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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

PARÁBOLAS DE JESUS - SERMÃO 037G - A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 007 —


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MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA

5. O Que Essa Parábola nos Ensina?

O propósito principal porque Jesus proferiu essa parábola era defender sua escolha deliberada em se associar com pessoas que eram notoriamente caracterizadas como sendo pecadoras. Ao se unir e realizar refeições na companhia de tais pessoas, Jesus demonstrava, de modo inequívoco, a presença do reino de Deus e o consequente perdão dos pecados. Por outro lado, a parábola também pode ser considerada como sendo ainda mais uma acerca do reino de Deus, pois com ela Jesus afirma que a promessa feita por Deus no passado, de cuidar como pastor do Seu próprio povo, estava, de fato, se cumprindo. Por fim, Jesus desejava mostrar por meio dessa parábola, a todos que estavam reclamando de Suas atitudes, que tal reclamação era incompatível tanto com o caráter, como com os desejos manifestos de Deus. Jesus convida a todos para participarem da alegria produzida pelo perdão gratuito oferecido a todos por meio da manifestação do reino de Deus.

O desejo de Lucas é que seus leitores entendessem o evangelho de Jesus e adotassem a mesma atitude demonstrada pelo Senhor. Uma implicação adicional no texto de Lucas é que nele encontramos uma acusação de que os líderes religiosos de Israel não estavam cumprindo com suas verdadeiras responsabilidades. Mateus, por sua vez, deseja que seus leitores se apropriem das características de caráter do próprio Deus e de Sua vontade revelada e apliquem as mesmas a todos os seus relacionamentos na comunidade, especialmente com relação àqueles que se encontram marginalizados. O elemento que deve controlar a vida do povo de Deus é o conhecimento do caráter do próprio Deus. E aqui, não estamos falando de uma abstração qualquer, porque o caráter de Deus é manifestado e revelado nas ações e no ministério do próprio Senhor Jesus.

O que essa parábola nos revela acerca do caráter de Deus é o valor que o Senhor atribui a todas as pessoas, especialmente às menos favorecidas, e o cuidado que Ele dedica a todos, sem exceção. Deus não está distante, como que aguardando que nos aproximemos dEle. Pelo contrário, Ele é o Deus que toma a iniciativa e vai à busca do perdido com o objetivo de encontrá-los e trazê-los de volta para a plena comunhão consigo. Isso é realizado por Deus, independentemente, de quão perdido o pecador esteja. Ninguém, absolutamente, ninguém, está fora do alcance da mão misericordiosa de Deus. Esse ensinamento de Jesus — de que o próprio Deus vai à busca dos pecadores — é, de acordo com o estudioso judeu Claude Montefiore, parte do novo material que o próprio Jesus trouxe e que ainda não tinha sido revelado no Antigo Testamento e também não fazia parte dos ensinamentos rabínico daquela época.[1] Todavia, devemos contra-argumentar que tal afirmação é bastante exagerada. Dizemos isso pela longa lista de versos do Antigo Testamento que já foram apresentados e que nos falam do interesse de Deus pelas pessoas e de como o próprio Deus é quem inicia todos os processos salvíficos e de oferecimento de perdão. Assim, o Deus revelado por Jesus é um Deus interessado e cuidadoso que valoriza até mesmo os que não têm valor algum, e se empenha em procurá-los até encontrá-los. Isso está bem claro nas seguintes afirmações:

Romanos 5:6—8

6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.

8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Romanos 8:31–38

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.

34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,

39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Se o reino de Deus se manifesta com graça sem limites, mas também com exigências sem limites então, essa parábola enfatiza a graça ilimitada. Não temos dúvidas que Deus irá buscar e restaurar o perdido. A busca e a alegria resultante de encontrar o que estava sendo buscado, são os dois pilares que sustentam essa parábola. Todavia, devemos deixar claro que a busca de Deus é graciosa e não interesseira. Autores como J. Jeremias e J. Fitzmyer defendem a ideia que Lucas 15:7 introduz a ideia do juízo por meio do uso da expressão haverá.[2], [3] Mas isso está aberto a muita discussão. A alegria mencionada por Jesus reflete tanto a atitude de Deus em conseguir resgatar o perdido, quanto a celebração pelo fato de que as boas novas de salvação trazidas pelo reino de Deus já começaram a se manifestar. Tal manifestação de alegria é comunitária e todos os ouvintes de Jesus, inclusive eu e você, devem se unir nessa celebração.

