Mostrando postagens com marcador Trigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trigo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O INIMIGO SENTA AO LADO



Um alerta aos pastores e suas ovelhas

O artigo abaixo é de autoria de Aledsey Neander.

Durante meu pouco tempo no ministério pastoral - pouco mais de sete anos – tenho aprendido, na prática de plantação de igrejas, uma importante lição: os maiores inimigos da igreja de Cristo não são externos, — os de fora da redoma do templo — mas, sim, os internos. Não é por acaso que Jesus cita exemplos contrastantes e atípicos para exemplificar isso, como a parábola do trigo e do joio, a parábola da rede — que pega peixes bons e ruins —, não dar aos cães o que é santo, e por aí vai. O problema não está lá fora, está em quem deixamos entrar.

O maior inimigo da igreja não é o cara que se denomina ateu, não é aquele que diz que nunca vai à sua igreja por ter raiva de crente, nem mesmo aquele que diz crer em Deus, mas que não quer assumir compromisso com igreja nenhuma. Essas pessoas querem mais é viver a vida delas, da forma que eles acharem melhor, sem a intromissão religiosa — com isso não quero dizer que não devem ser evangelizados, nem se serão salvos ou não. Essas pessoas não são acusadas de mornidão, de frieza, de sustentar falsos profetas... Essas acusações foram feitas às igrejas. O maior inimigo da igreja de Cristo se assenta nos mesmos bancos que os verdadeiros crentes, canta louvores, fala de Jesus, faz liturgia, se veste à caráter como crente — se é que isso existe —, lhe deseja a paz do Senhor e pode até ser um dizimista fiel e um frequentador assíduo das reuniões. E o maior perigo desse inimigo é que ele é homogêneo, se mistura com facilidade, se torna anjo de luz, se preciso —

2 Coríntios 11:14

E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.

Lembram-se de Balaão? Tentou amaldiçoar o povo de Deus 3 vezes. Vendo ele que não teve sucesso, usou outra tática: a influência interna. Aconselhou o rei a introduzir prostitutas cultuais entre o povo de Deus, fazendo com que eles pecassem.

Números 31:16

Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR.

Paulo, sendo pastor e conhecedor dessa tática, alerta os irmãos de Corinto quanto a esses inimigos:

1 Coríntios 5.10—11

Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo. Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.
A preocupação de Paulo não era com os de fora, nem mesmo essa era a preocupação de Jesus, pois, além de conviver com os "doentes", pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, pelo contrário, nos deu uma missão aqui —

João 17:15—18

15 Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.

16 Eles não são do mundo, como também eu não sou.

17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

Mas, sendo essa uma realidade, o que fazer? Como pastores temos duas opções: 1. Fingir que nada está acontecendo, ser cego, surdo e mudo para com essas pessoas, ou, crer que sua igreja está livre dessas pessoas. 2. Trabalhar para livrar as verdadeiras ovelhas desses lobos enrustidos, ou, não permitir que eles influenciem o restante. Como? Primeiro é necessário identificá-los e, seguindo os conselhos de Paulo, isso não é difícil. Depois, tratá-los como devem ser tratados.

Quando digo que devemos nos "livrar deles", entendo que temos que ter o cuidado de não julgar erroneamente, nem mesmo sair expulsando gente da Igreja, pois todos devem ter a oportunidade de prestar culto a Deus e ouvir sua Palavra, a fim de serem conduzidos ao arrependimento. Devemos ter muita sabedoria ao identificar e corrigir essas pessoas.

2 Timóteo 2:24—-26

24 Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,

25 disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade,

26 mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.

No entanto, seguindo o conselho de Paulo, esses inimigos de Cristo têm uma característica específica: eles professam uma coisa e vivem outra: "... alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador...". Essa é uma típica atitude farisaica — e sabemos como Jesus tratava esses homens. Também essa é uma característica dos falsos profetas —

Mateus 7:15—20

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

Essas pessoas fizeram profissão de fé, declaram a mesma coisa que um discípulo de
Cristo —

Tiago 2:19

Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem.

mas vivem como ímpios; não há sinal de arrependimento nessas vidas — perceba que todas as características dessas pessoas são totalmente explícitas, elas não conseguem esconder o que são. Apesar disso, elas gostam da comunhão, — "dizendo-se irmão" — usam palavreado piedoso, gostam de sentir-se como parte da igreja. Havia um sujeito com esse perfil dentro da igreja de Corinto e Paulo está preocupado com esse tipo de influência na igreja (v. 6).

