Mostrando postagens com marcador Reavivamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reavivamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de agosto de 2016

JONATHAN EDWARDS: UMA BREVE BIOGRAFIA


Resultado de imagem para jonathan edward

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

Uma Biografia de Jonathan Edwards

Jonathan Edwards (5 de outubro de 1703 - 22 de março de 1758)

Jonathan Edwards nasceu em East Windsor, Connecticut, em 5 de outubro de 1703, sendo seu pai um piedoso ministro congregacional. Jonathan Edwards foi uma das personalidades religiosas mais destacadas da história da igreja nos últimos três séculos. Os estudiosos de sua vida e obra o têm considerado o maior filósofo e teólogo já produzido pelos Estados Unidos, e especialmente o mais importante e influente dos calvinistas estadunidenses1.

Benjamin B. Warfield cita o testemunho do filósofo francês Georges Lyon, segundo o qual, tivesse Edwards permanecido apenas no campo da filosofia e da metafísica, sem enveredar pela teologia, ele talvez viesse a ocupar “um lugar ao lado de Leibnitz e Kant entre os fundadores de sistemas imortais”2.

O fato é que, tendo sido inicialmente, durante a sua juventude, atraído pela filosofia, notadamente sob a influência de grandes empiristas e cientistas ingleses como John Locke (1632-1704) e Isaac Newton (1642-1717), eventualmente as preocupações de ordem religiosa tornaram-se poderosamente dominantes em sua vida e pensamento, e tais preocupações o levaram ao ministério pastoral e à teologia.

Precoce e religioso desde a sua meninice, aos 12 anos ele escreveu a uma de suas irmãs:
“Pela maravilhosa bondade e misericórdia de Deus, houve neste lugar uma extraordinária atuação e derramamento do Espírito de Deus... tenho razões para pensar que agora diminuiu em certa medida, mas espero que não muito. Cerca de treze pessoas uniram-se à igreja num estado de plena comunhão3.”

Depois de dar os nomes dos convertidos, ele acrescentou: “Acho que muitas vezes mais de trinta pessoas se reúnem às segundas-feiras para falar com o Pai acerca da condição das suas almas”.

O lar de Edwards estimulou de maneira poderosa a sua vida espiritual e intelectual. Ele começou a estudar latim aos seis anos e aos treze também já havia adquirido um respeitável conhecimento de grego e hebraico. Após quatro anos de estudos no Colégio de Yale, em New Haven, Edwards obteve o seu grau de bacharel em 1720. Logo em seguida, encetou seus estudos teológicos na mesma instituição, obtendo o grau de mestre em 1722. Após pastorear uma igreja presbiteriana em Nova York por oito meses (1722-23) e atuar como professor assistente em Yale por dois anos, em 1726, aos 23 anos de idade, Edwards passou a trabalhar como pastor-assistente do seu avô, Solomon Stoddard (1643-1729), o famoso ministro da igreja de Northampton, Massachusetts. Essa igreja era provavelmente a maior e a mais influente da província, à exceção de Boston. Houve uma época em que chegou a ter seiscentos e vinte membros, incluindo quase toda a população adulta da cidade.

Jonathan Edwards considerava-se um jovem introvertido, tímido, quieto e de pouco falar. Iniciou seus estudos na faculdade aos treze anos e formou-se como orador oficial. Considerava que lhe faltava cordialidade.

Em 1723, aos dezenove anos, Jonathan Edwards formou-se em Yale, e foi pastor em Nova York, por um ano. Quando terminou seu período de pastorado naquela igreja, começou a trabalhar como professor em Yale e voltou para New Haven, onde morava Sarah Pierrepont, que seria sua futura esposa. Em seu retorno, em 1723, Jonathan tinha vinte anos e Sarah treze.

Enquanto Sarah crescia, Jonathan tornava-se, de certa forma mais gentil, e os dois começaram a passar mais tempo juntos. Gostavam de caminhar e conversar juntos, e ele aparentemente encontrou nela uma mente que combinava com sua beleza. De fato, ela lhe apresentou um livro de Peter van Mastricht, o qual mais tarde muito influenciaria o pensamento de Jonathan. Eles ficaram noivos na primavera de 1725.

