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terça-feira, 6 de maio de 2014

HISTORIADOR FAZ INÚMERAS AFIRMAÇÕES SEM PROVAS ACERCA DE JESUS



Jesus Cristo

Se tem uma coisa que o ser humano não se cansa de fazer é atacar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, pois essa é a única forma que dispõem para não ter que assumir o compromisso para o qual Ele nos chama.

Essas ideias, com raríssimas exceções não passam de ideias recicladas desde o século XIX com o surgimento do movimento religioso, chamado de “Liberalismo” ou “Religião Cor de Rosa”, o qual influenciado pelo movimento filosófico chamado “Iluminismo” do século XVIIII decidiu que era capaz de destronar Deus e assentar, definitivamente, o ser humano como o centro e a medida de todas as coisas.

Não é de surpreender, pois que a revista VEJA publique sob o editorial “CIÊNCIA”, mais um ataque contra a pessoa histórica de Jesus. Mesmo onde pretende ser original, alegando que dessa vez os “historiadores” confirmam — algo que qualquer criança de Escola Dominical sabe — que Jesus andou mesmo sobre a terra há dois mil anos, o texto não é original porque os primeiros liberais tentaram, sem sucesso, criar uma separação imaginária onde um tal de Jesus histórico – o suposto homem que teria andado sobre a terra há 2.000 anos, não tinha e não tem nada a ver com o tal do Cristo da fé, que foi anunciado pelos primeiros cristãos e cuja história está registrada nos evangelhos. Essa dicotomia imoral já foi destronada várias vezes, mas, de alguma forma ainda persiste, e esse é o objetivo desse artigo, pele enésima vez. Afinal como já escrevemos em outro artigo, tais comentários e escritos ajudam a vender livros e revistas.

Quanto aos chamados “historiadores” eles normalmente não tem formação em história. São sociólogos, filósofos, teólogos ou até mesmo, apenas “curiosólos”. No caso específico desse artigo o “pesquisador” estadunidense é formado em ciências da computação. Ou seja, ele entende tanto de Jesus, quanto eu entendo de fabricar foguetes para enviá-los ao espaço. Isto é, nada! E o segundo e mais importante personagem da reportagem é um professor da cadeira de História da UFRJ que como veremos, na maioria dos casos não tem a menor noção do que está falando acerca de Jesus. Como historiador deveria, obrigatoriamente, antes de fazer qualquer afirmação, conhecer as obras de Reimarus, Strauss, Renan, Schweitzer, e dos filósofos Barão d`Holbach e de Ludwig Feuerbach. Todos esses fizeram uma trabalho bem melhor do que esse apresentado no artigo abaixo. Mas foram todos confrontados com a realidade da Revelação e seus escritos murcharam diante do vigor das Escrituras Sagradas.

Para o que tiverem interesse em ler nosso artigo original acerca desse assunto o mesmo poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Segue o artigo de Veja

Ciência

O que a história tem a dizer sobre Jesus

Pesquisas de historiadores ajudam a confirmar que, de fato, Jesus caminhou sobre a região da Galileia há 2.000 anos. As descobertas, no entanto, não devem satisfazer aqueles que levam a Bíblia ao pé da letra

Guilherme Rosa

 
Ao longo dos séculos, Jesus foi interpretado de maneiras diversas por religiosos, artistas e governantes. O trabalho dos historiadores é deixar toda essa carga teológica para trás e encontrar o homem e a mensagem que deu origem a tudo (Reprodução)

O pesquisador americano Joseph Atwill é categórico: Jesus não passa de um mito. O personagem, suas palavras e ações fazem parte de uma elaborada narrativa inventada por aristocratas romanos, com o objetivo de pacificar os judeus — um povo envolvido em sucessivas rebeliões contra o império. Atwill apresentou suas ideias em outubro, numa conferência realizada em Londres, na Inglaterra. "Os romanos perceberam que o melhor caminho para acabar com a atividade missionária fervorosa entre os judeus era criar um sistema de crenças que competisse com o deles", afirmou.
Joseph Atwill não é um acadêmico da área — sua formação é em ciências da computação. Ele não publicou suas pesquisas em periódicos científicos e suas ideias estão longe de ser apoiadas por seus pares. No entanto, sua teoria recebeu atenção mundial, e foi debatida entre pesquisadores, jornalistas e religiosos. Seu poder está no fato de ela ser o capítulo mais novo de uma antiga discussão — com quase 2.000 anos de idade — sobre qual é a verdade por trás de Jesus, seus feitos, milagres e mensagem.

