Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de agosto de 2017

ANDREW MURRAY - Estudo 019 — PERMANECENDO PERFEITOS E COMPLETOS NA VONTADE DE DEUS


Imagem relacionada

ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Colossenses 4:12

Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.

Em Colossenses 1 Paulo orou para que os irmãos em colossos fossem cheios com o conhecimento da vontade de Deus, de tal modo que pudessem andar de modo digno do chamado que haviam recebido e que agradassem a Deus em todas as coisas. Aqui, no capítulo 4, Epafras ora por eles nessa mesma linha também conduzindo-os na direção de serem obedientes à vontade de Deus. Epafras se esforçava sobremaneira para que os colossenses fossem conservados perfeitos e plenamente convictos  em toda a vontade de Deus.

Tanto na oração de Epafras como na de Paulo, a preocupação central era a atitude dos cristãos com relação à vontade de Deus. Nossa atenção é imediatamente chamada nas duas orações pela presença da palavra toda. Isso serve para nos lembrar que em se tratando da vontade de Deus nossa lealdade não pode estar dividida. Vamos recordar a oração de Paulo —

Colossenses 1:9—10

9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;

10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;

Já Epafras pede que eles possam permanecer perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus, sem nenhuma exceção de qualquer natureza. Conservar ou permanecer sugere firmeza. Não estamos falando de apenas tentar fazer a vontade de Deus, mas de permanecer firmemente arraigados na mesma. De maneira perfeita e completa. Epafras ora para que haja uma consagração completa e total a fazer a vontade de Deus por parte dos colossenses.

Para isso, ele se esforça em oração. A palavra original utilizada aqui indica uma luta intensa. Ela é curiosamente a mesma palavra utilizada para descrever a oração de Jesus no Getsêmani. A oração, praticamente inexistente na vida dos cristãos do século XXI, não era tratada com algo fácil por Cristo. Ele sabia que existem grandes forças que se opõem a todos os que oram e que era necessário vencer essas mesmas forças por meio de oração fervente e perseverante, antes que Deus respondesse à sua petição a favor dos colossenses. Ele também sabia que todo o poder de Satanás estava voltado contra a vontade de Deus. Por esse motivo Cristo agonizou em oração no Getsêmani, até triunfar sobre os representantes das trevas. Esse mesmo tipo de empenho será requerido de nós se desejamos nos conservar perfeitos e plenamente convictos da vontade de Deus.

Quanto a esse fim que acabamos de mencionar, considere as sugestões seguintes:

1. Consagre-se em fazer a vontade de Deus na maior extensão possível que estiver ao teu alcance.

2. Pondere acerca da grande verdade que nada é mais perfeito, mais belo, mais amável, mais abençoado e mais poderoso do que fazer a vontade de Deus.

3. Cultive a convicção de que não existe nada no mundo inteiro, que seja melhor ou mais maravilhoso para qualquer um de nós do que estarmos em pleno acordo com a vontade de Deus.

4. Medite e ore até que tua mente e teu coração estejam cheios com Sua maravilhosa vontade.

Agindo assim, você perceberá que o desejo de fazer a vontade de Deus crescerá dentro de você cada vez mais e mais. Desse modo, a consagração em fazer a vontade Deus se tornará num glorioso ato de fé, na certeza de que te ajudará a cumprir Sua vontade. Assuma uma posição firme quanto a fazer a vontade de Deus, sempre.

Tendo dado esse passo inicial, você descobrirá que a Glória da vontade de Deus te suprirá com a luz do céu para enfrentar situações específicas, de hora em hora, te mostrando detalhes cada vez mais profundos dessa mesma vontade. Se a vontade de Deus se revelar por meio do desapontamento ou do sofrimento isso se deve à providência divina. Ou talvez, ela se manifeste por meio de um mandamento ou ainda pela autonegação de algo, ou ainda por meio da revelação de alguma promessa à medida que você caminha na jornada de fé. De qualquer maneira, entregue-se para fazer a vontade de Deus de modo completo e contínuo sem medo e sem reservas. Esteja pronto a suportar, a fazer, a acreditar em toda a vontade de Deus.

