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segunda-feira, 6 de junho de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A NONA questão que devemos analisar é:

9. Autoadulação

Não é algo incomum para um coração mau e descrente assumir uma exaltação por conta de algum triunfo que muito nos agradou, por alguma coisa que achamos que é verdadeiramente inteligente, criativa ou bem considerada e pela qual somos reconhecidos. Esses motivos são mais do que suficientes para nos mostrar que todo tipo de orgulho precisa ser erradicado dos nossos corações. Uma das afirmações mais claras das Escrituras Sagradas no que diz respeito à irracionalidade do orgulho, está em —

1 Coríntios 4:7

Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?

Essa passagem tem profundas implicações na vida de todas as pessoas, crentes ou não e por isso, devemos analisar a mesma com detalhes, como faremos a seguir —

A conjunção “Pois” com a qual o versículo inicia tem a função de unir as perguntas do verso 7 com o conteúdo de 1 Coríntios 4:6, uma vez que Paulo está pronto a demonstrar o modo como a soberba de alguns em Corinto estava fora de lugar. O orgulho que alguns manifestavam por causa de pessoas revela, de fato, uma perspectiva imprópria da realidade e uma absoluta falta de gratidão, para com aquele a quem a gratidão era devida, i. e., o próprio apóstolo Paulo.

O orgulho que podemos perceber aqui é, geralmente, o resultado de uma perspectiva equivocada, tanto de nós mesmos — seja por causa de alguma realização ou por causa do status — e também acerca da verdadeira condição do ser humano diante de Deus — como alguém que merece algo em vez de alguém desesperado e sem chance. A queda no pecado produziu em nós, seres humanos caídos, uma falsa perspectiva do nosso verdadeiro valor diante das pessoas e, até mesmo, do próprio Deus. Como somos patéticos. Além disso, essa falsa perspectiva também gera em nós uma apreciação, nivelando por baixo, todas as outras pessoas. Em vez de oferecerem ações de graças com verdadeira humildade pelos dons recebidos da parte de Deus — 1 Coríntios 1:4 — nossos irmãos em Corinto entenderam os dons da graça de Deus, como resultado de algum tipo de status que possuíam. Essa postura da parte de alguns causava uma profunda divisão entre os irmãos. Isto posto, podemos entender melhor a verdadeira intenção de Paulo ao fazer as três perguntas encontradas em nosso texto central.

Pois quem é que te faz sobressair? — A intenção precisa do apóstolo Paulo na primeira pergunta não é totalmente transparente. A dificuldade surge por causa do significado do verbo διακρίνειdiakrínei — cujo significado é: separar, fazer distinção, discriminar, preferir. O uso desse verbo é, provavelmente, um jogo de palavras praticado por Paulo tendo como referência dois outros verbos a saber: ἀνακρίνωanakrino — cujo significado é examinar e κρίνω kríno — cujo significado é julgar, conforme os mesmos são mencionados em 1 Coríntios 4:3—5. É necessário que saibamos essas coisas, porque um dos pecados mais perceptíveis na igreja em Corinto era o orgulho praticado, de formas diversas, na discriminação de pessoas. Daí a pergunta de Paulo: — Quem é que fez você superior aos outros? — Na NTLH. A implicação clara é que não existe base verdadeira para uma pessoa exaltar a si mesma sobre outras pessoas, uma vez que qualquer diferença é atribuída ao próprio Deus.

No caso específico que encontramos em Corinto, com tantas disputas, partidarismos e divisões internas a pergunta de Paulo tem apenas um significado possível: Quem nesse mundo vê alguma coisa especial em você — conforme a tradução do professor James Moffatt. Sobre que bases você manifesta esse tipo de orgulho? Pelo contexto, podemos perceber que a atitude de alguns coríntios com relação ao apóstolo Paulo estava baseada em uma pretensa sabedoria, algo que eles entendiam como capacitando-os para julgar o apóstolo dos gentios. Tal pretensão era apenas autocongratulatória. Em português bem simples, é como se Paulo estivesse perguntado a essa pessoas o seguinte: Quem vocês pensam que são afinal? Que tipo de autoilusão é essa que permite que vocês julguem o servo alheio?

