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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

OS DEZ PIORES PAÍSES PARA VIVER COMO CRISTÃO


Cristãos paquistaneses fazem protesto atentado suicida ocorrido na igreja de Todos os Santos, na cidade de Peshawar, que deixou dezenas de mortos 
No Paquistão, um dos países mais conservadores do mundo, os cristãos são tratados como cidadãos de segunda classe(A Majeed/AFP)

O material abaixo foi publicado pelo site da revista VEJA com dados do Pew Center Institute.

Saiba quais são os dez piores países para ser cristão



O Pew Center, um dos institutos de pesquisa mais respeitados do mundo, divulgou um estudo publicado em abril de 2015 com as projeções para o crescimento das populações religiosas nas próximas quatro décadas. O relatório intitulado "O futuro das religiões do mundo: População e Projeções de Crescimento 2010-2050" constatou que na América Latina, os cristãos seguirão sendo o maior grupo religioso nas próximas décadas. O crescimento do grupo será de 25% entre 2010 e 2050.

O estudo projeta que em 2050 o número de cristãos irá girar em torno de 2,9 bilhões de pessoas. Hoje, os cristãos já são 2,17 bilhões em todo o mundo. O maior aumento será entre aqueles que dizem não ter uma crença, que passará de 45 milhões em 2010 para 65 milhões em 2050. Para os Estados Unidos, o estudo calcula que em 2050 a população de muçulmanos irá ultrapassar a de judeus, embora os cristãos ainda apareçam como maioria.

O documento do Pew Center também listou os países que os cristãos mais sofrem violência e perseguição. Conheça os dez piores países para ser cristão.


Os dez piores países para ser cristão

1 de 10(Foto: Peter Parks/AFP)

Coréia do Norte

Coréia do Norte

Na Coréia do Norte as religiões são proibidas. Milhares de cristãos estão presos no país, e muitos foram torturados e executados. Religiosos que se encontram secretamente correm o risco de serem presos. Em 2011, por exemplo, Pyongyang reclamou muito de uma árvore de Natal de 30 metros colocada sobre uma colina na Coreia do Sul, que podia ser vista do território norte-coreano. O regime acusou o Sul de tentar espalhar a religião entre os norte-coreanos.
Porcentagem de cristãos no país: 1.2%

2. Somália

Somália 

O Islamismo é a religião oficial do país e a conversão para outra religião é um ato ilegal. O Al Shabab, grupo terrorista, almeja impor na Somália um sistema de governo doutrinado por uma interpretação radical da sharia, o rígido controle de leis islâmicas. O grupo islâmico quer "livrar" a Somália de todos os cristãos. As pessoas suspeitas de seguir a fé são susceptíveis a serem mortas. Como consequência, muitos cristãos se encontram em segredo no país.
Porcentagem de cristãos no país: menos de 1%

3. Iraque

Iraque

Depois da queda do governo de Saddam Hussein, muitos cristãos fugiram do Iraque já que a perseguição ao cristianismo só tendia a aumentar. Como o Estado islâmico assumiu o controle de grande parte do país, os cristãos e outras minorias foram forçados a se converter, pagar um imposto punitivo ou ser morto. Estima-se que 100.000 pessoas fugiram de suas casas em Mosul, uma cidade em uma região de maioria cristã no norte do Iraque.
Porcentagem de cristãos no país: menos de 1%

4. Síria

Síria

Desde o começo da guerra civil, em 2011, estima-se que 700.000 cristãos fugiram da Síria. Assim como no Iraque, seguidores do cristianismo são perseguidos e muitas vezes raptados, mortos ou feridos no país.
Porcentagem de cristãos no país: 4,9%
5. Afeganistão

Afeganistão

No Afeganistão o cristianismo é visto como uma religião ocidental e os poucos cristãos que existem devem manter sua fé em segredo ou arriscar sofrer atos cruéis como rejeição familiar e até mesmo execução. No país não há igrejas e os religiosos mantêm a prática cristã em segredo.
Porcentagem de cristãos no país: menos de 1%
6. Sudão