Se você perseverar em se entregar dessa maneira, você certamente será conduzido à uma vida de oração dinâmica. A luta para permanecer firma na vontade de Deus te ajudará a entender quão pequenos e fracos todos nós somos. Logo você entenderá que não poderá fazer a vontade de Deus, a menos que o próprio Deus te sustente e te dê a força necessária. Você também entenderá que a vontade de Deus sustenta todo o Universo, que ela é a fonte eterna de onde fluem todas as bênçãos que a graça maravilhosa de Deus derrama sobre tua vida. A oração se tornará a expressão natural da tua dependência a Deus, do teu contínuo desejo de render-se ao Senhor. Você também descobrirá uma luta intensa contra fazer tua própria vontade e a incredulidade natural de tal modo que a vontade de Deus tenha pleno domínio sobre toda tua vida. Por fim você entenderá que a oração daquele que deseja fazer a vontade de Deus vale muito por sua eficácia.                                  

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Estudo 018 — A VONTADE DE DEUS — FAZENDO A VONTADE DE DEUS DE TODO CORAÇÃO

Estudo 019 — A VONTADE DE DEUS — PERMANECENDO PERFEITOS E COMPLETOS NA VONTADE DE DEUS


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 9 de março de 2017

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 045 — JOSÉ SE MANIFESTA COMO MARAVILHOSO CONSELHEIRO


Imagem relacionada

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

45. José Se Manifesta Como um Maravilhoso Conselheiro.

Depois de ter revelado o significado dos sonhos do Faraó do Egito, José assumiu a responsabilidade de orientar o monarca acerca do melhor curso a ser seguido, com o objetivo de enfrentar a calamidade que estava se aproximando e fazer provisões adequadas para o futuro.

De acordo com os sonhos, primeiro viriam sete anos de abundância os quais seriam, imediatamente, seguidos por sete anos de fome. Por esse motivo, José orientou o faraó a estocar a abundante produção dos próximos sete anos, como a única forma deles conseguirem sobreviver durante a terrível fome que se estenderia por outros sete anos. Por meio da graça de Deus em sua vida, José foi capaz de demonstrar uma sabedoria incomum e manifestar uma superioridade imensurável sobre os sábios do Egito.

Novamente, temos uma analogia perfeita entre José e Jesus. Quando Jesus teve sua vinda profetizada pelo profeta Isaías, o mesmo disse que o Messias seria chamado de:

Isaías 9:6

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.      
Jesus foi o Maravilhoso Conselheiro enviado pelo próprio Deus para a humanidade com a mensagem de como a mesma deveria se preparar para o futuro, e garantir o melhor de seus interesses futuros. Conforme podemos ler em colossenses 2:3 é em Jesus Cristo que nós podemos encontrar todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento:

Colossenses 2:3

Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Jesus é aquela pessoa única, exclusiva, que todos precisamos conhecer, porque é nele, na sua pessoa, que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão “estocados”. A expressão sabedoria é σοφία sofía — e conhecimento é γνω̂σιςgnôsis. Unidas como se encontram em Colossenses 2:3 pelo artigo τη̂ς tês —, são consideradas, virtualmente como uma entidade única, como era comumente entendida na literatura judaica não bíblica.

É muito importante notarmos, todavia, que esses dois termos estão vinculados também em

Romanos 11:33

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

Note que nesse verso os dois termos estão, diretamente, associados com a noção da verdadeira riqueza πλου̂τοςploûtos — conforme também podemos ler em Colossenses 1:27 e 2:2; onde Paulo louva a Deus pela maneira como seu magnificente propósito para a raça humana tem sido colocado em prática, mediante o derramamento de sua graça — favor imerecido — sobre judeus e gentios. Assim, podemos repetir as palavras de Paulo e dizer: Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria!

A expressão υησαυρόςuesaurós — tesouro foi usada no Antigo Testamento para se referir não apenas a riquezas materiais — ver Josué 6:19, 24; Provérbios 10:2 — mas também para bens espirituais como podemos ler em:

Isaías 33:6

Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será o teu tesouro.

Note como sabedoria, conhecimento e temor do SENHOR são chamados de tesouro!  

