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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

SILAS MALAFAIA É INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL


Até tu, paladino da ética?

O pastor Silas Malafaia é indiciado pela Polícia Federal por ter participado de esquema de corrupção ligado a royalties da mineração

A reportagem abaixo foi publicada no site da revista ISTOÉ e é assinado pelo jornalista Aguirre Talento.

Até tu, paladino da ética?
Por Aguirre Talento

Silas Lima Malafaia “se locupletou com valores de origem ilícita”. Com esse contundente despacho, a Polícia Federal – em relatório de conclusão de inquérito obtido com exclusividade por ISTOÉ – indiciou o pastor da Assembleia de Deus por lavagem de dinheiro e participação num esquema de corrupção ligado a royalties da mineração.

Em 16 de dezembro, Malafaia havia sido alvo de condução coercitiva pela Operação Timóteo. O nome da operação se baseia em um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, a primeira epístola a Timóteo. No capítulo 6, versículos 9-10, está escrito: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. A Polícia Federal transcreveu o trecho na representação judicial que deu origem à operação. Pelo visto, para o delegado Leo Garrido de Salles Meira, autor do indiciamento, Silas Malafaia caiu em tentação. Agora, o pastor, proverbial arauto da moral e dos bons costumes, terá de explicar aos seus fiéis seguidores porque se dobrou aos pecados da carne.

A investigação detectou que um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, no valor de R$ 100 mil, foi depositado na conta de Malafaia. Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, por isso também foi indiciado por corrupção ativa e peculato. O indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes. Além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados, dentre eles o ex-diretor do DNPM Marco Antônio Valadares e Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene.

Em entrevista concedida após sua condução coercitiva, Malafaia argumentou que um colega de outra igreja apresentou-o a um empresário que queria lhe fazer “uma oferta pessoal”, depositada em sua conta. “Não sou bandido, não tô envolvido com corrupção, não sou ladrão”, declarou à época. Procurado, o advogado de Pazinato, Daniel Gerber, preferiu não comentar.

Ex-dirigente do DNPM, Marco Antônio Valadares foi indiciado como líder da organização criminosa, acusado de corrupção passiva e peculato, dentre outros crimes. Seu advogado, Fernando Brasil, nega o envolvimento com corrupção. “Ele foi vítima de um relatório fantasioso, baseado na divergência de valores entre o seu salário e a aquisição de um imóvel”, disse. O episódio envolvendo Alberto Jatene também chamou a atenção dos investigadores. Assessor jurídico do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, ele recebeu R$ 750 mil de Pazinato nas contas de suas empresas. Para o delegado Leo Garrido, o pagamento foi efetuado por que o cargo ocupado por ele poderia render “facilidades” ao grupo criminoso. Com base nesses elementos, a PF indiciou Alberto Jatene por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Organização criminosa

Segundo o relatório da PF, contratos fraudulentos com prefeituras eram usados para desviar recursos de arrecadação da mineração. Para isso, eram usadas empresas e escritórios de advocacia. “Considerando toda a engrenagem criminosa, com estrutura ordenada que passa por quatro etapas distintas – da captação dos contratos até o branqueamento dos valores – tendo os personagens de cada uma delas funções específicas, concluímos que são fartos os indícios da existência de verdadeira ORCRIM (organização criminosa), responsável pelo desvio de pelo menos R$ 66 milhões”, escreveu o delegado. Outra associação religiosa, a Igreja Embaixada do Reino de Deus, também recebeu valores de Pazinato: R$ 1,7 milhão, segundo a PF.

O relatório policial foi enviado ao Ministério Público Federal. A partir dele, caberá ao procurador Anselmo Lopes decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça. Um fato novo no decorrer das investigações, porém, vai tornar mais lento o seu desfecho. O inquérito foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça por indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Foram detectados pagamentos do grupo criminoso a familiares do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Aloísio Chaves, que os investigadores suspeitam terem relação com autorizações obtidas no tribunal. Os parentes de Aloísio foram indiciados. Como conselheiros de tribunais de contas têm foro privilegiado, o caso subiu para a corte especial do STJ. Os autos chegaram no dia 17 de janeiro e foram distribuídos ao ministro Raul Araújo. As investigações, agora, ficam a cargo do vice-procurador geral da República, Bonifácio de Andrada.

A raiz de todos os males

60
A PF usou passagens bíblicas para dizer que o pastor Silas Malafaia “caiu em tentação” ao se locupletar de dinheiro ilícito

A trama

A Polícia Federal indiciou 50 pessoas por envolvimento em um esquema de corrupção e desvios de impostos sobre mineração, cujos valores envolvidos somam ao menos R$ 66 milhões. O caso foi batizado de Operação Timóteo

Silas Malafaia
Pastor foi indiciado por lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 100 mil de um escritório de advocacia que estava no centro do esquema de corrupção.

Marco Antônio Valadares Moreira (ex-diretor do DNPM)
Responde por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. É considerado o líder da organização criminosa.

Alberto Jatene (filho do governador do Pará Simão Jatene)
Foi incluído no relatório da PF por corrupção passiva e organização criminosa. Recebeu R$ 750 mil de um dos escritórios envolvidos.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO

Conforme nossa posição, já bem conhecida dos leitores, pedimos que ninguém pule para as conclusões antes que o devido processo legal percorra todo seu curso.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

POLÍTICOS EVANGÉLICOS SÃO, MUITAS VEZES, GRANDES MANIPULADORES




O ARTIGO ABAIXO FOI PUBLICADO PELO SITE Gnotícias e é de autoria de Rubens Teixeira.