Em 28 de julho de 1727, Edwards casou-se com Sarah Pierrepont, então com 17 anos, filha de James Pierrepont, o conhecido pastor da igreja de New Haven, e bisneta do primeiro prefeito de Nova York. Os historiadores destacam a grande harmonia, amor e companheirismo que caracterizou a vida do casal4. Eles gostavam de andar a cavalo ao cair da tarde para poderem conversar e antes de se recolherem sempre tinham juntos os seus momentos devocionais.
Temos apenas vislumbres do grande amor entre os dois. Certa vez, Jonathan usou o exemplo do amor entre um homem e uma mulher para exemplificar o amor de Deus. “Quando temos uma ideia do amor de alguém por determinada coisa, se for o amor de um homem por uma mulher [...] não conhecemos completamente o amor dele; temos apenas uma ideia de suas ações que são efeitos do amor [...] Temos uma leve e vaga noção de suas afeições.”

Relata-se sobre a amável influência de Sarah no ministério de Jonathan. Ele era comparado a uma “máquina de pensar”, um pensador que mantinha ideias firmes em sua mente, ponderando-as, separando-as, juntando-as a outras ideias, testando-as contra outras partes da verdade de Deus. Tal homem alcança o auge quando as ideias separadas juntam-se numa verdade maior. Mas, é também o tipo de homem que pode encontrar-se em covas profundas, no caminho à verdade. Não é fácil viver com um homem assim, mas Sarah encontrou meios de construir um lar feliz para ele. Ela o assegurou de seu amor constante e criou uma atmosfera e rotina, nas quais ele gozava de liberdade para pensar. Ela entendia, por exemplo, que quando ele estava absorto em um pensamento, não gostaria de ser interrompido para o jantar. Compreendia que suas sensações de alegria ou tristeza eram intensas. Edwards escreveu em seu diário: “Frequentemente tenho visões muito comoventes de minha própria pecaminosidade e perversidade, a ponto de me levar ao choro alto... que sempre me força a ficar a sós.”

Samuel Hopkins escreveu sobre Sarah: “Enquanto ela tratava seu marido com acatamento e inteiro respeito, não poupava esforços para conformar-se às inclinações dele e tornar tudo em família agradável e prazeroso, fazendo disso a sua maior glória e o modo como poderia melhor servir a Deus e à sua geração [e à nossa, podemos acrescentar]; e isso tornava-se o meio de promover o benefício e a felicidade de seu marido.”

Assim, a vida no lar dos Edwards era moldada, em sua maior parte, pelo chamado de Jonathan. Uma das notas de seu diário dizia: “Penso que ao ressuscitar de madrugada, Cristo nos recomendou levantar bem cedo pela manhã”. Levantar-se cedo era um hábito de Jonathan. Durante anos, a rotina da família era acordar cedo, junto com ele, ler um capítulo da Bíblia à luz de velas e orar, pedindo a bênção de Deus para aquele novo dia.

Com frequência, Jonathan estudava treze horas por dia. Isto incluía muita preparação para os domingos, com o ensino bíblico. Mas também incluía os momentos em que Sarah ia conversar, ou quando os membros da igreja paravam para uma oração ou aconselhamento.

Jonathan e Sarah tiveram 11 filhos, todos os quais chegaram à idade adulta, fato raro naqueles dias. Em 1900, um repórter identificou 1400 descendentes do casal Edwards. Entre eles houve 15 dirigentes de escolas superiores, 65 professores, 100 advogados, 66 médicos, 80 ocupantes de cargos públicos, inclusive 3 senadores e 3 governadores de estados, além de banqueiros, empresários e missionários. Diz-se que a afeição de Jonathan e Sarah um pelo outro e a rotina devocional regular em família foram alicerces firmes para os onze filhos; o que também teve doce e piedoso efeito em alguns dos visitantes da família Edwards, como em George Whitefield, que sobre eles comentou: “Senti grande satisfação por estar na casa dos Edwards. Ele é um filho de Abraão e tem uma filha de Abraão como esposa. Que casal agradável! Seus filhos não se vestiam de cetim e seda, mas de trajes simples, como os filhos daqueles que, em todas as coisas, devem ser exemplos da simplicidade de Cristo. Ela é uma mulher adornada de um espírito manso e tranquilo, alguém que fala de maneira firme e franca das coisas de Deus; parece ser tão auxiliadora para seu marido, que isto me fez renovar aquelas orações, as quais por muitos meses tenho feito a Deus, para que se agrade em me enviar uma filha de Abraão para ser minha esposa.” [No ano seguinte, Whitefield casou-se].