Paulo afirma em Colossenses 2:3, de forma relativamente pouco comum, que todos esses tesouros da sabedoria e do conhecimento — a expressão grega πάντεςpántes — todos, exclui qualquer exceção: são todos mesmo! — que existem estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos em Cristo. Isso indica a maneira como essas coisas existem. Aqui devemos deixar claro que não existe nenhuma contradição entre Colossenses 2:3 e 1:26 onde Paulo afirma que o mistério, previamente, άποκεκρυμμένονapokekrimménon — escondido, νυ̂ν σέnûn sé  — foi agora, numa dramática mudança de eventos, revelado por Deus aos seus santos. Entretanto, os tesouros estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos, não no sentido de que os mesmos estão “escondidos”, que é o sentido do particípio perfeito passivo de άποκεκρυμμένονapokekrimménon — e sim, que os mesmos εὶσιν eìsin estão, como acontecia com os mantimentos no Egito, “depositados” ou “armazenados” em Cristo — ver Tiago 1:5; 3:13—18. Buscar sabedoria e conhecimento verdadeiro fora da pessoa de Cristo é pura perda de tempo. É o mesmo que procurar alimento em qualquer outro lugar que não fosse o Egito administrado por José.

Vários autores cristãos têm indicado que nos escritos da literatura apocalíptica judaica encontramos, ocasionalmente, a imagem de “tesouros escondidos” como uma forma de desafio para homens e mulheres se empenharem mais na busca do verdadeiro conhecimento — Livro dos Segredos de Enoque 46:3: Ou se um homem se faz de bom a outro pelo ardil de sua língua, porém, com a maldade no coração, será que o outro não perceberá a maldade que vem do coração, desde que sua mentira ficou visível? Mas no nosso caso, Paulo está encorajando seus leitores a olharem para Cristo como o único “lugar” onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados.

Em Colossenses 1:15—20 nós estamos diante de um hino onde Cristo é identificado com a Sabedoria de Deus, e onde lhe são atribuídas atividades que são predicados da Sabedoria personificada do Antigo Testamento e do Judaísmo — ver Provérbios 8:1—9. Em Colossenses, Paulo ao afirmar que todo o “estoque” do conhecimento e da sabedoria de Deus estão “depositados” na pessoa de Cristo, está indicando, mais uma vez, de uma forma realmente avassaladora, que “Cristo Jesus, se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor — 1 Coríntios 1:30—31”. Porque Cristo ocupa essa posição exaltada, existem boas razões para incentivar esses crentes que habitavam o vale do Rio Lico a se voltarem para o Senhor Jesus, em quem podem encontrar toda a percepção, entendimento, sabedoria e conhecimento.

A questão importante para nós é determinarmos se o uso que Paulo faz dessa expressão do verso 3 — todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento — tem origem nos inimigos gnósticos que estavam perturbando a igreja ou se a mesma se origina do Antigo Testamento.

Muitos têm argumentado que o vocabulário é dos opositores gnósticos que existiam em Colossos. Dessa forma, o verso 3 é, algumas vezes, entendido como algo que dá apoio ao caráter gnóstico dos opositores. De acordo com o professor Lightfoot o termo ἀπόκρυφοιapócrifoi — era um termo favorito dos mestres gnósticos e Paulo teria usado o mesmo como uma forma de refutar uma doutrina favorita desses falsos mestres. Outros acreditam que Paulo emprestou esse termo dos ensinamentos do judaísmo tardio.[1]

Todavia, em tempos mais recentes, Friedrick Hauck, analisando a literatura gnóstica disponível, notou que a mesma se refere a “tesouros de luz” em vez de falar de tesouros da sabedoria e do conhecimento. Com isso sobrou pouca evidência direta para apoiar a ideia do caráter gnóstico da expressão como usada por Paulo.

Como mencionamos acima, existem outros estudiosos ainda que se voltaram tanto para o Antigo Testamento como para o meio social judaico, como a fonte mais provável das ideias de Paulo. Desse modo, Ralph Martin, considera que todo grupo de termos e motivos “sugerem uma dívida consciente à figura da sabedoria como encontrada em Provérbios 2:1—6. Paulo está fazendo um apelo as fonte judaicas, parcialmente, por causa dos falsos ensinamentos que existiam em Colossos, especialmente entre os judeus — era uma mistura de elementos judaicos com outros vindos do paganismo —, que insistia que Jesus Cristo era apenas um mediador e apenas uma das fontes da revelação entre muitas outras existentes” — ver 1 Timóteo 2:5.

