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terça-feira, 15 de agosto de 2017

A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO” - SERMÃO 012 — O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE— Mateus 6:11


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Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados.

Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13

Introdução:

A. Hoje vamos tratar da quarta petição da oração que Jesus nos ensinou e que é conhecida como oração do “Pai Nosso”.

B. Se na primeira parte da oração nós estávamos envolvidos com “Teu Nome, Teu Reino e Tua Vontade”, agora, na segunda parte a oração será dominada por nossas necessidades enquanto coletividade. Mas não podemos perder a perspectiva de que nossos pedidos estão diretamente atrelados às três primeiras petições.

C. Essa petição acontece bem no meio da oração. Como temos falado, ao ensinar essa oração Jesus estava, de fato, desmantelando as formas de oração adotadas pelos judeus que existiam nos seus dias.

D. O esquema judaico de orações era composto de 18 orações e, curiosamente, a oração de número 9 — Birkat ha-Shanim — é a oração que pede para que haja plenitude na produção do campo naquele ano corrente.

E. Mas a intenção de Jesus não é essa ao dizer: “O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE”.

F. Sendo assim, queremos entender qual foi a intenção e o que Jesus quis nos ensinar quando disse...

O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

I. O Problema Que Existe Nessa Petição

A. Na frase que estamos considerando hoje, existe uma palavra grega que é ἐπιούσιονepioúsion — que está traduzida por “cada dia” na versão de Almeida Revista e Atualizada.
B. Essa palavra nos chama a atenção porque é a única vez em todo o Novo Testamento em que a mesma aparece. Ela não existe no grego em que o Novo Testamento foi escrito — grego Koinê — nem no grego clássico.

C. Esse aparecimento único dessa palavra nos impede de ver como a mesma poderia ter sido usada em outros contextos, o que nos ajudaria a entendê-la, e cria uma dificuldade para a tradução dessa frase.

D. Durante a história da igreja a expressão  ἐπιούσιονepioúsion — foi entendida de quatro maneiras: duas relacionadas ao tempo e duas outras relacionadas com a quantidade:

1. A expressão refere-se ao tempo e diz respeito ao dia de hoje.

2. A expressão refere-se ao tempo e diz respeito ao dia de amanhã.

3. A expressão refere-se à quantidade de pão que precisamos sem especificar por quanto tempo

4. A expressão refere-se ao fato de que devemos pedir somente o suficiente para nossa subsistência.

E. Com isso, nós saímos de uma situação sem solução para quatro soluções propostas.

II. A Melhor Solução Para o problema causado pela expressão ἐπιούσιονepioúsion.

A. À medida que a Igreja se expandiu e que a mensagem do evangelho chegou a outros países, tornou-se necessário traduzir os escritos do Novo Testamento para as línguas faladas naqueles países.

B. Uma das traduções mais antigas, senão a mais antiga é a que foi feita ainda no século II d.C., para o Siríaco Antigo — língua muito próxima do aramaico bíblico — e que ficou conhecida como a “Versão Peshita”.

C. Os tradutores da Peshita lutaram com a mesma dificuldade com que nós estamos lutando hoje. A opção deles foi traduzir o texto grego da seguinte maneira: “Dá-nos hoje o pão que nunca se acaba”.
   
III. A Verdadeira Questão Envolvida Nessa Petição.
  
A. Uma das questões humanas mais básicas é o medo terrível que temos de passar por alguma privação, especialmente quando pensamos que podemos chegar a não ter o que comer.

B. Hoje estamos bem. Mas, e amanhã? E quanto ao futuro? E se eu perder meu emprego? E se um dos meus filhos ficar muito doente e tivermos que gastar todo o dinheiro no tratamento de saúde dele? Como sobreviveremos?

C. Um dos mais terríveis medos, capazes de nos paralisar é pensar que não teremos o suficiente para comer amanhã.

D. É muito provável que ao nos ensinar a dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE, Jesus queria nos libertar desse tipo de medo.

E. Na linguagem bíblica, o “pão” representa aquilo que nos é estritamente necessário para viver, o mínimo de alimento, sem o qual o pobre não pode passar, o mínimo necessário ao mendigo, ao peregrino. É o oposto à noção de fome. Esse mínimo que nos permite viver hoje será que o teremos amanhã também? Essa é uma questão vital. Agora, vivemos. Mas amanhã? Ninguém sabe. Não há garantia se Deus não nos dá esse pão necessário, e, com nosso pão, a vida. Os filhos de Deus conhecem essa precariedade da existência humana. Sejam ricos ou pobres, sabem que somos um povo peregrino, preocupado com a causa de Deus. Quando pedimos pelo pão no dia de hoje, confessamos a nossa dependência de Deus hoje e admitimos que não temos controle sobre o dia de amanhã.