Mas, ao identificá-los, qual é o tratamento? Paulo é direto: "Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis..." e "com esse tal, nem ainda comais.". "Associar" significa "misturar-se", "ser íntimo" de tal pessoa. Esses inimigos querem inserir-se no grupo, mas o pastor, como responsável pela saúde de suas ovelhas, não deve deixar que ele se sinta como tal e também deve ensinar a igreja a se prevenir dessas influências.

O verdadeiro cristão não se torna confidente de tais pessoas, não somente porque ele não deve, mas porque não há nenhuma possibilidade. Associar-se com eles é ser cúmplice do pecado. Devo tratá-lo à distância e não alimentar sua impiedade (Provérbios 26:1, 5). Interessante que o conselho de Paulo quanto a não "comer" com essas pessoas, assemelha-se muito ao princípio do Salmo primeiro.

Paulo não recomenda, somente, que não haja nenhum tipo de associação com essas pessoas, mas também recomenda uma disciplina eclesiástica, o afastamento da comunhão:

1 Coríntios 5:3—5, 7

3 Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja,

4 em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,

5 entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.

7 Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.

(Sobre "disciplina eclesiástica", recomendo o livro "Consultório Bíblico", Rev. Odayr Olivetti, p. 133).

Como responsáveis pelo rebanho de Cristo, não devemos ser omissos nesta tarefa. Muitas vezes deixamos que essas pessoas criem raízes no Corpo, em prol de uma falsa paz. E, com o tempo, mais cedo ou mais tarde, colhemos os frutos dessa omissão, quando não, deixamos esse "barco furado" para um outro sucessor. Não deixemos de disciplinar, se necessário, para que as verdadeiras ovelhas não sofram com esses inimigos. Como diz um ditado popular: "Quem poupa os lobos, sacrifica as ovelhas". Diga-lhes o que deve ser dito... Se necessário, com brandura, se preciso, com rispidez. Dependendo do momento, fale em particular, mas se precisar, admoeste publicamente — 1 Timóteo 5:20. Muitas vezes será preciso se utilizar da autoridade que Deus nos deu como ministros, não para colocar medo nas pessoas, como muitos falsos pastores fazem. Os outros precisam ver em você um homem com a autoridade de Deus sobre a vida delas.

Tito 2:15

Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.

Lógico que, cabe a nós, demonstrarmos isso com uma vida irrepreensível e não só com palavras, agindo assim com muito temor diante de Deus.

Não gaste tempo, nem tenha dor de cabeça com essas pessoas.

Tito 3:10—11

10 Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez,

11 pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.

Quanto sono já perdemos por causa de pessoas com este perfil? Quanta paz deixamos de desfrutar por causa de gente assim? Quanto tempo perdemos em estar trabalhando com os verdadeiros servos de Deus tentando "converter" esses ímpios travestidos de cristãos?

Nós, pastores, devemos aprender, desde cedo, que fomos chamados para pastorear as "ovelhas" do Senhor Jesus e não os cabritos. E, até que o Senhor Jesus volte para separar cabritos e ovelhas, joio e trigo, ímpio e santo, temos que saber administrar a situação.

Que não tenhamos pressa em receber novos membros, a fim de encher o templo a qualquer custo. Mas que utilizemos, bem, o processo de discipulado, ou catecúmenos, para conhecer quem está querendo fazer parte da sua Igreja, ensinando, mas também, confrontando sua fé, seus princípios, sua motivação.

Não estou dizendo, com isso, que ficaremos livres dessa influência maléfica, enquanto neste mundo uma crença assim é utópica — a igreja é chamada a avançar contra as portas do inferno, mas durante esse avanço um "misto de gente" caminha junto.

Êxodo 12:38

Subiu também com eles um misto de gente, ovelhas, gado, muitíssimos animais.

