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quinta-feira, 30 de março de 2017

MISTURA DE POLÍTICA COM RELIGIÃO: ATÉ ONDE IREMOS?


Culto

Culto: a secretária Fátima Pelaes (primeira à esquerda), durante roda de oração em seu gabinete.

Vivemos dias singulares no Brasil do século XXI. De uma hora para a outra, toda uma população que passou a ser chamada de “evangélicos” foi reconhecida como uma força considerável em todos os horizontes. Facilmente manipuláveis pelas mais variadas razões, os evangélicos são levados a acreditar que podem tudo porque, afinal, Deus está do nosso lado. É essa abordagem levada a todas as esferas do dia a dia que faz surgir verdadeiras aberrações como o que está relatada abaixo pelo site da revista Carta Capital

Secretária das Mulheres de Temer faz culto evangélico em gabinete
por Débora Melo e Renan Truffi

Rodas de oração na sede do órgão, com a participação de Fátima Pelaes, têm constrangido funcionários.

A secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, tem realizado cultos evangélicos na sede do órgão em Brasília, o que tem constrangido profissionais da pasta.

Uma foto enviada à reportagem de CartaCapital mostra a secretária e funcionárias de sua equipe em um momento de oração dentro do gabinete, acompanhadas de um homem ao violão.

De acordo com uma fonte que não quis se identificar, subordinadas diretas de Pelaes têm aproveitado eventos de confraternização para fazer rodas de oração com os funcionários. “A equipe que assumiu chegou, digamos, com essa mania. Isso tem causado mal-estar”, disse a fonte. “Quem já estava na secretaria se surpreendeu, porque isso nunca fez parte da lógica dali.”

O Estado brasileiro é laico, e a Igreja não pode interferir no Estado. Além disso, o artigo 5º da Constituição Federal define que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”.

A secretária tomou posse em junho de 2016, ainda no governo interino de Michel Temer. O nome de Pelaes, que é presidenta do PMDB Mulher, foi indicado a Temer por deputadas do Partido Republicano Brasileiro (PRB), sigla ligada a Edir Macedo e à Igreja Universal do Reino de Deus.

A escolha do governo para a pasta das Mulheres foi fortemente criticada por movimentos feministas. Socióloga, Pelaes foi deputada federal pelo PMDB do Amapá e chegou a defender a legalização do aborto durante sua trajetória no Congresso, mas mudou radicalmente de opinião a partir de 2002, quando sobreviveu a um naufrágio no Rio Amazonas.

Após uma “busca por Deus”, Pelaes decidiu se converter à religião evangélica. Ela foi presidente da Frente Parlamentar Evangélica e passou a militar pelo direito à vida “desde a concepção”.

Em 2010, a então deputada fez um discurso em defesa da aprovação do Estatuto do Nascituro, projeto de lei que dá direitos ao feto e dificulta ainda mais o acesso ao aborto legal, mesmo em casos de estupro. Na ocasião, Pelaes revelou que nasceu de um estupro que sua mãe sofreu na prisão.

“Eu já estive também em alguns momentos, nesta comissão, defendendo [o aborto], dizendo que toda mulher tem direito, que a vida não começa na concepção. Mas eu precisava ser curada, porque eu estava com trauma. Eu não conseguia falar disso”, disse em uma comissão.

O episódio foi resgatado com a nomeação de Pelaes para a pasta das Mulheres e, após repercussão negativa, a secretária emitiu uma nota na qual recuava de suas posições. “A mulher vítima de estupro que optar pela interrupção da gravidez deve ter total apoio do Estado, direito hoje já garantido por lei”, dizia o texto.

A gafe mais recente da secretária ocorreu neste Dia Internacional da Mulher. Ao defender Temer de suas declarações machistas, Pelaes foi mais uma vez alvo de críticas de movimentos que lutam pelos direitos das mulheres.

