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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ISRAEL: VENTOS DE MUDANÇAS?


Herzog
Yitzhak Herzog propõe congelar os assentamentos na Cisjordânia, portador da solução dos dois Estados

O artigo abaixo foi publicado pela revista Carta Capital e é de autoria de Giani Carta.

Israel: Yitzhak Herzog desafia Netanyahu

A um mês das eleições legislativas, ganha força a liderança trabalhista de Herzog, a ameaçar o irredutível belicista Benjamin Netanyahu. Por Gianni Carta

De Paris

Há seis anos no poder, o premier direitista Benjamin Netanyahu busca seu quarto mandato nas legislativas antecipadas de 17 de março contra o rival de centro-esquerda Yitzhak Herzog. O resultado do pleito dependerá de qual será o tema-mor para os eleitores: a economia, ou segurança? Uma vitória de Netanyahu, 65 anos, significará a supremacia da “segurança”, defendida por uma coalizão de legendas direitistas e de ultraortodoxos. Caso Herzog, líder da oposição e secretário-geral do Partido Trabalhista, seja o novo premier, o quadro será outro: os israelenses terão dado prioridade à economia, sem descuidar da segurança, área que nenhum líder deixaria de garantir ao povo.

Herzog, 54 anos, tem boas relações com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O líder trabalhista propõe o congelamento de assentamentos na Cisjordânia. Acredita na chamada solução de dois Estados, duas áreas que Netanyahu deixou a desejar. Portanto, os árabes israelenses, cerca de 20% da população israelense de 8 milhões de habitantes no território de Israel, e representados por um bloco esquerdista no Knesset (Congresso), apoiariam Herzog. A aliança de Herzog aglutinaria esquerdistas, centristas, ecologistas.

Como de hábito, pesquisas de intenções de voto oscilam. Em dezembro de 2014, quando as eleições antecipadas foram anunciadas pelo fato de Netanyahu, mais conhecido como Bibi, ter demitido dois ministros de seu gabinete, Herzog parecia ter consideráveis chances. Dois foram os motivos a levar Netanyahu a demitir o ministro de Finanças, Yair Lapid, líder de 50 anos da centrista Yesh Atid, e a ministra da Justiça, Tzipi Livni, da agremiação Hatnuah, favorável à solução de dois Estados. Primeiro, a amortização de impostos para aqueles a comprar a primeira moradia. Segundo, o reconhecimento de Israel como Estado Judeu. A segunda legislação, mais grave no canto do mundo a gerar ódios entre civilizacões, chocou vários observadores. Mokhtar ben Barka, professor de História e Civilização Americana da Universidade de Valenciennes, diz a CartaCapital: “Segundo essa lógica, o cidadão árabe israelense se torna de segunda classe. Essa é uma equação irrefutável e implacável. Árabes israelenses são de fato excluídos”.

O falcão Netanyahu estava em baixa no fim de 2014. De acordo com uma pesquisa realizada por dois diários conservadores associados, The Jerusalem Post e Ma’ariv, 60% dos respondentes não queriam mais ver Bibi no cargo. Para os mesmos, a economia era o tema principal. O segundo tema era a segurança. No entanto, no início de fevereiro os israelenses mudaram de opinião.  De acordo com o diário esquerdista Haaretz, a agremiação de Netanyahu, o Likud, está, por alguns pontos, na dianteira do Partido Trabalhista, este há dez anos na oposição. A razão? No artigo intitulado “Acorde, Herzog!”, Nehemia Shtrasler, editorialista do Haaretz, preocupa-se com o fato de Herzog dar mais importância à economia do que à segurança. Diz Shtrasler: “A vida precede a qualidade de vida”. E acrescenta: “Quem vai proteger nossas crianças?” Claramente, o editorialista quer influenciar Herzog a mudar de rumo, visto que é visível o desgosto dela pelas empreitadas de Bibi.

Shtrasler escreve: “Todo israelense sabe que nossas vidas dependem da nossa relação com nosso melhor amigo”. Netanyahu não soube lidar com Obama. E isso às vésperas de o presidente americano selar um acordo nuclear com o Irã. Além disso, Obama não quer impor novas sanções econômicas contra os iranianos. Os fatos são preocupantes para os israelenses. No entanto, por essas e outras, Netanyahu deveria entrar em sintonia com Obama, pelo interesse de Israel. Bibi não deveria, como fez, tentar dissuadir Obama de lidar com o Irã. A situação entre os dois estadistas, que Ben Barka diz se “odiarem”, deteriorou-se.