CONTINUA...

Outras Parábolas de Jesus Podem ser encontradas nos Links abaixo:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

037G — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 007 — O que essa parábola nos ensina.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/parabolas-de-jesus-sermao-037g-parabola.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.



[1] Montefiore, C. G. The Synoptic Gospels — 2 Volumes. Macmillan, Londres, 1927.
[2] Jeremias, J. As Parábolas de Jesus. Paulus, São Paulo, 1976.
[3] Fitzmyer, Joseph A. The Gospel According to Luke X—XXIV. Doubleday & Company, INC, Garden City, 1983.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

RELIGIOSOS EM GERAL EXPLORAM A FÉ EM BUSCA DE CARGOS ELETIVOS


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O artigo abaixo foi publicado pelo site do G1 e é de autoria de João quero.

Alcunhas religiosas

Número de candidatos pastores cresce 25% em quatro anos

Alcunhas religiosas

O número de candidatos que usam o título de pastor no nome de urna cresceu 25% em comparação com as últimas eleições municipais, em 2012, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2016, 2.759 candidatos utilizam a palavra “pastor” no nome de campanha, 557, “pastora” e 15 usam variações como “pastorzinho” e “pastorzão”. Outros 39 candidatos utilizam nome em referência a outro pastor, como por exemplo, “Raquel do Pastor João”.

Também estão concorrendo 2.186 candidatos registrados como “irmão” e 841 como “irmã”. Existem 150 candidatos que utilizam o termo "padre" antes do nome e 44 políticos que utilizam algum padre como referência no nome da urna.

Há ainda 63 "pais", 37 "mães", seis "freis" e 62 "bispos", totalizando mais de 6.600 nomes com referências religiosas diretas.

O levantamento leva em conta apenas palavras que não fazem parte do nome ou do sobrenome de registro do candidato.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:



Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO - Atos 6:8—12


Disputa de Estéfano - Pinacoteca de Brera - Milão

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Introdução

A. Logo após o derramamento do Espírito Santo, registrado em Atos 2, em cumprimento à profecia de Joel 2, Lucas nos informa que mal a Igreja cristã começou, também começaram as perseguições externas e os problemas internos.

B. Esses fatos fazem ruir, por completo, a pretensão de muitos que dizem que precisamos retornar aos dias e às práticas da Igreja Cristã Primitiva, como se ela fosse um modelo isento de dificuldades. Não era! E, como já tivemos oportunidade de perceber, aqueles irmãos além de sofrerem ataques externos, estavam também sujeitos a problemas internos, tais como:

1. A prática de mentira e de atitudes hipócritas como no caso de Ananias e Safira — ver Atos 5:1—11.

2. A prática da murmuração como no caso das viúvas dos gregos que estavam sendo desprezadas na distribuição diária de alimentos – ver Atos 6:1.

C. Temos que entender que o fato de sermos justificados — declarados justos em Cristo — não equivale a dizer que nos tornamos moralmente perfeitos. Nós somos pecadores e, onde existem pecadores, sempre haverá pecado e suas tristes consequências.  
D. Mas a existência do pecado na vida dos indivíduos e das comunidades cristãs nunca foi empecilho para o Senhor fazer Sua obra. Nem naqueles dias. Nem nos dias de hoje.

1. Assim, a missão cristã de levar avante a mensagem do Evangelho prosseguiu, apesar dos problemas internos.

2. O evangelho chegou à Samaria — ver Atos 8:4—40 — alcançou o fariseu Saulo de Tarso — ver Atos 9:1—31 — e, por fim chegou aos gentios através da conversão de Cornélio — ver Atos 10:1—11.18.

