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sexta-feira, 27 de maio de 2016

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDO 041B — JOSÉ DESEJA SER LEMBRADO




041B. José Deseja ser Lembrado.

CONTINUAÇÃO

Como crentes precisamos nos conscientizar que todas as vezes que nos reunimos para celebrar a ceia do Senhor estamos, de fato, proclamando Sua morte até que ele retorne para nos buscar. Também, quando celebramos a ceia do Senhor estamos declarando as BOAS NOVAS da salvação que somos um em Cristo. E é essa ideia de unidade, que deve dominar a vida de cada cristão individualmente, a que mais se perdeu com o passar dos séculos. Nossas celebrações são frias, sem nenhum interesse nem por Jesus, nem pelos nossos irmãos com quem estamos intimamente ligados e dependemos, para nosso próprio bem-estar, uns dos outros. Mas quem se importa com essa realidade nos dias de hoje? Deveríamos ter vergonha de participar da ceia do Senhor se nossos corações não estão unidos como de verdadeiros irmãos que reconhecem a gloriosa presença do Senhor na vida uns dos outros.

Quando Paulo fala de participar da ceia do Senhor de forma indigna, uma das ideias que estão em sua mente é essa falta de reconhecimento e consideração pelos nossos irmãos e irmãs em Cristo. Pessoas pelas quais Jesus entregou seu corpo — representado no pão — para ser crucificado e derramou seu sangue — representado no fruto da videira — para que todos pudéssemos ser alcançados, perdoados, reconciliados e adotados na maravilhosa família de Deus. Quando não reconhecemos os irmãos e irmãs como tais, nós também não reconhecemos o que Jesus veio fazer e quando participamos sem esse entendimento, nada mais resta para nós senão sermos julgados por Deus.

Há mais uma coisa que precisamos entender nesse contexto todo, que é o seguinte: a instituição da ceia do Senhor foi algo feito no final da celebração da páscoa judaica — a última celebração válida da páscoa — pois daquele dia em diante o próprio Senhor Jesus tornou-se nossa páscoa — ou libertação —

1 Coríntios 5:7

Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.

Assim, devemos andar nós em novidade de vida, conforme o Senhor espera de cada um de nós.
Ao se referir ao cálice do Senhor, Paulo não deixa nenhuma dúvida que aquele cálice estava, de todo, vinculado com a Nova Aliança e suas virtudes.

1 Coríntios 11:25

Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

E comparar com

Jeremias 31:31

Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

A Nova Aliança substitui por completo a Antiga feita em Êxodo 24. Ver uma comparação entre as duas em 2 Coríntios 3:3—18.

2 Coríntios 3:3—18

3 Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministérioescrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus viventenão em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.

4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;

5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,

6 o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

E, se o ministério da mortegravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,

como não será de maior glória o ministério do Espírito!


Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

10 Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeitojá não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.

11 Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.

12 Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.

13 E não somos como Moisés, que punha véu sobre a facepara que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.

14 Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.

15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.

16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.

17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

18 E todos nós, com o rosto desvendadocontemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Note o resumo:

Antiga Aliança
Nova Aliança
Escrita com tinta
Escrita pelo Espírito Santo
Escrita sobre pedras
Escrita nos corações
Antiga Aliança da letra que mata
Nova Aliança do Espírito que vivifica
Ministério da morte
Ministério do Espírito
Glória desvanecente
Glória Maior
Ministério da condenação
Ministério da justiça
Algo que já não resplandece
Glória atual sobreexcelente
Algo que se desvanecia
Algo que é permanente
Moisés com o rosto coberto
Todos nós com o rosto descoberto

Como podemos ver, é uma verdadeira vergonha o que algumas pessoas estão querendo fazer, ao começarem se voltar e, outra vez, a adotar práticas do Antigo Testamento, buscando naquilo que já foi abolido —

Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

— orientação válida para a vida cristã. Então é óbvio que onde existem pessoas mal orientadas elas serão sempre vítimas de “espertalhões” que irão explorá-las. Milhares estão sendo levados todos os anos para Israel com falsas promessas de bênçãos especiais, de unções extraordinárias e até mesmo de mentiras, tais como: “Deus irá ficar muito contente com você se você for visitar a Terra Santa” ou “Deus tem uma unção especial para você lá na Terra Santa”. O que essas pessoas não percebem é que além de aceitar serem enganadas, e estarem buscando bênçãos onde as mesmas não existem, ainda estão ajudando a financiar o Estado nazista de Israel que está ocupando os territórios palestinos há quase 50 anos, brutalizando sua população e assassinando os cidadãos árabes, com toda a impunidade.

