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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E OS MICRÓBIOS

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O artigo abaixo foi publicado no site do DCM.

Micróbios, outra má notícia da mudança climática.
Por José Eduardo Mendonça

Por que novas técnicas de estudo das comunidades de micróbios de solo revelam motivos sérios de preocupação? Porque, se eles não se adaptam ao aquecimento global, vamos ter muitos problemas, como a produção de alimentos, por exemplo.

Uma visão mais próxima do problema ocorreu durante estudo de cientistas do Pacific Northwest National Laboratory, nos EUA. Em 1994, coletaram amostras de solo de locais úmidos e altos e os levaram para lugares mais quentes e secos, e vice versa. Voltaram aos locais em 2011 e examinaram mais uma vez os micróbios de solo.

O que descobriram foi que eles não tinham se adaptado muito para viverem em seus novos habitats. Um achado muito importante, em um mundo bagunçado pela mudança do clima.

“Estes micróbios de alguma forma perderam a capacidade de se adaptarem a novas condições”, diz Vanessa Bailey, um dos autores do estudo publicado este mês no PLOS One. Não era isso que os cientistas tinham previsto, o que coloca em questão “a resiliência de todo o meio ambiente em relação à mudança do clima. A comunidade microbiana é a base desta resiliência”.

Como já está acontecendo, a mudança do clima está provocando eventos extremos do tempo, caso de longas secas, e a incerteza quanto ao comportamento dos micróbios, segundo se revelou, é particularmente alta em ecossistemas secos, nos quais pequenas mudanças nas chuvas podem influenciar a atividade biológicas, com efeitos globais.
Conhecemos muito as dificuldades por que passam seres como ursos do Ártico e pinguins da Antártica, mas é muito mais difícil entender o que acontece com o microbioma planetária em solo e água, com um quatrilhão de um quatrilhão de organismos, estima a Scientitic American.

Micróbios movem o mundo. Perpetuam a vida na Terra, fornecem diversos serviços de ecossistemas e servem como proteção contra mudanças ambientais.

Parte destas funções podem ser perdidas com o aquecimento. Há mais: com o derretimento do permafrost (solo do Ártico) os micróbios estão transformando vegetação antes congeladas em gases de efeito estufa, com consequências assombrosas.

Quase 20 por cento da superfície terrestre é coberta por permafrost. Ele armazena tanto CO2 quanto o que existe nas plantas e atmosfera. Imagine o que aconteceria com a liberação disso tudo.

Complicado estudar este mundo de criaturas minúsculas. Em um grama de solo existem talvez um bilhão delas, com milhares de espécies diferentes. E cerca de 10 por cento delas são conhecidas. Esta é uma das razões da aceleração do estudo deste universo misterioso.

O esforço é global. Há um projeto chamado Projeto de Microbiomas da Terra, para coletar amostras de micróbios de todo o planeta, e ainda a Iniciativa Global de Biodiversidade do Solo, focada na preservação dos serviços de ecossistemas saudáveis, como por exemplo lugares onde a agricultura é viável.

No caso da agricultura, a capacidade de os micróbios fixarem o nitrogênio na terra, permitindo o crescimento de plantas, fica cada vez mais comprometida. A ciência corre para evitar o desastre. Como ocorre com tantas outras ameaças para a humanidade decorrentes de um estado de coisas que ela mesma criou, resta saber se teremos tempo.

Sobre o Autor

José Eduardo Mendonça

José Eduardo Mendonça passou por importantes órgãos da imprensa brasileira, como Exame, Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo, na qualidade de repórter, editor ou diretor. Nos últimos anos, tem escrito sobre a questão do meio ambiente e sustentabilidade, para falar de, e atentar sobre as ameaças causadas por humanos ao planeta. Seu blog é o GreenLight (zeeduardomendonca.wordpress.com).

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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terça-feira, 18 de agosto de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 005 - MATERIAIS DE ESCRITA: O PAPEL E O BARRO


Escrita cuneiforme em tablete de barro 

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

CONTINUAÇÃO...

