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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

PARÁBOLAS DE JESUS — SERMÃO 038A —— A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001


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Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Dracma perdida

Lucas 15:8—10

8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la?

9 E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.

10 Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Essa breve parábola de Jesus é geralmente preterida ou até mesmo ignorada por causa de suas similaridades com a versão bem mais longa e preferida da Parábola da Ovelha perdida, que pode ser vista por meio do link abaixo:


Isso é perfeitamente entendível e como existem de fato muitas coisas duplicadas nessas parábolas não é necessário nos estendermos demais em nossa análise dessa parábola acerca da dracma perdida. Por outro lado, mesmo sendo semelhantes as mesmas não são idênticas e cada uma delas tem sua própria mensagem. A Parábola da Dracma Perdida nos apresenta informações vitais acerca do caráter de Deus. Vejamos:

I. O Tipo da Parábola

Como aconteceu com a Parábola da Ovelha Perdida essa também é uma parábola interrogativa que funciona como uma verdadeira símile[1]. A pergunta levantada é seguida por uma afirmação que descreve as consequências

II. Questões Importantes que Chamam Nossa Atenção

Existem duas questões primordiais que requerem nossa atenção nessa parábola. Elas são:

1. Qual é o significado do personagem principal da parábola ser uma mulher? A mulher funciona como sendo uma imagem de Deus? Existe qualquer implicação na parábola que tem alguma implicação para o papel da mulher em nossos dias?

2. Qual é o ensinamento da parábola? De modo especial, quanta teolgia pode ser encontrada na mesma?

III. Características Textuais da Parábola da Dracma Perdida

1. Com frequência Lucas produz narrativas envolvendo tanto homens quanto mulheres. Kenneth Bailey em sua abordagem a Lucas 15 chega a mencionar 27 exemplos[2]

2. Apesar de muitos estudiosos desconsiderarem esse fato, a verdade é que o mesmo é parte da estratégia de Lucas para sublinhar a importância das mulheres e o relacionamento de Jesus com as mesmas.

3. As perguntas que encontramos em Lucas 15:4 e 8, parecem estar sendo dirigidas a homens. Todavia, o texto nos diz, no verso 1, que publicanos, pecadores, escribas e fariseus, se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. É óbvio que a expressão pecadores, que nesse contexto indica apenas pessoas desinteressadas na lei de Moisés, certamente deveria incluir mulheres.

4. A pergunta de Lucas 15:8 requer uma resposta afirmativa. Qualquer mulher procuraria uma moeda perdida fosse pelo seu valor intrínseco ou pelo valor sentimental. A lógica utilizada por Jesus nessa parábola se move do menor para o maior. Se a mulher de alegra em encontrar a moeda perdida, quanto mais não se alegrará Deus por um único pecador arrependido?

5. Ao encontrar a moeda a mulher chama suas amigas para celebrarem junto com ela. O mesmo deve ter sido verdade com o pastor ao encontrar a ovelha pedida. Apenas pastores poderiam avaliar na justa medida a angústia experimentada pelo pastor cuja ovelha tinha se desgarrado.

6. Como já tivemos a oportunidade de mencionar, apesar dessa parábola estar relacionada de forma muito próxima com a da ovelha perdida, ainda assim as duas não são sinônimas, e muito menos idênticas.

6. A autenticidade da Parábola da Dracma Perdida não é questionada, mas alguns estudiosos insistem em afirmar que o verso 10 é uma adição feita por Lucas. Mesmo admitindo que o versículo foi grafado por Lucas, ainda assim a passagem exige uma finalização apropriada sob o risco de não entendermos exatamente qual direção Jesus deseja indicar.

