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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

AVALIANDO COM A BÍBLIA A VISITA E PRONUNCIAMENTOS DO PAPA FRANCISCO



O artigo publicado abaixo é de autoria de Solano Portela e foi publicado, originalmente no site “O Tempora! O Mores” — “Que tempos os nossos. E que Costumes” e pode ser visto por meio do seguinte link:


Avaliando com a Bíblia a visita e pronunciamentos do Papa Francisco

‹‹ Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.›› (Is 42.8)

Por Solano Portela

Leitura: Mateus 9:35—38

‹‹ E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.››

Introdução

Certamente temos visto multidões, idosos e jovens, enfrentando a chuva, a lama, o frio, a ausência de transporte, a insegurança das cidades, para ver o Papa em sua visita ao Brasil, que começou na segunda-feira, 22.07.2013, e se estende até o último domingo do mês. A mídia tem divulgado a visita com tanta intensidade, que se você estava neste planeta, nestas últimas semanas, não pode ter ignorado a presença do Papa no Brasil. Por exemplo, a revista semanal de maior circulação e repercussão (VEJA) trouxe reportagens de capa sobre o acontecimento em duas semanas seguidas. Como avaliar a pessoa do Papa, a sua visita e os seus pronunciamentos? Como entender as expressões de fé e devoção encontradas nos olhares das multidões? O texto de Mateus 9:35—38 fala de multidões às quais não faltava religiosidade! Ao lado da curiosidade, havia devoção, ensino dogmático, religião, mas eram ovelhas "que não tinham pastor"! A sinceridade, mesmo presente, não era passaporte para a verdade! E o pastor de que se fala no texto, é um só — Cristo Jesus, fora do qual não há salvação. Quem é o Papa atual?

O cardeal argentino, Jorge Mario Bergoglio foi escolhido Papa (e assumiu o nome de Francisco) em um dia considerado por muitos “cabalístico” (13.03.13). Havia uma expectativa em muitas pessoas e na mídia de que o novo líder da Igreja Católica fosse um Papa “progressista”. Estes se espantaram com a sua posição em relação à união de gays; à questão da homossexualidade, que hoje em dia é propagada como “apenas” uma opção sexual; e sobre o aborto. Ele é contra, ponto final! Alguns católicos se espantaram porque ele não colocou, de início, o envolvimento social como prioridade máxima da Igreja. Em vez disso, contrariou a mensagem que tem soado, renitentemente, ao longo das quatro últimas décadas, especialmente em terras brasileiras, proclamada pelos politizados “teólogos da libertação”, ou da natimorta “teologia pública”. Ele aparentou priorizar as questões espirituais!

Desde o início do seu “Papado” certas declarações chamaram a atenção, também, dos evangélicos. Por exemplo, ele disse que a missão da Igreja é difundir a mensagem de Jesus Cristo pelo mundo. Na realidade, ele foi mais enfático ainda e afirmou que se esse não for o foco principal, a Instituição da Igreja Católica Romana tende a se transformar em uma “ONG beneficente”, mas sem relevância maior à saúde espiritual das pessoas! Depois, o viés mudou um pouco, especialmente nesta visita ao Brasil. A ênfase passou para uma postura de vida ascética e humilde, demonstrando uma frugalidade que, em uma era de opulência, corrupção, apropriação de valores alheios e desprezo pelos valores reais da vida, também soa saudável e pertinente!

Ei! Disseram alguns evangélicos – essa é a nossa mensagem!!

Bom, não seria a primeira vez na história que um prelado católico reconhece que a Igreja tem estado equivocada em seus caminhos e mensagem. Já houve um monge agostiniano que, estudando a Bíblia, verificou que tinha que retornar às bases das Escrituras e reavivar a missão da igreja na proclamação do evangelho, libertando-a de penduricalhos humanos absorvidos através de séculos de tradição. Estes possuíam apenas características místicas, mas nenhuma contribuição espiritual e de vida que fosse real às pessoas. Assim foi disparado o movimento que ficou conhecido na história como a Reforma do Século 16, com as mensagens, escritos e ações de Martinho Lutero, em 1517. Lutero foi seguido por muitos outros reformadores, que se apegaram à Bíblia como regra de fé e prática.

Será que estamos testemunhando uma “segunda reforma” dentro da Igreja Católica? Se algumas dessas declarações do Papa Francisco forem levadas a sério, por ele próprio e por seus seguidores, vai ser uma revolução. Mas é importante lembrar, entretanto, que proclamar a mensagem de Jesus Cristo é algo bem abrangente e sério. Existem implicações definidas e explícitas nessa frase. E a questão que não quer calar é: será que a Igreja Católica está disposta a se definir com coragem em pelo menos nessas cinco áreas cruciais? Examinemos uma a uma.


 1°. AS ESCRITURAS: Rejeitar apêndices aos livros inspirados das Escrituras. Ou seja, assumir lealdade apenas às Escrituras Sagradas, rejeitando os chamados livros apócrifos. Proclamar as palavras de Jesus, nesta área, é aceitar tão somente o que ele aceitou. Em Lucas 24:44, Jesus referiu-se às Escrituras disponíveis antes dos livros do Novo Testamento, como “A Lei de Moisés, Os Profetas e Os Salmos” – essa era exatamente a forma da época de se referir às Escrituras que formam o Antigo Testamento, em três divisões específicas (Pentateuco, livros históricos e proféticos e livros poéticos) compreendendo, no total, 39 livros. Representam os livros inspirados aceitos até hoje pelo cristianismo histórico, abraçado pelos evangélicos, bem como pelos Judeus de então e da atualidade. Ou seja, nenhuma menção ou aceitação dos livros apócrifos, não inspirados, que foram inseridos 400 anos depois de Cristo, quando Jerônimo editou a tradução em Latim da Bíblia – a Vulgata Latina. Evangélicos e católicos concordam quanto aos 27 livros do Novo Testamento, mas essas adições à Palavra são responsáveis pela introdução de diversas doutrinas estranhas, que nunca foram ensinadas ou abraçadas por Jesus e pelos apóstolos. Além disso, na Igreja Católica, a própria TRADIÇÃO tem força normativa igual à Bíblia. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo começa com a aceitação das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e elas somente, como fonte de conhecimento religioso e regra de fé e prática. Se não nos atemos a conhecer as Escrituras verdadeiras, caímos em erro, como alerta Jesus a alguns religiosos do seu tempo, que apesar de citarem as Escrituras, se apegavam mais às tradições do que à Palavra de Deus: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (Marcos 12:24). O livro do Apocalipse, no final da Bíblia, traz palavras duras tanto para subtrações como para ADIÇÕES às Escrituras: (22:18) “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; (22:19) e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”.