Para Atwill, a ideia de que Jesus não passaria de uma montagem histórica deveria funcionar como um duro golpe aplicado pela ciência contra a ignorância propagada pela religião. "Embora o cristianismo possa ser um conforto para alguns, ele também pode ser muito prejudicial e repressivo, uma forma insidiosa de controle mental que levou à aceitação cega da servidão, pobreza e guerra ao longo da história", diz. Seu erro é que a existência de Jesus não é mais uma questão de fé, mas de ciência.

Os acadêmicos da área — historiadores das mais prestigiadas universidades do mundo — afirmam restar poucas dúvidas sobre a questão. "Volta e meia aparecem essas hipóteses sobre Jesus ser um mito. Mas, do ponto de vista metodológico, parece bastante claro que ele realmente existiu", diz André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ e autor dos livros Jesus Histórico - Uma Brevíssima Introdução e Cristianismos: Questões e Debates Metodológicos (Editora Kline), em entrevista ao site de VEJA.

Jesus histórico — Os historiadores deixam claro que o personagem estudado por eles não é o mesmo da religião. Eles estão em busca de informações sobre o homem chamado Jesus, que viveu na Galileia há 2.000 anos e em torno do qual foi criada a maior religião do mundo. “Os historiadores não buscam um ser divino, que é impossível de quantificar, medir e avaliar. O Jesus da história é estritamente humano“, afirma Chevitarese.

Nessa busca pelo Jesus histórico, a perspectiva dos pesquisadores lembra a de São Tomé, o apóstolo que duvidou de Cristo e exigiu provas de sua ressurreição. Do mesmo modo, os historiadores não podem acreditar cegamente no que dizem as religiões e seus líderes, mas devem embasar tudo que afirmam em evidências. Essas provas não precisam ser, necessariamente, físicas, como a descoberta de uma ossada ou um túmulo. "Se esse critério fosse adotado, 95% dos personagens históricos não seriam reconhecidos", diz o pesquisador.

Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem.

Os textos mais antigos sobre Jesus datam do século I, em sua maioria escritos por seguidores do cristianismo. A exceção é Flávio Josefo, um historiador judeu que tentou escrever toda a história do povo judaico, desde o Gênesis até sua época. Ele cita Jesus, João Batista e Tiago (irmão de Jesus) como exemplos de homens que lideraram movimentos messiânicos na região da Galileia.
No século seguinte, surgem mais textos de historiadores que citam Jesus e, principalmente, o movimento iniciado por seus seguidores. "Esses dados servem para mostrar que não estamos no campo da mitologia. São autores judeus e romanos, que nunca se tornaram cristãos, e permitem afirmar de modo muito seguro que Jesus é um personagem histórico."

O homem — A esses textos se somam descobertas recentes da arqueologia que fornecem informações precisas sobre o tempo e o espaço em que Jesus viveu. Os dados não são abundantes, mas permitem esboçar como se pareceria esse personagem histórico real. "Não podemos afirmar exatamente a cor de pele e cabelo de Jesus. A partir dos mosaicos e dos afrescos que retratam outros romanos, judeus e sírios que viviam no mesmo ambiente, a tendência maior é de vermos um Jesus de cabelos preto, com a pele queimada por causa de sol", diz Chevitarese.

Segundo a maior parte dos historiadores, Jesus não nasceu em Belém, como afirmam algumas passagens bíblicas, mas em Nazaré — uma pequena aldeia montanhosa da Galileia, cuja população era camponesa e girava em torno de 500 indivíduos. "A aldeia não tinha nenhuma relevância política, não possuía construções públicas ou sinagogas. Os escritores dos Evangelhos mudaram o lugar por razões teológicas, para que o nascimento de Cristo confirmasse algumas profecias do Antigo Testamento."

Jesus teria nascido na pequena vila em torno do ano 4 A.C., e teria passado a maior parte de sua vida na região, sem nunca pisar em uma cidade grande. A exceção acontece quando ele entra em Jerusalém — ato que teria como consequência sua crucificação pelas autoridades romanas. Sua morte deve ter acontecido por volta dos anos 35 e 36 D.C., pouco tempo depois de João Batista também ter sido morto pelos romanos, segundo a narrativa de Flávio Josefo.