Também não creio que sempre teremos sucesso nessa distinção. No entanto, estaremos cumprindo nossa tarefa como servos bons, responsáveis e fiéis ao ministério e às ovelhas que o Senhor nos confiou.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.       

segunda-feira, 12 de maio de 2014

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — 024 — GÁLATAS 2:4 - A LIBERDADE QUE TEMOS EM CRISTO




GÁLATAS 2:4 — NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — 024 — A LIBERDADE QUE TEMOS EM CRISTO

Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior


24 – Gálatas 2:4 - E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão.

E isto por causa dos falsos irmãos — Infelizmente este é um fato mais corriqueiro do que gostaríamos sequer de admitir: a existência de falsos irmãos. Eles existem hoje como já existiam nos dias do apóstolo Paulo e precisam ser confrontados hoje com o mesmo vigor com que foram confrontados pelo apóstolo Paulo nos seus dias.

No contexto deste versículo — Gálatas 2:1—3 — nós somos informados que Paulo foi até Jerusalém acompanhado de Barnabé. Junto com eles foi também um gentio grego convertido chamado Tito. Os verdadeiros irmãos da igreja em Jerusalém não fizeram nenhuma exigência concernente à circuncisão de Tito. Certamente Tito não teria se submetido se lhe exigissem tal ato e o apóstolo Paulo não teria sequer admitido tal possibilidade. O motivo de tanta resistência era um só. Já naqueles dias havia um grupo de pessoas que se considerava maior e melhor do que os irmãos em geral e do que o apóstolo Paulo em particular. Era uma falsa liderança surgida no seio da igreja cristã que visava instituir uma versão cristã da estrutura religiosa judaica. Eles queriam ser diferentes, queriam ser cristãos, desde que tudo continuasse rigorosamente igual como era no judaísmo! Entre as crenças destes falsos irmãos nos vamos encontrar:

A. A convicção que eles tinham de que eles eram, apenas por serem judeus, os líderes mais apropriados para a igreja cristã. Eles queriam mandar e ser senhores sobre o povo de Deus. Daí a ênfase de Paulo de que ele falou com aqueles que pareciam ser de maior influência ou importância apesar de Paulo não dar a mínima para este fato — ver Gálatas 2:6.

B. Estes falsos irmãos também acreditavam que a circuncisão era necessária para a salvação. Tivessem os verdadeiros irmãos, Tito, Barnabé e o apóstolo Paulo aceitado a pressão e se submetido à vontade dos falsos irmãos a história da igreja poderia ser muito diferente.

Por que Paulo considerava estas pessoas que queriam dominar sobre o povo de Deus e que defendiam a circuncisão como necessária para a salvação como “falsos irmãos”.  É porque eles tinham o nome de cristãos, mas não possuíam a graça verdadeira de Deus. Eles se chamavam de cristãos, mas eram na realidade judeus não convertidos. Eram como aqueles homens mencionados por Paulo em 2 Timóteo 3:1—5 especialmente o verso 5 que fala de “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder”.  O apóstolo Paulo estava acostumado a enfrentar estes falsos irmãos, pois ele os inclui na lista de adversidade que havia experimentado durante sua vida — ver 2 Coríntios 11:24—27.

