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domingo, 8 de julho de 2012

2 CORÍNTIOS 8 — 9: O DÍZIMO É CRISTÃO?


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Um irmão chamado Igor, me pediu explicações quanto a alguns comentários que fiz acerca da não continuidade da prática de se oferecerem dízimos na Igreja do Novo Testamento. Depois de ter respondido a ele pessoalmente achei que seria bom se todos os leitores pudessem considerar essas breves notas que uso quando costumo falar desse assunto. As notas estão baseadas em 2 Coríntios capítulos 8 e 9.

 Introdução.

 
·     Não temos como não notar o fato de que Paulo dedica dois capítulos inteiros à prática cristã de contribuir.
·   Também não temos como não nos surpreender com a atitude, no mínimo estranha, daqueles que procuram no Antigo Testamento, a inspiração e o exemplo a ser seguido com relação à prática cristã de contribuir.
·    Temos que nos lembrar que ao terminar o capítulo 7 de 2 Coríntios, Paulo disse aos crentes daquela igreja local: “Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós — 2 Coríntios 7:16”.
·    Para Paulo a prática da contribuição cristã está intimamente relacionada com a saúde espiritual da igreja. Alguém já disse que “nossa carteira ou bolsa” é a última “parte do nosso corpo” a consagrarmos a Deus.

·       Vejamos então os princípios estabelecidos por Paulo para a: 
A Prática Cristã de Contribuir

I. A Prática do Dízimo Foi Abandonada pela Igreja do Novo Testamento.
Quando Jesus falou sobre o dízimo, ainda nos encontrávamos sob a Antiga dispensação, antes da ressurreição do Senhor, que veio fazer Novas todas as coisas. Se o leitor observar de forma correta irá notar que a expressão dízimo aparece no Novo Testamento, pela última vez nos lábios de Jesus Cristo em Mateus 23:23, antes da Sua ressurreição, portanto. Depois ela desaparece por completo do Novo Testamento, voltando a ser mencionada apenas no livro de Hebreus onde as duas alianças são contrastadas – a Antiga e a Nova. Já a expressão “dízimos” no plural, não aparece nenhuma vez no Novo Testamento com exceção de quatro menções no livro de Hebreus — Capítulo 7 versos 5—6 e 8—9 — onde, novamente, temos o contraste entre as duas alianças.

Aqui gostaria de sugerir a você a leitura de dois artigos do blog que tratam desse aspecto de “NOVIDADE” no Novo Testamento. Os mesmos poderão ser acessados nos links abaixo:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/06/jesus-veio-para-tornar-novas-todas-as.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/06/transicao-do-templo-em-jerusalem-para.html

Mais adiante na exposição dos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, pediria que lesse as notas com bastante atenção e orando para Deus te mostrar a verdade. Nas notas abaixo deixo claro os parâmetros bíblicos para a forma correta de contribuição no Novo Testamento — CONTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL — e não baseada em nenhum valor fixo.

Outro fator de grande importância a ser considerado nessa discussão é a necessidade crucial apresentada em Hebreus 7:12 que diz:

Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.

Note que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Melquisedeque. Essa mudança implica também em uma mudança da lei mosaica para os princípios do Reino de Deus
.
Em 2 Coríntios 3:1—18 Paulo contrasta a Antiga Aliança com a Nova Aliança. Notes as agudas diferenças:

ANTIGA ALIANÇA
NOVA ALIANÇA
A Aliança da Letra que Mata
A Aliança do Espírito que Vivifica
Ministério da Morte Gravado em Pedras
Ministério do Espírito Santo que Dá Vida
Glória Desvanecente
Glória do Ministério do Espírito Santo
Ministério da Condenação
Ministério da Justiça
Algo que Já Não Resplandece
Algo com Glória Sobreexcelente
Glória que se Desvanecia
Glória Permanente

Por favor, amados irmãos, não troquem a Glória de Cristo e da Nova Aliança que representam a realidade, pela mera parábola ou sombra representada pela Antiga Aliança — ver Hebreus 9:9; 10:1. Devemos nos dedicar a Cristo e à Nova Aliança e deixarmos de lado as coisas pertinentes à Antiga Aliança, suas festas e suas práticas, inclusive.

Agora vamos considerar os ensinamentos de Paulo acerca da forma como devemos contribuir financeiramente na Igreja de Deus, que é o Corpo de Cristo.

II. O Exemplo das Igrejas da Macedônia.
·       Quando Paulo Escreveu a epístola de 2 Coríntios existiam na região da Macedônia duas comunidades cristãs: uma em Filipos e outra em Tessalônica. Detalhes de como estas igrejas foram iniciadas podem ser encontrados em Atos 16:11—40 no caso de Filipos e em Atos 17:1—10 para a igreja em Tessalônica. Paulo faz questão de dar a conhecer as atitudes ou características com que os Macedônios contribuam – 2 Coríntios 8:1
·       Quais eram as características da contribuição daquelas igrejas?

