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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 010 - A EDIFICAÇÃO DA IGREJA



O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

O PROPÓSITO DISTINTO E SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

A – A Filosofia Dominante no Mundo tanto na Sociedade quanto na Igreja

Para onde caminha nosso mundo? Qual é filosofia dominante dos dias de hoje? É importante respondermos a estas perguntas, pois como o livro de Provérbios nos ensina —

Provérbios 23:7

Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.

Nossa sociedade tem sido definida de várias formas nestes últimos trinta anos. A característica comum das definições atuais é a existência do termo “pós” associado a outros termos. A impressão que temos é que algo passou, foi completado ou terminou sobrando somente um pessimismo, beirando mesmo o desespero. Assim temos as seguintes definições:

1. Pós-capitalista — Ralf Dahrendorf

2. Pós-burguesa — George Lichtheim

3. Pós-moderna — Amitai Etzioni

4. Pós-coletivista — Sam Beer

5. Pós-literária — Marshall McLuhan

6. Pós-civilizada — Kenneth Boulding

7. Pós-tradicional — S. N. Eisenstadt

8. Pós-histórica — Roderick Seindenberg

9. Pós-industrial — Daniel Bell

10. Pós-puritana e Pós-protestante — Sidney Ahlstrom

11. Pós-cristã —Francis Schaeffer

De todos estes “pós” aquele que tem sobrevivido e causado ondas mais intensas é o pós-modernismo. Todavia, como é reconhecido pelos três maiores expoentes do pós-modernismo — Michael Foucault, Jacques Derrida e Richard Rorty, o Pós-Modernismo é um movimento filosófico que tem suas raízes e se desenvolve a partir do Existencialismo. Portanto, podemos concluir que, seja na sua forma original, seja nos desenvolvimentos posteriores, o Existencialismo continua sendo a filosofia dominante dos nossos dias.

O Existencialismo, como filosofia popular, é uma forma de Romanticismo, que exalta o indivíduo como criador dos seus próprios valores e significado da vida. É uma forma de Humanismo que tenta descobrir e reafirmar o que significa ser humano. O Movimento se divide em duas partes:

1. Existencialismo propriamente dito, que por sua vez se divide em:

a. Existencialismo Religioso representado por Soren Kierkegaard, Karl Barth, Richard e Reinhold Niebuhr e Emil Brunner por um lado, e Martin Heidegger, Rudolf Bultmann, Paul Tillich e Thomas Altizer pelo outro.

b. Existencialismo Secular, e Fenomenologia Existencial.

Ambos movimentos concordam que o que define os seres humanos não é a posse duma alma ou alguma essência anterior ou mesmo um EGO, e sim atos livres e intencionais da consciência, por meio dos quais o mundo passa a ter significado. Jean Paul Sartre condensou o ideal existencialista ao afirmar “existência precede a essência”. Em outras palavras ele quis dizer que aquilo que o homem é precisa ser decidido pelo próprio homem. Somente o homem pode resolver a questão da sua humanidade e mesmo assim, somente momentaneamente, à medida que ele age. Coisas como natureza humana ou moralidade estão sujeitas àquilo que o homem decide ser, como ele formula seu futuro. 

B. Quais são as características (ênfases) desta Filosofia:

1. Nenhuma ênfase no passado ou no futuro.

2. Nenhuma crença em absolutos.

3. Ênfase na falta de propósito para a vida dos seres humanos.

Infelizmente não são poucos os cristãos engolfados pela filosofia existencialista. Entre estes vamos encontrar, por um lado, aqueles que se recusam a aceitar a infalibilidade e inerrância da Bíblia, e por outro lado, os que se recusam a aceitar a necessidade absoluta da Igreja. Independentemente da filosofia dominante, precisamos parar e perguntar: Qual é o plano de Deus para os nossos dias? Para que possamos responder esta pergunta, torna-se necessário estabelecermos uma fonte de informação que nos seja de inteira confiança. Vamos então, de comum acordo, aceitar ser a Bíblia, com o Antigo e Novo Testamento, verbalmente inspirada e sem erros nos autógrafos originais.


