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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 006 - A VIDA DIÁRIA DO CRENTE E A GLÓRIA DE DEUS - PARTE 001



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.
  
Introdução

A. Nós já vimos que existem 3 aspectos da vida cristã que são da maior importância se a vida cristã será bem sucedida:

1. Nós precisamos obedecer a Deus e fazer o que é certo — fazer a vontade de Deus.

2. Nós precisamos fazer o que é certo através do exercício do amor, da fé e da esperança.

3. Nós precisamos fazer o que é certo através do amor, da fé e da esperança para a glória de Deus.

B. Nesta lição nós queremos considerar como tudo que foi falado anteriormente pode ser aplicado, de forma prática, à sua vida e à minha vida.

I. O Encorajamento que temos para vivermos para a Glória de Deus.

1 Pedro 2:4—5 e 9—10

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo... Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

A. Nós somos “pedras que vivem” e isto designa nossa natureza.

1. Através de Jesus Cristo — a pedra que vive — verso 4 — nós temos recebido vida espiritual —

João 3:36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

2. Antes, nós estávamos mortos para Deus —

Efésios 2:1

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.

agora nós estamos vivos espiritualmente e unidos a Deus em uma viva comunhão —

1 João 5:12

Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

3. Quando Deus nos chama de “pedras que vivem”, Ele está indicando o propósito que Ele tem para nós. Ele nos escolheu porque tinha um propósito para nós, e esse propósito é que pudéssemos viver e servi-lo para Sua própria honra e glória.

B. Nós somos “casa espiritual” e isto designa nossa identidade.

1. Da mesma maneira que cada pedra usada no templo de Salomão recebia sua identidade ao ser encaixada na construção, nós recebemos nossa própria identidade ao sermos encaixados no “corpo de Cristo” que é a Igreja.

2. Isto nos deve fazer lembrar que Deus nos criou como seres espirituais. Nossa característica básica está relacionada a coisas espirituais e não a coisas materiais. Todas as vezes que violamos essa verdade nós nos metemos em confusão.

3. Como “casa espiritual” nós somos templo de Deus. Ele habita em nós. Nós pertencemos a Ele —

Hebreus 3:6

Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.

Nós precisamos aceitar essa verdade com todas suas implicações.

C. Nós somos “sacerdócio real, nação santa” e isto designa nosso ofício.

1. Um sacerdote é alguém que tem a autoridade e a habilidade para representar Deus diante dos homens e os homens diante de Deus. E isto é atributo de todo povo de Deus: todos os homens e todas as mulheres!

2. Os termos “real” e “santa” nós ensinam que nosso sacerdócio é primeiramente espiritual — em contraste com o sacerdócio do Antigo Testamento. Nosso sacerdócio é real porque está a serviço do Rei da Glória, o Senhor Jesus.

3. Que falha clamorosa cometemos e que juízo divino trazemos sobre nós mesmos quando, seja por ignorância ou negligência, não cumprimos com nossas responsabilidades como sacerdotes. Este é o motivo principal porque a maioria dos crentes é incapaz de experimentar a bênção de Deus em suas próprias vidas e vivem vidas insatisfeitas.

D. Nós somos “raça eleita” e isto designa nosso relacionamento.

1. O termo “raça” indica que nós somos um grupo de pessoas que foram unidas por Deus. Foi Deus mesmo quem escolheu cada um de nós e nos colocou juntos!

2. Nós somos escolhidos por Deus para sermos parte do Seu povo e para fazermos Sua vontade.

3. Aqui nós percebemos a grande honra com a qual nós fomos agraciados. Nós fomos escolhidos pelo próprio Deus, o Eterno, para participarmos do Seu plano que existia antes da fundação do mundo.

E. Nós somos “nação santa” e isto designa nosso caráter.

1. A palavra “santa”, neste contexto, não descreve nossas ações e sim nosso caráter.  Descreve o tipo de pessoas que nós somos.

2. Uma vez que fomos escolhidos por Deus nós pertencemos a Ele e não a nós mesmos.

3. A palavra “santa” pode ser traduzida também pela palavra “separada”. Assim, Deus nos separou para sermos dEle.

F. Nós somos “povo de propriedade exclusiva de Deus” e isto designa nosso valor.

1. Somos propriedade exclusiva porque fomos comprados por preço —

1 Coríntios 6:20

Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.

