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sábado, 29 de julho de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 003 — PAULO COMO PERSEGUIDOR DA IGREJA


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Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

III. Paulo como Perseguidor da Igreja.

A. As primeiras menções acerca de Saulo de Tarso no Novo Testamento nos mostram um ferrenho opositor e perseguidor da Igreja cristã:

1. Ele era a referência da autoridade de Sinédrio durante o apedrejamento de Estevão —

Atos 7:58 – 8:1a.

58 E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

1  E Saulo consentia na sua morte.

2. Saulo perseguia os cristãos para onde quer que tivessem fugido prendendo-os —

Atos 8:1b—3

1 Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.

2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.

3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.

Atos 9:1—2

1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote

2 e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.

B. Paulo sempre reconheceu que sua atitude perseguidora representava um problema que encontrava solução exclusivamente na misericórdia e na graça de Deus. Por ter perseguido a Igreja de Cristo Paulo se considerava:

1. O menor dos apóstolos e até mesmo indigno de ser considerado um apóstolo —

1 Coríntios 15:9

Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

2. O principal dos pecadores —

1 Timóteo 1:15—16

15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.

3. O menor entre todos os santos de Deus, i.e., o menor entre todo o povo de Deus —
Efésios 3:8

A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.

A pergunta que precisamos fazer aqui é a seguinte: o que teria levado um homem instruído como Paulo a se tornar um opositor tão feroz daquilo que parecia ser apenas mais uma em meio às muitas seitas existentes no judaísmo?

Naqueles dias prevalecia na terra de Israel uma noção que dizia o seguinte: apesar de não existir absolutamente nada que pudesse ser feito para apressar ou impedir a vinda do Messias e da inauguração da Era Messiânica, transgressões e apostasias no meio do povo podiam contribuir para atrasar tal manifestação. Por este motivo os fariseus entendiam como sendo parte das suas obrigações garantirem o mais estrito cumprimento da lei, especialmente durante aqueles dias em que, segundo a compreensão que eles tinham, o Messias se encontrava em “trabalho de parto” e deveria aparecer muito em breve. Além disso, era interesse dos fariseus manter o povo o mais unido possível nos dias que antecederiam a bendita manifestação do Messias.

Os motivos alistados acima são alguns dos que motivaram Saulo a se tornar tão ferrenho perseguidor dos seguidores de Jesus. Para Saulo o Senhor Jesus havia sido desacreditado como o Messias porque havia sido crucificado. Não era possível aceitar como Messias alguém que havia sido amaldiçoado por Deus de acordo com —

Deuteronômio 21:22—23

22 Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro,

23 o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.

Portanto, não fazia nenhum sentido tolerar a pregação, considerada cismática dos seguidores de Jesus. Os mesmos precisavam ser silenciados.

Existem duas passagens no Antigo Testamento que poderiam ser utilizadas para justificar os atos de Saulo. São elas:

C. Números 25:1—5 que descreve a ordem dada por Moisés para que fossem destruídos todos os que haviam se comportado de forma imoral em Baal-Peor imediatamente antes do povo de Israel entrar na terra prometida.

D. Números 25:6—15 que fala acerca de como a ira de Deus foi desviada por Finéias que agiu com firmeza visando eliminar a apostasia do meio do povo de Israel. Por seu ato Finéias foi louvado pelo próprio Deus.

Para Saulo a situação em seus próprios dias poderia se parecer muito com aquelas descritas nos primeiros 15 versículos de Números. Da mesma maneira que a apostasia nos dias de Moisés representava um retrocesso no processo de entrada do povo de Israel na terra prometida, a apostasia, como entendida por Saulo, existente em seus dias representava um retrocesso no processo de chegada da Era Messiânica. Os seguidores de Jesus eram vistos como responsáveis diretos pelo retardamento da chegada da bênção de Deus sobre Seu povo.

E. Outras duas passagens contidas nos livros apócrifos dos Macabeus também poderiam ser usadas para justificar os atos de Paulo. Elas São:

1 Macabeus 2:23—28

Mal terminou ele de proferir estas palavras, um judeu apresentou-se, para sacrificar sobre o altar de Modim, segundo o decreto do rei. Ao ver isto, Matatias inflamou-se de zelo e seus rins fremiram. Tomado de justa ira, ele arremessou-se contra o apóstata e o trucidou sobre o altar. No mesmo instante matou o emissário do rei, que forçava a sacrificar, e derribou o altar. Ele agia por zelo pela Lei, do mesmo modo como havia procedido Finéias para com Zambri, filho de Salu. A seguir clamou Matatias em alta voz através da cidade: “Todo o que tiver o zelo da Lei e quiser manter firme a Aliança, saia após mim!” Então fugiu, ele e seus filhos para as montanhas, deixando tudo o que possuíam na cidade.