2°. A MEDIAÇÃO COM DEUS: Rejeitar a mediação de qualquer outro (ou outra) entre Deus e as Pessoas, que não seja o próprio Cristo. Não acatar a mediação de Maria, e muito menos a designação dela como co-redentora, lembrando que o ensino da palavra é o de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).
Na realidade, a Igreja precisa obedecer até à própria Maria, que ensinou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2:5); e Ele nos diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim” (João 14:6). Foi um momento revelador da dificuldade que o Papa tem na aderência a essa mensagem da Bíblia, observar sua homilia pública (angelus) de 17.03.2013. Após falar várias coisas importantes e bíblicas sobre perdão e misericórdia divina, finalizou dizendo: “procuremos a intercessão de Maria”... Ouvimos as próprias palavras do Papa: “No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro”. Em Aparecida, nesta visita ao Brasil, ele também disse: “Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano”. “Que Deus os abençoe e Nossa Senhora Aparecida cuide de você”. Não é assim que irá proclamar a palavra de Jesus ao mundo, pois precisa apresentá-lo como único e exclusivo mediador; nosso advogado; aquele que pleiteia e defende a nossa causa perante o tribunal divino. Para o Papa, “a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria”, mas o Povo de Deus sabe, que a igreja verdadeira segue a vontade de Deus, expressa em Sua Palavra.

Resultado de imagem para culto a imagens
3°. O CULTO ÀS IMAGENS: Rejeitar as imagens e o panteão de santos composto por vários personagens que também são alvo de adoração e devoção devidas somente a Cristo. Essa característica da Igreja Católica está relacionada com a utilização de imagens de escultura, como objeto de adoração e veneração; e também precisaria ser rejeitada. Ela contraria o segundo mandamento e desvia os olhos dos fiéis daquele que é o “autor e consumador da fé — Jesus” (Hebreus 12:2). Proclamar a palavra de Jesus ao mundo significa abandonar a prática espúria e humana da canonização de mortais comuns, pecadores como eu e você, em complexos, mas inúteis processos eclesiásticos, que não têm o poder de aferir ou atribuir poderes especiais a esses santos. Proclamar a mensagem de Jesus, seria abandonar a adoração e devoção à “Nossa Senhora Aparecida” e a tantas outras “Nossas Senhoras” e ídolos que integram a religião Católico-Romana. Vejam o que nos diz a Bíblia:

Salmo 115:

115:3 No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.

115:4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.

115:5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;

115:6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.

115:7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.

115:8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.

115:9 Israel confia no SENHOR; ele é o seu amparo e o seu escudo.

Habacuque:

2:18 Que aproveita o ídolo, visto que o seu artífice o esculpiu? E a imagem de fundição, mestra de mentiras, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos?

Jeremias:

10:3 Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado;

10:4 com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile.

10:5 Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.

Concepção Artística do Purgatório

4°. O DESTINO DAS PESSOAS: Rejeitar o ensino de que existe um estado pós-morte que proporciona uma “segunda chance” às pessoas. A doutrina do purgatório não tem base bíblica e surgiu exatamente dos livros conhecidos como apócrifos (em 2 Macabeus 12:45), sendo formalizada apenas nos Concílios de Lyon e Florença, em 1439. Mas Jesus e a Bíblia ensinam que existem apenas dois destinos que esperam as pessoas, após a morte: Estar na glória com o Criador — salvos pela graça infinita de Deus (Lucas 23:43 — “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” — e Atos 15:11 -  “fomos salvos pela graça do Senhor Jesus”), ou na morte eterna (Mateus 23:33 – “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”), como consequência dos nossos próprios pecados. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é alertar as pessoas sobre a inevitabilidade da morte eterna, pregando o evangelho do arrependimento e a boa nova da salvação através de Cristo, sem iludir os fiéis com falsos destinos.


5°. AS REZAS: Rejeitar os “mantras” religiosos, que são proferidos como se tivessem validade intrínseca, como fortalecimento progressivo pela respeitabilidade. É o próprio Jesus que nos ensinou, em Mateus 6:7: “... orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. É simplesmente incrível como a ficha não tem caído na Igreja Católica, ao longo dos séculos e, mesmo com uma declaração tão clara contra as repetições, da parte de Cristo, as rezas, rosários, novenas, sinais da cruz etc. são promovidos e apresentados como sinais de espiritualidade ou motivadores de ação divina àqueles que os repetem. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é dirigir-se ao Pai como ele ensina, em nome do próprio Jesus, no poder do Espírito Santo, abrindo o nosso coração perante o trono de graça (Filipenses 4:6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”).

Conclusão:

Assim, enquanto acompanhamos a visita, é verdade que podemos admirar a coragem deste homem, Jorge Bergoglio, que tem se pronunciado claramente contra alguns pecados aberrantes que estão destruindo a família e a sociedade. No entanto, muito falta para que a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus façam parte real de sua mensagem e de uma igreja transformada pelo poder do Espírito Santo — como vimos em cada uma dessas áreas mencionadas (e em outras, também).

