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terça-feira, 1 de março de 2016

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 009



Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato, queremos incentivar que todos possam ler esses artigos e compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

ESTUDO 009 — ESCRIBAS E COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE PRODUZIRAM — PARTE 001

Quando os escribas da Antiguidade escreviam em papiros, eles costumavam usar as fibras horizontais que se encontravam no lado chamado recto — o primeiro lado onde se escrevia na folha de papiro — como linhas de guia para ajudá-los no processo de escrever. Antes de começarem a escrever em papiros, todavia, eles tinham por hábito usar algum instrumento pontiagudo o qual passavam pela superfície do material de escrita para definir melhor as linhas horizontais. Além disso, eles também criavam duas ou mais linha verticais com o objetivo de marcar as margens e separar as colunas. Em muitos manuscritos feitos em papiro é possível vermos essas linhas até os dias de hoje. Também é possível notarmos as marca dos alfinetes colocados nas extremidades onde as linhas seriam traçadas, quando o material de escrita era o couro de animais, chamado de vellum ou pergaminho. Por mais incrível que pareça, existe uma ciência dedicada exclusivamente a estudar as formas das alfinetadas nos materiais de escrita.

Diferentes escolas de escribas empregavam os mais diversos métodos para traçar suas linhas a ponto de, ocasionalmente, permitir aos estudiosos modernos determinar a origem dum manuscrito recém-descoberto com base no tipo de linhas traçadas, quando as mesmas são comparadas com outros manuscritos cujo lugar de origem está, comprovadamente, estabelecido. Mas essa tarefa não é tão simples como parece, porque já foram identificadas várias centenas diferentes de se traçar as linhas.[1]

Outro aspecto relevante aqui é que, como o lado onde ficavam os pelos no couro animal era sempre mais escuro que o lado onde ficava a carne descobriu-se que os leitores dos manuscritos compostos sobre couro de animais, gostavam mais da página escrita sobre o lado da carne, do que o lado escrito sobre o lado do pelos. Desse modo, os escribas encarregados de montar os cadernos com as folhas antes de serem costuradas, cuidavam para que duas folhas escritas sobre o lado dos pelos fossem espelhadas o mesmo acontecendo com o lado das folhas escritas sobre o lado da carne. Somente depois que esse processo era cuidadosamente finalizado é que o caderno estava, então, pronto para ser costurado. Essa característica dos pergaminhos que conhecemos como códices — ou formato de livro — foi descoberta por Caspar R. Gregory perto do final do século XIX.

Pelo que sabemos hoje, na Antiguidade existiam dois estilos de grego manuscrito usado de forma geral. Primeiro temos a chamada forma cursiva ou escrita corrida que podia ser rapidamente produzida. Tal forma de escrita era utilizada em documentos não literários usados no dia a dia, tais como: cartas, registro contábeis, recibos, petições, escrituras e outros documentos assemelhados a esses. Nessa forma de escrita era comum o uso de contrações e abreviações em caso de palavras repetidas com frequência, como os artigos definidos e certas preposições.

Por outro lado, obras literárias eram grafadas numa escrita mais formal, que foi chamada de uncial. Essa escrita, que corresponde ao que chamamos de letras maiúsculas em nossos dias era padronizada e, cada letra costumava ocupar 1/12 da linha numa determinada coluna. De acordo com os estudiosos que tiveram a oportunidade de ver e trabalhar com esses manuscritos os mais belos dentre eles são os manuscritos produzido em unciais entre o III e VI século. Com o passar do tempo, entretanto, o belo estilo adotado nesses livros feitos de pergaminho ou pele de animais, foi deteriorando até tornar-se algo grosseiro e desajeitado. Desse modo, no início do século IX foi iniciada uma reforma na forma da escrita. A forma cursiva foi adotada e a mesma é conhecida pelo termo minúsculas.  Essa forma passou a ser a única utilizada na produção dos livros a partir do século IX. Essa reforma tem sido, geralmente, atribuída a um grupo de monges eruditos que trabalhavam num mosteiro em Constantinopla. Todavia, em tempos mais recentes, tal reforma tem sido atribuída ao trabalho de estudiosos humanistas que se encontravam em Constantinopla, com a intenção de reviver a cultura clássica durante a época conhecida como a segunda onda iconoclasta. Essa maneira reformada de escrever o cursivo foi imediatamente adotada através de todo o mundo grego. A única exceção foram alguns livros litúrgicos que continuaram a ser produzidos em unciais durante cerca de dois séculos. Desse modo, todos os manuscritos do Novo Testamento se encontram nessas duas, bem definidas, categorias:

1. Os manuscritos mais antigos foram produzido em caracteres chamados de unciais.

Cópia do Códice Sinaiticus do IV século grafado com UNCIAIS. Bíblia inteira

2. Os manuscritos menos antigos — mais recentes — foram produzidos em caracteres chamados de minúsculos.


Cópia de manuscrito composto em letras minúsculas e cursivas contendo os quatro evangelhos


A vantagem de produzir manuscritos usando o formato cursivo deve ser óbvia para todos. As letras minúsculas, como o próprio nome sugere, eram menores que os caracteres unciais, o que permitia uma escrita mais compacta, economizando o precioso material de escrita. Desse modo, os livros produzidos eram menores, mais leves, mais fáceis de serem manuseados e mais baratos, tanto no que diz respeito ao custo de produção como também, quanto a valor final em que eram comercializados. Outra vantagem é que a escrita cursiva permitia uma produção mais veloz dos livros quando comparada com a demorada produção de unciais, que tinham que ser produzidos letra por letra. Também não deve ser difícil entendermos que a mudança na forma de escrever, de unciais para a forma cursiva, teve um profundo impacto na tradição textual da Bíblia em grego.

A partir do século IX a posse de cópias das Escrituras — em seu todo ou em partes — ficou acessível, até mesmo para pessoas de poucas posses. Durante os séculos em que os livros eram produzidos exclusivamente em unciais, as pessoas de posses limitadas tinham que contentar-se com o acesso a livros de terceiros ou de bibliotecas, desde que existisse uma próxima. Dessa maneira, a produção massiva de livros grafados com caracteres cursivos teve um papel da maior importância na difusão da literatura clássica em geral, e da literatura Bíblica em particular. A quantidade de manuscritos produzidos em caracteres minúsculos ultrapassou o número total de manuscritos grafados em unciais, numa razão superior a 10 contra 1. Isso, junto com a destruição dos manuscritos mais antigos pelo simples passar dos anos, serve para explicar a grande disparidade que existe entre a quantidade de manuscritos unciais e cursivos. Algumas pessoas em nossos dias gostam de argumentar que Deus preservou sua palavra na quantidade maior de manuscritos, contra os que defendem — como esse escriba aqui — que os manuscritos mais antigos — antiguidade — refletem melhor os autógrafos originais devido à proximidade com os mesmos.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS DE COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 001 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 004 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — OS PERGAMINHOS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Lake, Kinsopp. Dated Greek minuscule manuscripts to the year 1200, in Monumenta palaeographica vetera. American Academy of Arts and Sciences, Cambridge, 1934 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A BÍBLIA SAGRADA É A PLAVRA DO DEUS VIVO E VERDADEIRO




TODA PESSOA deve amar a Bíblia. Toda gente deve lê-la assiduamente. Todos devem esforçar-se por viver seus ensinos. A Bíblia precisa ocupar o centro da vida e da atuação de cada igreja, e de cada púlpito.

O ÚNICO MISTER DO PÚLPITO É O ENSINO SIMPLES E EXPOSITIVO DA PALAVRA DE DEUS[1]

Recentemente comecei a ler o livro de Daniel P. Fuller intitulado, a Unidade da Bíblia. É muito difícil eu falar de algum livro de modo tão direto assim, porque não queremos dar a impressão nem que estamos promovendo tal livro, nem que estamos sugerindo que nossos leitores comprem o mesmo.

Mas Fuller trata, a seu próprio modo, de muitas das acusações que são costumeiramente lançadas em nossa direção, atacando a Bíblia e a Fé Cristã. A maioria das acusações modernas — do século XVIII em diante — dizem respeito aos seguintes pontos:

1. A Bíblia foi escrita por homens. OK! Talvez alguns dos nossos críticos gostariam que a mesma tivesse sido escrita por lesmas ou lagartas! Talvez, desse modo, seria mais fácil aceitar que a mesma é a verdadeira Palavra de Deus. Vamos falar sério, vai. É claro que foi por homens. Os seres humanos são os únicos criados à imagem e semelhança de Deus e os únicos seres com capacidade de se expressar de forma escrita. Portanto, Deus usou sim seres humanos.