Relata-se que quando Jonathan escrevia aos filhos, sempre os alertava – não de maneira mórbida, mas como um fato – de quão próxima a morte poderia estar. Para Jonathan, a realidade da morte levava automaticamente à necessidade de vida eterna. Ele escreveu ao filho de dez anos, Jonathan Jr., a respeito da morte de um coleguinha do menino: “Este é um chamado altissonante para que você se prepare para a morte [...] Nunca dê a si mesmo até que haja uma boa evidência de que você é convertido e nascido de novo.”

Em 1729, com a morte do seu avô, Jonathan tornou-se o pastor titular da igreja de Northampton, na qual, através de sua poderosa pregação, ocorreu um grande avivamento cinco anos mais tarde (1734-35)5. O Grande Despertamento, que tivera os seus primórdios alguns anos antes entre os presbiterianos e reformados holandeses na Pensilvânia e Nova Jersey, cresceu com as pregações de Edwards e atingiu o seu apogeu no ano de 1740, com o trabalho itinerante do grande avivalista inglês George Whitefield (1714-1770)6.

Em 1750, após 23 anos de pastorado, Jonathan Edwards foi despedido pela sua igreja, a razão principal sendo a sua insistência de que somente pessoas convertidas participassem da Ceia do Senhor, em contraste com a prática anterior do seu avô. No seu sermão de despedida, depois de advertir a igreja sobre as contendas que nela havia e os perigos que isso representava, ele concluiu:

“Portanto, quero exortá-los sinceramente, para o seu próprio bem futuro, que tomem cuidado daqui em diante com o espírito contencioso. Se querem ver dias felizes, busquem a paz e empenhem-se por alcançá-la (1 Pedro 3:10—11). Que a recente contenda sobre os termos da comunhão cristã, tendo sido a maior, seja também a última. Agora que lhes prego meu sermão de despedida, eu gostaria de dizer-lhes como o apóstolo Paulo disse aos coríntios em 2 Coríntios 13:11: “Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco”7.

No ano seguinte, Edwards foi para Stockbridge, uma região remota da colônia de Massachusetts, onde trabalhou como pastor dos colonos e missionário entre os índios. Em 1757, a sua excelência como educador e sua fama como teólogo e filósofo fizeram com que ele fosse convidado para ser o presidente do Colégio de Nova Jersey, a futura Universidade de Princeton.

Logo que Jonathan chegou a Princeton, foi vacinado contra rubéola. Este ainda era um procedimento experimental. Ele contraiu a doença e morreu, em 22 de março de 1758, enquanto Sarah ainda estava em Stockbridge, na atividade de fazer as malas da família para a mudança para Princeton. Menos de três meses se passaram, desde que Jonathan se despedira dela. Durante os seus últimos minutos de vida, seus pensamentos e palavras foram para sua amada esposa. Ele sussurrou a uma de suas filhas:
“Parece-me ser a vontade do Senhor que eu vos deixe em breve, por isso, transmita o meu amor mais sincero à minha querida esposa e diga-lhe que a união incomum, que tanto tempo houve entre nós, foi de tal natureza, que creio ser espiritual, e que, portanto, continuará para sempre: espero que ela encontre suporte sob tão grande tribulação e submeta-se alegremente à vontade de Deus.”

Alguns dias depois, Sarah escreveu à sua filha Esther (cujo marido havia morrido apenas seis meses antes):

“Minha querida filha, que posso dizer? O Santo e Bom Deus nos cobriu com uma nuvem escura. Que aceitemos a correção e fiquemos em silêncio! O Senhor o fez. Deus me faz adorar a Sua bondade, porque tivemos o seu pai por tanto tempo. Mas o meu Deus vive; e Ele possui meu coração. Oh! Que legado meu marido, seu pai nos deixou! Estamos todos entregues a Deus; e aí estou, e gosto de estar.”
Edwards destaca-se por outros fatores, além da sua notável produção filosófica e teológica. Ele foi também um extraordinário pregador, cujos sermões, proferidos com a mais sincera convicção, causavam um poderoso impacto8. Em virtude disso, ele veio a ser um dos protagonistas do célebre avivamento religioso americano que ficou conhecido como o Grande Despertamento (1735-44). Mais ainda, com sua pena habilidosa, Edwards tornou-se o principal estudioso e intérprete do avivamento, registrando descrições e análises sobre os seus fenômenos espirituais e psicológicos que até hoje não foram superadas.