ALERTA CONTRA A MANIPULAÇÃO DA FÉ COM FINS POLÍTICOS E CRIMINOSOS

Por Rubens Teixeira

Deveria ser proibido o pedido de doação pela TV, rádio ou qualquer mídia de massa e, depois de se promover, pedir voto para quem quer que seja na política.

A doação pedida em grandes massas é difusa e de difícil controle. Quem garante que no meio dos depósitos de boa fé não seguem outros combinados oriundos de propinas e coisas do gênero?

Os fatos recentes, associados ao silêncio de alguns beneficiários destas doações, além das suas relações políticas próximas com corruptos, assustam e indicam que devemos mais do que nunca ser prudentes como as serpentes e ficarmos atentos aos lobos que andam no meio cristão, inclusive os disfarçados de ovelhas e até de pastores.

Jesus foi muito claro com relação a isso em

Mateus 10:16

Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.

Não doe para destinos que sua doação generosa possa estar sendo misturada a dinheiro sujo para patrocinar projetos políticos e pessoais de quem quer que seja. Quer doar para ajudar na evangelização ou no socorro ao próximo? Doe para sua instituição religiosa, doe diretamente a quem precisa ou para uma organização séria que você consiga ver o destino da sua contribuição.

Rubens Teixeira é Pastor evangélico da igreja Assembleia de Deus • Doutor em Economia pela UFF • Mestre em Engenharia Nuclear pelo IME • Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil pela UNESA • Engenheiro de Fortificação e Construção (civil) pelo IME • Bacharel em Direito pela UFRJ (aprovado na prova da OAB-RJ) • Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)

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Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

POLÍCIA FEDERAL PRENDE LÍDERES DE SEITA RELIGIOSA


 Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)

O artigo abaixo foi publicado pelo site G1 do Sul de Minas:

Polícia Federal faz operação contra seita suspeita de trabalho escravo

Grupo é acusado de obrigar fiéis a trabalhar sem pagamento.

Estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária, entre outros.

Do G1 Sul de Minas

A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta segunda-feira (17) em propriedades de uma seita religiosa acusada de manter fiéis em situação análoga à escravidão. Ela é conhecida como "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca".

Ao todo, estão sendo cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro.

No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) estão sendo cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de Carrancas, Remanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.

Os envolvidos podem responder por tráfico de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Investigações

As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.

Os fiéis, ao ingressarem na seita, eram convencidos a doar seus bens sob o argumento da convivência em uma comunidade onde tudo seria de todos. Em seguida, eles eram obrigados a trabalhar sem qualquer pagamento.

Segundo a PF, a estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte desse patrimônio teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.

Grupo religioso já foi alvo de operação da Polícia Federal sob mesma acusação em 2013 (Foto: Reprodução EPTV)
Grupo religioso já foi alvo de operação da Polícia Federal sob mesma acusação em 2013 (Foto: Reprodução EPTV)

Operação em 2013

A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na deflagração da "Operação Canaã" em 2013, quando a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do trabalho fizeram inspeções em propriedades rurais.

Conforme as investigações da época foram identificados um sofisticado esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a cabo por dirigentes e líderes religiosos.
Na época, dois membros da seita "Comunidade Evangélica Jesus" foram presos por apropriação indébita de cartões do programa "Bolsa Família" e de aposentadoria. Com eles, foram encontrados cartões do programa e da Previdência Social que, segundo o delegado que comandou a operação, João Carlos Giroto, pertenciam a integrantes da seita.

Apesar da suspeita de que seguidores trabalhavam ilegalmente em fazendas e comércios da igreja, na época não foi comprovado o trabalho escravo.

Segundo a Polícia Federal, a seita é oriunda de Ribeirão Preto (SP), mas em 2005, mudou-se para Minas Gerais. O grupo religioso atua nas cidades mineiras de Minduri, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas.

Em 2006, as precárias condições de alojamento e trabalho foram denunciadas. Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam em cinco fazendas em São Vicente de Minas e Minduri. Para a polícia, apesar de se organizarem em associações comunitárias sem fins lucrativos, a seita funcionava como uma empresa comercial.

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

PEDIDO DE FIM DA ISENÇÃO TRIBUTÁRIA NAS IGREJAS JÁ ESTÁ NO SENADO

O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Tiago Chagas.

Ateus conseguem assinaturas para projeto que prevê o fim da imunidade tributária das igrejas

Por Tiago Chagas

Um grupo de ativistas ateus criou uma petição online e alcançou uma quantidade mínima de assinaturas para obrigar o Senado Federal a estudar sua proposta: extinguir a imunidade tributária das igrejas.

A iniciativa da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), através do programa e-Cidadania do Senado, reuniu 20 mil assinaturas de apoio à sua proposta, o que obriga a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa elaborar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para revogar a alínea b do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal.

Essa alínea proíbe a União, estados, Distrito Federal e municípios que façam cobranças sobre a arrecadação de “templos de qualquer culto”. Na prática, se o projeto for aprovado nas comissões do Senado, e posteriormente, no plenário, teria que conseguir a mesma aprovação, em dois turnos, na Câmara dos Deputados e ainda ser sancionado pela presidência da República.

De acordo com informações do blog Tribuna da Imprensa, o projeto quer obrigar todas as igrejas e instituições religiosas em geral a declarar suas arrecadações à Receita Federal e pagar impostos como se fossem empresas.

O argumento é que dessa maneira, se criaria um mecanismo para impedir que os templos religiosos fossem usados para lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas e/ou desvio de verbas públicas, assim como dificultar a aquisição de concessões de canais de rádio e TV pelas igrejas.

