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sexta-feira, 26 de maio de 2017

ATAQUES CONTRA CRISTÃOS CONTINUAM NO EGITO


KHALED DESOUKI

Um dos grupos cristãos mais antigos — os coptas do Egito — continuam sofrendo violentos ataques e perseguição sob o olhar permissivo das autoridades egípcias e o silêncio criminoso das nações que se dizem cristãs.

Em novo atentando cometido no dia de hoje — 26 de Maio de 2017 — pelo menos 24 cristãos foram assassinados e outros 27 ficaram feridos. Isso depois dos atentados que deixaram 44 mortos e centenas de feridos no mês passado. Até quando?

Ver notícia anterior por meio desse link aqui:


As informações abaixo foram publicadas pelo site Brasil247.

AO MENOS 24 MORREM EM ATAQUE CONTRA ÔNIBUS DE CRISTÃOS NO EGITO
KHALED DESOUKI

Ao menos 24 pessoas morreram nesta sexta-feira (26) no Egito em um ataque de homens armados contra um ônibus que transportava cristãos, informou o ministério da Saúde; porta-voz, Khaled Megahed, também citou 27 feridos; ataque na província de Minya, ao sul do Cairo, acontece um mês e meio depois dos atentados contra duas igrejas coptas que deixaram 45 mortos e foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico

Rádio França Internacional — Ao menos 24 pessoas morreram nesta sexta-feira (26) no Egito em um ataque de homens armados contra um ônibus que transportava cristãos, informou o ministério da Saúde. O porta-voz, Khaled Megahed, também citou 27 feridos.

O ataque na província de Minya, ao sul do Cairo, acontece um mês e meio depois dos atentados contra duas igrejas coptas que deixaram 45 mortos e foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O grupo extremista, que também reivindicou um atentado contra uma igreja copta do Cairo que deixou 29 mortos em dezembro, intensificou nos últimos meses os ataques contra a minoria copta no Egito, que representa 10% dos 90 milhões de habitantes do país.

Os coptas são uma das comunidades cristãs mais importantes do Oriente Médio, e uma das mais antigas. No Egito os muçulmanos sunitas são amplamente majoritários.

Um braço do grupo extremista está ativo ao norte da península do Sinai, onde ataca com frequência as forças de segurança. Ataques seletivos contra os cristãos obrigaram dezenas de famílias a fugir da região.

A notícia original poderá ser vista por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA PERSEGUIDA

















Que Deus tenha compaixão de todos nós.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 15 de abril de 2017

CRISTÃOS COPTAS SOFREM ATAQUES COM 44 MORTOS E CENTENAS DE FERIDOS


Cristãos no Egito

Cristãos no Egito: Em Borg El-Arab, cidade vizinha a Alexandria, cristãos fazem procissão em homenagem às vítimas do terror

Os coptas são um grupo de cristãos egípcios que surgiu ainda durante o século I. O material abaixo foi publicado pelo site da Revista CartaCapital e é da autoria de José Antônio Lima.

Não há luz no fim do túnel para os cristãos coptas no Egito
Por mais brutais que sejam, os ataques do Estado Islâmico em Alexandria e Tanta são apenas uma amostra da situação dramática dos coptas
José Antonio Lima

Durante a chamada Primavera Árabe, cenas de cristãos e muçulmanos protestando juntos no Cairo, a capital do Egito, e se protegendo mutuamente das forças de segurança, causaram comoção no mundo. A esperança daqueles dias de 2011 há muito se tornou uma lembrança saudosa para quase todos os egípcios, mas as minorias, entre as quais os cristãos coptas são a mais numerosa, sofrem de maneira desproporcional. Seis anos depois do levante contra Hosni Mubarak, a comunidade copta é vítima de níveis de violência sem precedentes em sua história.

No Domingo de Ramos (9 de abril), uma das datas preparatórias para a Páscoa cristã, os coptas sofreram um ataque de grande repercussão. A igreja de São Jorge, em Tanta (100 km ao norte do Cairo), e a catedral de São Marcos, em Alexandria, foram alvo de ataques simultâneos, que deixaram 44 mortos e centenas de feridos.

O atentado terrorista foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Ativo na Península do Sinai, o ISIS, como também é conhecido o grupo, age no Egito da mesma forma que faz na Síria e no Iraque. Ataca o governo, mas também as minorias religiosas.

O atentado provocou condenações internacionais, em especial no Ocidente. Há pouco, entretanto, que europeus e norte-americanos podem fazer pelos cristãos egípcios enquanto sua política externa apoiar o autoritarismo no Oriente Médio.

A igreja copta, uma denominação da ortodoxia oriental que teria sido fundada pelo apóstolo Marcos, existe desde o século I. Essa comunidade cristã, que hoje compõe cerca de 10% da população egípcia, sobreviveu ao Império Bizantino, à conquista muçulmana do que hoje é o Egito e experimentou seu momento mais próspero durante a dinastia de Muhammad Ali (1805-1952), na qual o Egito moderno foi fundado.

No século XIX e na primeira metade do século XX, os coptas exerceram papéis de destaque na política e na sociedade egípcias. Era um período no qual o cristianismo e o islã conviviam de forma harmoniosa. No levante nacionalista contra o Império Britânico, em 1919, por exemplo, imãs oraram em igrejas e padres realizaram celebrações em mesquitas, em uma prova de solidariedade local contra os invasores. Os ventos mudaram quando a monarquia foi derrubada no golpe que levou Gamal Abdel Nasser ao poder. A partir de 1952, os coptas foram marginalizados pelo Estado, uma situação que se agravou em 1970, quando o pan-arabista Nasser foi substituído por Anwar al-Sadat.