Em toda essa situação, podemos aprender algumas coisas: (1) Pedir a Deus que dê forças às nossas lideranças evangélicas, e a nós mesmos, para termos intrepidez no interpelar de governantes e da mídia, quando promovem leis e comportamentos que contradizem totalmente os princípios que Deus delineia em Sua Palavra. Estes princípios sempre são os melhores para o bem da humanidade, na qual o povo de Deus (incluindo nossos filhos e netos) está inserido. (2) Exercitar cautela em nossa apreciação e entusiasmo das ações e palavras do Papa – a idolatria e diminuição da intermediação de Cristo continuam bem presentes em sua visão religiosa e na Igreja que o tem como líder. Envolvimentos de evangélicos nessas celebrações são totalmente desprovidas de base bíblica — representam um descaso por essas profundas diferenças doutrinárias que representam a diferença entre a vida e a morte espiritual das pessoas. (3) Clamar a Deus por misericórdia e salvação real para o nosso povo e para a nossa terra. Como é triste ver tantos olhos e esperanças fixados em santos, mitos, misticismo e na pessoa humana, em vez de no Deus único soberano. O Deus da Bíblia é a esperança de nossas vidas. É ele que nos alcança e nos fala em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Esse nosso Deus é real e eterno e não temporal como o Papa.

Outra questão que não podemos deixar de mencionar é o fato de que quando o Papa foi até Aparecida do Norte ele solicitou aos padres redentoristas a possibilidade de manter um encontro particular de 30 minutos com a imagem da Senhora de Aparecida, uma imagem que como já foi dito não enxerga, não ouve, não fala, não respira, não mexe os braços e para chegar até ao encontro com o Papa, precisou ser carregada, já que também não consegue andar.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA


























Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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"Com exceção da primeira foto, todas as demais foram acrescentadas pelo editor do blog".

Notas:
[1] A Vulgata Latina (382—402 d.C.), tradução para o latim, da Bíblia, contém 73 livros (e não 66) além de adições de capítulos em alguns livros do Antigo Testamento, que não constam dos textos hebraicos, nem da Septuaginta (tradução para o Grego, do Antigo Testamento, realizada em torno de 280 a.C.). Estes livros adicionais são chamados de livros apócrifos (duvidosos, fabulosos, falsos). O próprio Jerônimo colocou notas de advertências, quanto à canonicidade e validade dessas adições, mas essa cautela foi suprimida nos séculos à frente. Sua aceitação como escritura canônica, no seio da Igreja Católica, foi formalizada pelo Concílio de Trento, em 1546 d.C. Desapareceu, assim, a compreensão de que aqueles livros estavam ali colocados por “seu valor histórico” ou devocional. É possível que se Jerônimo soubesse, que na posteridade seriam considerados parte integral da Bíblia, provavelmente não os teria incluído em seu trabalho.

[2] Todas essas citações foram extraídas da Homilia no Santuário da Aparecida, proferida em 24.07.2013. http://www.news.va/pt/news/santuario-da-aparecida-homilia-do-Papa-24-julho-20, acessado em 26.07.2013.


[3] Na mesma homilia já referida, o Papa disse: “A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe”?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

APOCALIPSE 12:1A — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU —UMA MULHER - ESTUDO 003



ESTE ESTUDO É PARTE DE UMA SÉRIE DE ESTUDOS APRESENTADOS EM NOSSA IGREJA ATENDENDO À SOLICITAÇÃO DE UM DOS NOSSOS MEMBROS ACERCA DE “QUEM” PODERIA SER A MULHER MENCIONADA EM APOCALIPSE 12:1? NO FINAL DESSE ESTUDO VOCÊ ENCONTRARÁ OS LINKS PARA OS OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE.

VI. Uma Interpretação Histórica, Filológica e Teológica de Apocalipse 12.

1. Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça — Apocalipse 12:1.

A narrativa contida em Apocalipse é um quiasma que faz parte do soar das sete trombetas de Deus. De modo mais específico ela é um parêntese da sétima e última trombeta. A quinta trombeta que produz o primeiro “ai” — ver Apocalipse 8:13 — foi introduzida em Apocalipse 9:1 onde lemos: O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. A sexta trombeta, com o consequente segundo “ai” é mencionada em Apocalipse 9:13, que diz: O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus. Por fim soa a sétima trombeta trazendo o terceiro “ai” em Apocalipse 11:15—19, e que nos conduz até o início do capítulo 12 onde João nos diz: Viu-se grande sinal no céu. Pronto, aqui nos encontramos no clímax da visão apocalíptica de João. Vamos analisar mais de perto essa afirmação:

Viu-se grande sinal no céu — Na Antiguidade as pessoas acreditavam que sinais no céu representavam mudanças na Terra. Assim temos a curiosa história dos Magos que vieram do Oriente, porque viram brilhar no céu uma estrela que os guiou até onde estava o menino Jesus. Note que os Magos foram tomados de grande alegria por ver a estrela. Depois entraram na casa onde Maria e Jesus estavam e adoraram a Jesus — não a Maria — oferecendo-lhe presentes dignos de um

1.    Rei — ouro.

2.    Sacerdote — incenso.

3.    Profeta — mirra. Ver Mateus 2:9—11.

De passagem devemos notar que os magos encontraram Maria e o menino Jesus em uma casa em Belém e não mais na estrebaria. Portanto, existe um erro histórico na tradição dos presépios os quais colocam os magos presentes na estrebaria. Os magos nunca estiveram na estrebaria!

Herodes, sendo um homem típico do seu tempo, sabia bem o significado daquele presságio anunciado pelos magos. Diante disso, ele procurou juntar informações que pudessem levá-lo a eliminar aquele que considerava como um rival potencial — ver Mateus 2:1—8.