Finalmente, Edwards impressiona por sua grande síntese entre fé e razão, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção literária. Dotado de uma mente inquiridora e disciplinada, e acostumado a refletir sobre um tema até as suas últimas implicações, ele também foi um homem de espiritualidade profunda e transbordante, que teve como a maior das suas preocupações a celebração da graça e da glória de Deus.

No Brasil, a vida e contribuição de Edwards ainda são essencialmente desconhecidas nos meios evangélicos, até mesmo nos círculos acadêmicos9. A única coisa que muitos associam com ele é o célebre sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”10, que, embora aborde um tema importante da sua teologia, está longe de ser representativo da sua obra como um todo e certamente não expressa algumas das principais ênfases da sua reflexão.

OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

NOTAS
_______________

[1] Jonathan Edwards passou a despertar enorme interesse entre os estudiosos a partir da início da década de 1930, graças ao trabalho de pesquisadores como Perry Miller, que o caracterizou como “o maior filósofo-teólogo que já adornou o cenário americano”. Ver Paul Helm, “Edwards, Jonathan”, em The New International Dictionary of the Christian Church, gen. ed. J.D. Douglas (Grand Rapids: Zondervan, 1978).

[2] Benjamin B. Warfield, “Edwards and the New England Theology”, Encyclopedia of Religion and Ethics, 1912. Também em The Works of B.B. Warfield, Vol. 9 (Studies in Theology), 515-538.

[3] “The Earliest Known Letter of Jonathan Edwards”, Christian History, Vol. IV, nº 4, p. 34. Minha tradução. A carta também menciona as últimas mortes que ocorreram na cidade e dá informações sobre a saúde dos membros da família, inclusive a sua própria dor de dente.

[4] Elisabeth S. Dodds, “My Dear Companion”, Church History 4, nº 4, pp. 15-17. George Whitefield narra em seu diário a profunda impressão que a vida familiar dos Edwards lhe causou e como isso o levou a renovar suas orações por uma boa esposa para si mesmo. George Whitefield’s Journals (Londres: Banner of Truth, 1960), 476-77, citado em Edwin S. Gaustad, ed., A Documentary History of Religion in America: To the Civil War, 2ª ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1993), 196.

[5] O reavivamento ocorreu quando Edwards pregou uma série de sermões sobre a justificação pela fé.

[6] Sobre o avivamento entre os presbiterianos, ver o artigo do Rev. Frans Leonard Schalkwijk, “Aprendendo da História dos Avivamentos”, em Fides Reformata II:2, 61-68.

[7] Christian History IV, nº 4, p. 4. Minha tradução.

[8] Segundo Warfield, foi em seus sermões que os estudos de Edwards produziram seus frutos mais ricos. Ibid. Os sermões de Jonathan Edwards constituem o maior conjunto de manuscritos originais desse autor ainda disponíveis.

[9] Uma exceção é o trabalho de Luiz Roberto França de Mattos, “Jonathan Edwards and the Criteria for Evaluating the Genuineness of the ‘Brazilian Revival’”, Dissertação de Mestrado, São Paulo, Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1997.

[10] Jonathan Edwards, Pecadores nas Mãos de um Deus Irado, 3ª ed. (São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, c.1993). Esse sermão foi pregado por Edwards na cidade de Enfield, Connecticut, em 1741.

______________

Esta Biografia é baseada nas seguintes fontes:

MATOS, Alderi Souza de. Jonathan Edwards: teólogo do coração e do intelecto. Disponível em: . (Acesso em 18 de abril de 2014). Editado e Adaptado.

PIPER, Noël. Sarah Edwards. Fiel em meio ao mundano. In: PIPER, Noël. Mulheres Fiéis e seu Deus Maravilhoso. História de Cinco Mulheres de Fé. São Paulo: Editora Fiel: São Paulo, p. 17-46.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 13 de março de 2014

CAMINHADA MARCOU O LOCAL DO NASCIMENTO DO PENTECOSTALISMO




No dia 22 de fevereiro de 2014 aconteceu na cidade de Los Angeles uma caminhada para comemorar o lugar onde surgiu o pentecostalismo na Rua Azusa.

