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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 005


Concepção artística da filosofia existencialista humanista 



Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

CONTINUAÇÃO:

Mas não seria verdadeiro afirmar que a Teologia do Novo Testamento de Bultmann era de fato ou que pelo menos tinha a intenção de ser uma narrativa puramente histórica. Ele também introduziu elementos dogmáticos que bem distintos da dogmática da escola antiga de estudos do Novo Testamento. Bultmann era um homem do seu tempo. Então ele se inspirou bastante na filosofia existencial. Isso quer dizer que para Bultmann os textos teológicos matinha certa relevância contínua, mas precisavam ser reinterpretados. Para Bultmann o texto do Novo Testamento que estava disponível para ele tinha sido produzido em um meio que lançou mão de uma abordagem mitológica, comum àquela época, e por isso o mesmo precisava der “demitologizado”. Era com uma verdadeira “cebola” que precisava ter suas camadas removidas até se chegar ao cerne da mesma. Era assim que Bultmann enxergava o Novo Testamento, especialmente os Evangelhos. Somente quando se atingisse o cerne, ele acreditava, então estaríamos diante de verdade capazes de nos desafiar a tomar algum tipo de decisão. Nenhuma relação era vista — na opinião dele e seus seguidores até hoje — entre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Essa dicotomia, certamente influenciou toda a teologia do doutor de Marburgo e Breslau.

Sem dúvida a teologia de Bultmann estava centrada não na Bíblia e muito menos no Novo Testamento, mas puramente no próprio ser humano. E o ser humano, o homem, o verdadeiro objeto da teologia de Bultmann. A consequência disso é óbvia: a teologia torna-se uma matéria sujeita aos caprichos da antropologia.

Mas devemos esclarecer que nem todos os discípulos de Bultmann eram tão céticos quanto ao Jesus Histórico como o afamado mestre. A Teologia do Novo Testamento escrita por Hans Conzelmann ainda mostra pesados resquícios das ideias de Bultmann, mas existem outras que oferecem abordagens onde se dá pleno valor às palavras de Jesus como encontradas no Novo Testamento. Na teologia de Conzelmann, Jesus aparece apenas um pouco mais próximo de um personagem histórico que na teologia de Bultmann. Mas a mesma continua dominada por uma tentativa incansável de reinterpretar o Novo Testamento, de acordo com os princípios da Filosofia Existencial, e nós temos a obrigação de questionar, até que ponto podemos chamar algo como isso de Teologia do Novo Testamento.
  
Durante o período em que a Teologia do Novo Testamento esteve sob a pesada influência da Filosofia Existencial surgiu um movimento paralelo que passou a dar uma atenção, cada vez maior, à chamada Teologia Bíblica. Essa havia sofrido grandes danos durante a época que podemos chamar do movimento acerca do “Jesus Histórico”. Todos os que tiverem interesse em conhecer melhor essa história poderão ler a obra de Bem Witherington II, The Jesus Quest — The Third Search for the Jew of Nazareth publicado pela Inter-Varsity Press.

Contra todos os movimentos fragmentários de vários outros movimentos, o movimento voltado para a teologia bíblica esforçou-se para identificar elementos de unidade dentro da variedade d Novo Testamento. Os mais notáveis entre esses expoentes são Oscar Cullmann, com sua ênfase no conceito de Heilsgeschichte, que enfatiza o fato que tanto os atos de Deus como Suas palavras, que interpretam e dão sentido a esses fatos, são fundamentais no processo de salvação, uma visão que lança um desafio às bases do existencialismo. Para Cullmann, a hitória tem uma importância enorme em qualquer abordagem que se faça com relação a Teologia do Novo Testamento. A obra prime de Cullmann encontra-se na área da Cristologia. O mesmo pode ser dito de Floyd Filson, que adota uma posição semelhante. Nenhum dos dois, todavia, chegou a produzir uma Teologia do Novo Testamento completa.

CONTINUA...

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 005

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 6

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012




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segunda-feira, 20 de julho de 2015

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 004


Concepção artística



Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

CONTINUAÇÃO:

O movimento histórico descobriu um brilhante defensor na pessoa de Heinrich Julius Holtzmann — que viveu de 1837 a 1910. Seus escritos podem ser considerados como a expressão clássica da teologia liberal relativa ao Novo Testamento. Sua obra[1] fundamental foi publicada em 1897. Esse mesmo material recebeu diversas edições e agora está em domínio público. As duas edições mais recentes são uma de 2012 e outra de 2014. Holtzmann rejeita de maneira absoluta qualquer abordagem da teologia do Novo Testamento da perspectiva dogmática e também rejeita qualquer ideia ou até mesmo a possibilidade da existência duma revelação. Apesar de toda essa resistência, ele ainda assim lançou mão de tópicos teológicos para classificar seu próprio material. A posição assumida por Holtzmann é interessante para o estudante de da Bíblia, porque ele decidiu basear sua abordagem da literatura bíblica numa análise hitórica-crítica onde ele não mantinha nenhuma convicção referente à autenticidade dos textos. Nesse mesmo período, outros estudiosos desenvolveram suas teologias em bases mais conservativas. Entre esses nos podemos citar:

1. Johann Christian Konrad von Hofmann — viveu entre 1810 e 1877.

2.  Friedrich August Gottreu Tholuck — viveu entre 1799 e 1877.

3. Bernhard Weiss — viveu entre 1827 a 1918.

4. Theodor Von Zahn — viveu entre 1838 a 1933

5. Paul Feine — viveu entre 1859 a 1933.   

Todos esse cinco alistados acima tinham a inclinação para uma abordagem mais histórica do que os dogmatistas adotavam, mas ainda mantinham que o próprio texto das Escrituras era o veiculo por meio do qual a revelação chegou até nós. A obra mais importante desse período, da perspectiva conservadora foi a teologia escrita por A. Schlatter[2], o qual apesar de reconhecer a necessidade de adotar certa orientação histórica, ainda assim  mantinha seu interesse dogmático. Suas opiniões serão consideradas um pouco mais adiante. Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América, uma teologia no Novo Testamento foi escrita por G. B. Stevens[3], no final do século XIX. Essa teologia procurou se distanciar da dogmática e se concentrou numa narrativa descritiva do vários tipos de literatura existentes.

Em 1897 o surgimento do artigo intitulado The Task and Method of The New Testament Theology — A tarefa e método da Teologia do Novo Testamento — da autoria de W. Wrede causou grande euforia entre os estudiosos em 1897. Esse artigo se esforçava para fazer prevalecer o método histórico sobre o dogmático. Seu argumento básico era que O Novo Testamento não estava interessado em religião e sim apenas em teologia. Falaremos disso mais adiante. Sem dúvida o artigo de Wrede era uma reação extrema contra as considerações dogmáticas em sua abordagem ao pensamento do Novo Testamento. A conclusão de suas ideias era que a Teologia do Novo Testamento encontrava sua solução na história da religião cristã primitiva. A influência de Wrede nos estudos posteriores relacionados à teologia do Novo Testamento é inegável.

Wrede era o representante de um movimento denominado Religiongeschichte — História da Religião — o qual, como o próprio nome já diz, estava baseado numa abordagem histórica dos textos. O interesse em estabelecer uma narrativa da religião cristã, criava por sua vez, a necessidade imediata um estudo comparativo com outras religiões para demonstrar de que formas a primeira teria sido influenciada pelas outras. Dessa forma, o Novo Testamento deixou de ser visto como um documento autoritativo, no sentido de ser a fonte para a teologia. Pelo contrário, o mesmo tornou-se apenas parte do quadro total da religião que existia no primeiro século d.C. De acordo com o estudioso R. Morgan[4] em sua obra The nature of New Testament theology. The contribution of William Wrede and Adolf Schlatter, a tarefa necessária da teologia do Novo Testamento continua incompleta, enquanto a mesma viver de guinadas ora para cima e ora para baixo, pequisando a imensa frente de estatísticas e história de todas as religiões. Isso numa tentativa de se estabelecer o ponto da antiguidade que antecipou e as analogias que correspondem ao que encontramos no Novo Testamento. Ou seja, com a retirada de seu caráter autoritativo, o Novo Testamento transformou-se num livro imprestável, servindo apenas como ponto comparativo com outras religiões. Essa forma de tratar o Novo Testamento foi, sem dúvida, o elemento mais forte numa ênfase sobre apocalíptica judaica que dura até os dias de hoje. Nenhuma dessas propostas conduziu a um verdadeiro quadro da teologia do Novo Testamento. De igual modo, nenhuma das duas cumpriu a exigência do artigo de Wrede de uma abordagem histórica, pois as duas apresentaram apenas reconstruções que eram óbvias demais para serem aceitas.

Nesse contexto entra em cena o Dr. Albert Schweitzer — medido, musico, teólogo e ganhador do prêmio Nobel da Paz, que vivei entre 1875 a 1965 — que reagiu com todas as suas forças ao movimento a favor do Jesus histórico, dissociado do Cristo da Fé. Sua oposição devia-se ao fato de tal movimento estar completamente baseado em um numa abordagem não escatológica da pessoa de Jesus. Outra tendência ainda desses movimentos era a de contrastar o alegado background helenístico do apóstolo Paulo com o alegado background do judaísmo apocalíptico atribuído a Jesus. Nenhum tipo unificado de teologia do Novo Testamento era possível diante de tais circunstâncias. Assim, todas as teologias do Novo Testamento daqueles dias estavam destinadas a darem uma ênfase exagerada ou na pessoa de Jesus ou nas de Paulo e João. Foi aí que surgiu o entendimento cético da crítica da forma do Novo Testamento contra o Jesus histórico, especialmente na pessoa de Rudolf Karl Bultmann que viveu entre 1884 a 1976 e que, apesar de ser alemão, considerava a si mesmo como a maior autoridade na paleografia grega, algo difícil de engolir. Bultmann não aceitava, praticamente nada registrado nos Evangelhos, como se fossem palavras originais de Jesus. Com isso a teologia do Novo Testamento da sua época se concentrou, grandemente, nas epístolas paulinas e no quarto Evangelho — o atribuído a João. Tanto os escritos de Paulo quanto o quarto Evangelho eram considerados como sendo, marcadamente, como parte da literatura helenística. A teologia do Novo Testamento de Bultmann[5] é um exemplo clássico dessa abordagem.   

