sexta-feira, 29 de maio de 2015

CATEDRAL ROMANA DE BRASÍLIA: CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA


O artigo abaixo foi publicado no site do jornal Correio Braziliense e é da autoria de conceição Freitas. De forma concisa ela nos apresenta uma breve história da Catedral Católica Romana de Brasília. Vale à pena conferir.

Inovadora e transgressora, Catedral de Brasília completa 45 anos

Uma das peças mais importantes do acervo de Oscar Niemeyer, a obra de arte da arquitetura religiosa reúne em um só prédio as origens do cristianismo e a devoção dos tempos atuais e de um futuro incerto.

Conceição Freitas

Antonio Cunha/CB/DA Press
Antonio Cunha/CB/DA Press

Do abissal ao solar, do subsolo à superfície, das trevas à luz, da perdição ao encontro, são esses os passos que levam o visitante da entrada à nave da Catedral Metropolitana de Brasília, uma das peças mais importantes do acervo arquitetônico de Oscar Niemeyer. O túnel negro sai em declive desde os pés dos apóstolos até o clarão de fé que revela a paisagem sagrada e aquece o coração dos cristão e, por certo, dos ímpios.

Vista do alto, a Catedral é uma estrela espatifada, para usar uma expressão de Clarice Lispector na crônica que tão agudamente revela Brasília. Vista de longe, seja da L2 Norte, seja da Rodoviária, ou do Eixo Monumental, a Catedral é uma flor de concreto e vidro. Se os dias são brilhantes como os de maio, os 16 pilares entremeados de vitrais parecem tremer como um devoto à espera do milagre.

Antonio Cunha/CB/DA Press
Antonio Cunha/CB/DA Press

Neste 31 de maio, a Catedral de mãos crispadas para o céu completa 45 anos. Quatro décadas e meia de via-crúcis, desde que, em 1958, Niemeyer fez os primeiros esboços do projeto. Só foi inaugurada em 1970, portanto, 10 anos depois de Brasília. Sofreu modificações expressivas: não havia vitrais coloridos no projeto original. Depois de conhecer a vitralista Marianne Peretti, o arquiteto decidiu trocar os vidros sem cor por desenhos multicoloridos.

Muito criticada pelos párocos desde os tempos iniciais por conta da formatação singular, a manutenção complicada, os vazamentos no tempo das chuvas, o trincado dos vidros no tempo da seca, a Catedral padeceu no paraíso nesses 45 anos. Paraíso arquitetônico: o time de arquitetos, engenheiros e artistas que fez a obra de arte não é exatamente cristão: o engenheiro Joaquim Cardozo fez os cálculos estruturais; Alfredo Ceschiatti, as esculturas de bronze dos quatro evangelistas e dos três anjos; Di Cavalcanti, a via-sacra; e Athos Bulcão, os paramentos, castiçais, cálices, demais objetos litúrgicos e as telas representando a vida de Maria.

“Procuramos encontrar uma solução compacta, que se apresentasse externamente — de qualquer ângulo — com a mesma pureza”, explicou Niemeyer em artigo publicado na revista Módulo, de dezembro de 1958. “Daí a forma circular adotada, que, além de garantir essa característica, oferece à estrutura uma disposição geométrica, racional e construtiva.”

E que não se pense que a Catedral de Brasília rejeita ou desconhece a herança milenar da arquitetura religiosa. Nela, diz Niemeyer, “estão presentes os exemplos mais preciosos da arquitetura religiosa, desde as primeiras construções em pedra, e as geniais conquistas da arte romana e gótica, até a época presente”.

Os arquitetos Sylvia Ficher e Geraldo Sá Nogueira Batista reafirmam os componentes históricos da Catedral: “Seguindo uma tradição da arquitetura religiosa renascentista, sua planta é circular, de modo a evitar uma fachada principal”, escreveram eles em Guiarquitetura Brasília (Empresa das Artes, 2000). A passagem subterrânea evoca as catacumbas romanas “em uma referência às origens do cristianismo”, na interpretação dos dois arquitetos.

Aquele Niemeyer de 1958 era Niemeyer em estado puro e, sendo assim, ousava ao limite: “Na Catedral, o arquiteto novamente reafirma e transgride códigos. Reafirma: faz uma acessibilidade mínima, indireta, quase invisível — um rasgo no chão; transgride: difícil imaginar um edifício mais transparente, luminoso”, escreve Frederico de Holanda em Oscar Niemeyer, de vidro e concreto (FRBH, 2011).

