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domingo, 26 de fevereiro de 2017

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 052 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 - JOÃO BATISTA


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura. 

II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

6. João 1:6 - Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João.

O interesse imediato de João, o autor do Evangelho, depois de ter falado do Verbo de Deus e de como este Verbo era a luz dos homens, é demonstrar que João Batista não era o Messias esperado. Além disso, é sua intenção demonstrar a verdadeira natureza do ministério de João Batista. Aqui devemos notar que o evangelista não se refere nem uma vez a João como João Batista. Ele o chama exclusivamente de João.

Tendo João Batista surgido depois de aproximadamente 400 anos de silêncio profético, existia uma grande expectativa entre os judeus acerca de tal manifestação. As idéias referentes ao Messias, em sua grande maioria equivocadas, fervilhavam naqueles dias. Inúmeras especulações existiam quanto aos detalhes envolvidos naquela manifestação. Por todos estes motivos, era apenas natural que muitos assumissem a idéia de que o próprio João Batista era o Messias esperado. Mas em nenhum momento de sua vida, João Batista fez qualquer menção ou representação de que ele seria o Cristo. Ele admitiu sim, ter sido enviado por Deus e ter recebido um comissionamento divino — batizar o povo em arrependimento para o perdão dos pecados. Em suas próprias palavras ele se via apenas como “a voz” anunciada pelo profeta Isaías — ver

Isaías 40:1—5

1  Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.

2  Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do SENHOR por todos os seus pecados.

3  Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.

4  Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados.

5  A glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do SENHOR o disse.

A intenção do evangelista ao escrever este evangelho era provar que Jesus era o Messias:

João 20:31

Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Era, portanto, apenas lógico que logo no início do seu livro ele deixasse bem claro que João Batista não era o Messias. Cerca de 60 anos haviam transcorrido entre os fatos narrados no Evangelho e o momento em que esses mesmos fatos foram grafados. A autoridade e coerência de João Batista lhe haviam granjeado um grande número de seguidores e muito especulavam se ele mesmo não seria o Messias —

Mateus 3:5

Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão.

Lucas 3:15

Estando o povo na expectativa, e discorrendo todos no seu íntimo a respeito de João, se não seria ele, porventura, o próprio Cristo.

Quando confrontado pelos líderes judeus estabelecidos em Jerusalém acerca de ser ele mesmo o Messias, o Evangelho de João registra sua resposta negativa e categórica: ele negou ser o Messias dizendo: Eu não sou o Cristo

João 1:19—28

19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu?

20 Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.

21 Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não.

22 Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo?

23 Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.

24 Ora, os que haviam sido enviados eram de entre os fariseus.

25 E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?

26 Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis,

27 o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias.

28 Estas coisas se passaram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

Além de confessar que ele, João Batista, não era o Messias, conforme podemos ver através das suas palavras contidas na citação acima, o Batista dá um belo testemunho acerca do verdadeiro Messias que, de acordo com suas palavras, já se encontrava no meio do povo de Israel daqueles dias. Por este motivo, a desculpa canhestra adotada por certos grupos de judeus, até os dias de hoje inclusive, de que o Messias ainda virá, ofende a Deus, além de ofender a revelação contida nas Escrituras e ao bom senso.

O testemunho de João Batista é, na realidade, a primeira prova que o evangelista está usando para confirmar que Jesus é o Messias verdadeiro.  

A manifestação histórica de João Batista é contrastada com a eternidade do Messias através da escolha que João faz das palavras, no grego, ao dizer: Ἐγένετο ἄνθρωπος Egéneto ánthropos — que, literalmente, quer dizer: um homem veio a existir ou começou a ser em contraste ao Messias acerca do qual nos foi dito em João 1:1 que: Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος En arché en o lógos – isto e, no princípio, antes que qualquer coisa tivesse sido criada o Verbo já existia e o verbo era um com o próprio Deus — ver notas in loco por meio dos links alistados abaixo.

João Batista veio a existir enquanto o Verbo já existia “no princípio”, isto é, na eternidade antes da criação.

