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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ASSÉDIO VIRTUAL E O SUICÍDIO


 (photo: (Foto: BBC/Thinkstock))

O artigo abaixo foi publicado no site 247 Saúde e é da autoria de Helena Martins.

CRESCIMENTO DE ATAQUES VIRTUAIS ACENDE ALERTA SOBRE SUICÍDIO

Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

Apesar de ser um grave problema de saúde pública, com tendência de crescimento nos próximos anos, pois acompanha a expansão de doenças como a depressão, o suicídio ainda é um tabu no Brasil. Dificuldade de obter dados, preconceito e medo de estimular a prática ao falar sobre ela são fatores que dificultam a discussão e o desenvolvimento de políticas públicas, segundo estudos e especialistas consultados pela Agência Brasil.

Neste ano, o silêncio que ronda o tema foi quebrado com a divulgação do Baleia Azul, o jogo virtual que envolveria o estímulo às mutilações corporais de jovens e até ao suicídio. O game virou tema de novela e mesmo de operação da Polícia Federal, que prendeu acusados de aliciar crianças e adolescentes por meio do Baleia Azul.

O fato trouxe à tona uma realidade comum: a ocorrência do assédio virtual, também chamado de cyberbullying. O debate sobre o delicado tema é estimulado este mês, no âmbito do Setembro Amarelo, para sensibilizar a sociedade para a prevenção ao suicídio.

Além do jogo, casos como o do jovem americano Tyler Clementi, de 18 anos, que se suicidou após ter fotos íntimas divulgadas pelo colega de dormitório, e da britânica Hannah Smith, de 14 anos, que se matou após receber ofensas na rede, têm chamado a atenção de pesquisadores e instituições públicas.

Segundo o integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), Pablo Nunes, não há estudos confiáveis que comprovem a ligação direta entre crescimento do número de suicídios e ataques nas redes sociais. No entanto, indícios dessa relação pedem atenção ao ambiente online.

“O fato é que a popularização da internet tem propiciado a circulação de informações sobre métodos de se suicidar e a proliferação de grupos de pessoas em sofrimento. Nesses grupos, os participantes discutem meios, lugares e 'encorajam' uns aos outros. No caso da automutilação, são centenas as páginas e grupos dedicados. Em muitas escolas o fenômeno já virou problema sério”, explica Pablo Nunes.

Além disso, o pesquisador destaca que o anonimato faz das mídias sociais um ambiente favorável para ataques.

Segundo o Safernet, organização não governamental (ONG) que recebe denúncias sobre crimes que ocorrem na internet, em 2016, 39,4 mil páginas da internet foram denunciadas por violações de direitos humanos, que incluem conteúdos racistas, de incitação à violência, que contém pornografia infantil, etc.

A ONG, que também oferece apoio às vítimas de crimes que ocorrem na internet, registrou no ano passado 312 pedidos de orientação e auxílio relacionados à intimidação ou discriminação na rede. A mesma quantidade de solicitações de apoio às vítimas do vazamento de fotos e vídeos íntimos, prática conhecida como sexting, foi registrada. Foi a primeira vez que o cyberbullying ocupou o primeiro lugar no ranking dos motivos que levaram a pedidos de ajuda. Já 128 casos relataram sofrimento devido a conteúdos de ódio e violência.

Ataques virtuais

A consultora em políticas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e Direitos Humanos Evelyn Silva, de 43 anos, foi diagnosticada com depressão severa há mais de dez anos. Desde julho, a situação piorou depois que sofreu uma série de ataques na rede. Colunista de um site feminista, ela escreveu um texto sobre problemas recorrentes em relações entre lésbicas e bissexuais. A repercussão do texto veio junto a diversas mensagens violentas.

“O tema é polêmico, mas foi muito mais do que isso. Eu recebi mensagens de violência muito complicadas, de pessoas que eu não conheço, a maior parte da mensagem tinha cunho lesbofóbico. Chegaram a ameaçar a revista porque ela estaria dando guarida para uma 'bifóbica'”, relata a militante de direitos LGBT, que já havia sofrido ameaças de morte e “estupro corretivo” nas redes vindas dos chamados haters, pessoas que postam comentários de ódio na internet.