  Cecil Robeck um pastor branco das Assembleias de Deus nos EUA

A caminhada foi liderada por Cecil Mel Robeck que é professor de história da igreja no Seminário Teológico Fuller. De acordo com a história, há 108 anos um pregador negro estadunidense chamado William Seymour deu início ao reavivamento da Rua Azuza numa antiga loja de sapatos. Sendo um homem com pouca instrução Seymour foi vítima fácil de vários enganos, entre os quais podemos citar:
A. Perfeição absoluta e a impossibilidade de pecar após passar por uma segunda experiência com o Espírito Santo — chamada erroneamente de Batismo com o Espírito Santo — como havia sido ensinada, de modo particular por John Wesley quando já estava próximo da sua morte e já não tinha pleno domínio de sua faculdades mentais, e de modo ampliado por inúmeros pregadores que deram início ao movimento Holiness — Santidade — que advogavam essa grande bobagem, contrário ao ensino claro das escrituras que dizem:

1 João 1:10

Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Portanto, nenhum tipo de experiência é capaz de produzir em nos uma vida sem pecado. Quem afirma isso afirma que Deus é mentiroso.

William Seymour iniciou o "Reavivamento da Rua Azusa" e depois veio a se arrepender.

B. A garantia da cura de qualquer enfermidade. É curioso como muitos desses pregadores e seus parentes próximos morrem de enfermidades. Alguns casos:

Aimee Semple McPherson

1. Aimee Semple McPherson, fundadora da denominação do Evangelho quadrangular cometeu suicídio ao misturar barbitúricos com doses excessivas de álcool.

Resultado de imagem para o canalha oral roberts
Oral Roberts

2. Um neto do mega pregador de cura Oral Roberts, que convocou todos os curandeiros em atividade nos Estados unidos — Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Fred Price, Joyce Meyers, Benny Hinn e muitos outros — para que fizessem valer suas falsas crenças sobre os desígnios de Deus e determinassem e decretassem a cura da criança, apenas para vê-la morrer!

 
John Wimber

3. John Wimber, fundador de uma denominação centrada em curas e milagres da era apostólica, teve um derrame, sofreu um infarto massivo do miocárdio e um câncer, que, finalmente pôs fim à sua vida de falsa pregação de poder para curar. E isso tudo, apenas no seu último ano de vida. Nada de cura miraculosa, apenas quimioterapia!

Resultado de imagem para a a allen
A. A. Allen

4. A. A. Allen foi um notório pregador da cura divina. Morreu por causa de abusos com o álcool.

Resultado de imagem para Jamie Buckingham preacher
Jamie Buckingham

5. Jamie Buckingham que liderou o movimento de discipulado no final do século passado faleceu vitimado por um câncer.

 William Branham
 William Branham e a "famosa" foto com o halo??

6. William Branham, idolatrado pregador de cura divina, faleceu seis dias depois de sofrer um acidente automobilístico. Alguns dos seus patéticos seguidores não queriam sepultá-lo, porque acreditava e esperavam sua pronta ressurreição.

7. Jack Coe, conhecido pregador de cura divina, faleceu de poliomielite.

8. Dr. Robert Freeman, pregava que os crentes não deviam buscar auxílio médico. Mais de 90 por cento da sua comunidade faleceu por esse motivo. Por fim, o próprio Freeman veio a falecer de uma enfermidade que era perfeitamente tratável.

9. Keith Grayto, participante do movimento profético das últimas décadas, faleceu de complicações relacionadas com a AIDS.


10. Kenneth Hagin, fundador do movimento mentiroso “Palavra da Fé”, não teve condição de salvar sua própria irmã de um câncer. O próprio Hagin apesar de alegar ter sido curado de uma doença grave no coração veio a falecer em uma unidade coronariana de tratamento intensivo. Se ele foi curado do coração, porque veio a falecer por problemas no mesmo? Seus discípulos alegam, falsamente, que ele não morreu do coração e sim de velhice.

11. Buddy Harrison, genro de Kenneth Hagin e que trabalhou inclusive no Brasil, faleceu vítima de câncer em 1999. Seu genro também não foi capaz de decretar sua cura, nem teve fé suficiente para libertá-lo da enfermidade. Aliás, nem o Kenneth, nem o próprio Buddy, nem ninguém da poderosa família de curandeiros teve fé suficiente para livrar o Buddy da morte. Isso é o que eles gostam de falar para as pessoas que acreditam em suas mentiras e dão suas ofertas e não recebem o que lhes foi prometido. Uma bela lição ao reverso ensinada pelo Deus Todo Poderoso.

12. Ruth Ward Heflin, autoproclamada curandeira morreu, ainda jovem, de câncer.

 
13. E. W. Kenyon, inventor do neo-gnosticismo adotado pelos pregadores da cura divina, especialmente os ligados à palavra da fé e das doutrinas da prosperidade, faleceu quando estava em coma devido a um câncer.



