quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CRISTÃOS NOVOS OU JUDEUS CONVERTIDOS AO CATOLICISMO NO NORDESTE DO BRASIL


Recentemente uma leitora do Blog chamou minha atenção para os fatos apresentados no artigo abaixo: O material a seguir foi publicado pela revista ISTOÉ.

Judeus no sertão

Documentário resgata a singular experiência dos cristãos-novos no Nordeste brasileiro

Kátia Mello

"É um pouco traumático encontrar, repentinamente, um nordestino que, além de comer tapioca, cuscuz e carne de sol com macaxeira, faz um kidushizinho – cerimônia religiosa judaica celebrada com vinho – com cachaça, e chama a si mesmo de cristão-novo ou judeu.” Quem diz isso em tom de ironia é o policial Odmar Braga, poeta pernambucano negro que assumiu sua identidade judaica. Ele é um dos personagens do documentário A estrela oculta do sertão, com estréia no dia 1º de maio, às 18h30, no Clube Hebraica, em São Paulo, seguindo depois para Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Nova York. O filme dirigido pela fotógrafa Elaine Eiger e pela jornalista Luize Valente traz à luz um fragmento obscuro da formação do povo brasileiro. São os cristãos-novos, judeus convertidos à força à fé cristã, também chamados marranos, que adentraram o sertão e para lá levaram as tradições e costumes do judaísmo.

Lavar o corpo do morto e enterrá-lo enrolado em uma mortalha, e não dentro de um caixão, por exemplo, é uma dessas tradições judaicas repetidas tantas vezes no sertão nordestino. Dona Cabocla, nascida e criada em Venha Ver, pequena cidade no Rio Grande do Norte, repete os costumes de seus ancestrais sem se dar conta de suas origens. “Eu não quero me enterrar em um caixão. Por quê? Porque é a terra que vai comer nóis”, explica a velha senhora. Mas, na verdade, segundo Anita Novinsky, historiadora da USP e colaboradora do documentário, assim como dona Cabocla existem milhares de nordestinos que reproduzem, muitas vezes inconscientemente, tradições dos cristãos-novos originários de Portugal.

A jornada sertão afora resgata um universo rico dos descendentes dos sefaradi, judeus originários da península ibérica e do norte da África, forçados a se converter ao catolicismo devido à Inquisição, a partir do final do século XV. O conflito entre a Igreja e os cristãos-novos – classificação que muitos judeus repudiam – se desenvolveu na península ibérica durante três séculos e deixou suas marcas pelo mundo. Vários dos sobrenomes brasileiros, como Carneiro, por exemplo, são de cristãos-novos portugueses. Mas não é apenas a identificação desse legado histórico que o documentário revela. Com o médico paraibano
Luciano Oliveira, que também decide resgatar sua história familiar, o filme levanta a polêmica ao questionar se esses descendentes de cristãos-novos têm ou não direito de serem convertidos ao judaísmo. De maneira sutil, a polêmica perpassa os judeus ortodoxos de São Paulo. É uma bela reflexão sobre o preconceito, a fé
e a tolerância no judaísmo.

O artigo original da ISTOÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


Para todos os que tiverem interesse em assistir o documentário “A Estrela Oculta do Sertão” o mesmo poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027D — PARTE 004 — O SAMARITANO


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1
027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote
027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

Sermão 027D

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 4 — O SAMARITANO

lUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

4. O Samaritano

Existem outras passagens no evangelho de Lucas em que a narrativa se ocupa do progresso de três personagens. Elas são:

Lucas 14:18—20

18 Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado.

19 Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado.

20 E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir.

Lucas 20:10—14

10 No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha; os lavradores, porém, depois de o espancarem, o despacharam vazio.

11 Em vista disso, enviou-lhes outro servo; mas eles também a este espancaram e, depois de o ultrajarem, o despacharam vazio.

12 Mandou ainda um terceiro; também a este, depois de o ferirem, expulsaram.

13 Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem.

14 Vendo-o, porém, os lavradores, arrazoavam entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança venha a ser nossa.