Em um discurso infeliz, o peemedebista afirmou que “seguramente” cabe à mulher cuidar da casa e da formação dos filhos, palavras que ganharam as redes e correram o mundo.

Naquele mesmo dia, em entrevista no Palácio do Planalto, Pelaes minimizou as declarações e disse que se trata de uma realidade. “Acho que estamos falando do que a mulher ainda vive hoje”, afirmou.

CartaCapital tentou contato com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, mas não localizou os responsáveis pela comunicação do órgão. O canal segue aberto, caso a pasta queira comentar a reportagem.

O artigo original poderás ser acessado por meio do seguinte link:


Que os leitores não se percam pela publicação desse artigo em nosso blog. O mesmo tem o objetivo de divulgar as informações e fomentar o debate. Quanto à questão fundamental apresentada no texto e que diz respeito aos casos em que o aborto é admissível pela legislação brasileira, a posição do Blog que já foi apresentada em outros artigos permanece a mesma: não aceitamos o assassinato de uma criança não nascida sob qualquer desculpa que seja.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 14 de janeiro de 2017

MARCHA PARA SATANÁS 2017



A chamada Igreja de Satã irá promover a terceira edição da Marcha para Satanás. A data marcada e que está sendo anunciada pelos promotores do evento é 15 de Janeiro de 2017, um domingo. O horário de início do evento está marcado para as 16 horas e o local é a indefectível Av. Paulista. Pela página do Facebook que promove a tal Marcha, cerca de 1000 pessoas marcaram a opção comparecerão. Mas isso não quer dizer que vão estar mesmo lá. Como no ano anterior a tal marcha está fadada a ser um retumbante fracasso.

Segundo a chamada publicada na página do Facebook para promover o evento o mesmo tem o seguinte propósito:

A Marcha para Satanás é uma maneira sarcástica de protestar contra o fanatismo religioso que assola nosso país e tenta implantar valores teocratas.

NOSSO COMENTÁRIO

Como nas edições passadas a tal Marcha para Satã será marcada pelo fiasco, como aconteceu com a edição de 2016, algo que pode ser visto por meio do link abaixo:


Essa é a proposta dos adoradores de Belzebu. Realmente não falta nada, nem um pouco de vergonha na cara. Além disso, a hipocrisia que corre nas veias dos mesmos é latente e bastante apropriada para aqueles que são, por sua própria definição, filhos do Pai da Mentira. Lendo o artigo escrito por eles, nos perguntamos, onde, exatamente está o bem que eles querem propor para combater o mal dos chamados evangélicos?

É lamentável que boa parte dos argumentos usados por esse pessoal, estejam, de fato, firmados em fatos praticados pelos chamados evangélicos, os quais o Blog o Grande Diálogo tem denunciado por meio da série: "BESTEIROL SEM FIM". Sem nenhum constrangimento também acrescentamos esse acinte infernal ao Besteirol que como podemos notar, não é exclusivo dos evangélicos, mas afeta até mesmo os ávidos seguidores de Satanás.

Se você é crente de verdade, não se ofenda por essas idiotices. Deus certamente irá responsabilizá-los de modo justo no tempo apropriado.

PARA PENSAR:

Isaías 5:20

Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!

2 Timóteo 3:13

Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Apocalipse 22:11

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.

Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 19 de novembro de 2016

JUIZ CITA BÍBLIA COMO ARGUMENTO PARA A PRISÃO DE SÉRGIO CABRAL


Bíblia
O magistrado usou a Bíblia como base da argumentação sobre a uso educativo da prisão, que serviria para evitar a impunidade de crimes 

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Carta Capital via Justificando. No mesmo existe uma crítica apropriada contra o uso inapropriado das Sagradas Escrituras.

Dentre os argumentos, Juiz usa Bíblia para fundamentar prisão de Cabral

O Juiz Federal Marcelo Costa Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral e outros sete investigados na Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de corrupção entre políticos e empreiteiras no Estado.