F. No Antigo e no Novo Testamento, a palavra “pão” também representa o sinal da graça temporal de Deus. Os orientais, da Bacia do Mediterrâneo, de um modo geral, sabem o significado profundo e sublime expresso pela palavra “pão”. O pão é um sinal de Deus que foi dado ao povo no deserto; foi dado aos pobres, aos aflitos, àqueles que têm fome e sede, àqueles que se acham entre as foices da morte. Por causa desse significado o pão é algo sagrado. O pão é a promessa, e não somente a promessa, mas também a presença misteriosa desse alimento que nutre bem e para sempre. Na Bíblia, cada refeição, tanto a mais modesta como a mais requintada, é coisa sagrada, pois temos nelas a promessa de um banquete, de um festim eterno.

G. Diante disso, toda a ansiedade deve ser deixada de lado:

Mateus 6:25

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

Filipenses 4:6

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

H. Que a oração substitua a inquietude, e acompanhe o nosso trabalho para amanhã. Os filhos de Deus não se inquietam pelo trabalho, eles trabalham porque eles oram.

Conclusão:

A. Teremos pão amanhã? Calvino em seu comentário aos evangelhos sinóticos, diz que é necessário trabalhar para assegurar o alimento do dia seguinte. Mas temos que destacar que nem a inquietude — condenada por Jesus em Mateus 6:25—34 — nem o trabalho dão uma resposta que satisfaça. A questão envolvida na oração é uma questão de CONFIANÇA EM DEUS.

B. Quando oramos pelo pão de cada dia devemos orar exatamente por isso mesmo: O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. Não devemos orar, por bolos, ou picanhas e sim pelo suficiente para nosso sustento.

Filipenses 4:11

Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.

1 Timóteo 6:8

Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.

C. Por fim, nosso pedido é no sentido coletivo: O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE.

1. O “nós” é o da irmandade dos homens que se acham com Jesus Cristo, o Deus-Homem, que nos permite e nos ordena que nos juntemos a Ele, à Sua própria intervenção junto de Deus, para juntos orar com Ele.

2. É o “nós” da irmandade que une os homens entre eles, ao mesmo tempo em que eles são unidos a Jesus Cristo, unidos entre eles por esta permissão e este mandamento. É uma irmandade que não está fechada, ela está aberta, no sentido que ela está engajada neste mundo, o que representa, que compreendemos nessa palavra, “mundo”, aqueles que ainda não ouviram  e que ainda não seguem o convite do Senhor.

Que Deus Abençoe a todos e nos supra sempre com o pão que nunca se acaba.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO
005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-005-pai_24.html
006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-006.html
007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-007.html
008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-008.html
009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-009-o.html
010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html
011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-011.html
012 — O PAI NOSSO — PARTE 011 — O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-012-o-pao.html

Que Deus abençoa a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

IGREJA NOS LARES: ENTENDA ESSE IMPORTANTE MOVIMENTO — PARTE 002


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No mês em que a Reforma Protestante do século XVI completa 499 anos, queremos compartilhar com todos os nossos leitores, uma série de artigos que tratam da grande e necessária Nova Reforma, como temos defendido em vários dos nossos artigos.

O artigo abaixo é de autoria de Wolfgang Simson e parte de seu livro Casas que Transformam o Mundo — Igreja nos Lares, publicado pela Editora Evangélica Esperança

15 Teses Acerca da Reforma Necessária à Igreja
Wolfgang Simson
CONTINUAÇÃO...

9. Das formas organizadas para as formas orgânicas de cristianismo

O “corpo de Cristo” é linguagem figurada para um ente profundamente orgânico e não para um mecanismo organizado. Localmente a igreja consiste de uma pluralidade de famílias espirituais extensas, que estão organicamente interligados em uma rede. A maneira como cada igreja está ligada à outra constitui uma parte integrante da mensagem do todo. De um máximo da organização com um mínimo de organismo é preciso passar novamente para um mínimo de organização com um máximo de organismo. Até aqui o excesso de organização muitas vezes sufocou o organismo “corpo de Cristo” como uma camisa-de-força – por medo de que algo pudesse dar errado. Contudo, medo é o oposto da fé, não representando exatamente uma virtude cristã sobre qual Deus desejasse edificar sua igreja. O medo visa controlar – a fé sabe confiar. Por isso, controlar pode ser bom, mas confiar é melhor.

O corpo de Cristo foi confiado por Deus às mãos fiéis de pessoas que possuem um dom carismático especial: são capazes de crer que Deus ainda mantém o controle da situação quando elas próprias já o perderam há tempo. Sem dúvida o ecumenismo político e as hierarquias denominacionais tiveram sua chance de mostrar resultados no passado, mas não obtiveram êxito. Hoje é necessário criar redes regionais e nacionais que se baseiam sobre a confiança, para que formas orgânicas de cristianismo possam ser novamente desenvolvidas.