Atanásio de Alexandria - concepção artística

2. A Igreja manipulou os textos originais — normalmente se referem à Igreja Católica Romana — apesar do Cânon do Antigo Testamento ter sido finalizado pelos estudiosos Judeus na cidade de Jâmnia por volta do ano 90 d. C. e o Cânon do Novo Testamento ter sido finalizado em uma compilação feita por Atanásio de Alexandria, que viveu entre os anos 296—373 d.C, em sua tradicional carta pascal do 367. Portanto peço desculpas aos que acham que foi a Igreja Católica quem decidiu que livros deveriam fazer ou não parte do Cânon do Novo Testamento. É óbvio que a lista de Atanásio, que difere da forma tradicional como temos os livros organizados em nossas Bíblias modernas, não foi uma decisão particular de sua parte e sim um reflexo do que já era considerado consenso pela verdadeira igreja espalhada por toda a Bacia do Mediterrâneo. É importante destacarmos que Atanásio lista exatamente os mesmos 27 livros que temos em nossos Novos Testamentos. Outro fator importante aqui, é que a tal da “Igreja Romana”, que ainda não existia, não tinha como manipular os textos, já que por esses dias — século IV — já existiam muitas cópias dos livros do Novo Testamento, inclusive em outros idiomas, além do grego”. Ver o item 5 adiante.

3. É muito importante que os leitores em geral, mas os cristãos em particular, tenham conhecimento dos seguintes fatos históricos, antes dos primeiro espalharem mentiras acerca de coisas que não entendem e os segundos sintam-se acuados, porque pensam que as acusações mentirosas possuem algum valor.

4. O material escrito e que poderia, eventualmente, fazer parte do cânon tem sido catalogado da seguinte forma por vários séculos agora:

a. Livros autênticos que se autovalidaram pelo conteúdo ou por conhecer-se seu verdadeiro autor.

b. . Livros Apócrifos ou escondidos que foram e continuam sendo descobertos aqui e ali, e que, normalmente, trata-se de literatura romanceada e muito distante dos fatos que pretendem narrar.


Cópia fragmentada do pseudoepigráfico Evangelho de Tomé

c. Livros pseudoepigráficos que são uma volumosa coleção de materiais produzidos em diversos idiomas, mas cujo o verdadeiro autor não é quem o livro apresenta como autor. Normalmente esses livros poderiam ser classificados numa espécie de “Biblioteca de Literatura Fantástica”, que é, por sinal, de onde Hollywood retira a vasta maioria dos roteiros de seus filmes que falam de demônios, anjos, anjos caídos e coisas do gênero. Quando a igreja resolveu dispensar esses livros o fez porque os mesmos não tinham nada que pudesse justificar sua inclusão no Cânon das Sagradas Escrituras. 

Talvez o exemplo mais marcante que podemos oferecer e um dos meus favoritos é uma passagem do chamado “Evangelho de Tomé”, um livro sem a mínima condição, mas que muitos “estudiosos” fazer questão de afirmar que o tal evangelho deveria, com certeza, pertencer ao corpo de Evangelhos do Novo Testamento. De que jeito se o pseudo autor escreveu pérolas como essas: por favor note que: Simão = Simão Pedro, Jesus = o Próprio e Maria = Maria Madalena. Segue o texto de falso Tomé:

114 Simão Pedro disse a eles: "Maria deveria deixar-nos, pois as mulheres não são dignas da vida". Jesus disse: "Eu a guiarei para fazer dela homem, de modo que também ela possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vocês homens. Pois toda mulher que se torna homem entrará no reino do céu".

Ora isso não passa da mais grossa misoginia. Como poderiam nossos irmãos permitir que tal idiotice fosse colocada ao lado da sobriedade de Marcos ou da sublimidade de João? Vamos falar sério.

5. Outra acusação muito comum é que os textos originais foram manipulados por pessoas sem escrúpulos que inventaram o Novo Testamento. Mas quanta bobagem reunida numa única frase. Leia para aprender: cada cópia, seja total ou parcial do Novo Testamento, ou de um grupo de livros, como os Evangelhos ou as Epístolas de Paulo, ou até mesmo um único livro ou fragmentos de toda natureza, são chamados de “testemunhas”, porque elas dão testemunho que existiu outro documento que as antecedeu e do qual tais testemunhas foram copiadas. Agora, aqui vai o que a maioria das pessoas não sabe e os críticos se aproveitam para infiltrar suas mentiras:


a. Existem catalogados hoje em dia perto de 11000 testemunhas referentes ao Texto do Novo Testamento. Tais testemunhos vão desde Novos Testamentos completos do século IV — anos 300 — até pequenos fragmentos de papiros, alguns datados do primeiro século da era cristã. Se você não prestou atenção o número original foi de 11000. Isso quer dizer apenas uma coisa: NÃO EXISTE NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE NENHUM OUTRO DOCUMENTO DA ANTIGUIDADE QUE SEJA TÃO BEM ATESTADO QUANTO O NOVO TESTAMENTO. Mesmo assim ainda tem muitos idiotas que preferem duvidar. Bem, fazer o quê?