Nos dias de Nero um cometa foi visto no céu — no ano 60 d. C. O surgimento de tal portento celestial, segundo as pessoas daqueles dias, só poderia significar uma coisa: a morte do atual imperador e a ascensão de outro em seu lugar. A morte da mãe do imperador acontecida pouco tempo antes — Agripina — apenas agravou ainda mais a situação. Mas Nero só veio a falecer em 9 de Junho o ano 68 d. C.

Os leitores de João esperam ansiosos por sua explicação do que significa esse grande sinal.

A expressão grega σημεῖον semeîon — sinal, prodígio, portento, i.e., uma ocorrência incomum, que transcende o curso normal da natureza é usada de duas formas distintas no livro do Apocalipse:

·     No singular σημεῖον semeîon — sinal, é usado para descrever algo extraordinário no céu como temos em Apocalipses 12:1, 3; 15:1. Esses sinais — com a palavra grega no singular no Apocalipse são atos de Deus e, geralmente apontam para o fim dos tempos, para a consumação de todas as coisas – ver Lucas 21:11, 25; Atos 2:19.

·      No plural σημεῖα semeîa — sinais é usada no livro do Apocalipse, exclusivamente para se referir a sinais praticados pelo Diabo e seus representantes — a besta e o falso profeta — cujo objetivo é enganar as pessoas — ver Apocalipse 13:13—14; 16:14 e 19:20.

·       Esses sinais praticados pelo Diabo e seus representantes não passam de uma zombaria feita em cima dos verdadeiros sinais realizados por Jesus Cristo — ver João 2: 11, 23.

A saber, uma mulher — Apocalipse 12:a – Existe muita especulação acerca de quem poderia ser essa mulher. Como já temos visto, a Igreja Católica Romana alega que a mesma é Maria. Essa afirmação e posição adotada por Roma está baseada nas inúmeras lendas de “deusas” que deram luz a filhos que algum inimigo tentava destruir. O problema com essa posição da Igreja Romana é que Maria nunca, nenhuma vez, nos é apresentada nos Evangelhos, nem no restante do Novo Testamento como sendo uma deusa. Portanto, não teria nenhuma lógica João apresentá-la e, de fato, transformá-la em uma deusa de alguma espécie. Maria é apenas um ser humano como qualquer um de nós.

A Visão Católica Romana de Maria como a Mulher do Apocalipse 12

Quando estudamos a o desenvolvimento histórico daquilo que a ICAR chama de “dogmas marianos” nós podemos perceber um processo bastante evidente que visa tornar Maria igual ao seu filho Jesus. A tabela abaixo não deixa nenhuma dúvida:

                              Ensinamentos
Relativos a Jesus
Relativos a Maria
Concepção sem mácula pelo pecado original
       Sim
        Sim
Vida sem pecado
       Sim
        Sim
Trabalho terminado como Redentor e Mediador
       Sim
        Sim
Subiu ao Céu com corpo glorificado
       Sim
        Sim
Fonte de vida
       Sim
        Sim
Senhor e Rei — Rainha do Céu
       Sim
        Sim
Dispensador da graça de Deus
       Sim
        Sim
Alvo de orações, confiança e devoção
       Sim
        Sim

A lista acima não deixa nenhuma dúvida de que Maria é feita igual ao Filho de Deus pela Igreja Católica Apostólica Romana. A situação se agrava quando percebemos, de forma bastante clara, que Maria ocupa um lugar, na prática do dia a dia, muito mais central na devoção dos membros da Igreja Romana do que aquele ocupado por Jesus, o próprio Filho de Deus e Deus mesmo. A ICAR, começando pelos exemplos estabelecidos pelos seus sumos pontífices — os papas — tem permitido que o culto a Maria, independente do nome atribuído a tal culto – Hiperdulia – se transforme em uma verdadeira e inconveniente “Mariolatria”, que é promovida em todos os níveis da sua instituição através das artes, das festas, das formas litúrgicas e da adoração. O próprio papa João Paulo II era um mariólatra dedicado, especialmente à senhora de Fátima, a quem ele atribuía a salvação de sua vida quando foi ferido na praça de São Pedro pelo turco Mehmet Ali Agca, no dia 13 de Maio de 1981.

Mas, felizmente, João não deixou essa porta aberta para a Igreja Romana transformar Maria em uma deusa segundo os modelos mitológicos da Antiguidade. A Igreja de Roma age assim apenas porque isso lhe é conveniente, já que ela mesma é grande patrocinadora da mariolatria reinante, a ICAR se declara como igreja que pertence a Maria e Maria ocupa uma evidência bem maior que Jesus. Ninguém em sã consciência se atreveria a negar esses fatos.

Então, se essa mulher não é Maria, quem é ela? A posição não católica romana apresenta dois aspectos. Um deles é defendida pelo grupo que podemos chamar de pré-milenistas — que acreditam num milênio literal sobre a Terra — e que ainda esperam que as promessas do Antigo Testamento vão se cumprir no meio do povo de Israel, apesar do Novo Testamento ter fortes palavras contra tal posição. A posição alternativa é defendida pela maioria dos amilenistas — aqueles que não acham que a Bíblia ensina um milênio literal na terra — os quais também não aceitam nenhum tipo de tratamento especial futuro para o povo de Israel.

Primeiro vamos apresentar o resumo do grupo de pré-milenistas de acordo com o pastor Warren Wiersbe. Ele diz: “A visão de João em Apocalipse 12 começa com dois sinais no céu – ver Apocalipse 12:1—6. O primeiro desses sinais é uma mulher dando a luz a um filho. Uma vez que essa criança é identificada com Jesus — compare Apocalipse 12:5; 19:15 e Salmos 2:9 — essa mulher não pode simbolizar a ninguém mais, senão a nação de Israel. Foi através da nação de Israel que Jesus Cristo veio a esse mundo — ver Romanos 1:3; 9:4—5. Quando comparamos Apocalipse 12:1 com o material de Gênesis 37:9—10 tal identidade parece mesmo ser a correta.