Daniel Sottomaior Pereira, presidente da ATEA, afirmou que os ateus passarão a utilizar o portal e-Cidadania como plataforma para reforçar sua visão de sociedade, apresentando propostas que, por exemplo, exijam a retirada da frase “Deus Seja Louvado” das cédulas do Real, a extinção dos feriados religiosos, como Natal, Páscoa, Corpus Christi, Aparecida e dias de padroeiros nas cidades, além do fim do estatuto diferenciado das organizações religiosas no Código Civil.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Somos a favor de tal medida, desde que se fixe um determinado valor para a isenção como ocorre em outros casos. A partir desse valor as igrejas deveriam ser obrigadas declarar suas arrecadações à Receita Federal. Isso também deverá incluir a própria organização chamada ATEA e outras assemelhadas. Também propomos o fim de todos os feriados, porque nenhum deles se justifica do nosso ponto de vista.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 21 de dezembro de 2014

PROSPERIDADE ATRIBUÍDA À FOGUEIRA SANTA ERA PRODUTO DE ROUBO



O prefeito Luciano Mota

Olha, tem coisa que você lê, e se não conseguir confirmar com outras duas ou três fontes independentes, não dá para acreditar. Mas a história abaixo, infelizmente é totalmente verdadeira.

A história diz respeito às aventuras de sua excelência o prefeito da cidade de Itaguaí no Rio de Janeiro. Seu nome é Luciano Mota e ele deu esse “maravilhoso” testemunho de prosperidade na própria catedral da fé da Igreja Universal do Reino de Deus em Del Castilho, de propriedade do Bispo Edir Macedo.

O testemunho do Sr. prefeito poderá ser visto por meio do link abaixo:


Mas o problema é que a prosperidade experimentada pelo Sr. Prefeito não tinha nada a ver com bênçãos vindas das mãos de Deus. Era, na realidade, produto puro e simples de roubo do dinheiro da prefeitura de Itaguaí pelo sr. Luciano Mota e uma quadrilha organizada para surrupiar o dinheiro da prefeitura.

Luciano Mota se elegeu com o apoio do senador Aécio Neves, conforme notícia que poderá ser vista por meio desse link aqui:

http://jornalatual.com.br/portal/2012/09/27/aecio-neves-declara-apoio-a-luciano-mota/

Para os mais céticos apresentamos abaixo a matéria publicada pelo jornal O DIA — RIO, assinada pela jornalista Cristina Nascimento. Segue a matéria do site de O DIA — RIO

A Ferrari apreendida em Itaguaí, na Baixada Fluminense
Ferrari apreendida

Farra de prefeito de Itaguaí provocava rombo de R$ 30 milhões por mês

Segundo investigações da PF, Luciano faz parte de esquema que envolve secretários, empresários e servidores da cidade

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - O estilo de vida lembra o de um bon vivant. Roupas caras, carros importados e até um helicóptero. A farra, que seria patrocinada com o dinheiro público, tinha na ponta o prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB). Ele, segundo investigações da Polícia Federal (PF), faz parte de um esquema que envolve secretários, empresários e servidores que provocava um rombo mensal de R$ 30 milhões nos cofres do município.

Agentes estiveram nesta quinta-feira na cidade e fizeram uma operação, que resultou numa devassa na prefeitura. A ação da polícia foi comemorada com gritos e fogos de artifício por um grupo de moradores. Doze pastas com nomes de funcionários fantasmas foram localizadas na Secretaria Municipal de Administração.

Agentes da Polícia Federal buscaram provas do esquema de fraudes na sede da prefeitura da cidade Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

Os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva em Mangaratiba, Niterói e Itaguaí. Os alvos eram o prefeito Luciano Mota, dois secretários (Turismo e Eventos e Transporte), o assessor de Assuntos Externos e também um gerente da empresa Tristars, contratada para coleta de lixo.

Foram encontrados apenas o secretário de Turismo, Ricardo Luiz Rosa Soares, que será indiciado, e o assessor de Assuntos Externos Amaro Gagliardi, indiciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, desvio de verba pública, fraude de licitação e crime ambiental. Mota não foi localizado pela PF.

As nomeações irregulares, segundo o delegado federal Hylton Coelho, da Delegacia Regional da PF, em Nova Iguaçu, devem gerar um gasto próximo de R$ 1,5 milhão na folha mensal de pagamento. Um dos objetivos da investigação é comprovar que esses fantasmas eram recrutados com ajuda de alguns vereadores, que teriam uma cota de até 30 vagas na prefeitura. Os salários eram de R$ 7 mil, mas os “funcionários” recebiam na verdade entre R$ 500 e R$ 700.


PF investiga algumas irregularidades que teriam sido cometidas pelo prefeito Luciano Mota no município de Itaguaí. População comemorou ação com fogos de artifício Foto:  Foto: Severino Silva / Agência O Dia

“A investigação não acabou. Mas todos os indícios apontam para que ele (o prefeito) seja o cabeça deste esquema. Está acontecendo ali uma fraude ao estilo mensalão”, afirmou o delegado. A Operação Gafanhoto — o nome foi escolhido porque o grupo era considerado um enxame que dilacerava o erário público — é resultado de seis meses investigação.

O esquema na prefeitura envolve também licitações fraudulentas e contratos irregulares, sempre milionários. Até mesmo a arrecadação de royalties de petróleo do município está na mira da PF. Os recursos estariam sendo usados para pagar empresários participantes da quadrilha que fraudava a prefeitura.