C – Qual é o Propósito de Deus Para os Nossos Dias?

1 – A Cristianização do Mundo

Será que o plano de Deus é a cristianização do mundo?  Quer Deus que todo mundo se torne cristão?

2 Pedro 3:9 diz —

Não querendo que nenhum se perca senão que todos cheguem ao arrependimento.

Existe uma defasagem permanente quando comparamos o número de pessoas que se denominam cristãs com o número total de pessoas nascidas no mundo. A população da Terra chegou a 1 bilhão de habitantes em 1850. De acordo com o Atlas da enciclopédia Britânica , em 1º de Janeiro de 1995 a população da Terra era de aproximadamente de 5 bilhões e 628 milhões de habitantes. O ritmo de crescimento é de 2.3% ao ano. Com esse ritmo devemos dobrar a população a cada 35 anos. Por outro lado, há 200 anos, nos primórdios do movimento missionário moderno, os cristãos nominais representavam 25% da população total.  Depois de 200 anos de esforços missionários tremendos e da introdução de técnicas modernas como literatura, filmes e principalmente o rádio, chegamos a ser 34% da população total em 1993. Em 2006 a estimativa era que os cristãos nominais representavam cerca de 36% de toda a população da terra.  Ou seja, 2.38 Bilhões para uma população total de 6.67 Bilhões, 2006. Números atualizados para 2015 indicam que os cristãos nominais representam hoje cerca de 2,2 bilhões num universo total de 7,250 bilhões de habitantes no planeta terra ou 30,5%.

Conhecendo o caráter e os atributos de Deus, sabemos que Ele não falha nos seus planos. Jó afirma acerca de Deus —

Jó 42:2

Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado

Deus é imutável, seu caráter nunca muda, e o que Ele tem planejado fazer, Ele fará. O que nós precisamos fazer, para não sermos confundidos, é discernir qual é exatamente o plano de Deus.

2 – A Evangelização do Mundo
Será que o plano de Deus é a evangelização do mundo? Isto se relaciona com a pregação do evangelho até aos confins da terra. Passagens geralmente dadas em apoio a uma resposta afirmativa a esta pergunta são:

Mateus 28:19—20

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Marcos 16:15

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.

Atos 1:8

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Se examinarmos a história da igreja, veremos que esse aspecto, apesar de não se constituir em numa grande falha também não representou um sucesso constante.

A. De 32 até 64 d.C. — Durante este período o Cristianismo se espalhou pela bacia do Mediterrâneo. Passagens como

Atos 14:19—23

19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.

20 Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.

21 E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia,

22 fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

23 E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.


Colossenses 1:23

Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.


1 Tessalonicenses 1:6—8

6 Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo,

7 de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.

8 Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma;

2 Timóteo 4:17

Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão.

nos mostram a estratégia utilizada por Paulo para expandir o Cristianismo.

B. De 64 até 313 d.C. — Durante esse período os cristãos foram grandemente perseguidos pelos romanos. O motivo da perseguição não era o fato dos cristãos crerem em Cristo e sim o fato de eles não aceitarem adorar o imperador. Isso era considerado alta traição e a pena era a morte. A execução da pena podia ser através da crucificação, do queimar a pessoa viva e de lançar os cristãos para serem devorados pelas bestas nas arenas.

C. Em 313 d.C., o imperador Constantino, através do edito de tolerância, conhecido como Edito de Milão, transformou o Cristianismo numa religião legal. Em 381 d.C. o Cristianismo tornou-se a religião oficial do império.  Durante esse período as pessoas foram forçadas a se tornarem cristãs mediante o batismo. Quantos se tornaram verdadeiramente cristãos é impossível de ser determinado.