7. A diferença fundamental entre a Parábola da Ovelha Perdida e da Dracma Perdida, encontra-se na diligência demonstrada pela mulher em: ascender uma lâmpada, varrer o chão, procurar diligentemente. Enquanto isso as diferenças são óbvias: abandonar as noventa e nove ovelhas, a necessidade de carregar a ovelha perdida, a alegria experimentada por encontrar a ovelha perdida ser muito maior do que àquela relativa às outras noventa e nove. Essas diferenças cumprem um duplo propósito:

a. Elas são usada em parte para descrever o que é apropriado para a imagem que Jesus deseja transmitir.

b. Por outro lado, elas são usada para enfatizar a enorme diligência aplicada pela mulher na busca pela moeda perdida.

CONTINUA...


Outras Parábolas de Jesus Podem ser encontradas nos Links abaixo:

001 – O Sal 

002 – Os Dois Fundamentos 

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça
008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html

038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/parabolas-de-jesus-sermao-038a-parabola.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.



[1] Símile: Comparação; figura de linguagem através da qual alguma coisa é equiparada a outra, através de termos diferentes que se unem pela palavra "como" ou por outra semelhante. Dicionário Eletrônico Dcio.

[2] Bailey, Kenneth.  Finding the Lost. Cultural Keys to Luke 15.  Concordia Scholarship Today. Concordia Publishing, St. Louis, 1992.

terça-feira, 12 de julho de 2016

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 - SOMOS CRIADOS POR DEUS



O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos. Partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nós examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e: 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO

Introdução

A. Se desejamos entender a nós mesmos, então precisamos iniciar entendendo nossa própria criação. Com isso não desejamos negar que aquilo que somos hoje não seja importante para nosso autoentedimento. Todavia, é necessária a existência duma perspectiva por meio da qual nossa experiência diária possa ser avaliada.

Um breve estudo acerca da nossa criação também é importante, porque por meio dele nós podemos conhecer e apreciar a grandeza do nosso Criador. É algo bastante interessante de ser notado que nosso Deus, geralmente, se refere a Seus atos criativos como uma forma de ilustrar tanto seu poder criador quanto sua própria majestade. Algumas passagens do profeta Isaías merecem destaque:

Isaías 40:12—31

Isaías 42:1—8

Isaías 43:1—28

Isaías 44:21—28

Isaías 45:5—25

A leitura pausada dessas breves passagens devem nos conduzir, necessariamente, a reconhecer a grandeza de Deus, a adora-lo e louvá-lo, a obedecê-lo e a responder do único modo apropriado ao que Ele é.

I. A Posição Bíblica

A. O ser humano foi criado por Deus e não por alguma força evolucionária:

Gênesis 1:26—27

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Isaías 43:10
Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

João 1:1—4

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do
que foi feito se fez.

4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.

B. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Gênesis 1:27

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Efésios 4:24
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Colossenses 3:10

E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.

1. A imagem natura: Personalidade

a. Por Personalidade devemos entender a existência mínima de autoconsciência e autodeterminação.

b. Por meio da Criação o ser humano foi dotado com a habilidade intelectual, afeição natural e liberdade de tomar decisões

2. A imagem moral: justiça, santidade e conhecimento.

a. Por meio da Criação o ser humano recebeu a habilidade de conhecer a verdade, de amar, de se expressar de forma justa e santa e de tomar decisões acertadas.

b. Por meio da criação o ser humano foi, portanto, capacitado para expressar a si mesmo das maneiras indicadas acima em seu relacionamento com Deus, com outros membros da raça humana, consigo mesmo e com a natureza ao seu redor.

C. O ser humano foi criado para manter um relacionamento com Deus. Por esse motivo, ele recebeu o domínio sobre toda a terra e foi exortado a supervisionar o desenvolvimento adequado da mesma, auxiliando-a a cumprir todo seu potencial —
Gênesis 1:28

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Gênesis 2:15

Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Continua...