Sudão

No Sudão, pessoas que param de seguir o islamismo e passam para outra religião podem ser punidas com morte. Existem relatos de que o governo já chegou a atacar cristãos com bombardeios direcionados. O país também tem leis de blasfêmia que serviram para justificar a prisão de muitos cristãos.
Porcentagem de cristãos no país: 4.8%
7. Irã

Irã

O Islamismo é a religião oficial no Irã, isso significa que qualquer cidadão que se converta ao cristianismo é considerado apóstata. Armênios e assírios que vivem no Irã estão autorizados a praticar o cristianismo, mas muitas vezes são tratados como cidadãos de segunda classe. Igrejas são monitoradas e constantemente invadidas pelo governo. Pelo menos 75 cristãos foram presos no Irã no ano passado.
Porcentagem de cristãos no país: menos de 1%
8. Paquistão

Paquistão

Um dos países mais conservadores do mundo - bebidas alcoólicas são proibidas, mulheres só saem na rua se cobertas por véus e o governo censura novelas e filmes - trata, frequentemente, os cristãos como cidadãos de segunda classe. Mulheres e crianças cristãs podem ser alvo de abuso sexual, leis de blasfêmia são abusadas para atacar seguidores e as igrejas são monitoradas e, por vezes atacadas.
Porcentagem de cristãos no país: 2.8%
9. Eritreia

Eritreia

Os cristãos são considerados uma ameaça para a Frente Popular pela Democracia e Justiça, o partido político que controla o país. Muitos tiveram suas casas atacadas ou foram torturados, espancados e presos. Há relatos de que alguns tenham sido mantidos em containers de navios em condições desumanas.
Porcentagem de cristãos no país: 36.8%
10. Nigéria

Nigéria

Nigéria

Desde que o grupo terrorista Boko Haram ganhou destaque na mídia, milhares de cristãos foram sequestrados ou mortos. No norte do país, os cristãos são tratados como cidadãos de segunda classe. Segundo relatos, crianças cristãs não são autorizadas a frequentar a escola e aldeias cristãs têm água limpa e acesso aos cuidados de saúde negados pelo governo.
Porcentagem de cristãos no país: 48.2%
O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

TEMPLO DE SALOMÃO JÁ VIROU ATRAÇÃO TURÍSTICA EM SÃO PAULO



O texto abaixo é de Thiago Chagas e foi publicado no site Gnotícias.

Em dois meses, Templo de Salomão já atraiu mais de 1 milhão de visitantes, diz Igreja Universal

O plano da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar o Templo de Salomão em um ponto turístico na capital paulista vem se concretizando, visto que em menos de dois meses de sua inauguração, mais de 1 milhão de visitantes já compareceram às reuniões da denominação no local.

De acordo com a TV Record, os visitantes vêm de diversas partes do país e do mundo, e não são apenas evangélicos que demonstram interesse em conhecer o megatemplo que tem capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Entre os que visitam a réplica do Templo de Salomão, existem pessoas sem religião e católicos, além de fiéis evangélicos que pertencem a outras denominações.

“Acho a arquitetura muito fantástica. Isso me chama muito a atenção”, diz um senhor chamado Pedro, entrevistado pela reportagem da Record e que afirma ter viajado o mundo e visitado templos de diversas religiões.

O guia turístico dentro do megatemplo é feito por pastores da denominação que se vestem como os antigos sacerdotes do templo original, erguido por Salomão, a partir da planta que Deus deu a seu pai, o rei Davi.

 “O que a gente está ensinando aqui não é religião, então todas as pessoas – até pessoas que não são de religiões – vêm aqui. Elas podem vir, [o Templo de Salomão] está de portas abertas pra elas”, diz o pastor Daniel Lopes, um dos guias turísticos que explicam os detalhes da construção e da tradição judaica.

O tour especial pelo megatemplo é acompanhado por pelo menos, 400 pessoas por dia, diz a Igreja Universal. Nessa visita, de aproximadamente 1 hora, os visitantes conhecem um memorial e uma réplica em tamanho real do Tabernáculo, que foi erguido pelo povo judeu para guardar a Arca da Aliança, que era o depósito das tábuas da lei dadas por Deus a Moisés.