Que se entremeteram — Se intrometeram no meio do povo de Deus. No meio das casas, no meio da igreja, no meio daqueles que deviam ser o exemplo do rebanho de Deus. Como o próprio termo diz, estes falsos irmãos, estão entremetidos em nosso meio. É o joio que cresce juntamente com o trigo até o dia do Juízo quando o Filho do Homem ordenará a seus anjos a separação eterna entre os verdadeiros crentes e os falsos pretensiosos — ver Mateus 13:40—43. O verbo παρεισάκτους pareisáktous — entremeter, infiltrar ocorre somente duas vezes em todo o Novo Testamento. Uma é neste versículo e a outra é 2 Pedro 2:1, onde a ARA traz o termo “dissimuladamente” e se refere à maneira sutil como a mentira é misturada à verdade de Deus. Estes falsos irmãos, que inclui inclusive falsos pastores, são todos aqueles que pretendem serem piedosos baseados em sua posição — de liderança. São pessoas que acham que a santidade é proporcional ao tempo de profissão de fé ou que está associada a rituais —consagração ou ordenação — ou decisões de concílios. Infelizmente a história da igreja e a nossa própria experiência estão cheias de provas que pessoas professas, consagradas ou ordenadas para o sagrado ministério ou apontadas em decisões conciliares, não são, necessariamente, sequer convertidas. Estes falsos irmãos sejam líderes ou seguidores são homens que não entenderam que os termos gregos πρεσβύτερος presbúteros — ancião ou mais velho, ἐπίσκοπος epískopos — supervisor, guardião ou bispo e ποιμὴν poimèn — pastor de ovelhas se referem às funções que devem desempenhar no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Estes termos não descrevem, em nenhuma hipótese, um cargo ou uma posição. Descrevem funções. Eles falam da função exercida por alguém mais velho — no sentido de mais experiente — da função de supervisor ou guardião, da função de cuidar — pastorear — o rebanho de Deus. Como usadas no Novo Testamento estas três palavras não possuem nenhuma conotação hierárquica. Em nenhum lugar do Novo Testamento somos ensinados que os pastores, presbíteros ou anciãos, bispos ou supervisores ou reverendos — sendo esse último termo algo que o autor considera, particularmente, desagradável, sequer existem na Bíblia como títulos! — e que tais pessoas devem exercer posição de domínio sobre o povo de Deus. Pelo contrário o ensino da palavra de Deus é claro: a função dos assim chamados presbíteros, bispos e pastores — os termos são todos sinônimos no Novo Testamento — é unicamente de serviço — ver Marcos 10:42—45 e 1 Pedro 5:1—5. Todos os que agem de maneira contrária ao ensinamento das escrituras, e lamentavelmente não são poucos os que procedem desta maneira nos nossos dias, estão nesta categoria de falsos irmãos pouco importando se eles são líderes ou seguidores. Falsos ensinamentos como a necessidade obrigatória da circuncisão para a salvação, ou o desenvolvimento de verdadeiras “castas sacerdotais” criadas exclusivamente para tirar a glória devida a Deus somente e atribuí-la a homens, é algo terrível que receberá o justo juízo de Deus. Mas o fato permanece, estes falsos irmãos estavam entremetidos e estão entremetidos no meio do verdadeiro povo de Deus.

A intenção daqueles falsos irmãos era bem clara: conseguir pressionar Paulo e Barnabé a que circuncidassem a Tito sob o pretexto de que a Lei de Moisés requeria tal obrigação e, uma vez conseguido isto, impor tal obrigatoriedade a todos os crentes do mundo gentílico. A história da Igreja está repleta de ensinamentos falsos que, por não terem sido confrontados pela palavra de Deus, assumiram “forma de piedade” e se tornaram verdadeiros tabus — do polinésio tabu, 'sagrado', 'intocável', 'proibido', pelo inglês taboo — e hoje são aceitos pelos cristãos com verdades divinas mesmo quando as mesmas se opõem ao claro ensinamento das escrituras sagradas. É triste, mas verdadeiro.

Com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus – Ah! A liberdade que temos em Cristo! Que palavras maravilhosas. Somos livres em Cristo. Completamente livres! Este é o motivo porque Paulo, mais adiante, exorta os gálatas com as seguintes palavras: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” – Gálatas 5:1. A liberdade a que Paulo se refere certamente dizia respeito às pesadas obrigações que recaiam sobre as costas de todos os judeus. Obrigações que envolviam dor física — no caso da circuncisão — o pagamento de inúmeras contribuições, impostos e taxas para manter os onerosos rituais da religião judaica. Esta manutenção incluía o sustento das classes sacerdotais e dos levitas que eram hereditárias e que não paravam de crescer.