O prefeito Luciano Mota não foi encontrado Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Laranjas do prefeito gastaram R$ 144 mil na compra de ternos e TV

As suspeitas de uso indevido dos recursos do município começaram após denúncias anônimas. Um ex-segurança do prefeito se tornou peça-chave nas investigações. Ele ajudou com filmagens e fotos a comprovar parte do esquema que mostrava gastos exorbitantes do chefe do Executivo e altas quantias de dinheiro em malas. Este ano, por exemplo, Luciano Mota teria adquirido dez ternos da grife alemã Hugo Boss num famoso shopping da Barra da Tijuca. Pela renovação do guarda-roupa foram pagos R$ 45 mil, em dinheiro. A compra foi feita pelo ex-segurança.

Da mesma forma, sem colocar seu nome, segundo o delegado Hylton Coelho, Mota adquiriu uma televisão no valor de R$ 99 mil, também comprada em nome de um funcionário, mas entregue na casa do prefeito. O pagamento também foi feito em espécie na loja de eletrodomésticos.

Operação antecipou recesso dos Vereadores
Se comprovado o rombo nos cofres de Itaguaí, isso significa que um terço da arrecadação do município, de R$ 90 milhões mensais, é usado de forma ilícita. Durante a primeira fase da investigação, a PF apreendeu dois veículos de luxo adquiridos pela quadrilha, que tem pelo menos 50 pessoas envolvidas. Um dos carros era uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, usada pelo prefeito.

Na lista de bens que também pertenceriam ao grupo está um helicóptero Robinson R66, cujo valor de mercado pode chegar a R$ 2 milhões. A operação da PF antecipou o recesso da Câmara de Vereadores. A sessão extraordinária prevista para hoje, que seria a última do ano, foi cancelada.

A presença da PF na prefeitura foi aplaudida. Até mesmo quem participou da campanha do prefeito comemorou. “Hoje (quinta), com a PF aqui, estamos em festa”, afirmou Sueli Fernandes, 32. Mota venceu a eleição com 47, 09% dos votos.

O artigo original do site do O DIAI — RIO poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos e ajude aqueles que acreditam nesses testemunhos mentirosos, reproduzidos aos milhares, noite e dia nos canais de televisão, atraindo cada vez mais pessoas simples e crédulas.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 30 de março de 2014

IGREJAS EVANGÉLICAS E A LAVAGEM DE DINHEIRO



De acordo com artigo publicado pelo CONJUR, a imunidade desfrutada pelas igrejas é um grande fator de incentivo para pessoas inescrupulosas e que precisam lavar dinheiro. Segue o artigo publicado pelo CONJUR o qual serve para todos nós que desejamos viver uma vida de santidade e pureza diante do Deus a quem, um dia, teremos que prestar contas:

Hebreus 4:13

E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

Imunidade de igrejas é usada para lavagem de dinheiro


Cresce no Brasil o uso de “templos de fachada” ou “igrejas-fantasma” utilizados para lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. O alerta é feito pelo desembargador federal Fausto Martin De Sanctis, especializado no combate a crimes financeiros e à lavagem de dinheiro. De acordo com ele, a imunidade tributária prevista aos templos religiosos é eficaz para abrigar recursos de procedência criminosa, sonegar impostos e dissimular o enriquecimento ilícito: "É impossível auditar as doações dos fiéis. E isso é ideal para quem precisa camuflar o aumento de sua renda, escapar da tributação e lavar dinheiro do crime organizado. É grave", conclui De Sanctis.


De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, a prática tem sido investigada pelos Ministérios Públicos estaduais e pelas procuradorias da República. Para o procurador Silvio Luís Martins de Oliveira — que investigou e denunciou criminalmente responsáveis pela Igreja Universal do Reino de Deus por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e estelionato — é preciso refinar a fiscalização sobre atividades financeiras de entidades religiosas. Segundo ele, para lavar o dinheiro as igrejas se utilizam de doleiros: "Costuma ser um doleiro de confiança que busca ajuda de casas de câmbio, pois a quantidade de cédulas é enorme. É o que chamam de 'dinheiro sofrido', porque o fiel costuma pagar o dízimo com notas amassadas", esclarece.


O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) discorda que falte fiscalização. "Se o legislador, após longo debate na Assembleia Nacional Constituinte, isentou as instituições religiosas de impostos, nada mais fez do que atender aos anseios da maior parte da sociedade", diz. Sobre o uso das casas religiosas para práticas de moral e legalidade questionáveis, Feliciano faz uma alusão indireta a entidades católicas: "Se partirmos do pressuposto que uma entidade não deve ter tratamento especial pela possibilidade de malfeitores se aproveitarem, por analogia o mesmo princípio se aplicaria às Santas Casas e Universidades mantidas por Fundações sem fins lucrativos".


A prática tem preocupado também a Justiça Eleitoral. Doações de organizações religiosas a partidos políticos são proibidas pela legislação. Para detectar operações ilícitas, o Tribunal Superior Eleitoral firmou convênio com a Receita e a Polícia Federal. De acordo com o juiz assessor da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marco Antonio Martin Vargas, o convênio facilita o trabalho, pois é feito o cruzamento de dados.


Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, há 55,1 mil organizações religiosas em atividade em 2014. Um crescimento de 1,4% em comparação com 2013. O estudo "Religião e Território" (2013), dos pesquisadores Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues Hees e Philippe Waniez, indica expansão dos chamados "evangélicos não determinados". Eles passaram de 580 mil no ano 2000 para impressionantes 9,2 milhões em 2010. Os evangélicos de missão cresceram de 6,9 milhões para 7,6 milhões no mesmo período, enquanto os evangélicos pentecostais passaram de 17,6 milhões para 25,3 milhões em dez anos.

O texto original do CONJUR poderá ser visto por meio desse link aqui:


PARA MEDITAR:

Provérbios 21:8

Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa, mas reto, o proceder do honesto.