1 Macabeus 2:42—48

Então uniu-se a eles o grupo dos assideus[1], homens valorosos de Israel, cada um deles apegado à Lei da mesma forma, todos os que fugiam desses males aderiam a eles e forneciam-lhes apoio. Assim organizaram um exército e bateram os ímpios em sua ira e os homens iníquos em sua cólera. Os restantes fugiram buscando a salvação entre os gentios. Matatias e seus companheiros fizeram incursões pelo país afim de destruírem os altares e circuncidarem à força todos os meninos incircuncisos que encontrassem pelo território de Israel. Deram caça aos filhos da soberba e seu empreendimento prosperou em suas mãos. Conseguiram recuperar a Lei das mãos dos gentios e dos reis, e não permitiram que o celerado triunfasse.

Além dessas duas passagens, é possível que Saulo estivesse também levando em consideração a exortação contida em —

2 Macabeus 6:12—13

Agora, aos que estiverem defrontando-se com este livro, gostaria de exortar que não desconcertem diante de tais calamidades, mas pensem antes que esses castigos não sucederam para a ruína, mas para correção da nossa gente. De fato, não deixar impunes por longo tempo os que cometem impiedade, mas imediatamente atingi-los com castigos, é sinal de grande benevolência.

Com esses exemplos tirados da história do povo de Israel e diante da grande expectativa do advento da Era Messiânica podemos entender melhor — não justificar — a motivação que existia em Saulo para arrancar o mal pela raiz daquilo que ele acreditava ser uma verdadeira e grande apostasia.

F. Outro e último aspecto que devemos notar entre as motivações de Saulo para perseguir os cristãos tem a ver com a atitude que os seguidores de Jesus tinham para com o templo em Jerusalém. O templo que existia nos dias de Jesus e de Saulo era uma luxuosa construção, ricamente adornada e que havia demorado 46 anos para ser concluída — ver João 2:20. A área do templo ocupava 1/5 da área total da cidade de Jerusalém. Naqueles dias, o templo em si havia se tornado um polo de atração e muitos judeus espalhados ao redor do mundo estavam retornando para Israel para morar ali, porque acreditavam que agora o templo estava pronto para o advento do Messias. Uma consequência direta desta expectativa é que o templo acabou se transformando em uma verdadeira “vaca sagrada”, além de ser uma extraordinária fonte de renda para aqueles que exploravam os vários negócios atrelados ao funcionamento do mesmo. Entre estes negócios podemos citar:


1. A venda de animais de todos os portes — pombos, ovelhas e bois — era um grande incômodo transportar animais em longas viagens quando o objetivo era ir adorar em Jerusalém. Por esse motivo, foi providenciado o “serviço” de se manter animais cerimonialmente limpos nas imediações do templo para atender às necessidades dos adoradores que podiam, dessa maneira, adquirir os animais que seriam oferecidos em sacrifício em Jerusalém, em vez de ter que transportá-los em longas viagens. A intenção era boa na origem, mas profundamente criminosa no final, pois a grande maioria dos animais vendidos não eram sacrificados e sim reciclados para serem vendidos novamente. Esta é uma perversão muito comum em todos os grandes santuários ao redor do mundo, em todas as épocas.

2. Outra imoralidade que existia no comércio praticado no templo em Jerusalém, tinha a ver com a questão da moeda a ser utilizada na compra dos bens e serviços que eram ofertados. De acordo com o regulamento existente era aceita somente a moeda local — o shekel hebraico. Esta situação era usada para extorquir os adoradores que sofriam grandes perdas todas as vezes que tinham que trocar suas moedas. 

G. Não é à toa que o Senhor Jesus reagiu com firmeza contra esse estado de coisas, não uma vez apenas, mas duas. Uma no início do seu ministério e outra durante a última semana antes da sua crucificação — ver João 2:13—16 e Marcos 11:15—17. Mas a atitude de Jesus ao criticar aqueles estado de coisas não deve ser percebida como se ele concordasse com a desmesurada e idolátrica posição que os judeus mantinham com relação ao seu grande e glorioso templo. A posição de Jesus com relação ao templo em Jerusalém, posição essa que foi bem compreendida pelos seus seguidores era a seguinte:

1. Jesus se considerava, como não poderia deixar de ser, maior do que o próprio templo —

Mateus 12:6

Aqui está quem é maior que o templo.

2. O templo, Jesus ensinou, cumpria um papel temporário. Acerca da disputa que existia entre judeus e samaritanos quanto ao lugar correto para se adorar — monte Sião ou monte Gerizim — Jesus foi categórico ao afirmar:

A hora vem, quando nem neste monte – Gerizim – nem em Jerusalém adorareis o Pai — ver João 4:20—21.

3. Ademais Jesus deixou bem claro o seguinte:

João 4:23—24

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Tal tipo de adoração é completamente independente do local onde acontece. Pode ser aqui, ali ou acolá. O local é irrelevante. O importante é a atitude: em espírito e em verdade.

