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domingo, 2 de novembro de 2014

ENCONTROS DE PODER — 025 — UMA EXEGESE DE EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3 — OS LUGARES CELESTIAIS



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

CONTINUAÇÃO...

Mas o que é que a Bíblia ensina? Em primeiro lugar devemos destacar que, diferentemente das religiões humanas da antiguidade que procuravam explicar aos seus iniciados, nos mínimos detalhes, as questões mais profundas que um ser humano pode fazer — Quem sou? De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde vou? — a revelação bíblica é bastante discreta e sóbria não elaborando detalhes acerca da vida futura. De fato ao contrário de Osíris que podia “desvendar todas as coisas”, o que é um desejo humano perene, o Deus da Bíblia tem reservado certas coisas, exclusivamente, para seu próprio conhecimento – ver Deuteronômio 29:29.

No Antigo Testamento a palavra usada para céu — mesmo quando traduzida no singular em nossa versão de Almeida Revista e Atualizada — ver, por exemplo, Gênesis 7:19 — está sempre no plural. Isto não quer dizer que os autores bíblicos do Antigo Testamento tinham uma visão de que a estrutura do universo consistia de vários céus que formavam esferas concêntricas, umas em cima das outras, como as camadas de uma cebola cortada pela metade. Analisando os versículos do Antigo Testamento onde a expressão hebraica הַשָּׁמַיִם hashamaim — os céus, aparece, nós podemos deduzir que no Antigo Testamento a revelação de Deus indicava a existência de, pelo menos dois céus, e possivelmente três —

1 Reis 8:27

Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.

Esdras 9:6

E disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face, meu Deus, porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa cresceu até aos céus.

Mas a informação que temos não nos permite definir um número preciso.

No Novo Testamento a expressão grega οὐρανὸς ouranòs — céu, no singular, é usada tanto para descrever o local onde o trono de Deus está quanto o espaço onde os pássaros voam —

Mateus 5:34

Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus.

Mateus 6:26.

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?

Por sua vez a expressão que Paulo usa em Efésios 1:3 é πουρανίοις epouraníois e a mesma é traduzida por “lugares celestiais”, o que por si só já indica a existência, pelo menos conceitual, de pelo menos dois céus ou lugares distintos que podem ser chamados de “céu. Mas o próprio apóstolo Paulo no fala em 2 Coríntios 12:1—4 que um homem — a modéstia não lhe permite usar seu próprio nome — se no corpo ou fora do corpo, somente Deus sabe, foi arrebatado até ao terceiro céu, chamado de paraíso, onde ouviu palavras inefáveis — que não podem ser pronunciadas — as quais não é lícito ao homem referir.

2 Coríntios 12:1—4

1 Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações do Senhor.

2 Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)

3 e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)

4 foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.

Assim, a revelação no Novo Testamento nos ensina que existem três céus, pelo menos. Se o terceiro céu mencionado por Paulo for onde está o trono de Deus — Paulo chama o terceiro céu de Paraíso, mas não faz menção à presença de Deus — então existem somente três céus. Se o trono de Deus não está no terceiro céu então existirão tantos céus quanto tiverem que existir até que cheguemos ao céu onde o trono de Deus está. O apóstolo João, na revelação que recebeu do Senhor Jesus — o livro do Apocalipse — foi chamado ao céu οὐρανὸς ouranòs, onde “em espírito” teve a visão que descreve em Apocalipse 4. Em nenhum momento, em todo o livro do Apocalipse João menciona uma hierarquia de céus do tipo primeiro, segundo etc., mas usa a palavra do mesmo modo que Jesus em Mateus 5 e 6, como foi indicado acima. O que distingue a visão de João daquela de Paulo, é que João menciona, de forma explícita, a presença do trono de Deus no céu para o qual ele foi chamado, mas como acabamos de falar, João não menciona nenhuma hierarquia.