10. Cristãos adoram a Deus, não a seus cultos

Visto de fora, o cristianismo se apresenta do seguinte modo para muitas pessoas: pessoas santas dirigem-se, numa hora santa, num dia santo, a um prédio sagrado, a fim de participar de um ritual sagrado, celebrado por um homem santo em vestimentas sagradas, em troca de uma oferta sagrada.

Uma vez que essas promoções regulares, orientadas pelo desempenho e chamadas de “culto divino”, requerem muito talento organizativo e consideráveis recursos administrativos, os rituais formalistas e modelos de comportamento institucionalizados rapidamente se solidificaram em tradições religiosas.

Em termos eclesiásticos, o tradicional culto dominical de uma a duas horas de duração, com cifras do porte de 20 a 300 visitantes, é extremamente voraz em termos de recursos. Apesar disso, produz bem poucos frutos na forma de pessoas que estejam dispostas a mudar de vida como discípulos de Jesus.

Em termos econômicos, o culto tradicional é uma estrutura que exige muitíssimo investido, mas produz poucos resultados.

Na história, o desejo dos humanos de adorar “corretamente” a Deus levou aos constrangedores denominacionalismo, confessionalismo e nominalismo.

É um enfoque que desconsidera que os cristãos são chamados a adorar “em espírito e em verdade” – e não a repetir, em pequenas e grandes catedrais, hinos costumeiros.

Essa mentalidade de programação, que se compraz em reiterar o proverbial “Amém” na igreja, ignora que toda vida é pulsante, muda constantemente e é absolutamente informal.

Sendo o cristianismo “o caminho da vida”, ele é por natureza informal e espontânea, e tão somente o violentamos por meio dos rituais religiosos repetitivos. O cristianismo precisa afastar-se das impressionantes celebrações teatrais em recintos eclesiásticos e recomeçar a viver de modo impressionante a vida cotidiana. É isso que verdadeiramente serve a Deus.

11. Não mais levar o povo à igreja, mas a igreja ao povo

A igreja está se transformando de volta, saindo de uma estrutura do “vinde” para uma estrutura do “ide”. Uma das consequências é que não se tenta mais levar as pessoas à igreja, mas a igreja até as pessoas. A missão da igreja jamais alcançará seu alvo se meramente adicionar acréscimos à estrutura existente. Ela unicamente acontecerá em termos multiplicativos por meio da expansão das igrejas na forma de fermento, inclusive entre grupos da população que ainda não conhecem a Jesus Cristo.

12. A santa ceia é redescoberta como uma verdadeira refeição

A tradição eclesiástica conseguiu a façanha de “celebrar” a santa ceia em doses homeopáticas, com algumas gotas de vinho, uma bolacha insípida e um semblante triste. No entanto, segundo a fé cristã, a “ceia do Senhor” é uma refeição substancial com significado simbólico, não uma refeição simbólica com um significado substancial. Deus está novamente afastando os cristãos das missas, de volta às mesas, de volta á refeição.

13. Das denominações para igreja da cidade

Jesus deu a vida a um movimento – mas o que apareceu foram empresas religiosas com redes globais, que comercializavam suas respectivas marcas do cristianismo, fazendo concorrência uma à outra. Por causa dessa subdivisão em nomes e marcas a maior parte do protestantismo perdeu sua voz no mundo e tornou-se politicamente irrelevante. Muitas igrejas estão mais preocupadas com especialidades tradicionais e discórdias religiosas dentro de seus muros do que com um testemunho perante o mundo em conjunto com outros cristãos.

Jesus jamais pediu aos seres humanos que se organizassem em denominações. Nos primeiros dias da igreja os cristãos tinham uma dupla identidade: eram seguidores de Jesus Cristo, convertidos verticalmente a Deus. Em segundo lugar, congregavam com base na geografia, quando também se convertiam localmente uns aos outros, formando movimentos eclesiais. Não somente se ligavam em igrejas de vizinhanças ou nos lares, nas quais partilhavam sua vida cotidiana, mas também expressavam sua nova identidade em Cristo – na medida em que as respectivas circunstâncias políticas o permitissem. Encontravam-se para cultos festivos de abrangências locais ou regionais. Neles celebrava sua unidade como movimento eclesial da região ou cidade e demonstravam um testemunho conjunto perante o mundo.

Deus está chamando o cristianismo de volta a essas dimensões. O retorno ao modelo bíblico da “igreja da cidade” – ou seja, uma nova credibilidade das igrejas nos lares dos bairros, aliada a cultos festivos de abrangências local ou regional, em que todos os cristãos de uma região se congregam regularmente – não apenas fomenta a identidade coletiva e credibilidade espiritual dos cristãos, mas também confere à igreja um peso político, e chamará a atenção que a mensagem cristã merece.