Para fundamentar a necessidade e cabimento da prisão (página 12 em diante) o magistrado utilizou como base a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, conhecida como Convenção de Palermo, que trata do tema e da qual o Brasil é signatário. Segundo o magistrado, tal diploma trata que o juiz deveria analisar a gravidade do caso de corrupção quando fosse conceder liberdade.

Ocorre que para a Pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e Professora de Processo Penal, Maíra Zapater, o entendimento do magistrado está equivocado, pois ele somente poderia utilizar a Convenção para fundamentar sobre pessoas culpadas, ou seja, que responderam e foram condenadas em um processo penal:

“O que essa Convenção da ONU fala é que quando as pessoas são culpadas, portanto depois de um processo, que deve ser considerado a gravidade do crime para se conceder progressão de regime, um indulto ou um livramento condicional. De forma nenhuma isso se refere a uma liberdade provisória”.

Além do uso da Convenção, o magistrado utilizou da moral religiosa para punir os acusados, tomando a Bíblia como base da argumentação sobre a uso educativo da prisão, que serviria para evitar a impunidade de crimes. São atuais, portanto, os preceitos bíblicos consagrados no Livro de Eclesiastes (capítulo 8, versículo 11), que pontua: “Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo;” (Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje) – argumentou o magistrado.

Zapater contesta fortemente tanto a ideia de uso educativo, quanto à moral religiosa implicada:

Mais preocupante do que isso [interpretação equivocada da Convenção de Palermo], é o juiz colocar o que ele chama de efeito educativo, que nada mais é do que mencionar o efeito preventivo da pena, sendo que sequer é pena. Ainda para piorar, ele fundamenta num trecho da Bíblia. É muito complicado, por ser mais um golpe no nosso estado laico.

Sobre o uso de ideais religiosos, o Advogado Thiago Minagé, entende que é coerente com a lógica autoritária atual de processos espetacularizados, mas por isso se deve levantar o sinal de alerta de todos frente à escalada do arbítrio – presenciaremos de camarote os inúmeros julgamentos de todos os hereges escolhidos, uma vez que seus atos são nitidamente uma afronta aos mandamentos de Deus, e por consequência, violam as regras impostas por seus representantes na terra.

Quem seria o herege? O traidor, o fraudador o inimigo de toda a humanidade. Como provar isso? Que nada! A suspeita basta para a condenação. Inclusive após uma confissão ou delação – complementa o advogado.

Para o Advogado Criminalista Lucas Sada, fora a moral religiosa, decisões de decreto de prisão preventiva espetacularizadas seguem um padrão na Lava Jato – “de um lado, há os discursos da emergência e da exceção que justificariam a adoção de procedimentos não previstos em lei. De outro, ocorre uma leitura moral sobre o suposto comportamento criminoso dos acusados – como se coubesse ao judiciário impor uma censura política sobre eventuais desvios de gestores públicos”.

Para os que desejarem ler a longa decisão — 131 páginas — a mesma poderá ser acessada por meio desse link aqui:

O artigo original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

MARCHA PARA SATANÁS 2016 EM SÃO PAULO FOI UM FIASCO TOTAL

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Divulgação

O material abaixo foi publicado pelo site BRASIL AO MINUTO.

Marcha para Satanás leva 150 manifestantes para a Avenida Paulista

“Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho.", dizia o evento no Facebook.

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Divulgação

Cerca de 150 pessoas foram para a Avenida Paulista para participar da Marcha para Satanás neste domingo (17), segundo o 'Meio Norte'. O evento pede o "fim da influência teocrática em todas as instâncias do Estado supostamente laico", conforme texto publicado no Facebook. “Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho."

No início da tarde, um grupo católico se reuniu neste em frente à Catedral da Sé, no centro, para rezar o terço em desagravo pela Marcha para Satanás, de acordo com o jornal.