O material original do site Gnotícias poderá ser visto por meio do link a  seguir:


NOSSO COMENTÁRIO

A continuar nesse ritmo em menos de dois anos o Bispo Edir Macedo terá reposto o dinheiro desembolsado para a construção da Iurdilândia no bairro do Brás.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

IGREJAS EVANGÉLICAS PRODUZEM MAIS ATEUS QUE CRENTES



O material abaixo foi publicado pelo site da revista Cristianismo Hoje e é da autoria de Rafael Dantas.

Ovo da serpente

Ovo da serpente

Crescimento do ateísmo no Brasil tem raízes dentro da própria Igreja cristã.

O esfriamento da fé cristã começa a se tornar uma realidade visível no maior país católico do mundo, e onde a Igreja Evangélica tem experimentado crescimento exponencial. Os brasileiros ateus, agnósticos e sem religião já somam quase 15 milhões, segundo dados do último recenseamento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – números que já se equiparam ao de habitantes do Rio de Janeiro, o terceiro estado mais populoso do país. Numa nação de religiosidade evidente, no qual o Catolicismo ainda é hegemônico e quase todas as pessoas repetem, mesmo sem sentir, bordões como "graças a Deus" ou "se Deus quiser", percentual tão elevado – e crescente – chega a assustar, ainda mais diante do crescimento econômico que, embora arrefecido em 2012, foi a regra brasileira ao longo da última década. Isso porque, conforme se observa no Primeiro Mundo, quanto mais rica uma sociedade, maior é sua tendência ao secularismo.

Veja-se, por exemplo, países ricos como a Suécia e a Dinamarca, que já têm, respectivamente, 64% e 48% de suas populações ateias. Se nenhum movimento interromper o esfriamento da fé, nas próximas quatro décadas, nações como Canadá, Austrália, Áustria, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca terão a maioria de sua população longe de Deus, segundo dados da American Physical Society, organização especializada em estudos científicos e que aferiu a rejeição à figura de Deus entre aqueles povos. Outro estudo, este do Fórum Pew – que estuda as ligações entre religião e vida pública –, aferiu que os indivíduos sem filiação religiosa já constituem o terceiro maior grupo do mundo na esfera religiosa (ou antirreligiosa, no caso), com 1,1 bilhão de pessoas, atrás apenas do Cristianismo e do Islamismo. Mesmo que, estatisticamente, os ateus, agnósticos e pessoas sem religião não representem ameaça imediata à religiosidade do Brasil de todos os credos – eles são apenas 8% da população nacional –, é preciso reconhecer que os chamados seculares pertencem a segmentos influentes da sociedade. Eles têm acesso à mídia e à academia, além de pertencer aos setores mais favorecidos economicamente, os chamados formadores de opinião.

Mas isso não é tudo. O ateísmo é alimentado, sobretudo, pela modernidade e pelo descrédito em relação às instituições religiosas. Embora Deus jamais vá morrer, ao contrário do que preconizou Nietzsche no século 19, poucas vezes, ao longo da história humana, ele foi tão questionado e combatido – sobretudo, por causa do comportamento daqueles que se pretendem seus representantes na Terra. Pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que, para 64% dos brasileiros, existe corrupção nas igrejas evangélicas. Em relação à Igreja Católica, o índice é um pouco menor – 53% –, mas, ainda assim, elevado. A inusitada renúncia do papa Bento XVI, cujo pontificado foi severamente questionado por escândalos morais e financeiros envolvendo a alta cúpula da Igreja de Roma, aumentou ainda mais essa percepção. "Não há uma única razão para esse movimento de afastamento de Deus", aponta o professor Maruilson Souza, PhD em Educação Teológica e major do Exército de Salvação, igreja da qual é supervisor para o Nordeste. "Vivemos um tempo de muitas mudanças. Os valores são questionados e um desses é a crença em Deus. Atualmente, há uma tendência de se desvalorizar tudo aquilo em que tradicionalmente se acreditava."