14. Uma mentalidade à prova de perseguição

Jesus, o cabeça de todos os cristãos, foi crucificado. Hoje seus seguidores estão tão ocupados com suas posições e seu papel respeitável na economia, política e sociedade, ou pior ainda, estão adaptados e quietos de forma tão pouco cristã, que quase não são mais notados.

Jesus diz: ”Abençoados sois quando por minha causa as pessoas vos injuriarem e perseguirem” (Mt 5.11).

O cristianismo bíblico é uma ameaça para o ateísmo e pecado gentílicos, para um mundo que foi dominado pela ganância, pelo materialismo, pela inveja e pela tendência de crer em absolutamente tudo, a menos que esteja na Bíblia. Isso levou aceitação social de comportamentos na esfera da moral, do sexo, do dinheiro e do poder que somente podem ser explicados na dimensão demoníaca. Até o momento o cristianismo atualmente conhecido não constitui um contraste para isso, mas em muitos países ele é simplesmente inócuo e gentil demais para que fosse digno de perseguição.

Quando, porém os cristãos começarem a redescobrir os valores do Novo Testamento, a viver a vida resultante e perder a vergonha de dar nome ao pecado, o mundo em seu redor será atingido no cerne de sua consciência e reagirá como de costume, com conversão ou com perseguição. Ao invés de construir para si ninhos em zonas confortáveis de presumida liberdade religiosa, os cristãos precisam preparar-se novamente para serem descobertos como réus principais e ovelhas negras.

Nada mais farão que seja um estorvo para o humanismo universal, para a moderna escravidão do entretenimento e para a descarada adoração do Eu, o falso centro do universo. É por essa razão que cristãos despertos rapidamente sentirão as consequências do liberalismo fundamentalista e da “tolerância repressiva” de um mundo que perdeu suas normas absolutas porque negou a reconhecer se Deus Criador com seus padrões absolutos.

Em conexão com a crescente ideologização, privatização e espiritualização da política e economia, os cristãos obterão mais cedo do que esperavam uma nova chance para ocupar, ao lado de Jesus, o banco dos réus da sociedade do bem-estar. É bom que hoje mesmo já se preparem para o futuro, desenvolvendo uma mentalidade à prova das perseguições e, em consequência, construam uma estrutura à prova de perseguições.

15. A igreja volta para casa

Qual é o lugar mais simples para uma pessoa ser santa? Ela se esconde atrás de um grande púlpito e, trajado com túnicas sagradas, prega palavras santas e uma massa sem rosto, desaparecendo depois em seu gabinete. E qual é o lugar mais difícil e, por isso mais significativo, para uma pessoa ser santa? Em casa, na presença de sua família, onde tudo o que ela diz e faz é submetido a um teste espiritual automático e conferido com a realidade. Ali todo farisaísmo devoto está irremediavelmente condenado à morte.
As parcelas mais significativas do cristianismo fugiram do enraizamento na família como lugar flagrante do fracasso pessoal para salões sagrados, onde se celebram missas/cultos artificiais bem afastados do cotidiano. No entanto, Deus está em vias de reconquistar novamente às próprias raízes, ao lugar de onde ela procede a um movimento de igrejas nos lares. Assim, a igreja volta literalmente para casa. Na última fase da história da humanidade, pouco antes do retorno de Jesus Cristo, fecha-se o círculo da história da igreja.

Quando cristãos de todos os segmentos sociais e culturais, de todas as situações de vida e denominações sentirem em seu espírito um eco nítido daquilo que o Espírito de Deus diz à Igreja, eles começarão a funcionar claramente como um corpo, a ouvir globalmente e agir localmente. Deixarão de pedir que Deus abençoe o que fazem e começarão a fazer o que Deus abençoa. Na própria vizinhança se congregarão em igrejas nos lares e se encontrarão para cultos festivos que abrangem a cidade ou região toda.

Você também está convidado a aderir a esse mover aberto, e dar a sua própria contribuição. Dessa maneira provavelmente também a sua casa há de ser uma casa que transforma o mundo.

FIM

(Texto publicado em português no livro “Casas que transforma o mundo — Igreja nos lares”, de Wolfgang Simson — Editora Evangélica Esperança)

O artigo original em Inglês acesse:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 23 de julho de 2016

COMO A CANASTRICE DOMINOU A POLÍTICA

 

O artigo abaixo é de autoria do professor Wilson Roberto Vieira Ferreira

A canastrice dos sete dispositivos da propaganda
Wilson Roberto Vieira Ferreira

"Mera coincidência" (Wag The Dog, 1997)

Em 1940 um artigo denunciava os chamados “sete dispositivos da Propaganda” e exortava os leitores a detectá-los por ser uma necessidade absolutamente vital para não serem enganados. Setenta e três anos depois esses dispositivos continuam ativos apesar da absoluta obviedade, exagero, “overacting” e, principalmente, canastrice dos intérpretes desses verdadeiros scripts que são reeditados sob uma roupagem moderna e descolada por marqueteiros e publicitários. Como é possível que depois de tanto tempo esses dispositivos continuem na linguagem da mídia, da Política, do Marketing e da Publicidade? E, apesar da explícita natureza fake e não-espontânea desses dispositivos, continuam a pautar a sociedade e conquistar corações e mentes. Qual a causa dessa invasão da canastrice na política e na esfera pública?