O mesmo ocorre na narrativa que temos diante de nós. Depois da passagem do sacerdote e do levita a expectativa da audiência era o surgimento de um judeu comum que iria surgir e “salvar” o dia.[1] Essa seria, para os ouvintes a sequência natural, já que todos sabiam que sacerdotes, levitas e pessoas comuns do povo subiam ao Templo para oficiar e adorar. Portanto, era apenas natura que desses grupos o terceiro fosse um judeu comum, alguém do povo e não um oficial religioso. Os ouvintes ouvem a narrativa acerca do primeiro e do segundo personagem com uma expectativa cada vez maior pelo terceiro personagem que seria alguém com um deles qualquer.

Todavia, a sequência esperada é bruscamente interrompida por Jesus. Para o grande choque e surpresa ainda maior da audiência, o terceiro homem que desce pela mesma estrada, não é um judeu e sim, um odiado samaritano! No Israel daqueles dias. Hereges e sismáticos, como os samaritanos eram considerados, eram vistos de modo muito mais negativo que os próprios incrédulos! Nós podemos ter uma percepção do verdadeiro sentimento que os judeus nutriam pelos samaritanos por meio desse texto de —

Eclesiástico 50:25—26

25 Há duas nações que minha alma detesta e uma terceira que nem sequer é nação;

26 os habitantes da montanha de Seir, os filisteus e o povo estúpido que habita em Siquém.

Pelo que podemos entender da leitura acima, os samaritanos são equiparados aos edomitas e aos filisteus. A Mishná[2] declara o seguinte: aquele que come pão de um samaritano é igual ao que come a carne de um porco. Nos dias de Jesus a amargura existente entre judeus e samaritanos havia alcançados níveis elevadíssimos, porque os samaritanos haviam, durante a celebração de uma Festa da Páscoa, invadido a área do templo e espalhado ossos de mortos na mesma tornando-a impura para a adoração. Isso causou enorme prejuízo para os que exploravam comercialmente a área do templo e também para o povo que não pode celebrar a páscoa depois de terem feito a viagem até Jerusalém[3].

Não é à toa que quando os judeus quiseram ofender a Jesus disseram que ele tinha demônio e era samaritano, conforme —

João 8:48

Responderam, pois, os judeus e lhe disseram: Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio?

Jesus poderia ter contado outra história, a de um nobre judeu ajudando um odiado samaritano. Essa história poderia ser melhor assimilada, do ponto de vista emocional, pela sua audiência naquele instante. Mas em vez disso, Jesus de um odiado samaritano como o herói. Isso demonstra a vigorosa coragem de Jesus. O autor do blog é grego de nascença e nunca me passou pela cabeça contar para meus patrícios uma história onde o herói fosse um turco, já que existe um ódio irreconciliável entre esses dois povos. Mas Jesus não, ele usou como herói de sua história um personagem notoriamente odiado por aqueles a quem Jesus estava falando!

A atitude de Jesus assume uma dimensão maior ainda, quando Jesus transforma um odiado inimigo em alguém moralmente superior aos líderes religiosos da audiência.
A expressão grega ἐσπλαγχνίσθη esplanchnísthe — traduzida por compadeceu-se tem um significado tocante na língua original que é: ser movido pelas entranhas; daí, ser movido pela compaixão; ter compaixão — pois se achava que as entranhas eram a sede do amor e da piedade. Jesus usa essa expressão para indicar a profundidade dos sentimentos do samaritano pelo desconhecido ferido à beira do caminho. É um verbo fortíssimo tanto no grego quanto nos idiomas semíticos! O samaritano não é um gentio. Ele é um indivíduo que conhece a Torá dos hebreus e sente-se obrigado a demonstrar compaixão pelo seu próximo conforme —

Levítico 19:18

Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

O samaritano está viajando pela Judéia. Então ele sabe que a maior probabilidade é que o homem ferido seja um judeu. Mas isso não o impede de ajudar e socorrer o necessitado.