Em Borg El-Arab, mulheres choram durante funeral de vítimas da catedral de São Marco (Foto: Mohamed El-Shahed / AFP)

Em Borg El-Arab, mulheres choram durante funeral de vítimas da catedral de São Marco (Foto: Mohamed El-Shahed / AFP)

A ascensão de Sadat coincidiu com o empoderamento dos islamistas, os adeptos do islã político, uma ideologia segundo a qual o islã pode e deve resolver todos os problemas da sociedade. A intenção de Sadat era fortalecer os religiosos para contrapor o peso dos socialistas apoiadores de Nasser. Esta política, associada ao ganho de poder político e econômico por parte da Arábia Saudita naquele período, e ao intercâmbio entre islamistas sauditas e egípcios, foi uma das molas propulsoras da radicalização do islã no Oriente Médio.

O Egito foi um dos países que mais sofreu com a radicalização e os coptas, em particular, se tornaram um alvo primordial. Com Hosni Mubarak (1981-2011), o Egito se transformou no principal exemplo do processo que Peter Demant chama de “acomodação de determinadas exigências das populações e dos islamistas por meio de uma democratização limitada”.

Pressionado por forças políticas e sociais radicalizadas, o governo cede a extremistas religiosos em assuntos que são caros a esses (como por exemplo, a forma de lidar com uma minoria religiosa) para manter o controle sobre a sociedade. Este é um processo comum em todo o Oriente Médio. Partidos políticos, sindicatos, entidades estudantis e outras associações são fracas ou não existem. As mesquitas, entretanto, estão sempre disponíveis e muitas vezes lideradas por radicais.

Este ciclo de autoritarismo e radicalização religiosa provoca o crescimento e a legitimação de uma tendência fundamentalista, que gera uma “islamização rastejante da sociedade, cuja tendência política é antidemocrática ou pelo menos antiliberal”, como também afirma Demant. É o caldo político, social e cultural no qual viceja o jihadismo. É de onde o Estado Islâmico retira suas forças, ao se postar como único e legítimo defensor dos muçulmanos contra os regimes autoritários e "infiéis" de Sissi.

Em um contexto no qual a força dominante é o Estado autoritário e em que a principal contestação vem do islã político (islamismo), a única escolha dos coptas é buscar alguma proteção no Estado, ainda que este seja o promotor de uma discriminação sistemática que gere em muitos cristãos a sensação de serem cidadãos de segunda classe. Esta complexa realidade ficou evidente após a Primavera Árabe.

A abertura política pós-Mubarak catapultou a Irmandade Muçulmana e os salafistas (ambos islamistas, de diferentes vertentes) para um papel de proeminência na política egípcia. Em 2013, após um ano de presidência da Irmandade Muçulmana, veio o golpe liderado por Abdel Fattah al-Sissi. Muitos coptas apoiaram a nova ditadura.

Quase quatro anos depois, o apoio minguou. Parte significativa da atuação de Sissi é perseguir o islã político em todas as suas formas, onde for possível. Em um único dia de agosto de 2013, seu regime assassinou cerca de mil irmãos muçulmanos a luz do dia, no Cairo, em uma carnificina comparável ao Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989. Ações como essa exacerbaram a violência sectária no Egito, ampliando a vulnerabilidade da comunidade copta, uma vez que o Estado, preocupado em garantir a existência do regime, é incapaz de proteger seus cidadãos.

Coptas

Coptas
Coptas fazem celebração em igreja incendiada em Minya, em julho de 2016 (Foto: Twitter / @copticulture)

Desde 2013, inúmeras igrejas foram vandalizadas, mas as comunidades cristãs não receberam autorização para repará-los. O Estado prometeu se responsabilizar por isso, mas jamais levou a promessa a cabo. Muitos templos seguem em ruínas e os coptas também não conseguem erguer novas igrejas.

O processo de autorização é burocrático a ponto de, na prática, inviabilizar o surgimento de novos templos cristãos. Uma nova lei aprovada no governo Sissi deveria corrigir isso, mas acabou dando ainda mais poder para o Estado gerir a comunidade copta.

A violência estatal contra a religião se junta aos ataques aos fiéis. Em 2016, alguns episódios aterradores atingiram a comunidade copta. Em maio, uma mulher cristã de 70 anos cujo filho era "acusado" de ter uma relacionamento com uma muçulmana foi despida e arrastada pela rua de Minya.

No mês seguinte, famílias cristãs foram atacadas, um jardim da infância foi incendiado e um padre foi assassinado. Em julho, uma freira e um farmacêutico coptas foram assassinados. Em novembro, uma vila cristã foi atacada por uma gangue de 2 mil pessoas após a notícia de que uma residência funcionaria improvisadamente como templo religioso.

Todos esses episódios acirraram os ânimos da comunidade copta, que tem realizado inúmeros protestos contra o regime. Ocorre que o Egito tem hoje uma das ditaduras mais draconianas do mundo, que reprime a liberdade de expressão e reunião de maneira contumaz. O governo teme sua própria população e, dessa forma, os coptas, como o restante dos egípcios, têm poucas formas de manifestar sua indignação.

Há ainda dois agravantes importantes. O primeiro é que a cúpula da igreja copta é cada vez mais vista com suspeição pela própria comunidade. O papa Tawadros II é um ferrenho apoiador de Sissi, mas suas ações e declarações não escondem a clivagem existente entre o establishment religioso e a massa.

