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terça-feira, 28 de março de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 002 — JUDEU DE JUDEUS


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Maquete da antiga cidade de Jerusalém


Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

II. Judeu de Judeus.

Não podemos entender o apóstolo Paulo à parte de suas experiências no judaísmo dos seus dias. Suas atividades e sua experiência religiosa com a religião dos seus ancestrais são da maior importância para dissipar muitas das compreensões erradas que existem acerca do apóstolo dos gentios.

Segundo suas próprias palavras ele era um judeu que havia sido treinado nas mais dignas tradições da religião de seus pais e suas qualificações como fariseus não podiam ser superadas por nenhum de seus pares:

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

Atos 26:4—5

Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.

2 Coríntios 11:22
São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

Filipenses 3:4—5

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

É esta realidade, a origem profundamente judaica do apóstolo Paulo, que serve como um pano de fundo perfeito para entendermos sua visão de como é na Igreja que encontramos o cumprimento das esperanças mais caras ao judaísmo —

Efésios 3:8—12

8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo

9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas,

10 para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,

11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,

12 pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

Outro aspecto que podemos apontar aqui é sua capacidade como polemista utilizando as escrituras do Antigo Testamento para provar ser Jesus o Messias esperado —
Atos 17:1—3

1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras,

3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio.

Além disso, a visão pessimista que Paulo demonstra possuir concernente à capacidade do homem de guardar a Lei de Deus e da supremacia da misericórdia e da graça divina, em muito se assemelham às tradições produzidas pelos mais afamados rabinos do judaísmo. Seu profundo conhecimento da religião de seus pais, bem como dos escritos sagradas do judaísmo, lhe permitiam se dar ao luxo de:

1. Empregar linguagem religiosa, muito comum nos seus dias, para expor verdades cristãs —

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

2. Citar autores que haviam escrito qualquer coisa que tivesse cunho religioso e pudesse ser aproveitada —

Atos 17:28
Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.


1 Coríntios 15:33

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Tito 1:12

Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.

3. Argumentar a favor de Deus independente da revelação escrita —

Romanos 1:19—20

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

4. Lançar mão de diatribes para arrasar seus opositores —

Romanos 2:1—3

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.

2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.

3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?

Romanos 9:1—11

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:

2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração;

3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;

5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;

7  nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Esta capacidade de lidar com todos estes aspectos que acabamos de citar indicam que Paulo havia mesmo sido treinado em uma fina escola rabínica, que naqueles dias costumava incluir o estudo do pensamento do mundo gentílico. Mas não podemos deixar de afirmar que suas muitas viagens também lhe ofereceram muitas oportunidades para aprender.

CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 31 de agosto de 2013

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 37:3-4 - Estudo 005


José e Jacó

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

IV. José o “Filho Amado” de Seu Pai — Gênesis 37:3—4.

Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente – Gênesis 37:3—4.

O nascimento de José foi um momento de grande triunfo para Jacó. Ele finalmente conseguiu ter um filho com Raquel — a mulher que ele amava —

Gênesis 29:18—20

18 Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel.

19 Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo.

20 Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.

mesmo já estando bem avançado em anos. Tudo no nascimento de José era motivo de felicidade —

Gênesis 30:22—25

22 Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda.

23 Ela concebeu, deu à luz um filho e disse: Deus me tirou o meu vexame.

24 E lhe chamou José, dizendo: Dê-me o SENHOR ainda outro filho.

25 Tendo Raquel dado à luz a José, disse Jacó a Labão: Permite-me que eu volte ao meu lugar e à minha terra.

Mas Jacó teve outro filho com Raquel — Benjamim — mas o nascimento dessa  criança custou a vida da própria Raquel, portanto, Jacó não tinha os mesmos motivos de alegrar-se nele como tinha em José —
Gênesis 35:16—18

16 Partiram de Betel, e, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata, deu à luz Raquel um filho, cujo nascimento lhe foi a ela penoso.

17 Em meio às dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.

18 Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim.