Manifestantes na Praça da Sé: ato contra a Marcha para Satanás (Crédito: Reprodução)
Divulgação


NOSSO COMENTÁRIO

Satanás é um inimigo dos seres humanos já completamente derrotado e destronado. Não é de se admirar que apenas alguns adoradores mais fervorosos do mesmo — cerca de 150 — tenham participado da patética Marcha no dia de ontem, 17 de Janeiro de 2016.

Que Deus tenha misericórdia de todos, enquanto há tempo.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ABORTO VOLTA A SER DISCUTIDO NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS NO SENADO FEDERAL EM BRASÍLIA


 

O artigo abaixo é de autoria de Maíra Kubík Mano e foi publicado em seu blog pessoal “Território de Maíra”.

Um duelo sobre aborto no Senado

Foto: Maíra Kubík Mano

 “Não me venham com esse nhênhênhê de laicidade do Estado que isso é maracutaia”. Com essa frase, o padre Paulo Ricardo encerrou sua participação na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, realizada hoje (06/08) e cujo tema era a legalização do aborto até a 12asemana de gestação. Foi aplaudido por parte significativa da plateia, composta por religiosos e fiéis.

No evento, o terceiro sobre o assunto realizado na Casa esse ano, outros três debatedores falaram contra a interrupção voluntária da gravidez e quatro convidadas se pronunciaram a favor. David Kyle, cineasta dos Estados Unidos que dirigiu o filme “Blood Money”, afirmou que o aborto seguro não existiria porque “até pequenas cirurgias têm riscos”. Sua fala foi rebatida pela professora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, para quem “uma afirmação ingênua de que todo procedimento de saúde carrega risco colocaria em risco o próprio processo evolutivo da humanidade”. E completou: “o aborto ilegal é que é o risco, não o uso de medicamentos nem o aborto realizado em situações seguras”. A pesquisadora afirmou ainda que “uma em cada cinco mulheres realizou pelo menos um aborto até os 40 anos”, dados recolhidos por ela e publicados na Pesquisa Nacional sobre Aborto no Brasil, premiada no exterior.

Contrária à prática, Viviane Petrinelli, do Instituto de Políticas Governamentais, argumentou que a legalização do aborto diminuiria a população economicamente ativa, o que prejudicaria o desenvolvimento do país. Além disso, refletiu que, em tempos de ajuste fiscal, caso fosse aprovada, geraria um novo item de despesas para o Sistema Único de Saúde (SUS). O debate foi motivado por uma proposta de ideia legislativa com mais de 20 mil assinaturas que prevê a regulamentação da interrupção voluntária de gravidez até a 12a semana de gestação.

Vereadora em Maceió, Heloisa Helena (PSOL/AL), ex-senadora, ressaltou que, para ela, o problema central é justamente o debate sobre o prazo, iniciado no século XIII pela Igreja Católica: “a vida intrauterina não pode ser deixada de lado diante de 9 meses de vida de uma mulher adulta”.

As falas favoráveis, por sua vez, focaram-se na vida – ou melhor, no risco de morte – das mulheres adultas que engravidam e decidem por um aborto ilegal. Filósofa e professora da Pós Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Márcia Tiburi, disse que, ao não legalizarmos o procedimento, “aborta-se as mulheres para que elas não abortem”. Tiburi pediu uma reflexão generosa, sem julgamentos morais, mas após ouvir outras manifestações, concluiu que o nível do debate era lastimável e que a maioria dos parlamentares não estava preparada para ele. “Gostaria que a gente pudesse avançar no num debate mais cuidadoso, mais delicado”.

Um dos deputados que se pronunciou foi o pastor Marco Feliciano (PSC/SP), que lembrou que ele era fruto de um aborto malsucedido. “Minha mãe tinha no fundo de nossa casa uma clínica clandestina de aborto” – argumento, aliás, que se não fosse a já conhecida posição de Feliciano, poderia corroborar com a afirmação das feministas de que as interrupções voluntárias de gravidez ocorrem e continuarão ocorrendo com ou sem lei a respeito.