14. Kathryn Kuhlman, famosíssima pregadora de cura divina faleceu de problemas cardíacos em Ann Arbor Michigan.

 
15. Joyce Meyers notória curandeira e promotora da teologia da prosperidade admitiu ter se tratado de um câncer por meios convencionais. O que aconteceu? Não tinha fé suficiente essa cretina?

16. John Osteen pregador da Palavra da Fé e da Teologia da prosperidade, faleceu vitima de diversas enfermidades, apesar de sua igreja ter determinado sua cura. Sua esposa Doddie, graças à misericórdia de Deus e um tratamento convencional conseguiu remir um câncer no fígado.

17. Frederick Price, um dos maiores pregadores da palavra da fé e das doutrinas da prosperidade, é também um dos maiores imbecis que conhecemos, viu sua esposa Bety ser acometida por um câncer, que foi logo tratada por métodos convencionais.

18. Ruth Carter Stapleton, mais conhecida como a irmã de Billy Graham recusou tratamento médico e foi vitimada por um câncer apesar de ser curandeira.

19. Kenneth Hagin, Jr. teve seu filho diagnosticado com um tumor no cérebro. Nenhum tipo de curandeirismo foi permitido. O menino foi levado para um hospital onde foi rapidamente operado!

20. Tammy Faye Bakker, notório curandeira falecei vítima de câncer em 2007.

C. O reavivamento dos milagres da era apostólica. A vasta maioria desses milagres tem sido provada como fraudes!

D. E o falar em línguas estranhas como a prova inicial de que a pessoa havia sido batizada com o Espírito Santo.
 
 Prédio original da missão da Rua Azusa

O “Avivamento” da Rua Azusa foi um movimento ininterrupto, 24 horas por dia, durante pouco mais de três anos, com milhares de pessoas chegando e saindo o tempo todo. Essas pessoas estavam em busca de um “pentecostes” pessoal — certamente não conheciam a Jesus Cristo — e acabaram levando essas falsas doutrinas para todos os cantos do mundo mediante as facilidades de transporte então existentes.

fuja-do-pentecostalismo-parte-12
Um encontro na Rua Azusa.

Segundo pessoas que tiveram a oportunidade de presenciar tais reuniões, os cultos eram a personificação do ”espírito de confusão”. Geralmente não tinha ninguém liderando e as pessoas se sentiam livres para proceder com bem entendiam. Qualquer um que sentia ter recebido a unção da Palavra podia se levantar e transmitir a mensagem. Podia ser um homem, uma mulher e até mesmo crianças.

As pessoas costumavam cantar ao mesmo tempo, mas eram músicas diferentes, ritmos diferentes e palavras diferentes. Pessoas costumavam pular e saltar, cair no chão, experimentar tremores, emitir sons estranhos e sons imitando animais, rir de forma histérica e etc. Os frequentadores eram subitamente tomados por uma força estranha e começavam imediatamente a pronunciar sons ininteligíveis. Algumas vezes o barulho chegava a tais níveis que a própria polícia precisava ser chamada.

Uma vez um home que estava recebendo uma ministração do próprio Seymour, começou a se agitar tão violentamente que foi necessário chamar uma ambulância para socorrê-lo. Quando a ambulância chegou o homem ferido disse para o médico: “Não toque em mim, esse é o poder de Deus”. O médico, sendo um homem bastante experiente lhe disse: “Se esse é o poder de Deus, então o mesmo está lhe dando um chacoalhão do Diabo!”.

“Cair no Espírito” também fazia parte do que acontecia nos encontros do “Avivamento da Rua Azusa”. A primeira vez antes de falar em línguas estranhas, o próprio Seymour desabou como se estivesse morto. Outras vezes dezenas de homens caiam ao chão como um batalhão de homens mortos num campo de Batalha.    

Demorou um pouco até que Seymour percebesse que estava apenas sendo usado por pregadores brancos para promover falsas doutrinas. Depois que o movimento já estava bastante difundido e consolidado, os pregadores brancos decidiram se afastar e isolar Seymour por completo, fundado uma denominação chamada “The Assemblies of God” — As Assembleias de Deus — por puro racismo já que não desejavam serem dirigidos por um negro.