A bem da verdade, no Brasil, não se pode falar sequer em um movimento ateísta, já que, diferentemente do que acontece na Europa, os ateus brasileiros não fazem tanto barulho. No Reino Unido e na Espanha, até outdoors e cartazes impressos em ônibus com dizeres como "Deus não existe" são vistos pelas ruas, e a cultura secular impregna os mais variados setores. Ícones do ateísmo moderno, como o biólogo e escritor britânico Richard Dawkins, transformam seus livros, como Deus, um delírio, em best-sellers de projeção mundial. Por outro lado, políticas secularistas em países como a França, onde existem leis impedindo a exibição de símbolos religiosos em espaços públicos, jogam a questão para o centro dos debates. O que existe por aqui são alguns grupos, como a Atea – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – e iniciativas isoladas. "Tem havido uma mudança de mentalidade: até um tempo atrás, ateísmo era tido como algo complicado, coisa que só filósofos ficavam discutindo. Com livros mais populares, ficou mais fácil para as pessoas saberem o que é o ateísmo", diz o funcionário público Alexandre Pereira, criador e mantenedor do site Ateus do Brasil. Além de artigos e reflexões do próprio autor, ali o internauta tem espaço para expor seus pontos de vista e saber mais sobre o ateísmo no Brasil e no mundo. "O que acontece é que a religião está longe de ser aquele guia de moral que prega ser. As pessoas são boas ou más independentemente de religião", aponta. "A vida é melhor quando não existe aquele medo de ir para o inferno se você fizer algo ruim ou coisa assim."

"DESCRÉDITO"

O professor Luiz Macedo, 26 anos, ateu declarado, afirma que já sofreu inclusive manifestações preconceituosas: "Uma vez, recusaram-se a me atender num estabelecimento comercial porque eu sou ateu. O gerente da loja, que me conhecia, era evangélico". No seu dia a dia, contudo, ele afirma não se incomodar com as tentativas de evangelização, mas reclama dos excessos e do fato de que esses mesmos crentes que querem ganhar seu coração para Jesus não se dispõem a escutá-lo quando fala de suas convicções. "Gosto de desmistificar a fé, a religiosidade popular, do mesmo jeito que as pessoas que professam uma crença falam dela. Mas poucos estão disponíveis para ouvir", declara.

Uma característica que tem marcado o crescimento dos sem religião no Brasil é que a decisão de deixar a ideia de Deus de lado acontece cada vez mais cedo. A idade média das pessoas que se enquadram na categoria é a mesma de Macedo, 26 anos – justamente, o período normalmente vivido na universidade, onde os enfrentamentos à fé e a relativização de valores se acentuam. É na juventude que se concentra o maior índice de abandono da fé. Estudo do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicos (Ibase) aponta que, no Brasil, 14% dos jovens declararam não ter religião, contra 7% dos adultos. "Isso é resultado da crítica que esses jovens fazem ao chegar à idade adulta, quando não veem na prática o mesmo que ouviram nas pregações e estudos bíblicos", destaca o pastor Abraão Júnior, de origem batista. "Os jovens não querem se identificar com um movimento, qualquer que seja, que não lhes passe crédito. E esse descrédito tem a ver com a instituição religiosa e com os pais. Assim, os vínculos com a fé são facilmente quebrados ao se ingressar na universidade".

O auxiliar administrativo José Ramos, de 27 anos, fez esse percurso. Criado sob princípios cristãos, ele hoje repudia a fé. "Tive várias decepções na igreja e depois passei por um processo intelectual. Venho de uma família de forte tradição religiosa, mas hoje, a religião, para mim, é uma grande cegueira". Embora garanta defender a liberdade religiosa, ele agora sente a necessidade de levar outras pessoas a abandonarem a fé. Com a mesma satisfação com que muitos crentes comemoram o crescimento da Igreja Evangélica no país, Ramos, que mora em Vitória (ES), também vibra com o maior número de pessoas que confessam não crer em Deus. "Defendo que os ateus tenham direito a expressar seu pensamento. O mundo ainda será ateu."