O texto torna-se cada vez mais claro e evidente à medida que Jesus desenvolve a narrativa. O sacerdote apenas “descia” pela estrada. O levita, por sua vez, “descia por aquele lugar”. Mas o samaritano “chegou-se até o homem”. Como os outros dois, o samaritano também corria o risco de contaminar-se, contaminação essa que incluiria seu animal e outros pertences! Além disso, ele é um excelente alvo para os ladrões da estrada, que poderiam, por respeito evitar atacar religiosos como o sacerdote e o levita, mas que não teriam nenhuma consideração por uma samaritano.

Jesus usa o samaritano, porque esse personagem tem uma vantagem. Como alguém de fora ele não será influenciado como um judeu comum poderia ser influenciado pelo mau exemplo daqueles que o precederam. Não sabemos em que sentido o samaritano estava seguindo pela estrada. Mas se estivesse subindo a mesma, ele tinha acabado de cruzar, primeiro com o sacerdote e logo em seguida com o levita, e sabia muito bem o que eles tinham feito, ou melhor, deixado de fazer. Caso o samaritano estivesse descendo, então como o levita ele tinha consciência de quem estava indo à sua frente. Essas situações poderiam telo levado a arrumar boas desculpas para não se envolver. Se os judeus não se interessaram em ajudar um provável judeu, porque deveria ele, um samaritano fazê-lo? Além do mais existe algo que não mencionamos até agora: caso o samaritano ajude o judeu ele corre o risco de sofrer graves retaliações por parte de amigos e parentes do homem ferido. Absurdo, mas, no entanto verdadeiro. Apesar de todas essas considerações ele sente profunda compaixão pelo homem ferido e tal compaixão o conduz a agir de modo eficaz para ajudar o necessitado.

CONTINUA...   

Outras Parábolas de Jesus Podem ser encontradas nos Links abaixo:

001 – O Sal 

002 – Os Dois Fundamentos 

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Jeremias, J. The Parables of Jesus. SCM Press, London, 1963
[2] Mishná que também pode ser escrito como Mishnah significa em hebraico “estudo repetido” e cujo plural é Mishnayot. O Mishná é a mais antiga e autoritativa coleção e codificação da legislação judaica pós Antigo Testamento. Esta coleção foi sistematizada por inúmeros estudiosos, chamados de “tannanim”, durante um período superior a duzentos anos. Esta codificação assumiu sua forma definitiva no início do século III d.C. pelas mãos do estudioso conhecido como Judah ha-Nasi. O objetivo da coleção encontrada no Mishná era suplementar as leis escritas que estão registradas no Pentateuco. No Mishná podemos encontrar, na forma escrita, a interpretação seletiva de inúmeras tradições que haviam sido preservadas na forma oral, com algumas destas tradições sendo bastante antigas e datando dos dias de Esdras c. 450 a.C.

[3] Josefo, Flávio. Antiguidades Judaicas. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro, 8ª edição: 2004.  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A BAGUNÇA CRIADA PELOS CHAMADOS EVANGÉLICOS E ETC.

Crime e perdão

A religiosidade é traço forte de presidiários, que pedem proteção divina antes de praticar crimes e até nas fugas carregam a bíblia. Mais de 50 foragidos foram recapturados com elas nas mãos, após fuga em massa de quase 200 detentos do Ipat, em Manaus

O material abaixo foi publicado pelo site A Crítica de Manaus. A notícia é uma verdadeira tragicomédia, bastante representativa, da grande confusão que o movimento chamado evangélico tem criado por todas as partes do Brasil

Detentos usam a Bíblia como 'proteção' durante fugas

Manaus (AM)

Por Joana Queiroz

Boa parte dos presos que fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174, durante a rebelião do dia 9, deixou tudo pra trás na hora da fuga: roupa, sandálias e até dinheiro. Mas levou as bíblias que guardavam nas celas.