III — MATERIAIS DE ESCRITA: PAPEL E BARRO OS PERGAMINHOS

A. O Papel

"Papel" feito de linho.

Existe muito pouco que possa ser dito acerca do papel, exceto que o papel na Antiguidade era feito de retalhos de tecidos como por exemplo, de linho em vez da polpa de madeira. Esse tipo de material tornou-se popular como elemento de escrita apenas por volta do século XII da era cristã. Falaremos mais acerca disso quando discutirmos o tema que trata de “Livros e Confecção de Livros”.

B. O Barro

Exemplo das chamadas "ostracas" - barro com inscrições de texto

Talvez pareça estranho citarmos o uso de barro como material de escrita, uma vez que não existe nenhum manuscrito do Novo Testamento produzido sobre esse tipo de material. Mas existem outros elementos, feitos de barro, nos quais encontramos versículos bíblicos ou partes de versículos bíblicos. Esses materiais são chamadas do “ostracas” e “talismãs”. Por outro lado existem bibliotecas inteiras escrita exclusivamente em tabletes de barro como os textos cuneiformes da Babilônia e da Suméria, e documentos gregos antigos escritos sobre barro usando a escrita conhecida como Linear B. Como é desse material que temos os escritos mais antigos tanto da região da Babilônia, como dos próprios gregos, é impossível ignorar o valor dos mesmos.

Talismã do "Arcanjo Miguel" que mistura palavras hebraicas e gregas.

A água tinha e tem o poder de destruir tanto papiros quanto material escrito em barro. Mas tabletes de barro bem assados sobreviveram por milênios e estão disponíveis para serem visualizados até os dias de hoje. Esses são tabletes que depois de escrito foram colocados em fornos, como fazemos, hoje em dia com tijolos e telhas. Os tabletes deixados para secar apenas ao sol eram bem mais frágeis e praticamente não ofereciam resistência nem ao tempo nem às intempéries.

Modelo da escrita linear B usada para se escrever em tabletes de barro.

A grande maioria dos tabletes gregos escritos em Linear B que sobreviveram, são resultado do incêndio, cujo fogo destruiu a cidadela de Fylos, mas que, ao mesmo tempo, endureceu o barro o suficiente para que o mesmo se torna-se bem resistente. Muitos tabletes grafados em escrita cuneiforme encontrados na Mesopotâmia, que eram perfeitamente legíveis quando foram descobertos, sofreram um gradual processo de perda de qualidade, porque os museus onde estavam exibidos foram incapazes de manter as condições apropriadas de umidade para preservar os mesmos. Em alguns casos os mesmos foram deixados incrustados com sal o que, apenas acelerou o processo de decomposição do barro. Muitas pensam no barro como se fossem rochas e rochas são permanentes, mas o barro não é.

É mesmo lamentável que esses tesouros gravados em tabletes de barro tenham sido destruídos pela ação dos próprios seres humanos.   
OUTROS ARTIGOS DE COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 001 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 004 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — OS PERGAMINHOS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006

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domingo, 7 de junho de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — MATERIAIS DE ESCRITA - ESTUDO 003 - OS PAPIROS - FINAL



Papiro P86

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

CONTINUAÇÃO...

O que se fazia com as folhas de papiro depois que estavam prontas, dependia do propósito para o qual as mesmas tinham sido produzidas. Folhas soltas de papiro eram, geralmente, vendidas para serem usadas para registros diversos, memorandos, treinamento de escrita e etc. Alguns argumentam que papiros de qualidade muito baixa eram usados apenas como “papeis” de embrulho. Mas nosso interesse está centrado em seu uso para produzir livros. Quando se trabalhava com papiro, o rolo era, sem sombra de dúvida, a melhor forma de usar tal material. As folhas individuais eram unidas pelas suas bordas. Plínio afirma que as melhores folhas eram geralmente colocadas no início do rolo. Não sabemos se o motivo de tal procedimento era porque as mesmas eram mais resistentes ou porque deixavam o rolo mais bonito e mais valioso na hora de comercializá-lo. Ainda de acordo com Plínio, o rolo padrão era composto de 20 folhas o que somadas se estendiam por cerca de 5 metros. Mas existiam papiros mais longos com certeza. Um desses casos é o papiro Harris I que está no Museu Britânico catalogado sob o número EA9999.61. Esse rolo tem quase 40 metros de comprimento.