D. De 476 d.C. — Início da queda do Império Romano até a Reforma Protestante, houve uma significativa diminuição nos esforços evangelísticos, já que existiu um grande declínio no conhecimento no mundo ocidental, pois o mesmo tornou-se monástico.  Somente aqueles que adentravam os monastérios tinham acesso aos estudos.

E. De 1750 d.C. até o presente, ver item 1 — A Cristianização do Mundo.

Será que o plano de Deus é a evangelização do mundo? A evidência bíblica não é clara e não existe nenhuma declaração específica de Cristo dizendo ser este o plano dEle. Assim temos, se os pontos 1 e 2 não representam o plano de Deus, qual é então o plano ou propósito de Deus para os nossos dias?


3 – O Plano de Deus é:

Exegese de Mateus 16:18

κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν καὶ πύλαι ᾅδου οὐ κατισχύσουσιν αὐτῆς[1]

Tradução:

Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

A. Pontos Salientes

1 – A ênfase está na expressão “eu te digo” e não em algum contraste entre “tu és o Cristo X tu és Pedro”. Cristo chama Pedro pelo nome que Ele mesmo havia conferido a Simão: Petros em grego = Cefas em aramaico. Note no contexto de Mateus como Cristo ainda se refere a Pedro como Simão —

Mateus 16:17

Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

2 – Existe um evidente jogo de palavras entre Petros — pequena porção da rocha — e Petra — rocha — no grego. A mesma palavra traduzida aqui por pedra é usada em Mateus 7:24 e traduzida por rocha. Os tradutores optaram por pedra para manter um possível jogo de palavras também em português. Mas, e se o diálogo original se passou em aramaico? A expressão KEPHA — Cefas — não implicaria no jogo de palavras.

3 ἐκκλησίαekklissía — assembleia ou igreja. A palavra era usada para descrever uma assembléia regular dos cidadãos de uma cidade conforme podemos ler em Atos 19:39, bem como uma congregação dispersa — ver Atos 8:1—3. Mateus é o único dos quatro evangelistas a usar a palavra ἐκκλησίαekklissía — assembleia ou igreja, como tendo sido proferida por Cristo. Jesus usou esta palavra propositadamente. Da mesma maneira como a palavra grega ἐκκλησίαekklissía — assembleia ou igreja foi usada na tradução feita das escrituras hebraicas para o grego conhecida como Septuaginta em passagens tais como:

Deuteronômio 31:30
Καὶ ἐλάλησεν Μωυση̂ς εἰς τὰ ὠ̂τα πάσης ἐκκλησίας Ισραηλ τὰ ῥήματα τη̂ς ᾠδη̂ς ταύτης ἕως εἰς τέλος[2]

Salmo 106:32

ὑψωσάτωσαν αὐτὸν ἐν ἐκκλησίᾳ λαου̂ καὶ ἐν καθέδρᾳ πρεσβυτέρων αἰνεσάτωσαν αὐτόν[3]

para representar a congregação de Israel reunida no Antigo Testamento, essa mesma palavra, ἐκκλησίαekklissía — assembleia ou igreja, também representa o Novo Israel no Novo Testamento. O Salmo 89 é crucial para entendermos Mateus 16:18. O texto do Salmo 88 na Septuaginta — LXX — que corresponde ao Salmo 89 na Almeida Revista e Atualizada nos oferece o seguinte:

οἰκοδομηθήσεται oikodomethésetai — Salmo 89:3 na LXX e 89:4 na ARA diz – Para sempre estabelecerei
ἐκκλησίᾳ ἁγίων ekklissía agíonassembleia dos santos  — Salmo 89:6 na LXX e Salmo 89:5 na ARA.

κατισχύσει katisxúseifirme  Salmo 89:23 na LXX e Salmo 89:21 na ARA

χριστόν cristóvUngido — Salmo 89:39,52 na LXX e Salmo 89:38, 51 na ARA — teu ungido – messias

ᾅδου — ádou — sepulcro — Salmo 89:49 na LXX e Salmo 89:48 na ARA.

