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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Gênesis — Estudo 051 — A TORRE DE BABEL — PARTE 003 — A TORRE DE BABEL E A HISTÓRIA


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Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim     et      Elohim        Bará        Bereshit
            Terra  a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
                                                                                     Gênesis 1:1

CONTINUAÇÃO

XII — Gênesis 11 — “Deram com uma Planície na Terra de Sinear”.

E. Arqueologia: O Que Sabemos Acerca da Chamada Torre de Babel — CONTINUAÇÃO.

8. O Primeiro Estágio da Torre.

Bem no centro desse complexo de edifícios encontrava-se a grande torre, composta de estágios ou plataformas elevadas e que era chamada pelos babilônios de “Torre de Babel” ou “Ziqqurat Bâbîli”. À medida que a torre se elevava a dimensão dos estágios diminuía. Aparentemente os estágios eram quadrados em seu formato, apesar da base da torre ser retangular. O primeiro estágio media 100 metros de comprimento por 100 metros de largura e tinha a altura de 36 metros. Este estágio estava decorado de acordo com as técnicas características da arquitetura Assírio-Babilônica.
 
9. Os Estágios Seguintes.

O segundo estágio media 86 metros de comprimento por 86 metros de largura e tinha uma altura de cerca de 20 metros. Do terceiro estágio até o quinto foi mantida uma mesma altura fixada em 7 metros aproximadamente. As plataformas por sua vez tinham as seguintes medidas:

O Terceiro estágio media 67 metros de comprimento por 67 metros de largura.

O Quarto estágio media 57 metros de comprimento por 57 metros de largura.

O Quinto estágio media 47 metros de comprimento por 47 metros de largura.

O Sexto estágio está omitido, mas assume-se que tivesse aproximadamente 37 de comprimento por 37 metros de largura.

10. A Capela no Topo da Torre.

NesSa plataforma encontrava-se aquilo que foi chamado de sétimo estágio por Smith e que consistia do “templo superior ou o santuário de deus Bel-Merodaque”.  O templo media cerca de 27 metros de comprimento, por 20 metros de largura e 17 metros de altura. Smith não menciona nenhuma estátua, mas é de se supor que a mesma existisse entronizada na parte mais alta do templo. Somando-se todas as alturas mencionadas nós podemos concluir que a altura total da torre era de 100 metros, o que corresponde à mesma medida do comprimento da sua base.

Por essa descrição que acabamos de fazer é impossível dizer se a torre era uma construção bela aos olhos. Mas certamente podemos deduzir que havia certos simbolismos em suas medidas.

11. A Descrição Feita por Heródoto.

A descrição de Heródoto concorda com a descrição feita pelos babilônios. Segundo o historiador grego a estrutura externa do templo media 403 metros de cada lado e no centro desta estrutura estava uma torre quadrada que media 102 metros de cada lado. Para Heródoto a torre era composta de oito estágios, mas isto se deve ao fato de que ele considerava a base e o templo no topo como dois estágios distintos dos outros seis. De acordo com essa descrição o topo era alcançado mediante o galgar de escadas que circundavam a torre. A linguagem não nos permite afirmar categoricamente que existia uma escadaria em forma de espiral, mas esta possibilidade existe. No meio do caminho o peregrino encontrava um conjunto de assentos onde podia descansar e recobrar o fôlego.

No topo da última plataforma havia uma construção onde se encontravam um grande divã bem revestido — de acordo com George Smith esse divã media 5 metros de comprimento por 2 metros de largura — e uma mesa de ouro. Não havia nenhuma imagem e nem era permitido nenhum ser humano passar a noite ali. A única exceção era feita para uma mulher local escolhida pelo próprio deus. De acordo com os sacerdotes locais esta divindade costumava visitar o local pessoalmente com certa frequência quando aproveitava e descansava no divã. Heródoto deixa claro que não acreditava nestas tolices. Ele menciona duas outras situações similares a essa. A primeira refere-se à cidade de Tebas no Egito e a outra à cidade de Pátara.

12. Os Construtores da Torre.     

Nós já tivemos a oportunidade de mencionar que a Bíblia não nos informa exatamente quem eram as pessoas que compunham o grupo que chegou à planície de Sinear e que decidiu construir a torre e sua cidade. Como os registros mais antigos que dispomos acerca desta torre foram produzidos por indivíduos que falavam o idioma sumério-acadiano, podemos apenas supor que os construtores tenham sido os ancestrais destes povos. Por outro lado, fica bem evidente que eles não acreditavam no que seus ancestrais lhes ensinaram acerca da fidelidade e cuidados do Deus único e verdadeiro —

Deuteronômio 7:9

Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos.

13. As Tradições Referentes à Destruição da Torre de Babel.

O texto bíblico do livro do Gênesis não apresenta nenhuma informação específica acerca do exato motivo porque a construção tanto da cidade quanto da torre foram paralisadas. Existe, entretanto, uma antiga tradição judaica que diz que a torre foi rachada no meio, do seu topo até seus alicerces, por um fogo enviado dos céus. Esta opinião existe porque refere-se ao atual estado da torre de “Birs-Nimroud” localizada em Borsippa e apontada por alguns como a verdadeira “Torre de Babel”, mas como já vimos esta torre não se encontra no sítio arqueológico da Babilônia da Antiguidade. Outra tradição fala acerca de um vento impetuoso que teria derrubado a torre sobre aqueles que labutavam para edificá-la.