Estudos da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) apontam que, de fato, é no ambiente acadêmico, onde há maior exposição dos alunos a ideias e teorias que questionam a existência de Deus – não apenas a imagem judaico-cristã cristalizada no imaginário popular, mas a própria ortodoxia de quem segue a Bíblia –, que o ateísmo ganha força. Além disso, muito da resistência desse meio para com os cristãos consiste no fato do secularismo atual apresentar o Deus do Cristianismo apenas como uma opção entre outros tantos caminhos de experiências religiosas ou místicas, apresentadas como igualmente válidas. E, nesse cenário de pluralismo e relativismo, a exclusividade solicitada pela fé cristã acaba sendo confundida com intolerância.
O caminho para alcançar o coração dos universitários que estão longe de Deus, na opinião do secretário geral da ABUB, Reinaldo Percinoto, passa pelo estabelecimento de relacionamentos, que dificilmente são conquistados através do formato tradicional de atuação das igrejas. "Em primeiro lugar, precisamos ouvir as pessoas que se acham fora da comunidade cristã. E, também, trabalharmos criativamente para buscar pontos de contato que ajudem aqueles que estão ao nosso redor a construírem pontes entre a sua situação real e a mensagem do Evangelho. Claro que esses espaços são o estágio inicial, o ponto de partida, para ajudar as pessoas a se aproximarem do Reino de Deus, não o porto final", diz. Percinoto cita que esses espaços de oportunidade podem estar na própria cultura, através da música, do cinema e da literatura, por exemplo.

TRADIÇÃO ILEGÍTIMA

"Quando as pessoas descobrem que algumas verdades da Igreja, de fato, não são bem como aprenderam, há uma decepção que acaba afogando a fé", sintetiza o funcionário público Henrique Carneiro, 32 anos, membro da Primeira Igreja Batista em Dois Unidos, no Recife (PE). Aluno do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Pernambuco, ele acredita que ainda existe certo atrito entre os cristãos e os ateus, mas que há uma acomodação por ambas as partes. "Defendo que devamos respeitar a visão das pessoas sem religião, pois só assim poderemos conseguir influenciá-los de alguma maneira. É necessária uma aproximação, sem que haja uma imposição de verdades. Mas quem se dispõe a pregar aos intelectuais tem que conhecer não apenas de religião, mas de mundo", observa. "O movimento evangélico, no Brasil, cresceu muito, mas desaprendeu a pensar. Por isso, não consegue dialogar com as novas demandas, como o avanço do secularismo", concorda o professor Maruilson.

Para o pastor e professor de teologia Rubens Muzio, a superficialidade do Cristianismo praticado no país pode ser apontado como uma das principais alavancas do avanço do secularismo. "A tradição cristã do Brasil não tem raízes legítimas: ela começou com a colonização do país e com uma relação espúria entre Estado e Igreja", aponta. "Ser cristão, em última análise, era adotar a cultura portuguesa. Do ponto de vista de muitos ateus e agnósticos, essa atitude religiosa dominadora continua sendo uma afronta às outras visões de mundo da atualidade". Na opinião do teólogo, a maioria dos brasileiros não vivencia essa tradição no dia a dia – ao contrário: nos dias de hoje, continua Muzio, existe um pluralismo religioso intenso e violento. "Assim, quaisquer tentativas de se afirmar que há um único caminho para a eternidade serão vistas como desrespeito absoluto a toda autonomia e liberdade característica da vivência pós-moderna."

Já o pastor André Mello, da Igreja Presbiteriana da Trindade, em Florianópolis (SC), identifica que o crescimento dos ateus e agnósticos é um "fruto amargo" da fermentação de uma parte do movimento neopentecostal. "O modelo da teologia de negócios, da igreja-empresa ou da megaigreja gera, irremediavelmente, um rebanho de pessoas machucadas, apunhaladas e esfoladas em sua fé", sustenta. Estas pessoas, continua o religioso, fazem um movimento difícil, que é o abandono da religiosidade tradicional. "Esse movimento é acompanhado de grandes custos emocionais. Daí, quando se decepcionam, simplesmente não querem mais saber de igreja". Desta forma, um dos principais motores do crescimento do ateísmo e do agnosticismo em terras brasileiras está justamente dentro das comunidades cristãs.