A mensagem — Segundo os historiadores, tão importante quanto quem era Jesus é o que ele dizia — foi sua mensagem poderosa que repercutiu em todo o mundo e, séculos mais tarde, deu origem às diversas vertentes religiosas. "Ele era um camponês pobre que, diante das injustiças que o mundo apresentava, defendia a instauração do Reino de Deus — um reino de justiça e fartura, sem hierarquias sociais", diz Chevitarese.

A mensagem espiritual — e messiânica— de Jesus era voltada especialmente aos judeus de seu tempo. Ela, no entanto, adquiria caráter político ao afrontar o Império Romano e setores da elite judaica. Foi justamente a força dessa mensagem, e os rebanhos que ela poderia angariar, que levaram à sua crucificação e morte. Como aconteceu muitas vezes na história, no entanto, o assassinato de Jesus não conseguiu matar suas ideias.

Jesus teológico — Jesus nunca chegou a colocar suas ideias no papel (nem poderia, os historiadores afirmam que ele era analfabeto). A maior parte do que chega aos dias de hoje sobre o personagem e suas ideias foi escrito por seguidores das primeiras comunidades cristãs, duas ou três gerações depois de sua morte. Os autores não estão preocupados em transmitir uma versão fiel dos fatos, como uma biografia, mas em defender os pressupostos de sua fé. Assim, os primeiros cristãos que escrevem sobre Jesus — os evangelistas — já não estão fazendo história, mas teologia.

Nessa época o cristianismo começava a se distanciar do judaísmo em que ele estava originalmente inserido, e a se aproximar do Império Romano — o que exigiu algumas mudanças em sua mensagem. "Ao serem escritas, suas ideias começam a ser diluídas, pois vários filtros são impostos. Primeiro, Jesus é um indivíduo de fala aramaica, mas quase tudo que conhecemos sobre ele está escrito em grego. Além disso, os textos são destinados a convencer um público urbano, muito diferente dos camponeses para quem Jesus pregava", diz Chevitarese.

Com o passar dos séculos, isso abriu margem para que vários teólogos interpretassem as escrituras de maneiras variadas, criando as inúmeras vertentes do cristianismo que se encontram nos dias de hoje. Assim, a depender de quem faz a homilia, Jesus pode ser visto como um personagem sagrado ou humano, santo ou falho, foco de paz ou de guerra, de fundamentalismo ou de liberdade.

É por isso que o estudo do Jesus histórico é importante. "Ele pode ajudar a colocar um freio naqueles que querem transformar pressupostos teológicos em verdades históricas", diz Chevitarese. Seu objetivo não é acabar com a teologia ou retirar da história de Jesus seu caráter espiritual. O que a ciência faz é descobrir o que, de fato, pode ser afirmado sobre o homem e sua época. As muitas lacunas que permanecerão abertas apresentam mistérios suficientes para que a religião possa se instalar.

O material original publicado pelo site da VEJA pode ser visto por meio desse link aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/jesus-historico-como-a-ciencia-pode-ajudar-a-entender-o-comeco-do-cristianismo

NOSSOS COMENTÁRIOS FINAIS:

1. Pouco nos importa o que dizem os líderes religiosos e as religiões. Nossa discussão, enquanto cristãos, está centrada sobre o que dizem as Escrituras Sagradas, do Antigo e do Novo Testamento. E são, exatamente as Escrituras a maior pedra no sapato desses falsos cientistas, que não tem nada em que se basear, a não ser em farrapos representados por uma ou outra afirmação fragmentária ou por escritos produzidos 400 ou mais anos depois dos fatos narrados nos evangelhos, como ficou provado com o patético e alegado “Evangelho de Judas”, que não passa de uma mistificação literária produzida 500 anos depois dos fatos narrados nos Evangelhos.

2. O artigo afirma: “Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem”. Mas esse tipo de pesquisa invalidaria a certeza histórica de milhares de personagens históricos que jamais poderiam ser enquadrados numa camisa de força tão apertada.

3. A afirmação que historiadores não aceitam a narrativa bíblica que Jesus nasceu em Belém e sim em Nazaré, é gratuita e estúpida, pois não está amparada em nenhuma informação historicamente válida. Tudo o que eles têm, definitivo, são as narrativas dos Evangelhos, e acusar os Evangelhos de falsear a verdade é fácil. Mas provar é algo que tem se mostrado impossível até a presente data.

