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domingo, 23 de julho de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ — ESTUDO 024 — DISCIPLINA NA IGREJA — PARTE 001 - DISCIPULADO


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I. Termos Chaves Para a Disciplina no Novo Testamento[1]:

A. μαθητεύσατε matheteúsate — fazei discípulos.

A disciplina, como os vocábulos cognatos “discípulo” e “fazer discípulos, tem sua idéia original, como a raiz no grego indica, na prática da antiguidade de um aluno seguir um mestre ou pensador. Um sábio ou um rabino atraía jovens adeptos que admiravam o seu mestre e ficavam convictos da veracidade de suas idéias. Estavam dispostos a serem moldados, tanto pelo seu pensamento, como pelas suas ações. Nos evangelhos, “Os Doze” seguiram a Jesus com esse intuito. No livro de Atos, os crentes são chamados μαθηταὶ — mathetaì —discípulos, alunos, não numa escola, mas leais seguidores que procuravam conhecer e praticar os ensinamentos de vida de Jesus. O vocábulo μαθητεύσατε — matheteúsate — fazei discípulos em Mateus 28:20, deve ser comparado com Διδάσκαλος  — didáskalos — mestre e com διδάσκω — didásko — ensino, que aparecem em outras referências do Novo Testamento. O discípulo almeja aprender fatos, entender idéias, ganhar uma nova cosmovisão como qualquer aluno. Mas apenas quando tem um compromisso de vida com o mestre, num sentido global, é que o estudante passa a ser um discípulo —

Lucas 14:26—33

26 Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Nesse círculo de ideias, a disciplina dá a impressão de formar uma pessoa em conformidade com o caráter e mente do mestre. Paulo diz aos efésios: “Não foi assim que ἐμάθετε  emáthete — aprendestes a Cristo — literalmente, “fostes feitos discípulos de Cristo” — , se é que de fato o tendes ἠκούσατε  ekoúsate — ouvido, e nele fostes ἐδιδάχθητε  edidáschthete — instruídos —

Efésios 4:20—21

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus.

Como em Mateus 28:19—20, primeiro o neófito se torna discípulo, entregando-se de corpo e alma ao Senhor. Depois recebe a instrução necessária para observar o que o Mestre manda. Se um discípulo sabe o que seu Senhor e mestre quer, mas não o faz, põe em dúvida a submissão assumida com o senhor, ao qual prometeu seguir —

Mateus 21:28—32

28 E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha.

29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi.

30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.

O discipulado cristão requer a tomada do ζυγόν  Zugón — jugo de Cristo. Isso que dizer que se  requer que o discípulo aprenda os ensinamentos de Jesus e compartilhe seu caráter πραΰς εἰμι καὶ ταπεινὸς — praús eimi kaì tapeivòs  — manso e humilde,  de coração — ver Mateus 11:28—30. Tanto a instrução como os valores do Mestre devem ser transmitidos aos que creem n’Ele, por intermédio da igreja até a consumação dos séculos — ver Mateus 28:18—20; Atos 2:41—47.

A instrução necessária par cristão que segue a Cristo deve ser recebida pelo ensino e pelo exemplo da Igreja. Ela não é recebida através de nenhum tipo de revelação mística. Pelo ministério da palavra lida, pregada e ensinada, e pela exortação e exemplo daqueles que têm a responsabilidade de ensinar na igreja local. Entre esses estão incluídos os presbíteros, bispos ou pastores, os dirigentes e professores da escola bíblica, e os membros destacados que lideram qualquer ministério de ensino – crianças, adolescentes, jovens, casais, etc. – e que acabam influenciando mais os pensamento e práticas cristãs dos recém-convertidos, levando-os a adotar os hábitos tradicionais de sua comunidade. Paulo falou deste processo da seguinte forma: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo” — Romanos 13:14 — quando essa influência é, exatamente, a que deveria ser — ver Romanos 15:14.

Evidentemente há grande variedade entre as distintas denominações e grupos evangélicos quanto ao estilo de vida que o “vestir-se de Cristo” representa. Entre essas variedades temos: o comprimento do cabelo, deixar ou não crescer a barba, as mulheres vestirem ou não calças compridas, frequentar ou não o cinema e ter ou não uma televisão, entre muitos outras. Elas fornecem claros reflexos da maneira como cada igreja impõe sua interpretação do que significa ser um bom discípulo de Jesus Cristo. Outros grupos enfatizam a transformação ganhando novas atitudes de coração — ver Romanos 12:1—2 — deixando cada membro escolher como deve se vestir ou que lugares deve frequentar como embaixador do Senhor — ver Gálatas 5:1, 13; 2 Coríntios 5:20.