O último a tomar a palavra no plenário antes da rodada de encerramento dos palestrantes foi Jean Wyllys (PSOL/RJ), que trouxe o dado de que o aborto ilegal é a primeira causa de morte materna entre as mulheres negras e pobres. “Não é uma questão religiosa, é saúde pública”. Foi ovacionado pela parte do auditório que não havia aplaudido o padre Paulo Ricardo.

OUTROS ARQUIVOS ACERCA DO ABORTO E TEMAS AFINS






















Que Deus abençoe a todos e ajude os chamados evangélicos a entenderem as verdadeiras questões por trás desse debate.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

BRASIL: UM ESTADO VERDADEIRAMENTE LAICO?



A entrevista abaixo foi publicada pelo blog Religião em Pauta.

O Brasil e o Estado Laico; uma entrevista

Confira, a seguir, nossa recente entrevista concedida ao jornalista Fernando Turri, da revista Plural (ESPM-SP). Parte da entrevista foi inserida na matéria A Utopia do Estado Laico no Brasil (pp. 48-50). Esta e outras matérias compõem a sétima edição da Plural. Leia a matéria na integra aqui.

Revista Plural. O Estado deve ser laico? Por quê?

Johnny Bernardo. Sim, é algo imperativo. A laicidade pressupõe neutralidade em questões religiosas. A passagem do Brasil Monarquia para Brasil República é um marco histórico e jurídico que implica na laicização do Estado brasileiro. Neste sentido, os primeiros 389 anos da história do Brasil foram marcados por uma constante confusão entre o Estado e a Religião. Controlada pelo governo, a Igreja Católica se sobrepunha as demais religiões presentes clandestinamente no Brasil, impedindo a democratização do acesso a outras confissões. Dessa forma, a ausência de um Estado laico era um impeditivo ao surgimento ou estabelecimento de novas religiões no Brasil. Portanto, a laicidade é importante porque estabelece uma separação entre o Estado e a Religião, como também universaliza o direito a livre expressão religiosa. Outro fato importante é que a diversidade religiosa brasileira exige uma posição neutra do Estado, de modo a não privilegiar nenhuma religião ou movimento confessional. Os Estados teocráticos – a exemplo do que observamos em parte do mundo islâmico – são exemplos da ingerência ou da relação indevida entre Estado e Religião, com reflexo social.

Quais são os riscos que advém da união entre o Estado e instituições religiosas?

Há inúmeros riscos, a exemplo do que observamos nos Estados teocráticos. A confusão entre o Estado e a Religião – no caso, nos países islâmicos – é tipificada pelas inúmeras proibições e cerceamentos impostos aos cidadãos, e, em especial, ao gênero feminino. Na Arábia Saudita a mulher não pode dirigir, não pode sair de casa sem ter vestido uma burca ou uma Niqab – vestimenta que cobre o corpo inteiro -, como também é proibida de circular ou permanecer em locais em que estejam presentes homens. Há uma verdadeira segregação social na Arábia Saudita. O gênero masculino também é alvo de cerceamentos, de imposições do Estado. Um caso recente é o do criador do site “Free Saudi Liberals”, Raif Badawi, que foi condenado a uma sentença de dez anos de cadeia e mil chibatadas. Segundo a corte que determinou a reclusão e o castigo, Badawi vinha constantemente “desrespeitando o islamismo” ao publicar artigos que criticam o conservadorismo saudita. No Irã, temos o exemplo da jovem Malala, e, mais recentemente, o caso de outra jovem que foi detida por ter assistido a uma partida de vôlei e que teve grande repercussão internacional. Um abuso de poder!

O Brasil é um Estado Laico, de acordo com o artigo 19 da nossa constituição. Você acredita que na prática o Estado se mantém isento da influência da religião?