Mas o que as Escrituras dizem acerca delas mesmas, independentemente do que os homens pensam dela?

Números 11:23

Porém o SENHOR respondeu a Moisés: Ter-se-ia encurtado a mão do SENHOR? Agora mesmo, verás se se cumprirá ou não a minha palavra!

Salmos 119:89

Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu.     

Salmos 119:105

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.

Salmos 119:140

Puríssima é a tua palavra; por isso, o teu servo a estima.

Jeremias 1:12

Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.

Jeremias 23:29

Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?

2 Timóteo 3:16 na NTLH

Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.

2 Pedro 1:21

Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

CONTINUA...


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[1] Holtzmann, H. J.  Lehbuch der neutestamentichen Theologie 2 Vols. Nabu Press/Amazon, Reprinted, 2012.
[2] Schlatter, A. Der Glauber im Neuen Testament. Wissenschafliche Buchgesellschaft, Darmstadt, 1963.
[3] Stevens, G. B. A Theology of the New Testament. Edimburgh, T and T Clark, 1899
[4] Morgan, R. The nature of New Testament theology. The contribution of William Wrede and Adolf Schlatter. A. R. Allenson, Editora Virtual, 1973.
[5] Bultmann, Rudolf Karl. Teologia do Novo Testamento. Editora Academia Cristã, Santo André, 2008. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

REZA ALAN: UM HISTORIADOR QUE NÃO SE BASEIA NA HISTÓRIA


 
POLÊMICO: Para ele, Jesus era um revolucionário.

A cada período de meses nós vemos surgir no horizonte um livro sobre Jesus. Normalmente esses livros dizem basicamente as mesmas coisas desde os primeiros que foram publicados nos séculos XVIII e XIX. A premissa básica é negar que Jesus é Deus, mas infelizmente para todos eles, não existe nem mesmo um fiapo em que possam se segurar para ter suas opiniões confirmadas. Todavia, os livros vendem bem. Isso é verdade.

Nosso personagem dessa vez é o historiador, que não aceita certos materiais históricos, mas adora matérias espúrios, desde que os mesmos confirmem sua tola teoria. Reza Aslam é teólogo e historiador e seus comentários são muito semelhantes aos do mestre Gamaliel. Bata ler a entrevista que Reza Aslan concedeu à revista ÉPOCA abaixo e depois ler nosso artigo acerca do tal “sábio” conselho de Gamaliel por meio desse link aqui:


Segue o texto da ÉPOCA

Reza Aslan: "Jesus era como os outros messias"

Autor de um polêmico livro sobre a vida de Jesus Cristo, o americano Reza Aslan afirma que o filho de Maria foi o maior revolucionário de todos os tempos

Por RODRIGO TURRER

O historiador iraniano-americano Reza Aslan ficou mundialmente famoso após bater boca com Lauren Green, âncora da emissora americana Fox News, em julho deste ano. Ele fora convidado a falar sobre seu livro Zelota – A vida e a época de Jesus de Nazaré (308 páginas, Zahar editora, R$ 36), um polêmico ensaio em que afirma que Jesus foi um revolucionário. Aslan teve de explicar por que um muçulmano como ele escrevera sobre Cristo. Há mais de 20 anos, ele se dedica à pesquisa de religiões, com foco na vida de Jesus. “Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram”, afirmou Aslan a ÉPOCA. “Há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes nos Estados Unidos.”

ÉPOCA – O senhor defende em seu livro uma tese polêmica: o Jesus histórico foi um revolucionário. O senhor acredita que Jesus estava mais para Che Guevara que para Ghandi?

Reza Aslan – Jesus foi o maior revolucionário de todos os tempos. As pessoas têm dificuldade de compreender isso porque veem o Cristo da religião com o olhar do nosso tempo. No tempo de Jesus, não havia separação entre política e religião. Ambas eram a mesma coisa. É incorreto dizer que Jesus era só um líder espiritual ou só um líder político. Ele era os dois. Toda e qualquer palavra proferida por Jesus tinha implicações políticas, por mais espirituais que fossem. Nesse livro, tento tirar as camadas de teologia, misologia, lenda e doutrina que se sobrepuseram ao Jesus histórico. Quis compreender o mundo em que Jesus viveu. Meu livro é sobre as implicações das palavras de Jesus em seu mundo, em seu tempo. É também sobre as diferenças entre Jesus de Nazaré e o Cristo da fé, criado pelos Evangelhos e pela Igreja.

ÉPOCA – Qual a diferença entre o Cristo histórico e o da fé?