O fato chamou a atenção de policiais militares que trabalham na recaptura dos detentos e do tenente-coronel da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Renan Carvalho, que contou que, dos mais de 50 foragidos que ele ajudou a recapturar na mata no entorno do Ipat, a maioria estava carregando uma bíblia.
O tenente-coronel disse que outros fugitivos foram recapturados fora das matas, também carregando uma bíblia debaixo do braço. Alguns estavam nas paradas de ônibus e foram identificados pelos arranhões que tinham no corpo. O tenente disse que eles não tinham uma explicação para levar a bíblia na fuga. “Acredito que eles carregam a bíblia como forma de proteção”, disse Renan.

A fé também é o tema de mensagens de texto trocadas entre os detentos, segundo constatou a polícia por meio da análise de telefones celulares apreendidos durante as operações policias. Nas mensagens, presos invocam o nome de Deus como proteção para cometer crimes, como assaltos, homicídios e até mesmo fugas de presídios. “Vá lá mano. Vai dá (sic) tudo certo, Deus está contigo e ele vai cegar esses vermes pra não te enxergarem dentro da mata. Vc (sic) vai conseguir”, dizia uma das mensagens flagradas na caixa de entrada de um dos foragidos do Ipat recapturados.

E foi por meio de um celular que, no dia 5 de junho, a detenta da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, Aline Fontoura Silva, 22, que cumpre pena por tráfico de drogas, postou, na rede social Facebook, mensagens de fé, de dentro da cadeia. “Obrigada senhor por tudo perdoa meus erros e abençoa minha família e o meu amor, boa madrugada a todos(sic)”, dizia a mensagem.

Em outra postagem, Aline demonstra fé ao se declarar para o namorado, o traficante Rubens Rodrigues, o “Rubão” - um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Ipat. “O nosso amor e abençoado por Deus. Eu profetiso em nome de Jesus(sic)”, dizia a postagem.

Justificativa

Quem faz trabalhos religiosos dentro dos presídios acredita que criminosos costumam recorrer a argumentos religiosos para justificar os maus atos, em uma tentativa de se livrar do sentimento de culpa. É o que afirma a voluntária da Pastoral Carcerária, Marlúcia da Costa Souza.

A religiosidade expressada pelos detentos e os conflitos com as práticas criminosas foram comparados pelo ex-arcebispo de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, à vida do cangaceiro Lampião, que era um cristão fervoroso que, segundo relatos históricos, costumava rezar o ofício de Nossa Senhora aos sábados e, depois, saía para assaltar, estuprar e matar. “Não seria uma espécie de esquizofrenia ou dualidade diante de Deus?”, questionou Dom Luiz.

Alternativa para deixar a criminalidade

Mas nem sempre a religião é usada como “ponto de equilíbrio” por quem vive no mundo do crime. Para muitos, a fé é o que dá forças para deixar a criminalidade.

Duas vezes por semana, voluntários da Pastoral Carcerária vão aos presídios evangelizar. Segundo uma das voluntárias, Marlúcia da Costa Souza, 57, grande parte dos internos participa das reuniões.

Eles cantam os louvores, leem o evangelho e oram fervorosamente. Alguns choram e fazem pedidos a Deus, a maioria ligados à liberdade e à família. Durante as celebrações, muitos pedem perdão e se dizem arrependidos dos crimes que cometeram, contou ela.

Uma vez por ano, na época da Páscoa, a pastoral leva um confessionário e um padre para as cadeias, e muitos presos aproveitam para se confessarem. Para Marlúcia, apesar de os frutos desse trabalho não serem visíveis, muitos acabam mudando de vida após o “encontro com Deus” na cadeia.

O artigo original do site do A Crítica poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 030 - O PRÓLOGO AO EVANGELHO DE JOÃO 1:1-18


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 030 – OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004.


II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18.