Raquel chamou a criança de בֶּן־אוֹנִי Ben_`Owniy – que quer dizer: filho do meu sofrimento. Mas Jacó mudou o nome do menino para בִנְיָמִין Binyamiyn – cujo significado é: filho da mão direita.

 
Túnica Talar

O amor de Jacó por José era um amor excessivo pelo que mencionamos acima e certamente, Jacó estava ciente dos conflitos familiares que aquela situação de favoritismo gritante poderia gerar. Jacó conhecia de primeira mão o triste resultado de divisão familiar que uma atitude como aquela poderia causar. Independente de tudo isso, Jacó foi em frente em sua demonstração de tratamento preferencial por José.

Nesse processo Jacó aplicou suas habilidades como um alfaiate e produziu para José uma túnica talar de mangas compridas. O texto não descreve com precisão do que exatamente se tratava quando falamos dessa vestimenta. O conceito de que se tratava de uma túnica de várias cores é emprestado da LXX – Septuaginta que é versão das Escrituras Hebraicas para o grego – onde o tradutor usou a expressão grega χιτω̂να ποικίλον chitôna poikílon — túnica multicolorida. A expressão hebraica diz apenas כְּתֹנֶת פַּסִּים kethoneth paqiym – i.e., uma túnica comprida o suficiente para cobrir as mãos, ou que pelo menos se estendia até os pulsos, bem como os pés.

Essa túnica feita com suas próprias mãos era a maior prova do profundo amor que Jacó nutria por José. A importância da túnica é inegável e todos entendiam muito bem o significado da mesma. Seus irmãos odiavam a mesma —

Gênesis 37:23

Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.

Foi essa mesma túnica que os irmãos de José usaram para afligir o velho pai e fazê-lo pensar que José estivesse morto —

Gênesis 37:30—33

30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?

31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.

32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.

33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.

Essa é a última vez que a túnica é mencionada provando que, a partir daquele momento, tornou-se proibido falar-se daquele assunto na presença de Jacó. Sua dor pela perda do filho amado era algo que angustiava profundamente a alma de Jacó —

Gênesis 37:34—35

34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.

35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.

Tudo isso tornava a mentira de seus irmãos mais inominável ainda.

Não existem proporções para podermos mensurar o amor que Deus, o Pai, sentia pelo seu próprio Filho uma vez que amor deles é celestial e eterno, enquanto o amor de Jacó por José era temporal e terreno. No livro de provérbios — Provérbios 8:1—9:12 – encontramos uma longa passagem onde a Sabedoria é um tipo do Senhor Jesus Cristo e em Provérbios 8:22, 30 nós podemos ler acerca do relacionamento de amor íntimo e profundo que existia entre Deus, o Pai e Seu Filho, o Verbo Eterno de Deus. O amor de Jacó ilustra, de forma limitada é verdade, o amor do Pai Eterno pelo Seu Filho. Quando o Filho assumiu a forma humana ele foi saudado pelo Pai com essas palavras: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo — ver Mateus 3:17.
  
A mesma manifestação de contentamento paternal, também pode ser ouvida quando Jesus subiu com seus discípulos ao monte Tabor, onde aconteceu a chamada “transfiguração” do Senhor Jesus. Naquela ocasião, os que estavam ali com Cristo, ouviram as seguintes palavras: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi — Mateus 17:5.

Atendendo a um pedido de Jesus o Pai se manifestou ainda uma terceira vez conforme podemos ler em João 12:28 — “Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei”. Como isso aconteceu no meio de uma quantidade considerável de pessoas, alguns acharam que haviam ouvido um trovão. Outros que, provavelmente, entenderam o que foi dito acharam que um anjo tivesse falado com Jesus —

João 12:29

A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou.

Após completar sua missão sobre a terra, o Pai ressuscitou o Filho dentre os mortos e o exaltou nos lugares celestiais de uma forma extraordinária e única, como podemos ler em Filipenses 2:9—11 –

Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.  