Sissi e Trump

Sissi e Trump
Sissi e Trump na Casa Branca em 3 de abril. Ao manter apoio a ditadores, o Ocidente patrocina o terror

O segundo complicador é a própria postura de Sissi. O ditador vende a si mesmo como um campeão do nacionalismo egípcio, protetor de muçulmanos e cristãos. Seus atos são, no entanto, meramente simbólicos. Sissi condena a violência contra os cristãos e, em janeiro de 2015, se tornou o primeiro presidente do Egito desde 1952 a participar da celebração do Natal copta, festejado em 7 de janeiro.

Na prática, seu regime continua incapaz de proteger os coptas, mantém a marginalização da comunidade e impede manifestações por mudanças. Sua "solução" para o ataque do Domingo de Ramos foi restabelecer o Estado de Emergência, que no Egito é sinônimo de ainda mais repressão contra toda a população.

De Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recebeu Sissi na Casa Branca na semana passada, condenou o ataque. E disse ter "grande confiança de que o presidente Sissi vai lidar com a situação corretamente". Não vai. Sissi continuará sendo um bastião do autoritarismo que, em combinação com invasões estrangeiras e com o radicalismo religioso, transforma o Oriente Médio em um caldeirão prestes a explodir, como comprova a existência do Estado Islâmico. É uma situação que penaliza a todos, especialmente os coptas.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 26 de maio de 2015

PARA AJUDAR VOCÊ A ENTENDER O GRUPO ISIS


 

O artigo abaixo foi publicado pela revista ÉPOCA.

O califa da barbárie

Abu Bakr al-Baghdadi o líder do mais temível grupo fundamentalista do mundo, leva a selvageria e o terror a um novo nível

Por RODRIGO TURRER E FILLIPE MAURO

 ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)
ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)

Abu Bakr al-Baghdadi é um homem discreto e misterioso. Apenas duas fotos suas são conhecidas: uma de 2005, quando ele ainda era um jovem aspirante a jihadista, detido em uma prisão americana no Iraque. A outra, mais recente, é de uma rara aparição pública, em julho deste ano. Trajando túnica e turbante pretos, com uma longa barba, que invocam o mítico início do islamismo, Baghdadi deu um sermão de meia hora na grande mesquita de Mossul, a maior cidade do Iraque tomada pelo grupo fundamentalista liderado por ele, o Estado Islâmico (IS, na sigla em inglês, anteriormente chamado de Isis, Estado Islâmico do Iraque e Levante). Na ocasião, Baghdadi se autoproclamou “o novo califa Ibrahim, emir dos crentes no Estado Islâmico”. Em voz suave e monocórdia, conclamou os muçulmanos a obedecer-lhe enquanto ele “obedecer a Deus” e convidou “médicos, engenheiros, juízes e especialistas em jurisprudência islâmica” a se juntar a ele.

Unir-se a Baghdadi significa dar um passo além da usual selvageria dos extremistas. Em fevereiro, à medida que o Isis crescia e avançava, a rede terrorista al-Qaeda rompeu com o grupo, por considerar suas táticas excessivamente agressivas. É prática comum de seus militantes é atacar a população civil, eviscerar os capturados, estuprar mulheres e crucificar vivos os adversários. Baghdadi, o mentor da barbárie, tornou-se num ano o jihadista mais poderoso do planeta. À frente do Isis,  conquistou territórios na Síria e no Iraque, apagou a fronteira entre os dois países e arrebatou o apoio da maioria dos sunitas da região. Estima-se que o IS tenha agora ativos de mais de US$ 2 bilhões, graças ao controle de poços de petróleo nos dois países.

Baghdadi começou a sair das sombras no verão de 2010, quando se tornou líder da al-Qaeda no Iraque (AQI), de orientação religiosa sunita. A estratégia anti-insurrecional americana, combinada a rivalidades entre grupos muçulmanos, levou ao colapso da rebelião sunita contra as tropas dos Estados Unidos. A AQI perdeu relevância e quase desapareceu. Baghdadi foi a figura central no renascimento do grupo. É o responsável pelas estratégias e táticas militares que renderam vitórias ao Isis. O verdadeiro nome de Baghdadi é Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai. Ele nasceu em 1971, perto de Samarra, uma cidade 100 quilômetros ao norte de Bagdá. Pouco se sabe sobre sua infância. Na juventude, cursou graduação em estudos islâmicos, incluindo poesia, história e genealogia, na Universidade Islâmica de Bagdá. Depois, fez mestrado e doutorado em estudos islâmicos na Universidade de Ciências Islâmicas de Adhamiya. Quando os EUA invadiram o Iraque, em março de 2003, Baghdadi já era militante islamista e pregava na província de Diyala. No começo da ocupação americana, manteve seu próprio grupo armado, com 50 a 100 combatentes.

Em 2005, Baghdadi foi capturado pelo Exército americano em Falluja. Foi considerado um prisioneiro de pouca importância e encarcerado no centro de detenção de Camp Bucca, no sul do Iraque. O comandante do centro de detenção disse em entrevista à rede americana NBC que jamais imaginara que aquele homem se tornaria um líder e uma ameaça global. “Ele era um mero arruaceiro”, afirmou o coronel Ken King. “Nem com uma bola de cristal seria possível prever que ele se tornaria o pior dos piores.” Na prisão, Baghdadi teve contato com terroristas da al-Qaeda. Ao ser libertado, em 2009, voltou mais forte às atividades extremistas. Foi recrutado para o conselho militar do Estado Islâmico do Iraque (ISI), a nova versão da al-Qaeda no Iraque (AQI). Era considerado um conselheiro-chave para o então líder do grupo, Abu Omar al-Baghdadi.