Nos dias de hoje não é muito diferente. As classes sacerdotais se encastelam como verdadeiros faraós no topo das denominações cristãs e usam a força coletiva da comunidade para beneficiar um pequeno grupo. O benefício é prioritariamente financeiro. Seja em forma de salários diretos ou indiretos; seja em forma de benefícios fiscais ou previdenciários; seja em forma de assistência médica-odontológica diferenciada; seja em forma de presentes os mais curiosos possíveis, tais como viagens turísticas, participação em Seminários e Conferências, sem descontar das férias regulares, é claro; seja em forma de ajudas de custo que cobrem desde custos de moradia, passando por combustível e incluindo o próprio veículo ou veículos; seja em forma de bolsas de estudos para o próprio interessado ou sua esposa e filhos e vai por aí afora. Como dissemos o benefício é prioritariamente financeiro, mas não se resume somente a dinheiro. Poder também é algo que faz parte desse jogo. E existem muitos canalhas — pessoa vil, infame, reles; velhaco — que alegam não receber nada das suas denominações, o que nunca corresponde aos fatos, mas que estão devidamente encastelados em posições de mando e controle. O poder é para essas pessoas tão fundamental quanto o oxigênio que respiram. Mas não para por ai. Existe ainda a sangria desatada para se construir templos e prédios de várias naturezas, cada vez mais caros e cujo único propósito é agregar glória e fortuna à denominação. Chega! O povo de Deus está livre de todas estas tramóias e deve se empenhar por manter esta liberdade. Não temos nenhuma obrigação de sustentar nenhuma casta “pastoral” que, como as castas sacerdotais e levíticas do Antigo Testamento também não para de crescer. Não temos nenhuma obrigação de sustentar nenhum projeto, seja grande ou pequeno, para a glória de denominação nenhuma. Neste contexto é importante frisarmos que a responsabilidade por tamanha imoralidade e desatinos é tanto daqueles que lideram como daqueles que são liderados. Não há inocentes neste jogo! O problema é deveras antigo, pois o profeta Jeremias já havia denunciado nos seus dias este tipo de parceria indecente entre sacerdotes, profetas e o povo —

Jeremias 5:30—31

30 Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra:

31 os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?

Quando usamos nossa liberdade e nos negamos a participar neste jogo, logo descobrimos que estamos sendo espreitados ou espionados. Qualquer atitude crítica ou mesmo de mero questionamento produz imediatamente uma reação realmente doentia e neurótica por parte dos donos do poder e sua multidão de acólitos. Começando com acusações, geralmente falsas, de insubordinação ou insubmissão estas pessoas querem insistir, por todos os meios possíveis, que suas ideias erradas estão certas e que todos precisam se enquadrar nestas normas que não passam de invencionices humanas. Estas normas são modos e costumes inventados por homens que exigem estrita obediência às suas invencionices. Como nos dias de Paulo os falsos irmãos insistiam na circuncisão como algo obrigatório para a salvação assim nos nossos dias os falsos irmãos insistem em estrita obediência aos modos e costumes por eles inventados, se quisermos viver em paz e agradar a Deus. O primeiro e maior objetivo destes falsos irmãos sempre foi e sempre será satisfazer a si próprios. Como Paulo, Tito, Barnabé e outros na igreja de Jerusalém nós precisamos resistir firmemente aos falsos irmãos modernos que, entremetidos em nosso meio, espreitam nossa liberdade e querem realmente nos escravizar a seus modos e costumes.

Por outro lado a liberdade cristã não pode e não deve ser usada como desculpa para cometermos qualquer tipo de pecado que seja. Usar a liberdade cristã como pretexto para pecar é contrário à pessoa de Cristo, contrário ao Espírito Santo, contrário ao princípio da graça que opera nos crentes e contrário às doutrinas do Evangelho. A liberdade que Deus nos concede também não consiste exclusivamente de uma liberdade externa ou de poder de escolha somente, mas é uma liberdade que nos livra tanto de uma mente obscurecida pelo pecado como da tirania de paixões pecaminosas. A liberdade cristã é liberdade, acima de tudo, do poder do pecado —

Romanos 6:11—14

11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.

