualidades as mais terríveis acusações foram feitas contra Estevão diante do Sinédrio por falsas testemunhas, apesar da graves advertências da Lei de Moisés contra tal prática — ver Êxodo 20:16; Deuteronômio 5:20.  

E. É nosso desejo entender no quê, exatamente, consistiam essas acusações e se elas tinham ou não verdadeiro fundamento, pois eram...   

ESTÊVÃO E SEU ENTENDIMENTO ACERCA DE CRISTO, DA LEI DE MOISÉS E DO TEMPLO EM JERUSALÉM

I. O Lugar Santo e a Lei.

A. Para entender o Novo Testamento é necessário compreender como os judeus viam a si mesmos e suas tradições. Eles se orgulhavam:

1. De serem descendentes de Abraão — ver Lucas 3:7—8; João 8:31—59.

2. De carregarem no corpo o sinal da aliança estabelecido pelo próprio Deus: a circuncisão — ver Deuteronômio 10.16; Jeremias 4:4.

3. De terem recebido a Lei de Deus — ver Romanos 2:17—24.

4. De possuírem o Templo em Jerusalém, o local onde Deus prometeu colocar seu nome = sua presença, conforme palavras faladas a Davi — ver 2 Crônicas 6:6.

B. Mas, como podemos ver pelas referências acima, todos esses privilégios só faziam sentido se fossem acompanhados por uma vida de obediência e santidade — ver Levítico 11:45; 1 Pedro 1:16. E também, de verdadeira conversão e prática da justiça — ver Joel 2.12—13; cp. Isaías 58:3—8.

C. Mas ignorando essas realidades espirituais, os judeus se apegavam aos símbolos externos — templo e lei conforme verso 14 — desprezando as realidades mais profundas para as quais essas coisas apontavam: a vinda do Messias e o estabelecimento do Reino de Deus entre todos os seres humanos.

D. Para eles, criticar a Lei ou o Templo era o mesmo que falar mal do próprio Deus, um pecado passível de receber a pena de morte.

E. Mas nesse caso, tudo não passava da mais completa hipocrisia — ver Salmos 78:34—39.

II. Jesus e a Lei que Regulava a Aliança entre o Povo de Israel e Deus.

A. Deus libertou o povo de Israel da escravidão do Egito na mesma noite em que celebraram a páscoa do Senhor e Deus executou um severo juízo sobre os egípcios exterminando todos os filhos primogênitos do Egito — ver Êxodo 12:29—51.

B. Depois Deus estabeleceu uma aliança com o povo de Israel – ver Êxodo 19:1—8. Por essa aliança:

1. O povo de Israel seria o povo de Deus.

2. O Deus verdadeiro seria o Deus do povo de Israel.

C. Por fim, Deus concedeu sua Lei para regular o relacionamento dos Israelitas com o próprio Deus e uns com os outros — ver Êxodo 20 — Deuteronômio 34:12.

1. A lei continha 613 mandamentos.

2. Uma versão menor pode ser vista nos Dez Mandamentos com sua ênfase no relacionamento vertical — primeiros quatro mandamentos — e no horizontal — os seis últimos.

3. Por fim, a lei podia ser resumida em dois grandes mandamentos:

Deuteronômio 6:5

Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

Levítico 19:18

Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

D. O povo de Israel violou todos os mandamentos do Senhor — ver 2 Reis 17:16 – e, com isso, tornou a aliança com Deus, completamente nula — ver Jeremias 31:32.

E. Mas Deus prometeu fazer uma nova aliança onde sua Lei não seria mais escrita em tábuas de pedras e sim nos corações do seu povo — ver Jeremias 31:31—33.

F. Jesus veio para cumprir a Lei de Deus — ver Mateus 5:17. Mas ao mesmo tempo em que veio para cumprir, o que ele fez de fato — ver 1 Pedro 2:22 —. Jesus também representava o fim da mesma — ver Romanos 10:4.

G. Essa era uma verdade muito amarga para todos que queriam se orgulhar na Lei — ver Jeremias 9:23—24.

III. Jesus e o Templo

A. Muitos Judeus consideravam o templo um privilégio enorme. Como falamos antes, muitos judeus da dispersão voltavam para Jerusalém para poder morrer ali, perto do Templo de Deus. Tudo isso não passava de pura superstição e orgulho de gente abestada.

B. O local onde morremos é indiferente. O que importa é o tipo de vida que vivemos.   

C. O Templo, onde o nome de Deus estava colocado, representava a presença do próprio Deus no meio do seu povo. Mas note...

1. Jesus era o próprio Deus no meio do seu povo. Não uma construção onde apenas o seu nome estava colocado, mas a própria pessoa de Deus habitando no meio deles, mesmo que não quisessem reconhecê-lo.

2. Por isso Jesus podia afirmar que ele mesmo era maior que a Lei e maior até que o próprio Templo — ver Mateus 12:5—8.

D. De acordo com Jesus, Ele mesmo, era o templo de Deus — ver João 2:13—22.

E. Deus não deseja ser adorado em um local fixo, nem por meio de rituais elaborados. Com o advento de Jesus:

1. Deus poderia ser adorado em qualquer lugar —

Mateus 18:20

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

2. Os adoradores que Deus procura são aqueles que o adorem em Espírito e em verdade — ver João 4.23—24.

F. Estevão compreendeu as implicações que a manifestação de Jesus, o Messias, o Filho de Deus, tinha tanto para a Lei quanto para o Templo. Ele foi o primeiro cristão a entender e a ensinar de modo franco e aberto essas verdades. Falaremos mais acerca disso nas próximas mensagens.

G. Já na próxima mensagem vamos começar a analisar a profundidade da compreensão que Estevão tinha acerca da vinda do Messias.

Conclusão

A. Meus irmãos e irmãs, nós não estamos mais debaixo de nenhum regulamento da Antiga Aliança. Nosso compromisso é com a Nova Aliança. Com a fé em Jesus para salvação e a obediência aos ensinamentos de Jesus e de seus apóstolos inspirados pelo Espírito Santo, contidos no Novo Testamento. Quanto ao Antigo Testamento devemos considerar as seguintes Escrituras:

Romanos 15:4

Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.

1 Coríntios 10:1—12

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

B. Como cristãos nós somos:

1 Coríntios 3:16

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?

1 Coríntios 12:27

Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Romanos 12:5

Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.

C. É nossa responsabilidade:

1. Adorar a Deus nos termos que ele mesmo estabelece: em espírito e em verdade.

2. Cuidar uns dos outros como verdadeiros irmãos e membros do seu corpo.

D. Temos que entender, de uma vez por todas que:

1. Jesus nos liberta por completo do jugo da Lei da Antiga Aliança — ver Gálatas 5.1, 13.

2. Como membros uns dos outros precisamos exercitar o amor com que devemos amar uns aos outros até as últimas consequências —


1 João 3:16

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.

E. Que Estevão possa ser nosso exemplo na compreensão da dimensão daquilo que Jesus Cristo veio fazer e daquilo que Jesus representa.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8

SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-028-defesa-de.html

SERMÃO 029 – A DEFESA DE ESTEVÃO – Parte 3 — Atos 7:17—43
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-029-defesa-de.html

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

Que Deus abençoe e nos ajude a todos.

Alexandros Meimaridis

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