As escolhas feitas pelo novo cristão podem ser erradas porque ele não conhece ainda os princípios bíblicos em que deve basear seus novos valores. Mas nunca tal discípulo deve pensar, que as opções são apenas suas. Jesus Cristo sendo Senhor da vida tem “toda autoridade” — ver Mateus 28:18 — de escolher para nós, seus seguidores o que Ele mesmo achar necessário e conveniente —

1 Pedro 2:21
Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

Os apóstolos foram escolhidos como mestres insubstituíveis dos que viriam a crer no Senhor: “ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado” — ver Mateus 28:20a. Com essa finalidade produziram os evangelhos e epístolas. A legitimidade das regras impostas sobre os membros de qualquer igreja deve ser mantida unicamente se seu ensino e prática têm base no fundamento dos apóstolos e profetas — Atos 2;42; Efésios 2:20. Por esse motivo, não aceitamos os falsos ensinamentos como os que querem promover uma sucessão apostólica espúria, nem aqueles movimentos que se baseiam em profetas e profetisas e que ensinam coisas contrárias ao que nos é apresentado nas Escrituras Sagradas.

Há uma necessidade incessante de cada crente avaliar, à luz das Escrituras se é realmente a vontade de Deus, o Pai da família, conformar-se à “lei” da igreja a qual pertence. Os cristãos neófitos de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a Palavra com avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim — ver Atos 17:11. Essa também deve ser nossa atitude básica.
        
Foi a falta desse autoexame de si mesma que permitiu a Igreja, a partir do século quarto em diante, afastar-se para muito longe da verdade e práticas bíblicas. Lutero foi um dos reformadores que reconheceu que todo cristão compartilha o direito de exercer seu ministério, porque pertence ao sacerdócio universal. A hierarquia não tem exclusiva autorização divina para interpretar as Escrituras. A Igreja também necessita reformar-se constantemente — Ecclesia reformata, semper reformanda. Mas essa incumbência só é possível se os membros seguem a disciplina da Palavra que Deus inspirou para ser “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”— ver 2 Timóteo 3: 16—17. A leitura alternativa da Nova Tradução na Linguagem de Hoje enriquece e facilita muito nossa compreensão desse texto, ela diz:

16 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.

17 E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.

Quando percebermos que o alvo principal da pregação, o ensino e a leitura da Bíblia é de conduzir “discípulos” à perfeição — ver Colossenses 1:28 — e habilitá-los para fazer boas obras — inclusive testemunhar efetivamente conforme Efésios 2:10e Tito 2:14 — entenderemos por que casos de disciplina drástica — aquela que acaba destruindo a pessoa — na igreja são um sinal de fracasso, pelo menos parcial, por parte da mesma.

Quem estará disposto a arrancar o olho que nos faz tropeçar antes de primeiro tentar disciplinar o olho errante a ver só o que deve — Mateus 5:29? Cortaria alguém pode cortar um braço antes de fazer o máximo para dominá-lo para fins úteis?

A igreja, mais do que um hospital onde se realizam chocantes amputações de membros externos ou remoção cirúrgica de órgãos cancerosos que ameaçam a vida do corpo, deve ser um lar de médico que ensina seus filhos os segredos da medicina preventiva. Saúde e vitalidade serão mais preciosas para este cirurgião que diariamente está em contato com os que não valorizaram as leis do bem-estar do corpo. Cuidará que seus amados escapem da faca até não haver outro remédio, mesmo no caso dele ser o melhor cirurgião do mundo.

A palavra disciplina pinta o quadro de um mestre seguido por seus discípulos que prestam atenção muito séria às suas palavras, mas almejam imitá-lo também —

1 Coríntios 11:1

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

Filipenses 3:12—14

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.

13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,

14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Tudo que seu Senhor é, eles procuram ser. É a disciplina que os ensina e corrige os conceitos errados que os discípulos imaginam caracterizar seu mestre.

A igreja que é capaz de suprir um quadro fiel de Jesus Cristo, no ensino e ação, é uma igreja bem disciplinada. A igreja de Jerusalém descrita com traços tão bem escolhidos por Lucas, revela exatamente o que queremos dizer com disciplina positiva.

Atos 2:42—47

E perseveravam na doutrina dos apóstolos — i.e., o que Jesus ensinara e comissionara para eles transmitirem conforme Mateus 28:20 — e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor: e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos... tinham tudo em comum.....
A excelente qualidade do ensino e vida prática na fé não conseguiram evitar a disciplina negativa que Lucas narra em Atos 5 a respeito de Ananias e Safira. Mesmo assim, a igreja de Jerusalém praticou um alto padrão de disciplina positiva primeiro, não oferecendo qualquer motivo de desculpa aos membros tão drasticamente eliminados.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

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007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

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012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS

020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?