Independentemente da Bíblia não mencionar uma hierarquia, esse conceito surgiu na tradição cristã através dos escritos, pseudoepigráficos, de um indivíduo chamado Dionísio, o areopagita. O verdadeiro Dionísio é personagem bíblico. Quando Paulo esteve em Atenas, por volta do ano 51 a.D., começou pregando o evangelho, como era seu costume, primeiro nas sinagogas dos judeus. Depois Paulo levou sua pregação para a praça pública onde argumentou com filósofos epicureus[1] e estoicos[2]. Esses por sua vez acabaram por levá-lo para o Areópago[3] onde Paulo fez o discurso que está registrado em Atos 17:16—34. De acordo com o texto de Atos, no final da pregação de Paulo alguns creram encontrando-se entre esses um homem chamado Dionísio. Tudo o que sabemos, verdadeiramente histórico, acerca desse homem, encontramos em Atos 17:34  e se resume ao seu nome, Dionísio e à sua função, areopagita, que indica que ele era um dos doze juízes do Areópago em Atenas. Mas o fato de ele ser um dos doze juízes nos revela algumas verdades a mais. Para alcançar a posição de juiz no Areópago era necessário que o indivíduo tivesse ocupado antes a posição de ἄρχων árchon — governador, da cidade de Atenas. E para ocupar a posição de governador era necessário que fosse reconhecido pela comunidade como homem inteligente, dotado de sabedoria e ser pessoa de conduta exemplar. Até aqui tudo é histórico.

CONTINUA...


LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] A filosofia conhecida como Epicureanismo foi fundada por Epicuro — 341—270 a.C. Nesse momento o que nos interessa dessa filosofia é sua crença acerca da alma humana. Para os filósofos epicureus a alma era material, constituída de átomos minúsculos e se encontrava espalhada pelo corpo. Desta forma a morte era insignificante já que tanto o corpo como a alma se dissolviam no meio.

[2] O Estoicismo foi fundado por Zeno — 336—264 a.C. Um de seus seguidores, Crísopo — (232— 204 a.C., tinha alunos de regiões tão distantes como Tarso e Babilônia. O estoicismo como desenvolvido por Crísopo foi favoravelmente recebido em Roma durante a República. Esta filosofia era bem mais complexa no que diz respeito às implicações teológicas. Os estoicos acreditavam que as forças do universo formam uma força todo-pervasiva e assim se mostram panteísta — o panteísmo acredita que Deus é a soma de tudo quanto existe — mas existem também sintomas de deísmo — o deísmo acredita na existência de um Deus, destituído de atributos morais e intelectuais, e que poderia ou não haver influído na criação do Universo. Para os estoicos o universo forma uma cadeia de causa e efeito onde nada acontece por acaso. Dentro desta perspectiva o mal se torna inexistente ou relativo. Acreditavam também que a alma é substância material, uma fagulha do fogo divino e que a verdadeira religião consistia em se resignar ao destino. Caso houvesse resistência na resignação, a crença da re-ocorrência cíclica garantia o reaparecimento da alma, via reencarnação, para uma nova tentativa.

[3]  Tribunal ateniense, assembléia de magistrados, sábios, literatos, etc., localizado na “Colina de Marte” - Ares em grego - na área adjacente ao Parthenon na Acrópole ateniense.

sábado, 31 de agosto de 2013

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 37:3-4 - Estudo 005


José e Jacó

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

IV. José o “Filho Amado” de Seu Pai — Gênesis 37:3—4.

Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente – Gênesis 37:3—4.

O nascimento de José foi um momento de grande triunfo para Jacó. Ele finalmente conseguiu ter um filho com Raquel — a mulher que ele amava —

Gênesis 29:18—20

18 Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel.

19 Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo.

20 Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.

mesmo já estando bem avançado em anos. Tudo no nascimento de José era motivo de felicidade —

Gênesis 30:22—25

22 Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda.