4. A alegação que Jesus entrou em Jerusalém apenas para ser morto logo em seguida, é fantasiosa para dizer o mínimo e revela um grande desrespeito ao conteúdo dos Evangelhos enquanto tratam como, absolutamente verdadeiras, as afirmações de um traidor judeu, Flavio Josefo, que tendo passado para o lado dos romanos decidiu escrever uma história do povo Judeu e menciona Jesus cerca de 60 anos depois dos fatos acontecidos, os quais ele não presenciou já que nasceu no ano 37 d.C.

5. A afirmação de que Jesus era apenas um camponês é risível, porque a história da humanidade nunca produziu nenhum outro camponês com a visão e o entendimento que Jesus tinha do mundo ao seu redor e nunca ninguém falou palavras como Jesus falou. Ah! sim há muitos mentirosos, espíritas principalmente, que alegam que entre os gregos havia pessoas que produziram material muito mais rico do que o de Jesus, mas são incapazes de provar. Alegam que a Igreja Romana destruiu esses materiais, mas isso também não pode ser provado. Não passam de verdadeiras parvoíces.

6. Dizer que a mensagem política de Jesus o levou a ser crucificado é desprezar as afirmações das Escrituras que dizem que o verdadeiro motivo foi a inveja e os ciúmes da liderança judaica, algo que foi reconhecido pelo próprio governador romano que, de fato, queria libertar Jesus, mas foi ameaçado pela liderança judaica cega e enraivecida.

7. A maior bobagem é afirmar que os “historiadores” dizem que Jesus era analfabeto. Que historiadores? Baseados em que, poderiam fazer tal tipo de informação? Um historiador de verdade se deixaria confrontar pelo texto bíblico que afirma, de forma categórica, que Jesus sabia ler e que falava tão bem que impressionava seus interlocutores e mesmo homens, supostamente iletrados, como Pedro e João, foram reconhecidos com tendo estado com Jesus pela maneira como falavam! Além disso, nosso professor demonstra não saber que os Evangelhos são um gênero literário único, distinto das formas biográficas que conhecemos. Precisa estudar mais antes de sair por aí afirmando tolices.

8. Até onde vai a ignorância de uma pessoa é difícil dizer. Ora, os Evangelhos e de resto todo o Novo Testamento foram escritos em grego porque essa a língua franca do império romano. E os Evangelhos preservaram a linguagem agro-pastoril de Jesus, enquanto o apóstolo Paulo e outros que saíram de Jerusalém, produziram uma literatura com um conteúdo abordando temas urbanos, já que se destinavam a esse tipo de público. Ignorar esses fatos prova que o tal professor da UFRJ pode até ser “doutor” em história, mas infelizmente, nunca leu com atenção o Novo Testamento. Suas afirmações são pífias e não correspondem, nem de longe, ao que está contido nos Evangelhos e nas Epístolas.

9. Não existem mistérios como pretende o professor da UFRJ. Tudo o que precisava ser revelado nos foi revelado pela graça de Deus. Tudo o que é necessário encontra-se na Bíblia, especialmente no Novo Testamento onde temos o registro de como Deus se fez homem e habitou entre nós. Formas de interpretar a pessoa de Jesus sempre existiram aos borbotões, mas a verdade está revelada apenas nas Escrituras Sagradas e essas deixam uma margem muito estreita para quem tem olhos para enxergar e ouvidos para ouvir.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

JESUS CONTINUA SENDO ATACADO POR INTERESSES COMERCIAIS


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Jesus vende. Vende Bem, Aliás, Jesus vende muito bem! Esse é o principal motivo porque, periodicamente, alguém aparece com um artigo — as revistas Superinteressante e Galileu provam isso — ou até mesmo com livros, sempre ridículos que apenas reciclam velhas histórias, surgidas a partir do século XVIII.

A Igreja cristã tem sido acusada dos mais horríveis crimes que se possam imaginar. Mas nem tudo de que nos acusam é necessariamente verdadeiro, especialmente quando pensamos que o que motiva os acusadores no início do século XXI, na grande maioria das vezes, é um paganismo elementar embebido em um politeísmo liberal. Um caso clássico que ilustra o que estamos dizendo é representado pela linha editorial de revistas como a “Superinteressante” e a “Galileu”. Periodicamente estas revistas apresentam reportagens que visam minar o Cristianismo ao mesmo tempo em que mostram sob uma luz, extremamente favorável, o “xamanismo, o espiritismo e as religiões orientais e tudo que, de uma maneira geral, esteja relacionado com a Nova Era”.

