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sexta-feira, 27 de maio de 2016

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDO 041B — JOSÉ DESEJA SER LEMBRADO




041B. José Deseja ser Lembrado.

CONTINUAÇÃO

Como crentes precisamos nos conscientizar que todas as vezes que nos reunimos para celebrar a ceia do Senhor estamos, de fato, proclamando Sua morte até que ele retorne para nos buscar. Também, quando celebramos a ceia do Senhor estamos declarando as BOAS NOVAS da salvação que somos um em Cristo. E é essa ideia de unidade, que deve dominar a vida de cada cristão individualmente, a que mais se perdeu com o passar dos séculos. Nossas celebrações são frias, sem nenhum interesse nem por Jesus, nem pelos nossos irmãos com quem estamos intimamente ligados e dependemos, para nosso próprio bem-estar, uns dos outros. Mas quem se importa com essa realidade nos dias de hoje? Deveríamos ter vergonha de participar da ceia do Senhor se nossos corações não estão unidos como de verdadeiros irmãos que reconhecem a gloriosa presença do Senhor na vida uns dos outros.

Quando Paulo fala de participar da ceia do Senhor de forma indigna, uma das ideias que estão em sua mente é essa falta de reconhecimento e consideração pelos nossos irmãos e irmãs em Cristo. Pessoas pelas quais Jesus entregou seu corpo — representado no pão — para ser crucificado e derramou seu sangue — representado no fruto da videira — para que todos pudéssemos ser alcançados, perdoados, reconciliados e adotados na maravilhosa família de Deus. Quando não reconhecemos os irmãos e irmãs como tais, nós também não reconhecemos o que Jesus veio fazer e quando participamos sem esse entendimento, nada mais resta para nós senão sermos julgados por Deus.

Há mais uma coisa que precisamos entender nesse contexto todo, que é o seguinte: a instituição da ceia do Senhor foi algo feito no final da celebração da páscoa judaica — a última celebração válida da páscoa — pois daquele dia em diante o próprio Senhor Jesus tornou-se nossa páscoa — ou libertação —

1 Coríntios 5:7

Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.

Assim, devemos andar nós em novidade de vida, conforme o Senhor espera de cada um de nós.
Ao se referir ao cálice do Senhor, Paulo não deixa nenhuma dúvida que aquele cálice estava, de todo, vinculado com a Nova Aliança e suas virtudes.

1 Coríntios 11:25

Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

E comparar com

Jeremias 31:31

Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

A Nova Aliança substitui por completo a Antiga feita em Êxodo 24. Ver uma comparação entre as duas em 2 Coríntios 3:3—18.

2 Coríntios 3:3—18

3 Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministérioescrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus viventenão em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.

4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;

5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,

6 o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

E, se o ministério da mortegravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,

como não será de maior glória o ministério do Espírito!


Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

10 Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeitojá não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.

11 Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.

12 Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.

13 E não somos como Moisés, que punha véu sobre a facepara que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.

14 Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.

15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.

16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.

17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

18 E todos nós, com o rosto desvendadocontemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Note o resumo:

Antiga Aliança
Nova Aliança
Escrita com tinta
Escrita pelo Espírito Santo
Escrita sobre pedras
Escrita nos corações
Antiga Aliança da letra que mata
Nova Aliança do Espírito que vivifica
Ministério da morte
Ministério do Espírito
Glória desvanecente
Glória Maior
Ministério da condenação
Ministério da justiça
Algo que já não resplandece
Glória atual sobreexcelente
Algo que se desvanecia
Algo que é permanente
Moisés com o rosto coberto
Todos nós com o rosto descoberto

Como podemos ver, é uma verdadeira vergonha o que algumas pessoas estão querendo fazer, ao começarem se voltar e, outra vez, a adotar práticas do Antigo Testamento, buscando naquilo que já foi abolido —

Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

— orientação válida para a vida cristã. Então é óbvio que onde existem pessoas mal orientadas elas serão sempre vítimas de “espertalhões” que irão explorá-las. Milhares estão sendo levados todos os anos para Israel com falsas promessas de bênçãos especiais, de unções extraordinárias e até mesmo de mentiras, tais como: “Deus irá ficar muito contente com você se você for visitar a Terra Santa” ou “Deus tem uma unção especial para você lá na Terra Santa”. O que essas pessoas não percebem é que além de aceitar serem enganadas, e estarem buscando bênçãos onde as mesmas não existem, ainda estão ajudando a financiar o Estado nazista de Israel que está ocupando os territórios palestinos há quase 50 anos, brutalizando sua população e assassinando os cidadãos árabes, com toda a impunidade.