De forma alguma. O Brasil, assim como os Estados Unidos, ainda é pautado pela religião, pela influência de líderes religiosos. Ainda não conhecemos – apesar do estabelecido no artigo 19 de nossa constituição – o que é ser um Estado laico em sua plenitude. A Igreja Católica ainda mantém parte de sua influência no governo federal, caracterizada pela segunda concordata entre o Brasil e o Vaticano, assinada à época do governo progressista do presidente Luíz Inácio Lula da Silva, que, por meio do Decreto nº 7107, concedeu isenção tributária a organizações católicas, reconheceu a importância da contribuição católica no ensino e estabeleceu o estatuto jurídico da Igreja Católica. Passados quase 125 anos da promulgação da constituição de 1891, a Igreja Católica mantém sua presença na estrutura do Estado, em algumas repartições públicas, como cemitérios, hospitais, cartórios, câmaras, assembleias legislativas e fóruns. Em cemitérios, padres realizam missas, atendem familiares durante velórios, acompanham autoridades. Capelas no alto de cemitérios também marcam a presença da Igreja, de sua influência na estrutura local. Hospitais públicos reservam espaços exclusivos para fieis católicos, com imagens de santos e altar. Não há laicidade.

Países como a Arábia Saudita, Afeganistão e o Vaticano adotam regimes teocráticos. Você acredita que essa ligação declarada da religião na política, prejudica suas decisões governamentais?

Como comentamos brevemente acima, os regimes teocráticos – a exemplo dos países islâmicos – são representativos no sentido de que podemos compreender os males da associação entre um Estado e uma Religião. Quando um Estado passa a exigir que seus cidadãos se comportem de acordo com a religião dominante ou estatal, fere princípios democráticos, de direitos humanos reconhecidos internacionalmente. Direitos como o de ir e vir, de livre expressão intelectual, cultural e religiosa é severamente prejudicado em países de regime teocrático. Ao mesmo tempo, temos de reconhecer que há uma grande dificuldade – falo com referência aos países e governos orientais – de separação ou entendimento das distinções entre o Estado e a Religião. A religião é parte da história, da vivência cultural e tradicional desses povos; no entanto, é inadmissível que direitos fundamentais do homem sejam colocados de lado em detrimento da tradição religiosa. A Índia é um exemplo dos males da divisão da sociedade em castas, da segregação social dos indianos. Com relação ao Vaticano, a atuação do Papa Francisco tem sido positiva no sentido de que tem contribuído com o diálogo inter-religioso. Francisco possui uma visão social diferente de seu antecessor Bento XVI, mas também é fruto das discussões estabelecidas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) e pelo papa João Paulo II.

No Brasil, dos 12 feriados nacionais, 6 são religiosos ligados ao catolicismo. Deveria haver feriados religiosos?

Diante da atual conjuntura e diversidade religiosa brasileira é impossível falarmos em “feriados religiosos”. Não somente no Brasil como também em Portugal tramitam projetos de eliminação dos feriados confessionais. A influência de políticos conservadores, com relação denominacional dificulta a agilidade das discussões. Há interesses eleitorais, de manutenção de suas bases, o que acaba perpetuando um erro que deveria ter sido discutido pela Constituinte de 1988. Os defensores da permanência dos feriados religiosos recorrem ao critério da representatividade, ao índice que mostra que o catolicismo romano é predominante. Seria possível usar tal critério em países como Polônia, onde mais de 90% da população é católica; no entanto, é impossível aplicar semelhante critério em países seculares como Bélgica e Estônia. O grande número de feriados – que inclusive coloca o Brasil na sétima colocação no ranking mundial – é, também, um entrave ao desenvolvimento produtivo e econômico. Só para critério de comparação, os EUA – país que possui o maior número de protestantes do mundo, com quase 163 milhões de fieis – o único feriado que pode ser associado a uma figura evangélica é o Martin Luther King Day, celebrado na terceira semana de janeiro. Há outros feriados, como o Dia de São Valentim (14/2), mas quase não há feriados nos EUA, razão pela a qual aparecem no topo da cadeia de países desenvolvidos.

