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domingo, 30 de agosto de 2015

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 006 – JESUS E A MULHER SAMARITANA — PARTE 3






Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:10—13
Introdução.

A. Para a mulher Samaritana, bem como para o povo samaritano em Geral, o maior dom de Deus para eles estava representado na Torá ou nos cinco livros — Pentateuco — que Deus havia concedido a Moisés. 
B. Até os dias de hoje, os samaritanos não aceitam, como parte das Escrituras inspiradas, nada que vá além de: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. 
C. Todas as grandes religiões do mundo — religiões e não a fé cristã — têm como seu objeto maior, o que eles consideram suas Escrituras Sagradas: 
1. Para o judaísmo é o TANAK escrito em hebraico e aramaico — composto dos livros de Moisés, dos profetas e dos outros escritos — 


TANAK. 

2. Para os samaritanos é o Pentateuco Samaritano escrito em hebraico — 


Pentateuco Samaritano.

3. Para o hinduísmo são os vedas escritos em Sânscrito — 

Os Vedas. 

4. Para os islamitas é o Alcorão, escrito em arábico — 


Alcorão. 
C. Para todas essas religiões e muitas outras, o maior dom que um deus pode conceder aos seus devotos é um livro.   
D. Mas a fé cristã, andando na contramão de tudo isso, toma como verdadeiras as palavras de 
Isaías 42:6 
Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios.

E. Como podemos notar nesse verso: o ato de chamar, de tomar pela mão, de tornar mediador tanto da aliança como a luz para os gentios, não se trata de um livro e sim de uma pessoa. O supremo dom do único Deus verdadeiro para seu povo não é o Novo Testamento, nem mesmo a Bíblia inteira, e sim, a pessoa do Seu amado Filho: o Senhor Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro motivo porque Jesus disse em — 
João 14:6 
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.    

F. Na mensagem anterior tivemos a oportunidade de falar acerca da primeira surpresa da mulher samaritana, que estava relacionada com o fato dela ter sido surpreendida pelo autoesvaziamento intencional de Cristo, que sendo um homem e, ainda por cima judeu, se esvaziou de toda a arrogância e orgulho dos homens judeus e não apena lhe dirigiu a palavra, como lhe pediu ajuda ao solicitar que a mesma lhe desse um pouco de água de beber. Algo realmente impensável diante de tudo que já falamos antes.

G. Hoje queremos falar da segunda grande surpresa para aquela mulher que foi descobrir que o dom de Deus não é um livro e sim uma pessoa — com a qual nós podemos nos relacionar, podemos amar e sermos amados de volta!   

A SURPRESA QUE O DOM DE DEUS É UMA PESSOA E NÃO UM LIVRO

I. A Revelação de Deus Para o Profeta Jeremias. 
A. Deus se revelou ao profeta Jeremias como a “água viva” que o povo havia substituído por cisternas rotas, que não podiam reter água: 
Jeremias 2:13 
Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas. 
B. Note como a queixa de Deus é pessoal: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas. Isso acontece porque a fé cristã é uma fé de relacionamentos e não uma fé de coisas que precisamos fazer.

C. Nesse contexto, dialogando com a mulher samaritana, Jesus retoma a linguagem de Jeremias e traz a mesma para dentro da conversa que está tendo com essa mulher estrangeira.

II. O Verdadeiro Dom de Deus.

A. Jesus é Deus e como tal, Ele é também, manancial de águas vivas — verso 10. 
B. A mulher se surpreende com a afirmação de Jesus por motivos óbvios — verso 11. 
1. Primeiro porque Jesus lhe tinha pedido, se ela poderia lhe dar um pouco da água do poço de Jacó 
2. Depois, era bastante óbvio para a mulher que Jesus não tinha o que era necessário para tirar a água do poço, e o mesmo era fundo. 
3. Por fim, a expressão τὸ ὕδωρ τὸ ζῶν tò údon tò zôn — “a água viva” é uma expressão que corresponde, tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento, a alguma fonte de água corrente ou “viva”. A surpresa da mulher não poderia ser maior! Do que esse homem está falando? 
4. A mulher prossegue agora com seu discurso nacionalista, ao contrário de Jesus que havia deixado de lado todo e qualquer nacionalismo judaico. A mulher apela inclusive para uma comparação grandiosa: você é maior do que o nosso pai Jacó? 
5. Em outras palavras a mulher quer deixar bem claro que aquele poço foi dado para os Samaritanos pelo próprio Jacó e não para os Judeus. Apesar de surpresa ela está definitivamente no ataque — verso 12. 
6. Mas Jesus não se deixa abater. Ela pode estar no ataque, mas é ele quem está no controle de toda a situação. Qualquer judeu teria respondido a mulher com as seguintes palavras: “Sua maldita e endemoninhada samaritana, que direito você tem de reivindicar Jacó como seu pai? Nós sabemos quem vocês são. Uma raça de gente misturada com povos trazidos de outros lugares quando o reino de Israel foi destruído no ano 722 a.C. Você não tem nenhum direito de reivindicar Jacó como seu pai”.

