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quinta-feira, 3 de março de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 002 - SERMÃO 037B


Ilustração de Jesus fazendo uma refeição junto com pecadores e pessoas simples do povo

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

INFORMAÇÕES CULTURAIS PERTINENTES À PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA

Conforme várias passagens do Novo Testamento registram os fariseus se recusavam a manter qualquer tipo de associação com o que eles chamavam de pecadores. Algumas dessas passagens já foram citadas nos estudos anteriores de Lucas 15. Mais há outras como, por exemplo:

Marcos 2:15—17

15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

Mateus 11:16—19

16 Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:

17 Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.

18 Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio!

19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Quando lemos a literatura judaica, não é difícil perceber que a recusa dos fariseus em se associar com os pecadores estava firmemente arraigada em suas próprias tradições. Exemplo disso podem ser vistos na Melkita Amalek que diz o seguinte em 3:55—57: “Com relação a isso os sábios dizem:Que um homem nunca se associe com uma pessoa perversa, nem mesmo com o propósito de aproximá-lo da Torá”. Em muitas citações os sentimentos manifestados eram muito intensos, como vemos em:

Eclesiástico 13:17 — O que pode haver de comum entre o lobo e o cordeiro? O mesmo acontece entre o pecador e o piedoso.[1]

Texto rabínico M. Demai 2:3Todo aquele que decide tornar-se associado não deve vender para um Am-haaeretz — literalmente, povo da terra, i.e. pessoas comuns — alimentos sejam secos ou molhados, nem comprar os mesmos de tais pessoas; também não deve aceitar o convite para participar numa refeição na casa dum Am-haaeretz, e nem recebê-lo em sua casa com tais propósitos.

Texto rabínico M. Hagigah 2:7 — Para um fariseu, até mesmo as roupas de um Am-Haaeretz são suficientes para contaminá-lo e torná-lo impuro.

Texto rabínico B. Pesahim 49:b, depois de apresentar uma lista das qualidades desejáveis numa esposa, temos essa advertência: Mas que não se case com a filha dum Am-haaretz, porque são detestáveis e suas mulheres não passam de vermes. Também se diz o seguinte de suas filhas: Maldito seja aquele que se deitar com qualquer tipo de besta. E mais: É permitido esfaquear um Am-haaretz até mesmo no dia da expiação, mesmo que esse dia seja um sábado... Ninguém deve se associar com Am-haaretz como companheiro de viagem...Um devoto pode partir um Am-haaretz como faz com um peixe... Qualquer um que dá sua filha em casamento com um Am-haaretz faz o mesmo que amarrá-la e colocá-la diante dum leão; do mesmo modo que um leão não se envergonha de estraçalhar e devorar sua presa, assim também um Am-hararetz que ataca e coabita não tem nenhuma vergonha... Qualquer que estuda a Torá na presença de um Am-haaretz faz o mesmo que manter uma relação sexual com sua noiva na presença dele... Seis coisas são afirmadas acerca dos Am-haaretz: Não damos testemunho a favor deles; não aceitamos o testemunho deles a nosso favor; não revelamos nenhum tipo de segredo para eles; não os designamos com protetores de nossa crianças órfãs; não os indicamos como administradores de fundo de caridade; e não devemos compartilhar da companhia deles andando pelos caminhos.

Diante desse quadro, fica bem mais fácil entender o ódio que os fariseus sentiam pelos publicanos e pelos Am-haaretz e também por Jesus, por se associar com eles e ainda comer com os mesmos.

Nos dias de Jesus as refeições tinham grande importância no desenvolvimento duma amizade e também na identificação daquele que oferecia a refeição com aqueles que participavam da mesma. Isso fica bem evidente no Novo Testamento em passagens, tais como —

Lucas 14:7—14

7 Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:

8 Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu,

9 vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar.

10 Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas.

11 Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.

12 Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado.

13 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;

14 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.

Além disso, o ofício de pastorear era muito desprezado pelas elites judaicas como podemos perceber, claramente, no midrash do Salmos 23:2 feito pelo rabino José bar Hanina, que diz: “No mundo inteiro é impossível encontrar uma profissão mais desprezível do que a do pastor de ovelhas, pelo fato dele caminhar o dia inteiro com seu bordão e sua algibeira”. Entretanto, tanto Jacó quanto Davi e Asafe chamam Deus de “pastor”, conforme podemos ler em

Gênesis 49:24

O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel.