Quando Abu Omar foi morto, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou o líder natural do grupo, em abril de 2010. A partir daí, o Isis se reorganizou. Distribuía relatórios de atividades com listas de operações em cada província do Iraque. O novo líder começou a transformar uma filial local da al-Qaeda numa força distinta e independente, com uma agenda clara: criar um estado islâmico radical sunita no Iraque e na Síria. Seria seu califado. Baghdadi insistia no extremo sigilo. Não queria se revelar. Poucos conheciam sua verdadeira identidade ou localização. Prisioneiros da AQI dizem que jamais o viram, porque ele sempre usou máscara.

A discrição foi o segredo de seu sucesso. Ao contrário de outros líderes, evitou gravar e distribuir vídeos com mensagens grandiloquentes. “Quando você começa a fazer vídeos e a aparecer, aumenta as chances de ser capturado”, afirma Patrick Skinner, ex-agente da CIA e analista do Soufan Group, uma consultoria de segurança. “Baghdadi atua há cinco anos. Para um terrorista, isso é como os anos de vida de um gato. É muito tempo.” Em 2011, Baghdadi entrou para a lista de terroristas do governo americano, que oferece uma recompensa de US$ 10 milhões a quem der informações que levem à sua morte ou captura. Ele queria assumir a liderança da al-Qaeda, mas foi o egípcio Ayman al-Zawahiri quem sucedeu Bin Laden.

A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido,  o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)
A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido, o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)

Baghdadi nunca aceitou o poder de Zawahiri. Em cartas trocadas pelos dois, interceptadas pela inteligência americana, Baghdadi dizia não reconhecer a autoridade de Zawahiri. Desafiando suas ordens de se concentrar no Iraque, Baghdadi decidiu ampliar as ações do grupo sobre a Síria. Entrou na luta contra o ditador sírio Bashar al-Assad, ao mesmo tempo que combatia os militantes da Frente Jabhat al-Nusra, a afiliada da al-Qaeda na Síria. No ano passado, derrotou a Jabhat al-Nusra e assumiu o comando de grande porção de território no norte da Síria. Em seguida, montou uma base na cidade síria de Raqaa, que deu a ele comando sobre campos petrolíferos. A al-Qaeda rompeu com o grupo, mas Baghdadi conseguiu uma vitória, ao menos temporária. Em seis meses, estabeleceu um califado entre Iraque e Síria. Na região, prevalece uma interpretação radical da lei islâmica, em que os inimigos são decapitados, e os ladrões e adúlteros, açoitados. O IS ameaçava exterminar minorias religiosas como cristãos, yazidis e shabaks xiitas. Não estava longe de Bagdá, a capital do Iraque, um país frágil e em reconstrução após a ocupação americana de oito anos, até 2011. Por isso, os EUA reagiram. Nas últimas semanas, voltaram a agir no Iraque e bombardearam as posições do IS.

Na semana passada, o IS deu mais uma prova ao mundo do que é capaz. Num vídeo divulgado pela internet em 19 de agosto, um militante do IS, encapuzado e vestido de preto, no meio do deserto, aparece ao lado de um homem de meia-idade, vestido de laranja, ajoelhado. O prisioneiro era o jornalista americano James Foley, sequestrado pelo grupo havia dois anos. “Gostaria de ter a esperança da liberdade e de poder ver minha família mais uma vez. Mas este navio já zarpou”, foram as últimas palavras de Foley. O carrasco do jornalista, um sujeito alto e com forte sotaque britânico, afirma que os verdadeiros assassinos de Foley são os EUA, que atacaram os muçulmanos ao bombardear o IS. Diz que “tudo o que acontecerá é resultado da complacência e criminalidade” dos americanos. Por fim, decapita Foley com uma faca.

O principal alvo do ato bárbaro não eram os amigos e familiares de Foley, mas sim os EUA e o presidente americano Barack Obama. Há pouco mais de 12 anos, radicais islâmicos da al-Qaeda deram uma mostra semelhante de selvageria. Em 22 de fevereiro de 2002, o consulado americano em Karachi, no Paquistão, recebeu o vídeo da execução de Daniel Pearl, repórter do jornal americano The Wall Street Journal. Pearl fora sequestrado um mês antes por militantes locais e entregue para a rede al-Qaeda. Seu executor foi o superterrorista Khalid Sheikh Mohammed, mais tarde capturado e hoje sob custódia militar americana em Guantánamo.

Na ocasião, os americanos organizaram uma operação de grande escala para capturar Sheikh Mohammed. Consideraram que era a resposta adequada à execução de Pearl. Nas próximas semanas, os EUA enviarão mais tropas ao Iraque. Militares americanos cogitam a viabilidade de derrotar o IS sem bombardear o grupo na Síria, pois isso poderia fortalecer oponentes do IS também incômodos, entre eles o ditador Bashar al-Assad. Na semana passada, Obama condenou a execução de Foley. Ao comentar a atrocidade, disse que o IS “não tem espaço no século XXI” e “age como um câncer”. Para as potências ocidentais, impedir a metástase é uma empreitada necessária – e extremamente difícil.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NORUEGA PROÍBE A CONSTRUÇÃO DE MESQUITAS MUÇULMANAS


Mesquita de obediência Ahmadiyya em Oslo

Existe entre os países do nosso mundo, algo que se chama de “reciprocidade diplomática”. Por meio desse “recurso” países como o Brasil podem e exigem, que cidadãos estadunidenses sejam obrigados tirar um visto para vir ao Brasil do mesmo modo que os EUA exigem que brasileiros tirem vistos para visitar aquela nação.