b. Como contrapartida eu gostaria de lhes oferecer o seguinte acerca do meu compatriota Heródoto, que teria vivido entre 484—425 a.C., e é considerado o Pai da História. Heródoto produziu uma grande narrativa história da antiguidade. Sabe quantas cópias existem da obra de Heródoto: 49 fragmentos de papiro e algo perto de 60 manuscritos não feitos de papiro. Agora vem a parte mais interessante da comparação. O documento mais antigo que temos acerca do material atribuído a Heródoto é do século X d.C. Ou seja, está distante cerca de 1400 anos dos fatos que pretende narrar.

Codex Sinaiticus


Códex Vaticanus

c. Enquanto isso nós temos dois códices ,  material em forma de livro, contendo o Novo Testamento inteiro — datados do século IV — anos 300: o Código Vaticano e o Código Sinaítico — portanto, muito próximos dos eventos que narram se levarmos em conta que o apóstolo João viveu até perto do ano 100 d.C. É claro que maioria das pessoas não sabem esses fatos e eu tenho dúvidas que até mesmo muitos historiadores conheçam tais detalhes, já que manuscritos bíblicos não é mesmo a praia deles.

6. Outra questão levantada pelos críticos são as alegadas contradições encontradas na Bíblia. São tantas que para respondê-las foram necessários inúmeros volumes, mas nada ficou sem resposta. Mas tais alegadas contradições não passam de uma grande bobagem porque tais pessoas nunca leram a Bíblia com seriedade, nem se preocupara em entender, realmente, o que está escrito. Uma idiotice típica repetida inclusive por um notório pastor é de que nem todos morreram no dilúvio como a Bíblia afirma, mas que certos gigantes conseguiram escapar ao dilúvio ou que o mesmo não teria sido global. Um leitor defensor do espiritismo me escreveu sob o título “A Farsa da Bíblia”, trazendo as acusações de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos – risos – e também de como a Bíblia está errada ao afirmar que todos os seres humanos pereceram no dilúvio, com as exceções conhecidas. de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos - risos. Gostaríamos de responder a esses tipos de tolices, algo que é muito fácil de fazer quando se conhece as Escrituras Sagradas e se confia que elas são a Verdadeira Palavra do único Deus Vivo! Bem vamos por parte:

Para os que têm duvidas quanto ao fato se o dilúvio foi global ou não, recomendamos:
a. Primeiro a leitura os versos bíblicos abaixo:

Gênesis 6:12—13

12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.

13 Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.

Gênesis 7:1

1  Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.

Gênesis 7:17—23

17 Durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra; cresceram as águas e levantaram 
a arca de sobre a terra.

18 Predominaram as águas e cresceram sobremodo na terra; a arca, porém, vogava sobre as águas.

19 Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu.

20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.

21 Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e todo homem.

22 Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

23 Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.

Gênesis 8:15—16

15 Então, disse Deus a Noé:

16 Sai da arca, e, contigo, tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos.

b. Diante disso, independentemente de quem quer que seja ou do que se afirme, o fato é que os únicos sobreviventes humanos depois do dilúvio foram Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles.

 A Tábua das Nações conforme Gênesis 10

c. Gênesis capítulo 10 — geralmente chamado de “A TÁBUA DAS NAÇÕES“ descreve como as gerações dos filhos de Noé se espalmaram pela terra. Temos que nos lembrar que antes do dilúvio, bem como imediatamente após o mesmo, havia muito casamento entre membros de uma mesmo família, inclusive de primeiro grau. Os que sobreviveram ao dilúvio, certamente traziam em seu DNA informações acerca dos gigantes, portanto, os mesmo voltaram a aparecer aqui e ali por meio das relações sexuais naturais entre homens e mulheres. Nenhum gigante sobreviveu ao dilúvio, mas pessoas levando informações sanguíneas para reproduzi-los, sobreviveram ao dilúvio, dentro da arca é claro! Portanto é conveniente parar de falar bobagem e ver chifre na cabeça de cavalo. Os gigantes que são mencionados após o dilúvio — que não são tantos assim — são descendentes dos descendentes dos filhos de Noé.

d. Em segundo lugar, quanto ao dilúvio recomendamos a leitura do nosso artigo acerca desse tema que poderá ser visto por meio desse link aqui:


Isso é apenas uma pequena forma de como podemos provar que Bíblia é a Palavra de Deus e deixar bem evidente a desonestidade intelectual daqueles que se levantam para atacá-la sem conhecer o suficiente das ciências bíblicas, das ciências em geral e da história, em particular.