Papyrus; Hieratic text. Published by Peet, Great Tomb Robberies (1930).
Papiro Harris I

Os rolos também permitiam uma série de curvas contínuas o que evitava colocar estresse em qualquer ponto do papiro. Um codex — montagem em forma de livro — precisava ter dobras firmes e bem definidas com relação a um conjunto de folhas simples ou no máximo duas. A dobra definida tornava-se num ponto de extrema fragilidade como é fácil deduzir. Até mesmo o papiro P66 que está quase intacto, apresenta muitos pontos quebrados em sua espinha. Até onde esse autor sabe, somente o papiro P5 possui porções escritas tanto da parte da frente quanto de verso de suas folhas dobradas. Mas a impressão que temos é que essas folhas não estavam unidas ou que as mesmas pertenciam a algum conjunto central de páginas.

 Papiro P66

Papiro P5

Todos os rolos eram produzidos de acordo com certos padrões desenvolvidos ao longo do tempo. Por exemplo: todas as tiras horizontais de uma determinada folha eram colocadas no mesmo lado do rolo, pois somente um dos lados apenas deveria receber a escrita, e era mais fácil escrever numa única direção. Abaixo temos uma reprodução do Papiro Rhind no qual podemos perceber, com certa clareza, as linhas entre as tiras retiradas da casca da planta. O Papiro Rhind que foi adquirido em 1858 por A. Henry Rhind, e é um papiro fragmentado de um documento egípcio que apresenta esboços de operações matemáticas. O mesmo foi escrito por um escriba de nome Ahmose e data, provavelmente, do período em que o país estava dominado pelos Hicsos. Com isso a idade provável do mesmo é de 3.700 anos. Alguns acreditam que o mesmo é uma cópia de algum documento ainda mais antigo que pertencia, originalmente, à XII Dinastia — de 1991 a 1782 a. C. Isso faz desse papiro um dos documentos matemáticos mais antigos em existência.


O consenso entre aqueles que escrevem acerca de papiros é que — com exceção dos papiros opistografos, ou seja, papiros escritos na frente e no verso da folha — o normal era escrever nos rolos apenas no lado da folha onde as tiras estavam colocadas na horizontal. Isso é verdadeiro para os papiros gregos, mas nos papiros egípcios era comum escrever-se dos dois lados. Outros papiros têm sido encontrados onde o resumo do conteúdo está escrito do lado de fora do rolo, enquanto o conteúdo está escrito na parte de dentro dos mesmos.

A maioria dos rolos eram montados de tal maneira que, as linhas de escrita eram paralelas ao maior comprimento do papiro. Com isso queremos dizer que: se ==== representa uma linha de texto, então um rolo típico teria a aparência que mostramos abaixo:

+---------------------------------------------+
| ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  === |
| ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  === |
| ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  === |
| ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  === | 
+---------------------------------------------+      

O historiador romano Suetónio, no entanto, alega que na Roma pré-imperial os documentos oficiais eram escritos conforme o formato a seguir.

+----------+
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
| ===  === |
+----------+


Mas tal afirmação é difícil de ser confirmada porque não existem documentos disponíveis nesse formato. Pelo menos que sejam conhecidos.

Alguns são da opinião que no princípio da produção de papiros, os mesmos costumavam ter suas folhas costuradas umas nas outras. Mas isso causava mais prejuízos que benefícios. Os fabricantes de rolos e livros logo perceberam as vantagens de colar as folhas. Partindo de descrições antigas e de ilustrações disponíveis, parece que desde cedo se tornou prática comum enrolar os papiros em pedaços de madeiras. Figuras da Torá judaica sugerem que a mesma estava enrolada em dois pedaços de madeira. Infelizmente temos pouquíssimos exemplos dessas madeiras disponíveis para análise. Os títulos dos materiais contido no papiro eram, geralmente, escritos na própria madeira onde o rolo era colocado.