“É ódio puro. As pessoas não têm a menor ideia de quem você é, mas elas estão ali colocando para fora uma opinião que elas nunca expressariam pessoalmente”.

Muitas mensagens evidenciavam que as pessoas não haviam lido o texto, pois faziam referência a temas não abordados nele. Evelyn também foi alvo de uma série de pedidos de bloqueio no Facebook, que acabou suspendendo sua conta por 24 horas e, depois, por 72 horas. Apesar de ter buscado explicar a situação à empresa, não obteve nenhuma resposta.

Depois dos ataques, Evelyn decidiu se afastar das redes sociais, o que não impediu, entretanto, que ela enfrentasse crises de transtorno de ansiedade e pânico, o que dificultaram atividades básicas como trabalhar e sair de casa. “Bati no fundo do poço”, afirma.

Monitoramento dos parentes

Evelyn revela que outros problemas ajudaram a reforçar o quadro de doenças e que ela chegou a pensar em cometer suicídio. Para evitá-lo, ela passa por um tratamento com monitoramento, uma técnica que envolve a presença constante e acolhedora de uma rede de amigos e parentes.

A consultora acredita que falar e expor a situação é importante para quebrar o tabu sobre o tema. A opinião é compartilhada por Pablo Nunes. “Preferir manter o suicídio no desconhecimento auxilia na manutenção do tabu, sendo mais difícil traçar ações de prevenção e sensibilização”.

O pesquisador explica que uma cobertura responsável da mídia, em vez de produzir o temido efeito de contágio, é considerada importante pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que oferece manuais e treinamento para jornalistas sobre como reportar casos.

Ao falar sobre suicídio, é preciso que também sejam apontados mecanismos de prevenção.

No ambiente da rede, isso começa com a adoção de mecanismos de proteção, como uso de aplicativos seguros para compartilhamento de fotos íntimas para pessoas conhecidas; cuidados com senhas; denúncias de agressores; busca de delegacias especializadas, quando necessário, e, principalmente, informação.

“Um adolescente que sabe como funciona determinado aplicativo, que entende as questões relacionadas ao anonimato e enxergue os potenciais prejuízos de um vazamento de informações pessoais possa ter, será um indivíduo que certamente prevenirá que situações como essas aconteçam”, defende o pesquisador.

O Artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Que Deus abençoa e todos,
Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 004 - Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13



Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados 



SERMÃO 004 — Deus Como Pai e Mãe — Mateus 6:9

Introdução:

A. Hoje pretendemos derrubar um monte de tabus acerca de Deus, especialmente o tabu de que Deus é do sexo masculino. Foi esse tabu que criou e ajuda a manter as estruturas de todo tipo de religião como dominadas por seres humanos do sexo masculino. Desde o Hinduísmo, passando pelo Islamismo e pelo maior aspecto da cristandade — a Igreja Católica Romana — essa verdade se mantêm: Deus é do sexo masculino e, por isso, os machos devem ter prerrogativas maiores que as mulheres, no que diz respeito à religião. 

B. E nós, os verdadeiros cristãos, como ficamos diante dessa situação? Uma das acusações mais comuns que ouvimos contra a fé cristã é que a mesma é uma religião machista, que privilegia os homens em detrimentos das mulheres.  

C. Existe alguma verdade nessas acusações, mas na maior parte, tais afirmações são apenas uma manifestação da ignorância dos nossos detratores e uma forma fácil de evitar se deixar confrontar por aquilo que Jesus, o Filho de Deus, representa: o Salvador da humanidade.

D. Se precisarmos de um salvador é porque estamos perdidos. Então uma boa tática para evitar esse confronto é inventar desculpas, coisas típicas de mentes pequenas e covardes.

E. Mas como dissemos, existe algo de verdadeiro nessas acusações e a culpa é nossa mesmo e não da Bíblia e muito menos de Deus.