Nesse final de semana um amigo mostrou-me um antigo exemplar de uma revista de artes gráficas norte-americana chamada “Print - A Quartely Journal of the Graphic Arts” de setembro de 1940. É muito mais do que uma revista, pois combina delícias visuais e belíssimas fotografias com textos pesados e com foco sério.

A revista abre com um ensaio intitulado “Propaganda e Artes Gráficas – a influência na opinião pública para a Unidade Nacional” de William E. Rudge. O texto nos oferece diversos exemplos de “mensagens positivas”, abordando como o design gráfico pode ser uma ferramenta para “condicionar o comportamento humano”. Rudge escreve: “é absolutamente vital distinguir, através da compreensão e análise, a boa e a má propaganda. Não se deixe enganar!”.


O mais notável é uma lista que o autor faz dos “Sete Dispositivos de Propaganda para os quais devemos estar atentos”.

“Print - A Quartely Journal of the Graphic Arts” de setembro de 1940

Os sete dispositivos descritos pelo autor parecem ser um tanto óbvios. Mas o incrível para mim é que, ainda em 2016, esses dispositivos clichês, exagerados, óbvios, saturados ou “overacting” (essa expressão inglesa parece ser a que melhor define-os) ainda são as principais ferramentas de engenharia de opinião pública. Vemos esses dispositivos o tempo todo sendo usados por políticos, relações públicas de empresas e “front groups”, reportagens em telejornais, discursos de porta-vozes de governos e peças publicitárias. A cada crise, eleições ou intervalos publicitários, lá encontramos esses mesmos dispositivos, reeditados em formatos modernos, descolados e antenados.

Por que tais dispositivos ainda continuam mobilizando pessoas, moldando a opinião pública e agendando a pauta de discussões das mídias e entre as pessoas? Como é possível que táticas tão caricatas, antigas e surradas ainda têm credibilidade e ressonância na sociedade?

Para tentar encontrar uma resposta, em primeiro lugar vamos enumerar e atualizar esses sete dispositivos explicados por Rudger.

1. Dispositivo de Estereotipagem


Incita as pessoas a criarem um julgamento sem examinar a evidência no qual o objeto possa estar baseado. Os propagandistas apelam para o nosso ódio e medo. Isso é feito ao aplicar “xingamentos” a indivíduos, grupos, nações, raças, políticas, práticas ou crenças. Em telejornais, qualquer show popular na periferia onde ocorreu um crime, chacina ou desordem é rotulado como “baile funk”. Qualquer culto afro-brasileiro é associado a “macumba”. “Terrorista”, “radicais”, xiitas ou “muçulmanos” são rótulos genéricos que dão nomes aos nossos temores mais irracionais. Suas fotografias são caricatas e exageradas – barbas mal aparadas, olhos esbugalhados ou ferinos, enfim, rostos de “maus”. A estereotipagem é evidente por si mesma, não são necessárias provas ou evidências. Por exemplo, em um “baile funk” só pode ocorrer coisas ruins. Ou pessoas com aquelas caras só podem ser terroristas.

2. Dispositivo das Generalidades Brilhantes




Propagandistas criam a identidade de um programa através de “palavras virtuosas”. Aqui se encontra o apelo a emoções como amor, generosidade e amizade. Usam-se palavras genéricas contra as quais ninguém pode se contra: liberdade, verdade, honra, justiça social, interesse público, direito ao trabalho, lealdade, progresso, democracia, defesa da Constituição etc. Se um artista como Bono Vox faz uma turnê com sua banda U2 pelo “fim da fome e da pobreza na África”, quem poderá se insurgir contra um desejo tão virtuoso? Afinal, Bono Vox está fazendo a “sua parte”. Essas palavras sugerem brilhantes desejos de “homens de boa vontade”. Mas, concretamente, o “como” realizar tais ideais é colocado entre parêntesis. Afinal, cada um faz “a sua parte”. Outra pessoa que ponha em prática. A tática da estereotipagem nos influencia a criar um julgamento para rejeitar e condenar sem provas. A tática das generalidades brilhantes nos faz aceitar e aprovar sem nenhum exame crítico dos possíveis meios para alcançar o ideal divulgado.