1. João 1:1— No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

No Princípio – Esta é a mesma expressão que encontramos em Gênesis 1:1 nas nossas bíblias em português na versão de Almeida Revista e Atualizada — ARA. Na tradução da escrituras hebraicas feitas para o grego e compiladas no volume que chamamos de “Septuaginta”[1], a palavra hebraica רֵאשִׁית re’shiyth – princípio é traduzida pela expressão grega ἀρχῃ̂ arché — princípio. Esta é exatamente a palavra grega usada por João aqui nesse versículo. Como acontece com o autor de livro do Gênesis — Moisés — aqui também João não está interessado em desenvolver nenhum tipo de argumentos a favor da existência de Deus. Tal existência é assumida pura e simplesmente. O objetivo de João parece ser inequívoco: ele deseja colocar o “Verbo” na mesma exata posição ocupada pelo Deus criador mencionado em Gênesis 1:1. Ou seja, João deseja identificar, de plena forma, o “Verbo” com o próprio Deus. O momento descrito nas duas passagens, de Gênesis e João, faz referência ao período antes da criação, quando o tempo não existia, quando o mundo não existia. Quando havia somente Deus! O significado daquilo que João está dizendo é: o “Verbo” existia antes que o mundo fosse criado. Esta verdade não faz referência ao Senhor Jesus e sim Àquele que se tornou homem através da encarnação — ver João 1:14. João está bem familiarizado com a forma judaica de pensar e se utiliza dela para expressar suas idéias. Para os judeus a expressão “princípio” denotava aquele tempo que chamamos de eternidade. Assim Deus e o “Verbo” são descritos como existentes ANTES da formação do mundo – ver, por exemplo —

Salmos 90:2

Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.

Independentemente de qual possa ser o significado da expressão “Verbo”, que iremos analisar mais adiante, o que deve ficar claro para nós é o fato de que esse “Verbo” possuía uma existência semelhante à do próprio Deus i. e., existia antes da criação. Dessa maneira ele não pode ser uma “criatura” nem um “ser criado”. Pelo contrário, ele precisa ser “eterno” e “não criado”. Ora, existe somente um ser que é “não criado” então, este “Verbo” que se manifestou na pessoa humana de Jesus deve ser, como de fato é, divino. A grande maioria das religiões, algumas inclusive que se dizem cristãs, negam a divindade de Jesus. Mas a colocação de João associada às palavras do próprio Jesus, não devem deixar nenhuma dúvida de quem ou o quê Ele realmente era ou é. E mais, os que não acreditam precisam se preparar para as graves consequências que os aguardam. Vejamos o que o Senhor Jesus disse a este respeito:

João 3:13

Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem.

João 6:46

Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto.

João 6:62

Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?

João 8:14

Respondeu Jesus e disse-lhes: Posto que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou.

João 8:58

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.

João 16:28
Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.

João 17:5

E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

O verbo que desceu do céu e se manifestou como o ser humano que chamamos de Jesus, não faz parte das coisas criadas porque Ele existia antes que todas elas fossem criadas. João mesmo nos diz que foi através deste mesmo “Verbo” que TODAS as coisas foram criadas — ver

João 1:3

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

João 1:10

O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

Assim, a testemunha ocular, que conhecemos por João está lançando o fundamento para aquele que, talvez, seja seu argumento mais importante e que é: o homem Jesus é a encarnação do próprio Deus Eterno.

Era – Na pequena frase que temos aqui no versículo1, João usa por três vezes a expressão ἦν ên — era. Essa palavra é uma forma imperfeita do verbo eimi que corresponde ao nosso verbo “ser”. Ao utilizar este verbo, nesta forma imperfeita, João deseja enfatizar que não existe um princípio que possa ser aplicado nem a Deus nem ao “Verbo”. Eles existem continuamente, sem princípio e sem fim. Esta existência eterna do “Verbo” é contrastada com as coisas criadas, pois João se refere a elas como sendo ἐγένετο egéneto — criadas i. e., como coisas que possuem um início — ver João 1:3 acima. O mesmo termo é utilizado para descrever João Batista no verso 6 onde encontramos a expressão “houve um homem”. Por modo semelhante, quando João se refere à encarnação do “Verbo” ele faz uso deste mesmo verbo ἐγένετο egéneto cujo significado é tornar-se ou fez-se, i.e., vir à existência, começar a ser, receber a vida, conforme lemos em —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

O contraste entre estes dois verbos gregos fica bem caracterizado em

João 8:58

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.