O teólogo francês J. Dupont em sua obra “La connaissance religieuse dans les épîtres de saint Paul[2] já tinha chamado a atenção de todos quanto ao aparecimento do uso, aqui em Colossenses, de termos usados pelo judaísmo com relação à Lei de Moisés — ver Isaías 33:5—6. Os judeus tinham plena confiança que, na Lei que possuíam, todos os tesouros da σοφία sofía — sabedoria, e associado com ela, também estava a ideia de γνω̂σις gnôsis — que teria sido adicionada à Lei por elementos judaizantes. De acordo com Dupont, Paulo une as duas expressões, substitui a Lei de Moisés por Cristo e, com isso, ele tem a intenção de mostrar que o único ἐπίγνωσιςepígnosis — conhecimento que um crente deve buscar é aquele que só pode ser encontrado no mistério de Cristo. É óbvio que para essa reconstrução feita por J. Dupont, o elemento judaico dos falsos ensinamentos existentes em Colossos são os responsáveis pela ação tão combativa de Paulo nesse contexto.

O professor Andrew Bandstra do Calvin Seminary em Grand Rapids ampliou as ideias de Dupont, à medida que novas porções de literatura pseudoepigráfica foram sendo descobertas e tornaram-se disponíveis para análise. Para ele também, as palavras de Paulo em Colossenses demonstram o caráter da oposição aos ensinamentos gnósticos desposados pelos judeus em Colossos. O professor Bandstra se baseou, principalmente, nos escritos pseudoepigráficos conhecidos como 2 Apocalipse de Baruque. Nesse livro, em uma passagem definitivamente escatológica, que faz referência ao “novo mundo”, “o mundo porvir”, e “ao tempo prometido”, o falso Baruque  sugere que a posse de tesouros de sabedoria e do conhecimento, destinados para aqueles que haverão de herdar o “tempo prometido”, poderão ser garantidos se os anciãos de Israel seguirem as recomendações do falso Baruque e instruírem os israelitas a permanecerem fiéis à Lei de Deus. Mas Paulo, não deixa nenhuma dúvida, que o lugar onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados é apenas em Cristo e em nenhum outro. Isso é afirmado, previamente, por Paulo em Colossenses 2:18—19.    

A oposição em Colossos, basicamente um perigo vindo de fora, podia ter sua origem numa associação de místicos ascetas judeus que afirmavam que o conhecimento dos mistérios de Deus podia ser alcançado pelas pessoas, sem a necessidade de um mediador divino. Para eles, Cristo não era realmente necessário, para podermos conhecer os mistérios escatológicos e cósmicos de Deus.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.



[1] Kittel, Gerhard, Editor. Theological Dictionary of the New Testament, traduzido por Geoffrey W. Bromiley. WM. B.Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reimpressão de 1995.

[2] Dupont, J. Gnosis. O Conhecimento Religioso nas Epístolas do Apóstolo Paulo. Gabalda, Paris, 1949.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ESTUDOS NO LIVRO DE PROVÉRBIOS — ESTUDO 011


Resultado de imagem para COMO OBTER A VERDADEIRA SABEDORIA

Nesse estudo iremos abordar o Livro de Provérbios, mas iremos fazer isso de maneira diferente do que apenas apresentar uma exposição, versículo por versículo. Nossa intenção é apresentar os grandes temas que encontramos no livro e dar andamento no mesmo a partir daí.

ESTUDO 011

IX. A OBTENÇÃO DA SABEDORIA

Para quem é a sabedoria? A sabedoria é para qualquer pessoa que a deseja. As pessoas estultas e simples recebem um convite pessoal para a festa da sabedoria que é tão livre quanto o convite para a festa da estultícia —

Provérbios 9:4—6 — O Convite da Sabedoria

4 Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz:

5 Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.

6 Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento.

Provérbios 9:13—18 — O Convite da Loucura

13 A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma.

14 Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira,

15 para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho:

16 Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz:

17 As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.

18 Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.

Mas apesar da sabedoria ser para qualquer pessoa, ela não vem fácil e é tão custosa quanto à formação de um caráter sólido e sadio. A generosidade da sabedoria não é “espalhada”. Pelo contrário, ela é “reservada” para os retos, para os homens que manifestam a “sinceridade”, para os retos em seus “caminhos” e para os “santos” —

Provérbios 2:7—9

7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,

8 guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.