14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

Do lado positivo a liberdade cristã consiste em desenvolver a nossa salvação já que Deus nos concede tanto a vontade como a habilidade de fazer o que é bom e certo. Porque estamos “em Cristo” nós temos uma compreensão clara e precisa da pessoa de Deus; temos uma compreensão clara acerca do perdão que Deus nos oferece; temos a motivação necessária para vivermos vidas de verdadeira santidade. O Espírito Santo em nós implantado nos concede o sentido apropriado da liberdade que possuímos como novas criaturas — ver 2 Coríntios 3:17. O apóstolo Paulo se refere à nossa liberdade como “a gloriosa liberdade dos filhos de Deus” — ver Romanos 8:21. Tiago se refere à nossa liberdade como “perfeita” — ver Tiago 1:25. O instrumento que o Espírito Santo usa para implantar a liberdade em nossas vidas é a verdade — ver João 8:32. Este é o motivo porque a mentira é tão deletéria — que destrói ou danifica; prejudicial, danoso — e porque Paulo diz que os falsos irmãos se entremetem em nosso meio. É através da mentira, daquilo que parece, mas não é, daquilo que possui aparência de santidade, mas não é de fato santo, que o verdadeiro evangelho acaba sendo pervertido nesta coisa horrenda em que se transformou a cristandade[1] dos nossos dias. Para terminar ver ainda —

1 Pedro 2:15—16

15 Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos;

16 como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus.

LISTA DE OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “EM CRISTO”:

O estudo introdutório dessa série, número 000, pode ser encontrado aqui:

O estudo número 001 dessa série — Justificação Gratuita — pode ser encontrado aqui:

O estudo 002 dessa série — Nossa Identidade com Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 003 dessa séria — Mortos para o Pecado, Mas Vivos para Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 004 dessa série — O Salário do Pecado X o Dom Gratuito de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 005 dessa série — Nenhuma Condenação em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 006 dessa série — Nada Pode nos Separar do Amor de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 007 — Somos Membros uns dos Outros em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 008 — Santificados em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 009 — A Graça de Deus em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 010 — Somos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 011 — Somos Espirituais em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 012 — Somos Loucos, Fracos e Desprezíveis Porque Estamos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 013 — Somos Gerados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 014 — Nossa Esperança em Cristo Não se Limita a Essa Vida Apenas — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 015 — Todos Serão Vivificados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 016 — Todos São Amados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 17 — Somos Todos Ungidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 18 — Não Mercadejamos a Palavra de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 19 — O Véu é Removido em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 20 — Somos Novas Criaturas em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 21 — Deus Estava em Cristo Reconciliando Consigo o Mundo — poderá ser encontrado aqui:

Os estudos 22 e 23 — Sendo Conhecido em Cristo — poderão ser encontrados aqui:

O estudo 24 — Nossa Liberdade em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 25 — Justificação Pela fé em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 26 — Filhos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 27 — Revestidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28A — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 001 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28B — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 002 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 029 — Somente a Fé Que Atua Pelo Amor Tem Valor em Cristo

O estudo 030A — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 001

O estudo 030B — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 002

O estudo 030C — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 003 — E a Chamada Visão de Hermes

O estudo 030D — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 004 — O Ensinamento Bíblico Acerca do Céu

O estudo 031 — Desvendando-nos o Mistério da Sua Vontade Em Cristo

O estudo 032 — Para o Louvor da Glória de Deus em Cristo

O estudo 033 — Ressuscitados em Cristo e Assentados nos Lugares Celestiais

O estudo 034 — Mostra a Suprema Riqueza da Sua Graça em Bondade para conosco em Cristo.

O estudo 035 — Mostra como somos salvos em Cristo para a prática de boas obras manifestadas por meio de uma vida de santidade.

O Estudo 036 — Nos Fala de Como Somos Aproximados de Deus Porque Estamos em Cristo.

O Estudo 037 — Nos Fala de Como Somos Co-herdeiros, Co-participantes e Membros dum mesmo Corpo

O Estudo 038A — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 001 — Cristo o Mistério Revelado de Deus

Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:
Desde já agradecemos a todos.


[1] Por Cristandade o autor se refere a este sistema completamente falido representado por todos os grupos que se denominam cristãos e que pretendem estar seguindo os ensinamentos bíblicos e imitando a Jesus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 25:31—46 — A PARÁBOLA DAS OVELHAS E DOS CABRITOS — SERMÃO 022


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


Sermão 022

A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

Mateus 25:31—46 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;

34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;

36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.

37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

Introdução

1. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

2. A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos é contada exclusivamente por Mateus.

3. Esta parábola trata de um tema extremamente complexo e desagradável. Mas mesmo sendo desagradável, como está na Bíblia nós precisamos seguir o exemplo de Paulo e expor todo “o conselho de Deus”.