F. Somos nós os homens que criamos religiões moldadas conforme a nossa imagem e semelhança e, sendo o homem, mais forte, do ponto de vista físico, temos nos aproveitado para impor regimes religiosos onde as mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe: isso é verdadeiro na cristandade, no islã, no hinduísmo, no budismo etc. 


1. Mas o fato é que a fé cristã não é uma religião e, por isso, não precisa lançar mão desses subterfúgios imorais, para dizer o mínimo. Tudo não passa de uma leitura equivocada e tendenciosa das Escrituras Sagradas.  A maioria das denominações chamadas cristãs ainda não entendeu que a fé cristã trata de relacionamentos e não de práticas religiosas. E são essas práticas religiosas que são usadas pelos machos para submeterem e humilharem as mulheres em, praticamente todas as igrejas instituídas.

2. Todos vocês sabem do que estamos falando: desde a proibição de falar em público, até a obrigatoriedade de adotar códigos de vestimentas e comportamentos que apenas degradam as mulheres, a cristandade está cheia de exemplos disso. Por esse motivo as críticas são muitas vezes válidas.

G. No entanto como dissemos a fé cristã trata de relacionamentos e nessa questão de relacionamentos ocupamos todos — homens e mulheres — rigorosamente a mesma posição diante de Deus, pois estamos TODOS EM CRISTO.

H. Sendo assim, devemos procurar entender o ensinamento bíblico que descreve Deus ora em termos de Pai, ora em termos de Mãe.

DEUS COMO PAI E MÃE

I. Deus é Espírito e Precisamos Manter Essa Posição Como Verdade Fundamental.

A. Foi o próprio Senhor Jesus quem nos ensinou a seguinte verdade:

João 4:24

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

B. Se Deus é Espírito ele não pode ser classificado nem com pertencendo ao gênero masculino e nem ao gênero feminino. DEUS É ESPÍRITO.

C. Quando o próprio Jesus nos ensina a orar dizendo para usarmos a expressão אַבָּא `abba — Pai, Ele está apenas usando uma metáfora, como já vimos, cujo propósito é nos ensinar duas coisas:

1. Intimidade de filhos com seu pai.

2. Completa dependência e confiança em Deus.

D. Por motivos que devem nos parecer óbvios, Jesus escolheu chamar Deus de אַבָּא `abba — Pai, para evitar qualquer má compreensão e confusão com Maria, caso tivesse usado a expressão “mãe”.

E. Mas para entendermos melhor o que estamos dizendo, vamos considerar os seguintes pontos:

II. Deus é Apresentado nas Escrituras Através de Metáforas Tanto Masculinas Quanto Femininas.

A. Deus é tratado como “PAI”, mas ao mesmo tempo a Bíblia declara o seguinte:

1 João 2:29

Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.

1 João 3:9

Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.

1 João 4:7

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

B. É fato que costumamos dizer, em linguagem coloquial, que fulano gerou cicrano. Mas isso não quer dizer que fulano deu à luz a cicrano. E esse é, exatamente, um dos significados do verbo grego γεννάω gennáo — traduzido por “nascido de Deus” nos versos acima = que Deus nos deu à luz.

C. Se recusarmos a imagem metafórica de Deus como Pai, por causa das conotações machistas, então também temos que recusar a metáfora que fala de Deus como mãe e que está implícita em todos os versos que falam da “nova vida que recebemos de Deus”, ato esse, exclusivo de uma mãe.

D. E curioso, no meio dessa discussão toda notar como o próprio Jesus se qualificou em

Mateus 23:37

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!