Responsável pela execução da obra, o arquiteto Carlos Magalhães conta que passou noites e noites sem dormir, tamanha a preocupação com a excepcionalidade do projeto. Às vezes, ia ao Rio de Janeiro checar com Joaquim Cardozo algumas especificações. “Como é que é isso, professor? Esclarece a norma.” Ao que o engenheiro-poeta respondia: “Nós temos que andar adiante da norma. Nós temos de ir avançando para a norma ir acompanhando a gente”.

A Catedral não perdeu o pé das catacumbas romanas, mas trouxe a fé para o tempo presente e para um futuro que ainda vai se realizar. Nem é preciso acreditar em um Todo-Poderoso, a Catedral é, em si mesma, a confirmação do mistério da fé.

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Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

THALLES ROBERTO QUER SE AFASTAR DO GOSPEL DEPOIS DE ASSINAR COM A UNIVERSAL MUSIC


O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Tiago Chagas.

Thalles Roberto se afasta do gospel tradicional e lança álbum em homenagem à esposa

Por Tiago Chagas

A carreira do cantor Thalles Roberto na música gospel passa por um novo capítulo, marcado por sua investida no mercado de músicas românticas, após o lançamento do CD “As Canções Que Eu Canto Pra Ela”.

O disco, lançado após a assinatura do contrato com a gravadora multinacional Universal Music, contém músicas românticas que Thalles compôs em homenagem à sua esposa, Daniela.

“Nós temos uma história muito bonita de infância, de amor. Viemos de realidades muito distantes. Ela era filha de médico e eu, de vidraceiro. Ela era loira e eu, negro”, contou o cantor, em entrevista ao portal Uol.

O resultado tem agradado o cantor: “A recepção vem sendo muito positiva”, comemorou Thalles, que publicou uma série de vídeos explicando os detalhes de cada faixa.

Sobre sua incursão em um mercado fora do meio evangélico, o cantor não nega que quer avançar fronteiras: “A cada dia que passa, os cantores gospel percebem que não podem ficar em uma garrafa. Eles precisam sair do nosso meio para levar a palavra. O público gospel não ouve música secular, mas eu posso levar outras pessoas a fazerem o caminho contrário”, teorizou.

Com formação musical ampla, Thalles reconhece que bebe na fonte do secular na hora de compor, assimilando influências de artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Djavan, entre outros, e diz que é uma boa oportunidade mesclar a música gospel com outros estilos: “Falar do amor à luz de Deus, sem pornografia, sem bunda”, resume.

Em outubro de 2014, Thalles já havia dado mostras de que pretende expandir sua carreira, e disse que não concordava em ser chamado de cantor religioso: “Sou evangélico, levo trechos da Bíblia para minhas letras, mas não concordo em ser chamado de cantor religioso. Minha música não é restrita para um público apenas. Quero atingir o maior número de pessoas possível”, afirmou.

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


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EQUÍVOCOS DOS CRISTÃOS SOBRE OS MUÇULMANOS


O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos cristãos sobre os muçulmanos

Em outro post, discuti três equívocos comuns que muçulmanos têm sobre cristãos. Hoje explorarei três equívocos que cristãos muitas vezes têm a respeito dos muçulmanos.

O post anterior poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/equivocos-dos-muculmanos-sobre-os.html

Quando o ocidental em geral ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — a maior parte negativa. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados quanto nós com o que presumimos a respeito deles. Eis alguns dos equívocos mais comuns que ocidentais têm a respeito de muçulmanos:

Equívoco 1: A maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo

Cristãos normalmente não saem dizendo que pensam que todos os muçulmanos são terroristas. Mas muitos presumem que a maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo, embora em silêncio. Muito tem sido escrito sobre como o islã foi fundado “pela espada”, ou como muçulmanos que se comprometem com atividades terroristas estão simplesmente obedecendo o que o Corão manda. Certamente é fácil encontrar muçulmanos usando o Corão para justificar a violência. Mesmo quando você dá ao Corão uma leitura indulgente, perguntar “O que Maomé faria?” levará a um lugar muito diferente do que “O que Jesus faria?”