Abraão é referido como γενέσθαι genésthai – existisse i. e., como alguém que veio a existir, como alguém que tem um início específico.

Jesus, por sua vez, se refere a si mesmo como ἐγὼ εἰμί egò eimí — EU SOU, como alguém que é, sem ter um início; como alguém que é de forma contínua ou permanente.

O uso do verbo grego ἦν ên – representa ainda um indicativo de que João não estava se referindo a um ponto preciso, com relação a uma sequência temporal, ao usar a palavra ἀρχῃ̂ arché — princípio. Pelo contrário, a combinação destes dois termos aponta para aquilo que está para além do início do tempo. Aponta para a própria eternidade.

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18.
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Septuaginta, comumente identificada pelo símbolo LXX, é a tradução das escrituras hebraicas para o grego realizada no Egito sob o patrocínio de Ptolomeu II Filadelfo - 285–246 a.C. 

domingo, 24 de agosto de 2014

A ESTRATÉGIA DO PASTOR EVERALDO PARA CHEGAR À PRESIDÊNCIA

Pastor Everaldo

O artigo abaixo foi publicado pela Rede Mais Gospel, com base em um artigo do site Gospel Mais.

Pastor Everaldo quer unir Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e R. R. Soares em sua campanha para a presidência

O pastor Everaldo, candidato à Presidência da República pelo Partido Social Cristão (PSC), tem trabalhado de forma a articular sua campanha para as eleições de outubro em torno do eleitorado evangélico. Para tal, o candidato está reforçando sua imagem pública diante dos evangélicos, e também está buscando apoio entre líderes evangélicos de renome, como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e R.R. Soares.

Na última sexta feira (18), Everaldo esteve em evento promovido pela Igreja Sara nossa Terra onde, diante de um público de aproximadamente dez mil fiéis, foi chamado ao palco pelo fundador da igreja, Robson Rodovalho. Em meio a músicas e pregações, o candidato foi apresentado aos fiéis e, de joelhos, recebeu uma bênção do bispo que conduzia a reunião a afirmou: “Ajude-o, Deus, a derramar esperança a esta Nação”.

Rodovalho é ex-deputado federal e teve seu mandato cassado por infidelidade partidária. Ele também já foi acusado de usar verba da Câmara para pagar passagens aéreas de artistas que se apresentaram em shows da Sara Nossa Terra.

Apesar de ter sido apresentado publicamente na reunião, e de ter usado esse momento para criticar o governo atual e prometer melhorias para o País nas áreas de educação, saúde e segurança pública, o candidato afirmou que o evento religioso não foi usado como plataforma de campanha e que não pediu votos no local.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, a estratégia de campanha do pastor Everaldo inclui também a busca por apoio de nomes conhecidos no meio evangélico. O jornalista afirma que o candidato já garantiu o apoio de Silas Malafaia e Magno Malta, e que agora está partindo para conquistar de vez o voto evangélico.

Jardim afirma que, para conquistar esse eleitorado, o candidato já marcou encontros com o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, e com R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, para garantir o apoio na corrida presidencial.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO.

Primeiro gostaríamos de chamar a atenção de todos para outros artigos que publicamos recentemente tratando da eleição de candidatos que se dizem “evangélicos”. Esses artigos poderão ser acessados por meio dos seguintes links:



Depois queremos dizer que não nos surpreende que o sr. Everaldo busque apoio de homens que são percebidos pela população em geral como: enganadores, charlatães e etc. O próprio patrocinador de sua ida ao culto da Igreja Sara Nossa Terra, bispo Rodovalho, teve seu mandato cassado por improbidades. São esses que o sr. Everaldo busca para apoiá-lo? Isso indica que existe uma profunda ruptura entre o povo chamado evangélico e a população do Brasil, que tenderá a ficar ainda mais polarizada, na mesma proporção que forem os votos recebidos pelo pastor que almeja chegar ao palácio do Planalto.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE EVANGÉLICOS E POLÍTICA













Que Deus abençoe a todos e nos dê discernimento na hora de votar.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do 
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Desde já agradecemos a todos.