14. O Significado de “Babel”.    

Existem dois significados bastante distintos para o termo Babel. Um diz respeito ao significado hebraico que encontramos na Bíblia e outro é o significado to termo no idioma original. Assim temos:
1. Em hebraico o termo בָּבֶל — Babel — tem sua etimologia derivada da expressão “balal” que quer dizer “confundir ou misturar”, daí o significado encontrado em Gênesis 11:9 onde lemos: “Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra...”

2. O significado na língua sumério-akadiana é, todavia, bastante diferente. A expressão original naquele idioma era “bâb-îli” que significa “portão de deus ou portão dos deuses”. Descobertas arqueológicas recentes indicam que, eventualmente, o nome original da torre, antes da ação de Deus que causou a paralisação das obras e a dispersão dos construtores, teria sido “Babalam” que significava “lugar de ajuntamento”.

15. A Destruição Definitiva da Torre e da Cidade de Babilônia.

De acordo com a narrativa bíblica é apenas natural que a construção da torre e da cidade tivessem cessado quando a confusão de línguas se estabeleceu. Com a partida dos construtores a paralisação da construção tornou-se irreversível. Todavia, de acordo com alguns historiadores, o grupo que permaneceu naquele lugar, reiniciou as obras tão logo a população voltou a crescer. Esse esforço acabou por transformar a cidade da Babilônia na cidade mais importante de todos os tempos. Babilônia se tornou uma cidade arquétipo — modelo ou padrão — de tudo o que as cidades sempre representaram em termos da rebeldia humana contra Deus, bem como em termos da arrogância humana em querer povoar a terra em seus próprios termos em vez de fazê-lo nos termos de Deus. Mesmo no último livro da Bíblia encontramos reflexos desta cidade arquétipo e somos informados da sua queda final e definitiva — ver Apocalipse 18.
A História registra que Felipe da Macedônia, bem como seu filho Alexandros, o grande, se dedicaram a limpar todo o entulho encontrado no local da antiga cidade da Babilônia e se empenharam em reconstruir o grande templo de Bel-Merodaque que era parte do enorme complexo onde se encontrava também a “Torre de Babel”. A morte prematura de Alexandros e a incapacidade mental de Felipe de administrar um império de tamanha magnitude acabaram por paralisar as obras iniciadas na cidade de Babilônia.
De acordo com o Rabi Yehanan, citado pelo Talmude Babilônico[1], a “Torre de Babel” ficou sem ser reparada desde o evento narrado na Bíblia em Gênesis 11. Em suas palavras “a torre era muito alta. Seu terço mais alto foi destruído e precipitado para o solo, outro terço foi completamente queimado e o último terço ainda estava em pé quando da destruição da cidade de Babilônia por Ciro[2].
Outros artigos acerca dO LIVRO DE GÊNESIS
001 — Introdução e Esboço
002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação
003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza
004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra
005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida
006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR
007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA
008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1
009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2
010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia
011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia
012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia
013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1
013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2
014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas
015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A
016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B
017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A
018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B
019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C
020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19
021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20
022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21
023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22
024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23
025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24
026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25
027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26
028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A
029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B
030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.
031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.
032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.
033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.
034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?
035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água
036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001
037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002
038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001
039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002
040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003
041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ
042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?
044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE
045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS
047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
048 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 004 — A TÁBUA DAS NAÇÕES É UM DOCUMENTO ÚNICO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
049 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 001
050 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 002
051 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 003
052 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 004
053 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/genesis-estudo-053-torre-de-babel-parte.html
054 — Estudo de Gênesis — A GENEALOGIA DOS SEMITAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/genesis-estudo-054-genealogia-dos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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[1] Talmud — Consiste de vastas anotações e comentários feitos ao Mishná. Os estudiosos que produziram esses materiais são chamados de “amoraim”. Existem duas tradições: 1) A primeira produziu o que ficou conhecido como o Talmude Palestino — Talmud Yerushalami — por volta do ano 400 d. C.; 2) A segunda produziu o massivo Talmude Babilônico — Talmud Bavli — por volta do ano 500 d. C. As tradições são completamente independentes e por ter demorado mais para ser escrito e por ser bem mais extenso, o Talmude Babilônico é mais estimado que o Talmude Palestino.