A entrevista original poderá ser vista por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 31 de agosto de 2014

MARINA RETIRA APOIO A CASAMENTO GAY DE SEU PROGRAMA DE GOVERNO


A notícia abaixo foi publicada pelo site G1 de Brasília.

Campanha de Marina tira do programa apoio a casamento gay

Partido diz que documento não retratou com 'fidelidade' posição sobre tema.

PSB afirma ter compromisso 'irrestrito' com defesa dos direitos LGBT.

Do G1, em Brasília

Trecho que trata do casamento gay que a campanha de Marina Silva decidiu suprimir do programa de governo (Foto: Reprodução)

Trecho que trata do casamento gay que a campanha de Marina Silva decidiu suprimir do programa de governo (Foto: Reprodução)

Um dia depois de divulgar o programa de governo da candidata, a campanha da presidenciável Marina Silva (PSB) decidiu retirar trecho que manifestava apoio a propostas para legalizar o casamento igualitário no Brasil, que permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, foi eliminada defesa de um projeto em tramitação no Congresso que criminaliza a homofobia.

Os dois pontos estavam num capítulo sobre os direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais) e foram substituídos pela seguinte redação: "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

Em nota divulgada neste sábado (30), a assessoria da campanha informou que o texto inicialmente divulgado, "infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo" e diz que uma "falha processual na editoração" da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação "que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT".

No documento divulgado na internet e distribuído à imprensa, constava o seguinte trecho: "Apoiar propostas em defesa do casamento civil igualitário, com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil".

Também havia a defesa do PLC 122/2006, que equipara a discriminação contra gays aos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A proposta, feita em 2006 e atualmente em tramitação no Senado, sofre forte resistência da comunidade evangélica.

Segundo informou ao G1 a assessoria da campanha, serão substituídas as páginas e 215 e 216 do programa, que abordam os direitos LGBT e tratam do casamento gay.

Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo das atividades do Judiciário, obriga os cartórios a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, de realizar a união estável de casais do mesmo sexo. Além disso, obrigou a conversão da união em casamento e também a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Porém, não há nenhuma lei no país que regulamente o assunto.

De acordo com a nota divulgada neste sábado pela campanha, "a sociedade tem muita dificuldade em lidar com as diferentes visões de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas pelas pessoas". A nova versão do programa de governo de Marina Silva diz ainda que os grupos LGBT estão entre as minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados.

“Apesar desse contratempo indesejável [no programa de governo], tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos", afirma a nota.

Nesta sexta-feira (29), durante o lançamento do programa de governo em São Paulo, Marina Silva foi questionada sobre o apoio a projetos de lei que garantam o direito de casamento entre pessoas do mesmo sexo, Ela disse respeitar e defender o Estado laico e afirmou que, como presidente, terá o compromisso de assegurar direitos civis para "todas as pessoas".

“O nosso compromisso é que os direitos civis das pessoas sejam respeitadas. Queremos o respeito através do Estado laico tanto para os que creem quanto os que não creem. As pessoas têm sua liberdade individual e essa liberdade individual deve ser respeitada", disse.

Em 2010, ano em que disputou pela primeira vez a Presidência, Marina afirmou que, na opinião dela, o casamento é um "sacramento" e que aceitar a união entre pessoas do mesmo sexo iria contra suas convicções religiosas. Apesar disso, na ocasião, se disse a favor da “união de bens” entre homossexuais.

Ainda nesta sexta, horas após a divulgação do programa, a campanha de Marina também corrigiu outro trecho que mencionava a energia nuclear como um dos pontos que merecem atenção para o aperfeiçoamento da matriz energética do país.