Agora a Noruega, um país escandinavo, dentre os mais desenvolvidos do mundo, decidiu aplicar o recurso de “reciprocidade diplomática” contra as ações do governo e de milionários da Arábia Saudita de financiarem a construção de mesquitas em todo território dinamarquês. A reação surgiu da proibição que dura décadas na Arábia Saudita, que não permite a construção de igrejas cristãs ou de qualquer outra religião.

Os muçulmanos, não todos é claro, estão acostumados a fazerem o que bem quiserem em seus países, perseguindo, de modo especial, os cristãos, mas por causa do grande interesse que países como os Estados Unidos tem no petróleo produzido pelos mesmos, praticamente não existe nenhuma reação oficial contra esses desmandos e verdadeiras perseguições e assassinatos cometidos contra cristãos em vários países muçulmanos. Basta ver a forma titubeante do governo Obama diante do surgimento do ISIS.

Aqui no Blog o Grande Diálogo já tivemos a oportunidade de denunciar muitas vezes tais aberrações e cobramos das autoridades muçulmanas no Brasil um posicionamento claro contrários a tais atrocidades, mas tudo o que obtivemos foi um silêncio tão culpado quanto os perpetradores de tais atos.   

Norway
O ministro Jonas Gahr Stor

Voltando a questão norueguesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Stor, decretou que não seriam aceitos os “donativos” milionários da Arábia Saudita, assim como de empresários muçulmanos para financiar a construção de mesquitas na Noruega. Outras ajudas financeiras para ajudar a colônia árabe continuarão sendo aceitas, mas estão terminantemente proibidas doações cujo único propósito seja financiar a construção de Mesquitas. Essa suspensão irá durar até que a Arábia Saudita relaxe sua política religiosa e permita a construção de igrejas cristãs em seu próprio território.

Ainda segundo o ministro da Noruega, não existe nenhuma liberdade religiosa na Arábia Saudita, o que constitui um verdadeiro contra-senso aceitar dinheiro para propósitos religiosos.
Prosseguindo em sua política de reciprocidade, o ministro Stor pretende levar este assunto ao Conselho da Europa”, onde defenderá esta decisão baseada na mais estrita reciprocidade com a Arábia Saudita.

Com informações de:



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sábado, 11 de outubro de 2014

SILAS E SUA NOVA PATACOADA AGORA A FAVOR DE AÉCIO




Silas Malafaia continua querendo aparecer mais do que os candidatos a presidente. Não contente em ter outro de seus infames vídeos retirado do ar às vésperas das eleições para o segundo turno, agora lança novo vídeo para propor o voto em Aécio Neves. Nas eleições que elegeram Lula ele apoiou o candidato do PT.

A hipocrisia do Silas só não é maior do que sua boca. No novo vídeo ele faz, outra vez ilações de que o discurso da presidenta Dilma na ONU em 2012, faz a apologia de extremistas islâmicos que assassinam cristãos. Sua ilação além de mentirosa é injuriosa.

Entre os motivos que Malafaia apresenta para se votar em Aécio e não em Dilma — que por sinal não recomendamos o voto na presidenta e muito menos nesse senhor que gosta de construir mimos para parentes seus — como aeroportos — com o dinheiro público, estão os seguintes:

1. Alternância de poder. Gozado, o Malafaia não tem uma palavra sequer para falar da falta de alternância de poder em São Paulo onde o PSDB do sr. Aécio Neves governa há 20 anos, indo já para 24, ou seja, o PSDB já governou São Paulo 66% de tempo há mais que o PT governa o Brasil. Quer falar em alternância de poder, taí um prato cheio. Mas como alguém já disse, o único interesse que o Malafaia tem é o interesse próprio e não a verdade e o bem do povo brasileiro.

2. O segundo motivo do Malafaia é o mensalão. Existe pouco que se possa dizer sobre isso, até porque os acusados já foram quase todos julgados — tem um que fugiu para a Itália — e devidamente condenados, estão cumprindo penas. Agora gostaríamos de ver algo parecido ter acontecido antes na História Republicana, quando pessoas atreladas ao partido no poder tiveram seus membros acusados, julgados e condenados. Isso só foi possível graças a abertura que o presidente Lula deu tanto para o Ministério Público Federal quanto para a Polícia Federal. Mas para o Malafaia isso não interessa. Para ele só interessa seus próprios interesses. Por isso o resto da fala do Mala não passa de encheção de linguiça.

3. Malafaia fala como se só existisse corrupção no governo do PT. Veja abaixo artigo que fala do propinoduto do partido do candidato Aécio Neves. Portanto, vamos deixar as mentiras e hipocrisia de lado.