E. Nas três parábolas que encontramos em Lucas quinze, Jesus se descreve:

1. Como um pastor na Parábola da Ovelha Perdida — Lucas 15:3—7.

2. Como uma mulher na Parábola da Dracma Perdida — Lucas 15:8—10.

3. Como um Pai — que age de forma muito parecida com uma mãe — na Parábola dos Filhos Perdidos — Lucas 15:11—32.

III. Devemos Sempre nos Lembrar que a Imagem de Deus nos Seres Humanos se Refletiu em: Macho e Fêmea.

A. Não é exatamente isso que nos ensina

Gênesis 1:26—27

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

B. Nesses versos três palavras devem chamar nossa atenção:

C. A primeira é אָדָם adam — homem no sentido de humanidade. Designação de espécie.

D. A segunda é זָכָר zacar — macho. Pode ser usado para seres humanos ou animais.

E. A terceira é נְקֵבָה n^eqebac — fêmea. Mulher, menina ou animal fêmea.

Conclusão

1. Jesus diz em Mateus 6:9: “Vós orareis assim”. Quem deve orar do modo como ele ensinou? Apenas os crentes em Jesus podem orar assim e isso distingue a oração dos cristãos de todas as outras orações e práticas de oração existentes no mundo!

2. Em vez de nos sentirmos injuriados — como machos — diante das palavras de hoje, nós devemos nos alegrar pelo fato que Deus é Espírito e, portanto, não é nem macho nem fêmea. Essa realidade vem apenas enriquecer nossa leitura das Escrituras onde podemos ver metáforas tanto de Pai como de Mãe serem aplicadas ao nosso Deus.

3. Quando chamamos Deus de אַבָּא `abba — Pai, devemos fazê-lo no contexto mais abrangente possível. Devemos olhar para nossos irmãos e irmãs aqui na nossa congregação e depois estender nossa visão para alcançar todos os filhos gerados por Deus que existem ao redor do mundo!

4. A expressão אַבָּא `abba — Pai só tem validade se manifestar a verdadeira unidade que deve existir no seio da família cristã. É um termo familiar e é assim que ele precisa ser utilizado.

5. Só podemos dizer “Pai Nosso”, se estivermos conscientes da realidade que somos parte de uma família e que dependemos uns dos outros.

Que Deus abençoe a todos

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html


011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS

Que Deus abençoe a todos 
Alexandros Meimaridis 

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sábado, 17 de outubro de 2015

SUICÍDIO UMA SÉRIA QUESTÃO DE SAÚDE PUBLICA

 
O artigo abaixo foi publicado pelo site G1 de São Paulo

Suicídio é segunda maior causa de morte de mulheres jovens em SP

40 mulheres de 15 a 29 anos tiraram a própria vida em 2014. O artigo é de Paula Paiva Paulo e Anne Barbosa

Transtornos mentais como depressão são principais causas.
Paula Paiva Paulo e Anne Barbosa
Do G1 São Paulo

O suicídio é a segunda maior causa de morte entre mulheres de 15 a 29 anos na cidade de São Paulo. Em 2014 foram registrados 40 casos de suicídio de mulheres jovens. Esse tipo de morte ficou atrás apenas dos homicídios, que mataram 59 mulheres desta faixa etária.

Os dados são do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim), da Prefeitura de São Paulo, feitos com base em atestados de óbito, obtidos com exclusividade pelo G1.

Entre os homens jovens, o número foi mais que o dobro – 91 casos. Mas, como o número de mortos por outras causas como homicídios e acidentes de trânsito são muito altos, o suicídio fica só em quarto lugar entre as causas de morte.

O médico psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Teng Chei Tung disse que o suicídio “está muito associado a quadros psiquiátricos, como depressão ou uso de drogas. Nas grandes cidades, a mulher tem mais chance de ter depressão, pois o estilo de vida urbano é sobrecarregado. A pressão é muito grande. A mulher tem de cuidar da casa, dos filhos e trabalhar. Isso tudo piora a condição de saúde mental.

Para o médico, as mulheres costumam dar sinais. "É bem comum as mulheres comentarem que estão deprimidas ou que estão pensando em desistir com pessoas próximas. Isso pode ser um pedido de socorro.”
Mensagem no celular e carta de despedida

O pai lembra o horário exato. Às 16h59 do dia 6 de março de 2007, recebeu uma mensagem da filha no celular: “Pai, reza muito por mim. Estou precisando muito das suas preces.”  No mesmo dia, a jovem de 25 anos se jogou do oitavo andar do prédio onde trabalhava.