De passagem pelo Oriente Médio, Obama preferiu não se encontrar com o premier israelense às vésperas de eleições. Compreensível. Um presidente não pode intervir em campanhas políticas. Por sua vez, Bibi aceitou o convite do presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, para exprimir suas percepções sobre o Irã e grupos dissidentes islamitas no Congresso estadunidense, em 3 de março. Para a oposição americana, a incluir judeu-americanos, a posição de Netanyahu também foi interpretada como a de um estadista com intenções de esnobar Obama.

James Baker, o ex-secretário de Estado americano, avaliou, em entrevista à rede de TV CBS, que a decisão de Netanyahu de se dirigir aos deputados americanos às vésperas do pleito em Israel como “um erro”. Ademais, Obama, como todo presidente americano, tem laços bíblicos com Israel. Disse Ben Barka: “Remontam ao século XVII, com a chegada dos primeiros puritanos. Tratava-se de cristãos, perseguidos na Inglaterra, após o nascimento da Igreja Anglicana. Assim, esses cristãos ao fugirem da Inglaterra, comparavam-se aos hebreus do Êxodo. Por isso os EUA são chamados de “a nação escolhida”. Assim, os puritanos ingleses estabeleceram paralelos entre eles e os hebreus, que, em busca da Terra Prometida, atravessaram o Deserto do Sinai quando expulsos do Egito. E é importante expressar a importância do lobby judeu (Aipac) na eleição de qualquer presidente americano. Por que Obama faria um acordo com o Irã sem proteger Israel?

A questão da segurança voltou à tona. Em 28 de janeiro, o Hezbollah, legenda xiita libanesa com braço armado apoiado pelo Irã, matou dois soldados israelenses, no sul do Líbano. Uma retaliação esperada. Dez dias antes, um ataque aéreo israelense em território sírio havia tirado a vida de seis militantes do Hezbollah, e mais um general da Guarda Revolucionária Iraniana. A questão é grave, mas o Hezbollah avisou que não quer mais entreveros, pois tem de se ocupar da Síria. Bibi, por sua vez, tem um pleito dentro de pouco mais de um mês. Ao que parece, Obama quer alterar táticas no Oriente Médio. Netanyahu, ou qualquer outro a substituí-lo, deveria atuar em sintonia com a aliada Washington. Herzog já disse alto e claro que o fará.
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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NORUEGA PROÍBE A CONSTRUÇÃO DE MESQUITAS MUÇULMANAS


Mesquita de obediência Ahmadiyya em Oslo

Existe entre os países do nosso mundo, algo que se chama de “reciprocidade diplomática”. Por meio desse “recurso” países como o Brasil podem e exigem, que cidadãos estadunidenses sejam obrigados tirar um visto para vir ao Brasil do mesmo modo que os EUA exigem que brasileiros tirem vistos para visitar aquela nação.

Agora a Noruega, um país escandinavo, dentre os mais desenvolvidos do mundo, decidiu aplicar o recurso de “reciprocidade diplomática” contra as ações do governo e de milionários da Arábia Saudita de financiarem a construção de mesquitas em todo território dinamarquês. A reação surgiu da proibição que dura décadas na Arábia Saudita, que não permite a construção de igrejas cristãs ou de qualquer outra religião.

Os muçulmanos, não todos é claro, estão acostumados a fazerem o que bem quiserem em seus países, perseguindo, de modo especial, os cristãos, mas por causa do grande interesse que países como os Estados Unidos tem no petróleo produzido pelos mesmos, praticamente não existe nenhuma reação oficial contra esses desmandos e verdadeiras perseguições e assassinatos cometidos contra cristãos em vários países muçulmanos. Basta ver a forma titubeante do governo Obama diante do surgimento do ISIS.