Note que praticamente todas as palavras importantes do versículo de —

Mateus 16:18,

κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν καὶ πύλαι ᾅδου οὐ κατισχύσουσιν αὐτῆς[4]

podem ser encontradas no Salmo 89. Deve ficar evidente que a afirmativa de Jesus não tem nada a ver com Pedro já que mesma faz referência a um Salmo que foi escrito cerca de 1000 anos antes de Pedro existir. O salmo 89 é um salmo messiânico e reflete a vitória do Ungido de Deus sobre seus inimigos, incluído a morte. Somente Jesus tem esses atributos. Ele é o χριστόν cristóvUngido Messias – do Senhor, aquele que vai edificar — οἰκοδομήσωoikodoméso) Sua ἐκκλησίανekklessíav — igreja, e as portas do ᾅδου — ádou — inferno, não κατισχύσουσιν — latisxúsoisin — prevalecerão contra ela.

Não devemos ter nenhuma dúvida de que Cristo tinha em mente o Salmo 89 ao fazer a afirmação que fez para Pedro em Mateus 16:17——18 e que, em nenhuma hipótese ele poderia, sobre nenhuma perspectiva, estar se referindo a Pedro quando disse aquelas palavras. O pensamento do Senhor, certamente estava no Salmo 89.

4 – Edificar a Igreja

Em 1 Pedro 2:5 o apóstolo Pedro declara —

Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois οἰκοδομήσωoikodoméso — edificados casa espiritual.

Diante desse verso é muito difícil escaparmos da conclusão que Pedro está fazendo uma referência direta a Mateus 16:18. Mais adiante em —

1 Pedro 2:9—10

9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

ele nos dá prova concludente de que está se referindo à igreja como um todo e não a algum corpo local de cristãos — ver também 1 Pedro 1:1. A Igreja é então uma GRANDE CASA ESPIRITUAl. É o Israel de Cristo e não a nação judaica que está sendo descrito aqui.


Quem é a Rocha? Não é Pedro, nem primariamente nem exclusivamente. Pedro, com a resposta que deu —

Tu és o Cristo

forneceu a dica para a ilustração sobre que rocha a igreja seria edificada. É exatamente porque a igreja está sendo edificada sobre Cristo que a perpetuidade da mesma está garantida.


5 – O Ades

O Ades é tecnicamente o mundo invisível, correspondendo ao Sheol hebraico, à terra dos que partiram, à morte. O apóstolo Paulo usa a expressão θάνατε thánate — morte na citação que faz de —

Oséias 13:14

Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum.


em 1 Coríntios 15:55

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

Em Oséias 13:14, na tradução das escrituras hebraicas para o grego conhecida como a Septuaginta — LXX —, encontramos tanto a palavra Ades como a palavra morte e as duas querem dizer a mesma coisa. A expressão Ades é muito comum em túmulos da Ásia Menor o que testemunha seu uso comum na religião da Grécia antiga. Os pagãos costumavam dividir o Ades em duas partes: Elisium e Tártaros. Já os Judeus, nos dias de Cristo, ver Lucas 16:19—31, o dividiam em: Seio de Abraão e Inferno  ou Ades. No Antigo Testamento o conceito de “portas do” Ades” — o Sheol — nunca admite nenhum outro significado que não seja a θάνατεthánate θάνατε — morte. Ou seja: É a morte que dá acesso à região tenebrosa —

Jó 38:17

Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?

Salmos 9:13

Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte.

Salmos 107:18

A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e chegaram às portas da morte.

Isaías 38:10

Eu disse: Em pleno vigor de meus dias, hei de entrar nas portas do além; roubado estou do resto dos meus anos.