Mas chegou uma época que ela não aguentou mais, escreveu uma carta pra mim, pra mãe, pro namorado, dizendo que ela tinha chegado no limite." Pai de jovem que se suicidou

O administrador, hoje com 59 anos, prefere não se identificar. Ele contou que a filha sofria de depressão e tinha transtorno bipolar. Ela tentou o suicídio cinco vezes, tomando comprimidos e cortando os pulsos, por exemplo.

A jovem fazia faculdade de Direito. Nas crises, o pai contou que ela entrava em desespero porque “não conseguia assimilar mais o que aprendia na faculdade”. Ela fazia tratamento com um psiquiatra. “Mas chegou uma época que ela não aguentou mais, escreveu uma carta pra mim, pra mãe, pro namorado, dizendo que ela tinha chegado no limite.”

A família tenta se recuperar emocionalmente até hoje, e o pai mudou o modo de pensar sobre o assunto. “Antes eu só pré-julgava, e quando acontece com a gente, a gente vê que a coisa não é bem assim.”

Check–up emocional

Há 23 anos, Carlos Correia, 62, passa pelo menos quatro horas da sua semana atendendo pessoas com intenção de cometer suicídio. Ele é voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV). Correia disse que percebeu um aumento no número de jovens que procuram a associação e que, no atendimento por Skype e e-mail, até pela familiaridade com a plataforma, a demanda de jovens é muito grande.

“Se eu não perceber como está o meu emocional, ele é como um copo de água, vou pondo mais dentro, mais, mais, e posso ser surpreendido por uma gota d’água que vai fazer transbordar" Carlos Correia, 62, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV)

O veterano voluntário acredita que, com a mesma frequência que as pessoas fazem check-ups de saúde, também deveriam ter o costume de fazer um “check-up emocional”. Ele disse que muitos vivem como uma “panela de pressão”.

“Se eu não perceber como está o meu emocional, ele é como um copo de água, vou pondo mais dentro, mais, mais, e posso ser surpreendido por uma gota d’água que vai fazer transbordar”, completa.

No final do ano, as ligações aumentam. Segundo Correia, é nessa época que “acontecem muitas coisas”, como vestibular, aprovação de ano nas escolas, primeiro Natal ou Ano Novo após uma separação, demissões de empresas.

Nem sempre alguém que liga para o CVV quer se matar. “A pessoa vive sozinha, mas precisa ouvir uma voz humana, dar uma ligadinha para ouvir um boa noite.”

Para ajudar, as pessoas próximas não devem minimizar o sofrimento alheio, aconselha Correia. “Para você pode ser apenas um grão de areia, mas para quem tá sofrendo pode ser uma montanha intransponível.”

Tabu e prevenção

O psiquiatra José Manoel Bertolote, da Unesp, disse que o suicídio é um tabu não só no Brasil como em outros países. Ele trabalhou por 20 anos na Organização Mundial de Saúde (OMS), e ajudou a montar a cartilha mundial de prevenção ao suicídio.

Segundo ele, 85% das pessoas que cometem suicídio têm transtornos mentais que poderiam receber tratamento. Os mais frequentes são depressão, alcoolismo e esquizofrenia.

O psiquiatra considera que esse tipo de tratamento ainda é muito defasado no Sistema Único de Saúde (SUS). “A saúde mental é muito precária, e esses pacientes com esses casos não têm onde ser atendidos.” Segundo ele, uma consulta nos Centros de Atenção Psicossociais (Caps) demora para ser marcada, e “o tempo do suicida é agora”.

Como exemplo, o profissional citou a Hungria, que há 10 anos tinha altas taxas de suicídio. “Foi implantado um treinamento específico a todos os clínicos gerais do país, e a taxa de suicídio caiu pra menos da metade.”

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/suicidio-e-segunda-maior-causa-de-morte-de-mulheres-jovens-em-sp.html

Que Deus abençoe e dê sabedoria a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 28 de julho de 2015

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 005 – JESUS E A MULHER SAMARITANA - PARTE 002


Palavra grega "Kenosis" cujo significado é autoesvaziamento

Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:1—6
Introdução.