A vitória de Cristo sobre a morte foi tão gloriosa que o Pai lhe concedeu o privilégio, não apenas de sentar-se à direita da majestade das alturas —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

mas concedeu-lhe o direito de sentar-se no próprio trono do Pai. Como nós estamos Em Cristo, nós também iremos desfrutar do privilégio de nos assentarmos com Cristo, em Seu próprio trono —

Apocalipse 3:21

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

Continua....

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 35:17-19 - Estudo 002


José personificado por Ben Kingsley no fundo.

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

I. A Infância de José.

José era o filho primogênito de Raquel — ver Gênesis 30:24 — e irmão de Benjamim a quem sua mãe deu à luz antes de falecer – ver Gênesis 35:17—19.
Da infância de José sabemos muito pouco, já que nada está registrado, de forma explícita, nas Escrituras. Estima-se que José estivesse com cinco, no máximo seis anos de idade quando seu pai, Jacó, partiu da Mesopotâmia de volta para a terra Canaã. Como era filho da velhice de seu pai, José foi poupado de todo o sofrimento e das amargas experiências vividas por seu pai em Harã nos anos anteriores. Quando chegamos ao capítulo 37 de Gênesis, José é um moço de dezessete anos. Seus companheiros mais próximos eram os filhos de Bila, serva de Raquel – ver Gênesis 29:29 – que eram seus irmãos por parta de pai: Dã e Naftalí – ver Gênesis 30:5—8. Além desses, tinha também os filhos de Zilpa, serva de Lia – ver Gênesis 29:24 – cujos nomes eram: Gade e Aser – ver Gênesis 30:10—13. A narrativa bíblica, apesar de precária, no pouco que fala desses quatro indivíduos nos deixa a impressão de que os mesmos não eram companhia desejável para um jovem que queria andar com Deus – ver Gênesis 37:2. Quanto aos filhos mais velhos de Jacó – Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulon e Issacar – serviam ainda menos como companheiros, porque cresceram em um ambiente em Harã muito tumultuado, e que certamente teve muita influência na formação do caráter deles. Entre as condições negativas que notamos existiam em Harã nós podemos citar:

  • A enorme ciumeira entre as esposas de Jacó – Lia e Raquel. 
  • Os terríveis esquemas utilizados por Labão e Jacó para enganarem um ao outro. 
  • A influência de um pai – Jacó - que não confiava realmente em Deus, mas que se considerava um verdadeiro espertalhão, quando era apenas um grande enganador. 
José, por sua vez, gozou o privilégio de crescer orientado por um pai realmente convertido e dependente de Deus que teve, inclusive, o nome mudado de/para:

·       יַעֲקֹב Ya`aqob – Jacó = aquele que segura o calcanhar ou suplantador. Nesse contexto o nome de Jacó está associado com a palavra “calcanhar”, que tem uma pronúncia bastante semelhante. Já em Gênesis 27:36, também por causa da pronúncia aproximada, esse nome está relacionado com o verbo hebraico “enganar”.

·       יִשְׂרָאֵל  Yisra´el - Deus prevalece – ver Gênesis 32:28. A mudança vai muito além da substituição de um nome pelo outro. Ela representa uma mudança na vida e no próprio caráter de Jacó – ver Gênesis 35:10. Apesar de Jacó ser um mau caráter na sua mocidade e um grande enganador e pretensioso a maior parte da sua vida adulta, ainda assim o Espírito Santo não desistiu dele até transformá-lo em um homem humilde e dependente de Deus – ver Gênesis 48:15—16 e note a reverência que Jacó demonstra com relação ao SENHOR. Ele chama Deus de:

Ø   אֱלֹהִים Elohim – literalmente “deuses”. Trata-se de um plural de magnificência e não de um plural no sentido gramatical. Esse é o Deus diante do qual seu avô – Abraão – e seu pai – Isaque – andaram e que agora ele reconhece como sendo também o seu Deus. 
Ø   מַּלאָך mal’ak – literalmente anjo, mas nesse caso trata-se de uma clara referência a uma manifestação angelical realmente teofânica – ver Gênesis 28:16—17.