Papiro Oxy 208
Papiro altamente fragmentado

O maior problema com os papiros era sua fragilidade. A umidade era suficiente para destruí-los por completo. Esse é o motivo porque os papiros sobreviveram apenas no Egito ou em outras regiões desérticas, como o deserto próximo ao Mar Morto na Palestina. Mas se no tempo seco os mesmos estão protegidos da umidade, eles tendem a ficar quebradiços com o passar do tempo. Por isso, seria praticamente impossível fabricar um volume de papiro que se torna-se referência. Infelizmente o mesmo não duraria tanto tempo assim. Por outro lado, temos poucos, se de fato existirem, papiros que podem ser considerados palimpsestos — papiros ou qualquer outro material que foram apagados e depois reescritos por cima.

O papiro foi utilizado como material de escrita durante um período que se estendeu por 3.000 anos. Podemos afirma com toda certeza, que as primeiras produções cristãs escritas foram produzidas sobre esse tipo de material. Mas à medida que a igreja cresceu e passou a ter maior disponibilidade financeira a tendência foi passar a produzir os escritos cristãos em materiais mais duráveis como os pergaminhos, por exemplo. Nossas Bíblias grafadas em papiros e que continuam preservadas até hoje datam do século VIII d.C. Acredita-se que a produção de papiro para uso comercial teve seu fim por volta do século X d.C. Mesmo assim, a igreja romana continuou a usar papiros para seus registros e para as bulas papais até o século XI d.C. O último documento dessa natureza que tem sua data preservada foi produzido e assinado pelo papa Vitório II em 1057.[1]    

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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

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[1] Deuel, Leo. Testaments of Time: The Serach for Lost Manuscripsts and Records. Alfred A. Knopf, New York, 1965.

terça-feira, 28 de abril de 2015

MARAVILHAS DA CRIAÇÃO DE DEUS NA AMAZÔNIA


 
Reduzir a zero o desmatamento já não é suficiente para garantir segurança ao sistema

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista EXAME e é de autoria de Vanessa Barbosa.

5 poderes incríveis (e ameaçados) da Amazônia sobre a água

Vanessa Barbosa

Amazônia

Uma máquina ambiental magnífica

São Paulo – Parte da origem da crise hídrica que assola a região Sudeste pode encontrar-se muito além da visível falta de planejamento do poder público e do mau humor de São Pedro — há mais 2000 quilômetros de distância, no desmatamento e na degradação da Amazônia.

É o que sugere um relatório que sintetiza, pela primeira vez, cerca de duzentos dos principais estudos e artigos científicos sobre o papel da floresta amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e na exportação de serviços ambientais para regiões distantes.

Conduzido pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a pedido da Articulación Regional Amazónica (ARA), o estudo “O Futuro Climático da Amazônia” revela os poderes invisíveis desta máquina de regulação ambiental, chamada pelos cientistas de “oceano verde”, e os impactos de sua destruição.

“As florestas tropicais são muito mais que uma aglomeração de árvores, repositório passivo de biodiversidade ou simples estoque de carbono. Sua tecnologia viva e dinâmica de interação com o ambiente lhes confere poder sobre os elementos, uma capacidade inata e resiliente de condicionamento climático. Elas condicionam o clima que lhes favoreça, e com isso geram estabilidade e conforto, cujo abrigo dá suporte ao florescimento de sociedades humanas”, define Nobre.

Como o clima interage com a vegetação, a mudança de um gera efeito no outro. Dessa forma, o ataque implacável da motosserra na floresta é capaz de alterar sobremaneira o mecanismo das chuvas. Sem precipitação, a floresta pega fogo. O fogo consome tudo o que há pela frente, incluindo as árvores grandes, tão necessárias para a manutenção do equilíbrio hidrológico.