A. Nos dias de Jesus e até os dias de hoje, as mulheres das vilas que precisam retirar água de poços evitam o forte calor do dia, preferindo ir ao poço cedo pela manhã ou no fim da tarde.

B. Para evitar mal entendidos elas, normalmente, vão acompanhadas de outras mulheres. 
C. Além do mais, os jarros de água são pesadas e é sempre bom ter pessoas para auxiliarem a levantar os mesmos. 
D. Mas a mulher, personagem central dessa história, vem ao poço por volta do meio dia. Como ficará evidente mais adiante, ela era uma mulher de má reputação e, portanto, considerada como uma pária, daquela sociedade.
 E. Além do mais, sendo uma mulher de hábitos sexuais duvidosos, ela poderia escolher àquela hora com o objetivo de encontrar algum viajante ou viajantes a quem pudesse servir algo mais, do que água, apenas. 
F. Os poços do Oriente Médio não possuem baldes atrelados aos mesmos. Na realidade não estamos falando de baldes com os que conhecemos feitos de latão ou de plásticos. Os baldes daqueles dias eram feitos de couro. Um “X” feito de madeira era fixado na boca do mesmo para mantê-lo aberto. O mesmo era muito prático e portátil, porque podia ser facilmente dobrado. É possível que Jesus e seus discípulos tivessem um balde desses, mas Jesus não quis ficar com ele, porque tinha outros planos.  
G. Conforme terminamos falando em nossa última mensagem, ao sentar-se ao lado do poço, de forma deliberada e sem um balde, Jesus se colocou, estrategicamente, em uma posição de necessitar da ajuda de alguém que tivesse o equipamento adequado.    

A SURPRESA DO AUTO-ESVAZIAMENTO INTENCIONAL

I. A Mulher Samaritana Chega ao Tanque.

A. Ao perceber a aproximação da mulher, Jesus deveria, de forma educada, levantar-se e se afastar pelo menos 5 a 6 metros do poço, para não criar nenhum tipo de constrangimento para a mulher. Essa era atitude “politicamente correta” naqueles dias. 
B. Mas Jesus não se mexeu. Sendo a samaritana uma mulher acostumada a lidar com homens, ela não se intimida e se aproxima do poço mesmo com Jesus sentado ali. 
C. De repente, Jesus decide, por uma ação surpreendente: Jesus pede que a mulher lhe dê um pouco de água para beber.

II. A Ação de Jesus ao Pedir a Água Tem Quatro Consequências que Queremos Destacar.

A. Jesus Rompe um Tabu.

1. Que tabu era esse? O tabu de que um homem não deveria conversar com uma mulher, especialmente naquelas condições: local deserto e os dois ali sozinhos e sem nenhuma outra testemunha. 
2. Ao agir desse modo Jesus nos ensina que a salvação de uma pessoa é mais importante do que qualquer tradição humana.

B. Jesus Ignorou 500 anos de hostilidade entre Judeus e Samaritanos.

1. Como vimos na mensagem anterior os judeus odiavam os samaritanos e consideravam os mesmos endemoninhados. 
2. Algumas das ofensas eram mais recentes: 
a. Se aproveitando que os gregos haviam escolhido a Região de Samaria para estabelecer seu quartel general durante a ocupação da Palestina, os judeus que lutavam pela libertação da sua nação, aproveitaram um ataque contra os gregos e subiram ao monte Gerezim e destruíram o templo samaritano que existia naquele local. O mesmo nunca mais foi reconstruído. Isso foi no ano 128 a.C. 
b. Algum tempo depois, um grupo de samaritanos entrou na área do templo em Jerusalém e espalharam ossos de pessoas mortas, tornando o local impuro e inapropriado para a celebração da páscoa que deveria acontecer no final daquele dia. A purificação de tal profanação durava sete dias e os judeus não puderam celebrar a páscoa na data certa. 
c. Jesus deixa de lado toda essa amargura, que já durava 500 anos, e pede que a mulher samaritana lhe dê um pouco de água.  