Se a primeira pergunta de Paulo caracteriza a vaidade pretensiosa e arrogante dos coríntios, a segunda revela a falta de gratidão da parte dessas mesmas pessoas e é devastadora para todos eles:

E que tens tu que não tenhas recebido? — A pergunta de Paulo é, na realidade, um convite para que esses coríntios experimentassem um raro momento de completa honestidade, que é algo que acontece quando qualquer um de nós encontra-se na presença do Deus ETERNO e podemos reconhecer que tudo — absolutamente tudo — que temos e somos é um dom ou presente, que recebemos de Deus. A pergunta de Paulo está alinhada com outra série de perguntas, igualmente devastadoras, que encontramos em Isaías 40:13—14 onde Deus questiona os sabichões humanos —

Isaías 40:13—14

13 Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?

14 Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?    

Tudo o que temos e tudo o que somos é fruto da graça de Deus em nossas vidas. Nada está baseado em algum tipo de mérito ou conquista pessoal. Todos os que entendem e experimentam a graça de Deus dessa forma, vivem numa permanente posição de gratidão a Deus. Por outro lado, todos os que adotam a mesma atitude arrogante daqueles coríntios, costumam pensar que são capacitados por Deus, duma forma tão especial com o Espírito Santo e com sabedoria, que lhes permite julgar outros irmãos e irmãs, algo que reflete uma compreensão completamente errada da graça de Deus. Essas pessoas também não conseguem enxergar a humildade do próprio Deus manifestada na crucificação do Senhor Jesus Cristo. No caso específico dos coríntios, caso eles ainda não sejam capazes de enxergar seu próprio orgulho e arrogância, Paulo faz uma terceira pergunta:

E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? — Paulo procura enfatizar o fato que aquelas pessoas em Corinto e, por extensão, todos nós também, estavam numa posição onde tudo o que eram e tudo o que tinham havia sido entregue para eles pelo próprio Deus, graciosamente. Sendo assim, a atitude orgulhosa da parte deles transformava-se numa evidência clara que eles não tinham compreendido o evangelho da graça. Em vez de reconhecerem todas as coisas como presentes de Deus e terem uma postura de gratidão, eles haviam se tornado em verdadeiros donos dos dons — enxergavam os mesmos como se lhes pertencessem por direito — e desprezavam a Paulo, que lhes parecia ter tão pouco, quando comparado a eles. A verdadeira graça nos conduz para a gratidão, mas a falsa sabedoria e a autossuficiência nos conduzem para o orgulho e desenvolvem em nós uma atitude de juízes com relação aos irmãos e irmãs.

A graça nos ajuda a enxergar nossa verdadeira condição em pé de igualdade uns com os outros. A verdadeira graça produz a humildade em nós. Por outro lado, a autoadulação tem o efeito de nos conduzir para a autoexaltação. E esse é o motivo porque Paulo lança mão de um tom irônico em suas perguntas, para ajudar aquelas pessoas a enxergar o profundo nível de sua tolice ao se compararem com outros e pensarem que estavam saindo por cima.     

Outra referência que trata de forma direta desse pecado da autoadulação é a seguinte: Deuteronômio 8:11—18. Nesse texto nos podemos notar as seguintes verdades, à medida que lemos o mesmo —

Verso 11 — Israel esta irremediavelmente obrigado a obedecer ao Deus ETERNO — SENHOR — diante da luz da sua enorme e graciosa bondade para com aquele povo. Diante dessa obrigação o texto menciona os seguintes itens aos quais Israel devia obediência —

מִצְוֹתָיוmitzevotaym — mandamentos e, nesse caso, uma referência especial aos mandamentos de Deus.

מִשְׁפָּטָיוmisheppataym — julgamento, justiça, ordenação.