Outra ilustração pode ser encontrada no livro escrito por Nina Smart e Steven Konstatine, à guisa de uma Teologia Cristã[1], onde lemos: “nossa apresentação de uma “darsana” é mais que a apresentação de uma elaboração intelectual. Trata-se, na verdade, de um “tao”, como um “bhakti” ou “jinana”, ou “conhecimento”, de uma vida coberta pelo “li” sacramental. Um estímulo ao “dhyana” ou ao  “karuma”. É o convite para evitar esquivar-se de ser chamado pelo poder do “avatar”. É impossível reconhecer o que está escrito acima como teologia cristã, por mais que nos esforcemos. Todavia o mesmo serve para confirmar o que dissemos no início deste parágrafo.

Outro exemplo ainda é a publicação pela editora HarperCollinsPublishers do livro “The Other Bible” que visa apresentar uma coleção de escritos “inspirados” onde se misturam textos judaicos e da cabala judaica, com textos pretensamente cristãos, produzidos por gnósticos e encontrados na biblioteca de Nag-Hamadi no Egito[2].  Entretanto, os nossos acusadores encontram a justificativa que precisam para nos acusar de todo tipo de crimes exatamente na inconsistência de nossos atos e na contradição que existe entre nosso discurso e nossos atos. A grande verdade é que a igreja chamada cristã tem adotado como práticas suas os conceitos e ideais da sociedade em que esta imersa. No lugar da palavra profética contra o orgulho religioso, a arrogância eclesiástica e a auto-suficiência da sociedade, temos o silêncio. Em vez de servir como sal e luz no mundo, a igreja tem procurado agradar aos donos do poder e a se conformar às formas de pensamento da cultura dominante. Nossa cegueira é tão grande que existem pessoas que acreditam piamente que nós somos a primeira geração a realmente entender o evangelho. A propagação de falsos ensinamentos tais como as falsas doutrinas da “Prosperidade” ou da “ Palavra da Fé”, também contribuem para esse estado de coisas. Nas palavras de Michael S. Horton[3]existe nos dias de hoje um tremendo espírito de autoconfiança e orgulho: nossos projetos de crescimento da igreja finalmente introduzirão o reino; ou faremos isso realizando sinais e maravilhas; ou lideraremos assumindo as instituições públicas e exercendo pressão política, social e econômica sobre os inimigos de Cristo; outros talvez desejem conquistar o poder descobrindo os recursos internos do indivíduo através das últimas ofertas da psicologia popular; outros demonstrarão autoconfiança reforçando o culto da personalidade, as restrições legalistas e a pressão do meio; finalmente, alguns apelarão para o poder do medo e das paranóias, como se tivessem uma visão interior dos segredos divinos, tal como a data da volta de nosso Senhor. Reuniões evangélicas são frequentemente marcadas pela mística da singularidade da nossa geração no plano de Deus”.  

Com isto queremos dizer que não temos nada a ver com os crimes cometidos no passado.  Esta postura é semelhante a daquelas pessoas, nos dias de Jesus, que batiam no peito e diziam “Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!” Soava bonito mas Jesus conseguia ver a implicação do que eles estavam dizendo ao comentar:


Mateus 23:30—32

Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais .

Estas inconsistências têm sido percebidas por muitas pessoas e muitos têm tentado explicar o que aconteceu. Esse é o caso do novo material produzido pelo pesquisador estadunidense Joseph Atwill, que afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana. Esse é apenas mais um em uma longa série de pessoas que a cada período de 2 a 4 anos lançam um livro com essa ideologia, ou outras semelhantes a essa. Para eles, os cristãos primitivos esperavam a volta de Jesus em poucos anos. Como está volta não aconteceu, se inventou, então, a igreja com toda sua estrutura hierarquizada e rígida que visava exatamente prover os cristãos com uma maneira organizada para aguardar o longo período entre a primeira e a segunda vindas de Jesus. Outros, como Júlio José Chiavenato, fazem as mais insustentáveis afirmações tais como: “O cristianismo primitivo não continha em si nenhum componente filosófico, mas uma alienação específica, conformando o homem a sofrer resignadamente neste mundo, sem vontade política de modificá-lo”.[4] Juntamente com estas acusações, surgem inúmeras outras que dizem respeito a como o texto do Novo Testamento teria sido alterado para se conformar com a realidade vivida pela igreja. Temos ainda, entre estes, pessoas como o frade franciscano Jacir de Freitas Faria, professor de exegese bíblica no Instituto Santo Tomas de Aquino e no Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, que acreditam que havia duas vertentes principais no cristianismo antigo. Uma era comandada por Tiago e a outra pelo apóstolo Paulo. Segundo nosso frade, a vertente paulina venceu e o que temos hoje aí é fruto daquele acontecimento. Se a vertente de Tiago tivesse vencido, nos diz o franciscano, quem pode dizer que tipo de Cristianismo nós teríamos? Ainda de acordo com o frei Jacir, o pecado não existe. Mas onde o senhor aprendeu isto frei Jacir? Ele afirma que aprendeu este ensinamento no evangelho apócrifo e gnóstico de Maria Madalena. E mais, ainda neste mesmo evangelho ele aprendeu que a salvação consiste em “buscar a harmonia comigo mesmo, com os outros e com Deus”.[5] Frei Jacir, você erra ao não conhecer nem as escrituras verdadeiras nem o poder de Deus. As acusações e as teorias, como as do Frei Jacir, de Júlio Chiavenato, e de pesquisador Joseph Atwill, não se sustentam e não é objetivo deste trabalho desmontá-las. Estas teorias vendem bem e satisfazem as idéias de quem as agrega e as publica, é só isto. Sobre estes autores ainda pesa a condenação que encontramos em João 3:36 que diz:

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Independente de tais pessoas acreditarem ou não nas palavras de Jesus.

Mas isto não acontece somente com a cristandade[6]. Outras filosofias como o Marxismo e o Existencialismo também sofrem destas contradições, mas elas têm a seu favor não pretenderem o status de revelação. Tanto Marx quanto Kierkegaard se esforçaram para impedir que suas idéias fossem reduzidas a meros mecanismos ideológicos. O comunismo soviético assumiu o caráter do seu expoente maior, Vladimir Lênin, que contradisse na prática, tudo que havia escrito. Poucos anos depois da Revolução Bolchevistas, muitos comunistas, da primeira hora, se tornaram membros da esquerda antibbolchevista, que denunciava a Revolução Russa como uma perversão da extrema direita do Marxismo. É impossível negarmos crédito a estes quando comparamos o Brasil da ditadura de direita – 1964—1985 - com a União Soviética do mesmo período. Um era cópia carbono do outro! Hoje em dia, as idéias de Marx, finalmente libertas da escravidão ideológica que a antiga USSR lhe impôs, podem ser agora apreciadas de melhor forma. Mencionamos estes fatos porque parece evidente, que estes tipos de desvios são comuns em todas as civilizações.


Todavia, o que nos impressiona é que a corrupção que afeta a cristandade é sempre, de forma constante, maior e mais abrangente, o que a torna ainda mais incompreensível. Sem dúvida as práticas da cristandade têm sido, sistematicamente, o exato oposto daquilo que a verdade, como revelada em Jesus, representa. Mas como isto é possível? Se Jesus prometeu:

Mateus 28:20

E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Ele também prometeu que não nos deixaria órfãos, pois:

João 14:16

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. 

E mais, quando sabemos que:

Hebreus 13:8

Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.

Não podemos evitar a pergunta: Como é possível que os ensinamentos do Senhor tenham sido completamente mudados de forma tão perversa, de maneira tão rápida e completa? Os defensores da Teologia Católica da Libertação entendem exatamente o que estamos dizendo. Por este motivo seus livros estão repletos de idéias de que agora Deus não fala mais através da igreja — católica. Agora Deus se identifica com suas criaturas que se expressam através de revoluções, de guerras de libertação que defendem a causa dos pobres e lutam por justiça social. Mas tudo isto não passa de teologia natural, que é a eterna mania de discernirmos a revelação de Deus naquilo que os seres humanos estão fazendo. Temos que resistir a tais conceitos, pois os mesmos são antibíblicos, como de resto tudo o que representa a cristandade.