A notícia original falando da corrupção do PSDB vem acompanhada de uma série extensa de outras denuncias que também poderão ser acessadas. Segue o link principal:


4. O Malafaia cita a constituição brasileira em seu artigo que afirma que o Brasil repudia o terrorismo e o racismo. A partir disso ele volta a fazer ilações entre a sugestão da presidente Dilma na ONU de se manter um diálogo com os terroristas, como se isso fosse equivalente a dizer que a presidenta Dilma Vana Rousseff estivesse apoiando tais grupos. Foi por esse motivo que o Juiz do TSE mandou tirar do ar o outro vídeo desse mentiroso senhor. Recomendamos que todos leiam nosso artigo anterior sobre esse assunto que poderá ser visto por meio desse link aqui:


5. Silas atribui tudo de bom que está acontecendo no Brasil — no tempo presente mesmo, sem perceber que o PT está há doze anos no poder e está incluído nesse “tudo de bom” do falastrão — ao Plano Real. Silas parece que descobriu a varinha de condão do Harry Potter. Problemas na Segurança Pública? Plano Real! Problemas na Saúde? Plano Real! Problemas na Educação? Plano Real! Problemas com a Economia? Plano Real. Ah! Me esqueci, nós já estamos no Plano Real!!

Por fim, todas as vezes que ouvimos o Silas Malafaia falando temos a impressão que a maioria das pessoas para as quais ele se dirige, o chamado povo evangélico, são mesmo patéticas e estão dispostas a dar ouvidos a pessoas com ele. Pena. Pena mesmo.

Como podemos ver o eleitor brasileiro está mesmo numa verdadeira sinuca de bico nessas próximas eleições.

Ah! o vídeo do Silas poderá ser visto por meio desse link até ser tirado do ar:

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

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sábado, 4 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA FAZ SUA ÚLTIMA E TENTATIVA PARA TENTAR INFLUENCIAR AS ELEIÇÕES DE 2014




O material abaixo me foi enviado por um jornalista que assistiu a um vídeo produzido pelo patético Silas Malafaia que deixou, primeiro a ele, e depois a mim, completamente indignados com o nível de sujeira e baixeza a que um indivíduo está disposto, para ver triunfar suas preferências políticas. São vídeos como esses que nos fazem ter plena certeza que a vasta maioria do povo chamado evangélico não passa de um povo ignorante, que não sabe pensar por si mesmo e que acredita em tudo o ouve e fala, especialmente se proceder de uma boca como a do senhor Silas Malafaia.

No vídeo, cheio de empáfia, Malafaia não tem vergonha nem pudor de dizer que acredita que suas palavras poderão mudar os rumos da eleição. Isso só acontecerá se o povo chamado evangélico for mesmo como acabamos de defini-lo acima, algo que muitas lideranças brigam para tentar negar, mas que pessoas como o Silas não se cansam de tentar provar, que os mesmos não passam mesmo de uma grande massa de manobra e são totalmente imbecis.

Segue o texto que recebi e no final do texto o leitor encontrará o link para o nojento e mentiroso vídeo do Mala!

Por Dimitrios Meimaridis

É óbvio que o vídeo está repleto de ilações, meias-verdades e mentiras abjetas, até porque a própria forma como ele apresenta o assunto é bem desconexa e caótica. Eu acho até irônico a crítica que ele faz no final do vídeo sobre como "eles tem a arte da mentira e da dissimulação com a maior cara de pau", quando ele mesmo acaba criando esse vídeo com o simples intuito de fazer com que pessoas evangélicas deixem de votar na Dilma, sim, ele também fala sobre o ISIS e, em partes, sobre as práticas de carnificina abominável que eles têm praticado, mas isso serve apenas para reforçar o status de grupo de terrorista e que a Dilma supostamente os "defende".

Em relação aos discursos da Dilma, ele omitiu muita informação importante. Ele trata esses dois discursos como se fossem eventos singulares e aleatórios, mas esse não é o caso. Não sei se você sabe, mas o Brasil, por ser o primeiro país a se filiar a ONU, é o encarregado pela abertura de todas as sessões das Assembleias Gerais que ocorrem nas Nações Unidas. Esses dois trechos que são apontados no vídeo como a "Islamofobia no mundo" e da "necessidade de diálogo com o ISIS" foram fragmentos retirados do discurso de abertura feito pelo nosso chefe de estado atual, mas poderia ter sido outra pessoa, como o embaixador do Brasil na ONU, por exemplo. O fato do presidente fazer o discurso só aumenta o poder político da mensagem. Então vamos lá, o discurso é nas Nações Unidas, organização cujo um dos maiores objetivos é estabelecer "a paz mundial". Então, o que o Silas queria que a Dilma falasse lá na abertura da Assembleia, com todos os outros líderes e representantes presentes?

"Vamos matar esses radicais islâmicos?!"

Apesar de considerá-la bem fraca, acho que nem ela seria tão burra de falar uma asneira dessas naquele lugar.

Aliás, já fica aqui a pergunta também, se o Silas é contra o diálogo entre as pessoas, o que ele quer? Seria a cultura do "olho por olho e dente por dente" do Velho Testamento? É bem curioso isso, pois ele critica a Dilma, mas não expressa o que quer, só fala em "enfrentamento" e que "as nações do mundo em uma coalizão querem combatê-los", o que é mentira também. A ONU não é favorável a qualquer conflito. Quem deseja iniciar mais uma guerra são os EUA, Reino Unido e outros países dessa coalizão.