חֻקֹּתָיו chuqqotaym  — estatutos, ordenanças, limites, leis, algo prescrito.

Versos 12—17 — Esses versos, juntos com o verso 11, constituem uma única e a mais longa frase encontrada na Bíblia Hebraica. Os tradutores da nossa versão Revista e Atualizada no Brasil mantiveram a frase corrida, começando no verso 11 até o 16, quebrando, todavia, a sequência no verso 17 para facilitar tanto a leitura quanto a compreensão de todo o texto.

Versos 12—13 — Esses versos nos lembram de algo tão comum entre pessoas da espécie humana: sempre que os seres humanos têm abundância de comida e a posse de muitos bens, eles também revelam uma tendência de esquecer o abismo de onde foram tirados e do caminho pelo qual seguiram, até alcançar a prosperidade. Para Israel não haveria nenhuma prosperidade se o SENHOR não os tivesse tirado da escravidão no Egito e não tivesse cuidado deles nas peregrinações pelos desertos da península do Sinai — Versos 14—16. Sempre existe o perigo que os corações humanos se elevem pelo orgulho — Verso 14 — e, esquecidos das realidades da vida digam: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezasVerso 17. Ver também as seguintes passagens: Salmos 127; Provérbios 30:7—9 e Oséias 13:6. Esse tipo de afirmação, contida no Verso 17 não passa, em última instância, de uma elevação arrogante do EU humano, desejando ser como Deus. Quanta torpeza.

Verso 18 — Israel é por fim lembrado que o SENHOR e, apenas Ele, é capaz de suprir a força necessária para adquirir toda e qualquer riqueza. O povo de Israel não devia esquecer jamais que a prosperidade era o cumprimento da Aliança que Deus havia feito com eles no monte Sinai e das promessas feitas aos patriarcas. Essa lição aos Israelitas tem, também, amplas implicações para toda a humanidade. Riqueza e propriedade jamais poder ser consideradas como direitos naturais. Elas são sempre dádivas de Deus. Uma vez que a vasta maioria dos habitantes da Terra não possuem riquezas, aqueles que as possuem precisam cuidar para que o orgulho que sentem por suas próprias riquezas não os domine, causando desse modo sua ruína na eternidade.

Diante do que acabamos de ver, somente Deus, que é a causa de Sua própria existência, tem o direito de receber toda a glória e tudo mais conforme —

Apocalipse 7:12

Dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

Outro texto que queremos destacar é o seguinte —

1 Coríntios 1:27—31

25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;

27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;

28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;

29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.

30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,

31 para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor — Jeremias 9:24.

Na continuação desse estudo iremos ver como a graça de Deus pode nos ajudar a vencer o terrível pecado da autoadulação, vanglória, orgulho, vaidade, exaltação, pretensão e etc.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 25 de março de 2016

JOÃO 17 - ESTUDO 010 - O SENHOR JESUS E A PALAVRA DE DEUS — PARTE 001


Essa é série de estudos baseada em João capítulo 17 que é conhecido como: “A ORAÇÃO SACERDOTAL DE CRISTO” a favor de todos os seus discípulos de todas as épocas. É um estudo bastante aprofundado de João 17 e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.  

Introdução

A. Uma das facetas mais instrutivas dessa oração do nosso Senhor é o estudo de como Ele se relacionava com a Palavra de Deus.

B. Nós precisamos nos lembrar que toda a revelação tem em Jesus sua fonte. É por este motivo que Ele é chamado de “O verbo — palavra — de Deus”.

C. Quando o Senhor Jesus nasceu nesse mundo, como parte da sua humilhação, Ele optou por limitar a Si mesmo aos recursos disponíveis aos humanos. Dessa maneira, a palavra de Deus, da qual Ele era a mensagem central, tornou-se a fonte principal de informação para Jesus nos seus dias sobre a terra.

D. À medida que estudamos essa oração e as implicações que encontramos aqui, nós somos lembrados de que maneiras nosso Senhor reagiu e como Ele utilizou a Palavra de Deus, o que serve de exemplo e modelo para nós.