Aslan – O Jesus da história era um judeu pregando o judaísmo para outros judeus. O Cristo da fé, aquele que lemos nos Evangelhos e na teologia cristã, é alguém divorciado do judaísmo, alguém pregando uma nova fé, uma nova religião. Jesus proclamava-se o messias, mas, quando dizia isso, se referia ao messias do judaísmo. Se Jesus de fato pensasse ser o Deus encarnado, teria sido o primeiro judeu da história a pensar assim. Porque o conceito de um homem divino viola 5 mil anos de história, tradição e religião judaicas. Isso quer dizer que é impossível que Jesus se considerasse um Deus encarnado? Não. Só não é plausível. Sobram duas opções: Jesus nunca disse isso e era como todas as outras centenas de messias de seu tempo. Ou então Jesus acreditava nisso e era absolutamente único, diferente de todos os judeus que vieram antes ou depois dele. Como historiador, acredito que Jesus era como todos os outros messias de seu tempo e nunca disse ser o Deus encarnado do Novo Testamento.

ÉPOCA – E por que Jesus inspirou tantos a segui-lo?

Aslan – Isso tem menos a ver com espiritualidade e mais com os ensinamentos de Jesus. São ensinamentos únicos e extraordinários. Jesus teve uma visão de uma nova ordem mundial, em que ricos e pobres trocariam de lugar. Os primeiros se tornariam os últimos, e os últimos se tornariam os primeiros. O apelo dessa mensagem depois da morte de Jesus se perpetuou menos pelo que Jesus disse ou fez e mais pelo que seus discípulos escreveram e disseram sobre ele.

ÉPOCA – Então a mensagem de Cristo foi reinventada?

Aslan – Os seguidores de Jesus, os homens que escreveram os Evangelhos anos ou décadas depois de sua morte, tentaram esconder ou amenizar o aspecto político da vida de Jesus. Primeiro, porque Jesus falhou em sua missão. O que sabemos de fato sobre Jesus? Que ele era judeu, que começou um movimento judaico no século I e, como resultado desse movimento, foi condenado à morte na cruz por crimes contra o Estado (Roma). As ambições políticas de Jesus falharam. A definição de messias, no tempo de Jesus, era um descendente do rei Davi, que restabeleceria o Reino de Davi na Terra. Se você diz ser um messias e morre sem restabelecer o Reino de Davi, você não é um messias. Todos os outros messias, e foram centenas, prometeram restabelecer o reino de Davi. Foram tão bem-sucedidos quanto Jesus. Nenhum cumpriu a promessa, e todos foram chamados de falsos messias. A diferença é que os seguidores de Jesus tentaram dar sentido a sua falha, mudaram o significado de messias, o deixaram menos judeu, mais espiritual. Quando fizeram isso, o tornaram mais atraente para os não judeus.

ÉPOCA – De que forma?

Aslan – Jesus foi condenado à crucificação por crimes contra o Estado. Roma reservava a crucificação a crimes contra o Estado. Como convencer Roma a aceitar um movimento de um homem que pretendia tirar Roma do poder? Basta dizer que o reino prometido por Jesus não era o terreno, mas sim o divino, que Jesus não tinha ambições políticas, não ameaçava o Império Romano. Assim, você diz que é possível ser cristão sem ser uma ameaça ao Estado. Todas essas mensagens foram incorporadas ao cristianismo e ajudaram em sua expansão. Décadas depois da morte de Jesus, os seguidores não judeus de Cristo superaram os seguidores judeus. Cem anos depois, não havia quase ligação alguma entre cristianismo e judaísmo. E, pelos últimos 2 mil anos, o cristianismo tem sido uma religião que confortavelmente se casa com o Estado. Como faz isso? Proclamando que não tem interesse em governar este mundo, não se apega às coisas terrenas.
"Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos"

ÉPOCA – As críticas mais contundentes a seu livro dizem que o senhor usou as fontes de pesquisa 
que melhor se adaptavam a suas teses e descartou as demais. Qual foi seu critério?

Aslan – Essa é uma crítica feita por não especialistas. Os leigos olham para os Evangelhos e acham que tudo o que está escrito em Mateus, Marcos, Lucas e João é igualmente válido. Isso é absurdo. Há 200 anos definiu-se uma metodologia de estudo para saber o que é confiável do ponto de vista histórico nos Evangelhos. Para o leigo, parece que escolho apenas o que me interessa. Mas fui metódico. Não usei os Evangelhos de João como fonte de pesquisa, porque ele são tardios, escritos quase um século depois da morte de Jesus. Usei apenas o Evangelho de Marcos, visto universalmente como o mais preciso historicamente. Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos. Minhas fontes foram os documentos históricos sobre o tempo em que Jesus viveu e partes comprováveis dos Evangelhos. Rejeito as histórias da natividade, a fuga da família de Jesus para o Egito e outros acontecimentos imprecisos. Tais histórias são lendas e mitos.

ÉPOCA – Sua entrevista na Fox News se espalhou pela internet. O que o senhor pensou quando Lauren Green perguntou sobre um muçulmano escrever sobre Jesus?