Segundo o pesquisador, reduzir a zero o desmatamento já não é suficiente para garantir segurança ao sistema. É preciso recuperar tudo aquilo que foi ceifado, o que não é pouco: no Brasil significa uma área de 763 mil Km2, o que equivale a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.
Conheça a seguir cinco descobertas importantes para a chamada “ecohidrologia” amazônica, conforme o relatório:


Amazônia

1. A floresta jorra volumes colossais de água para a atmosfera

O primeiro poder da floresta amazônica é sua capacidade de manter o ar sempre úmido e em movimento, levando chuvas para o interior do continente, em áreas até 3 mil quilômetros distantes dos oceanos. Isso só é possível graças à capacidade inata das árvores de transferir volumes colossais de água do solo para a atmosfera através da transpiração.
Segundo a pesquisa, uma árvore grande pode bombear do solo e transpirar mais de mil litros de água num único dia. Considerando a transpiração de todas árvores da bacia amazônica, são 20 bilhões de toneladas de água por dia, ou 20 trilhões de litros! Na ponta do lápis, as árvores jorram para atmosfera mais água do que o rio Amazonas despeja no oceano, cujo volume é estimado em 17 bilhões de toneladas ao dia.


Nuvens de chuva prenunciam tempestade

2. Ajuda a formar nuvens "carregadas"

O segundo poder da floresta amazônica na regulação das chuvas é a capacidade de formar nuvens “carregadas” mesmo tendo acima de si ar limpo como a atmosfera dos oceanos.

É que, segundo o estudo, as árvores emitem uma espécie de aroma que, numa atmosfera úmida e na presença da radiação solar, formam uma poeira finíssima com afinidade pela água. São os núcleos de condensação das nuvens. Essas sementes de “nucleação” carregadas de vapor provocam as chuvas fartas das nuvens baixas.


Desmatamento na Amazônia

3. Garante chuva (mesmo em tempo de seca)

A formidável resistência a condições externas desfavoráveis e a competência em manter o adequado funcionamento do ciclo hidrológico, à despeito de secas, são o terceiro segredo da floresta. Tal capacidade pode ser entendida pela nova teoria da “bomba biótica”. Funciona assim: a transpiração das árvores associada à formação das nuvens e chuvas leva a um rebaixamento da pressão atmosférica sobre a floresta, que suga o ar úmido sobre o oceano para dentro do continente, mantendo as chuvas em quaisquer circunstâncias.

Em tempos de seca, segundo o estudo, as árvores grandes e com raízes profundas têm acesso a grande quantidade de água subterrânea. Com essa vantagem, executam um programa para manter ou até mesmo aumentar a transpiração.

“Ao contrário, se a floresta for removida, o continente terá muito menos evaporação do que o oceano, com a consequente redução na condensação, o que determinará uma reversão nos fluxos de umidade, que irão da terra para o mar, criando um deserto onde antes havia floresta”, diz a pesquisa.

Rio Amazonas e o Oceano Atlântico vistos do espaço

4. Exporta rios aéreos para outras regiões

A floresta também é extremamente generosa. Ela não guarda toda a umidade para si mesma, exportando vapor de água para outros países e regiões do Brasil. É este quarto segredo que explica porque a porção meridional da América do Sul, a leste dos Andes, não é desértica, como áreas na mesma latitude, a oeste dos Andes e em outros continentes. Noutras palavras, a Amazônia é a verdadeira cabeceira dos mananciais aéreos da maior parte das chuvas na América do Sul.

Devido ao efeito da floresta na movimentação da umidade e também da imensa barreira de 6 km de altura da cordilheira dos Andes, os rios voadores amazônicos fazem curva no Acre e, durante o verão, passam por cima de nossas cabeças carregando umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa doação ajuda a garantir equilíbrio hídrico no quadrilátero mais afortunado do país, centro da produção agrícola e industrial, mesmo após a devastação de 90% da Mata Atlântica.