No Antigo Testamento, a nação de Israel é geralmente comparada com uma mulher e até mesmo com uma mulher em dores de parto: ver Isaías 54:5; 66:7; Jeremias 3:6—10; Miqueias 4:10; 5:2—3. O mundo apóstata é comparado com uma meretriz — ver Apocalipse 17:1—2 — e a Igreja é comparada com a pura noiva de Cristo — Apocalipse 19:7—9”.[1]

Outro grupo de intérpretes, a maioria deles amilenistas e de convicções reformadas assumem a seguinte posição, representada aqui pelo teólogo Robert Mounce: “A mulher descrita nesse capítulo do Apocalipse não é Maria, a mãe de Jesus e sim, a comunidade messiânica ou o que podemos chamar de Israel ideal”.[2] Ainda de acordo com esse grupo de autores “a narrativa do apóstolo João não é uma descrição alegórica do nascimento de Jesus como ser humano. Para eles a narrativa tem a ver com o nascimento do Messias celestial para uma “mãe” também celestial antes da criação”.

Sião como a mãe do povo de Deus é um tema recorrente nas Escrituras Sagradas — ver Isaías 54:1, 5; Ezequiel 16:8; Oséias 2:19—20; Gálatas 4:26. É da parte do Israel fiel a Deus que o Messias irá proceder. Não deve causar nenhum tipo de choque que nesse mesmo capítulo, essa mesma mulher assuma o papel da Igreja de Jesus Cristo conforme lemos no verso 17. Temos que sempre nos lembrar que o povo de Deus é apenas um, através de toda a história da redenção. A igreja primitiva em nenhum momento se viu dissociada ou em descontinuidade com o Israel fiel a Deus do Antigo Testamento.

Fiquem os leitores à vontade para decidir qual das duas interpretações possui mais méritos para ser crida. Só não deixem que a Igreja Romana imponha sua interpretação herética sobre o texto sagrado, de que se trata de Maria.

OUTROS ESTUDOS EM APOCALIPSE 12

001 — INTRODUÇÃO – Literatura Apocalíptica e o Conceito de Quiasmo

002 — INTRODUÇÃO – Tema Central e Significado Perene

003 — APOCALIPSE 12:1A — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU — UMA MULHER — PARTE 1 

004 — APOCALIPSE 12:1B — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU  — UMA MULHER  — PARTE 2

005 — APOCALIPSE 12:2—3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 1

006 — APOCALIPSE 12:3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 2

007 — APOCALIPSE 12:4 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 3

008 — APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU À LUZ

009 — APOCALIPSE 12:6 — A FUGA DA MULHER E A PROVISÃO DIVINA

010 — APOCALIPSE 12:7 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 1

011 — APOCALIPSE 12:8 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 2

012 — APOCALIPSE 12:9 — O DRAGÃO, A ANTIGA SERPENTE, SATANÁS E O DIABO

013 — APOCALIPSE 12:10 — O DRAGÃO FOI EXPULSO DO CÉU

014 — APOCALIPSE 12:11 — VENCEDORES POR CAUSA DO SANGUE DO CORDEIRO E PORQUE NÃO AMARAM MAIS APRÓPRIA VIDA

015 — APOCALIPSE 12:12 — FESTA NOS CÉUS E DORES NA TERRA

016 — APOCALIPSE 12:13 — O DRAÇÃO FOI ATIRADO PARA A TERRA

017 — APOCALIPSES 12:14 — A MULHER FOGE PARA O DESERTO

018 — APOCALIPSES 12:15—18 — O DRAGÃO DESISTE DA MULHER E VAI PERSEGUIR O RESTANTE DO POVO DE DEUS — FINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/apocalipse-121517-o-dragao-persegue-o.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Wiersbe, Warren. The Bible Expository Commentary – New Testament – Volume II – Efesians — Revelation. David C. Cook, Colorado Springs, Second Edition, 2008.
[2] Mounce, Robert. The Book of Revelation em The New International Commentary on The New Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1977.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Discurso de Padre Católico Expõe a Hipocrisia da Igreja Católica Apostólica Romana



Já tivemos a oportunidade de denunciar nesse blog a perigosa e imoral união entre católicos e evangélicos, ao redor de temas de interesse comum como o aborto, a Lei da Homofobia – antiga PLC 122 – e outros temas diversos. Quem quiser saber o que já escrevemos, basta ver os links abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/03/cuidados-que-devemos-tomar-com-todos-os.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/11/o-perigo-da-associacao-entre-catolicos.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/11/questao-do-aborto-e-alianca-entre.html

O perigo maior está no fato que qualquer associação com os idólatras e, como veremos hoje, especialmente mariólatras, nos torna culpados das mesmas abominações praticadas por esses indivíduos. Preste bem atenção nas palavras do apóstolo Paulo a seguir:

2 Coríntios 6:14—7:1.

14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?

16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,

18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

Creio que esse texto é claro o suficiente para ilustrar muito bem o perigo e as graves consequências que sobrevirão sobre todos os que se associam com a turba adoradora de ídolos.

Eu tinha a impressão que o besteirol que não tem fim fosse algo restrito aos chamados evangélicos, mas depois de ouvir o Padre – como ele faz questão de ser chamado – Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, pude constatar que esse mal não ataca apenas evangélicos, mas também se manifesta, de forma poderosa, entre os padres católicos.

Mas antes de prosseguir alguns esclarecimentos são necessários:

1. Como meu e-mail é de domínio público eu recebo inúmeros e-mails não solicitados por mim, enviados por todo tipo de pessoas.

2. Como esses e-mails me chegam sem que eu tenha solicitado ou me inscrito em alguma lista qualquer eu me dou o direito de tratá-los do modo como acho mais conveniente.