4. O tema tem a ver com o destino eterno das pessoas. Este assunto é tão delicado, mesmo na revelação divina, que somente o próprio Senhor Jesus falou acerca destas verdades. O apóstolo Paulo, o apóstolo Pedro, Tiago, Lucas e o autor de Hebreus não usam as expressões inferno, fornalha acesa e geena. O apóstolo João faz uso destas palavras bem como da expressão lago de fogo, mas ele se refere ao que ouviu ou lhe foi mostrado por um anjo. Uma única exceção pode se atribuída a João Batista que usa a expressão “fogo inextinguível”.

5. Este assunto é tão controvertido que a maioria dos pastores prefere ignorá-lo ou, o que é pior, se arvoram a ir contra o mesmo defendendo a idéia da aniquilação dos ímpios.

6. Com a ajuda de Deus queremos entender o que o Senhor Jesus quis nos ensinar nesta parábola e como encontramos nela tanto palavras de advertência quanto de consolação.

I. A Parábola.


A. Os Animais

1. Jesus inicia esta lição chamando a atenção dos ouvintes para uma cena bucólica muito familiar aos seus ouvintes.

a. Um pastor possui um rebanho composto de ovelhas e cabritos. Estes animais são muito distintos.

b. A pelagem das ovelhas e dos cabritos são distintas como nós bem sabemos.

c. Cabritos preferem comer folhas e brotos de plantas enquanto que carneiros preferem pastar.

d. Mesmo pertencendo a um mesmo pastor cabritos e ovelhas não se misturam.
e. Ovelhas atendem ao chamado do pastor no final do dia enquanto que os cabritos muitas vezes o ignoram.

f. À noite as ovelhas preferem ficar ao ar livre enquanto os cabritos buscam abrigo, pois não suportam o frio.

2. Jesus diz que o pastor separa os cabritos das ovelhas.

a. No Antigo Testamento as ovelhas eram vistas como símbolo de obediência silenciosa e sua lã branca era entendida como símbolo de justiça. É assim que Jesus é descrito como cordeiro de Deus.

b. Por sua vez os bodes — cabritos adultos — foram usados como símbolo portador do pecado:

Levítico 16:20—22

20 Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar, então, fará chegar o bode vivo.

21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso.

22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.

3. A separação entre a direita e a esquerda apenas indica os conceitos da época, que perduram até os dias de hoje, de que o lado direito indica aquilo que é bom enquanto o esquerdo é usado para se referir a algo sinistro, sombrio, mau e vil. Não existe nas palavras de Jesus nenhuma conotação política moderna.

4. Todas as ovelhas e todos os cabritos, indistintamente, serão trazidos à presença do pastor para que faça a devida separação. Nenhuma será isentada nem dispensada.

B. O pastor.

Resultado de imagem para pastor de ovelhas


1. Um fato que não pode passar despercebido é que o mesmo Jesus que seria massacrado e morto em apenas 2 dias se apresenta como:

a. O Filho do Homem – uma referência direta a

Daniel 7:13—14

13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.

14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

b. O pastor que separa as ovelhas dos cabritos.

c. O Rei e o Juiz.

d. O filho de Deus já que chama Deus de Pai.

e. O Senhor em cujas mãos se encontra o destino eterno das almas.

2. Essa separação é algo comum no evangelho de Mateus:

a. João Batista fala da separação entre o trigo — armazenado no celeiro — e a palha — queimada em fogo inextinguível — ver Mateus 3:12.

b. Em Mateus 13:30 Jesus falou do joio sendo separado do trigo e atado em feixes para ser queimado.

c. Em Mateus 13:49—50 — Jesus nos fala dos anjos vindo no tempo do fim para separar os justos dos maus e de como os ímpios serão jogados em uma fornalha acesa.

d. Em Mateus 25:12 Jesus diz às virgens néscias: “Não vos conheço”. E com isto a impede de entrarem para as bodas.

e. Em Mateus 25:30 Jesus nos diz que o servo negligente e mau foi lançado para fora, nas trevas.

f. O mesmo princípio da separação se aplica nesta parábola,

C. O Julgamento


1. O julgamento será universal:

a. Todas as nações serão reunidas diante do Juiz.