2 Coríntios 8:21

Pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.

Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 27 de outubro de 2013

ISTOÉ EXPÕE AS VÍSCERAS DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS E DO SEU FALSO MESTRE



A revista ISTOÈ em sua Edição de 23 de Outubro de 2013, publicou uma massiva crítica ao falso mestre Valdemiro Santiago e sua igreja, Mundial do Poder de Deus. Entre as pesadas acusações, uma nos chamou atenção especial: "Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados por bispos e pastores. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo", afirma um alto dirigente da IMPD do Rio de Janeiro.

Não que não soubéssemos que tais coisas acontecem com todas essas igrejas midiáticas, mas o que nos surpreende é ver alguém de dentro do sistema denunciar o mesmo com números concretos. Com isso não sabemos se devemos ter ou não pena dos seus seguidores. São vítimas ou são inteligentes o suficiente para saber que estão sendo coniventes com a roubalheira e com todas as mentiras.

Segue abaixo a “Forte Reportagem, Igreja”, como diria o próprio falso Apóstolo Valdemiro Santiago, publicada pela ISTOÈ.

COMPORTAMENTO | N° Edição: 2293 |  25.Out.13 - 20:50 |  Atualizado em 27.Out.13 - 11:51

À ESPERA DE UM MILAGRE

Quadrilhas de pastores ladrões, dívidas milionárias com as tevês, administração amadora e investimentos equivocados na construção de grandiosos templos. O que está por trás da crise financeira da Mundial, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do País

Rodrigo Cardoso

Confira compilação com cenas do apóstolo Valdemiro Santiago e outros líderes da igreja pedindo contribuições aos seguidores:

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Chorar durante a pregação é um dos traços mais marcantes da performance de Valdemiro Santiago de Oliveira, o todo-poderoso da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), no púlpito. Criticado por abusar dessa prática, o autointitulado apóstolo tem motivos mais terrenos para derramar suas lágrimas atualmente. O império neopentecostal construído por esse mineiro de 49 anos, nascido em Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, vive a maior crise da sua história. O mais recente indício de que a IMPD está fragilizada foi a decisão do Grupo Bandeirantes de encerrar, na semana passada, a parceria que mantinha com Valdemiro, que alugava quase a totalidade da grade da programação do Canal 21 e ocupava cerca de quatro horas diárias nas madrugadas da Band. Motivo do fim do acordo: atrasos no pagamento.

Valdemiro Santiago criou um império religioso, viu seu rebanho se expandir por cerca de cinco mil templos e, agora, tenta colocar a casa em ordem ao ver sua igreja sangrar em milhões de reais

Valdemiro até que tentou impedir o fato. De microfone em punho, o comedor de angu que cuidava de marrecos na roça antes de se converter evangélico usou toda a sua empatia com o povão. No início do mês, pôs o rosto no vídeo, caprichou na voz chorosa e iniciou uma campanha conclamando seus fiéis a ajudá-lo a arrecadar R$ 21 milhões para honrar compromissos com o aluguel de horários na mídia. A Mundial já devia R$ 8 milhões ao Grupo Bandeirantes referentes a setembro. No fim deste mês, outro boleto a vencer: R$ 13 milhões. A emissora paulista não confirma oficialmente, mas a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, concorrente direta da Mundial, teria entrado na disputa por esses horários e conseguido vencer a briga sobre a maior concorrente na disputa por almas. “Pegaram a gente em um momento de fraqueza”, diz uma liderança da IMPD. “Gastamos R$ 300 milhões com templos ultimamente e vivemos um tempo de estruturação e amadurecimento.”

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PODER Diante da crise, Valdemiro nomeou Jorge Pinheiro (acima), marido da irmã de sua esposa, para gerir o setor financeiro e administrativo da IMPD no lugar do bispo Josivaldo (abaixo), transferido para Lisboa


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"Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados por bispos e pastores. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo", afirma um alto dirigente da IMPD do Rio de Janeiro

Quisera Valdemiro Santiago, porém, que seus problemas fossem revezes restritos apenas ao campo administrativo da sua igreja. Em São Paulo, o líder evangélico é alvo de uma investigação do Ministério Público estadual e da Polícia Civil. Desde janeiro de 2013, diligências feitas pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec) e pela Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Fazenda, da Polícia Civil, apuram um suposto crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos ou valores. O dono da Mundial virou alvo das autoridades quando elas descobriram que a Fazenda Santo Antonio do Itiquira, localizada em Santo Antônio do Leverger (MT), um conglomerado de 10.174 hectares de terras ocupado por milhares de cabeças de gado, foi comprado por R$ 29 milhões à vista pela empresa W. S. Music, cujos representantes são o apóstolo e sua mulher, a bispa Franciléia. O caso, que pode configurar uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, corre em sigilo.

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A Mundial, fundada em 1998 – antes dela, Valdemiro fora pastor na Igreja Universal por 18 anos (leia quadro) –, viveu um avanço muito grande em um curto espaço de tempo. De 500 templos em 2009, hoje a denominação computa mais de cinco mil unidades, segundo seus membros. Acontece que a vida de uma igreja não se resume ao púlpito ou aos cultos. Administrativa e financeiramente falando, a IMPD não evoluiu. “Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo”, afirma um alto dirigente da denominação, lotado no Rio de Janeiro. De acordo com ele, a devoção em torno dos cultos, espécie de pronto-socorro espiritual, onde fiéis garantem ter alcançado a cura divina para alguma enfermidade graças à intercessão de Valdemiro, trouxe notoriedade à igreja e atraiu quadrilhas de pastores que se infiltraram em seus templos para se apropriar das doações. “Há dois anos e meio, por exemplo, o Valdemiro descobriu uma dessas quadrilhas no ABC paulista liderada pelo bispo e por seus auxiliares e os expulsou.”