I. A Necessidade humana de uma revelação divina.

A. A revelação estava presente na criação original.

Gênesis 3:8

Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

O Senhor Deus deu muitas instruções a Adão e Eva. Esse versículo aparece em um contexto que indica que Deus andava de contínuo no jardim do Éden. Uma das maneiras que o primeiro casal recebia revelações adicionais era através desse andar e falar com Deus.

B. A queda do homem transformou este conhecimento em ignorância

Romanos 1:21 – 32

Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Esses versículos nos apresentam a verdade nua e crua. Nós perdemos o conhecimento de Deus e nos deleitamos no pecado. Mesmo com relação às verdades que conhecemos, nós preferimos desprezar as mesmas e agir como verdadeiros tolos.

C. A queda em poucas palavras.

Efésios 4:17—19

Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

D. Ignorância e erro são altamente destrutivos

João 4:10

Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

Falando com a mulher no poço em Samaria, o Senhor Jesus lembrou-a de que lhe faltava a compreensão de suas necessidades reais — a água viva — e da provisão que Deus tinha feita para ela — o dom de Deus. Essa história ilustra bem a condição da raça humana. Aqui nós podemos ver a devastação causada pela ausência da verdade. É aterrorizante ver como as pessoas, em geral, preferem praticar a falsidade do que a verdade. Por que Adolf Hitler acreditava em uma mentira — a superioridade da raça ariana — ele envolveu o mundo em um conflito onde mais de 50 milhões de pessoas foram mortas e não apenas 1,1 milhões de Judeus, sendo 24 milhões de russos e 7.5 milhões de alemães! Mesmo nos dias de hoje, por acreditar na mentira que o Iraque possuía armas de destruição de massa, algo que não foi provado, o pequeno homem Bush fez uma guerra injusta contra o povo do Iraque matando milhares de mulheres e crianças. O resultado da invasão e destruição do Iraque pode ser facilmente percebido quando pensamos no surgimento do chamado Califado do Estado Islâmico.
A falha dos pais em viver a verdade causa prejuízos inestimáveis na vida dos filhos. Essa falta de vontade, que cada um de nós possui, no que diz respeito a admitir nossa própria ignorância, precisa ser admitida e rejeitada.

João 8:32

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará

II. A Provisão Divina para Revelação.

A. A Base Para a Revelação na Criação.


Gênesis 2:16

E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem...

A raça humana foi criada com a habilidade de ouvir a voz de Deus, de compreender a mesma, de adorar, de aprender e de falar com Deus.

B. A Própria Criação é uma Forma de Revelação.

Romanos 1:20

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

C. O Ponto Culminante da Revelação pode ser Encontrado na Pessoa e Obra de Jesus como estão Descritas na Bíblia.

Hebreus 1:1—2

Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

Jesus Cristo é a revelação de Deus para nós. Ele é o cumprimento de todas as profecias do Antigo Testamento. Sua vinda a este mundo foi descrita como a vinda da Luz —

João 3:19—21

19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras.

21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

João14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Foi Ele quem inspirou e explicou as Escrituras. Nós não precisamos adivinhar o que é verdadeiro, pois Deus revelou a Si mesmo.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS EM JOÃO 17

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 002
JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 003 – FINAL

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 002


JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 003

JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 004

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O SENHOR JESUS E O MUNDO — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O CRENTE E O MUNDO — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 002 — SOMOS EMBAIXADORES JUNTO COM CRISTO

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 001 —

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 14 de fevereiro de 2016

FALSOS MESTRES E COMO ELES AJUDAM A SATANÁS NA DESTRUIÇÃO DAS ALMAS


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O artigo abaixo foi publicado pelo site o Estandarte de Cristo e é da autoria de Tomas Brooks — ver nota bibliográfica no final do artigo.