E. E toda essa expansão teve início com... 

UM HOMEM CHAMADO Στέφανος — Stéfanos — ESTÊVÃO = COROADO

I. Estêvão – verso 8.

A. Estêvão é caracterizado nas páginas do livro de Atos como um homem: ver Atos 6:3 e 8

1. De boa reputação.

2. Cheio do Espírito Santo.

3. Cheio de Sabedoria.

4. Cheio de graça, i. e., de uma personalidade graciosa parecida com a do próprio Senhor Jesus.

5. Cheio de poder que era capaz de fazer prodígios e sinais entre o povo.

B. Lucas deixa claro que o exercício do poder para praticar sinais e prodígios era algo exclusivo dos apóstolos —

Atos 2:43

Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.

Atos 5:12

Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão.

— mas é óbvio que Estêvão e Felipe — dois dos sete escolhidos pela comunidade para conduzir a distribuição diária dos alimentos — eram exceções à essa regra —

Atos 6:8

Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

Atos 8:6

As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava.

C. A alegação de que tamanha manifestação de poder deve ser exibida nos dias de hoje por todos os pastores não se sustenta nem pelas Escrituras nem pela realidade dos fatos.

D. É óbvio que as ações de Estêvão — suas pregações e milagres — despertavam nos judeus o mesmo tipo de antipatia e inveja que o Sinédrio já tinha manifestado pelos apóstolos —

Atos 5:17—18

17 Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja,

18 prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública.

E. A pregação da verdade vai sempre incomodar as pessoas e não foi diferente no caso de Estêvão com relação aos judeus que frequentavam a Sinagoga dos Libertos, em Jerusalém. Estêvão ia lá para pregar a salvação em Cristo e estava enfrentando oposição de muitos naquele ambiente.

F. Tal oposição é ilustrativa do que aconteceu muitas outras vezes na história da igreja e do que tem acontecido, inclusive, até mesmo nos dias de hoje.  

II. Os Inimigos de Estêvão – verso 9—10.

A. Os inimigos de Estêvão estavam centrados em uma sinagoga chamada Sinagoga dos Libertos.

B. Sinagoga — As sinagogas foram idealizadas pelos judeus como uma forma de compensação pela destruição do Templo em Jerusalém pelos babilônios.

1. Nelas era possível ler as Escrituras Sagradas e ouvir uma exposição das mesmas, inclusive com tradução para outros idiomas. Era um fórum democrático e qualquer mestre, reconhecido como tal, podia fazer uso da palavra — ver Lucas 4:16—30.

2. Era também possível oferecer orações e participar de eventos comunitários. Não havia a apresentação de nenhum tipo de sacrifício como acontecia no Templo.

3. A sinagoga foi um passo importante na transformação da fé judaica, de uma fé centrada no 
sacerdócio, no Templo em Jerusalém e nas Escrituras do Antigo Testamento, para uma fé centrada nos rabinos, na sinagoga e no Talmude — essa horrorosa invenção dos rabinos judeus escrita para descaracterizar o texto do Antigo Testamento.

4. Ela também serviu de modelo para a forma adotada pela Igreja Cristã com seus “prédios”, chamados de “igreja” e seus líderes, chamados de “pastores”.  

C. Libertos. Essa é uma palavra curiosa. Ela nos é apresentada no Novo Testamento como Λιβερτίνων Libertínon — e é uma transliteração do termo latino equivalente: “libertini”. Eram chamados de “libertos” todos aqueles que, alguma vez em suas vidas, haviam sido escravos dos romanos e que haviam sido postos em liberdade.

D. Aparentemente, muitos desses escravos libertados eram judeus da diáspora e alguns se mudaram para Jerusalém vindo de regiões distantes, como o norte da África — Cirenaica e Alexandria — do norte da Palestina — Cilícia, onde estava localizada a cidade de Tarso — e da Ásia. Eles retornavam para: 1) se aposentar em Jerusalém; 2) morrer e ser sepultado próximo do templo de Deus, pois consideravam isso, de forma supersticiosa, um privilégio que os distinguia das outras pessoas.

E. Era nessa sinagoga que Estêvão costumava congregar e, como era mestre, ensinar acerca de Jesus e da ressurreição. O texto de Atos nos diz que aqueles homens não podiam resistir “à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” – ver Atos 6:10 e comparar com Lucas 12:11—12 e 21:14—15.