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_30.html
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_3.html
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_31.html
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_8.html
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_11.html
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_27.html

28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html


29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/functionisogramigoogleanalyticsobjectri_23.html

30 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 023 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

31 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 024 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 006


32 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 025 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 007
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001




ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA SOTERIOLOGIA DE PAULO

Existe uma dificuldade especial que envolve a interpretação do material produzido pelo apóstolo Paulo, apesar de seus escritos e pregações nos apresentarem um corpo de ensinamentos claro e coerente. Todavia, as amarras de tal coerência encontram-se, frequentemente, por baixo da superfície do texto em si mesmo. Como resultado disso é possível que o intérprete perceba certos relacionamentos entre os elementos daquilo que Paulo ensina, mas sem perceber, exatamente como, os mesmo se relacionam ou a prioridade de cada elemento relativamente a outros. Assim temos que: enquanto essa falta de entendimento persistir uma compreensão imprópria dos conceitos paulinos será inevitável. O resultado disso será, em maior ou menor escala, uma imposição arbitrária duma estrutura estranha ao material paulino ou a experiência duma confusão, que se torna cada vez mais desconcertante e ilusória, apenas porque o indivíduo se deixou confundir com várias linhas de interpretação que lhe pareceram bastante verdadeiras. 

Esse problema torna-se ainda maior quando o assunto estudado é a ressurreição do Senhor Jesus dentre os mortos. Quando o assunto é esse existe uma gigantesca teia de ideias que é tão variada e complexa, que a perspectiva do apóstolo Paulo fica sujeita a todo tipo de distorções. Em outras palavras, o que estamos querendo dizer é que: nessa questão, o intérprete deve ser muito sensível à estrutura com a qual está lidando. Dessa maneira, nós sentimos que é essencial começar demonstrando que existe um fio contínuo que percorre toda a extensão dos ensinos de Paulo acerca do tema que trata da ressurreição do Senhor Jesus, bem como de todos os verdadeiros crentes. Tal abordagem pode, num primeiro momento, dar a impressão que foi apenas inventada pelo autor, mas sua validade e valor irão tornar-se cada vez mais aparentes à medida que a discussão é ampliada.

I. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO FUTURA DE TODO CRENTE VERDADEIRO

O fato da união solidária que existe entre a pessoa de Cristo e os crentes verdadeiros no que diz respeito à ressurreição dentre os mortos encontra-se na superfície de muitos textos paulinos e nós precisamos analisar cada um deles com profundidade razoável. É o que iremos começar afazer em seguida.
1 Coríntios 15:20—28

20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

26  O último inimigo a ser destruído é a morte.

27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

A noção da nossa unidade com Cristo é expressa de forma absolutamente clara e até mesmo gráfica em 1 Coríntios 15:10. Nesse verso nó vemos Paulo afirmar que Cristo, por causa da virtude de sua própria ressurreição é chamado de: sendo ele as primícias dos que dormem. A ideia é complementada a afirmação de Paulo em 1 Coríntios 15:23. A expressão grega ἀπαρχὴ — aparchè — que é traduzida como primícias merece nossa especial atenção, pois como disse Johannes Weiss, a mesma contém uma tese[1]. Existe pouca dúvida, se é que, de fato existe alguma, que tal expressão encontra sua base no uso que a Septuaginta — LXX — faz da mesma. Na Septuaginta, com poucas exceções, a expressão primícias possui um significado claramente atrelado ao culto do Antigo Testamento. A mesma faz uma referência direta às primícias referentes às ofertas de grãos, vinho, gado e outras ofertas, conforme a orientação de Moisés, como podemos ver em —

Êxodo 23:19

As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus.

Levítico 23:10

Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote.

Números 15:20—21

20 Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis um bolo como oferta; como oferta da eira, assim o apresentareis.

21 Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis ao SENHOR oferta nas vossas gerações.

Números 18:8, 11—12

8 Disse mais o SENHOR a Arão: Eis que eu te dei o que foi separado das minhas ofertas, com todas as coisas consagradas dos filhos de Israel; dei-as por direito perpétuo como porção a ti e a teus filhos.

11 Também isto será teu: a oferta das suas dádivas com todas as ofertas movidas dos filhos de Israel; a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, dei-as por direito perpétuo; todo o que estiver limpo na tua casa as comerá.

12 Todo o melhor do azeite, do mosto e dos cereais, as suas primícias que derem ao SENHOR, dei-as a ti.

Deuteronômio 18:4

Dar-lhe-ás as primícias do teu cereal, do teu vinho e do teu azeite e as primícias da tosquia das tuas ovelhas.