Salmos 23:1

O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

Salmos 80:1

Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.

O escrito rabínico M. Qidusin 4:14 assume que os pastores são todos ladrões, porque conduzem seus rebanhos para pastar nas terras de outras pessoas.

Já o escrito rabínico B. Sanhedrin 25b inclui os pastores de ovelhas na lista de pessoas inelegíveis como testemunhas e associa os mesmos com os cobradores de impostos — publicanos. Além disso, o escrito rabínico B. Baba Qamma 94b afirma que é muito difícil para pastores se arrependerem e fazerem restituição de qualquer coisa que seja. Apesar de existirem várias outras passagens, cremos que essa são suficientes para os nossos propósito. Todavia, gastaríamos de citar apenas mais uma, por causa de sua relevância:

Texto rabínico de M. Qiddusin 4:14 — “Um homem não deve ensinar seu filho a se tornar condutor de jumentos ou de camelos, nem barbeiro ou marinheiro, nem pastor de gado miúdo — ovelhas, cabras e etc. — e nem mesmo proprietário dum comércio, porque esses trabalhos são todos trabalhos executados por ladrões”.

A afirmação de Jesus em Lucas 15:4 — Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas — era suficiente para causar nos escribas e fariseus enormes preocupações quanto a pureza cerimonial quando Jesus pede para que se vejam como pessoas envolvidas num tipo de comércio que consideravam impuro. Tal expressão nos lábios de Jesus era proposital e seria devidamente notada por esses hipócritas, mas fazia parte da estratégia retórica de Jesus[2]. Mas temos que enfatizar que, do ponto de vista bíblico, a figura do pastor é usada para se referir a Deus como aquele que tem profunda compaixão pelo seu povo. E essa mesma figura é usada para descrever a liderança do povo de Israel e do judaísmo no Antigo Testamento, incluindo-se ai a figura do grande libertador escatológico. Pessoas sem líderes ou submetidos a uma liderança ruim são caracterizados como ovelhas que não têm pastor. Para tudo isso basta ver as seguintes referências:

Salmos 28:9

Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre.

Jeremias 31:30

Ouvi a palavra do SENHOR, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho.

Ezequiel 34:15, 31

15 Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o SENHOR 
Deus.

31 Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o SENHOR Deus.

Miquéias 7:14

Apascenta o teu povo com o teu bordão, o rebanho da tua herança, que mora a sós no bosque, no meio da terra fértil; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias de outrora.

Marcos 6:34

Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.

Mateus 26:31

Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.

Retornando à parábola da ovelha perdida nós temos a impressão que o pastor citado é, também, o proprietário do rebanho mencionado. O tamanho do rebanho também indica que ele era um homem de posses consideráveis. Ele não era um homem rico, mas um rebanho composto de 100 ovelhas era dum tamanho digno de nota.

De acordo com o conhecimento que temos da vida das ovelhas, uma ovelha perdida, quando exausta, abre mão de continuar procurando o caminho de volta e se deita no chão com o abdômen tocando o solo e as quatro patas abertas, também sobre o chão. Ali ela fica esperando por socorro, ou até mesmo por algo pior[3]. Esse talvez seja o motivo porque o pastor se vê obrigado a deixar as outras 99 ovelhas em lugar seguro e partir em busca da ovelha perdida.[4]

O arrependimento mencionado por Jesus em Lucas 15:7 era o pilar central de todo o pensamento judaico dos seus dias. De acordo com o estudioso George Foot Moore “o arrependimento é a única, porém inexorável condição, para se obter o perdão de Deus e a restauração de seu favor e o perdão e favor divinos nunca são recusados para qualquer pecador  genuinamente arrependido”.[5]

A parábola da ovelha perdida é bastante realista com exceção do convite feito aos vizinhos para virem e celebrarem junto com o pastor, que pare certa liberdade poética adicionada à narrativa pelo próprio Jesus. Isso é ainda mais verdadeiro no caso da parábola da moeda perdida, porque tal ajuntamento implicaria num gasto adicional para bancar a celebração que poderia ir muito além do valor do bem encontrado. Por outro lado, as palavras de Jesus servem para enfatizar a realidade do fato de que Jesus estava, de fato, tendo refeições com pecadores, algo que serve para dar um destaque cada vez maior ao tema da verdadeira alegria ou júbilo, inclusive no céu.