Aqui no Blog o Grande Diálogo já tivemos a oportunidade de denunciar muitas vezes tais aberrações e cobramos das autoridades muçulmanas no Brasil um posicionamento claro contrários a tais atrocidades, mas tudo o que obtivemos foi um silêncio tão culpado quanto os perpetradores de tais atos.   

Norway
O ministro Jonas Gahr Stor

Voltando a questão norueguesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Stor, decretou que não seriam aceitos os “donativos” milionários da Arábia Saudita, assim como de empresários muçulmanos para financiar a construção de mesquitas na Noruega. Outras ajudas financeiras para ajudar a colônia árabe continuarão sendo aceitas, mas estão terminantemente proibidas doações cujo único propósito seja financiar a construção de Mesquitas. Essa suspensão irá durar até que a Arábia Saudita relaxe sua política religiosa e permita a construção de igrejas cristãs em seu próprio território.

Ainda segundo o ministro da Noruega, não existe nenhuma liberdade religiosa na Arábia Saudita, o que constitui um verdadeiro contra-senso aceitar dinheiro para propósitos religiosos.
Prosseguindo em sua política de reciprocidade, o ministro Stor pretende levar este assunto ao Conselho da Europa”, onde defenderá esta decisão baseada na mais estrita reciprocidade com a Arábia Saudita.

Com informações de:



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quinta-feira, 24 de julho de 2014

MÉDICO NORUEGUÊS NARRA O QUE VIU EM GAZA NOS ÚLTIMOS DIAS


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Socorrista atende criança na faixa de Gaza 

O número de mortos em Gaza se aproxima dos 600 assassinatos cometidos pelo genocida Estado de Israel, Estado esse que alega que 27 dos seus cidadãos foram mortos no mesmo período. Ou seja, uma razão de 21,11 palestinos mortos para cada israelense — 570/27. A última contagem de mortos está em 780 palestinos contra 37 israelense. Fica, realmente, muito difícil qualquer pessoa honesta acreditar que Israel é a vítima nessa imoralidade toda.

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Dr. Mads Gilbert com uma jovem vítima das Forças de Ataque de Israel que os judeus consideram “o exército mais ético do mundo” durante a operação Protective Edge — Limite Protetor — de Julho de 2014.

A carta abaixo foi escrita de Gaza pelo médico voluntário norueguês Dr. Mads Gilbert, PhD e professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega. O Dr. Mads escreve:.

Queridos amigos

A noite passada foi terrível. A invasão por terra da faixa de Gaza pelas forças de Ataque de Israel resultou numa multidão de pessoas aleijadas, arrebentadas, sangrando, tremendo de frio e morrendo — isso inclui todo tipo de palestinos feridos, de todas as idades, todos civis, todos inocentes.

Os heróis que dirigem as ambulâncias e todos os hospitais na faixa de Gaza estão trabalhando em turnos de 12 a 24 horas, e mostram rostos cansados e estão fatigados pela carga desumana de trabalho. Os motorista de Shifa estão há quatro meses sem receber seus salários, mas mesmo assim cuidam, fazem triagens e tentam entender o caos incompreensível causado pelos corpos, tamanhos, partes de corpos humanos, pessoas capazes de andar ou que não são capazes de andar, pessoas que estão respirando ou que pararam de respirar, pessoas sagrando e pessoas que não estão sangrando. Em uma palavra: HUMANOS! SERES HUMANOS! Mas todos esses seres humanos estão NOVAMENTWE sendo tratados como ANIMAIS por um grupo fardado de assassinos que se considera “o exército mais ético do mundo”. Existe mesmo algo muito doentio na mentalidade israelense.

Meu respeito pelos feridos é infinito, por causa da determinação contida que demonstram em meio a dor, a agonia e o choque. Minha admiração pelos auxiliares e voluntários também é infinita. Minha proximidade com os “sumud” palestinos — pessoas que estão arraigadas na terra — me dá forças, apesar de que existem momentos em que eu quero gritar, seguram firme em alguém, chorar, cheirar a pele e os cabelos de uma criança “morna” coberta de sangue, e nos proteger a nós mesmos num abraço sem fim — mas nós não podemos nos dar a esse luxo e nem eles também.