3. Dispositivo de Transferência


Propagandistas transferem algum tipo de autoridade, sanção ou prestígio de alguma coisa que nós respeitamos ou reverenciamos para algum programa que querem que aceitemos. Alguém se torna “presidente de honra” de uma empresa para que transfira seu prestígio ao novo presidente que o substituirá. Um jovem candidato é fotografado ao lado de uma lenda da política. Ou um cientista com pesquisas no exterior se deixa fotografar com a camisa aberta para que vejamos uma outra verde-amarela para conseguir a sanção nacionalista da opinião pública. Símbolos são constantemente usados: a cruz, a bandeira, combinações de cores etc.

4. Dispositivo do Testemunhal:


Aceitamos qualquer coisa, de uma patente médica ou um cigarro a um programa de política pública. O propagandista lança mão de testemunhos. Um recurso metomínico da parte substituir um todo. Um depoimento de um só médico, de uma só celebridade ou de um popular garante a aceitação do programa ou produto. A evidência está na visibilidade do testemunho. (Visibilidade x fama = Credibilidade). Essa fórmula resolve o problema lógico de um só exemplar representar a totalidade de um gênero.

5. Dispositivo da Pessoa Simples


O mito da “pessoa simples” é o dispositivo usado por líderes políticos, homens de negócios, ministros, cientistas ou celebridades para ganhar nossa confidencia e parecerem “pessoas como nós”. Candidatos mostram sua devoção com crianças no colo de potenciais eleitores; um emérito cientista torce por determinado time de futebol no twitter. À época da ascensão dos Nazistas ao poder nos anos 1930, a imprensa divulgava fotos de Hitler na sua vida privada ao lado de seus cães. Na revista “Life” Mussolini posava em uma foto com seus filhos e netos nessa mesma época.

6. Dispositivo das "Cartas Empilhadas"


Propagandistas contam uma única parte da verdade. Mas é como empilhasse cartas sobre a verdade, de tal maneira que um lado ou fator será mais enfatizado do que o outro. Dados estatísticos, gráficos e tabelas nada dizem, a não ser criar uma espiral de interpretações: números absolutos são tomados como verdade, esquecendo-se dos números relativos. A inflação caiu, mas por outro lado, podemos dizer que ela subiu, porém em um ritmo menor... Propagandas de pasta de dentes são hábeis em contar meias verdades: uma tem “flúor garde”; outra diz ser “antitártaro”, como qualidades únicas e exclusivas. Omitem que todas as pastas têm flúor e são antitártaros.

Uma variação desse dispositivo é o doublespeak (dupla fala) onde alterações de palavras podem alterar a resposta emocional do público. Por exemplo, a utilização do jargão pode contaminar a compreensão, obscurecendo o verdadeiro significado que seria passado com palavras diretas. A expressão “artilharia aérea” substitui a palavra “bomba”. “Defesa” é colocada no lugar de “Guerra”. Enchentes viram “pontos de alagamento” e quebras em composições de trem e metrô tornam-se “falhas pontuais no sistema”.

7. Dispositivo do “Carro de Propaganda”


Esse dispositivo nos faz seguir a multidão, aquilo que supostamente a maioria pensa e faz. Ou, pelo menos, o que a gente pensa que a maioria pensa e faz. O tema aqui é “todos estão fazendo isso”. Como ninguém quer ser deixado para trás por temer a solidão, exclusão ou esquecimento, queremos seguir a tendência majoritária. Está associado ao conceito de “Espiral do Silêncio” de Elizabeth Noelle-Neumann onde a criação de um “clima de opinião” pode isolar grupos discordantes até a extinção pela sua autopercepção do isolamento. “Havaianas: todo mundo usa!”. Poderíamos responder, “todo mundo quem, cara pálida!” O slogan quer criar o clima de opinião onde pessoas isoladas, temendo ficarem de fora da “onda”, embarquem em uma mera percepção psicológica sem fundamento real, o “carro da propaganda”. Claramente esse dispositivo baseia-se no medo de ficar excluído e no ódio daqueles que estejam fora do grupo, da massa, da maioria ou da nação.

A Canastrice na Propaganda

Lendo esses sete dispositivos de propaganda é nítido que eles se baseiam nos instintos mais básicos humanos: medo, ansiedade e sexo – este último latente no dispositivo do testemunhal onde sex appeal reforça a conexão retórica entre “celebridade” e causa, programa ou produto.

Mas apenas isso não explica a longevidade dessas táticas.
Há algo na estética de tudo isso que incomoda pela previsibilidade e canastrice dos atores que representam os scripts elaborados por publicitários, relações públicas e marqueteiros.

Em postagem anterior analisamos o filme “Mera Coincidência” (Wag The Dog, 1997) onde um presidente concorrendo à reeleição nos EUA é envolvido em um escândalo sexual. Com a ajuda de um produtor de Hollywood e um relações públicas cria uma guerra fictícia com a Albânia como estratégia de desvio da atenção. Um suposto vídeo real (na verdade produzido em estúdio) é exibido pelas emissoras de TV: vemos uma jovem albanesa com um gatinho branco nos braços fugindo de terroristas estupradores em meio ao fogo cruzado de bombas e incêndios. Tudo muito melodramático, “over”, kitsch, estereotipado e com o “appeal” e “look” semelhante às produções medianas de Hollywood e “sitcons” do horário nobre. Apesar disso, jornalistas e a opinião pública mordem a isca do suposto vídeo “vazado” como fosse um vídeo documental. 