Cada página da Bíblia e cada Palavra nela registrada trás a marca inconfundível do seu inspirador: o Espírito Santo. Por isso, ela é A PALAVRA DE DEUS.

7. Outra coisa que percebemos ser muito comum é a tentativa de comparar as Escrituras Sagradas do Deus da Bíblia com outras escrituras de outras religiões. O abismo é tão grande quando colocadas lado a lado que nos perguntamos como é que as pessoas têm coragem de propor tais ideias? Em outros artigos pretendemos comparar a Bíblia com os escritos do islã e do hinduísmo.

8. Todas as acusações que dizem que a Bíblia copiou suas histórias, especialmente do início do livro de Gênesis, de outras religiões foram provadas falsas e o texto bíblico é geralmente reconhecido como sendo mais antigo que aqueles textos que supostamente teriam sido copiados pelos seus escritores. Ah, sim, muitos irão alegar que apesar das cópias existentes serem mais recentes que o material bíblico, os originais que estão perdidos certamente eram mais antigos que a Bíblia. Mas como esses originais não estão aí, então nada pode ser provado. Mas todos são livres para acreditarem no que quiserem. Para os que tiverem interesse em aprofundar essas questões gostaríamos de sugerir uma leitura continuada de nossos artigos onde expomos o Livro do Gênesis. O primeiro artigo dessa série poderá ser acessado por meio desse link e dentro de cada estudo existem links para outros estudos na sequência:

001 – Introdução e Esboço do Livro do Gênesis


Nesse material nos discutimos acerca das histórias bíblicas copiadas por outras culturas e deixamos provada a maravilhosa revelação de Deus. Um único exemplo deve bastar: enquanto as culturas ao redor de onde o povo de Deus se originou no Antigo Testamento — incluindo grandes civilizações — adoravam o sol e a lua como verdadeiras divindades, o Deus da Bíblia inspirou Moisés a não usar os nomes tradicionais pelos quais o sol e a lua eram conhecidos, inclusive como divindades, mas chamá-los apenas de “luzeiros”. É isso mesmo: “luzeiros”. Objetos criados pelo Deus todo poderoso e não divindades de nenhuma forma ou espécie. Ou seja, quando Moisés grafou essas palavras ele desmoralizou com todos os sacerdotes e o com todos os adoradores do sol e da lua. Veja com seus próprios olhos o que a Bíblia diz, enquanto os povos ao redor se curvavam diante do Sol e da lua:

Gênesis 1:14—18

14 Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.

15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.

16 Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.

17 E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,

18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.

Note que em nenhum momento no texto acima Moisés faz qualquer menção ao sol ou à lua, para não dar a ideia de que ele também achava que esses seres criados eram alguma espécie de divindades. Isso é proposital da parte de Moisés, porque sua intenção era humilhar os tolos e exaltar a glória do Deus Todo-Poderoso na Criação.

A Bíblia é o único livro que conhecemos que chama para si mesma a prerrogativa de ter sido escrita pelo próprio Deus. Por isso não se engane, nem duvide: A BÍBLIA É MESMO A PALAVRA DE DEUS.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

O material acima, como já havíamos definido nos comentários do artigo A Farsa do Espiritismo - ver aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/01/a-farsa-do-espiritismo.html

é nossa resposta a um ridículo copiador que se esconde por trás do nome Ben Hur que retirou seu material de um, das centenas de sites anticristãos que copiam e copiam, ad infinitum, os materiais publicados uns pelos outros. O material copiado pelo tal Ben Hur segue abaixo, indicando inclusive a fonte de onde ele copiou suas tolas mentiras, devidamente respondidas em nosso artigo acima:

A Farsa da Bíblia

O cristianismo(*), assim como a Bíblia, é um embuste. O imperador Constantino (272 a 337) e um grupo de pessoas extremamente ambiciosas apossaram-se e distorceram a mensagem crística, passada a nós através de uma filosofia de vida ensinada por Yeshua, e criaram o cristianismo, atualmente difundido no mundo inteiro, e a “Palavra de Deus” dentro dos moldes da fé romana, adulterando textos, documentos históricos, removendo, acrescentando ou mantendo o que lhes era conveniente, e etc.
Toda farsa tem contradições e a Bíblia é cheia delas.