3. Dentre essas pessoas estão muitos dos chamados evangélicos, que morrem de amores por padres católicos romanos e enxergam nos mesmos uma liderança com a qual gostariam de se unir no combate aos temas comuns que mencionamos acima. Esses indivíduos, que se dizem evangélicos, não entendem que padre católico e idolatria andam de mãos dadas, mesmo quando o tema é aborto ou outro qualquer. Portanto, recomendar algo produzido por um padre romano é o mesmo que aprovar a pratica da idolatria além das inúmeras outras invencionices que essa igreja produziu desde que se estabeleceu por volta do quarto século d.C.

4. Um desses indivíduos me enviou um e-mail contendo uma palavra “importante” produzida por um sacerdote romano. Quem tiver interesse em ver a palavra do Padre Paulo pode seguir esse link:

http://youtu.be/kQTVPFyuzPM

Depois de assistir a tal palavra “importante” eu fiquei me perguntando, até que ponto aquele padre estaria metido na grossa idolatria promovida pela sua Igreja Católica Apostólica Romana.

Não demorou muito para descobrir uma série de palestras proferidas pelo mesmo, cujo tema é: Consagra-te à Virgem Maria. A série tem três partes, mas confesso que já me foi penoso demais assistir, por completo, a parte 1/3. É acerca dos ensinamentos desse padre mariólatra que gostaria de tecer alguns comentários, especialmente, porque ele toma certas liberdades em seu discurso, que considerei bastante impróprias e penso que precisam ser respondidas. Bem, vamos ao que o padre disse:

1. Ele inicia sua palestra falando de um livro escrito por um santo católico chamado Luis María Grignion de Montfort. O título do livro é “"Verdadeira Devoção a Maria".

2. De acordo com o Padre Paulo, o pobre coitado do Papa João Paulo II resolveu dedicar sua vida completamente a Maria depois de ler o tal livrinho. Foi daí que ele inventou a frase “Totus Tuus” – totalmente teu – dedicada a Maria. Além disso, esse mesmo papa reconheceu que a Igreja Católica Apostólica Romana deveria, acima de tudo, ser uma igreja consagrada a Maria. Para provar sua lealdade ele mandou bordar uma enorme letra M no brasão e na bandeira do Vaticano, para deixar essa identidade com Maria solidamente estabelecida. Em tempos mais recentes ficamos sabendo que “sua santidade” tinha o costume de se auto flagelar com um chicote visando: 1) provar nosso amor a Deus e contribuir para a conversão dos pecadores.

Essas informações podem ser vista aqui:

http://ponteeuropa.blogspot.com/2010/01/joao-paulo-ii-e-autoflagelacao.html

Que pena! Se alguma vez na vida tivesse entendido que Jesus veio para sofrer tudo o que merecíamos sofrer por causa dos nossos pecados, e que Ele, Jesus, agradou Deus 100% a nosso favor, além de fazer tudo o que é necessário para a salvação das almas perdidas, não precisaria se submeter a tão patético procedimento. Vejam as palavras que nos ensinam essas verdades em

Isaías 53:2—9 -

2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.

3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.

9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.

Ou nas palavras do Apóstolo Paulo em 

2 Coríntios 5:21 –

21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Ou ainda nas palavras de Pedro em

1 Pedro 2:21—25 –

21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,

22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca;

23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,

24 carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

25 Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.

Ah! Sim. Quando Pedro diz que Cristo nos deixou um exemplo de sofrimento – verso 21 acima – ele não está se referindo a sofrer para obter perdão ou qualquer benefício salvífico como era intenção do Papa João Paulo II. O Exemplo que Cristo nos deixou, foi que nós também, com o próprio Senhor estamos sujeitos a sofrer perseguições e maus tratos.

Bem creio que basta um pouco de boa vontade para entender o que Jesus fez a nosso favor e desprezar todas as bobagens que João Paulo II nos deixou como “maus” exemplos daquilo que não precisamos, nem devemos fazer. Esses ensinamentos são tão terríveis que os produtores do site citado acima se mostram completamente escandalizados com o tipo de “deus” apresentado por sua santidade.

3. Em outra passagem de sua apresentação, o Padre Ricardo chama a presidenta Dilma Rousseff de mentirosa. Ora, todos nós aprendemos cedo na vida que não faz sentido quem tem telhado de vidro atirar pedras nos telhados dos vizinhos. Eu deveria ficar surpreso com a atitude do consagrado sacerdote, mas de fato não estou. Esse pessoal é especializado na prática da hipocrisia. Não precisamos ir muito longe para justificar o que estamos dizendo. Vamos pegar apenas o caso recentemente denunciado envolvendo a prática de pedofilia entre os padres consagrados da Igreja Católica Apostólica Romana. Os casos já eram conhecidos da hierarquia romana há décadas, mas já naquela época a atual papa, Bento XVI, deu ordens expressas para que os casos fossem acobertados e que os padres que estivessem em risco de sofrerem ações judiciais, poderiam se refugiar em seus países de origem, caso fossem estrangeiros ou, em última instância, na própria cidade da Vaticano. Belo exemplo! Padre Ricardo deveria chamar de mentiroso seu próprio papa que tem se revelado um homem sem escrúpulos sob o manto de uma falsa santidade que não existe, nem em sua vida pessoal e muito menos na estrutura da igreja que representa.