Aslan – Fiquei surpreso, mas depois entendi. Você pode falar o que quiser sobre democracia e liberdade nos Estados Unidos, mas, neste momento, há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes na história do país. Em nenhum lugar isso é mais óbvio que na Fox News. É uma emissora que alimenta o medo como receita de sucesso. Mas é apenas reflexo do que milhões de americanos pensam. Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram. Existem milhões de pessoas que não conseguem compreender que a religião é um estudo acadêmico. São pessoas que confundem o estudo da religião com a fé individual. Religião também é uma disciplina acadêmica. Uma disciplina em que muçulmanos escrevem sobre hindus, hindus escrevem sobre cristãos e cristãos escrevem sobre judeus. Isso é totalmente normal. Somos historiadores.

ÉPOCA – Como muçulmano e iraniano criado nos EUA, como o senhor encara as tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã?

Aslan – Sou otimista. Acredito que estamos próximos de um acordo. Isso pavimentará uma solução diplomática sobre o programa nuclear iraniano. O problema não é o Irã. Lá, a decisão caberá ao aiatolá Ali Khamenei, e ele autorizou o presidente Hassan Rouhani a negociar. Meu temor é em relação ao Congresso dos Estados Unidos, que terá de aprovar um acordo. Se você conhece um pouco do Congresso americano, sabe que ele é disfuncional, um enorme desperdício de espaço. Os congressistas só se interessam em ser reeleitos, não ligam para o bem-estar do país. Querem apenas voltar ao Colorado e ao Tennessee e poder dizer: fui duro com o Irã, combati o terrorismo.
(Esta entrevista foi feita antes do anúncio do acordo entre Irã, Estados Unidos e cinco potências e publicada na edição de ÉPOCA que foi às bancas no dia 23 de novembro.)

ÉPOCA – A Síria é um dos poucos aliados do Irã no Oriente Médio. Uma vitória de Bashar al-Assad será positiva para o Irã?

Aslan – Assad já ganhou a guerra. Está claro como o dia que Assad não apenas continuará no poder, como sairá dessa guerra civil sem sequer negociar com os rebeldes. Cada dia a oposição está mais fraturada, e não existe uma solução política para isso. O mais deprimente é que isso tenha acontecido logo depois do uso de armas químicas contra os sírios. Assad queria assustar os rebeldes e testar a paciência da comunidade internacional, mas conseguiu um acordo vantajoso, que praticamente assegura sua vitória na guerra civil. A comunidade internacional meteu os pés pelas mãos, demorou a agir, negociou com o ditador, armou os rebeldes radicais. É triste, mas nada positivo pode surgir dessa guerra.

O artigo original da revista ÉPOCA poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO FINAL

Falamos não como os leigos acusados de nada entender por Reza Aslan, e sim como profissionais, especialmente no que diz respeito a Estudos do Novo Testamento. Diante disso podemos afirmar com toda certeza que:

1. Reza Aslan não faz nada novo em seu livro.

2. Suas teorias furadas estão pautadas no que seres humanos decidiram nos séculos XVIII e XIX o que seria aceitável como histórico nas páginas da Bíblia.

3. Já naqueles dias dezenas de pastores de diversas origens sentaram e escreveram diversos artigos combatendo as mentiras dos, então chamados, liberais, que desejavam transformar a firmeza da fé cristã apenas numa religião cor de rosa.

4. Reza Aslan fala muitas bobagens. Por exemplo: Ele fala de um tal Jesus Político ou num Jesus como Líder Religioso. Depois afirma, de forma idiótica, que Jesus falhou em sua missão. Por fim, repetindo o que milhares já falaram antes dele, Reza Aslan nega que Jesus tenha reivindicado ser Deus. Mas infelizmente para ele e todos os patéticos que tentam negar o óbvio — JESUS É DEUS — nós gostaríamos de convidar que lessem nosso artigo publicado recentemente tratando do natal de Jesus, algo que Reza Aslan qualifica como algo lendário. Nosso artigo poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Portanto, caro leitor, não se deixe enganar por alguém que esconde suas verdadeiras intenções — negar a divindade de Jesus – por trás de um falso conhecimento chancelado por graus de historiador, teólogo e etc. A VERDADE ESTÁ NA BÍBLIA E EM NENHUM OUTRO ESCRITO HUMANO.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 6 de maio de 2014

HISTORIADOR FAZ INÚMERAS AFIRMAÇÕES SEM PROVAS ACERCA DE JESUS



Jesus Cristo

Se tem uma coisa que o ser humano não se cansa de fazer é atacar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, pois essa é a única forma que dispõem para não ter que assumir o compromisso para o qual Ele nos chama.

Essas ideias, com raríssimas exceções não passam de ideias recicladas desde o século XIX com o surgimento do movimento religioso, chamado de “Liberalismo” ou “Religião Cor de Rosa”, o qual influenciado pelo movimento filosófico chamado “Iluminismo” do século XVIIII decidiu que era capaz de destronar Deus e assentar, definitivamente, o ser humano como o centro e a medida de todas as coisas.