Mas quando conhecemos a verdade, como apresentada no Novo Testamento, nós entendemos a vasta superioridade da Nova Aliança, daquilo que já é nosso, quando comparado com a Antiga Aliança. Uma leitura periódica da lista comparativa acima deve ser suficiente para fazer sossegar todos os nossos temores e acabar de vez, com todas as falsas expectativas de que aquilo que nos falta pode ser encontrado na Antiga Aliança. Se Jesus não puder suprir suas necessidades mais profundas, então, não se engane, não existe nada nesse mundo que possa fazê-lo e você irá acabando sendo explorado por algum espertalhão de plantão. E pode acreditar, existem milhares deles espalhados mundo afora, sedentos por arrancar o que puderem de você. Enfrentemos com coragem esses que querem nos escravizar e nos roubar a liberdade e a alegria que gozamos, porque estamos em Cristo.

Vamos continuar como nosso estudo acerca de José como tipo de Cristo. Vamos iniciar a estudar Gênesis 41 que se começa com a narrativa do Faraó tendo dois sonhos e acordando do seu sono profundamente perturbado. O Faraó então “mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios” para que lhe dessem a interpretação do sonho. Mas, “ninguém havia que lhos interpretasse”. Foi nessa hora que o copeiro chefe do Faraó lembrou-se da experiência que tivera enquanto estava preso. Ele lembrou-se que teve um sonho e que um escravo hebreu lhe havia fornecido a interpretação correta do mesmo. Depois de narrar sua história para o Faraó, esse manda, incontinenti, buscar a José da prisão em que se encontrava. José estão, explica ao Faraó o significado, verdadeiramente dramático, dos sonhos perturbadores que tivera. Nessa passagem encontramos várias verdades muito importantes que recebem exemplificações impressionantes. Essas são:

1. Em primeiro lugar nós somos informados que:

Provérbios 21:1

Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.

Não se trata de nenhuma coincidência, o Faraó ter tido esses dois sonhos, nesse exato momento na história. A hora de Deus havia chegado para José ser libertado da prisão e para ser exaltado a uma posição de grande honra e responsabilidade, e esses sonhos foram apenas um instrumento usado por Deus para concretizar seus próprios planos. De modo semelhante, em outra ocasião ele permitiu que uma noite de insônia conduzisse à libertação de Mordecai e seus amigos — Ester 6:1—2.
No século XIX um autor que pertencia à Igreja dos Irmãos — The Plymouth Brethren — Charles Henry Macintosh escreveu essas palavras acerca dessa situação:

“A mais trivial e a mais importante, a mais provável e a mais improvável das circunstâncias são criadas para satisfazer o desenvolvimento do plano traçado pela soberania de Deus”.

Ele prossegue: Aqui, pois estava uma exaltação invulgar. Compare-se isso com o poço sem água e com o cárcere; note-se a cadeia de acontecimentos que ocasionaram isso e teremos, imediatamente, uma figura notável dos sofrimentos e da glória do Senhor Jesus Cristo. José foi tirado do poço e do cárcere onde havia sido lançado por causa da inveja de seus irmãos e do falso juízo de um gentio — Potifar — para ser dominador de toda a terra do Egito; e não somente isso, mas para ser o meio de bênção, e o mantenedor da vida de todos os descendentes de Israel e também de toda a Terra. Tudo isso é ilustrativo de Cristo. De fato, nenhum outro símbolo poderia ser mais perfeito. Vemos um homem posto, para todos os efeitos, no lugar da morte pelos homens, e então levantado pela mão de Deus e colocado em lugar de dignidade e glória. Ouçamos as palavras exatas de Pedro acerca de Jesus:

Atos 2:22—24

Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.

2. Em segundo lugar:

A Bíblia nos monstra no início do capítulo 41 de Gênesis a maneira precisa como a sabedoria do mundo, não passa de verdadeira tolice diante do Deus Todo Poderoso. Como já tivemos oportunidade de mencionar, o Egito é usado na Bíblia como um tipo representativo do mundo em geral. Nos dias de José, o Egito, a terra dos Faraós, era o centro do aprendizado e da cultura, o orgulhoso país que era considerado o líder da antiga civilização. Mas o fato é que, mesmo com tanto conhecimento o mesmo era um país onde a vasta maioria da sua população era idólatra. Eles não conheciam o Deus verdadeiro, pois como diz o salmista:

Salmos 36:9

Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
Longe de Deus, tudo são trevas, seja no aspecto moral ou espiritual. E é isso que podemos ver nesse capítulo diante de nós. Os magos egípcios eram impotentes e tudo o que os sábios do Egito podiam demonstrar era a própria ignorância. Diante disso tudo o Faraó experimentou a desagradável sensação de impotência, no que diz respeito a todos os recursos humanos e a completa inutilidade de toda a sabedoria humana.