Aqui em Mateus 16:18 não temos o Ades atacando a Igreja e sim a proclamação do fato de que a morte — a porta do inferno — não tem qualquer possibilidade de vencer a Igreja. Que é exatamente o questionamento feito pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios15:55 conforme vimos acima.

A Igreja está edificada sobre o messianismo do seu Senhor, e a morte, o portão do Ades, não prevalecerá contra ela, pois não conseguirá mantê-lO prisioneiro. Naquele momento, essa era ainda uma verdade envolta em certo mistério, mas em breve ela seria proclamada com todas suas implicações.

Atos 2:22—32

22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;

23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos;

24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.

25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado.

26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança,

27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença.

29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje.

30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono,

31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção.

32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.

A Igreja permanecerá eternamente porque Cristo irá vencer os portões do Ades — a morte — e retornar vitorioso. Como ele viverá eternamente será o garantidor da perpetuidade da Igreja, que é Seu povo.

6 – Conclusões

1. Ênfase está em “Eu digo”. É o Senhor Jesus quem fala.
2. Igreja: assembléia local e congregação dispersa = povo de Deus.

3. Igreja Local e Universal = grande casa espiritual.

4. A rocha sobre a qual a Igreja está sendo edificada é Cristo —

Efésios 2:20

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular.

5. A Igreja permanecerá para sempre. Cristo é quem garante.

6. A morte não tem qualquer possibilidade de vencer a Igreja.

O plano de Deus apesar de não ter começado dinamicamente ao tempo de Mateus 16:18 estava, todavia, destinado a pleno sucesso. Nas palavras de Tiago em

Atos 15:14

Deus, primeiramente, visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para seu nome

temos o propósito de Deus para os nosso dias.

Nos próximos estudos dessa série iremos falar de:

1. O que é a Igreja?

2. Como está sendo formada a Igreja?

3. Quando a igreja começou?

4. Quais são alguns dos princípios mais básicos que existem no Novo Testamento que devem ser utilizados para direcionar a Igreja?

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/educacao-crista-estudo-015-o-que-o-novo.html
016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/educacao-crista-estudo-016-o-que-o-novo.html
017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ
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018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html


021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 


[1]Black, M., Martini, C. M., Metzger, B. M., & Wikgren, A. (1993, c1979). The Greek New Testament — electronic edition of the 4th edition. United Bible Societies, Federal Republic of Germany, 1993.
[2]Septuaginta. 1979. Published in electronic form by Logos Research Systems in electronic edition. Deutsche Bibelgesellschaft Stuttgart, 1996.
[3]Septuaginta. 1979; Published in electronic form by Logos Research Systems, 1996 (electronic ed.) (Sl 106:32). Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft.
[4]Black, M., Martini, C. M., Metzger, B. M., & Wikgren, A. (1993, c1979). The Greek New Testament — electronic edition of the 4th edition. United Bible Societies, Federal Republic of Germany, 1993.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

REZA ALAN: UM HISTORIADOR QUE NÃO SE BASEIA NA HISTÓRIA


 
POLÊMICO: Para ele, Jesus era um revolucionário.

A cada período de meses nós vemos surgir no horizonte um livro sobre Jesus. Normalmente esses livros dizem basicamente as mesmas coisas desde os primeiros que foram publicados nos séculos XVIII e XIX. A premissa básica é negar que Jesus é Deus, mas infelizmente para todos eles, não existe nem mesmo um fiapo em que possam se segurar para ter suas opiniões confirmadas. Todavia, os livros vendem bem. Isso é verdade.