Além das múltiplas interpretações de alguns trechos, a Bíblia tem muitas contradições. Isto é um fato. Basta ler com atenção e raciocinar, para ver as contradições claramente. Por exemplo:

1) Gn 7:21-23 afirma que todos os seres viventes pereceram no Dilúvio, exceto os que estavam na arca de Noé. Nm 13:33 narra o relatório feito pelos espiões de Moisés na “terra prometida”, Canaã. Segundo este trecho, eles viram gigantes. A história de Moisés ocorrera muito tempo depois do Dilúvio, depois da Terra ter sido renovada e repovoada, segundo o Velho Testamento. Segundo o livro de gênesis, existiam gigantes antes do Dilúvio, mas eles não foram escolhidos para sobreviverem na arca e Deus matou todos os seres viventes que existiam sobre a face da Terra. Porém, quem estava na arca escapou. Isto quer dizer que apenas os familiares de Noé e os animais da arca sobreviveram e repovoaram a Terra. Mas Noé não era gigante ou descendente de um, nem nenhum de seus familiares. A lógica seria a não existência de gigantes após o Dilúvio, mas na época de Moisés existiam gigantes, segundo o livro de números. Isto é uma contradição;

(*) Trata-se do “cristianismo” propalado pelas inúmeras facções que se fundamentam e seguem exclusivamente a Bíblia: Catolicismo e protestantismo (pentecostais e neopentecostais, vulgos evangélicos). A Bíblia é um embuste como Palavra de Deus, ou seja, a Bíblia é um livro rico em histórias, fábulas e trechos que a invalidam como Palavra de Deus. As demais religiões abraâmicas e suas escrituras também se enquadram neste contexto

Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/41787--QUIMERA


[1] Halley, Henry H. Manual Bíblico. Edições Vida Nova, São Paulo, 1998,

domingo, 30 de setembro de 2012

A TRANSMISSÃO DO TEXTO DA BÍBLIA – PARTE - 3 - ANTIGO TESTAMENTO



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Este estudo é parte de uma breve introdução ao Antigo Testamento. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da Antiga Aliança. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

INTRODUÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO - O Que é o Antigo Testamento? — pARTE 5

IV. Transmissão Textual: Como a Bíblia chegou até nós? — Continuação
Graças ao trabalho de inúmeros indivíduos fiéis ao longo de muitos séculos nós podemos ler a Bíblia hoje. Estes indivíduos são tecnicamente chamados de escribas. Estes homens copiaram, à mão, a Palavra de Deus, tomando grande cuidado para manter a exatidão daquilo que copiavam.

4. Os Manuscritos do Mar Morto.

Um jovem pastor beduíno, da tribo de Taamireh, chamado Muhammad adh-Dhib, descobriu os primeiros manuscritos em uma caverna, na região do Mar Morto em 1947. Nesta, que foi a primeira descoberta de manuscritos naquela região, foram encontrados dois rolos do profeta Isaías - como o que é mencionado em Lucas 4:16—17 — um completo e outro fragmentado. Além destes foram encontrados ainda na caverna 1 de Qumram, dois importantes manuscritos grafados pela própria comunidade, conhecidos como Gênesis Apokryphon — 1 Q Gen Apo — e o Rolo da Guerra – Milhamâ - 1 Q M. Após essa descoberta, arqueólogos e historiadores[1] exploraram toda aquela região, incluindo as localidades de Hirbet Qumran, Wadi Murabba’at, Nahal Hever, Massada, Hirbet Feshkha, Hirbet Mid e Ein Guedi Estas explorações mostraram-se muito produtivas, pois através delas, foram encontrados inúmeros manuscritos grafados em papiros. Estes manuscritos estavam grafados em hebraico, aramaico e também em grego. Todos estes documentos estavam escritos em papiros, e foram produzidos entre os anos 200 a 100 a.C., e nos mesmos, nós podemos encontrar manuscritos de todos os livros do Antigo Testamento, com exceção, do livro de Ester. Os manuscritos oferecem também, muitas informações acerca da comunidade de Qumram e discutem as práticas religiosas e as atividades diárias daquela comunidade. Todos estes manuscritos revelam vários tipos textuais da Bíblia Hebraica existentes no período do Segundo Templo.  Neles estão representados o texto hebraico que deu origem à LXX, o tipo textual hebraico do Pentateuco Samaritano, assim como o tipo textual do Texto Massorético. Segundo a estimativa de alguns estudiosos, o total de manuscritos encontrados gira em torno de 823, enquanto outros fornecem o número de 668 manuscritos. O total de textos bíblicos achados em Qumram é de aproximadamente 190.