2. Fomos comprados por Deus e somos Sua propriedade. Que valor Deus dá para nós quando pensamos no quanto Ele sacrificou! Cometemos um grave pecado quando nos consideramos sem valor e vivemos vidas miseráveis.

Todas as verdades acima se resumem nas palavras: somos “povo de Deus” — verso 10. E o propósito do povo de Deus é descrito no verso 9, que diz: “a fim de proclamardes as virtudes” de Deus!

II. A Instrução para vivermos para a Glória de Deus.

A. Quando o crente frutifica produz a glória de Deus.

João 15:8

Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.

Comentário: Partindo da premissa de que a videira verdadeira é o Senhor Jesus, cada fruto será a manifestação da Sua pessoa, i. e., do Seu caráter e dos seus atributos na vida do crente. Isso se refere ao fato de crente viver sua vida baseada na verdade — sem pretensão, sem usar uma máscara — hipócrita — sem fingir como um artista no palco — no amor — sem egoísmo e sem egocentrismo — e na santidade — sem sensualidade nem orientado para a satisfação dos prazeres —

Efésios 4:17—25

17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,

22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

25 Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.

B. Unidade produz a glória de Deus.

Romanos 15:5—6

Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Comentário: Deus tem nos unido uns aos outros em Cristo. Unidade é uma das características bíblicas da Igreja. Quando nós permitimos que qualquer questão pessoal cause divisão em nossa prática e atitudes, nós estamos violando uma verdade fundamental. Deus é glorificado quando nós escolhemos praticar o que somos – “um em Cristo” — ver 1 Coríntios 12. Todas as divisões com suas encrencas e amarguras precisam ser confessadas como pecado e deixadas para trás.

C. Domínio próprio produz a glória de Deus.

1 Coríntios 6:19—20

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.

Comentário: Esses versículos não ensinam que não podemos apreciar aquilo que somos. Eles nos lembram o porquê nós estamos nesta vida — a glória de Deus! Nós precisamos entender como nós nos encaixamos no plano eterno de Deus. Precisamos entender que o plano de Deus envolve tanto nosso espírito como nosso corpo físico. Todas as vezes que os desejos do nosso espírito ou nosso corpo são contrários à vontade de Deus, nós precisamos nos levantar e controlar esses desejos e procurar nos conformar à vontade revelada de Deus —

Romanos 13:12—14

12 Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.

13 Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes;

14 mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.

D. Generosidade produz a glória de Deus.

2 Coríntios 9:12—13

Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos.

Comentário: Paulo está reconhecendo o ato de generosidade dos crentes de Corinto, quando eles levantaram uma oferta para enviar aos irmãos da Judéia, que estavam sofrendo as consequências de uma seca tremenda. Paulo disse que a atitude deles produziu a glória de Deus. Quando Deus supre todas nossas necessidades nós precisamos estar abertos à Sua direção em como gastamos Seu dinheiro. Nós somos apenas dispenseiros e devemos aprender como doar para a glória de Deus.

E. Confiança em meio a tribulações produz a glória de Deus

1 Pedro 1:6—9

Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma –

Comentário: A maneira como reagimos às provações indicam nossa verdadeira condição espiritual. Nessa passagem, Pedro está nos ensinando como devemos responder aos problemas e testes dessa vida. Note as palavras que Pedro usa: “mais preciosa”, “amais” e “crendo”. Esse é o exato oposto de quando nós perguntamos “por quê?”, com um tom de voz duvidando do cuidado de Deus. Deus é glorificado quando nós o amamos e confiamos nEle no meio das tribulações.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 19 de abril de 2014

ENCONTROS DE PODER — 019 — UMA EXEGESE DE 1 CORÍNTIOS 15:24—27a — PARTE 1 - A MORTE: O ÚLTIMO INIMIGO



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Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

O ÚLTIMO INIMIGO A SER VENCIDO É A MORTE

Introdução

Texto Base: 1 CORÍNTIOS 15:24—27a

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés.