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE ENTENDENDO A NÓS MESMOS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 — SOMOS CRIADOS POR DEUS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 002 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 003 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COM VONTADE E RESPONSABILIDADE MORAL



ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 004 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO SEUS REPRESENTANTES E PARA GLORIFICÁ-LO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ESTADO ETERNO — Estudo 4 - O SER HUMANO CRIADO POR DEUS


Detalhe da "criação do ser humano" de Michelangelo - Capela Sistina - Roma

Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

O Homem como ser Criado – Parte 1

O que é o Homem? — Como ser humano —

Provérbios. 23:7

Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.

I – A Natureza Humana

O que é o homem é uma questão que tem permeado a filosofia ocidental desde os filósofos pré-socráticos até os nossos dias.

A partir do Iluminismo — Século XVIII — o homem passou a ser visto como uma máquina menor, parte de uma máquina maior, o universo Cósmico, preso dentro de um universo determinista, já que não existe nele — ser humano — nada que transcenda seu lado material.

Assim temos: tudo o que o homem pensa é determinado de forma mecânica por forças irracionais tais como fatores genéticos, secreções químicas, condições do meio ambiente e o inconsciente coletivo.

Como esta filosofia influencia o pensamento de hoje? O ser humano não tem dignidade. Isso está mais que comprovado quando pensamos nos seguintes fatores:

Guerras — Especialmente a Segunda Guerra Mundial que matou:

23 milhões de russos.

5.6 milhões de poloneses.

20 milhões de Chineses

7.5 milhões de Alemães
E muitos outros milhões de várias nacionalidades que elevam o total geral para perto de 60 milhões de seres humanos.[1]

Abortos sob demanda. Ver nosso artigo com o contador de abortos sobre demanda apenas no ano 2915 por meio desse link aqui:


Abandono de crianças nascidas com más formações congênitas.

Eutanásia e suicídios assistidos.

Manipulação genética e clonagem.

A Reação humana a tudo isto é uma corrida para o misticismo com o seguinte resultado: O Homem não é uma máquina, nem um ser como Deus, mas Deus mesmo!

B – A Resposta Cristã

Salmos 8: 3—8

3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,

4 que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?

5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.

6 Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:

7 ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;

8 as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
1. O Fundamento triplo: A Bíblia vê a vida como:

a. Sendo criada por Deus do nada, ou seja, “ex nihilo”. Fato reconhecido nas mais tradições humanas de todos os lugares.

b. A queda radical do homem no pecado. Fato reconhecido nas mais tradições humanas de todos os lugares.

c. O plano de Deus para a Redenção.

2. Assim temos:

a. O que era o homem na criação? (passado)

b. O que é o homem após a queda? (presente)

O que será o homem após a consumação da Redenção? (futuro)

II – Criação – O Portador da Imagem de Deus –

Gênesis. 1:26—28.

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

A. O homem foi feito para controlar e não para ser controlado de forma mecânica e determinista pelo universo. O Homem foi criado para fazer em um nível finito aquilo que Deus faz a nível infinito.

B. A imagem de Deus no homem simplesmente indica que o homem deve refletir o Criador nas capacidades e habilidades que o separam de todo o resto da criação.

C. A nobilidade, exclusividade, o significado e o valor do ser humano podem ser resumidos em uma palavra: “DIGNIDADE”. E todas essas palavras so se sustentam por ter sido o ser humano criado à Imagem de Deus.

D. Cristo é o perfeito portador desta Imagem.

João. 14:9

Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

Colossenses 1:15

Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.


E. Como devemos nos ver?  E daí?

Uma breve interpretação de Colossenses 1:15

Este é a imagem do Deus invisívelEssas palavras nos fazem lembrar de textos que vimos acima. Por exemplo, elas nos fazem lembrar Gênesis 1:27, que nos fala de como os seres humanos foram criados à imagem e semelhança do Deus Criador. Nessa condição os seres humanos receberam o domínio sobre todo o resto da criação. Por outro lado, é algo muito importante de ser notado que os versos do Salmos 8 citados há pouco e que descrevem o domínio dos seres humanos sobre o restante da criação, até mesmo com certos detalhes, é interpretado pelo autor da Epístola aos Hebreus como aplicado ao Messias ou Senhor Jesus —

Hebreus 2:5—9

5 Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando;

6 antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?