III. Jesus Faz Outra Afirmação Provocadora.

A. João 4:13 
Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede. 
B. É óbvio que Jesus está, agora, se referindo à água do poço de Jacó. 
C. A mulher ainda não havia conseguido conectar ou entender que a “água viva” não era uma fonte ou um rio e sim a própria pessoa que estava ali falando com ela. 
D. Mais e maiores surpresas aguardam essa mulher samaritana, quando dermos andamento nesse diálogo na próxima mensagem.
Conclusão:

A. Como cristãos devemos ser gratos a Deus por nos ter concedido o privilégio de termos sua Palavra Escrita a nosso dispor. Trata-se realmente de algo maravilhoso e grandioso. 


Bíblia

B. Mas como já dissemos aqui, e mais de uma vez, o melhor que Deus tinha para nos dar ele já nós deu na Pessoa de seu próprio Filho Unigênito, o Senhor Jesus Cristo. Portanto, trata-se de uma grande bobagem, a frase tantas vezes repetidas por tanto pregadores, inclusive alguns muito famosos que “o melhor ainda está por vir”. Isso não passa mesmo de uma grande bobagem e uma gigantesca mentira.

C. O melhor de Deus é Seu Filho Jesus e Ele já nos foi dado. Essa é a lógica por traz da afirmação de Paulo em

Romanos 8:32

Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

D. Portanto, deixemos as bobagens de lado e nos apeguemos com toda firmeza no melhor que Deus tem para nós: O SENHOR JESUS CRISTO.

  

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

domingo, 7 de junho de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — MATERIAIS DE ESCRITA - ESTUDO 003 - OS PAPIROS - FINAL



Papiro P86

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

CONTINUAÇÃO...

O que se fazia com as folhas de papiro depois que estavam prontas, dependia do propósito para o qual as mesmas tinham sido produzidas. Folhas soltas de papiro eram, geralmente, vendidas para serem usadas para registros diversos, memorandos, treinamento de escrita e etc. Alguns argumentam que papiros de qualidade muito baixa eram usados apenas como “papeis” de embrulho. Mas nosso interesse está centrado em seu uso para produzir livros. Quando se trabalhava com papiro, o rolo era, sem sombra de dúvida, a melhor forma de usar tal material. As folhas individuais eram unidas pelas suas bordas. Plínio afirma que as melhores folhas eram geralmente colocadas no início do rolo. Não sabemos se o motivo de tal procedimento era porque as mesmas eram mais resistentes ou porque deixavam o rolo mais bonito e mais valioso na hora de comercializá-lo. Ainda de acordo com Plínio, o rolo padrão era composto de 20 folhas o que somadas se estendiam por cerca de 5 metros. Mas existiam papiros mais longos com certeza. Um desses casos é o papiro Harris I que está no Museu Britânico catalogado sob o número EA9999.61. Esse rolo tem quase 40 metros de comprimento.

Papyrus; Hieratic text. Published by Peet, Great Tomb Robberies (1930).
Papiro Harris I

Os rolos também permitiam uma série de curvas contínuas o que evitava colocar estresse em qualquer ponto do papiro. Um codex — montagem em forma de livro — precisava ter dobras firmes e bem definidas com relação a um conjunto de folhas simples ou no máximo duas. A dobra definida tornava-se num ponto de extrema fragilidade como é fácil deduzir. Até mesmo o papiro P66 que está quase intacto, apresenta muitos pontos quebrados em sua espinha. Até onde esse autor sabe, somente o papiro P5 possui porções escritas tanto da parte da frente quanto de verso de suas folhas dobradas. Mas a impressão que temos é que essas folhas não estavam unidas ou que as mesmas pertenciam a algum conjunto central de páginas.