Um pouco mais adiante, querendo bancar o engraçadinho, Padre Ricardo chama os protestantes, não os evangélicos, mas os protestantes, de nossos “irmãozinhos”. Para aqueles que quiserem entender a diferença histórica entre protestantes e evangélicos sugiro a leitura do nosso artigo “Uma Herança Amarga” aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/10/nossa-heranca-amarga.html

Bem, gostaria de dizer com toda a sinceridade ao senhor Padre Ricardo o seguinte:

1. Em primeiro lugar não existe nenhum propósito em tentar nos tratar como crianças, chamando-nos de “irmãozinhos”, porque estou pronto a discutir qualquer assunto teológico com o senhor no dia, hora e locar que escolher. Minha única exigência é que usemos apenas a Bíblia, a Palavra de Deus como base da nossa discussão. Sem essa de livretos de santos católicos nem de encíclicas de papa ignorantes e supersticiosos com o João Paulo II, ou mentirosos e criminosos como Bento XVI.

2. Não me sinto nem um pouco honrado em ser chamado de “irmãozinho”, nem mesmo como uma concessão, porque como o senhor sabe muito bem não somos nem “irmãozinhos”, nem “irmãozão”. Não somos sequer irmãos, já que o senhor promove a idolatria que é abominável ao Deus ETERNO e, como o líder supremo a igreja de vocês disse, a ICAR é uma igreja que pertence acima de tudo, à Virgem Maria. Por falar em João Paulo II veja essa pérola escrita por ele mesmo, na apresentação da nova edição do Código de Direito Canônico: “...sob a proteção da Beatíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, se promova mais e mais a salvação das almas”. Ora, qualquer pessoa de bom senso sabe que Maria não pode salvar a ninguém sendo ela mesma uma pecadora perdida precisando de salvação, que ela alcançou através do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Da nossa parte, como protestantes, nós preferimos continuar com nossa posição identificada com o claro ensinamento das Escrituras Sagradas, que a Salvação só é possível mediante a fé em Cristo, o único nome pelo qual importa que sejamos salvos. Essa fé salvadora é Dom de Deus, e não precisa do auxílio de nada mais, nem de ninguém. Veja o que a Bíblia diz através do apóstolo Pedro:

Atos 4:12 - E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

Ou as palavras dos apóstolos Paulo:

Efésios 2:4—9

4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,

5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,

6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;

7 para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.

8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

9 não de obras, para que ninguém se glorie.

Note senhor Paulo Ricardo que nenhuma palavra sequer é dita acerca de Maria. Apenas Deus e Jesus são mencionados. Mas nós seus livrinhos, escritos por verdadeiros homens doentes, Maria ocupa um lugar preeminente. Mas, somente nos livrinhos escritos pelos chamados “santos” católicos.

3. Além do mais, o Padre Paulo faz questão de avacalhar de vez com Maria, alegando que todos os cristãos são gerados à imagem de Cristo, no útero de Maria, inclusive os “irmãozinhos” protestantes, gostem eles ou não desse fato. A massa ignorante que participava da audiência, sem perceber o absurdo que estava sendo proferido, aplaudiu de forma entusiasmada o patético sacerdote. Na opinião do Padre, Maria deve ter um útero gigantesco para gerar tantos filhos assim. Diante dessa idiotice, como fica o falso ensinamento da virgindade perpétua de Maria? Ah! Sim, nosso padre dirá que sua referência é em termos metafóricos. Foi para isso que estudou filosofia? Para inventar uma metáfora que não faz nenhum sentido. Vejam a metáfora criada pelo apóstolo Paulo com relação aos seus filhos espirituais:

Gálatas 4:18—20 –

18 É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco,

19 meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;

20 pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito.

Note que nenhuma palavra é dita acerca dos crentes estarem sendo formados no útero de Maria e sim, que ele mesmo, Paulo, estava como que, outra vez sofrendo como uma mulher, as dores do parto “até ser Cristo formado em vós”.

4. O padre insiste que Deus mesmo escolheu Maria, o que é verdade, e que nós, os irmãozinhos protestantes podemos espernear o quanto quisermos que essa verdade não muda, porque Deus não muda. Mas nós nunca esperneamos contra o que a Bíblia ensina. Nos revoltamos, e muito, contra as mentiras apregoadas pelo Padre Paulo e seus clones. De fato, Deus escolheu Maria, e ela nos serve como um exemplo claro de submissão à vontade de Deus, submissão essa que todos devemos a Deus, mas nunca à Maria. Nesse contexto o Padre se animou e até citou alguns versículos bíblicos, tais como:

Lucas 1:28 - E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.

Lucas 1:42 - E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!

Para terminar o padre aplicou o que considerou o golpe fatal nos irmãozinhos protestantes, ao citar Lucas 1:48 que diz:

Porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem aventurada.

O padre fez questão de enfatizar a parte do verso que diz: “todas as gerações me considerarão bem-aventurada”. E isso é uma verdade bíblica, porque não foi coisa nem pequena ou corriqueira trazer o unigênito Filho de Deus ao mundo. Mas, nosso padre não foi honesto, no mínimo ou foi totalmente desonesto, no máximo, ao insistir nesse versículo. Dizemos isso porque o próprio Senhor Jesus disse o seguinte: Lucas 11:27—28 –

27 Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram!

28 Ele, porém, respondeu: Antes, bem aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!

Não é difícil perceber que a mulher citada no verso 27 seria uma excelente seguidora de Maria, mas o Senhor Jesus a corrigiu, ver verso 28, dizendo que, os verdadeiros: BEM AVENTURADOS SÃO OS QUE OUVEM A PALAVRA DE DEU E A GUARDAM. Algo que, diga-se de passagem, Maria também fez. Mas em nenhuma passagem Maria é considerada superior a qualquer outro crente em Jesus como Salvador. Ela mesma confessou a necessidade que tinha de um Salvador em

Lucas 1:46—47 quando disse:

46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,

47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador.

Não deixe passar despercebido que essas afirmações antecederam imediatamente a afirmação onde ela diz:

Lucas 1:48 –

“Desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada”. Mas Maria sabia que não era melhor do que nenhum outro crente que é obediente à revelação de Deus como encontrada na Bíblia e na Pessoa de Seu Filho Jesus Cristo.