23 Ela concebeu, deu à luz um filho e disse: Deus me tirou o meu vexame.

24 E lhe chamou José, dizendo: Dê-me o SENHOR ainda outro filho.

25 Tendo Raquel dado à luz a José, disse Jacó a Labão: Permite-me que eu volte ao meu lugar e à minha terra.

Mas Jacó teve outro filho com Raquel — Benjamim — mas o nascimento dessa  criança custou a vida da própria Raquel, portanto, Jacó não tinha os mesmos motivos de alegrar-se nele como tinha em José —
Gênesis 35:16—18

16 Partiram de Betel, e, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata, deu à luz Raquel um filho, cujo nascimento lhe foi a ela penoso.

17 Em meio às dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.

18 Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim.

Raquel chamou a criança de בֶּן־אוֹנִי Ben_`Owniy – que quer dizer: filho do meu sofrimento. Mas Jacó mudou o nome do menino para בִנְיָמִין Binyamiyn – cujo significado é: filho da mão direita.

 
Túnica Talar

O amor de Jacó por José era um amor excessivo pelo que mencionamos acima e certamente, Jacó estava ciente dos conflitos familiares que aquela situação de favoritismo gritante poderia gerar. Jacó conhecia de primeira mão o triste resultado de divisão familiar que uma atitude como aquela poderia causar. Independente de tudo isso, Jacó foi em frente em sua demonstração de tratamento preferencial por José.

Nesse processo Jacó aplicou suas habilidades como um alfaiate e produziu para José uma túnica talar de mangas compridas. O texto não descreve com precisão do que exatamente se tratava quando falamos dessa vestimenta. O conceito de que se tratava de uma túnica de várias cores é emprestado da LXX – Septuaginta que é versão das Escrituras Hebraicas para o grego – onde o tradutor usou a expressão grega χιτω̂να ποικίλον chitôna poikílon — túnica multicolorida. A expressão hebraica diz apenas כְּתֹנֶת פַּסִּים kethoneth paqiym – i.e., uma túnica comprida o suficiente para cobrir as mãos, ou que pelo menos se estendia até os pulsos, bem como os pés.

Essa túnica feita com suas próprias mãos era a maior prova do profundo amor que Jacó nutria por José. A importância da túnica é inegável e todos entendiam muito bem o significado da mesma. Seus irmãos odiavam a mesma —

Gênesis 37:23

Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.

Foi essa mesma túnica que os irmãos de José usaram para afligir o velho pai e fazê-lo pensar que José estivesse morto —

Gênesis 37:30—33

30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?

31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.

32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.

33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.

Essa é a última vez que a túnica é mencionada provando que, a partir daquele momento, tornou-se proibido falar-se daquele assunto na presença de Jacó. Sua dor pela perda do filho amado era algo que angustiava profundamente a alma de Jacó —

Gênesis 37:34—35

34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.

35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.

Tudo isso tornava a mentira de seus irmãos mais inominável ainda.

Não existem proporções para podermos mensurar o amor que Deus, o Pai, sentia pelo seu próprio Filho uma vez que amor deles é celestial e eterno, enquanto o amor de Jacó por José era temporal e terreno. No livro de provérbios — Provérbios 8:1—9:12 – encontramos uma longa passagem onde a Sabedoria é um tipo do Senhor Jesus Cristo e em Provérbios 8:22, 30 nós podemos ler acerca do relacionamento de amor íntimo e profundo que existia entre Deus, o Pai e Seu Filho, o Verbo Eterno de Deus. O amor de Jacó ilustra, de forma limitada é verdade, o amor do Pai Eterno pelo Seu Filho. Quando o Filho assumiu a forma humana ele foi saudado pelo Pai com essas palavras: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo — ver Mateus 3:17.
  
A mesma manifestação de contentamento paternal, também pode ser ouvida quando Jesus subiu com seus discípulos ao monte Tabor, onde aconteceu a chamada “transfiguração” do Senhor Jesus. Naquela ocasião, os que estavam ali com Cristo, ouviram as seguintes palavras: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi — Mateus 17:5.

Atendendo a um pedido de Jesus o Pai se manifestou ainda uma terceira vez conforme podemos ler em João 12:28 — “Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei”. Como isso aconteceu no meio de uma quantidade considerável de pessoas, alguns acharam que haviam ouvido um trovão. Outros que, provavelmente, entenderam o que foi dito acharam que um anjo tivesse falado com Jesus —

João 12:29

A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou.