Estes ensinamentos foram apropriados pelos cristãos e falaremos disto um pouco mais adiante. Mas incentivar as pessoas com a ideia de que o templo em Jerusalém não era central para a adoração ao Deus verdadeiro, ainda mais aquele templo suntuoso, digno do mais radiante Messias, era considerado o supra sumo da apostasia. Daí porque Saulo reage com tamanha violência.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE PAULO

Estudo 001 — As Origens de Paulo

Estudo 002 — Paulo e o Judaísmo


Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis


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[1] Assideus — forma grega do hebraico hassidim, os piedosos, comunidade de judeus apegados à Lei. Eles resistiram à influencia pagã desde antes dos Macabeus e tornaram-se a tropa de choque de Judas Macabeus — ver 2 Macabeus 14:6 —, mas sem se subordinarem à política dos Asmoneus — ver 1 Macabeus 7:13. Segundo Josefo, sob o principado de Jônatas, por volta de 150 a. C., eles se dividiram em fariseus e essênios — Nota retirada da Bíblia de Jerusalém, publicada pelas Edições Paulinas, 1ª edição em Língua Portuguesa, São Paulo, 1980.

sábado, 24 de junho de 2017

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 056 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO BATISTA VEIO TESTIFICAR ACERCA DA VERDADEIRA LUZ


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

7. João 1:7—8 — Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz — CONTINUAÇÃO.

Para que testificasse a respeito da luzContinuação.

João recebeu, mediante revelação divina, a informação acerca de quem era, exatamente, o Messias enviado por Deus — ver João 1:33. Por este motivo ele tinha firme convicção acerca dessa verdade, apesar de ter, em ocasião posterior, questionado a Jesus se Ele era, de fato, o Messias esperado —

Lucas 7:18— 23

18 Todas estas coisas foram referidas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles,

19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?

20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro?

21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.

22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho.

23 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Independente deste vacilo em sua confiança, ainda assim Jesus se refere a João Batista como o maior entre todos os homens nascidos de mulher, Jesus porém acrescenta que: até o menor no reino de Deus era maior que o próprio João —

Lucas 7:24—35

24 Tendo-se retirado os mensageiros, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

25 Que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo assistem nos palácios dos reis.

26 Sim, que saístes a ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.

27 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

28 E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele.

29 Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João.

30 mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele.

31 A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes?

32 São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes.

33 Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio!

34 Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!

35 Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

O questionamento de João pode ser explicado pelo simples fato que a revelação completa da parte de Deus, nos veio através de Jesus e, João, infelizmente, não viveu o suficiente para ver e entender tudo o que o Messias tinha vindo fazer. Mas seu testemunho cumpriu o que Deus tinha falado pelo profeta Malaquias acerca de preparar o caminho do Senhor, o que incluía também, a preparação de um povo em condições de se encontrar com seu Messias

Malaquias 3:1

Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.


Malaquias 4:5—6

5 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR;

6 ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.

A fim de todos virem a crer por intermédio dele – João é o agente mediante o qual todas as pessoas — todas as pessoas de todos os lugares, e não apenas os judeus — são chamadas a crer no Messias, o salvador prometido. O batismo para o arrependimento apregoado por João — ver Marcos 1:4 — precisava ceder lugar à fé em Jesus, como o Messias aguardado e, que havia sido enviado por Deus. E Cristo provou que era o Messias —

João 10:41

E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade.

O verbo πιστεύω pisteúo — crer — aparece quase 100 vezes no Evangelho de João e é, por esse motivo, uma das palavras mais importantes na teologia do apóstolo. Crer em Jesus é o mesmo que:

Mateus 10:32—33

Portanto, todo aquele que me ὁμολογήω omologéoconfessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Mateus 10:40
Quem vos recebe a mim me δέχομαι déchomairecebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.

Mateus 11:28

Vinde Δεῦτε deûtea mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

A falta de disposição, por parte dos seres humanos, de crer, confessar, receber ou vir até Jesus é passível de castigo eterno representado por uma absoluta separação de Deus. Já que não querem vir, serão separados de Deus por toda eternidade sem possibilidade de arrependimento ou retorno. É preciso crer, aceitar, receber e vir a Jesus, porque não existe outra forma de nos reconciliarmos com Deus e sermos salvos. As Escrituras do Novo Testamento, como podemos ver, deixam evidente que a salvação é mediante fé em Jesus. Isso nós podemos ver em passagens, tais como:

Romanos 3:21—23

21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;

22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção,

23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,


Gálatas 2:16

Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.

Gálatas 3:26

Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.

Efésios 1:5

Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.

Filipenses 3:9

E ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé.

Colossenses 1:3—5

3 Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós,

4 desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;

5 por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.

Colossenses 2:5

Pois, embora ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito, estou convosco, alegrando-me e verificando a vossa boa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

1 Timóteo 3:15

Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.

Apocalipse 14:12.

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Essa era a intenção de João Batista: que todos os que o ouvissem abraçassem, mediante uma fé viva, o Senhor Jesus. Infelizmente, a liderança — e o exemplo vem sempre de cima — que rejeitou a Jesus começou, de fato, rejeitando o testemunho de João Batista.

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
007B — A DIVINDADE DE JESUS E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003

29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004

30 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 023 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
31 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 024 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 006


32 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 025 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 007
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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