CONTINUA...

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] A Bíblia de Jerusalém, Eclesiástico 13:17. Edições Paulinas, São Paulo, 1980.

[2] Bailey, Kenneth E. Poet and Peasant: A Literary Cultural Approach to the Parables in Luke. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1983.

[3] Fitzmyer, A. Joseph. The Gospel According to Luke in Two Volumes — The Anchor Bible Series volumes 28 e 28A. Double day and Company, Garden City, 1981.

[4] Jeremias, Joachim. As Parábolas de Jesus na Nova Coleção Bíblica. Paulus, São Paulo, 1997.

[5] Moore, Foot George.  Judaism in the First Centuries of The Chistian Era: The Age of the Tanaim. Harvard University Press, Cambridge, 1950.

sábado, 21 de dezembro de 2013

NATAL 2013 - O NATAL DE JESUS: CELEBRAR OU NÃO CELEBRAR? - PARTE 3



Essa mensagem é parte de uma série que pretendemos disponibilizar durante o mês de dezembro de 2013 e que esperamos possam ajudar a todos.

SERMÃO 003 – A MENSAGEM DO NATAL É TEM OBRIGAÇÕES SIMPLES

Texto: Lucas 2:8—20

Introdução.

1. Hoje vamos finalizar nossa pequena série acerca do nascimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2. Nosso propósito é resgatar o verdadeiro sentido do Natal bíblico no meio de tantas vozes tão absurdas e discordantes que temos ouvido nesses dias.

3. Nosso foco está centrado na simplicidade do Nascimento de Jesus, algo muito distante das grandiosas celebrações mundanas que estamos assistindo com grande tristeza.

4. São centenas de comerciais sofisticados anunciando produtos sofisticados, paradas e desfiles, Orquestras e Corais, programas especiais na TV e na cidade, a cidade enfeitada, até demais, ceias ricas em alimentos e bebidas. Tudo isso está muito distante das mensagens que temos anunciado. Nossa ênfase nas duas mensagens anteriores foi:

5. A primeira verdade que vimos acerca do Natal é que o NATAL É PARA PESSOAS SIMPLES.

6. A segunda verdade que enfatizamos na semana passada foi que o NATAL TINHA UMA MENSAGEM SIMPLES.

7. Hoje queremos terminar essa série enfatizando que a mensagem do NATAL É COMPOSTA DE OBRIGAÇÕES SIMPLES .

A MENSAGEM CRISTÃ É COMPOSTA DE OBRIGAÇÕES SIMPLES

8. De que maneira devemos responder a tudo que já vimos até agora? Simples, devemos responder da mesma maneira que os pastores — pessoas simples — responderam à mensagem dos anjos — uma mensagem simples.

9. Os pastores creram nas palavras dos anjos e deixaram seus rebanhos nos campos e foram até Belém constatar as palavras dos anjos: Lucas 2:15 — E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.

10. Em seguida, os pastores divulgaram a boa nova acerca do nascimento de Jesus: Lucas 2:17 — E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.

11. Por fim, os pastores voltaram para seus rebanhos glorificando e louvando a Deus: Lucas 2:20 — Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado.

12. A atitude dos pastores nos ensina três verdades acerca de como são simples as obrigações que temos com relação ao natal.

 I. NÓS PRECISAMOS CRER NO SALVADOR QUE É CRISTO, O SENHOR.  
A. Os pastores poderiam ter reações diferentes às palavras dos anjos: 1) Eles poderiam ter ficado entretidos a noite inteira discutindo o significado daquelas palavras. Seria uma discussão teológica interessante. 2) Eles poderiam dizer aos anjos: “Olha nós somos judeus e esperávamos mesmo que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde. Mesmo assim obrigado por nos avisarem.

B. Com essas palavras nós estamos querendo dizer que a fé verdadeira não pode ser confundida com um mero assentimento intelectual. A VERDADEIRA FÉ SEMPRE SE MANIFESTA POR MEIO DA OBEDIÊNCIA. Os pastores ouviram os anjos. Eles, imediatamente, deixaram seus rebanhos e foram até Belém. Depois que encontra4ram o menino, como fica evidente suas vidas nunca mais foram as mesmas.