Seymour se arrependeu do mal que havia feito e retirou-se com um pequeno grupo de discípulos, iniciando um novo trabalho onde ensinava que o verdadeiro Batismo com o Espírito Santo, não tinha nada a ver com aquelas maluquices da Rua Azusa, e sim com a derrubada de todos os muros de separação, especialmente da separação causada pelo racismo. Mas aí o estrago já estava feito e até hoje, sofremos as terríveis consequências desse movimento que se considera detentor exclusivo do Espírito Santo, mas que na realidade, só tem prejudicado a verdadeira igreja do Senhor com suas invencionices e o besteirol sem fim, como estamos cansados de denunciar aqui no blog, o Grande Diálogo.

Esse autor esteve no local onde ficava a missão da Rua Azusa. Hoje existe um estacionamento naquele mesmo local. Fiquei ali parado por alguns minutos tentando imaginar o que, realmente, teria se passado ali. Mas não tive nenhuma sensação, apenas a certeza de que uma grande peça mentirosa começou a ser pregada ali há mais de 100 anos e que a mesma continua viva e ativa ao redor do mundo, em um movimento que envolve perto de 600 milhões de pessoas em todos os seus formatos e denominações. Alguns, de forma idiota, acreditam que esse número é a prova definitiva de que o movimento é de Deus.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

NOVO REAVIVAMENTO NAS TERRAS DO TIO SAM


John Kilpatrick

Os Estados Unidos da América do Norte têm sido um celeiro fenomenal para o surgimento de todo tipo de mentira e heresias no âmbito religioso. O que acontece ali é o exato cumprimento das palavras de Paulo escritas a Timóteo quando disse:

“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas – 2 Timóteo 4:3-4”.

Acabamos de ouvir falar que um novo reavivamento teve início nos Estados Unidos da América. Dessa vez, o local escolhido é a cidade de Mobile no Estado do Alabama. Esse novo espetáculo está sendo conduzido por John Kilpatrick, que comandou o malfadado reavivamento em uma igreja das Assembléias de Deus – Browsville - na cidade de Pensacola, no estado da Florida nos anos 90, do século passado. Dessa fez Kilpatrick se faz acompanhar pelo evangelista inglês Nathan Morris. As sessões acontecem quatro noites por semana, pois, afinal de contas, ninguém é de ferro.

Desde o surgimento do movimento Pentecostal moderno, especialmente esse que se caracteriza pelo “Batismo com o Espírito Santo” com o mandatório falar em línguas estranhas em 1906, na igreja da Azuza Street Mission, o povo pentecostal, de um modo geral, tem pulado de galho em galho atrás de propalados milagres, exibindo um desejo por sinais e maravilhas que foram completamente condenados por Jesus quando disse a seus contemporâneos: “Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas – Mateus 12:39”. Quando o reavivamento começou em Brownsville em 1995, Kilpatrick ficou prostrado como um bêbado na plataforma da igreja durante quatro horas seguidas. Depois das sessões ele precisava ser carregado até seu carro e não poucas vezes causou acidentes de tão intoxicado que estava.

Muitos milagres foral alegados em Brownsville, mas o que prevalecia mesmo era, na maior parte do tempo, pura maluquice. O autor recomenda a leitura do material contido nesse link:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.rickross.com/reference/brownsville/brownsville26.html

que, apesar de não ter a melhor tradução dá uma idéia do que acontecia em Brownsville.

Da mesma maneira falsos milagres e maluquices também caracterizam o reavivamento de Mobile. O Exemplo maior usado para promover o reavivamento é a suposta cura da pregadora e cantora pentecostal Delia Knox que estava presa a uma cadeira de rodas fazia vinte anos. O programa Nightline da rede NBC, apresentado por Ted Koppel solicitou entrevistar Delia para discutir sua “alegada cura”, para constatar a veracidade dos fatos, mas ela recusou o convite. Mesmo com a recusa o programa foi ao ar em 11 de Outubro de 2010 com o título: Frequentando Reavivamentos em Busca de Curas Miraculosas.

Creio que em breve iremos ouvir desse “novo e maravilhoso mover de Deus” que está acontecendo em Mobile, Alabama e como sempre muitos de nossos irmãos que possuem os recursos necessários, passarão por lá e nos trarão notícias dos muitos milagres que Deus está fazendo ali naquele lugar. Devemos tomar cuidado com esses falsos mestres e lembrar as claras palavras de Jesus faladas acerca deles: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade – Mateus 7:21—23.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.