Região de Arabá

Agora que Esaú partiu para a região de Seir — faixa de terra que tinha uns 160 km de extensão e ficava ao sul de Moabe, na margem leste do Jordão na região de Arabá — ver Gênesis 36:9.  Essa região foi mais tarde chamada de Iduméia e foi dela que procederam os “Herodes” que governaram a Palestina inclusive nos dias de Jesus e dos apóstolos:


Herodes o Grande — Tentou Matar a Jesus

Herodes, o Grande: Foi nomeado “Rei dos Judeus” pelo imperador romano e governou de 37 a.C—4 a.D. Era Iduméu, descendente de Esaú, filho de Isaque. Foi um ativo construtor. Entre suas obras mais importantes estão: 1) o templo dos judeus em Jerusalém que ele expandiu e embelezou durante o tempo todo em que reinou – ver João 2:19—20; 2) a construção da bela cidade de Cesaréia Marítima; 3) o monumental Herodium, que era o seu palácio particular. O local exato do seu sepultamento continua iludindo os arqueólogos até o dia de hoje. Esse Herodes era um homem supersticioso ao extremo e mandou matar dois de seus próprios filhos, pois suspeitava que os mesmos queriam tomar-lhe o trono. Foi esse Herodes que mandou assassinar as crianças de Belém, numa tentativa de encontrar e matar o menino Jesus – ver Mateus 2:1—16. Foi ele também quem ordenou que, no dia da sua morte, todos os oficiais da sua corte deveriam ser assassinados, de tal sorte, que houvesse pranto na terra no dia em que ele deixasse essa vida. Arquelau, Antipas e Filipe eram seus filhos.



  • Herodes Arquelau, governou a Judéia, Samaria e Iduméia de 4 d.C.—6 d.C. - Ver Mateus 2.22. Arquelau assumiu o trono quando seu pai morreu. José foi avisado por Deus para evitá-lo e, assim, mudou-se com Maria e com Jesus para a Galiléia ao retornarem do Egito – ver Mateus 2:19—23. Arquelau era o responsável pela área onde ficava situada Jerusalém. Por má administração foi mais tarde banido pelos romanos e substituído por supervisores do império entre os quais vamos encontrar o infame Pôncio Pilatos, como governador da Judéia.

 
Herodes Antipas — Contemporâneo da Jesus

  • Herodes Antipas, governou a Galiléia e a Peréia de 4 d.C.—39 d.C. Foi ele quem mandou matar João Batista – ver Mateus 14.1—12. Jesus o chamou de "raposa" – ver Lucas 13.32. Antipas foi o Herodes mais próximo de Jesus, pois sua área de governo estava centralizada na Galiléia, onde O Senhor ministrou longamente. Como estava em Jerusalém durante a celebração da páscoa judaica, ele também participou do julgamento de Jesus – ver Lucas 23:7—12. 

  • Herodes Filipe: Tetrarca que governou bem, de 4 d.C.—34 d.C., a região que ficava a nordeste do lago da Galiléia, isto é, Ituréia, Gaulanites, Batanéia, Traconites e Auranites – ver Lucas 3:1.

 
Herodes Agripa I — Mandou matar o Apóstolo Tiago

  • Herodes Agripa I: governou, de 41—44 d.C. toda a Palestina, como havia feito Herodes, o Grande, seu avô. Esse Agripa mandou matar o apóstolo Tiago – ver Atos 12.1—23.


Herodes Agripa II – Participou do Julgamento do Apóstolo Paulo

  • Herodes Agripa II: governou o mesmo território que Herodes Filipe havia governado de 50—70 d.C. Paulo compareceu perante esse Herodes Agripa – ver Atos 25:13—26:32. 

Depois da saída de Esáu, Jacó pode peregrinar pelas mesmas terras que seus ancestrais. Deus renovou as promessas feitas a Abrão e a Isaque, mas como eles, Jacó também não herdou a chamada “Terra Prometida” —

Hebreus 11:13—16

13 Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

14 Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.

15 E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

16 Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.