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PREGAÇÃO - Com fama de milagreiro, Valdemiro fez fama ao se aproximar dos mais humildes. Abaixo, sua esposa, a bispa Franciléia

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Esse mesmo dirigente lembra do dia em que, ao manobrar seu carro na saída de um culto, uma fiel bateu no vidro para alertar que pessoas traíam a confiança do líder evangélico: “Pastor, está vendo esse carnê da Mundial? A conta corrente aqui escrita não é a da igreja. Estão distribuindo carnês falsos para o povo pagar! Avisa o apóstolo, por favor!” Ou seja, o dinheiro estava sendo desviado num esquema paralelo ao de Valdemiro. Professor da pós-graduação de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ricardo Bitun se deparou com essa prática ao ir a campo para a confecção de sua tese de doutorado. Intitulado “Igreja Mundial do Poder de Deus: Continuidades e Descontinuidades no Neopentecostalismo Brasileiro”, o estudo defende que Valdemiro foi o único dissidente da Universal que conseguiu alcançar sucesso. E assim o fez graças, principalmente, à remasterização da cura divina, uma prática bastante difundida no Brasil nos anos 1970. “Um bispo me contou que havia pastores infiltrados em igrejas e até mesmo bispos cobrando propinas de pastores”, diz Bitun.

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SUSPEITA - Uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, como a compra de uma fazenda de R$ 29 milhões (abaixo, o documento  de compra em seu nome), é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo

Valdemiro é um líder religioso onipresente no altar e nos programas televisivos e demorou a perceber que estava sendo traído por pessoas muito próximas a ele – e do alto escalão da igreja. Havia um grupo próximo a Josivaldo Batista de Souza, que era considerado o número 2 da Mundial, agindo como lobos em pele de cordeiro. “Ele se deu conta de que o problema advinha da concentração de poder em torno dessa turma”, diz um membro da hierarquia paulista da Mundial. “Era gente pedindo avião para fazer não sei o quê, para ter programa na televisão não sei onde, para abrir igreja em um grotão aí...” Segundo esse integrante da IMPD, Valdemiro cometeu erros próprios de líderes que sobem muito e rapidamente. “Ele se cercou de um estafe pequeno que blindava o acesso a ele. E, assim, passou a ouvir pouco outras opiniões. Precisa amadurecer.”

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FLAGRA - Membros da Mundial chegaram a clonar carnês para desviar o dinheiro que era arrecadado dos fiéis nos cultos

Diante das dívidas, dos calotes e das traições, o líder da IMPD está tentando conter a sangria da sua igreja do jeito que pode. Transferiu para Lisboa o pastor Josivaldo, um ex-membro da Universal que o acompanha desde o começo dos trabalhos da denominação em Pernambuco, segundo Estado onde ele fincou sua bandeira. Para substituir Josivaldo, que era responsável pela gestão administrativa e financeira e cuidava do dia a dia da Mundial, além dos bispos e pastores, Valdemiro achou por bem recorrer a um familiar. Empossou o bispo Jorge Pinheiro, marido da irmã da sua esposa Franciléia. Para tentar se reequilibrar financeiramente, conta um bispo paulista, ele decidiu se desfazer de duas Cidades Mundiais, como são chamados os megatemplos da IMPD, em São Paulo e no Paraná. Elas se encontram fechadas pelos órgãos públicos locais, após pouco tempo de funcionamento, por não preencherem requisitos para receber o público. Um claro erro de avaliação que onerou a igreja. “A Cidade Mundial paulista está fechada desde fevereiro de 2012. Mas Valdemiro, todo mês, tem de pagar R$ 5 milhões das parcelas da compra dela”, diz o bispo. Missionário da IMPD, o deputado estadual Rodrigo Moraes (PSC-SP), que foi designado pela igreja para fazer “a coisa caminhar” junto aos órgãos públicos, segue na sua empreitada. “Não recebi o comando de parar o trabalho ainda. Mas a vontade do apóstolo é que fala mais alto”, afirma. Templos pequenos e mal localizados, que não condiziam com a orientação de Valdemiro, também deixaram de ser usados. “Cerca de 15% deles tiveram de ser fechados ou reestruturados”, diz uma liderança da igreja. Pode ser uma saída para que a fama de caloteiro não suplante a de apóstolo milagreiro.

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NA JUSTIÇA - Faz três meses que a Mundial não paga o aluguel do imóvel (acima), localizado em Pirituba (SP): ação de despejo e cobrança de R$ 34 mil.

Abaixo, Cidade Mundial em São Paulo, que será fechada

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Não são poucos os templos ocupados pela IMPD que têm problemas com aluguel atrasado ou ações de despejo em curso na Justiça. Em Pirituba, por exemplo, bairro da capital paulista, o proprietário impetrou na justiça uma ação de despejo contra a igreja por não receber o aluguel de seu imóvel desde julho. E cobra, ainda, o pagamento de R$ 34.538,64. De acordo com um de seus representantes legais, essa é terceira vez que a justiça é acionada desde 2010, quando o local passou a ser ocupado pela Mundial. “Não entendo a falta de organização da igreja. Não acredito que ela não tenha caixa para pagar o aluguel”, diz ele, que prefere não se identificar. “Esses problemas diminuíram 70% nos últimos tempos”, garante Dênis Munhoz, advogado da Mundial. À frente também do cargo de vice-presidente da Mundial, Munhoz refuta a ideia de a denominação viver uma crise, argumentando que a IMPD é a evangélica que mais cresce no Brasil. Sobre as quadrilhas de pastores, afirma: “Se existe esse problema, a igreja sempre tomou as providências rapidamente.” Prefere, no entanto, não comentar a perda dos espaços no Canal 21 e na Band. Quem falou sobre o assunto foi o presidente da IMPD, o deputado federal José Olímpio (PP-SP). “Estamos pagando muitas prestações, os valores de aluguéis aumentaram, temos muitas obras em andamento e acabou atrasando alguma coisa. Aí, deixa de pagar um mês e vira um problema para a mensalidade seguinte”, diz.