7 Características de Falsos Profetas

por Thomas Brooks

Satanás trabalha possível e principalmente, por meio de falsos mestres, os quais são mensageiros e embaixadores, para enganar, iludir e sempre destruir as preciosas almas dos homens (Atos 20:28-30; 2 Coríntios 11:13-15; Efésios 4:14; 2 Timóteo 3:4-6; Tito 1:11-12; 2 Pedro 2:18-19).

Jeremias 23:13

Nos profetas de Samaria bem vi loucura; profetizavam da parte de Baal, e faziam errar o meu povo Israel.

Miquéias 3:5

Assim diz o Senhor acerca dos profetas que fazem errar o meu povo.

Eles os seduzem, e os desviam do caminho direito para atalhos e para os matagais de erro, blasfêmia e iniquidade, onde eles estão perdidos para sempre.

Mateus 7:15

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Estes lambem e sugam o sangue das almas:

Filipenses 3:2

Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão.

Estes beijam e matam; estes clamam: paz, paz, até que as almas sejam lançadas no fogo eterno, e etc. (Provérbios 7).

Agora, a melhor forma de livrar pobres almas de serem iludidas e destruídas por estes mensageiros de Satanás, é expô-los em suas nuances, de modo que, sendo conhecidos, as pobres almas possam evitá-los, e fugir deles como do próprio inferno.

Agora você pode conhecê-los pelas seguintes características:

A PRIMEIRA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres são bajuladores de homens (Gálatas 1:10; 1 Tessalonicenses 2:1—4). Eles pregam mais para agradar ao ouvido do que para beneficiar o coração:

Isaías 30:10

Dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos.

Jeremias 5:30-31

Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?.

Eles manejam as coisas sagradas mais com sagacidade e galanteio (divertidamente, note-se) do que com temor e reverência. Falsos mestres são matadores de almas. Eles são como cirurgiões malignos, que esfacelam a ferida, mas nunca a curam. A adulação destruiu Acabe e Herodes, Nero e Alexandre. Os falsos mestres são os maiores abastecedores do inferno. Non acerba, sed blanda (Não amarga, mas doce). Não palavras amargas, mas lisonjeiras são as que fazem todo o mal, disse Valeriano, o imperador romano. Tais mestres bajuladores são doces envenenadores de almas —

Jeremias 23:16—17

16 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do SENHOR.

17 Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós.

A SEGUNDA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres são notáveis em elencar sujeira, desprezo e opróbrio sobre as pessoas, nomes e méritos dos mais fiéis embaixadores de Cristo. Assim, Coré, Datã e Abirão acusaram Moisés e Arão, de se elevarem sobre eles, tendo em vista que toda a congregação era santa —

Números 16:3

Vocês tomaram sobre si muito status, muito poder, muita honra, muita santidade; pois o que vocês são mais do que os outros, para que vocês se exaltam tanto?

E desta forma, os falsos profetas de Acabe contenderam com o bom Micaías, pagando-o com golpes por falta de melhores motivos (1 Reis 22:10—26).

Sim, Paulo, o grande apóstolo dos gentios, teve o seu ministério atingido e sua reputação atacada por falsos mestres:

2 Coríntios 10:10

Porque as suas cartas”, eles dizem, “são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra desprezível.

Eles mais o desprezaram do que o admiraram; eles o viam como um ignorante, mais do que como um doutor.

E a mesma dura avaliação teve o nosso Senhor Jesus, da parte dos escribas e fariseus, os quais se esforçaram como pela vida para construir seu próprio crédito sobre as ruínas de Sua reputação. E o Diabo nunca dirigiu um tão grande empreendimento nesse sentido quanto nestes dias (Mateus 27:63). Oh, a sujeira, escória e desprezo que são lançados sobre aqueles de quem o mundo não é digno. Eu suponho que os falsos mestres não se importam com este dito de Agostinho: Quisquis volens detrahit famae, nolens addit mercedi meae (Aquele que voluntariamente menospreza o meu bom nome, involuntariamente acrescenta à minha recompensa).