C. A Atitude de Jesus Demonstra Sua Teologia de Missão

1. Quando Jesus desceu do céu, ele se humilhou tanto, a ponto de precisar da ajuda de seres humanos. Essa é a melhor descrição que podemos encontrar para a verdadeira humildade. 
2. Ao pedir água para a mulher Jesus está, em outras palavras, dizendo o seguinte: Eu sou fraco e preciso de ajuda. Será que você pode me ajudar? 
3. O verdadeiro serviço cristão só pode ser oferecido de uma posição de fraqueza. Serviço feito de uma posição de força e poder não é verdadeiro serviço, mas apenas beneficência.
4. As missões modernas partem desse pressuposto errado: nós devemos fazer missões porque temos os recursos. Mas esse não é nem o método do próprio Jesus nem o método que ele ensinou seus discípulos conforme podemos ver em - 
Marcos 6:7—13 
Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa, permanecei aí até vos retirardes do lugar. Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem, ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles. Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. 
5. Os apóstolos deveriam ir como pessoas necessitadas àqueles que deveriam levar a mensagem do evangelho e não como pessoas distintas, ricas ou poderosas. 
6. Por esse motivo o pedido de Jesus feito à mulher samaritana é genuíno e verdadeiro. Jesus está com sede e não tem um balde para usar. Ele precisava ser ajudado. 
7. Jesus entendia muito bem a necessidade de ser ajudado. Outra ocasião que podemos citar está em — 
Lucas 5:1—3 
Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões.

D. Jesus Eleva a Mulher à Sua Dignidade Apropriada

1. A dignidade da mulher é reafirmada pelo pedido de ajuda feito por Jesus, para que ela o ajudasse com seus próprios meios. 
2. Em tudo isso, certamente a mulher estava surpresa e admirada que um homem judeu estivesse falando com ela, uma mulher samaritana. 
3. A ideia de que ele desejava beber do balde considerado imundo pelos judeus, foi outro choque e outra surpresa. Mas estamos falando de Jesus, o maior quebrador de tabus e o homem que mais desmascarou hipócritas. 
4. Mas, como ela descobriria mais adiante, tanto o pedido por água como o desejo de beber do balde dela eram verdadeiros e sinceros. 
5. Isso explica a resposta da mulher cheia de surpresa e até com certa dose de provocação — verso 9.  
6. As palavras da mulher estão centradas na sua feminilidade. Sua intenção? Difícil de dizer, mas Jesus entendeu muito bem como veremos mais adiante. 
7. Jesus não embarca na canoa da mulher samaritana, ele se recusa a responder a pergunta dela, mas prossegue com sua própria agenda, uma vez que, agora, ele tinha toda a atenção dela.
Conclusão:

A.. Como já tivemos oportunidade de notar, Jesus não apenas falava com mulheres, mas:

1. Ele tinha mulheres discípulas.

2. Algumas mulheres viajavam junto com Jesus e os doze, de vila em vila e de cidade em cidade.

3. Algumas mulheres ajudavam a sustentar a obra de Jesus, bancando as despesas do grupo com suas próprias economias.

B. Uma pergunta muito séria que temos que nos fazer é: nossos métodos missionários são nossos mesmos ou são os de Jesus? Fazemos missões porque temos recursos ou porque amamos as pessoas, independente de termos ou não recursos? São perguntas muito sérias, que todos nós devemos fazer e todas as igrejas e agências missionárias precisam fazer e repensar o modo como fazemos missões no século XXI.


C.. Nos dias de hoje as missões fluem do Ocidente rico para os países mais pobres. Os países mais necessitados de missões estão dentro da chamada janela 10-40. Quando fazemos missões dessa maneira, nós nos mostramos humildade e sim orgulho, enquanto humilhamos aqueles que recebem nossos favores.

D. Jesus é o salvador. O único salvador. Se as pessoas não derem ouvidos a nossa pregação acerca de Jesus, elas não darão ouvido a nada mais. Não podemos confundir frequentadores de igrejas com verdadeiros seguidores — discípulos — de Jesus. Como iremos ver a mulher samaritana apesar da vida desregrada que levava, era uma mulher religiosa. Mas ela precisava se converter. E isso faz toda a diferença no tempo e na eternidade.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.