Além dos textos bíblicos, foram encontrados livros apócrifos/deuterocanônicos[2] - tais como os livros do Eclesiástico e Tobias, pseudoepígrafos[3] - tais como o Livro dos Jubileus e o Testamento dos XII Patriarcas - targumim[4] do livro de Jó e de Levítico e um grande número de escritos produzidos pela própria comunidade de Qumram, tais como: o Apócrifo do Gênesis, a Regra da Comunidade, o Rolo do Templo, a Regra da Guerra, o Documento de Damasco, Cânticos de Louvor ou Hodayot, os Pesher[5] de Habacuque e de Naum, e o Rolo de Cobre, entre outros. Além dos livros, alguns objetos sagrados judaicos como tefilim ou filactérios e alguns mezuzot ou objetos fixados nos batentes das portas, também se encontravam no local das descobertas; estes mezuzot, que são usados pelos judeus até os nossos dias, continham pequenos trechos bíblicos – como, por exemplo, Deuteronômio 6:8—9. De todas as cavernas, as que forneceram materiais mais importantes, foram as de número I, IV e IX. Segundo os eruditos, somente na gruta IV, foram encontrados cerca de 580 manuscritos, vários dos quais em estado muito fragmentário. Além de textos bíblicos em hebraico, também foram achados textos em aramaico e manuscritos da LXX em grego nas grutas IV e VII.

Como mencionamos acima, o tipo de texto do TM está representado nos manuscritos de Qumram e esta representação é a mais significativa de todas, pois cerca de 60% de todo o material do Antigo Testamento, encontrado em Qumram, concorda com o TM. Assim temos que o nível de concordância textual destes manuscritos com o TM é muito grande, o que serve para comprovar a antiguidade do tipo textual ao qual pertence o texto preservado pelos escribas e mais tarde pelos massoretas durante a Idade Média. De todos os livros do Antigo Testamento, o Pentateuco apresenta uma maior homogeneidade em sua transmissão textual.

A comunidade de Qumram, ao que parece tinha mais apreço por determinados livros bíblicos, por serem provavelmente mais populares, entre os adeptos do grupo. Estes textos bíblicos são representados por muitas cópias encontradas em Hirbet Qumram como, por exemplo: Gênesis 16 e 17, Êxodo 13, Deuteronômio 25, Isaías 20 a 24 e o Salmo 34. Até hoje há divergências em torno da identidade da comunidade de Qumram. Segundo alguns esse grupo seria identificado com os essênios, um dos vários ramos do judaísmo no período dos 200 anos que antecederam o advento de Cristo, juntamente com os fariseus, os saduceus e os zelotes. A identificação da comunidade de Qumram com os essênios continua em aberto até o presente momento.
5. Os Fragmentos da Guenizá[6] do Cairo.

Um grande lote de manuscritos do Antigo Testamento foi encontrado, “oficialmente”, em 1896, na guenizá da Sinagoga Ben Ezra em Fustat, na parte antiga da cidade do Cairo, no Egito. Esta sinagoga havia sido até o ano 882 d.C. uma antiga igreja cristã, chamada de Igreja de São Miguel. Naquele ano, ela foi vendida para um grupo de Judeus, que a converteram em seu templo religioso. Em todas as sinagogas judaicas existe um espaço especialmente separado para guardar todo o material que não esteja mais em uso pela comunidade. Este material é geralmente composto de cópias dos livros do Antigo Testamento e de livros litúrgicos e outros materiais usados na liturgia. Este cuidado era necessário pela convicção que os Judeus têm de que todo o material que contenha o nome inefável de Deus יהוה – YHVH – o eterno, precisa ser sempre guardado com a maior reverência. Era também costume, de vez em quando, retirar todo o material da guenizá e providenciar que o mesmo fosse cuidadosamente enterrado, visando impedir que o mesmo fosse profanado. No caso específico da guenizá da Sinagoga Ben Ezra no Cairo, os manuscritos que estavam lá, foram esquecidos e uma parede foi construída obstruindo o acesso à guenizá. Talvez alguém tenha pensado em retirá-la de lá antes de a parede ser completamente fechada, talvez foi deixada ali propositadamente protegida de mãos que pudessem profanar os documentos nela contidos. Nunca saberemos o que realmente aconteceu. O fato é que uma quantidade enorme de documentos ficou escondida atrás daquela parede.