C. Quando Deus revela a Jesus aos nossos corações nós não podemos mais ignorar tal verdade e temos que responder de acordo. A resposta apropriada ao anúncio do nascimento de Jesus é nossa obediência aos Seus mandamentos, uma vez que aquele menino é o próprio Deus.  

D. Depois de conhecermos a Jesus, não podemos nunca mais ser os mesmos. Por meio do Espírito Santo, Jesus vem habitar em nós e nossas vidas devem ser completamente transformadas. Note que ninguém é salvo por meio de boas obras, mas certamente a prática de boas obras é parte da nova vida em Cristo: Efésios 2:8—10 — Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

E. Boas obras envolvem muitas coisas, mas queremos nos concentrar nas duas praticadas pelos pastores após o encontro deles com o menino Jesus.
 
II. Quando Cremos, Queremos Contar aos Outros Acerca de Jesus:

A. Lucas 2:17: E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.

B. O que os pastores viram está registrado em Lucas 2:16 — Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.

C. Isso é o que acontece quando vemos o menino Jesus com os olhos da fé e entendemos quem ele realmente é: o Salvador da Humanidade.

D. É fato que nem todos que ouvirem as boas novas acerca do nascimento de Jesus irão reagir de modo apropriado. Nos dias de hoje, as pessoas quando pensam na palavra NATAL, elas logo pensam em Papai Noel, em presentes, em enfeites, em presépios, em árvores de natal, em comidas, em bebidas, menos, no menino Jesus.

E. Portanto, não deve nos surpreender, se muitas dessas pessoas não tiverem nenhum interesse em nos ouvir falar de Jesus.
 
III. Depois de Crer, Nós Iremos Glorificar a Deus no Lugar em que Ele Mesmo nos Colocar.

A. Lucas 19:20 —  Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado..

B. Isso é muito importante. Os pastores voltaram exatamente para suas funções, para viver as coisas que haviam aprendido naquela noite.

C. De nenhuma maneira eles tiveram qualquer intenção de “faturar” com aqueles fatos. Eles não organizaram tours para visitar o estábulo, não produziram literatura contando suas histórias, nem se apresentaram como relações públicas do menino Jesus. Eles também não criaram curso em como ter visões de anjos. Não, nada disso. Eles voltaram a ser apenas aquilo para o que Deus os havia chamado: pastores de ovelhas.
        
D. Trinta anos se passariam até que aquele menino começasse a pregar. Mas nós nos dias de hoje, nós estamos viciados a um imediatismo doentio em que queremos ver tudo acontecendo “pronto” e de forma estonteante.

E. Hoje nós temos uma necessidade, quase desesperada, pelo espetacular. Idolatramos nossos ídolos sejam pastores, cantores ou cantoras e contadores de testemunhos, especialmente se tiverem sido assassinos ou alegarem uma viagem ao céu o ao inferno, ou aos dois. Aos dois é sempre melhor.

F. Precisamos, urgentemente retornar à simplicidade do Evangelho e de sua mensagem salvadora. Devemos temer como o apóstolo Paulo pelo bem estar dos coríntios, aos lhes escrever dizendo: 2 Coríntios 11:3 — Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.
Conclusão:

1. A verdadeira fé sempre se manifesta por meio da obediência. Foi o próprio Jesus quem disse: João 14:15 — Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

2. Devemos crer que Jesus é o Salvador e o Senhor enviado pelo próprio Deus Todo Poderoso, para nossa Salvação.

3. Devemos anunciar a Jesus para as pessoas perdidas no emaranhado de enfeites, papais noeis, presépios, ursos polares, arvores de natal, e etc.

4. Precisamos aprender a enxergar a Deus nas coisas corriqueiras do dia a dia e não somente nas coisas extraordinárias ou espetaculares.

5. Deus nos chama para sermos crentes que vamos glorificá-lo fazendo aquelas coisas para as quais ele nos tem chamado. Não importa o que você faça. Sempre que fizer, faça para a glória de Deus.

Que Deus abençoe a todos.

Outras mensagens para o natal 2013

SERMÃO 001 – A MENSAGEM DO NATAL É PARA PESSOAS SIMPLES

SERMÃO 002 – A MENSAGEM DO NATAL É SIMPLES EM SEU CONTEÚDO

SERMÃO 003 – A MENSAGEM DO NATAL É TEM OBRIGAÇÕES SIMPLES

Alexandros Meimaridis

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