021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?

022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001

023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
024 — A DISCIPLINA DA IGREJA — PARTE 001 — O DISCIPULADO

Que deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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[1] O material contido nessa artigo e nos seguintes foi adaptado e ampliado do livro escrito pelo Dr. Russell Shedd – A Disciplina da Igreja. O livro foi originalmente publicado pelas Edições Vida Nova, e não encontra-se atualmente, no catálogo, da editora. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 046 — O SÁBIO CONSELHO DE JOSÉ A FARAÓ


Joseph bowing before Pharaoh in the court of the royal palace

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.


46. O Conselho de José o Recomendou ao Faraó e à Sua Corte.

Gênesis 41:37—39
O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu.

O grande Faraó do Egito não teve muita dificuldade em perceber que a sabedoria manifestada pelo condenado escravo hebreu não tinha sua fonte em práticas de magia nem de feitiçaria. O próprio Faraó reconhece que a origem de tal sabedoria só pode ser uma apenas: o Espírito de Deus. As palavras de José, como tudo mais nas Escrituras, soaram nos ouvidos do Faraó com uma grande discrição e uma sabedoria que era muito diferente de tudo o que ele estava acostumado a ouvir dos sábios e filósofos da sua corte. Em resumo, não se tratava de sabedoria humana, mas de sabedoria divina, reconhecida pelo próprio Faraó.
Jesus também foi admirado em seus ensinamentos conforme podemos ler em:
Mateus 7:28—29
Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
Mateus 13:54
E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos?

Da mesma forma como o Faraó e sua corte ficaram impressionados com a sabedoria de José, assim também, os ouvintes de Jesus reconheceram sua singularidade e exclusividade ao afirmarem:
João 7:45—46
Voltaram, pois, os guardas à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem.

A ordem para prender a Cristo foi dada em João 7:32. Mas os guardas, ao ouvirem os ensinamentos de Jesus ficaram completamente desorientados e abandonaram sua incumbência, e voltaram para aqueles que os haviam enviado. É óbvio que a liderança do templo queria saber por que a instrução dada não foi obedecida. A explicação dos guardas foi categórica: Jamais alguém falou como este homem.
Nós temos que entender que aqueles guardas do templo não eram um bando de malfeitores, ou capangas mercenários dispostos a tudo para obter o lucro esperado. Esse era o maior problema deles, pois eram homens da tribo de Levi — levitas — homens religiosos e treinados nas Escrituras e podiam sentir-se quebrantados, no mais íntimo do ser pelos mesmos atos e palavras que Jesus estava repartindo com o povo em geral. Evidências tanto para a sabedoria quanto para a autoridade incomparáveis que Jesus manifestou nesse discurso, não são difíceis de encontrar em outras passagens do Novo Testamento:
Marcos 1:22
Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
Marcos 12:17
Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.
Marcos 12:32—34
32 Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele,
33 e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.
34 Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.
Marcos 12:35—37
35 Jesus, ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi?
36 O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
37 O mesmo Davi chama-lhe Senhor; como, pois, é ele seu filho? E a grande multidão o ouvia com prazer.
Deve ser evidente que o testemunho dos guardas não era fruto de uma fé genuína em Cristo, mas João tem a intenção que seus leitores percebam que os guardas acabaram falando mais do que, realmente, sabiam. As palavras dos guardas, literalmente traduzidas, dizem: “Ninguém — i.e. nenhum outro ser humano — jamais falou da maneira como esse homem fala”. É óbvio que os leitores de João sabiam o verdadeiro motivo porque Jesus falava daquela forma única e exclusiva: Jesus era o próprio Deus. Mas aqueles guardas, apesar de confusos e admirados não tinham consciência dessa realidade. Jesus não era apenas um ser humano. Ele era o Verbo eterno de Deus que havia assumido a forma humana:
João 1:1
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
João 1:14
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Cada ato e cada palavra de Jesus correspondiam, exatamente, aos atos e palavras do próprio Deus Pai.
João 5:19—30
Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz. Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que faz, e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis. Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer. E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.
Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.
João 8:28—29
Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO
Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução
Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José
Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José
Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos
Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai
Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai
Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele
Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras
Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário
Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura
Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó
Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém
Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém
Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina
Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José
Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas
Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço
Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia
Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38
Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero
Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele
Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros
Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros
Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação
Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente
Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações
Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios
Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.
Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.
Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.
Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.
Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado
Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado
Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa
Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus
Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro
Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro
Estudo 046 — O Conselho de José para o Faraó

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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