b. Seremos julgados tanto de forma coletiva quanto de forma individual

2. A questão crucial levantadas pelas expressões “benditos” e “malditos”.

a. Os particípios no Grego do Novo Testamento: São chamados de particípios os adjetivos verbais que são palavras que reúnem características tanto de verbo como de adjetivo.
b. A palavra grega εὐλογημένοι eulogeménoi – benditos é um particípio do verbo εὐλογέω eulogéo – bendizer/louvar no tempo perfeito e na voz passiva. Em português podemos dizer que o tempo perfeito no grego se refere a um estado atual que, geralmente, é resultado de um acontecimento do passado. Somos benditos hoje e no dia do juízo porque Deus nos abençoou no passado. O apóstolo Paulo diz que Deus nos abençoou desta maneira antes da fundação do mundo.

c. Da mesma maneira a palavra “preparado” traduz a expressão grega ἡτοιμασμένην etoimasménen que é um particípio do verbo ἡτοιμάζω etomimázo — preparar no tempo perfeito e na voz passiva. Essa palavra nos ensina de modo inequívoco que não podemos preparar nossa própria salvação nem fazer nada que possa contribuir para a mesma. Não existe uma evolução espiritual como proposta pelos espíritas, nem uma justiça de boas obras como proposta pela grande maioria das religiões, especialmente a Católica Romana.

d. Seguindo esta linha de pensamento a expressão grega κατηραμένοι kateraménoi – malditos, é um particípio do verbo καταράομαι kataráomai — amaldiçoar no tempo perfeito e na voz passiva. Assim temos que da mesma maneira que os salvos foram abençoados os ímpios foram amaldiçoados por Deus.

e. Como os salvos são convidados a entrar em um reino previamente preparado para eles os ímpios são ordenados a entrar em um inferno que não havia sido preparado para eles, e sim para o Diabo e seus anjos.

f. Diferentemente da bênção que foi outorgada antes da fundação do mundo a Bíblia não diz nada a respeito de quando a maldição foi proferida.

3. As distinções entre benditos e os malditos.
                 
Benditos
Malditos
Ovelhas
Cabritos
Colocados à Direita
Colocados à Esquerda
Vinde
 Benditos de meu Pai
Apartai-vos de mim
Malditos
São convidados a tomar posse do reino
São enviados ao fogo eterno
Vida Eterna
Castigo Eterno

4. A identificação entre Cristo e Seu povo e as implicações em como o povo de Deus é tratado.

a. Quem nos enviou ao mundo para pregarmos foi o Senhor Jesus.

b. Somos seus representantes, não falamos em nosso próprio nome e sim em nome dele.

c. A melhor ilustração desta verdade pode ser vista no encontro entre Jesus e Saulo de Tarso quando este se encaminhava para a cidade de Damasco — ver Atos 9:1— 6.

5. Os atos de bondade mencionados causam reações diferentes dos salvos e dos ímpios.

a. Os salvos se surpreendem de saber que cada vez que fizeram algo certo o fizeram para o Senhor o que é uma prova incontestável da sinceridade deles. As boas obras não são a raiz que os salva e sim os frutos da graça que os salvou.

b. Os ímpios também se surpreendem de saber que ao agir de modo errado estavam errando contra o Senhor e Juiz de todos. Não existe pecado pior do que recusar ouvir os emissários de Deus. As palavras de Jesus acerca das cidades impenitentes e para as mulheres de Jerusalém são auto-evidentes.

Mateus 11:20—24

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:

21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.

22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.

24 Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

Lucas 23:27—28

27 Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam.

28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!

II. Conclusão

1. O filho do Homem é Rei e o Soberano Senhor e Juiz.

2. Não existe meio termo acerca da resposta humana à obra salvadora de Cristo. Só existem duas posições: aceitar ou rejeitar.

3. Gostemos ou não destas idéias a conclusão de Cristo a esta parábola para os dois grupos é que o veredicto para ambas as partes é final e irrevogável.

4. Nossa decisão hoje determina nosso destino eterno. De que lado queremos ficar? À direita com as ovelhas ou à esquerda com os cabritos?

5. Como queremos passar para a eternidade? Como benditos ou como malditos?



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.