A TERCEIRA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres são ventres de invenções e visões de suas próprias mentes e corações.

Jeremias 14:14

E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam.

Jeremias 23:16

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor.

Não há multidões nesta nação cujas visões são apenas ilusões douradas, vaidades mentirosas, fantasias de mentes doentias? Estes são os grandes ajudadores de Satanás, e a justiça Divina os lançará no inferno tal como fará aos grandes malfeitores, se o Médico de almas não impedir isto.

A QUARTA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres facilmente passam por cima das coisas grandes e importantes, tanto da Lei quanto do Evangelho, e insistem nas coisas que são de menor urgência e relevância para as almas dos homens.

1 Timóteo 1:5—7

Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.

Mateus 23:2—3

Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem.

Os falsos mestres são bons nos menores dos aspectos da lei, e tanto quanto negligentes nos maiores.

1 Timóteo 6:3—5

Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.

Se tais mestres não são sementes de hipocrisia, eu nada sei (Romanos 2:22). A terra geme por sustentá-los, e o inferno é o seu lugar (Mateus 24:32).

A QUINTA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres encobrem e colorem seus princípios perigosos e almas impostoras com discursos mui justos e pretensões plausíveis, com conceitos elevados e expressões douradas. Muitos nestes dias são enfeitiçados e enganados, isto é, iluminação, revelação, deificação, triplicidade flamejante, etc. Como prostitutas, pintam seus rostos, cobrem e perfumam suas camas, para melhor seduzir e enganar as almas simples (Gálatas 6:12; 2 Coríntios 11:13-15; Romanos 16:17-18; Mateus 16:6, 11, 12; 7:15), assim, os falsos mestres colocarão uma grande quantidade de pintura e enfeites sobre os seus mais perigosos princípios e blasfêmias, para que possam melhor enganar e iludir as pobres almas ignorantes. Eles sabem que o veneno adocicado desce suavemente; eles embrulham suas perniciosas pílulas de matar almas em ouro.

A SEXTA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres esforçam-se mais para ganhar os homens para as suas opiniões, do que para melhora-los em suas conversações.

Mateus 23:15

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.

Eles se ocupam mais sobre a mentalidade dos homens. Seu labor não é para melhorar os corações dos homens, e endireitar as suas vidas; e nisto eles são muito mais parecidos com o seu pai, o Diabo, que não poupará esforços para ganhar os prosélitos.

A SÉTIMA CARACTERÍSTICA

Os falsos mestres fazem negócio dos seus seguidores.

2 Pedro 2:1—3

E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Eles buscam os seus bens mais do que o seu bem; e preocupam-se mais com o serviço de si mesmos, do que com a salvação de suas almas. Então, se eles podem ter os seus bens materiais, eles não se importam, que Satanás tenha as suas almas (Apocalipse 18:11—13). Se eles puderem no máximo tomar a sua bolsa, eles seguirão adiante tais princípios como se fossem mui indulgentes com a carne. Os falsos mestres são os grandes adoradores do bezerro de ouro

Jeremias 6:13

Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade.

Agora, por meio destas características, vocês podem conhecê-los, e assim evitá-los, e manter as suas almas fora das suas perigosas armadilhas; e que possam minhas orações encontrar-se com as suas diante do trono de graça.



Thomas Brooks (1608—1680), foi um pregador e autor Puritano inglês não conformista. Brooks pregava em Londres, onde ele aparentemente sofreu pouca perseguição. Ao contrário de muitos ministros, ele permaneceu em Londres durante a Grande Peste de 1665, assistindo fielmente o seu rebanho. Em 1672, ele foi licenciado para pregar de acordo com os termos da Declaração de Indulgência, mas a licença foi revogada em 1676. Brooks morreu em 1680 e foi sepultado em Bunhill Fields, famoso cemitério não conformista de Londres. Sobre ele diz-se que tinha “uma natureza doce, grande gravidade, grande caridade, maravilhosa paciência e forte fé”.

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


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