Deuteronômio 26:2, 10

2 Tomarás das primícias de todos os frutos do solo que recolheres da terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome.

10 Eis que, agora, trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó SENHOR, me deste. Então, as porás perante o SENHOR, teu Deus, e te prostrarás perante ele.

O aspecto principal das primícias é que as mesmas, enquanto sacrifícios, não eram oferecidas por si mesmas, e sim como representativas da colheita inteira que havia de seguir, do rebanho inteiro e etc. Elas serviam como um sinal de reconhecimento e gratidão que toda a colheita havia sido produzida e disponibilizada pelo próprio Deus. Exemplos cristalinos disso podem ser visto em passagens tais como —

Números 18:30

Portanto, lhes dirás: Quando oferecerdes o melhor que há nos dízimos, o restante destes, como se fosse produto da eira e produto do lagar, se contará aos levitas.

Deuteronômio 26:1—4

1 Ao entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança, ao possuí-la e nela habitares,

2 tomarás das primícias de todos os frutos do solo que recolheres da terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome.

3 Virás ao que, naqueles dias, for sacerdote e lhe dirás: Hoje, declaro ao SENHOR, teu Deus, que entrei na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a nossos pais.

4 O sacerdote tomará o cesto da tua mão e o porá diante do altar do SENHOR, teu Deus.

Desse modo, as primícias possuem uma força que transcende o tempo. As mesmas servem para trazer à luz a porção inicial da colheita, mas apenas como uma parte da totalidade da mesma. O foco das mesmas está centrado nas ovelhas recém-nascidas apenas com pertencentes ao todo do rebanho. As primícias manifestam a noção da conexão orgânica e da verdadeira unidade que representam o fato que as mesmas são inseparáveis do todo. É esse aspecto que, de modo especial,dá aos sacrifício das primícias seu significado.

CONTINUA...

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Weiss, Johannes. Der erste Korintberbrief. Vandenhoeck & Ruprecht, Göttingen, 1925.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 020 - ATOS 4:32-37 – A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO


Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Introdução

A. Em Atos 4:31 nós somos informados que os discípulos foram, outra vez, enchidos com o Espírito Santo. Ver Atos 2:4; 3:8. Essa realidade nos ensina duas verdades. Uma declarada e outra oculta.

1. A declarada é que o ato de ser enchido com o Espírito Santo é algo que pode ser repetido, sem limite de vezes. De fato somos ordenados a nos enchermos com o Espírito Santo como um ato contínuo em nossas vidas —

Efésios 5:18—20

18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,

19 falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,

20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

2. O que está oculto, é que a promessa de Jesus quanto ao futuro e, quase imediato, “Batismo com o Espírito Santo” — conforme Atos 1:5 — se aconteceu em Atos 2 não foi notado pelos apóstolos ou, pelo menos, não foi reportado para Lucas.

B. O Enchimento com o Espírito Santo nos ensina ainda que esse ato da parte de Deus a nosso favor visa, fundamentalmente, nos capacitar a manifestar, através de alguma forma de expressão verbal, as verdades acerca de Jesus Cristo e da Salvação oferecida pela graça de Deus.

Atos 1:4

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.

Atos 4:8

Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos.

Atos 4:31

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

C. Tudo isso refletia um realidade maravilhosa que se manifestava em uma profunda comunhão de coração e alma entre todos os que creram. Essa é a unidade criada pelo Espírito Santo. Unidade acerca da qual somos exortados a nos esforçar por preservar —

Efésios 4:1—6

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,

2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,

3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;

4 há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;