Mas quando conhecemos a verdade, como apresentada no Novo Testamento, nós entendemos a vasta superioridade da Nova Aliança, daquilo que já é nosso, quando comparado com a Antiga Aliança. Uma leitura periódica da lista comparativa acima deve ser suficiente para fazer sossegar todos os nossos temores e acabar de vez, com todas as falsas expectativas de que aquilo que nos falta pode ser encontrado na Antiga Aliança. Se Jesus não puder suprir suas necessidades mais profundas, então, não se engane, não existe nada nesse mundo que possa fazê-lo e você irá acabando sendo explorado por algum espertalhão de plantão. E pode acreditar, existem milhares deles espalhados mundo afora, sedentos por arrancar o que puderem de você. Enfrentemos com coragem esses que querem nos escravizar e nos roubar a liberdade e a alegria que gozamos, porque estamos em Cristo.

Vamos continuar como nosso estudo acerca de José como tipo de Cristo. Vamos iniciar a estudar Gênesis 41 que se começa com a narrativa do Faraó tendo dois sonhos e acordando do seu sono profundamente perturbado. O Faraó então “mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios” para que lhe dessem a interpretação do sonho. Mas, “ninguém havia que lhos interpretasse”. Foi nessa hora que o copeiro chefe do Faraó lembrou-se da experiência que tivera enquanto estava preso. Ele lembrou-se que teve um sonho e que um escravo hebreu lhe havia fornecido a interpretação correta do mesmo. Depois de narrar sua história para o Faraó, esse manda, incontinenti, buscar a José da prisão em que se encontrava. José estão, explica ao Faraó o significado, verdadeiramente dramático, dos sonhos perturbadores que tivera. Nessa passagem encontramos várias verdades muito importantes que recebem exemplificações impressionantes. Essas são:

1. Em primeiro lugar nós somos informados que:

Provérbios 21:1

Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.

Não se trata de nenhuma coincidência, o Faraó ter tido esses dois sonhos, nesse exato momento na história. A hora de Deus havia chegado para José ser libertado da prisão e para ser exaltado a uma posição de grande honra e responsabilidade, e esses sonhos foram apenas um instrumento usado por Deus para concretizar seus próprios planos. De modo semelhante, em outra ocasião ele permitiu que uma noite de insônia conduzisse à libertação de Mordecai e seus amigos — Ester 6:1—2.
No século XIX um autor que pertencia à Igreja dos Irmãos — The Plymouth Brethren — Charles Henry Macintosh escreveu essas palavras acerca dessa situação:

“A mais trivial e a mais importante, a mais provável e a mais improvável das circunstâncias são criadas para satisfazer o desenvolvimento do plano traçado pela soberania de Deus”.

Ele prossegue: Aqui, pois estava uma exaltação invulgar. Compare-se isso com o poço sem água e com o cárcere; note-se a cadeia de acontecimentos que ocasionaram isso e teremos, imediatamente, uma figura notável dos sofrimentos e da glória do Senhor Jesus Cristo. José foi tirado do poço e do cárcere onde havia sido lançado por causa da inveja de seus irmãos e do falso juízo de um gentio — Potifar — para ser dominador de toda a terra do Egito; e não somente isso, mas para ser o meio de bênção, e o mantenedor da vida de todos os descendentes de Israel e também de toda a Terra. Tudo isso é ilustrativo de Cristo. De fato, nenhum outro símbolo poderia ser mais perfeito. Vemos um homem posto, para todos os efeitos, no lugar da morte pelos homens, e então levantado pela mão de Deus e colocado em lugar de dignidade e glória. Ouçamos as palavras exatas de Pedro acerca de Jesus:

Atos 2:22—24

Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.