Nosso personagem dessa vez é o historiador, que não aceita certos materiais históricos, mas adora matérias espúrios, desde que os mesmos confirmem sua tola teoria. Reza Aslam é teólogo e historiador e seus comentários são muito semelhantes aos do mestre Gamaliel. Bata ler a entrevista que Reza Aslan concedeu à revista ÉPOCA abaixo e depois ler nosso artigo acerca do tal “sábio” conselho de Gamaliel por meio desse link aqui:


Segue o texto da ÉPOCA

Reza Aslan: "Jesus era como os outros messias"

Autor de um polêmico livro sobre a vida de Jesus Cristo, o americano Reza Aslan afirma que o filho de Maria foi o maior revolucionário de todos os tempos

Por RODRIGO TURRER

O historiador iraniano-americano Reza Aslan ficou mundialmente famoso após bater boca com Lauren Green, âncora da emissora americana Fox News, em julho deste ano. Ele fora convidado a falar sobre seu livro Zelota – A vida e a época de Jesus de Nazaré (308 páginas, Zahar editora, R$ 36), um polêmico ensaio em que afirma que Jesus foi um revolucionário. Aslan teve de explicar por que um muçulmano como ele escrevera sobre Cristo. Há mais de 20 anos, ele se dedica à pesquisa de religiões, com foco na vida de Jesus. “Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram”, afirmou Aslan a ÉPOCA. “Há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes nos Estados Unidos.”

ÉPOCA – O senhor defende em seu livro uma tese polêmica: o Jesus histórico foi um revolucionário. O senhor acredita que Jesus estava mais para Che Guevara que para Ghandi?

Reza Aslan – Jesus foi o maior revolucionário de todos os tempos. As pessoas têm dificuldade de compreender isso porque veem o Cristo da religião com o olhar do nosso tempo. No tempo de Jesus, não havia separação entre política e religião. Ambas eram a mesma coisa. É incorreto dizer que Jesus era só um líder espiritual ou só um líder político. Ele era os dois. Toda e qualquer palavra proferida por Jesus tinha implicações políticas, por mais espirituais que fossem. Nesse livro, tento tirar as camadas de teologia, misologia, lenda e doutrina que se sobrepuseram ao Jesus histórico. Quis compreender o mundo em que Jesus viveu. Meu livro é sobre as implicações das palavras de Jesus em seu mundo, em seu tempo. É também sobre as diferenças entre Jesus de Nazaré e o Cristo da fé, criado pelos Evangelhos e pela Igreja.

ÉPOCA – Qual a diferença entre o Cristo histórico e o da fé?

Aslan – O Jesus da história era um judeu pregando o judaísmo para outros judeus. O Cristo da fé, aquele que lemos nos Evangelhos e na teologia cristã, é alguém divorciado do judaísmo, alguém pregando uma nova fé, uma nova religião. Jesus proclamava-se o messias, mas, quando dizia isso, se referia ao messias do judaísmo. Se Jesus de fato pensasse ser o Deus encarnado, teria sido o primeiro judeu da história a pensar assim. Porque o conceito de um homem divino viola 5 mil anos de história, tradição e religião judaicas. Isso quer dizer que é impossível que Jesus se considerasse um Deus encarnado? Não. Só não é plausível. Sobram duas opções: Jesus nunca disse isso e era como todas as outras centenas de messias de seu tempo. Ou então Jesus acreditava nisso e era absolutamente único, diferente de todos os judeus que vieram antes ou depois dele. Como historiador, acredito que Jesus era como todos os outros messias de seu tempo e nunca disse ser o Deus encarnado do Novo Testamento.

ÉPOCA – E por que Jesus inspirou tantos a segui-lo?

Aslan – Isso tem menos a ver com espiritualidade e mais com os ensinamentos de Jesus. São ensinamentos únicos e extraordinários. Jesus teve uma visão de uma nova ordem mundial, em que ricos e pobres trocariam de lugar. Os primeiros se tornariam os últimos, e os últimos se tornariam os primeiros. O apelo dessa mensagem depois da morte de Jesus se perpetuou menos pelo que Jesus disse ou fez e mais pelo que seus discípulos escreveram e disseram sobre ele.

ÉPOCA – Então a mensagem de Cristo foi reinventada?