Rostos cinzentos — Oh! Não! Não outro grupo de dezenas de aleijados e ensanguentados, que criam um verdadeiro lago de sangue no chão da sala de emergências. Pilhas de bandagens encharcadas de sangue pingando que precisam ser removidas e trocadas — Oh! — o pessoal da limpeza, por todos os lados, limpando o sangue e recolhendo bandagens, pele humana, cabelos, roupas e cânulas — as sobras da morte — tudo levado embora para que possam estar prontos novamente para repetir, outra vez, todo o processo.    

Mais de 100 casos chegaram em Shifa nas últimas 24 horas que é uma quantidade de vítimas que deveriam ser atendidas em um grande hospital bem equipado, mas aqui, — não temos quase nada: falata eletricidade, água, materiais descartáveis, remédios, mesas para cirurgias, instrumentos cirúrgicos, monitores — tudo está enferrujado e parecem objetos de algum museu hospitalar de dias passados. Mas as pessoas aqui não reclamam, esses heróis. Ele seguem adiante, como guerreiros, indo ao encontro do problema com uma resolução enorme.

E enquanto escrevo essas palavras para vocês, sozinho em uma cama, minhas lágrimas correm, lágrimas mornas, mas inúteis de dor e tristeza e medo. Digo a mim mesmo: isso não está acontecendo!
E então, agora mesmo, a orquestra da máquina de guerra de Israel dá início a sua nefasta sintonia, outra vez: tiros de artilharia pesada vindos do mar dos barcos de guerra israelenses, o barulho ensurdecedor dos caças F-16, o barulho doentio dos drones — são chamados pelo árabes de “Zenanis” os murmuradores — além do inúmeros helicópteros apaches. A vasta maioria desse material foi fabricado e servido pelos Estados Unidos da América para Israel.

Sr. Obama — você tem um coração?

Eu te convido — venha passar uma noite — apenas uma noite junto conosco aqui em shafir. O senhor poderia vir disfarçado com alguém da limpeza, talvez.

Eu tenho plena convicção que sua atitude poderia mudar a história.

Ninguém que tenha um coração U detenha poder conseguiria se afastar das imagens de uma noite em Shifa, sem assumir a determinação de dar um fim a essa matança do povo Palestino.

Mas os indivíduos sem coração e sem misericórdia já planejaram outra “dahyia” — a doutrina da Dahyia é uma estratégia militar estabelecida pelo general israelense Gadi Eizenkot e diz respeito a uma guerra assimétrica em áreas urbanas, na qual o exército, de forma deliberada, procura destruir a infraestrutura civil, como um meio de infligir enorme sofrimento na população civil para estabelecer a detenção de todos. 
Os rios de sangue continuarão correndo hoje a noite. Eu posso ouvir os assassinos afinando seus instrumentos de morte.

Por favor, façam o que for possível. Isso, ISSO não pode continuar.

Mads

Gaza, Palestina Ocupada.

Dr. Mads Gilbert, PhD.

Professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega.

O artigo original do Dr. Mads poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO

Infelizmente Dr. Mads, Obama e seus acólitos são covardes demais para irem até Gaza. Eles preferem a tranquilidade e a segurança do Cairo e de Tel Aviv e com isso PROVAM que quem está na Faixa de Gaza corre grande risco de ser morto!

Nosso desejo ao publicar essa carta é ajudar, de alguma forma as pessoas, especialmente o povo chamado evangélico em geral, a entender a verdadeira situação pela qual o povo palestino está passando em Gaza nesse momento.

É nossa intenção que os evangélicos em geral parem de escrever e mostrar vídeos da propaganda israelense de como os judeus têm sofrido. Isso é uma afronta ao Deus da Bíblia que nos ensina tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o seguinte:

Deuteronômio 10:17

Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno.

Colossenses 3:25

Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

Portanto Israel que se prepare para o dia do Grande Deus!

Para aqueles que ainda duvidam, quem é a verdadeira vítima nessa aberração basta lembrar o número de mortos até 22 de Julho de 2014:

Palestinos mortos = 570

Israelenses mortos = 27

Palestinos feridos = 3.350

Israelenses feridos = número desconhecido.

Fonte CBS News:


Que Deus abençoe a todos e continuemos orando por PAZ e JUSTIÇA na PALESTINA OCUPADA.

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Alexandros Meimaridis

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