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Para se ver livre de mais problemas, Valdemiro, que, procurado por ISTOÉ, não se manifestou, entregou os horários que possuía na Rede TV! e na CNT. Deixou também de alugar espaço em dezenas de retransmissoras de diferentes estados e recuou no projeto de ocupar a programação de tevês da Argentina, Colômbia e do México. “Muitas vezes, é melhor dar um passo atrás para, depois, dar um maior à frente”, diz o alto dirigente da Mundial do Rio. “Valdemiro me disse que estava, inclusive, vendendo a sua fazenda no Mato Grosso.” Essa informação não foi confirmada pelo presidente nem pelo vice-presidente da IMPD. Mas, na atual situação, receber R$ 33 milhões, valor estimado da Fazenda Santo Antonio do Itiquira, seria como um milagre para o líder evangélico.

A reportagem original poderá ser vista por desse link aqui:


Nossa oração é para que todos aqueles que nos consideram apenas críticos desses ministérios podres e que destroem a vida das pessoas, possam acordar por meio desse brado dos incrédulos e, acordando, parem de sustentar esses indivíduos. Todos eles!

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MARCOS PEREIRA: TRIBUNAL DE JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE HABEAS CORPUS


O pastor Marcos Pereira durante culto na Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias

O pastor Marcos Pereira da Assembleia de Deus dos últimos Dias teve negado, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, pedido de Habeas Corpus impetrado por seus representantes legais.

A notícia foi veiculada pela revista veja em sua edição eletrônica de 05 de Setembro de 2013 e pode ser lida, na íntegra abaixo:

Justiça nega habeas corpus ao pastor Marcos Pereira

Líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias é acusado de estuprar fiéis

 O pastor Marcos Pereira, preso por estupro, chega para audiência no Fórum do Rio de Janeiro
O pastor Marcos Pereira, preso por estupro, chega para audiência no Fórum do Rio de Janeiro — Daniel Ferrentini-Ag. O Dia-01-07-2013


Pastor Marcos Pereira com uniforme da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)
Pastor Marcos Pereira com uniforme da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)


O Deputado Marcus Vinicius realizou sessão solene para entrega da Medalha Tiradentes ao Pastor Marcos Pereira, em 2012
O Deputado Marcus Vinicius realizou sessão solene para entrega da Medalha Tiradentes ao Pastor Marcos Pereira, em 2012


Pastor Marcos Pereira, ao lado do também pastor e deputado Marco Feliciano.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) indeferiu liminarmente nesta quinta-feira dois pedidos de habeas corpus ajuizados pela defesa do pastor Marcos Pereira, de 56 anos, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD). A pedido da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), ele teve duas prisões preventivas decretadas na semana passada, pelas 1ª e 2ª Varas Criminais de São João de Meriti, acusado de estuprar mediante violência duas fiéis de sua igreja.

O religioso foi preso pela Polícia Civil no fim da noite de terça-feira, quando passava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, cidade onde fica a sede de sua igreja. Ele havia acabado de sair do templo e seguia para um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio, que está em nome da ADUD. Segundo a polícia, o imóvel está avaliado em 8 milhões de reais.

Em seu despacho que negou o habeas corpus, o desembargador relator da 8ª Câmara Criminal alegou que a prisão de Marcos Pereira "é necessária para a manutenção da ordem pública". Já o relator da 3ª Câmara disse que o decreto de prisão "não se mostra flagrantemente ilegal". Agora, os habeas corpus serão encaminhados ao Ministério Público, que dará seu parecer. Depois, os méritos dos pedidos de liberdade serão analisados pelos colegiados das câmaras.

A DCOD instaurou seis inquéritos para investigar estupros dos quais Marcos Pereira é acusado de cometer contra fiéis de sua igreja. Em dois deles, em que as vítimas alegam que foram forçadas a manter relações sexuais com o pastor, os inquéritos foram encaminhados à Justiça. Quando há violência, o crime passa a ser considerado de ação penal incondicionada, isto é, a instauração de processo independe da vontade da vítima[1].

Em outros três inquéritos, que estão com o Ministério Público, o religioso não poderá ser denunciado à Justiça. Isso porque estes casos ocorreram antes da mudança da lei que caracteriza o crime de estupro, em 2009. A lei anterior fixava prazo de seis meses para que a vítima denunciasse o autor quando o estupro não era cometido mediante violência. O prazo, no entanto, não foi respeitado.

E o sexto inquérito, na qual a vítima é a ex-mulher do pastor, com quem foi casada de 1984 a 1998 e tem dois filhos, ainda está sendo analisado na DCOD. Após acusar o ex-marido do crime em depoimento à polícia em 9 de julho de 2012, a mulher registrou em cartório um documento em que negava as declarações anteriores. Ela será novamente intimada a depor, segundo o delegado Marcio Mendonça. Marcos Pereira também é investigado em outro inquérito da DCOD pelos crimes de associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e quatro homicídios.