Existem informações precisas de que, por volta de 1860, o esconderijo havia sido descoberto e os primeiros fragmentos começaram a ser retirados da guenizá e começaram a circular. Nos dias de hoje, os muitos milhares de manuscritos fragmentários da guenizá da Sinagoga Ben Ezra, estão espalhados por diversas coleções entre as cidades de Oxford, Londres, Nova York, São Petersburgo outras. A coleção mais importante, devido à quantidade de manuscritos e a importância do material contida neles, é a Coleção Taylor-Schechter, pertencente à Biblioteca da Universidade de Cambridge. Os responsáveis por esta coleção foram o próprio Salomão Schechter e o Dr. Charles F. Taylor, diretor do St. John’s College, matemático e hebraísta cristão. Outra grande coleção pode ser encontrada na Biblioteca Bodleian, em Oxford.

Segundo estimativas de estudiosos, a Coleção Taylor-Schechter possui cerca de 140.000 fragmentos de manuscritos, que estão sendo catalogados até ao dia de hoje (Setembro de 2012). O número total do material da guenizá, segundo estimativas, gira em torno de 200.000 fragmentos. O estudioso Emanuel Tov informa que dessa quantidade cerca de 10.000 são fragmentos bíblicos, muitos dos quais não foram ainda publicados. Estes manuscritos apresentam sistemas diversos de notas massoréticas, vocalização e acentuação e também apresentam uma escrita hebraica cuidadosa enquanto que outros fragmentos foram escritos de maneira descuidada.

Outros artigos acerca da Introdução ao Antigo Testamento

001 – O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

002 – A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

003 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 1 = Os Escribas e O Texto Massorético — TM

004 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 2 = O Texto Protomassorético e o Pentateuco Samaritano

005 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 3 = Os Manuscritos do Mar Morto e os Fragmentos da Guenizá do Cairo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/09/a-transmissao-do-texto-da-biblia-parte-3.html


006 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 4 = A Septuaginta ou LXX

007 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 5 = Os Targuns e Como Interpretar a Bíblia
 

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Parte do material contido neste estudo foi adaptado e editado das seguintes obras, que o autor recomenda para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos acerca do Antigo Testamento:

Bibliografia

Arnold, Bill T. e Beyer, Bryan E. Descobrindo o Antigo Testamento. Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2001.

Confort, Philip Wesley (Editor). A Origem da Bíblia. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 4ª Edição, 2003.

Champlin, R. N, editor. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Editora Hagnos, São Paulo, SP.

Francisco, Edson de Faria. Manual da Bíblia Hebraica – Introdução ao Texto Massorético. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 1ª Edição, 2003.

Geisler, Norman e Nix, William. Introdução Bíblica – Como a Bíblia chegou até nós. Editora Vida, São Paulo, 2ª Impressão, 1977.

Walton, John H. Chronological Charts of The Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1978.

Würthwein, Ernst. The Text of the Old Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reprinted, 1992.

Enciclopédias

__________The New Encyclopaedia Britannica. Encyclopaedia Britannica Inc., Chicago, 15th Edition, 1995.

[1] Entre estes podemos citar: Eleazar L. Sukenik, Harold H. Rowley, William F. Albright, Roland de Vaux, A. Supont-Sommer, Yigael Yadin, Nahman Avigad, Josef T. Milik e Geza Vermes.

[2] Chama-se de livros apócrifos/deuterocanônicos a coleção de livros que foram acrescentados ao cânon da Bíblia Católica Romana a partir no Concílio de Trento que visava combater a Reforma Protestante.

[3] Chama-se de livros pseudoepigráficos a coleção de livros produzidos por diversos autores que, visando aumentar a aceitação de seus escritos, atribuíam os mesmos a famosos personagens do passado.

[4] Do hebraico – targum, os Targumin eram traduções dos livros do Antigo Testamento, do hebraico para o aramaico, que iam muito além da versão original. Neles encontramos comentários, ampliações, alterações, narrativas, interpretações, explicações e tradições rabínicas.

[5] Do hebraico – pesher é o termo aplicado aos textos do Mar Morto que contêm explicações ou comentários a respeito dos textos bíblicos. Os comentários são relacionados a acontecimentos escatológicos ou referentes ao fim dos tempos.

[6] O termo hebraico hzyng - — guenizá – significa esconderijo, arquivo, tesouro, armário e depósito. Identifica, nas sinagogas judaicas, o local onde são recolhidos os livros sagrados, os livros litúrgicos e os objetos rituais que não estão mais em uso.