 Papiro P66

Papiro P5

Todos os rolos eram produzidos de acordo com certos padrões desenvolvidos ao longo do tempo. Por exemplo: todas as tiras horizontais de uma determinada folha eram colocadas no mesmo lado do rolo, pois somente um dos lados apenas deveria receber a escrita, e era mais fácil escrever numa única direção. Abaixo temos uma reprodução do Papiro Rhind no qual podemos perceber, com certa clareza, as linhas entre as tiras retiradas da casca da planta. O Papiro Rhind que foi adquirido em 1858 por A. Henry Rhind, e é um papiro fragmentado de um documento egípcio que apresenta esboços de operações matemáticas. O mesmo foi escrito por um escriba de nome Ahmose e data, provavelmente, do período em que o país estava dominado pelos Hicsos. Com isso a idade provável do mesmo é de 3.700 anos. Alguns acreditam que o mesmo é uma cópia de algum documento ainda mais antigo que pertencia, originalmente, à XII Dinastia — de 1991 a 1782 a. C. Isso faz desse papiro um dos documentos matemáticos mais antigos em existência.


O consenso entre aqueles que escrevem acerca de papiros é que — com exceção dos papiros opistografos, ou seja, papiros escritos na frente e no verso da folha — o normal era escrever nos rolos apenas no lado da folha onde as tiras estavam colocadas na horizontal. Isso é verdadeiro para os papiros gregos, mas nos papiros egípcios era comum escrever-se dos dois lados. Outros papiros têm sido encontrados onde o resumo do conteúdo está escrito do lado de fora do rolo, enquanto o conteúdo está escrito na parte de dentro dos mesmos.

A maioria dos rolos eram montados de tal maneira que, as linhas de escrita eram paralelas ao maior comprimento do papiro. Com isso queremos dizer que: se ==== representa uma linha de texto, então um rolo típico teria a aparência que mostramos abaixo:

+---------------------------------------------+
| ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  ===  === |
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+---------------------------------------------+      

O historiador romano Suetónio, no entanto, alega que na Roma pré-imperial os documentos oficiais eram escritos conforme o formato a seguir.

+----------+
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+----------+


Mas tal afirmação é difícil de ser confirmada porque não existem documentos disponíveis nesse formato. Pelo menos que sejam conhecidos.

Alguns são da opinião que no princípio da produção de papiros, os mesmos costumavam ter suas folhas costuradas umas nas outras. Mas isso causava mais prejuízos que benefícios. Os fabricantes de rolos e livros logo perceberam as vantagens de colar as folhas. Partindo de descrições antigas e de ilustrações disponíveis, parece que desde cedo se tornou prática comum enrolar os papiros em pedaços de madeiras. Figuras da Torá judaica sugerem que a mesma estava enrolada em dois pedaços de madeira. Infelizmente temos pouquíssimos exemplos dessas madeiras disponíveis para análise. Os títulos dos materiais contido no papiro eram, geralmente, escritos na própria madeira onde o rolo era colocado.

Papiro Oxy 208
Papiro altamente fragmentado

O maior problema com os papiros era sua fragilidade. A umidade era suficiente para destruí-los por completo. Esse é o motivo porque os papiros sobreviveram apenas no Egito ou em outras regiões desérticas, como o deserto próximo ao Mar Morto na Palestina. Mas se no tempo seco os mesmos estão protegidos da umidade, eles tendem a ficar quebradiços com o passar do tempo. Por isso, seria praticamente impossível fabricar um volume de papiro que se torna-se referência. Infelizmente o mesmo não duraria tanto tempo assim. Por outro lado, temos poucos, se de fato existirem, papiros que podem ser considerados palimpsestos — papiros ou qualquer outro material que foram apagados e depois reescritos por cima.

O papiro foi utilizado como material de escrita durante um período que se estendeu por 3.000 anos. Podemos afirma com toda certeza, que as primeiras produções cristãs escritas foram produzidas sobre esse tipo de material. Mas à medida que a igreja cresceu e passou a ter maior disponibilidade financeira a tendência foi passar a produzir os escritos cristãos em materiais mais duráveis como os pergaminhos, por exemplo. Nossas Bíblias grafadas em papiros e que continuam preservadas até hoje datam do século VIII d.C. Acredita-se que a produção de papiro para uso comercial teve seu fim por volta do século X d.C. Mesmo assim, a igreja romana continuou a usar papiros para seus registros e para as bulas papais até o século XI d.C. O último documento dessa natureza que tem sua data preservada foi produzido e assinado pelo papa Vitório II em 1057.[1]    