O pastor estuprava as vítimas com a "desculpa" de que precisavam ser salvas. Uma delas ouviu o pastor dizer que via "um espírito lésbico" a rondando. As vítimas contam que sentiam-se fragilizadas quando eram abordadas pelo pastor. Algumas chegam a se referir à “libertação espiritual”. A Delegacia Especial de Combate às Drogas investiga seis estupros que teriam sido praticados pelo pastor. Ele teve a prisão preventiva decretada por dois estupros. O delegado Márcio Mendonça afirma que outras vinte jovens podem ter sido estupradas por Marcos Pereira.

A reportagem original da VEJA, com links para outros artigos, poderá ser vista por desse link aqui:


A manutenção da prisão do pastor Marcos Pereira é um bom sinal que o primado das patifarias cometidas por pessoas que alegam serem pastores evangélicos está chegando ao fim. Os crimes denunciados são da maior gravidade e esperamos que nenhum crente verdadeiro se deixe enganar que estamos diante de apenas um caso de “perseguição religiosa”, como desejam nos fazer acreditar muitos líderes do movimento evangélico, incluindo figurões da política, como sua excelência Marco Feliciano que se esforça ao máximo para ver Marcos Pereira fora da prisão.

Já temos visto muita coisa desmoronar no meio evangélico, mas isso é apenas o princípio das dores. A mão de Deus vai continuar pesando sobre todos esses que usam a simplicidade das pessoas para enganá-las e desfrutar de vidas nababescas.

Para Meditar:

Malaquias 3:5

Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Isso quer dizer que: nesses casos, ficam invalidados os pedidos de retirada das acusações feitas pela mulher de Marcos Pereira e outra mulher, membro da igreja.

domingo, 1 de setembro de 2013

VATICANO OCUPA 8º LUGAR GLOBAL EM LAVAGEM DE DINHEIRO



De acordo com o site CARTA MAIOR o Banco do Vaticano, que também atende pelo pomposo nome de Instituto de Obras da Religião está entre as dez maiores organizações, de todo o mundo, quando o assunto é de lavagem de dinheiro. Abaixo reproduzimos o artigo da CARTA MAIOR que fornece as fontes necessárias para sustentar suas afirmações.

CARTA MAIOR

Vaticano ocupa 8º lugar global em lavagem de dinheiro

A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares.

Por Dermi Azevedo


O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares. Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.
Neste momento, está em atividade uma comissão formada por cardeais e outros assessores do papa Francisco cuja missão é precisamente a de investigar os bastidores do IOR e de apresentar ao pontífice propostas de mudanças radicais no banco. Não está excluída a possibilidade de fechamento do instituto e a sua transformação numa entidade que possa administrar os recursos financeiros da cúpula da Igreja Católica Romana.

O mais recente escândalo no banco foi a prisão do monsenhor Nunzio Scarano, ex-chefe de contabilidade do IOR que integrava a APSA, um organismo do IOR que gerencia o patrimônio da Santa Sé. É acusado de corrupção, calúnia e fraude pela polícia financeira italiana. O papa foi comunicado sobre a prisão de Scarano e ordenou à sala de imprensa do Vaticano que divulgasse uma nota, informando que o assessor já havia sido suspenso do seu cargo em maio deste ano. É acusado de transferir para o IOR um total de 20 milhões de euros, da Suíça para uma conta de armadores napolitanos. A Justiça italiana rejeitou, no sábado passado, o recurso do monsenhor Scarano. Ele continua preso domiciliarmente no Vaticano.

Antiga fama

A situação do IOR foi o tema de um dos debates mais acalorados pouco antes do conclave, na Capela Sistina, quando alguns cardeais de todos os continentes questionaram uns aos outros sobre a responsabilidade dos principais assessores do papa renunciante Bento XVI no andamento da corrupção no Banco do Vaticano. Alguns cardeais dos países menos desenvolvidos, mas também da América do Norte e da Europa, deixaram vazar essa informação. Considera-se que esse debate foi importante para que, em seguida, os cardeais tenham votado secretamente no argentino Jorge Bergoglio como novo papa.
A primeira atitude do novo pontífice foi a de nomear a comissão especial para a reforma do banco. Assessores de sua confiança mantiveram também contato com a União Europeia em busca de assessoria técnica, por meio do Moneyval, que é um organismo da UE que avalia e executa medidas contra lavagem de dinheiro e contra o terrorismo.

Em 1997, o Conselho da Europa criou a Comissão Especial de Peritos sobre a Avaliação de Medidas Antilavagem de Dinheiro, com a sigla PC-R-EV, como um subcomitê do Comitê Europeu para os Problemas Criminais (CDPC). Em 2002, o nome da comissão foi mudado para Comitê de Peritos sobre a Avaliação das Medidas de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, com a abreviatura Moneyval, por entender que a sigla anterior não expressava com clareza os seus objetivos.

O IOR foi fundado em 27 de junho de 1942 pelo papa Pio XII. Seus estatutos foram redigidos de tal forma que nem o papa tem acesso direto à sua administração. Já nos primeiros anos da década dos anos 40, foram levantadas suspeitas de que banco poderia guardar verbas produzidas pelo regime nazista e também por banqueiros judeus perseguidos. O caso Marcinkus tornou-se o escândalo mais conhecido envolvendo o IOR. O então arcebispo norte-americano foi responsabilizado, pelas autoridades italianas, de envolvimento com a Máfia, na falência do Banco Ambrosiano, que também envolveu a loja maçônica P-2 e vários banqueiros. O caso inspirou até mesmo a produção de filmes e de vários livros.

Cremos que ficam dispensados todos e quaisquer comentários...

A notícia original poderá ser vista por meio do seguinte link:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA




























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Alexandros Meimaridis

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