Após completar sua missão sobre a terra, o Pai ressuscitou o Filho dentre os mortos e o exaltou nos lugares celestiais de uma forma extraordinária e única, como podemos ler em Filipenses 2:9—11 –

Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.  

A vitória de Cristo sobre a morte foi tão gloriosa que o Pai lhe concedeu o privilégio, não apenas de sentar-se à direita da majestade das alturas —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

mas concedeu-lhe o direito de sentar-se no próprio trono do Pai. Como nós estamos Em Cristo, nós também iremos desfrutar do privilégio de nos assentarmos com Cristo, em Seu próprio trono —

Apocalipse 3:21

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

Continua....

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU Á LUZ — ESTUDO 008



ESTE ESTUDO É PARTE DE UMA SÉRIE DE ESTUDOS APRESENTADOS EM NOSSA IGREJA ATENDENDO À SOLICITAÇÃO DE UM DOS NOSSOS MEMBROS ACERCA DE “QUEM” PODERIA SER A MULHER MENCIONADA EM APOCALIPSE 12:1? NO FINAL DESSE ESTUDO VOCÊ ENCONTRARÁ OS LINKS PARA OS OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE.

E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono — Apocalipse 12:5.

A linguagem desse versículo é reminiscente daquela que encontramos em Isaías 7:14 onde nos é dito que a virgem conceberá um menino cujo nome será עִמָּנוּ אֵל `Immanu El — Deus conosco. Em Salmos 2:7—9 nós lemos acerca do Ungido, o Filho de Deus, o qual um dia governará as nações com um cetro de ferro. Esse filho é, certamente, Jesus, o Messias. A vida de Cristo sobre a terra, talvez por estar bem fundamentada nos evangelhos, é ignorada por João aqui nessa passagem do Apocalipse. Somente sua ascensão é descrita conforme Atos 1:9.

A luta da mulher com o dragão apesar de ser anunciada em Apocalipse 12:4—5, não será, de fato, descrita até chegarmos ao versículo 14.

Concepção Artística da Cidade de Pérgamo

O dragão, mas especialmente as cobras eram adoradas em toda a Antiguidade e inúmeros filmes modernos ainda procuram manter vivo o poder sedutor desses seres — isso pode ser visto no filme “Conan, o Bárbaro” original, e na trilogia da série Anaconda. Mas na Antiguidade, a cidade de Pérgamo era o lar do renomado santuário dedicado ao deus  Ἀσκληπιός Asklepiós Esculápio em português, patrono divino da medicina, cuja imagem mostra um homem apoiado em uma vara onde uma cobra está enrolada. A cobra também aparece no símbolo moderno da Organização Mundial da Saúde pertencente à ONU. Apesar de Esculápio não pertencer as divindade “Olímpicas”, além de ser considerado deus era também reconhecido como “Salvador”. Nisso podemos ver como o dragão é sutil em suas invencionices e perversões.
 
Esculápio

Logo da OMS - Organização Mundial da Saúde da ONU

O maior centro de adoração de Esculápio ficava da cidade grega de Epidavros, onde existia uma enorme estrutura construída e a cura era buscada através de práticas médicas da época associadas a uma dieta saudável, exercícios e encenações de peças teatrais. O teatro de Epidavros sobreviveu, praticamente, incólume, e tem a capacidade de sentar 10.000 pessoas, e é utilizados todos os anos nos festivais de verão que acontecem por toda a Grécia. Depois de Epidavros a cidade de Pérgamo era o principal centro de adoração dessa divindade. Pessoas doentes e enfermas, de todas as classes sociais, faziam longas filas para acessar a cidade e poderem entrar no tempo para buscar a cura, mais ou menos como acontece com os curandeiros modernos, sejam espíritas, católicos ou evangélicos. Nada mudou, realmente com o passar dos séculos.