3. Em terceiro lugar:

O homem de Deus era o único que possuía verdadeira sabedoria e luz. Quão verdadeiras são essas palavras:

Salmos 25:14

A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.

O sonho do Faraó tinha uma importância profética: o mesmo dizia respeito ao futuro do Egito — tipologicamente ao próprio mundo — e nenhum gentio tinha entendimento dos propósitos de Deus, no que diz respeito à Terra. É curioso notar que agradou a Deus conceder um sonho para um gentio, mas foi alguém do povo de Deus — um hebreu naqueles dias — que foi chamado para oferecer uma interpretação do mesmo. A mesma coisa aconteceu com o rei Nabucodonosor da Babilônia. Os sábios da Babilônia se mostraram tão inúteis quanto os magos do Egito. Daniel era o único que tinha o verdadeiro entendimento. O mesmo também é verdadeiro com respeito à Belsazar e todos os seus companheiros. Eles tiveram que recorrer ao velho profeta — Daniel — para que decifrasse a frase escrita sobre a parede do palácio. O que aconteceria com o nosso mundo hoje se os líderes se voltassem, com toda humildade, para buscar os caminhos do Senhor e receber a direção de Sua Santa Palavra?   

4. Em quarto lugar:

As palavras de Paulo em

Romanos 8:28

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

estão gravadas por todas as partes desse nosso estudo, desde seu princípio. E nós faremos muito bem se guardarmos essas palavras em nossos corações. Mas, a grande verdade é que nós somos sempre muito impacientes e nos aborrecemos quando Deus pega o emaranhado de nossas vidas e faz com que tudo coopere para o bem. Nós nos envolvemos tanto com as nossas necessidades presentes que esperamos que não seja mais necessário que essa palavra de Deus se cumpra em nossas vidas. E assim, um futuro brilhante e auspicioso desaparece de diante dos nossos olhos. Mas não nos esqueçamos que as Escrituras afirmam:

Eclesiastes 7:8

Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.

Como Jesus nos ensinou, que possamos ter bom ânimo, pois:

Salmos 30:5

Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.

Provérbios 15:15

Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.

Essa era a atitude tanto de José quanto de Jesus. José sofreu por um tempo, mas no final foi vindicado por Deus. Jesus chegou a ponto de sofrer a própria morte, mas Deus o vindicou ressuscitando-o dos mortos. Portanto, lembre-se disso caro leitor e deixe a paciência correr seu curso de modo completo. Bem, precisamos retornar ao nosso ponto central.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.   

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 008


Concepção artística de Cristo orando no getsêmane

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo
Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”

– Lucas 22:44 –


CONTINUAÇÃO...

II. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim esteve em uma grande e séria luta e conflito em Sua oração a Deus. O labor e esforço da alma de Cristo em oração era uma parte de Sua agonia, e foi, sem dúvida, uma parte indicada no texto, quando se diz que Cristo estava em agonia; pois, como já vimos, a palavra é usada especialmente nas Escrituras em outros lugares como esforço ou luta com Deus em oração. A partir deste fato, e a partir do evangelista mencionar o Seu ser posto em agonia, e Seu orar fervorosamente na mesma frase, bem podemos entender isso como menção ao o Seu esforço em oração, como parte de Sua agonia. As palavras do texto parecem expor como Cristo estava em agonia na oração: “E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão”. Esta linguagem parece implicar, assim, quanto o trabalho e a seriedade da alma de Cristo foram tão grandes em Sua luta com Deus em oração, que Ele estava em uma pura agonia, e todo em um suor de sangue.