Imagem da NASA mostra o tufão Vongfong iluminado pela lua

5. É um "freio" para eventos extremos

Além de todos os outros serviços que a floresta presta ao clima, ela ainda oferece um seguro contra eventos climáticos extremos, atenuando a concentração de energia nos ventos. Este quinto segredo é a razão pela qual a região amazônica e oceanos próximos não fomentam a ocorrência de fenômenos atmosféricos como furacões e outros eventos climáticos extremos.

Segundo o estudo, a atenuação da violência atmosférica tem explicação no efeito dosador, distribuidor e dissipador da energia nos ventos, exercido pelo rugoso dossel florestal (resultado da sobreposição dos galhos e folhas das árvores) e pelo feito da “bomba biótica”.

“A vasta cobertura florestal impede concentração de energia dos ventos em vórtices destrutivos, enquanto o esgotamento de unidade atmosférica pela remoção lateral de cima do oceano priva as tempestades do seu alimento energético (vapor de água) nas regiões oceânicas adjacentes”, explica a pesquisa.

O artigo original do site da EXAME poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Salmos 77:12

Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.

Salmos 86:8

Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.

Salmos 90:16

Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória.

Salmos 92:5

Quão grandes, SENHOR, são as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!

Salmos 104:13

Do alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras.

Salmos 104:24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas.

Romanos 11:33

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

UMA GRAVE ADVERTÊNCIA AOS QUE DESTROEM A TERRA

Apocalipse 11:18

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

OUTROS ARTIGOS QUE FALAM DA CRIAÇÃO DE DEUS













































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domingo, 5 de abril de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 001


Edição moderna do Novo Testamento impressa em papel e encadernada

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

Introdução

Um dos maiores problemas que enfrentamos na exposição bíblica surge da percepção de quão pouco, realmente, a vasta maioria da s pessoas — sejam crentes ou não — entendem o Novo Testamento, no que diz respeito a como ele foi produzido e como chegou até nós. O intuito dessa série, quase enciclopédica é tentar dar um basta no besteirol existente ao redor desse assunto, trazendo para a luz os fatos realmente importantes de como os manuscritos do Novo Testamento foram produzidos, compilados e preservados até a invenção da imprensa, o que será objeto de outras partes dessa série.

Hoje queremos começar com as informações mais básicas, envolvendo os materiais que eram utilizados para se escrever nos dias em que o Novo Testamento começou a ser escrito.

I. Materiais de Escrita no Mundo Antigo Nos dias do Novo Testamento

Planta de Papiro




Pequeno Rolo de Pergaminho - feito de couro  - pronto para ser escrito

Todos os manuscritos bíblicos, com algumas pequenas exceções compostas por versículos escritos em amuletos ou potes de barro, foram grafados nos seguintes materiais: papiros, pergaminhos e papel. Cada uma desses materiais tinha suas próprias vantagens e desvantagens. Os pergaminhos — produzidos a partir de peles de animais — eram de longe os mais duradouros, mas eram também muito mais caros, e era uma dificuldade enorme conseguir uma série de páginas que tivessem as mesmas medidas e a mesma tonalidade.

Folha de papiro pronta para ser manuscrita

Já os papiros, por sua vez, eram bem mais baratos, mas se desgastavam com grande facilidade. Uma vez que os papiros eram extremamente sensíveis à umidade os mesmos eram facilmente destruídos em ambientes úmidos. Uma única exceção são os papiros que continuam sendo descobertos no Egito — lugar onde a umidade é muito baixa — mas mesmo esses estão sendo descobertos e recuperados muito danificados pelo tempo.

Papel feito de tecido que permitia receber tintas coloridas - c. 1200 d.C

Quanto ao papel, o mesmo não se tornou disponível até recentemente, e apesar do mesmo ser mais barato que o pergaminho quando as indústrias de fabricação de papel foram estabelecidas, o investimento era enorme o que fazia que existissem bem poucas fábricas de papel, que naqueles dias, diga-se de passagem produziam o chamado “papel” de retalhos de tecido. Sendo assim os primeiros papeis não eram baratos, quando comparados com o custo moderno quando o papel é feito de polpa de madeira.

A seguir discutiremos com maior profundidade a produção e o uso de papiros.

CONTINUA...

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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.