5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

D. Hoje queremos concentrar nossa atenção nessa gloriosa verdade da unidade cristã.

A IGREJA VIVENDO EM PLENA COMUNHÃO UNS COM OUTROS

I. Um Atitude Radical em Oposição a Como o Mundo Entende as Coisas

A. Pouco importa de que lado nos encontremos na grande divisão humana criada pela disputa entre Capitalismo e Comunismo.   
B. O fato é que as duas são MATERIALISTAS ao extremo. Uma alega que Deus não existe e a outra alega que crê em Deus. Mas no fundo creem apenas em uma coisa: no poder do dinheiro e no acúmulo de bens materiais. 
C. As coisas não eram muito diferentes no mundo no qual estava inserida a Igreja Primitiva. Mas os cristãos daqueles dias assumiram uma posição corajosa e radical quanto ao relacionamento humano no que diz respeito aos bens materiais. 
Atos 2:44 
Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 
Atos 4:32 
Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 
D. Isso não quer dizer que os cristãos primitivos implementaram alguma forma de comunismo ou de vida comunitária onde cada um abria mão de todos os seus bens. Não, pois, não é difícil perceber que os bens continuavam em posse de seus possuidores — 
Atos 4:36—37 
36 José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, 
37 como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. 
Atos 5:1 
Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade. 
E. O que os versos acima nos ensinam é que a atitude do coração dos cristãos primitivos mudou, de modo radical, no que diz respeito à atitude quanto ao relacionamento que mantinham com seus bens materiais. Para eles, seus bens materiais, estavam disponíveis para ajudar irmãos e irmãs que, por ventura, precisassem de ajuda.

II. A Atitude Radical de Dispor de Bens Para Ajudar os Necessitados

A. Note a semelhança das palavras de Atos 2:45 com as que encontramos aqui em 4:34b—35. 
B. Conforme já tivemos a oportunidade de comentar, quando analisamos Atos 2:42—47: 
1. Nunca existiu no seio da Igreja Primitiva nenhuma obrigatoriedade dos membros venderem seus bens para alcançar quaisquer fins. 
2. Nas duas situações narradas em Atos 2 e 4 não é difícil perceber que toda venda de bens materiais era voluntária e esporádica, pois visava atender irmãos necessitados, à medida que essas necessidades surgiam. 

III. A Atitude Radical que Ilustra Bem o Princípio de Proporcionalidade 
A. Na antiga aliança, Deus havia feito certas provisões para garantir a manutenção da tribo de Levi, pois eles não iriam receber herança entre os outros filhos de Israel — 
Deuteronômio 10:9 
Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como o SENHOR, teu Deus, lhe tem prometido. 
Deuteronômio 18:2. 
Pelo que não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito. 
B. Esse era um dos motivos porque era necessário recolher o dízimo das outras tribos: garantir a manutenção do Levitas. Mas o recolhimento dos dízimos envolvia inúmeras regras que a maioria dos pastores modernos desconhece ou prefere fingir que não conhece. Vamos citar alguns exemplos: 
Levítico 27:32 
No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao SENHOR. 
1. Isso quer dizer que se um indivíduo possuía 10 ovelhas uma era oferecida ao Senhor. Se o indivíduo possuía 19 ovelhas, ele também contribuía uma ovelha apenas e não 1,9 como gostam de ensinar muitos pastores em nossos dias. 
Deuteronômio 14:22 
Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo. 
Mas, Deuteronômio 14:28—29 diz — 
Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita —pois não tem parte nem herança contigo —, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem. 
2. Isso quer dizer que a cada três anos não se recolhia nenhum dízimo no tabernáculo nem no templo, mas o mesmo era estocado na própria cidade para a manutenção dos levitas, dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas! 
C. Nos dias do Novo Testamento não temos mais levitas para serem sustentados e todo esse complexo sistema representado por diversos tipos de ofertas —
Deuteronômio 12:6 
A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.
foi abolido. 
D. Mas como podemos ver em Atos 2 e 4 necessidades continuavam a existir, o que nos ensina que nosso compromisso em contribuir com a obra de Deus permanece. Nos dias da Igreja Primitiva, Lucas nos informa que “nenhum necessitado havia entre eles”. Essa é uma realidade especial que precisamos reaprender. 
E. Não estamos mais debaixo da Antiga Aliança com seu complexo sistema de contribuição, mas ainda estamos sob a obrigação de contribuir. 
A contribuição nos dias do Novo Testamento como podemos observar aqui: é PROPORCIONAL. Quem pode mais deve contribuir com mais e quem pode menos deve contribuir com menos, mas todos devem contribuir — 
2 Coríntios 8:11—15 
11 Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. 
12 Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. 
13 Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, 
14 suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade. 
15 como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta. 
2 Coríntios 9:7. 
Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. 
F. A igreja do século XXI precisa contribuir: 
1. Para socorrer irmãos que estejam necessitados. 
2. Para a manutenção do trabalho de Deus — Aluguel e tudo o mais que for necessário para o bom funcionamento do trabalho. 
3. Sustento pastoral — 
1 Coríntios 9:1—14 
1 Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor? 
2 Se não sou apóstolo para outrem, certamente, o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. 
3 A minha defesa perante os que me interpelam é esta: 
4 não temos nós o direito de comer e beber? 
5 E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? 
6 Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? 
7 Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? 
8 Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? 
9 Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa?
10 Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. 
11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? 
12 Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. 
13 Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? 
14 Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; 
15 eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória. 
1 Timóteo 5:17—18 
17 Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. 
18 Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário. 
4. Sustento de missionários.
Conclusão:

A. A união cristã é algo maravilhoso criado pelo Espírito Santo de Deus e deve servir para:

1. Trazer glória para o nome de Deus.

2. Engrandecer o nome do Senhor Jesus Cristo.

3. Servir de testemunho do poder do Espírito Santo em nossas vidas.

a. Por todos esses motivos somos desafiados a nos empenhar em preservar a unidade criada pelo Espírito Santo de Deus.

b. Mas hoje em dia, para nossa vergonha, a Igreja está fragmentada em milhares de pedaços. 

E por que?

3.Por causa de falsos ensinamentos.

4. Por causa da arrogância e do orgulho humano que não querem se submeter ao ensino das Escrituras.

5. Porque muitos acham que atingiram um nível de espiritualidade que os torna superiores ou melhores do que os outros cristãos. Esses envenenam outros com suas mentiras e causam apenas mais dor e divisão na igreja que deve se esforçar por preservar a unidade que foi criada pelo Espírito Santo.

6. Ele — o Espírito Santo é  mesmo Deus da História  — citado no verso 28.

B. Recentemente li o seguinte:

Acho que temos corações mais duros que o ferro, se não deixarmos nos mover por essa narrativa do livro de Atos. Naqueles dias os irmão contribuíam de forma abundante dos próprios bens que possuíam. Em nossos dias nós estamos contentes não apenas em reter, de forma ciumenta, o que nos pertence, mas também em roubar o que pertence a outros... Naqueles dias nossos irmãos vendiam suas propriedades; nos nossos dias reina a cobiça de comprar e comprar, ajuntar e ajuntar mais ainda. Naqueles dias o amor fez da propriedade de cada indivíduo, um bem comum para atender aos necessitados; nos nossos dias a inumanidade de muitos é tal, que reclamam do direito que os pobres têm de existir sobre a terra, da água que consomem, do ar que respiram e do céu que contemplam.

C.As palavras acima foram escritas por João Calvino, o Reformador de Genebra, em seu comentário ao texto de Atos 4:32. Imagine o que ele não escreveria se estivesse vivo hoje em dia.

1. Pitágoras, o matemático grego que inferniza a vida dos nossos alunos do ensino médio, tinha uma comunidade na qual seus seguidores desfrutavam de tudo em comum. Ele costumava dizer “entre irmãos tudo deve ser comum.1  
  
2. Flávio Josefo escreveu que os Essênios viviam uma vida comum muito parecida com a da comunidade pitagórica.

3. Mas os cristãos da Igreja Primitiva não tinham nada para aprender nem com os seguidores de Pitágoras e muito menos com os Essênios da Comunidade de Qumram.

4. Eles apenas refletiam o que haviam sido ensinados pelo Antigo testamento, que era a Bíblia daqueles dias:

Deuteronômio 15:4

Para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR, teu Deus, te abençoará abundantemente na terra que te dá por herança, para a possuíres.

Que Deus, o Deus Criador, o Deus Todo Poderoso, o Deus ETERNO, o Pai de misericórdia e de toda consolação, nos ajude a:

5. Cuidar uns dos outros como devemos conforme lemos em:.

1 Pedro 1:22

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente.

Ardentemente quer dizer: seriamente, fervorosamente, intensamente.

6. Cuidemos uns dos outros.

7. Vamos investir no Reino de Deus, pois não sabemos quando o será o fim.

Amém.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/05/atos-dos-apostolos-sermao-025-um-homem.html

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15


SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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