2. Em segundo lugar:

A Bíblia nos monstra no início do capítulo 41 de Gênesis a maneira precisa como a sabedoria do mundo, não passa de verdadeira tolice diante do Deus Todo Poderoso. Como já tivemos oportunidade de mencionar, o Egito é usado na Bíblia como um tipo representativo do mundo em geral. Nos dias de José, o Egito, a terra dos Faraós, era o centro do aprendizado e da cultura, o orgulhoso país que era considerado o líder da antiga civilização. Mas o fato é que, mesmo com tanto conhecimento o mesmo era um país onde a vasta maioria da sua população era idólatra. Eles não conheciam o Deus verdadeiro, pois como diz o salmista:

Salmos 36:9

Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
Longe de Deus, tudo são trevas, seja no aspecto moral ou espiritual. E é isso que podemos ver nesse capítulo diante de nós. Os magos egípcios eram impotentes e tudo o que os sábios do Egito podiam demonstrar era a própria ignorância. Diante disso tudo o Faraó experimentou a desagradável sensação de impotência, no que diz respeito a todos os recursos humanos e a completa inutilidade de toda a sabedoria humana.

3. Em terceiro lugar:

O homem de Deus era o único que possuía verdadeira sabedoria e luz. Quão verdadeiras são essas palavras:

Salmos 25:14

A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.

O sonho do Faraó tinha uma importância profética: o mesmo dizia respeito ao futuro do Egito — tipologicamente ao próprio mundo — e nenhum gentio tinha entendimento dos propósitos de Deus, no que diz respeito à Terra. É curioso notar que agradou a Deus conceder um sonho para um gentio, mas foi alguém do povo de Deus — um hebreu naqueles dias — que foi chamado para oferecer uma interpretação do mesmo. A mesma coisa aconteceu com o rei Nabucodonosor da Babilônia. Os sábios da Babilônia se mostraram tão inúteis quanto os magos do Egito. Daniel era o único que tinha o verdadeiro entendimento. O mesmo também é verdadeiro com respeito à Belsazar e todos os seus companheiros. Eles tiveram que recorrer ao velho profeta — Daniel — para que decifrasse a frase escrita sobre a parede do palácio. O que aconteceria com o nosso mundo hoje se os líderes se voltassem, com toda humildade, para buscar os caminhos do Senhor e receber a direção de Sua Santa Palavra?   

4. Em quarto lugar:

As palavras de Paulo em

Romanos 8:28

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

estão gravadas por todas as partes desse nosso estudo, desde seu princípio. E nós faremos muito bem se guardarmos essas palavras em nossos corações. Mas, a grande verdade é que nós somos sempre muito impacientes e nos aborrecemos quando Deus pega o emaranhado de nossas vidas e faz com que tudo coopere para o bem. Nós nos envolvemos tanto com as nossas necessidades presentes que esperamos que não seja mais necessário que essa palavra de Deus se cumpra em nossas vidas. E assim, um futuro brilhante e auspicioso desaparece de diante dos nossos olhos. Mas não nos esqueçamos que as Escrituras afirmam:

Eclesiastes 7:8

Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.

Como Jesus nos ensinou, que possamos ter bom ânimo, pois:

Salmos 30:5

Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.

Provérbios 15:15

Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.

Essa era a atitude tanto de José quanto de Jesus. José sofreu por um tempo, mas no final foi vindicado por Deus. Jesus chegou a ponto de sofrer a própria morte, mas Deus o vindicou ressuscitando-o dos mortos. Portanto, lembre-se disso caro leitor e deixe a paciência correr seu curso de modo completo. Bem, precisamos retornar ao nosso ponto central.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.   

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

COMO ESCAPAREMOS NÓS – PARTE 6



CONTINUAÇÃO

Hebreus 2:3b—4

A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4  dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

As Boas Novas da Salvação então são derivadas do próprio Senhor, cuja obra de medição é totalmente diferente daquela representada pelos anjos. Além disso, o Senhor Jesus é muito diferente dos intermediários humanos que evangelizaram os judeus por séculos. Mas a afirmação do nosso autor tem uma implicação bastante importante para os homens que nos trouxeram o evangelho depois da manifestação de Jesus, que era o Filho de Deus e o próprio Deus.

O verso acima trata duma importante questão que tem a ver com a sucessão apostólica. Segundo nosso autor a verdadeira sucessão apostólica é aquela que tendo se iniciado com Jesus prosseguiu com seus apóstolos e continua em nossos dias por meio de todos nós que estamos envolvidos na proclamação das Boas Novas. Esse é o resumo e a substância dessa passagem, como também afirma o apóstolo Paulo em —

1 Timóteo 2:5—7

5 Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,

o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.

7 Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.

Do mesmo modo, o apóstolo Pedro, quando proclamou o evangelho para Cornélio lhe disse o seguinte —

Atos 10:36—42

36 Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.

37 Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou,

38 como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele;

39 e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro.