Não é de surpreender, pois que a revista VEJA publique sob o editorial “CIÊNCIA”, mais um ataque contra a pessoa histórica de Jesus. Mesmo onde pretende ser original, alegando que dessa vez os “historiadores” confirmam — algo que qualquer criança de Escola Dominical sabe — que Jesus andou mesmo sobre a terra há dois mil anos, o texto não é original porque os primeiros liberais tentaram, sem sucesso, criar uma separação imaginária onde um tal de Jesus histórico – o suposto homem que teria andado sobre a terra há 2.000 anos, não tinha e não tem nada a ver com o tal do Cristo da fé, que foi anunciado pelos primeiros cristãos e cuja história está registrada nos evangelhos. Essa dicotomia imoral já foi destronada várias vezes, mas, de alguma forma ainda persiste, e esse é o objetivo desse artigo, pele enésima vez. Afinal como já escrevemos em outro artigo, tais comentários e escritos ajudam a vender livros e revistas.

Quanto aos chamados “historiadores” eles normalmente não tem formação em história. São sociólogos, filósofos, teólogos ou até mesmo, apenas “curiosólos”. No caso específico desse artigo o “pesquisador” estadunidense é formado em ciências da computação. Ou seja, ele entende tanto de Jesus, quanto eu entendo de fabricar foguetes para enviá-los ao espaço. Isto é, nada! E o segundo e mais importante personagem da reportagem é um professor da cadeira de História da UFRJ que como veremos, na maioria dos casos não tem a menor noção do que está falando acerca de Jesus. Como historiador deveria, obrigatoriamente, antes de fazer qualquer afirmação, conhecer as obras de Reimarus, Strauss, Renan, Schweitzer, e dos filósofos Barão d`Holbach e de Ludwig Feuerbach. Todos esses fizeram uma trabalho bem melhor do que esse apresentado no artigo abaixo. Mas foram todos confrontados com a realidade da Revelação e seus escritos murcharam diante do vigor das Escrituras Sagradas.

Para o que tiverem interesse em ler nosso artigo original acerca desse assunto o mesmo poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Segue o artigo de Veja

Ciência

O que a história tem a dizer sobre Jesus

Pesquisas de historiadores ajudam a confirmar que, de fato, Jesus caminhou sobre a região da Galileia há 2.000 anos. As descobertas, no entanto, não devem satisfazer aqueles que levam a Bíblia ao pé da letra

Guilherme Rosa

 
Ao longo dos séculos, Jesus foi interpretado de maneiras diversas por religiosos, artistas e governantes. O trabalho dos historiadores é deixar toda essa carga teológica para trás e encontrar o homem e a mensagem que deu origem a tudo (Reprodução)

O pesquisador americano Joseph Atwill é categórico: Jesus não passa de um mito. O personagem, suas palavras e ações fazem parte de uma elaborada narrativa inventada por aristocratas romanos, com o objetivo de pacificar os judeus — um povo envolvido em sucessivas rebeliões contra o império. Atwill apresentou suas ideias em outubro, numa conferência realizada em Londres, na Inglaterra. "Os romanos perceberam que o melhor caminho para acabar com a atividade missionária fervorosa entre os judeus era criar um sistema de crenças que competisse com o deles", afirmou.
Joseph Atwill não é um acadêmico da área — sua formação é em ciências da computação. Ele não publicou suas pesquisas em periódicos científicos e suas ideias estão longe de ser apoiadas por seus pares. No entanto, sua teoria recebeu atenção mundial, e foi debatida entre pesquisadores, jornalistas e religiosos. Seu poder está no fato de ela ser o capítulo mais novo de uma antiga discussão — com quase 2.000 anos de idade — sobre qual é a verdade por trás de Jesus, seus feitos, milagres e mensagem.

Para Atwill, a ideia de que Jesus não passaria de uma montagem histórica deveria funcionar como um duro golpe aplicado pela ciência contra a ignorância propagada pela religião. "Embora o cristianismo possa ser um conforto para alguns, ele também pode ser muito prejudicial e repressivo, uma forma insidiosa de controle mental que levou à aceitação cega da servidão, pobreza e guerra ao longo da história", diz. Seu erro é que a existência de Jesus não é mais uma questão de fé, mas de ciência.

Os acadêmicos da área — historiadores das mais prestigiadas universidades do mundo — afirmam restar poucas dúvidas sobre a questão. "Volta e meia aparecem essas hipóteses sobre Jesus ser um mito. Mas, do ponto de vista metodológico, parece bastante claro que ele realmente existiu", diz André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ e autor dos livros Jesus Histórico - Uma Brevíssima Introdução e Cristianismos: Questões e Debates Metodológicos (Editora Kline), em entrevista ao site de VEJA.

Jesus histórico — Os historiadores deixam claro que o personagem estudado por eles não é o mesmo da religião. Eles estão em busca de informações sobre o homem chamado Jesus, que viveu na Galileia há 2.000 anos e em torno do qual foi criada a maior religião do mundo. “Os historiadores não buscam um ser divino, que é impossível de quantificar, medir e avaliar. O Jesus da história é estritamente humano“, afirma Chevitarese.

Nessa busca pelo Jesus histórico, a perspectiva dos pesquisadores lembra a de São Tomé, o apóstolo que duvidou de Cristo e exigiu provas de sua ressurreição. Do mesmo modo, os historiadores não podem acreditar cegamente no que dizem as religiões e seus líderes, mas devem embasar tudo que afirmam em evidências. Essas provas não precisam ser, necessariamente, físicas, como a descoberta de uma ossada ou um túmulo. "Se esse critério fosse adotado, 95% dos personagens históricos não seriam reconhecidos", diz o pesquisador.

Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem.

Os textos mais antigos sobre Jesus datam do século I, em sua maioria escritos por seguidores do cristianismo. A exceção é Flávio Josefo, um historiador judeu que tentou escrever toda a história do povo judaico, desde o Gênesis até sua época. Ele cita Jesus, João Batista e Tiago (irmão de Jesus) como exemplos de homens que lideraram movimentos messiânicos na região da Galileia.
No século seguinte, surgem mais textos de historiadores que citam Jesus e, principalmente, o movimento iniciado por seus seguidores. "Esses dados servem para mostrar que não estamos no campo da mitologia. São autores judeus e romanos, que nunca se tornaram cristãos, e permitem afirmar de modo muito seguro que Jesus é um personagem histórico."

O homem — A esses textos se somam descobertas recentes da arqueologia que fornecem informações precisas sobre o tempo e o espaço em que Jesus viveu. Os dados não são abundantes, mas permitem esboçar como se pareceria esse personagem histórico real. "Não podemos afirmar exatamente a cor de pele e cabelo de Jesus. A partir dos mosaicos e dos afrescos que retratam outros romanos, judeus e sírios que viviam no mesmo ambiente, a tendência maior é de vermos um Jesus de cabelos preto, com a pele queimada por causa de sol", diz Chevitarese.

Segundo a maior parte dos historiadores, Jesus não nasceu em Belém, como afirmam algumas passagens bíblicas, mas em Nazaré — uma pequena aldeia montanhosa da Galileia, cuja população era camponesa e girava em torno de 500 indivíduos. "A aldeia não tinha nenhuma relevância política, não possuía construções públicas ou sinagogas. Os escritores dos Evangelhos mudaram o lugar por razões teológicas, para que o nascimento de Cristo confirmasse algumas profecias do Antigo Testamento."

Jesus teria nascido na pequena vila em torno do ano 4 A.C., e teria passado a maior parte de sua vida na região, sem nunca pisar em uma cidade grande. A exceção acontece quando ele entra em Jerusalém — ato que teria como consequência sua crucificação pelas autoridades romanas. Sua morte deve ter acontecido por volta dos anos 35 e 36 D.C., pouco tempo depois de João Batista também ter sido morto pelos romanos, segundo a narrativa de Flávio Josefo.

A mensagem — Segundo os historiadores, tão importante quanto quem era Jesus é o que ele dizia — foi sua mensagem poderosa que repercutiu em todo o mundo e, séculos mais tarde, deu origem às diversas vertentes religiosas. "Ele era um camponês pobre que, diante das injustiças que o mundo apresentava, defendia a instauração do Reino de Deus — um reino de justiça e fartura, sem hierarquias sociais", diz Chevitarese.

A mensagem espiritual — e messiânica— de Jesus era voltada especialmente aos judeus de seu tempo. Ela, no entanto, adquiria caráter político ao afrontar o Império Romano e setores da elite judaica. Foi justamente a força dessa mensagem, e os rebanhos que ela poderia angariar, que levaram à sua crucificação e morte. Como aconteceu muitas vezes na história, no entanto, o assassinato de Jesus não conseguiu matar suas ideias.

Jesus teológico — Jesus nunca chegou a colocar suas ideias no papel (nem poderia, os historiadores afirmam que ele era analfabeto). A maior parte do que chega aos dias de hoje sobre o personagem e suas ideias foi escrito por seguidores das primeiras comunidades cristãs, duas ou três gerações depois de sua morte. Os autores não estão preocupados em transmitir uma versão fiel dos fatos, como uma biografia, mas em defender os pressupostos de sua fé. Assim, os primeiros cristãos que escrevem sobre Jesus — os evangelistas — já não estão fazendo história, mas teologia.

Nessa época o cristianismo começava a se distanciar do judaísmo em que ele estava originalmente inserido, e a se aproximar do Império Romano — o que exigiu algumas mudanças em sua mensagem. "Ao serem escritas, suas ideias começam a ser diluídas, pois vários filtros são impostos. Primeiro, Jesus é um indivíduo de fala aramaica, mas quase tudo que conhecemos sobre ele está escrito em grego. Além disso, os textos são destinados a convencer um público urbano, muito diferente dos camponeses para quem Jesus pregava", diz Chevitarese.

Com o passar dos séculos, isso abriu margem para que vários teólogos interpretassem as escrituras de maneiras variadas, criando as inúmeras vertentes do cristianismo que se encontram nos dias de hoje. Assim, a depender de quem faz a homilia, Jesus pode ser visto como um personagem sagrado ou humano, santo ou falho, foco de paz ou de guerra, de fundamentalismo ou de liberdade.

É por isso que o estudo do Jesus histórico é importante. "Ele pode ajudar a colocar um freio naqueles que querem transformar pressupostos teológicos em verdades históricas", diz Chevitarese. Seu objetivo não é acabar com a teologia ou retirar da história de Jesus seu caráter espiritual. O que a ciência faz é descobrir o que, de fato, pode ser afirmado sobre o homem e sua época. As muitas lacunas que permanecerão abertas apresentam mistérios suficientes para que a religião possa se instalar.