1.    Contribuíam com alegria — 2 Coríntios 8:2. De fato “Deus ama a quem dá com alegria” — 2 Coríntios 9:7.
2.    Contribuíam de forma sacrificial — 2 Coríntios 8:2—3a. A contribuição sacrificial não é exigida dos coríntios – ver 2 Coríntios 8:11—13.
3.    Contribuíram de forma voluntária — 2 Coríntios 8:3b. Ninguém deve ser induzido nem forçado a contribuir contra a própria vontade — 2 Coríntios 8:8 e 10. Nossa motivação em contribuir deve, acima de tudo, se inspirar no exemplo do próprio Senhor Jesus – 2 Coríntios 8:9.
4.    Contribuíram de forma persistente – 2 Coríntios 8:4.
5.    Por fim, não contentes em contribuir financeiramente acabaram por se entregar a si mesmos a Deus – 2 Coríntios 8:5.
6.    O desejo do apóstolo Paulo era que os Coríntios se espelhassem no exemplo dos Macedônios e que a graça de contribuir fosse abundante entre eles – 2 Coríntios 8:6—7. Caio Fábio d’Araujo Filho disse que: “essa é uma graça que poucos desejam”!

III. O Cuidado que Deve ser Exercido com as Ofertas.
·       Integridade é a palavra de ordem quando o assunto é o manuseio das ofertas do povo de Deus. No texto de 2 Coríntios 8:16 até 9:5 Paulo estabelece as normas para garantir a absoluta integridade com relação a todas as ofertas levantadas.

1.    Paulo envia Tito a Corinto — 2 Coríntios 8:16—17. Ele também envia um segundo irmão — 2 Coríntios 18—19. E, para garantir a máxima correção possível, ele envia ainda um terceiro irmão — 2 Coríntios 8:22. Fidelidade é a única maneira genuína de se promover o serviço cristão de modo correto. “Foste fiel no pouco, sobre muito te colocarei!” — ver Mateus 25:21.
2.    O objetivo de Paulo ao enviar estes irmãos está declarado em 2 Coríntios 8:20—21.
3.    Paulo pede a igreja em Corinto, que receba bem estes homens — 2 Coríntios 8:23—24.
·       Um segundo motivo era o de preparar o caminho para a chegada do próprio apóstolo conforme 2 Coríntios 9:1—5.

IV.  A Prática da Contribuição Cristã como uma Sementeira.
 
·       A prática da contribuição cristã funciona como uma sementeira — 2 Coríntios 9:6. É uma sementeira de dinheiro, de tempo e de forças. Vejam como a sementeira funciona:

1.    Todos devem contribuir com a atitude descrita em 2 Coríntios 9:7.
2.   Deus é quem nos supre as necessidades que temos e nos fornece condições adicionais para contribuirmos — 2 Coríntios 9:8.
3.    É Deus quem nos dá as sementes para plantar! É Deus também quem nos concede uma colheita abundante — 2 Coríntios 9:10—11.
·      Vejam como este processo é pervertido nas igrejas que pregam a prosperidade. Deus não dá a semente. É a pessoa que tem que dar a semente como prova de que possui fé em Deus. Neste ambientes, como não poderia deixar de ser, alguns têm fé demais e outros fé de menos.

V. Resultado Final de Todo Este Processo.
 ·       As necessidades daqueles que precisam são satisfeitas — 2 Coríntios 8:13—– 15.

·       Deus será louvado e engrandecido — 2 Coríntios 9:12.

·       A comunhão será fortalecida e os beneficiários irão orar por aqueles que os auxiliaram — 2 Coríntios 9:13—14.

·       Quem tem demais não tem sobra e quem tem falta é suprido, de tal forma que haja IGUALDADE — 2 Coríntios 8:13—15. É isso que chamamos de CONTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL.

Conclusão.
 1. O exemplo estabelecido pelas igrejas da Macedônia deve ser nosso modelo de prática da contribuição cristã. O exemplo deles é em muito superior ao estabelecido no Antigo Testamento. O Exemplo supremo foi nos dado pelo próprio Senhor Jesus – ver 2 Coríntios 8:9.
 2. Que tipo de contribuintes nós somos? Do tipo que contribui resmungando ou daquele tipo especial que “pede com muitos rogos a graça de participar”? – ver 2 Coríntios 8:4.
 3. Não devemos cair no erro de achar que as únicas necessidades que existem sejam materiais e relacionadas ao dinheiro somente. Note que os Macedônios além de contribuir financeiramente acabaram por se entregar a si próprios a Deus e ao apóstolo e seus companheiros para ajudá-los. Hoje também temos muitas necessidades:
 ·         Precisamos de pessoas para orar por pessoas, por circunstâncias, para entendermos a vontade de Deus, para fazermos a vontade de Deus, para sermos guardados do mal.
 ·         Precisamos de pessoas para visitar os enfermos, os abatidos e todos aqueles que precisam ser confortados pela presença amiga de alguém que está disposto a levar a prática da compaixão e da misericórdia cristã à sério.
 ·         Precisamos de pessoas para ajudar com os ministérios da Igreja que sempre demandam maiores esforços e envolvimento de mais pessoas
 ·         Espero que os irmãos entendam onde queremos chegar.

4. O apóstolo Paulo falando aos pastores da igreja em Éfeso disse: Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber - Atos 20:35.
 5. Quando metemos a mão no bolso para contribuir da maneira como Deus tem providenciado para contribuirmos, nós damos um eloqüente testemunho da genuinidade da nossa profissão de fé como cristãos.
 6. Em Lucas 6:38 nós lemos as seguintes palavras de Jesus: “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.
 7. Terminamos com as palavras do apóstolo Paulo em 2 Coríntios 9:15 que diz: “Graças a Deus pelo seu dom inefável!”.
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.