O que eu proponho agora, nesta segunda proposição, é com a ajuda de Deus, explicar esta parte da agonia de Cristo, que consistiu na agonia e luta de Sua alma em oração; o que é o mais digno duma investigação particular, sendo que, provavelmente, é apenas pouco compreendida; embora, como aparece na sequência, o correto entendimento disto é de grande utilidade e consequência na Divindade. Não é como eu concebo comumente bem compreendido o que se entende quando se diz no texto que Cristo orava mais intensamente; ou o que foi a coisa pelo que Ele lutou com Deus, ou qual foi o assunto desta fervorosa oração, ou qual foi a razão dEle ter tão sério em oração neste momento. E, portanto, para definir toda esta questão de uma forma clara, eu particularmente investigo:

1. De que natureza era essa oração.

2. Qual foi o assunto desta fervorosa oração de Cristo ao Pai.

3. Em que capacidade Cristo ofereceu esta oração a Deus.

4. Por que Ele foi tão sério em Sua oração.

5. Qual foi o sucesso dessa Sua luta sincera com Deus em oração; e depois fazer algum avanço.

I. De que natureza foi esta oração de Cristo.

Orações que são feitas para Deus podem ser de vários tipos. Alguns são confissões por parte do indivíduo, ou expressões de seu senso de sua própria indignidade diante de Deus, e são, portanto, os pronunciamentos de penitência a Deus. Outros são doxologias ou orações destinadas a expressar o sentimento que a pessoa tem da grandeza e glória de Deus. Tais são muitos dos salmos de Davi. Outros são discursos de agradecimento ou expressões de gratidão e louvor pelas misericórdias recebidas. Outros são pronunciamentos submissos, ou expressões de submissão e resignação à vontade de Deus, no qual aquele que aborda a Majestade do Céu exprime a conformidade de sua vontade com a vontade soberana de Deus; dizendo: “Seja feita, Senhor, a Tua vontade” como Davi, em 2 Samuel 15:26: “Se, porém, disser assim: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça de mim como parecer bem aos Seus olhos”. Outras são petições ou súplicas; através da qual a pessoa que ora pede a Deus e clama a Ele por algum favor desejado por ele.

Disso resulta a pergunta é: de qual desses tipos foi a oração de Cristo, que lemos no texto.

Resposta. Foi principalmente de súplica. Não foi penitencial ou confessional; pois Cristo não tinha pecado ou indignidade para confessar. Nem era uma doxologia ou uma ação de graças ou simplesmente uma expressão de submissão; pois nenhum deles concorda com o que é dito no texto, ou seja, que orava mais intensamente. Quando alguém diz orar fervorosamente, implica um sincero pedido de algum benefício, ou favor desejado; e não apenas uma confissão, ou submissão, ou ação de graças. Então, o que diz o apóstolo desta oração, em Hebreus 5:7: “O qual, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia”, mostra que era petição ou uma súplica sincera por algum benefício desejado. Não são confissões, ou doxologias, ou ações de graças ou resignações, que são chamadas de “súplicas” e “grande clamor”, mas petições por algum benefício desejado ardentemente. E, tendo, assim, resolvido a primeira questão, e mostrado que esta fervorosa oração de Cristo foi da natureza de uma súplica por algum benefício ou favor que Cristo ardentemente desejava, eu passo a investigar,

II. Qual foi o assunto desta súplica; ou que favor e benefício foi que Cristo tão ardentemente suplicou nesta oração da qual temos um relato no texto. Agora, as palavras do texto são expressam este assunto. Diz-se que Cristo, “posto em agonia, orava mais intensamente”, mas ainda assim, não é dito pelo que Ele orou tão fervorosamente. E aqui está a maior dificuldade em entender deste relato: o que foi aquilo pelo que Cristo tão ardentemente desejou, pelo que Ele tanto lutou com Deus naquele momento. E embora não seja expressamente dito no texto, as Escrituras não nos deixaram sem luz suficiente nesta questão. E quanto mais eficazmente para evitar erros, eu responderia,

1. Negativamente, aquilo pelo que Cristo orou tão fervorosamente, neste momento, não foi para que aquele cálice amargo que Ele tinha que beber passasse dEle. Cristo, antes, havia orado por isso, como no versículo seguinte, apenas um antes do texto, dizendo: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. É depois disso que nós temos um relato que Cristo, posto em agonia, orava mais intensamente; mas não devemos entender que, orava mais intensamente do que Ele tinha feito antes, que o cálice passasse dEle. Que esta não foi a única coisa que Ele tanto orou fervorosamente nesta segunda oração, as seguintes coisas parecem comprovar:

[1] Esta segunda oração foi depois que o anjo havia aparecido para Ele do céu, fortalecendo-O, para mais alegremente tomar o cálice e beber. Os evangelistas nos informam que quando Cristo veio ao jardim, começou a entristecer-se, e muito sobrecarregado, e que Ele disse que Sua alma estava cheia de tristeza até a morte, e que, em seguida, Ele foi e orou a Deus, que, se fosse possível o cálice passasse dEle. Lucas diz nos versículos 41 e 42: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. E então, depois disso, é dito no versículo seguinte, que apareceu um anjo do céu que o fortalecia. Agora isso pode ser entendido não o contrário do que o anjo lhe apareceu, fortalecendo-O e incentivando-O a passar por Sua grande e difícil obra, tomar o cálice e bebê-lo. Assim devemos supor, que agora Cristo foi mais fortalecido e encorajado a continuar com Seus sofrimentos: e, portanto, não podemos supor que, depois disso, Ele oraria mais intensamente do que antes de ser liberto de Seus sofrimentos; e, claro, que era sobre outra coisa que Cristo mais intensamente orava, depois do fortalecimento do anjo, e não que o cálice passasse dEle. Ainda que Cristo pareça ter uma maior visão dos Seus sofrimentos dada a Ele após este fortalecimento do anjo do que antes, que causou a tal agonia, ainda assim, Ele foi mais fortalecido e capacitado a uma maior visão deles, Ele teve mais força e coragem para lidar com estas apreensões horríveis, do que antes. Sua força para suportar sofrimentos é aumentada com o senso dos Seus sofrimentos.

[2.] Cristo, antes de Sua segunda oração, teve uma intimação da parte do Pai, que não era a Sua vontade de que o cálice passasse dele. A vinda do anjo do céu para fortalecê-lo deve ser assim entendida. Cristo em primeiro lugar, ora para que, se fosse a vontade do Pai, o cálice pudesse passar; mas isso não foi a Sua vontade; e então Deus, imediatamente após isto, envia um anjo para fortalecê-lo e encorajá-Lo a tomar o cálice, o que era uma indicação clara para Cristo que era a vontade do Pai que Ele deveria tomá-lo, e que Ele não passasse dele. E assim Cristo o recebeu; como é evidenciado a partir do relato que Mateus oferece sobre esta segunda oração. Mateus 26:42: “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”. Ele fala como quem agora tinha uma indicação, uma vez que Ele orou antes, que esta não era a vontade de Deus. E Lucas nos diz como, a saber, por ter Deus enviado um anjo. Mateus nos informa, como Lucas o faz, que em Sua primeira oração, Ele orou para que, se fosse possível o cálice passasse dEle; mas então Deus envia um anjo para significar que não era a Sua vontade, e para encorajá-Lo a tomá-lo. E então, Cristo tendo recebido esta indicação clara que não era a vontade de Deus que o cálice passasse dEle, rende-se à mensagem que recebeu, e diz: ó, Meu Pai, se é assim como Tu agora indicas, seja feita a Tua vontade. Portanto, podemos seguramente concluir que pelo que Cristo orava mais intensamente depois disso, não era para que o cálice passasse dEle, mas por outra coisa; pois Ele não iria orar mais fervorosamente, do que Ele fez antes, para que o cálice passasse dEle, depois de Deus ter sinalizado que não era Sua vontade que isso passasse dEle; supor isto seria uma blasfêmia. E então,

[3] A linguagem da segunda oração, tal como é referida por Mateus: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”, mostra que Cristo não ora, então, para que o cálice passasse dEle. Isto certamente não é orar mais fervorosamente para que o cálice passasse, é sim uma entrega a esta questão, e uma interrupção de instá-la mais, e submissão a isso como algo determinado pela vontade de Deus, feita conhecida pelo anjo. E,

[4] A partir do relato do apóstolo sobre esta oração, no capítulo 5 de Hebreus, as palavras do apóstolo foram estas: “O qual, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia”. O grande clamor e lágrimas de que o apóstolo fala, são, sem dúvida, o mesmo que Lucas fala no texto, quando Ele diz, “ele posto em agonia, orava mais intensamente”, pois esta foi a imagem mais nítida e séria do clamor de Cristo, o qual não temos qualquer relato em algum lugar. Mas, de acordo com o relato do apóstolo, aquilo que Cristo temia e pelo que clamou tão fortemente a Deus nesta oração, era algo que Ele foi ouvido, algo que Deus concedeu o Seu pedido, e, portanto, não era que o cálice passasse dEle. Tendo assim mostrado o que não foi pelo que Cristo orou nesta séria oração, eu prossigo para mostrar,


CONTINUA...




OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE 
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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