O material original publicado pelo site da VEJA pode ser visto por meio desse link aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/jesus-historico-como-a-ciencia-pode-ajudar-a-entender-o-comeco-do-cristianismo

NOSSOS COMENTÁRIOS FINAIS:

1. Pouco nos importa o que dizem os líderes religiosos e as religiões. Nossa discussão, enquanto cristãos, está centrada sobre o que dizem as Escrituras Sagradas, do Antigo e do Novo Testamento. E são, exatamente as Escrituras a maior pedra no sapato desses falsos cientistas, que não tem nada em que se basear, a não ser em farrapos representados por uma ou outra afirmação fragmentária ou por escritos produzidos 400 ou mais anos depois dos fatos narrados nos evangelhos, como ficou provado com o patético e alegado “Evangelho de Judas”, que não passa de uma mistificação literária produzida 500 anos depois dos fatos narrados nos Evangelhos.

2. O artigo afirma: “Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem”. Mas esse tipo de pesquisa invalidaria a certeza histórica de milhares de personagens históricos que jamais poderiam ser enquadrados numa camisa de força tão apertada.

3. A afirmação que historiadores não aceitam a narrativa bíblica que Jesus nasceu em Belém e sim em Nazaré, é gratuita e estúpida, pois não está amparada em nenhuma informação historicamente válida. Tudo o que eles têm, definitivo, são as narrativas dos Evangelhos, e acusar os Evangelhos de falsear a verdade é fácil. Mas provar é algo que tem se mostrado impossível até a presente data.

4. A alegação que Jesus entrou em Jerusalém apenas para ser morto logo em seguida, é fantasiosa para dizer o mínimo e revela um grande desrespeito ao conteúdo dos Evangelhos enquanto tratam como, absolutamente verdadeiras, as afirmações de um traidor judeu, Flavio Josefo, que tendo passado para o lado dos romanos decidiu escrever uma história do povo Judeu e menciona Jesus cerca de 60 anos depois dos fatos acontecidos, os quais ele não presenciou já que nasceu no ano 37 d.C.

5. A afirmação de que Jesus era apenas um camponês é risível, porque a história da humanidade nunca produziu nenhum outro camponês com a visão e o entendimento que Jesus tinha do mundo ao seu redor e nunca ninguém falou palavras como Jesus falou. Ah! sim há muitos mentirosos, espíritas principalmente, que alegam que entre os gregos havia pessoas que produziram material muito mais rico do que o de Jesus, mas são incapazes de provar. Alegam que a Igreja Romana destruiu esses materiais, mas isso também não pode ser provado. Não passam de verdadeiras parvoíces.

6. Dizer que a mensagem política de Jesus o levou a ser crucificado é desprezar as afirmações das Escrituras que dizem que o verdadeiro motivo foi a inveja e os ciúmes da liderança judaica, algo que foi reconhecido pelo próprio governador romano que, de fato, queria libertar Jesus, mas foi ameaçado pela liderança judaica cega e enraivecida.

7. A maior bobagem é afirmar que os “historiadores” dizem que Jesus era analfabeto. Que historiadores? Baseados em que, poderiam fazer tal tipo de informação? Um historiador de verdade se deixaria confrontar pelo texto bíblico que afirma, de forma categórica, que Jesus sabia ler e que falava tão bem que impressionava seus interlocutores e mesmo homens, supostamente iletrados, como Pedro e João, foram reconhecidos com tendo estado com Jesus pela maneira como falavam! Além disso, nosso professor demonstra não saber que os Evangelhos são um gênero literário único, distinto das formas biográficas que conhecemos. Precisa estudar mais antes de sair por aí afirmando tolices.

8. Até onde vai a ignorância de uma pessoa é difícil dizer. Ora, os Evangelhos e de resto todo o Novo Testamento foram escritos em grego porque essa a língua franca do império romano. E os Evangelhos preservaram a linguagem agro-pastoril de Jesus, enquanto o apóstolo Paulo e outros que saíram de Jerusalém, produziram uma literatura com um conteúdo abordando temas urbanos, já que se destinavam a esse tipo de público. Ignorar esses fatos prova que o tal professor da UFRJ pode até ser “doutor” em história, mas infelizmente, nunca leu com atenção o Novo Testamento. Suas afirmações são pífias e não correspondem, nem de longe, ao que está contido nos Evangelhos e nas Epístolas.

9. Não existem mistérios como pretende o professor da UFRJ. Tudo o que precisava ser revelado nos foi revelado pela graça de Deus. Tudo o que é necessário encontra-se na Bíblia, especialmente no Novo Testamento onde temos o registro de como Deus se fez homem e habitou entre nós. Formas de interpretar a pessoa de Jesus sempre existiram aos borbotões, mas a verdade está revelada apenas nas Escrituras Sagradas e essas deixam uma margem muito estreita para quem tem olhos para enxergar e ouvidos para ouvir.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.