40 A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto,

41 não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos;

42 e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos.

Essa sucessão na qual a mensagem de salvação foi primeiro anunciada pelo próprio Senhor Jesus e, que foi depois atestada por aqueles que a ouviram dos lábios do próprio Senhor, e que continua sendo transmitida de geração em geração alcançando os cantos mais remotos da terra é bem ilustrada, numa nota autobiográfica escrita por Irineu de Lion, da qual um fragmento foi preservado pelo historiador cristão Eusébio de Cesareia. Irineu que se manifestou durante a parte final da segunda metade do século II d.C., relembra os dias de sua mocidade, quando foi instruído acerca do evangelho por Policarpo de Esmirna — que foi martirizado entre 155 e 156 d.C. —, o qual tinha sido, por sua vez, discípulos do apóstolo João que tinha sido um dos apóstolos do próprio Senhor Jesus Cristo. Irineu escreve:

Eu me lembro dos acontecimentos daqueles dias, melhor do que me lembro de fatos mais recentes. Pois aquilo que meninos aprendem costuma crescer junto com suas mentes numa proximidade muito grande. Desse modo eu sou capaz de me lembra do exato lugar onde o bendito Policarpo costumava sentar e falar. Também me lembro de seus modos ao chegar e partir, e a forma como conduzia sua vida, sua aparecia física, seus discursos para o público, bem como suas narrativas acerca dos encontros que teve com o apóstolo João, e com outros que também haviam visto o Senhor. E à medida que se lembrava das palavras deles, e o que ouviu da parte deles acerca do Senhor, de seus milagres e de seus ensinamentos, tendo recebido tais informações da parte de testemunhas oculares acerca do “Verbo da Vida”, Policarpo relatou todas essas coisas em plena harmonia com as Escrituras. Essas coisas me foram contadas pela misericórdia de Deus para mim. Eu ouvi as mesmas com muita atenção e tomei notas, não em papel, mas no meu coração. E, de modo contínuo eu continuo a lembrar-me delas, por meio da graça de Deus, de modo fiel.[1]    


CONTINUA...

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] Eusébio. The History of The Church in Penguin Classics. Traduzido por G. A. Williams, revisada e ampliada por Andrew Louth,. Penguin Group, London, 1989

domingo, 25 de janeiro de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013A — PECADO E CASTIGO — PARTE A



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13A. Pecado e Castigo — PARTE A

I. O pecado exige uma satisfação, um castigo. Como uma afronta à infinita majestade de Deus, o pecado demanda um castigo também infinito e sem limites. É por esse motivo que a Bíblia fala de que o salário do pecado é a morte e de punição eterna no inferno. Este castigo é o reflexo da santidade de Deus onde Ele se mantém a Si mesmo em oposição aos pecados do homem. Em resposta ao pecado, a santidade de Deus assume a forma de justiça expressa em ira infinita e julgamento ilimitado —

Salmos 7:11—17

11 Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

12 Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;

13 para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.

14 Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.

15 Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.

16 A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.

17 Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.

II. A resposta de Deus ao pecado, entretanto, acontece do modo como descrito acima na história, apenas na cruz de Cristo, onde o próprio filho se torna o objeto tanto do julgamento quanto da ira de Deus. Como o salário do pecado é a morte, Jesus morre. Como a consequência de se ofender a infinita majestade de Deus é receber infinito castigo, Jesus experimenta exatamente este tipo de castigo a nosso favor. Em todas as outras instâncias, com exceção da Cruz, a ira de Deus e Sua justiça punitiva são sempre corretivas, uma forma de ira em benefício da graça de Deus bem como uma forma de julgamento que pode ser mudado ou evitado se o homem se arrepender e responder de maneira apropriada à graça de Deus. O exemplo bíblico mostrado no livro de Jonas contém todos estes elementos: AQUI RECOMENDA-SE QUE O LEITOR ABRE SUA BÍBLIA NO LIVRO DE JONAS E ACOMPANHE, PORÇÃO POR PORÇÃO, NAS PRÓPRIAS PAGINAS DAS ESCRITURAS SAGRADAS A NARRATIVA A SEGUIR PARA UMA MELHOR APRECIAÇÃO DAQUILO QUE ESTAMOS DIZENDO:

A. Deus chama Jonas e o manda ir a Nínive clamar contra ela a mensagem do Senhor — Jonas 1:1—2.

B. Jonas decide desobedecer a Deus, pois quer evitar que a graça de Deus alcance os Ninivitas — Jonas 1:2—3. Ver Jonas 4:2 onde Jonas explica os motivos porque fugiu em vez de ir a Nínive como Deus lhe havia ordenado.