Em relação ao conteúdo que o Malafaia cita, desde os atentados de 11 de Setembro e o início da "Guerra Mundial ao Terror", o preconceito com pessoas da religião islâmica aumentou significativamente no mundo ocidental. A gente não convive com isso no nosso dia a dia, pois os números de fiéis dessa religião no Brasil são inexpressíveis, mas nos EUA e países da Europa, principalmente os que resolveram embarcar juntos na guerra ao terror, essa é uma realidade intensa e o preconceito existe dos dois lados (Islâmicos e Não Islâmicos). O Silas fala que existe um preconceito apenas contra os radicais islâmicos, mas isso não é verdade. Basta ver as inúmeras prisões de árabes nos EUA, segundo o material que foi vazado pelo Wikileaks, muitos foram presos e torturados (ilegalmente), mesmo sendo cidadãos estadunidenses, apenas pelo fato de serem descendentes islâmicos. Cenas como essas foram bem retratadas e denunciadas no filme “Nova Iorque Sitiada” estrelado por Denzel Washington.  Então sim, está ai uma mentira apontada pelo Malafaia. E só para lembrar, esse preconceito já afetou inclusive o Brasil, naquele caso do estudante Jean Charles que foi morto (com sete tiros na cabeça e um no ombro) no metrô de Londres ao ser confundido com um suposto terrorista que estava envolvido nos ataques a ônibus que ocorreram na cidade algumas semanas antes. Até hoje nenhum dos que participaram do seu assassinato, inclusive o idiota que fez os sete disparos contra Jean Charles, foram levados a julgamento. E Jean Charles foi perseguido e assassinato por puro racismo e preconceito. ISSO NÃO VAMOS ESQUECER NUNCA! Depois esses calhordas querem dar lições de moral ao povo Brasileiro.

A resposta dos EUA de imediatamente invadir o Afeganistão logo após os atentados e, consequentemente, dar continuidade ao plano ao invadir o Iraque e o Paquistão só reforçou e tornou mais explícito o ódio por pessoas de origem árabe, incitando assim a tal da "islamofobia" que a Dilma citou no discurso de 2012. O Silas passa então a falar sobre a "cristofobia" e como no ano passado, "115 mil cristãos foram assassinados por causa da sua fé". Ele não cita nenhuma fonte de dados ou referência, mas vamos supor que ele esteja certo nessa afirmação. Logo em seguida, ele fala que nenhum grupo social foi tão morto quanto os cristão no mundo e é claro que fica muito fácil fazer afirmações impactantes como essa quando não há uma referência para que se possa comparar.  Mas conhecendo sua fama de mentiroso não tenho dúvidas de que ele está mentindo.

Em termos de comparação, podemos citar que em 10 anos de Guerra ao Terror, mais de 120 mil civis (independentemente da religião, estamos falando de pessoas inocentes, como eu e você) já morreram na guerra do Iraque (segundo o Iraqui Bodycount Project), e 21 mil morreram no Afeganistão (segundo o Cost of War). Por mais que o Silas não fale no vídeo, essa é uma guerra liderada por nações majoritariamente cristãs, e que não seguem/seguiram o próprio comando de Cristo que em Mateus 5, orienta que qualquer um que for ferido na face direita deve virar a esquerda e não contra-atacar como o que foi feito, gerando mais ódio e derramamento de sangue desnecessário. Além do mais, no mesmo contexto Jesus disse, Bem-aventurados os pacificadores. Silas também não fala uma palavra sobre a matança de 500 mil crianças iraquianos entre 1990 e 1999 contaminados por bombas nas quais se utilizava lixo radioativo dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O vídeo do Jornalista e diretor cinematográfico John Pilguer poderá ser visto por quem quiser por meio desse link aqui:




Vale lembrar também que esse grupo retratado pelo Silas no vídeo só conseguiu fortalecer-se graças ao fato de que os EUA invadiram o Iraque, destruíram o país inteiro e o abandonaram à mercê de quem chegasse ali com mais força. Os EUA criaram o terreno para que esses monstros pudessem praticar suas atrocidades, triste pensar que eles fizeram exatamente a mesma coisa no Afeganistão quando forneceram armas ao grupo Talibã para combater as forças soviéticas e depois também quando apoiaram e venderam armas para Sadam Hussein no Iraque para lutar contra o Irã, amigos que posteriormente se tornaram inimigos. Mas o Silas não se atreve a falar uma Palavra sequer da grande e poderosa nação que se orgulha de ser evangélica.

O Silas os retrata também como se esse grupo matasse apenas cristãos, o que é uma MENTIRA, pois eles basicamente matam qualquer pessoa que não concorda com a ideologia deles (não que isso justifique o que eles praticam).

Aliás, muito me espanta a ignorância do Silas Malafaia em relação às Escrituras. Ele está chocado que cristãos morrem por sua fé? Se crucificaram a Cristo, o que haveria de acontecer com os seus seguidores?

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mateus 5:11-12

"Vos hão-de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho. Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de fazer a vossa defesa; porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir nem contradizer. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós; e sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Com a vossa perseverança ganhareis as vossas almas" (Lucas 21:12-19).   

Talvez o Silas também não se lembre das palavras do Apostolo Paulo em Filipenses onde ele fala que "viver é Cristo, e o morrer é lucro" ou então no começo da primeira carta aos Tessalonicenses em que ele afirma que "fomos ordenados para sofrer". Sim, devemos ficar indignados com as praticas de grupos extremistas que matam pessoas inocentes, mas jamais devemos ficar surpresos com esse tipo de coisa, pois, já fomos avisados sobre isso. Paulo foi decapitado, Pedro crucificado. Mas, como cristãos, devemos nos alegrar com o fato de que todas essas pessoas que morrem por Cristo têm a vida eterna na glória.

O conteúdo no vídeo das práticas do ISIS é repugnante, mas esse tipo de coisa não é uma exclusividade desse grupo. O terrorismo é um termo muito relativo e empregado de forma que beneficia alguns e prejudica outros. Uma explosão em um ônibus na Inglaterra feita por um extremista islâmico é condenada como pratica abominável, mas a destruição de um país inteiro por tropas da coalizão em cima de uma mentira (alegação da existência de armas de destruição em massa, das quais nunca se encontrou o menor traço) é aceitável.