[2] Ciro – Nascido entre os anos de 590 — 580 a. C na Média ou Pérsis — atual Irã — faleceu no ano de 529 a. C. e ficou conhecido pelo epíteto de “o grande”. Foi um grande conquistador e o fundador do Império Acaemeniano, centrado na Pérsia e que se estendia desde o Mar Egeu até o rio Indu. Suas glórias foram cantadas pelo soldado e poeta grego Xenofontes em sua obra “Ciropaedia”. Nessa obra Ciro é descrito como sendo o monarca ideal. Os persas o consideravam o “pai do seu povo”. Na história bíblica, Ciro aparece como o libertador dos judeus do cativeiro babilônico.      

terça-feira, 18 de julho de 2017

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 002 — A PERSPECTIVA DA QUEDA — PARTE 001 — A QUEDA E A ALIENAÇÃO RESULTANTE DA MESMA


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O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos, partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nos examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e; 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA QUEDA

INTRODUÇÃO

A. Ao considerarmos a grandeza da Criação nós somos levados a concordar com o salmista, quando ele diz:

Salmos 139:14
Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.

B. É algo mesmo surpreendente saber que somos criados a imagem e conforme a semelhança do próprio Deus. E mais, que fomos criados para ter comunhão com Deus, que temos habilidades e a responsabilidade de agirmos nesse mundo como representantes de Deus, porque fomos criados para exercer domínio sobre o mundo e para produzir a glorificação do nome de Deus.

C. Quando olhamos para o mundo, a raça humana e para nós mesmos da perspectiva da criação — ver estudo 001 — não podemos evitar a pergunta: O quê aconteceu conosco? Nós não somos nem seque uma sombra pálida do objetivo com o qual fomos criados por Deus. Nós somos criaturas enfermas, mortais, egoístas e envoltas em sensualidade, ódio, violência, cobiça rebelião, fraqueza, orgulho. E ainda assim, estamos conscientes que sofremos uma enorme perda e experimentamos uma grande solidão.

D. A resposta para o clamor do nosso coração está nas páginas da Bíblia. Nós somos criaturas caídas. Nós voltamos as costas para o nosso Criador. As evidências da nossa queda estão dentro de nós e ao nosso redor. Se desejamos entender a verdade a nosso respeito nós precisamos adicionar a perspectiva da queda à da perspectiva da criação que falamos no Estudo 001.

I. A Posição Bíblica Afirmada.

Introdução

1. Deus, em sua infinita sabedoria criou a raça humana em nossos primeiro pais, Adão e Eva. Adão foi colocado numa condição probatório na qual ele representava toda a raça humana. Quando ele optou por desobedecer a Deus, todos os seus descendentes caíram junto com ele —

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

2. Em nossos dias nós nascemos num mundo que sofre todos os efeitos e as consequências da queda que são atribuídas à nós mesmos.

A. Os Resultados Imediatos da Queda do Homem.

1. Vergonha pessoal e medo.

Gênesis 3:7, 10

7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

2. Perda da comunhão com Deus e fuga da presença de Deus.

Gênesis 3:8—10

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

3. Uma tendência abismal para perverter a verdade e a maldição da serpente

Gênesis 3:11—14

11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.

13 Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.

4. A mulher daria luz a filhos em meio a dor e estaria sujeita ao seu marido.

Gênesis 3:16
E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

5. A maldição da terra e a sentença de morte sobre os seres humanos

Gênesis 3:17—19

17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.

19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

6. A expulsão do Jardim do Éden

Gênesis 3:24

E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

B. A Morte É a Principal Característica do Homem Caído.

1. Alienação de Deus.

a. Condenação merecida

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

b. A depravação com suas debilidades inerentes

Efésios 2:1—3, 12

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Romanos 3:10—18

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14  a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

C. Inimizade com sua rebeldia

Isaías 1:2—6

2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.

3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

4 Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo.

6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.

Isaías 63:10

Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.

Romano 8:7

Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.

d. Falta de significado e sua idolatria

Efésios 5:3—6

3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;

4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.

5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Colossenses 5:3, 6

3 Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

6 Por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

1 Pedro 4:3

Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.

e. A ignorância e sua perversão

Romanos 1:20—32

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Efésios 4:18—19

18 Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

1 Pedro 1:14

Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância.

f. Separação e a escravidão consequente

Efésios 2:1—3, 12—13

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3  entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 2:13—14

13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Colossenses 1:21

E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas.

2. Alienação de outros seres humanos

a. Escrituras:

Romanos 1:29—31

29 Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

1 Coríntios 3:3

Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?

2 Timóteo 3:2—4

2 Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,

3  desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,

4  traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.

Tito 3:3

Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.

b. Em vez de sermos caracterizados por amor e confiança existe em nos. De modo espontâneo, a discórdia, a suspeita, a inveja e o ódio entre nós e outros seres humanos.

3. Alienação de nós mesmos e do mundo criado.

a. Escrituras

Gênesis 3:19

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Romanos 5:12—14

12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 8:20—23

20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.

23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.

2 Coríntios 5:1—4

1 Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

2 E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

3 se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.

4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.

Apocalipse 20:6, 14

6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

b. Em vez de experimentar um bem-estar mental e físico, os seres humanos são caracterizados por fraqueza, enfermidade, sofrimento e a eventual separação da alma do corpo na morte. Em veze de nascermos em um ambiente de comunhão infindável com Deus, nascemos separados do Deus Criador que permanecerá assim no tempo e na eternidade, a mesmos que a graça de Deus se manifeste salvadora em nossas vidas.

CONTINUA....

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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