Aslan – Os seguidores de Jesus, os homens que escreveram os Evangelhos anos ou décadas depois de sua morte, tentaram esconder ou amenizar o aspecto político da vida de Jesus. Primeiro, porque Jesus falhou em sua missão. O que sabemos de fato sobre Jesus? Que ele era judeu, que começou um movimento judaico no século I e, como resultado desse movimento, foi condenado à morte na cruz por crimes contra o Estado (Roma). As ambições políticas de Jesus falharam. A definição de messias, no tempo de Jesus, era um descendente do rei Davi, que restabeleceria o Reino de Davi na Terra. Se você diz ser um messias e morre sem restabelecer o Reino de Davi, você não é um messias. Todos os outros messias, e foram centenas, prometeram restabelecer o reino de Davi. Foram tão bem-sucedidos quanto Jesus. Nenhum cumpriu a promessa, e todos foram chamados de falsos messias. A diferença é que os seguidores de Jesus tentaram dar sentido a sua falha, mudaram o significado de messias, o deixaram menos judeu, mais espiritual. Quando fizeram isso, o tornaram mais atraente para os não judeus.

ÉPOCA – De que forma?

Aslan – Jesus foi condenado à crucificação por crimes contra o Estado. Roma reservava a crucificação a crimes contra o Estado. Como convencer Roma a aceitar um movimento de um homem que pretendia tirar Roma do poder? Basta dizer que o reino prometido por Jesus não era o terreno, mas sim o divino, que Jesus não tinha ambições políticas, não ameaçava o Império Romano. Assim, você diz que é possível ser cristão sem ser uma ameaça ao Estado. Todas essas mensagens foram incorporadas ao cristianismo e ajudaram em sua expansão. Décadas depois da morte de Jesus, os seguidores não judeus de Cristo superaram os seguidores judeus. Cem anos depois, não havia quase ligação alguma entre cristianismo e judaísmo. E, pelos últimos 2 mil anos, o cristianismo tem sido uma religião que confortavelmente se casa com o Estado. Como faz isso? Proclamando que não tem interesse em governar este mundo, não se apega às coisas terrenas.
"Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos"

ÉPOCA – As críticas mais contundentes a seu livro dizem que o senhor usou as fontes de pesquisa 
que melhor se adaptavam a suas teses e descartou as demais. Qual foi seu critério?

Aslan – Essa é uma crítica feita por não especialistas. Os leigos olham para os Evangelhos e acham que tudo o que está escrito em Mateus, Marcos, Lucas e João é igualmente válido. Isso é absurdo. Há 200 anos definiu-se uma metodologia de estudo para saber o que é confiável do ponto de vista histórico nos Evangelhos. Para o leigo, parece que escolho apenas o que me interessa. Mas fui metódico. Não usei os Evangelhos de João como fonte de pesquisa, porque ele são tardios, escritos quase um século depois da morte de Jesus. Usei apenas o Evangelho de Marcos, visto universalmente como o mais preciso historicamente. Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos. Minhas fontes foram os documentos históricos sobre o tempo em que Jesus viveu e partes comprováveis dos Evangelhos. Rejeito as histórias da natividade, a fuga da família de Jesus para o Egito e outros acontecimentos imprecisos. Tais histórias são lendas e mitos.

ÉPOCA – Sua entrevista na Fox News se espalhou pela internet. O que o senhor pensou quando Lauren Green perguntou sobre um muçulmano escrever sobre Jesus?

Aslan – Fiquei surpreso, mas depois entendi. Você pode falar o que quiser sobre democracia e liberdade nos Estados Unidos, mas, neste momento, há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes na história do país. Em nenhum lugar isso é mais óbvio que na Fox News. É uma emissora que alimenta o medo como receita de sucesso. Mas é apenas reflexo do que milhões de americanos pensam. Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram. Existem milhões de pessoas que não conseguem compreender que a religião é um estudo acadêmico. São pessoas que confundem o estudo da religião com a fé individual. Religião também é uma disciplina acadêmica. Uma disciplina em que muçulmanos escrevem sobre hindus, hindus escrevem sobre cristãos e cristãos escrevem sobre judeus. Isso é totalmente normal. Somos historiadores.