III. As Táticas Utilizadas Pelos Inimigos de Estêvão – versos 11—15.

A. Tudo começou com um questionamento acerca daquilo que Estêvão estava ensinando.

B. Não tendo argumentos para discutir — grego συζητέω suzetéo = procurar ou examinar algo juntos; no Novo Testamento é usado no sentido de: discutir, disputar e questionar — os inimigos de Estêvão resolveram apelar para a ignorância. 

C. Quando faltam argumentos sobram atos de violência e crueldade. Alguns desses atos são sutis, mas outras vezes, são bem acintosos. Nesse caso, para os inimigos de Estêvão, não havia nada que “um pouco de lama” não fosse suficiente para resolver o problema.

1. Eles subornaram alguns homens para inventarem mentiras contra Estêvão, alegando que ele havia proferido blasfêmias — denegrido — contra Moisés e contra Deus — verso 11.

2. Com isso eles conseguiram criar um movimento de oposição a Estêvão e seus ensinamentos, que era suficiente para sublevar o povo, os anciãos e os escribas — verso 12a.

D. Dessa forma, com toda essa mobilização, eles foram capazes de prender Estêvão e arrastá-lo para o Sinédrio — verso 12b.

E. Assim, a oposição ao nível teológico degenerou em falsas acusações e mentiras até culminar com a violência da prisão.

Conclusão

A. A Comunidade Boas Novas é uma comunidade de pessoas justificadas — declaradas justas por Deus — mas não pretende que seus membros sejam moralmente perfeitos. Somos todos pecadores e se alguém está aqui à procura da igreja perfeita, queremos deixar claro que esse não é o lugar certo para você.

B. Nós somos como a Igreja Cristã Primitiva, somos uma comunidade de pessoas imperfeitas que luta contra o pecado no indivíduo, na comunidade cristã e na sociedade. Não temos, em nenhum momento que seja, a pretensão de sermos moralmente perfeitos. Nós somos todos pecadores.

C. Infelizmente, temos que compreender que:

1. Sempre existirão aqueles que usam as dificuldades causadas pelo pecado, como uma desculpa que acham aceitável, para se afastarem da comunhão cristã. No fundo essas pessoas se acham “boas demais” para se misturar com reles pecadores. É fácil identificar essas pessoas:

a. Elas não aceitam que cometem erros também e nunca pedem perdão por seus pecados.

b. Sendo assim “perfeitos”, essas pessoas além de não reconhecerem seus erros e pedir perdão pelos mesmos, não admitem o pecado na vida dos outros e não estão dispostos a perdoar quando alguém lhes é ofensivo. Tudo isso não passa de grossa hipocrisia.

c. Sempre existirão aqueles que não irão aceitar os ensinamentos das Escrituras e irão preferir se apegar às suas tradições e aos ensinamentos a que estão acostumados. Para esses também é mais fácil largar mão de tudo e se afastar da comunhão ou, quando possuem o poder em suas mãos, agir de forma truculenta.

D. Temos que entender, de uma vez por todas que:

1. A expressão “igreja” em grego se refere sempre ao um grupo de pessoas e nunca é usada no Novo Testamento para se referir a nenhum tipo de construção.

2. As palavras gregas “pastor”, “bispo” e “presbítero” são meros descritores de função e nunca foram usadas no Novo Testamento com títulos para indicar a importância de uma pessoa ou destacar e diferenciar um irmão dentre os outros.

E. Nossa força deve centrada em Deus e na Sua Palavra — a Bíblia. É dela que devemos derivar todos os nossos argumentos e depender de Deus para vê-los triunfar.

F. Não podemos em nenhuma hipótese ou circunstância e, sob nenhum tipo de alegação, lançar mão de meios escusos ou violentos para fazer prevalecer nosso ponto de vista ou forma como entendemos algo.

G. Que outros façam uso desses recursos contra nós. E que nós possamos sempre confiar em Deus para que Ele nos livre de fazer uso de tais coisas perversas.

Que Deus ilumine e abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/05/atos-dos-apostolos-sermao-025-um-homem.html


SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8



SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

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