O exército de Israel possui hoje o título da mais longa ocupação de faixas de território desde o fim da segunda guerra mundial. E isso que eu falo é em relação ao território da faixa de gaza, da Cisjordânia e parte da cidade de Jerusalém, que não pertencem a Israel. Mas não são vistos como terroristas, eles estão apenas "se defendendo" e por isso contam com o apoio dos EUA e UE, mesmo que matem milhares de civis todos os anos, culpando ainda os grupos islâmicos de usarem civis como "escudo". No recente confronto que ocorreu, judeus colocaram cadeiras em montes para assistir a carnificina praticada pelo exército israelense, mas o Silas Malafaia não fez nenhuma crítica em relação a isso.

Voltando no assunto das eleições, o Malafaia assim como todos os outros candidatados, é um político. Se ele não estivesse do lado do Lula em 2006 e da Dilma em 2010, ela provavelmente não teria a força que tem hoje. Em nenhum momento o Silas Malafaia pede perdão ou demonstra arrependimento por ter apoiado ela lá atrás. Talvez se ele fizesse esse vídeo pedindo desculpas e admitindo o erro, não teria que demonizar a presidenta, tentando criar uma imagem de "Dilma protetora dos terroristas".

Dimitrios Meimaridis é Jornalista.

NOSSO COMENTÁRIO

Silas não gosta de falar a verdade.

Para meditar:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Apocalipse 21:8

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Quanto à manipulação que Silas faz das palavras da presidenta Dilma, que voltamos a repetir não apoiamos para reeleição, cremos que os comentários do Jornalista acima já foram suficientes.

Para nós o que mais choca é essa mentira descarada do Silas Malafaia de alegar que 100.000 cristãos são mortos todos os anos por causa da sua fé. Apenas essa mentira já devia despertar a ira em qualquer pessoa de bom senso.

Segundo a Missão Portas Abertas o número de cristãos assassinado por causa de sua fé em 2013, foi de 2.123 indivíduos. Todavia outros registros, mais difíceis de comprovar, elevam esse número para até 8.000 assassinatos de cristãos, por causa da fé em 2013. É muito cinismo e o uso da mais pura cara de pau da parte do Malafaia fazer uma afirmação despropositada dessa sem citar nenhuma fonte, e ainda querer atribuir parte da culpa pelas “cem mil mortes”, à presidente Dilma. As informações que passamos acima são retiradas de uma reportagem produzida pela agência REUTERS e que poderá ser lida por meio do link abaixo:

Trieza ,73, an Egyptian Christian grieves while kissing a glass capsule containing cloth belonging to Christian martyrs in the Coptic Orthodox church in Alexandria, 2, 2011. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh


Por outro lado, outro artigo da BBC, que confirma os números da Missão Portas Abertas explica como se pode chegar ao número de 100.000 mortos. Existe uma guerra fratricida entre duas facções de CRISTÃOS em andamento no Congo, guerra essa que já matou mais de 4 milhões de pessoas entre 2000 e 2010. Duas organizações notoriamente mentirosas como a Fox News e o Serviços de Notícias do Vaticano, alegam que cerca de 900.000 desses 4 milhões de mortos foram “martirizados” por sua fé, o que nos levaria para algo próximo de 100.000 mortos por ano. Mas a justificativa não se sustenta, porque todos os mortos são cristãos e como cristãos mortos por outros cristãos poderiam ser considerados mártires?

O artigo da BBC poderá ser visto por meio desse link aqui:

Mourners carrying coffins in Egypt

O Silas mente e pretende que as maiores vítimas de assassinatos ao redor do mundo são cristãos vitimizados por radicais islâmicos, mas o Jornalista Dimitrios já deixou bem claro que a maioria das vítimas são assassinadas pelas guerras promovidas, especialmente pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha e Israel, e essas vítimas não são cristãos.


Silas finge ignorar que existe uma Islamofobia de fato em andamento como os pastores Estadunidense John Hagee e Benny Hinn, orando de mãos dadas — que gracinha — pedindo a Deus que conduza os Estados Unidos a destruírem o Irã por meio de uma ataque nuclear. O vídeo dessa inglória oração poderá ser visto por meio desse link aqui:


Em outra ocasião, o pastor Hagee pede que os Estados Unidos ataquem e destruam o Irã de forma preemptiva. Esse vídeo poderá ser visto por meio desse link aqui:


Silas Malfadado e seu boneco de ventríloquo o candidato a presidente pastor Everaldo repetem a mesma mentira contra a presidenta Dilma, que existe uma Cristofobia no mundo, enquanto o que percebemos é uma gigantesca Islamofobia em andamento cujo único proposto é matar o povo árabe e se apropriar de todas suas riquezas minerais.

O Virulento e questionável vídeo do Silas Malafaia poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todavia, tal vídeo foi retirado do ar em todo o território nacional devido a um mandado. Fez muito bem o governo por ter retirado o mesmo do ar. Que Silas reze muito para seu deus, para Dilma perder as eleições, porque se ela ganhar...

Para finalizar queremos deixar bem claro que o Blog o Grande Diálogo condena com toda a veemência organizações terroristas, sejam elas grupelhos sanguinários ou Estados constituídos, normalmente, mas que são mais sanguinários ainda.


Que Deus abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis

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