9 Então, entenderás justiça, juízo e equidade, todas as boas veredas.

O Insensato e o Sábio

O insensato é contrastado com o sábio. Para demonstrar esse contraste o autor cria uma antítese singular: A verdadeira sabedoria só pode ser alcançada por meio de uma revelação divina:

Provérbios 2:6

Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.

Devemos tomar muito cuidado para não acrescentar nada ao que está revelado —

Provérbios 30:6

Nada acrescentes às suas palavras.

A verdadeira sabedoria, também vem através do discipulado — de seguir o nosso mestre e tutor, que nesse caso é o próprio Deus, conforme Provérbios 2:6, que foi citado acima. Como falamos antes a sabedoria exige verdadeiro esforço para ser alcançada, exige esforço continuado conforme podemos ler em —

Provérbios 2:1—5

1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,

2 para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento,

3 e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz,

4 se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares,

5 então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.

Esse esforço é necessário porque não estamos buscando uma coisa qualquer, mas o próprio Deus — ver verso 5 acima.

As exigências dessa busca dedicada podem ser resumidas nos itens a seguir:

1. Uma verdadeira conversão em direção a Deus. Existem vários provérbios que nos falam dessa decisão. Entre esses nós podemos citar:

Provérbios 9:10

O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.

Provérbios 8:13

O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.

Comparar com Provérbios 3:7

Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.

Devemos também abandonar nossa tão idolatrada independência, pois ela é o verdadeiro “caminho que parece direito”, conforme —

Provérbios 14:12

Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.

Voltar-se para Deus é, positivamente, voltar-se para a direção de onde procede a luz. Ignorar a luz divina é o maior de todos os pecados da humanidade e o verdadeiro responsável porque os seres humanos serão duramente julgados —

João 3:19

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

A sabedoria nos convida dizendo: Volte-se para cá! O alcance desse convite antecipa a oferta que encontramos no próprio Evangelho segundo — note os verbos:

Provérbios 9:5—6

5 Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.

6 Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento.  

2. Em segundo lugar nossa busca pela sabedoria exige devoção ou dedicação. A verdadeira sabedoria apesar de ser possível de ser alcançada por todos é apenas para os que são verdadeiramente humildes, pelos verdadeiramente apaixonados por conquistá-la. Pessoas que seriam capazes de fazer autossacrifícios para possuí-la —

Provérbios 8:34

Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.

A sabedoria não é para aqueles que são “sábios aos seus próprios olhos”. Não é para ninguém que pensa que já chegou lá! Que já atingiu o alvo! Os que pensam assim já chegaram ao seu próprio ponto final e não podem mais progredir. Agora note as sábias palavras do apóstolo Paulo quando diz—
Filipenses 3:12—14

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.

13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,

14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

O ser humano que acha que já alcançou a verdadeira sabedoria ou que acha que já chegou lá, o homem típico “sábio aos seus próprios olhos” não pode sequer ser comparado a um insensato, pois “há maior esperança no insensato do que num homem que pensa assim de si mesmo —

Provérbios 3:7

Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.

Provérbios 26:12

Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.

O homem que acha que já sabe todas as coisas não tem mais nenhuma vontade de ser ensinado. Ele não deseja ser uma pessoa melhor porque ele acha que é bom o suficiente, ou pior, ele se acha o bom. Por outro lado o homem sábio é passível de ser ensinado.

a. Ele deseja continuar aprendendo até o fim dos seus dias —

Provérbios 9:9

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.

b. Ele está sempre aberto para aprender os mandamentos de Deus —

Provérbios 10:8

O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se.

c. E também para ser disciplinado quando necessário —

Provérbios 3:11—18

11 Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão.

12 Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.

13 Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;

14 porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino.

15 Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela.

16 O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra.

17 Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz.

18 É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.

O sábio está sempre tão aberto para aprender que também ouve as críticas e os conselhos de outras pessoas —

Provérbios 13:10

Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.

Provérbios 17:10

Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.

Essa atitude existe no sábio apenas porque ele ama e estima a verdade o suficiente para se dispor a pagar o preço, por mais alto que seja, para obtê-la —

Provérbio 23:23

Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DO LIVRO DE PROVÉRBIOS

ESTUDO 001

ESTUDO 002

ESTUDO 003

ESTUDO 004

ESTUDO 005

ESTUDO 006

ESTUDO 007

ESTUDO 008

ESTUDO 009

ESTUDO 010


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.       

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.