Gerações de cultura pop visual moldaram nossa percepção do real

Fica a questão: como ninguém percebe a evidente natureza ficcional do vídeo, feito com recursos estéticos manjadíssimos do pior do cinema e TV? A opinião pública não percebe a natureza “fake” ou “forçada” destes pseudoeventos porque a própria estrutura de percepção do real já foi alterada anteriormente por décadas de cultura pop: tomar o real não a partir dele mesmo, mas a partir dos seus simulacros.

Depois de décadas de cultura pop visual nossa percepção para o real foi invertida pelo hiperrealismo das imagens: tomamos o real não mais por ele mesmo, mas a partir de imagens anteriormente feitas dele. Olhamos nossos filhos a partir das suas fotos e vídeos caseiros, vamos a pontos turísticos esperando que eles confirmem as fotos dos folders promocionais do pacote de viagem.

Se observarmos as fotos de momentos íntimos e afetivos postadas no Facebook perceberemos um grande número de imagens que reproduzem os clichês de composição visual dos filmes hollywoodianos – amantes se beijando tendo o sol poente em contraluz, namorados correndo para se abraçarem com o mar azul ao fundo etc.

Ou seja, toda a canastrice dos intérpretes desses dispositivos de propaganda e a obviedade dos scripts não são percebidos como fakes, forçados ou não espontâneos, pois a nossa percepção do real já está há muito tempo invertida por gerações de vivência em ambientes midiáticos e, principalmente visuais.

Apesar de toda obviedade e “overacting” esses sete dispositivos da propaganda ainda continuam conquistando corações e mentes. A canastrice dominou a Política.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 16 de abril de 2016

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 045 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012




II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

4. João 1:4 - A vida estava nele e a vida era a luz dos homens – Continuação.

Existem ainda duas últimas referência que merecem nossa consideração nessa questão. A primeira é

João 12:35—36

35  Respondeu-lhes Jesus: Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai.

36  Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz. Jesus disse estas coisas e, retirando-se, ocultou-se deles.


Neste contexto Jesus está dialogando com uma “multidão” de pessoas — ver João 12:29 e 34. Esse diálogo entre Jesus e a multidão aconteceu já muito próximo do final do ministério terreno do nosso Senhor. Isso nos indica que aquelas pessoas estavam bastante familiarizadas com Jesus, Seus ensinamentos e as manifestações poderosas do poder de Deus, mas ainda resistiam acreditar em quem Ele era e o que Ele representava. A pergunta feita pela multidão — Quem é esse Filho do Homem? — reflete mais incredulidade do que desejo sincero de conhecer a verdade. A resposta de Jesus é feita no seu estilo característico. Ele é direto e não dá a mínima importância para seus interlocutores no sentido de que não procura responder o que eles gostariam de ouvir e sim o que precisavam ouvir. Em nenhum momento Jesus responde diretamente à pergunta feita. Pelo contrário, Ele sugere à multidão que ela continuava agindo de forma ignorante e estúpida mesmo em meio à luz intensa à que estava exposta. Os conceitos judaicos, especialmente aqueles que haviam sido desenvolvidos durante o longo silêncio profético que vai de Malaquias até João Batista — aproximadamente 400 anos — com referência ao Messias e à Sua vinda não tinham nada a ver com a revelação Bíblica. O triunfalismo messiânico no qual os judeus acreditavam, com o Messias vindo e derrotando todos os inimigos dos judeus e colocando a nação de Israel por soberana sobre todos os povos, não tinha nada a ver, realmente com a mensagem de salvação comforme apresentada, por exemplo, em Isaías 53. E para que não pareça que estamos sendo duros demais com essa “multidão” devemos dizer que os judeus são, historicamente falando, escravos das suas próprias tolices. Tendo rejeitado o verdadeiro Messias, por causa de convicções equivocadas, inventaram, durante os séculos, inúmeros outros messias que se provaram, como não poderia deixar de ser, completamente falsos. O último nessa triste lista foi o velho e decrépito Rabi Menachem Mendel Scheneerson, chamado de forma piegas, de Rebbe, por uma multidão de seguidores apaixonados da seita judaica conhecida como Chabad Lubavitch. Este homem, falecido em 1994, foi aclamado, em vida, como o verdadeiro messias de Israel pelos seus seguidores. Agora, depois do seu passamento, esperam ansiosamente sua “gloriosa ressurreição”. Mas que patéticos.