Epidavros - Teatro

A imagem de cobras era muito comum na produção de moedas não apenas em Pérgamo, mas também em outras cidades da Ásia Menor, tais como Tiatira, Laodicéia e Filadélfia. Em Pérgamo uma gigantesca coluna envolvida por várias serpentes estava localizada bem na entrada do templo como uma espécie de sinal de boas vindas para aquele local medonho. O uso de cobras de verdade era parte do processo medicinal de cura em todos os templos de Esculápio.

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Templo de Zeus Reconstruído de Pérgamo no Museu de Berlim

Outras divindades tais como Dionísio, Cibele, Zeus e Sabázios usavam cobras e serpentes como parte dos rituais praticados em seus templos. Dessa maneira, as cobras eram uma figura bem estabelecida entre os cultos pagãos da Grécia e da Ásia menor na Antiguidade. Todavia, a posição bíblica é bem clara: cobras e serpentes são símbolos do inimigo do Senhor Jesus e de todos os crentes e, por isso, João associa a serpente do Éden com o próprio Diabo – ver Apocalipse 12:9. Esse foi um fator também, porque a Igreja verdadeira nunca procurou se associar com os cultos pagãos, pelo contrário, a postura da igreja era de plena e aberta condenação desses cultos. Hoje vivemos dias em que nem opinião podemos emitir acerca dessas coisas — não existe crime de opinião no Brasil — por causa do policiamento ideológico e religioso a que estamos submetidos. Mas as opiniões podem ser interpretadas como tentativas de denegrir, difamar etc., e aí estamos falando de crimes. Uma Vergonha.
      
A mulher radiante dá a luz um filho varão — tal linguagem é, provavelmente um hebraísmo emprestado de Jeremias 20:15 onde o Texto Massorético lê: בֵּן זָכָרbēn zākār, comparar com Isaías 66:7. Se entendermos que a mulher mencionada aqui é o povo de Israel, então temos um sério problema, porque não existe nenhuma passagem em todo Antigo Testamento que personifique o povo ou a nação de Israel como “mãe” e que também nos fale do povo ou da nação de Israel dando a luz ao Messias. Ou seja, não existe nenhum precedente que justifique o apóstolo João usar um Israel personificado dando a luz ao Messias.

Esse varão está destinado a reger as nações com um cetro de ferro. A ênfase se encontra na autoridade judicial do Messias Em Salmos 2 o filho messiânico recebe as nações por herança — ver Salmos 2:8—9. Apesar da linguagem do Salmo 2 ser bastante forte mediante o uso de termos tais como:

·                 רֹעֵם ro`em — literalmente ser mau, ruim, traduzido aqui por “regerás”.

·                 נַפְּצֵם  — nappetsem — despedaçar, quebrar, esmagar, quebrar em pedaços, traduzido por despedaçarás.

e da mesma ser repetida por João, tudo isso precisa ser visto e entendido à luz da revelação integral onde o Messias é apresentado como alguém que vem a esse mundo como um pastor para Seu povo — ver

Miquéias 5:2

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

e comparar com

Mateus 2:5—6
5 Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta:

6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.

e, especialmente, com

Apocalipse 7:17

Pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Da mesma maneira como um pastor defende seu rebanho dos animais selvagens, assim também Cristo irá, em seu retorno, ferir as nações que oprimem e perseguem Sua Igreja, ver

Apocalipse 19:15

Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

e note como o os vencedores da igreja em Tiatira, mencionados em Apocalipse 2:26—27, recebem a promessa de participar no reino glorioso do Senhor.

A expressão “todas as nações” é uma frase fixa que ocorre cinco vezes no Apocalipse — 12:5; 14:8; 15:4; 18:3, 23 — bem como em todo o Novo Testamento — ver Mateus 24:9, 14 e comparar com Marcos 13:10; Mateus 25:32; 28:19; Mark 11:17 e comparar com Isaías 56:7; Lucas 21:24; 24:47; Atos 14:16; 15:17; Romanos 1:5; 15:11 e comparar com Salmos 117:1; Gálatas 3:8 e 2 Timóteo 4:17.