OUTROS ARTIGOS DE COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 001 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 004 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — OS PERGAMINHOS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Deuel, Leo. Testaments of Time: The Serach for Lost Manuscripsts and Records. Alfred A. Knopf, New York, 1965.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

POLÍTICA COM RELIGIÃO DÁ SEMPRE CONFUSÃO


Anthony Garotinho

A Folha de São Paulo publicou ontem a seguinte notícia:

Garotinho cadastra eleitores evangélicos e distribui kits

BERNARDO MELLO FRANCO DO RIO

"Ficamos combinados assim: eu oro por você e você ora por mim." Este é o lema da rede montada pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) para se fortalecer no eleitorado evangélico no Rio.

Líder nas pesquisas para a disputa do governo do Estado, ele começou a organizar um cadastro para distribuir brindes aos fiéis que ouvem seus programas de rádio.

Cada inscrito ganha um kit com livro, camiseta e carteirinha personalizada com a foto do ex-governador. O pacote, enviado de graça pelo correio, inclui uma carta de boas-vindas assinada pelo "Irmão Garotinho".

"A oração é a chave que move o coração de Deus. Creia nisso!", pede o deputado na mensagem aos fiéis.
O formulário deixa claro que só pode se inscrever quem tem domicílio no Rio, onde Garotinho disputará eleição daqui a nove meses.

Estado com o menor percentual de católicos do país (45,8%), o Rio vive uma batalha pela preferência dos evangélicos, que somam cerca de um terço do eleitorado.

Eles são a principal aposta do deputado para voltar ao poder. Há oito anos ele apoiou a eleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), mas os dois romperam pouco depois da posse.

A Folha fez um cadastro no site de Garotinho e recebeu o kit "Palavra de Paz", na última quinta-feira, dia 2. A carteirinha identifica o fiel com nome, cidade, bairro e igreja que frequenta.

Seu portador é nomeado "intercessor" das orações do pré-candidato ao governo.

Garotinho também investe no rádio para reforçar o laço com o eleitor e atacar seus adversários. Passa duas horas por dia no ar em emissoras AM. Seu programa de maior audiência mistura orações e sorteio de presentes como geladeira e máquina de lavar.

IRMÃO GAROTINHO

 Carteirinha de participante da "Rede de Intercessores", encabeçada por Anthony Garotinho

A programação é temperada com ataques a Cabral e seus aliados. Anteontem o principal alvo foi o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao Palácio Guanabara.

"O nome do homem é Pezão, mas estão dizendo que é Mãozão, porque o dinheiro sumiu", disse Garotinho.
Ele também chamou de "171" (artigo do Código Penal para estelionato) o ex-secretário estadual Sérgio Côrtes (Saúde), que deixou o governo Cabral nesta semana.

Mas a tarefa de lembrar que o âncora será candidato é deixada aos ouvintes. "Só tenho muito a agradecer ao senhor. Que Deus o ilumine, e que seja o nosso governador em breve", disse anteontem uma mulher identificada como Sandra de Carvalho. "Isso é se Deus quiser", respondeu o deputado.

No ano passado, o Ministério Público ofereceu cinco denúncias contra Garotinho por propaganda antecipada. Nenhuma delas tratou do kit ou dos programas de rádio.

Ele lidera a corrida ao governo com 21% das intenções de voto no Datafolha.


OUTRO LADO

Procurado, Garotinho negou que o cadastro de fiéis tenha finalidade eleitoral. Ele disse que a rede foi montada há um mês e conta até agora com 3.000 integrantes.

"Isso não tem nada a ver com campanha, e o livro que eu envio não tem nenhuma conotação política."
O deputado se disse surpreso com o fato de o cadastro só aceitar evangélicos com domicílio no Rio: "Não é minha orientação. Deve ter havido um problema quando fizeram o formulário". Ele também negou que faça campanha antecipada no rádio: "Não posso controlar os ouvintes".

"A lei diz que eu não posso pedir voto. Se a ouvinte diz que espera que eu seja governador, o que eu vou responder? Que eu não quero?"

Camiseta da Rede de Oração

O artigo original da folha poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos e que dê a todos o discernimento para entenderem que não vale à pena votar em certos candidatos que burlam a legislação eleitora, pois já estão começando muito mal.

Alexandros Meimaridis

Alexandros Meimaridis

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