O uso central das expressões “todo” e “toda” servem para chamar nossa atenção para o fato de que nós precisamos, a todo custo, aprender a identificar os poderes aqui mencionados, sem exceção: toda estrutura de autoridade, cada papel, cada ofício, cada responsável, cada instituição, cada sistema,  cada nação, cada regra, cada anjo, no céu e na terra e debaixo da terra — pois todas essas coisas serão colocadas sob os pés de Cristo. E, como deve ser óbvio, apenas aqueles que se encontram revoltados com Jesus é que estão sujeitos a serem submetidos a tal sujeição forçada. Eles são inimigos — conforme verso 25 — portanto, tais poderes precisam ser poderes rebeldes.

Esse é o motivo porque Paulo lança mão de expressão καταργήσῃ katargése — traduzida por destruído, nos versos 24 e 26. Essa expressão grega ocorre 23 vezes nos escritos de Paulo com significado bastante amplo que inclui: 1) tornar indolente, desempregado, inativo, inoperante; 2) fazer cessar, pôr um fim em, pôr de lado, anular, abolir. Parece que nesse caso a melhor tradução seria “abolir”, depois de neutralizar, todo governo, toda autoridade e todo poder, independentemente do que seja. Já que se forem destruídos, o que restará para ser colocado sob os pés de Jesus? Deve ser evidente que Paulo está tratando aqui do Senhorio de Cristo, e tem em mente versos, tais como:

Salmos 110:1

Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés

Salmos 8:6

Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste.

Assim Paulo está tratando da sujeição de tais poderes a Jesus e não da aniquilação dos mesmos.
H. Berkhof em seu livro intitulado Christ and the Powers[1] defende as seguintes ideias:

1. No reino vindouro, a vida continuará dependendo de Poderes específicos e ordens para manter a harmonia esperada.

2. Se os poderes foram criados originalmente como bons, e não são, intrinsecamente maus, a derrota ou aniquilação dos mesmos nos tempos do fim marcará não a vitória de Deus, mas uma derrota.

3. Colossenses 1:19—20

19 Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus

nos fala de uma reconciliação cósmica desses poderes, quando então retornarão às suas funções originais como instrumentos da comunhão de Deus com a criação —

Efésios 1:10

De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra.


Os poderes que hoje buscam uma liderança para si mesmos, serão submetidos ao verdadeiro “cabeça”, que é Jesus Cristo.

4. Efésios 1:21—22

21 Acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro.

22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,

nos ensina que Cristo tem seu nome exaltado acima de todos os outros nomes, mesmo na era vindoura. Isso implica a continuidade dos Poderes no reino vindouro.

Todavia, num primeiro instante, parece que 1 Coríntios 15:26 requer algo que seja final, terminal ou definitivo. Algo que se pareça com um “abolição” ou “destruição”, pois é exatamente esse o fim da morte! Outras passagens, certamente parecem exigir essa tradução, como por exemplo:

2 Tessalonicenses 2:8

Então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.

1 Coríntios 6:13

Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo.

Em outras passagens, entretanto, outros estudiosos sugerem as seguintes traduções alternativas:

1. “Roubado de Seus Poderes”.

Romanos 6:6

Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos.

2 Timóteo 1:10

E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.

2. “Condenado à inatividade ou tornado inefetivo”.

Hebreus 2:14

Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.

3. “Fazer desaparecer, colocar fora de ação, privar de poder”.

2 Coríntios 3:11

Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.

Talvez Romanos 6:9 —

Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele

nos forneça a pista central que estamos precisando, porque o texto acima trata do poder de Cristo sobre a morte.

Seguindo esse mesmo raciocínio, mas numa escala cósmica, o apóstolo Paulo, em —

1 coríntios 15:26

O último inimigo a ser destruído é a morte.

descreve a vitória final por meio da qual a morte não terá mais qualquer domínio sobre qualquer um. Na Era Vindoura, aqueles que forem ressuscitados para a vida eterna, viverão para sempre, de acordo com a própria vida de Deus. A morte não terá mais suas vítimas, pois não terá mais domínio sobre os crentes, conforme lemos em —

Romanos 6:9

Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

Domínio é o oposto de sujeição. Paulo escolhe usar a expressão καταργήσῃ katargése — virtualmente como um sinônimo de ὑποτασσω upotasso — submissão. Com isso Paulo está afirmando, de fato, que o último inimigo a ser subjugado ou submetido é a morte. A morte será tratada como algo vazio ou nulo. Ela será neutralizada e perderá seu poder!

CONTINUA...

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

[1] Berkhof, H. Christ and the Powers. Herald Press, Scottdale, 1962.