Para os que tiverem interesse em ler a notícia veiculada pelo site Terra acerca das “pesquisas” de Joseph Atwill, segue o Texto


Pesquisador: história de Jesus é farsa criada por romanos

Historiador americano afirma que a figura de Jesus foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio.
O pesquisador americano Joseph Atwill, que afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana, diz ter encontrado novos dados que confirmam sua teoria. O historiador diz que um relato da Judeia do século I contém diversos paralelos entre Jesus e o imperador romano Tito Flávio. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Atwill afirma que essas "confissões" são "clara evidência" de que a história de Jesus é "na verdade construída, ponta à ponta, baseada em histórias anteriores, mas especialmente na biografia de uma César romano"


James Crossley, da Universidade de Sheffield, diz ao jornal que a teoria de Atwill é como os livros de Dan Brown. "Esse tipo de teoria é muito comum fora do mundo acadêmico e são normalmente reservadas à literatura sensacionalista."

"Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses", diz Atwill. O americano irá apresentar seus dados em uma palestra em Londres. A entrada custa 25 libras (cerca de R$ 87).

Segundo o pesquisador, a criação de uma figura foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. "As facções de judeus na Palestina da época, que aguardavam por um messias guerreiro profetizado, eram uma constante fonte de insurreição violenta durante o primeiro século", diz o historiador.

"Quando os romanos exauriram os meios convencionais de anular rebeliões, eles mudaram para a guerra psicológica. Eles pensaram que o meio de parar a atividade missionária fervorosa era de criar um sistema de crença adversário. Foi quando a história do messias 'pacífico' foi inventada", diz Atwill.

 
Joseph Atwill pesquisador americano

O pesquisador diz que, ao invés de encorajar a guerra, o messias inspirava a paz e ainda dizia aos judeus darem a "César o que é de César" e, assim, pagar suas taxas para Roma.

Atwill diz ter encontrado um relato de Flávio Josefo (historiador romano) sobre a guerra entre romanos e judeus. O americano argumenta que o texto contêm diversos paralelos entre o texto e o Novo Testamento.

A sequência de eventos e localidades visitadas por Jesus Cristo segundo o texto bíblico é aproximadamente a mesma da campanha militar de Tito Flávio, imperador romano durante a guerra, afirma Atwill. O Daily Mail destaca, contudo, que Tito Flávio nasceu em 39 d.C. e morreu em 81 d.C., muito depois de Jesus Cristo.

O historiador americano afirma que os imperadores romanos nos deixaram um quebra-cabeça a ser desvendado. Segundo Atwill, a solução do enigma é: "nós inventamos Jesus Cristo e somos orgulhosos disso".

Os que desejarem ver o artigo original do terra, poderão fazer por meio desse link aqui:


Como podemos ver o próprio artigo já contém elementos suficientes para desbancar as tolices de Atwill. Mas muitas pessoas farão questão de comprar seu livro — quando estiver disponível em português — e de, eventualmente, assistir uma palestra sua, caso ele venha para o Brasil.

Que Deus dê discernimento ao seu povo e abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Nina Smart e Steven Konstatine, Christian Systematic Theology in a World Context, Minneapolis, 1999.
[2] Existe ainda muita outra literatura já disponível em inglês, tal como: “The World’s Wisdom: Sacred Texts from the Word’s Religions” publicado por HarperCollinsPublishers ou ainda “The Portable Bible” publicada por Penguin Books que além de conter seleções do Antigo e do Novo Testamentos, traz também porções do Upanishads e do Bhagavad-Gita do Induísmo, do Tao-Te King do Taoísmo, do Gatas do Zoroastrianismo, do Lótus da Lei Verdadeira e da Doutrina Tibetana do Budismo, do Li-Ki e do Livro da Piedade Filial do Confucionismo e do Alcorão do Islamismo.
[3] Michael Scott Horton, editor, Religião de Poder, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 1988.
[4] Júlio José Chiavenato, religião da origem à ideologia, FUNPEC-Editora, Ribeirão Preto, 2002.
[5] As afirmativas do frei Jacir podem ser encontradas na entrevista que ele concedeu à revista Galileu numero 137 de Dezembro de 2002.
[6] O autor chamará de “Cristandade” esta religião falsa, espalhada pelo mundo, que se auto-intitula de cristã. Mesmo não gostando do termo “Cristianismo”, pelo reducionismo ideológico que ele causa, o mesmo será usado para se referir à verdadeira igreja cristã espalhada pelo mundo.