Sem mencionar nenhum acontecimento intermediário, João salta do nascimento do Cristo para Sua ascensão. É possível que essa atitude de João seja justificada porque, na realidade, não havia mais nenhum material pertencente à vida de Jesus que, se fosse mencionado, faria qualquer diferença. As palavras do final do Evangelho de João parecem explicar essa sua decisão posterior:

João 20:30—31

30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.

31  Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Além do mais, também podemos aceitar que uma visão mais curta serve melhor o propósito de João, do que uma versão mais longa, que acabaria nos distanciando do seu interesse imediato, que é explicar a enorme perseguição que virá sobre o povo de Deus. O ponto mais importante aqui é que os planos de satanás foram frustrados pela manifestação bem-sucedida do filho de Deus, que completou, com perfeição, a missão que Seu Pai lhe havia confiado:

Hebreus 2:14—15

14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,

15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

O ministério do Senhor Jesus, apesar de todo o sofrimento pelo qual teve que passar, culminou com sua ascensão ao céu, exatamente a ênfase que João dá nesse verso — ver Filipenses 2:5—11.

Que a ascensão de Jesus é o tema de João aqui não temos a menor dúvida. Durante a história da igreja, os comentaristas são praticamente unânimes em afirmar que essa passagem trata da subida de Senhor de volta para o Pai como Ele havia predito

João 16:7, 28

7  Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.

28  Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.

Mas existe algo maior, mais intenso e mais profundo nisso tudo. Trata-se da conexão desse verso com a afirmação que encontramos no Salmo 110:1, que diz: Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. Esse verso afirma que Jesus está, agora mesmo, assentado à direita do trono de Deus — comparar com Romanos 8:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20; 2:6; Colossenses 3:1—3; Hebreus 1:3, 13; 8:1, 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22.

Certamente a afirmação “foi arrebatado para Deus e para o seu trono” é uma alusão a ascensão de Jesus, porque essa é a maneira perfeita de afirmar a condição messiânica de Jesus, mesmo que nada seja afirmado no apocalipse acerca da entronização da criança. De fato não temos nenhuma alusão direta ao Salmo 110:1 no livro do Apocalipse, com a possível exceção que encontramos em Apocalipse 3:21 onde lemos: como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

OUTROS ESTUDOS EM APOCALIPSE 12

001 — INTRODUÇÃO – Literatura Apocalíptica e o Conceito de Quiasmo

002 — INTRODUÇÃO – Tema Central e Significado Perene

003 — APOCALIPSE 12:1A — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU — UMA MULHER — PARTE 1 

004 — APOCALIPSE 12:1B — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU  — UMA MULHER  — PARTE 2

005 — APOCALIPSE 12:2—3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 1

006 — APOCALIPSE 12:3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 2

007 — APOCALIPSE 12:4 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 3

008 — APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU À LUZ

009 — APOCALIPSE 12:6 — A FUGA DA MULHER E A PROVISÃO DIVINA

010 — APOCALIPSE 12:7 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 1

011 — APOCALIPSE 12:8 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 2

012 — APOCALIPSE 12:9 — O DRAGÃO, A ANTIGA SERPENTE, SATANÁS E O DIABO

013 — APOCALIPSE 12:10 — O DRAGÃO FOI EXPULSO DO CÉU

014 — APOCALIPSE 12:11 — VENCEDORES POR CAUSA DO SANGUE DO CORDEIRO E PORQUE NÃO AMARAM MAIS APRÓPRIA VIDA

015 — APOCALIPSE 12:12 — FESTA NOS CÉUS E DORES NA TERRA

016 — APOCALIPSE 12:13 — O DRAÇÃO FOI ATIRADO PARA A TERRA

017 — APOCALIPSES 12:14 — A MULHER FOGE PARA O DESERTO

018 — APOCALIPSES 12:15—18 — O DRAGÃO DESISTE DA MULHER E VAI PERSEGUIR O RESTANTE DO POVO DE DEUS — FINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/apocalipse-121517-o-dragao-persegue-o.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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