5. Mais para o final da sua mensagem o Padre Paulo assumiu as mentiras de outro livrinho, dessa vez escrito por um “santo e doutor” da Igreja Católica Apostólica Romana, Afonso de Ligório e intitulado “As Glórias de Maria”. O livro não é diretamente citado por padre Paulo, mas todo mundo sabe de onde aquelas mentiras descaradas que proferiu, à partir daquele momento têm sua origem. Nesse livro, o “doutor da igreja”, simplesmente pega todas as glórias que a Bíblia atribui a Cristo e, da forma mais desavergonhada possível, atribui as mesma a Maria. Ele cria a idéia de um Deus e um Jesus Cristo poderosos e truculentos e contrasta-os com uma apresentação piegas de Maria. O doutor chegar a recomendar que, ao chegar nos portais eternos, os pecadores procurem a porta onde Maria se encontra para serem recebidos, e evitarem a porta onde Jesus se encontra, já que o Filho de Deus é muito rigoroso. Quanta blasfêmia e abominações podem ser produzidas pela Igreja Romana contra o Deus de amor e Seu Filho que morreu para nos salvar é impossível dizer. Mas, de uma coisa temos absoluta certeza: os falsos ensinamentos acerca de Maria continuam a todo vapor, ainda mais agora, via internet. Por todos esses motivos, o Padre Paulo orienta seus fiéis a se entregarem completamente à Maria, pois apenas assim estarão se entregando completamente a Deus.

Por fim, ele diz: Mas nossos irmãozinhos protestantes nos perguntarão: não é mais simples se entregar diretamente a Deus? Sua resposta é realmente pouco criativa porque segue os passos do doutor Afonso de Ligório: Deus é temível ao passo que Maria é toda doçura. Como seres humanos, nós temos um medo natural de Deus, mas entendemos o amor de uma mãe. Que pena. Quanta ignorância, e superstição.
Como posso temer aquele de quem a Bíblia diz o seguinte:

João 3:16 

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Romanos 5:8 

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Romanos 8:28—39

28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.

34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,

39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Efésios 2:4
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou.

Efésios 5:2

E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

2 Tessalonicenses 2:16

Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça,

1 João 3:1

Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.

1 João 4:10

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

1 João 4:11

Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.

1 João 4:19

Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

Apocalipse 1:5b

E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados

Como posso temer alguém que me ama assim – no tempo presente - dessa maneira a ponto de dar Sua própria vida por mim?

Infelizmente, para o padre, não é possível encontrar nen um verso sequer que fale do amor de Maria por mim ou por qualquer outro ser humano que seja. Porque deveria me entregar a ela? Esse é o papo mais furado que já ouvi.

Além de tudo isso, o padre insiste em tomar certas liberdade com o texto bíblico que são completamente imprópria e até mesmo imorais. Ele afirma que o corpo de Jesus, quando foi retirado da Cruz, foi colocado no colo de Maria. Ele imagina que as tolas pinturas e esculturas que mostram essa imagem fazem parte da Bíblia. Não fazer senhor padre. Mas o padre insiste de que não apenas isso aconteceu, mas que foi a fé de Maria que trouxe Jesus de volta à vida e que todos nós somos salvos pela fé dessa mulher. Coitada de Maria. Ainda bem que no céu, onde ela está não tem que tomar conhecimento das mentiras e aleivosias que fazem contra Jesus em seu nome. A Bíblia é bem clara. Quem ressuscitou a Jesus dentre os mortos foi o Deus Pai no poder do Espírito Santo, sem nenhuma ajudinha de Maria. Nenhuma mesmo. E mais, Jesus nunca esteve no colo de Maria depois de ter sido retirado da Cruz. O relato Bíblico é consistente: seu corpo foi retirado da cruz e entregue a José de Arimatéia. Maria não é sequer mencionada nesse contexto todo.

Romanos 1:4—6

4 E foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor,

5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios,

6 de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.

Note: “Serdes de Jesus Cristo” e, graças a Deus, nunca de Maria.

Quanto a retirada do corpo de Jesus da Cruz seguem os relatos bíblicos:

Mateus 27:57—61.

57 Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus.

58 Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue.

59 E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho

60 e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou.

Marcos 15:42—46

42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,

43 vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.

44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que morrera.

45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.

46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.

Lucas 23:50—54

50 E eis que certo homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo

51 (que não tinha concordado com o desígnio e ação dos outros), natural de Arimatéia, cidade dos judeus, e que esperava o reino de Deus,

52 tendo procurado a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus,

53 e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado.

54 Era o dia da preparação, e começava o sábado.

João 19:38—41

38 Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, ainda que ocultamente pelo receio que tinha dos judeus, rogou a Pilatos lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. Pilatos lho permitiu. Então, foi José de Arimatéia e retirou o corpo de Jesus.

39 E também Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés.

40 Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro.

41 No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim, e neste, um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto.

Portanto, meus caros irmãos e irmãs, se organizem entre vocês mesmos e lutem como pessoas que têm verdadeira sede e fome de justiça – ver Mateus 5:6 – e não vos associeis com esses incrédulos para não vos tornardes cúmplice de suas más obras.

Pelo contrário, devei sempre que a oportunidade surgir reprovar tais obras como
Paulo nos instrui:

Efésios 5:5—17.

5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

7 Portanto, não sejais participantes com eles.

8 Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz

9 (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade),

10 provando sempre o que é agradável ao Senhor.

11 E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.

12 Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.

13 Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.

14 Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.

15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios,

16 remindo o tempo, porque os dias são maus.

17 Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.

Quem quiser ouvir o padre diretamente para dirimir eventuais duvidas poderá fazê-lo seguindo esse link aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=pRdSBAWQmH0&feature=related

Que Deus possa abençoar a todos e nos fortalecer a resistir às tentações de nos unirmos com os incrédulos e idólatras, por mais justa que seja a causa.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.