Mello está preocupado com a escalada das coisas no Brasil. "A crise de diálogo e de comunicação das igrejas com esta geração é a mesma crise da classe política com a sociedade. As igrejas copiam o que há de melhor e pior na sociedade. No entanto, elas deveriam ser, apenas, diferentes". Para ele, o que já aconteceu lá fora pode repetir-se aqui. "De repente, alguém descobre que a frase 'Deus seja louvado' deve ser retirada das cédulas do real", diz ele, lembrando uma iniciativa do Ministério Público que visa a secularizar o dinheiro brasileiro. "Outras pessoas desejam que os crucifixos sejam retirados das repartições públicas e instituições bancárias. Alguns até questionam o uso de recursos públicos na restauração e recuperação de templos católicos antigos". O problema, ele diz, está mais nos erros dos grupos religiosos, que abrem espaço para a fermentação de sentimentos que levam a um sentimento antirreligioso. "O problema dessas pessoas não é com a religião organizada; o que as move é o ressentimento emocional contra o abuso religioso. Se os próprios pastores e igrejas não reagirem contra os excessos, outros reagirão."

O pior cenário, diz o ministro presbiteriano, seria uma soma da crise do Catolicismo romano europeu com a crise do evangelicalismo norte-americano. "Daí, teríamos um Brasil pós-religioso", comenta. "Sinceramente, não creio que é este o nosso caso. É mais fácil, no Brasil, o indivíduo optar por um novo caminho religioso do que por um ateísmo militante. "Mestre em missiologia e professor do Seminário de Educação Cristã (SEC), Diego Almeida lembra que o crescente grupo dos sem religião – sejam eles ateus, agnósticos, seculares ou decepcionados com a fé – não pode deixar de ser alvo dos esforços da Igreja. "Todo o mundo, hoje, é alvo de missões. Nosso país parece estar seguindo uma triste trilha já percorrida por europeus e norte-americanos, cujos povos têm se tornado cada vez mais secularizados". O missiólogo aponta que, mesmo de forma silenciosa, há um movimento em busca dessas pessoas decepcionadas com a religião ou não convencidas pelo Evangelho que lhes é pregado. "A Igreja não pode ficar parada frente ao crescimento desses grupos, que compreendem desde os que têm negado Deus aos que se afastam do convívio espiritual, que deveria ser saudável e terapêutico", alerta. (Colaborou nesta matéria: Carlos Fernandes).

O artigo original publicado pelo site da revista Cristianismo Hoje poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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sábado, 3 de maio de 2014

CRESCE O NÚMERO DE PESSOAS SEM RELIGIÃO



Na realidade é a Curva dos "Sem Religião".
O material abaixo foi publicado pelo site G1 do Rio Grande do Sul. A pesquisa diz respeito, diretamente, àquele estado, mas é um reflexo do que, provavelmente, está acontecendo em todos os cantos do Brasil.

Segue o texto do G1.

Cresce número de pessoas sem religião, dizem especialistas do RS

Para antropólogo, crença no sagrado existe e não precisa de mediadores. Grupo já soma 5% da população do estado e 8% da brasileira.

Do G1 RS

Cada vez mais cresce no país o número de pessoas que se consideram “sem religião”. Sem uma ligação religiosa com qualquer crença tradicional, elas se dizem mais felizes. No Rio Grande do Sul, esse grupo soma 5% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Não ter uma religião não significa a perda da fé. De acordo com o antropólogo Rodrigo Toniol, a crença no sagrado existe, mas não precisa de mediadores. Ela está dentro de cada um na forma de energia e espiritualidade.

“Quem se declara como sem religião é, sobretudo, jovem, com idade média de 26 anos. Eles não rejeitam valores religiosos, mas sim a institucionalidade ou até mesmo a mediação de sacerdotes ou de uma igreja, por exemplo”, diz o estudioso.