C. Deus vai atrás de Jonas e o alcança em julgamento visando o benefício da Sua graça. Deus não queria castigar Jonas, queria conduzi-lo ao arrependimento — Jonas 1:4, 11, 13.

D. Jonas sugere que os marinheiros o lancem para fora do barco — Jonas 1:12.

E. Os marinheiros em desespero, eles não eram assassinos, clamam pela misericórdia e perdão Divinos pelo que irão fazer e ato contínuo lançam Jonas ao mar — Jonas 1:14—15.

F. Deus torna uma situação ruim em um testemunho positivo e seu terrível julgamento, a serviço da Sua graça, faz com que os marinheiros temam a Deus — Jonas 1:16.

G. Deus resgata graciosamente a Jonas da tormenta do mar — Jonas 1:17.

H. Jonas se arrepende e se lembra que Deus é um Deus misericordioso e que a salvação pertence a Deus — único lugar em toda a Bíblia onde aparece a frase “Ao SENHOR pertence a salvação!”. Deus ouve sua oração de arrependimento e lhe restitui a vida na terra — Jonas 2:1—10.

I. Novamente a justiça de Deus em benefício da sua graça, ordena a Jonas que vá e proclame a mensagem do Senhor em Nínive. Jonas vai e prega em Nínive. Sua má vontade é bem evidente. Seu sermão contém somente 7 palavras: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Jonas 3:1—4.

J. Jonas sabia que com aquele tipo de mensagem pregada, a reação mais provável dos ninivitas, seria de incredulidade e zombaria. Por esse motivo ele sai da cidade mais não vai embora. Fica ali perto. Ele queria ver a destruição anunciada! — Jonas 4:5.

K. Enquanto isso, dentro da cidade os ninivitas se arrependeram e clamaram pela misericórdia de Deus. Jonas 3:5—9.

M. Deus se arrepende e não leva a cabo o mal anunciado. Sua graça triunfa sobre Seu julgamento anunciado — Jonas 3:10. O “arrependimento de Deus” reflete, na literatura bíblica, apenas que Deus mudou a forma de tratar determinada situação. Não é como o arrependimento humano que envolve atitudes ou pensamento errados.

N. Jonas fica desgostoso com o perdão que Deus concedeu aos ninivitas e Deus o questiona acerca desta ira. Jonas 4:1 e 4. Note a diferença da ira de Deus a serviço da graça de Deus e a ira de Jonas a serviço da vingança.

O. Deus ensina uma lição objetiva a Jonas acerca de como a ira e o julgamento de Deus estão a serviço da graça de Deus. Enquanto Jonas sente compaixão de uma planta que nunca fez nenhum mal, Deus sente compaixão pelos pecadores perdidos — Jonas 4:6—11.

III. O único julgamento Divino que Deus não pode evitar nem se arrepender é aquele que ocorreu na cruz do Calvário. Que todas as outras manifestações de julgamento da parte de Deus sobre o pecado, são sempre contingentes — que podem ou não suceder; eventuais, incertas — e não absolutos; corretivos e não definitivos devem ser um indicativo claro de que toda a justiça administrada pelas sociedades humanas deve visar sempre remediar e corrigir e nunca ser meramente punitiva nem, em nenhuma hipótese, final — como a aplicação da pena de morte.

IV. Voltemos agora ao julgamento de Deus, que Ele levou a cabo na cruz do Calvário que foi, como dissemos o único julgamento definitivo na história da humanidade. O que se passou nos momentos que se referem às últimas horas da vida do nosso Senhor sobre esta terra e até que Ele clamou “está consumado”, não pode se descrito em palavras e muito menos mostrado em película cinematográfica. Todavia, dentro do possível, Deus nos concede através de Sua palavra, uma visão suficiente — suficiente dentro daquilo que Deus mesmo intencionava para nós — do que se passou. Os evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — descrevem os acontecimentos passados no jardim do Getsêmani em mais detalhes que João, que se ocupa, por sua vez, muito mais com as horas passadas no Cenáculo — João 13 a 17. Para este estudo vamos nos valer da versão de Marcos — considerada a mais antiga — e fazer referências a Mateus e Lucas quando necessárias.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013A — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.