ÉPOCA – Como muçulmano e iraniano criado nos EUA, como o senhor encara as tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã?

Aslan – Sou otimista. Acredito que estamos próximos de um acordo. Isso pavimentará uma solução diplomática sobre o programa nuclear iraniano. O problema não é o Irã. Lá, a decisão caberá ao aiatolá Ali Khamenei, e ele autorizou o presidente Hassan Rouhani a negociar. Meu temor é em relação ao Congresso dos Estados Unidos, que terá de aprovar um acordo. Se você conhece um pouco do Congresso americano, sabe que ele é disfuncional, um enorme desperdício de espaço. Os congressistas só se interessam em ser reeleitos, não ligam para o bem-estar do país. Querem apenas voltar ao Colorado e ao Tennessee e poder dizer: fui duro com o Irã, combati o terrorismo.
(Esta entrevista foi feita antes do anúncio do acordo entre Irã, Estados Unidos e cinco potências e publicada na edição de ÉPOCA que foi às bancas no dia 23 de novembro.)

ÉPOCA – A Síria é um dos poucos aliados do Irã no Oriente Médio. Uma vitória de Bashar al-Assad será positiva para o Irã?

Aslan – Assad já ganhou a guerra. Está claro como o dia que Assad não apenas continuará no poder, como sairá dessa guerra civil sem sequer negociar com os rebeldes. Cada dia a oposição está mais fraturada, e não existe uma solução política para isso. O mais deprimente é que isso tenha acontecido logo depois do uso de armas químicas contra os sírios. Assad queria assustar os rebeldes e testar a paciência da comunidade internacional, mas conseguiu um acordo vantajoso, que praticamente assegura sua vitória na guerra civil. A comunidade internacional meteu os pés pelas mãos, demorou a agir, negociou com o ditador, armou os rebeldes radicais. É triste, mas nada positivo pode surgir dessa guerra.

O artigo original da revista ÉPOCA poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO FINAL

Falamos não como os leigos acusados de nada entender por Reza Aslan, e sim como profissionais, especialmente no que diz respeito a Estudos do Novo Testamento. Diante disso podemos afirmar com toda certeza que:

1. Reza Aslan não faz nada novo em seu livro.

2. Suas teorias furadas estão pautadas no que seres humanos decidiram nos séculos XVIII e XIX o que seria aceitável como histórico nas páginas da Bíblia.

3. Já naqueles dias dezenas de pastores de diversas origens sentaram e escreveram diversos artigos combatendo as mentiras dos, então chamados, liberais, que desejavam transformar a firmeza da fé cristã apenas numa religião cor de rosa.

4. Reza Aslan fala muitas bobagens. Por exemplo: Ele fala de um tal Jesus Político ou num Jesus como Líder Religioso. Depois afirma, de forma idiótica, que Jesus falhou em sua missão. Por fim, repetindo o que milhares já falaram antes dele, Reza Aslan nega que Jesus tenha reivindicado ser Deus. Mas infelizmente para ele e todos os patéticos que tentam negar o óbvio — JESUS É DEUS — nós gostaríamos de convidar que lessem nosso artigo publicado recentemente tratando do natal de Jesus, algo que Reza Aslan qualifica como algo lendário. Nosso artigo poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Portanto, caro leitor, não se deixe enganar por alguém que esconde suas verdadeiras intenções — negar a divindade de Jesus – por trás de um falso conhecimento chancelado por graus de historiador, teólogo e etc. A VERDADE ESTÁ NA BÍBLIA E EM NENHUM OUTRO ESCRITO HUMANO.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.