7 Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras das tuas mãos.

8 Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas;

9 vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.

Mas apesar dessa referência à criação dos seres humanos à imagem de Deus e do consequente domínio estarem no pano de fundo de Colossenses 3:15, a mesma não faz plena justiça à ideia que temos afirmada aqui acerca do Filho de Deus, Jesus. O ser humano, apesar de ter sido criado à imagem de Deus não é Deus. Por outro lado, como a “imagem do Deus invisível de Deus”, Jesus, o Filho, é acima de tudo, ele mesmo, o próprio Deus. Em Cristo:

Romanos 9:5b

O Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

Colossenses 2:9

Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

E mais, é em Cristo que —

Colossenses 2:3

Em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Em segundo lugar, nós podemos afirmar que: como a imagem do Deus invisível, o filho de Deus é revelado. Nos escritos de Paulo essa identificação do Filho com o próprio Deus, o Filho sendo à imagem de Deus ou sendo manifesto ou revelado, não é novidade. A mesma verdade pode ser vista em —

2 Coríntios 4:4

Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

Filipenses 2:6

Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus.

Além disso, as ideias em Colossenses são as mesmas que encontramos em —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.  

E o apóstolo João expressa essa mesma verdade usando outros termos —

João 1:1, 18

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

18 Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.

E mais ainda pode ser visto em —

João 10:30, 38

30 Eu e o Pai somos um.

38 Mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.

Apocalipse 3:14

Ao anjo da igreja em Laodiceia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

É no Filho Jesus Cristo, que o Deus invisível tornou-se visível de tal modo que todos nos podemos ver no tempo e na eternidade aquele que é invisível:

1 Timóteo 1:17

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

1 Timóteo 6:16

O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!

Assim temos que: se o Filho é a própria imagem do Deus invisível, e se esse Deus invisível é de eternidade a eternidade, segue-se que o Filho, também precisa ser a imagem de Deus eternamente. No que diz respeito à divindade do Filho, a mesma não pode pertencer à categoria do tempo e do espaço. Ele não pode ser uma mera criatura, mas encontra-se completamente separados dos seres humanos e até mesmo de qualquer outra criatura. É isso que o apóstolo Paulo quer dizer ao afirmar —

O primogênito de toda a criaçãoJesus, o Senhor, estava no princípio junto com Pai participando de todo o processo Criador —

João 1:2—3

2  Ele estava no princípio com Deus.

3  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

Para que não tenhamos nenhuma dúvida do que Paulo está afirmando aqui, vejamos o que ele diz em —

Colossenses 1:16

Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
Para terminar é importante destacarmos que essa passagem não é entendida de forma apropriada por muitos evangélicos, inclusive por pregadores midiáticos como o patético Valdemiro Santiago que faz a seguinte afirmação acerca de Jesus:

Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo, não a partir de Maria, que foi obra do Espirito Santo para ser feito carne, antes ele já existia. “Façamos” é no plural, porque Jesus estava com Ele e a palavra que lemos confirma.[2]

Sendo esse o jesus que Valdomiro Santiago prega, nós podemos afirmar com toda certeza, que esse não é o Jesus da Bíblia e que o jesus de Valdomiro é incapaz de salvar quem quer que seja.

CONTINUA...


OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
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Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
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Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
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Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
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Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
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Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos 
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Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή  Psiché
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/essa-e-uma-serie-cujoproposito-e.html
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Conclusão: A Crença na Imortalidade como algo Universal.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Sommerville, Donald. The Complete Illustrated History of World War Two: An Authoritative Account of the Deadliest Conflict in Human History with Analysis of Decisive Encounters and Landmark Engagements. Lorenz Books,  Leicester, 2008.

[2] Artigo escrito pelo falso apóstolo Valdemiro Santiago e de posse do autor do blog “O Grande Diálogo”