Toniol, que faz parte do Núcleo de Estudos de Religião da UFRGS, diz que o fenômeno dos “sem religião” ganhou força nos últimos anos: o grupo aumentou 70% em duas décadas e hoje representa 8% da população brasileira, de acordo com o censo do IBGE.

“Há 8% de declarantes sem religião, o que significa que se eles fossem considerados como uma religião, seria a terceira maior do país, perdendo apenas para católicos e evangélicos. Espiritualidade e energia são duas palavras-chaves para entender este fenômeno”, explica o antropólogo.

O professor de educação física Tiago Frosi é um admirador da filosofia oriental e garante que encontra a energia na meditação. “É como se fosse essa ideia de que somos parte da natureza do universo, mas não apegado à ideia de um Deus fora de nós, o qual temos que adorar. Acho que esta divindade, este sagrado, é parte de nós mesmos e de tudo o que está à nossa volta”, diz.

Frosi diz ainda que atualmente se sente mais feliz e mais conectado com os outros do que quando estava inserido em uma religião organizada.

O professor de artes marciais Rodrigo Leitão também buscou apoio em muitas religiões, e procurou tirar de cada uma aquilo que acreditava. “Eu acredito em tudo um pouco e ao mesmo tempo em nada disso, mas não sou sem fé. Eu tenho muita fé na física, por exemplo”, conclui.

O artigo original do site G1 RS poderá ser visto por meio desse link aqui:

NOSSOS COMENTÁRIOS

1. Todas as vezes em que a igreja se torna irrelevante a mesma perde a capacidade de se comunicar com a geração do momento. É importante notarmos que os chamados “sem religião” não devem ser igualados aos ateus.

2. Os em religião têm religião sim, apenas praticam a mesma de forma independente de relacionamentos com outras pessoas. Pelo teor do artigo podemos notar que a maioria está voltada para algum tipo de misticismo seja oriental ou, até mesmo, baseado em alguma ciência.

3. Apesar da reportagem não mostrar, nós temos absoluta certeza que uma boa parte desses 8% de pessoas “sem religião” dizem respeito àqueles que costumamos chamar de “desigrejados” no meio evangélico. São esses que se definiram no último censo como “evangélicos não praticantes”.

4. Os motivos porque muitos evangélicos deixam de ser praticantes são muitos variados:

a. O motivo mais importante em nossa opinião é que eles nunca tiveram uma oportunidade genuína de conhecer a Jesus, nem de se relacionar com Ele de verdade. Agora pretendem que podem se relacionar com Jesus, sozinhos, sem a companhia de outros irmãos e irmãs. Esse é mais um engodo na longa lista pelos quais já passaram, sendo manipulados por terceiros e agora optam por se deixarem manipular por suas próprias convicções.

b. A hipocrisia das falsas pregações também deve ser indicada como outro fator para esse pessoal desistir das instituições. Pastores exploradores e falsos ensinamentos como os derivados da palavra da fé e da Teologia da Prosperidade, têm frustrado milhões de brasileiros que, simplesmente, se cansaram de esperar por todas as promessas que lhes foram feitas. Se conhecessem a Jesus, não ficariam desapontados e procurariam um ambiente mais saudável para congregar.

c. A manipulação e o enriquecimento escandaloso de muitos líderes evangélicos também tem contribuído para o escândalo de muitos pequeninos no meio chamado evangélico.

d. A hipocrisia das religiões institucionalizadas, com sua brutais lideranças que perseguem e destroem as vozes discordantes, também é outro motivo. A colocação da denominação acima da justiça tem levado muitos a perceberem a falsidade gritante do meio em que estão envolvidos. Tudo isso tem levado muitos ao abandono de suas igrejas locais e denominações lançando-os no vazio da ideia de que é possível ser cristão vivendo em isolamento.

A igreja cristã precisar retomar sua relevância por meio de uma pregação que faça sentido para as pessoas dos nossos dias. Uma pregação centrada em Cristo e na Sua mensagem e não em promessas vazias que nunca se concretizam.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ESTATÍSTICAS TRATANDO DE RELIGIÕES

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Alexandros Meimaridis

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