O mesmo tipo de cegueira espiritual apresentado pelo pessoal do Chabad Lubavitch é manifestado pela multidão dos dias de Jesus. Jesus adverte aquelas pessoas com palavras graves e com sérias implicações ao dizer:

Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai.

Existe nestas palavras de Jesus uma implicação dramática que é muitas vezes deixada de lado como se até mesmo não existisse. Essa implicação tem a ver com o fato de que se recusarmos andar de acordo com a luz que temos estamos condenados a sermos engolfados pelas mais densas trevas. O coletor de impostos e posteriormente discípulos de Jesus chamado Mateus — ver Mateus 9:9 — refletindo acerca do ministério de Jesus deixa isto bem claro, como esperamos provar em seguida.

Mateus nos diz que após a prisão de João Batista Jesus retornou para a Galiléia. Ele se mudou da cidade de Nazaré para a cidade de Cafarnaum —

Mateus 4:12—13.

12 Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galileia;

13 e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali;

Foi ali que ele iniciou Seu ministério de pregação —

Mateus 4:17

Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.

Mateus descreve o trabalho de Jesus em termos inequívocos dizendo:

Mateus 4:23—25

Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou. E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam.

Mateus 7:28—29

Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.

Mateus 8:1—3

Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.

Mateus 8:5—13 descreve o pedido feito por um centurião e narra uma cura que Jesus faz à distância.

Mateus 8:5—13

5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando:

6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.

7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo.

8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.

9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.

10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.

11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus.

12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.

13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.

Mateus 8:14—15 fala acerca da cura da sogra de Pedro.

Mateus 8:16 - 17

Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.

Mas a história não para por aí. Mateus nos diz em seguida — Mateus 8:23—27 — que o Senhor Jesus possuía poder até mesmo sobre os elementos da natureza causando verdadeiro espanto entre seus seguidores.

Mateus 8:23—27

23 Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.

24 E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.

25 Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos!

26 Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.

27 E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Em seguida Mateus nos fala acerca de como Jesus expulsou alguns demônios —

Mateus 8:28—34

28 Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.

29 E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?

30 Ora, andava pastando, não longe deles, uma grande manada de porcos.

31 Então, os demônios lhe rogavam: Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.

32 Pois ide, ordenou-lhes Jesus. E eles, saindo, passaram para os porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e nas águas pereceram.

33 Fugiram os porqueiros e, chegando à cidade, contaram todas estas coisas e o que acontecera aos endemoninhados.

34 Então, a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus; e, vendo-o, lhe rogaram que se retirasse da terra deles.

Já no capítulo 9 Mateus nos fala de como Jesus curou um paralítico e menciona, pela primeira vez, o que algumas pessoas já estavam pensando de Jesus: “Este blasfema” —

Mateus 9:1—8

1 Entrando Jesus num barco, passou para o outro lado e foi para a sua própria cidade.

2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.

3 Mas alguns escribas diziam consigo: Este blasfema.

4 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que cogitais o mal no vosso coração?

5 Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?

6 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.

7 E, levantando-se, partiu para sua casa.

8 Vendo isto, as multidões, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

Mas Jesus ainda reservava outras surpresas para sua atônita audiência:

Mateus 9 nos fala como Jesus ressuscitou uma criança morta —

Mateus 9:18 e 23—26

18 Enquanto estas coisas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.

23 Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse:

24 Retirai-vos, porque não está morta a menina, mas dorme. E riam-se dele.

25 Mas, afastado o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.

26 E a fama deste acontecimento correu por toda aquela terra.

Descreve ainda a cura de uma mulher que estava sofrendo fazia 12 anos com uma hemorragia —

Mateus 9:19—22

19 E Jesus, levantando-se, o seguia, e também os seus discípulos.

20 E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste;

21 porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada.

22 E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.

E para completar Mateus nos fala da cura de dois cegos e de um homem mudo e endemonhinhado —

Mateus 9:27—33

27 Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi!

28 Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor!

29 Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.

30 E abriram-se-lhes os olhos. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: Acautelai-vos de que ninguém o saiba.

31 Saindo eles, porém, divulgaram-lhe a fama por toda aquela terra.

32 Ao retirarem-se eles, foi-lhe trazido um mudo endemoninhado.

33 E, expelido o demônio, falou o mudo; e as multidões se admiravam, dizendo: Jamais se viu tal coisa em Israel!

Era de se esperar que diante de tamanha manifestação de poder as pessoas estivessem, pelo menos, começando a enxergar quem era Jesus. Mas, para nossa surpresa o texto nos diz exatamente o oposto:

Mateus 9:34

Mas os fariseus murmuravam: Pelo maioral dos demônios é que expele os demônios.

CONTINUA...

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
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002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
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004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
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005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
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006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
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007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_30.html
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_3.html
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
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009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
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010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
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017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
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018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
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020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
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21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
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022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
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023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
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024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
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http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_27.html

28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
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Alexandros Meimaridis

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