Nota

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada neste sábado pela campanha de Marina Silva.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O CAPÍTULO "LGBT", DO PROGRAMA DE GOVERNO DA COLIGAÇÃO UNIDOS PELO BRASIL

O texto do capítulo "LGBT", do eixo "Cidadania e Identidades", do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).

Em razão de falha processual na editoração, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.

Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável, tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.

Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.

O documento que expressa as reais propostas da chapa para o capítulo "LGBT" também pode ser lido abaixo:

LGBT

Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida. Essa dificuldade chega a assumir formas agressivas e sem amparo em qualquer princípio que remeta a relações pacíficas, democráticas e fraternas entre as pessoas.

Nossa cultura tem traços que refletem interesses de grupos que acumularam poder enquanto os que são considerados minoria não encontram espaços de expressão de seus interesses. A democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses. Os grupos LGBT estão entre essas minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados, defendidos e reconhecidos, pois a Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei, independentemente de idade, sexo, raça, classe social. Assim como em relação às mulheres, aos idosos e às crianças, algumas políticas públicas precisam ser desenvolvidas para atender a especificidade das populações LGBT.

A violência que chega ao assassinato, vitima muitos dos membros dos grupos LGBT. Dados oficiais indicam que, entre 2011 e 2012, os crimes contra esse grupo aumentaram em 11% em nosso país. Outros sofrem tanto preconceito que abandonam a escola e abrem mão de toda a oportunidade que a educação pode dar, o que também, de certa forma, corresponde a uma expressão simbólica de morte.

É preciso desenvolver ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.

Para assegurar direitos e combater a discriminação:

1. Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

2. Aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira – conhecida como a Lei João W. Nery – que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”, com base no modo como se sentem e veem, dispensar a morosa autorização judicial, os laudos médicos e psicológicos, as cirurgias e as hormonioterapias.

3. Como nos processos de adoção interessa o bem-estar da criança que será adotada, dar tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual.

4. Normatizar e especificar o conceito de homofobia no âmbito da administração pública e criar mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica.

5. Incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.

6. Garantir e ampliar a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam as necessidades especiais da população LGBT no SUS.

7. Assegurar que os cursos e oportunidades de educação e capacitação formal considerem os anseios de formação da população LGBT para garantir ingresso no mercado de trabalho.

8. Considerar as proposições do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT na elaboração de políticas públicas específicas para populações LGBT.

O artigo original do site do G1 de Brasília poderá ser visto por meio do seguinte link:


Nosso comentário:

Acreditamos que uma sociedade democrática e não uma teocracia, deve ser regida pela vontade manifesta da maioria, envidando todos os esforços para proteger os direitos — não privilégios — das minorias.

As pessoas são livres para escolher seus caminhos, mas terão que responder por suas decisões tanto no tempo como na eternidade.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ESTADO LAICO: VOCÊ SABE O QUE ESSA EXPRESSÃO SIGNIFICA?


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Hoje queremos compartilhar com todos os nossos leitores um pequeno vídeo no qual nossa irmã Marina Silva é solicitada, por um Dr. Advogado e professor universitário baiano, para que apresente um posicionamento, muito claro, acerca do que Marina Silva pensa do conceito de “Estado Laico”. A resposta de Marina Silva foi muito além do que ele estava barganhando, começando com a seguinte expressão de nossa irmã: “NÃO SE COMBATE UM PRECONCEITO COM O USO DE OUTRO PRECONCEITO”.

Recomendamos de coração que todos dediquem uns poucos minutos e vejam a brilhante resposta de Marina Silva, que não apenas expõe a hipocrisia dos que querem nos condenar apenas porque somos cristãos como deixa bem claro o verdadeiro sentido do significado da expressão “ESTADO LAICO”.

O vídeo poderá ser visto por meio do link abaixo:


PARA MEDITAR:

2 Coríntios 13:8 

Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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