Dito isso, a maioria dos muçulmanos que você encontra — quer seja em países ocidentais ou islâmicos — não são pessoas violentas. São pessoas gentis e pacíficas que, muitas vezes, se envergonham das ações dos muçulmanos ao redor do mundo. Embora haja uma boa chance de elas verem políticas internacionais de forma muito diferente do ocidental em geral, é mais provável que você as ache calorosas, hospitaleiras e gentis.
Sim, muçulmanos sinceros creem que o Islã um dia dominará o mundo, e podemos certamente nos queixar dos muçulmanos não falarem mais contra o terrorismo. Mas não iremos estender muito o diálogo quando presumimos coisas a respeito deles que não são verdades. Assim como nós odiamos ser caluniados, eles também odeiam.

Equívoco 2: Todas as mulheres muçulmanas se sentem oprimidas

Ocidentais muitas vezes pensam na mulher islâmica como gravemente oprimida. Eles têm um retrato mental de uma mulher curvada, caminhando dois metros atrás de seu marido, olhando obedientemente para baixo. Ela mal sabe ler, não sabe escrever e anseia por liberdade do domínio opressor do islã e de seu marido ditador.

Muitas vezes isso está muito longe da verdade. Eis três coisas para se ter em mente com relação às mulheres do islã:

A. Muitos homens e mulheres muçulmanos têm casamentos felizes.

Os casais que conheci quando vivi em um país muçulmano certamente não eram “românticos” como ocidentais estão acostumados. Mas as mulheres também não eram as escravas sexuais humilhadas que muitos ocidentais muitas vezes presumem.

Havia, é claro, algumas exceções. Tive amigos cujas esposas raramente eram permitidas sair dos fundos da casa, menos ainda fora de casa, e há certas culturas (no Afeganistão, por exemplo) nas quais a opressão parece mais a norma do que a exceção. Mas é um exagero dizer que todas as mulheres muçulmanas se veem como oprimidas.

B. Mulheres, muitas vezes, são as mais ardentes defensoras do islã.

É irônico, mas é verdade: apesar do histórico do islã de opressão, mulheres são, muitas vezes, as mais ardentes adeptas. Muitas mulheres islâmicas, especialmente no mundo ocidental, clamam por reforma em como as mulheres são tratadas na cultura islâmica, mas raramente por um fim do próprio islã.

C. Não há como negar, contudo, que o Corão e o Hádice falam de maneira depreciativa sobre as mulheres.

O Hádice diz que 80% das pessoas no inferno são mulheres. Ao explicar o motivo de o testemunho de uma mulher valer apenas metade do testemunho de um homem num tribunal, ele diz: “Por causa da deficiência em seus cérebros”. O Corão diz que as esposas muçulmanas “são como um campo a ser lavrado”, o que é muitas vezes usado para legitimar o patriarcado e o domínio masculino, e nada disso leva em conta práticas que, muitas vezes, excedem o Corão em brutalidade.

Alguns estudiosos islâmicos dirão que estou lendo esses textos de maneira errada, mas o fato permanece: muitos dos piores casos de opressão acontecem em países muçulmanos. O islã carece do ensino robusto judaico-cristão que assevera a igualdade de homens e mulheres como ambos sendo feitos à imagem de Deus. Pode não ser universal, mas muitas mulheres islâmicas se sentem sim aprisionadas. Em contraste, mostrar às mulheres muçulmanas a sua dignidade em Cristo tem, em muitos lugares, provado ser uma estratégia de evangelismo imensamente eficaz.

Equívoco 3: Muçulmanos buscam conhecer um deus diferente do Deus cristão

Isso é controverso, mas deixe-me explicar. Muçulmanos afirmam adorar o Deus de Adão, de Abraão e de Moisés. Assim, muitos missionários acham útil começar a trabalhar os muçulmanos usando o termo árabe para Deus, “Alá” (que significa, literalmente, “a Deidade”) e, a partir daí, explicar que o Deus que os muçulmanos buscam adorar, o Deus dos Profetas, era o Deus presente em forma corpórea em Jesus Cristo, revelado mais plenamente por ele; e Aquele que é adorado pelos cristãos pelos últimos dois milênios. Isso não é o mesmo que dizer que se tornar um muçulmano é como um “primeiro passo para se tornar um cristão”, e certamente não significa que o islã é um caminho alternativo para chegar ao céu. Simplesmente significa que ambos estamos nos referindo a uma única Deidade quando dizemos “Deus”.

Podemos perguntar: “Mas o deus islâmico não é tão diferente do Deus cristão que eles não podem ser, apropriadamente, chamados pelo mesmo nome?” Talvez. A pergunta de se Alá se refere ao deus errado (ou a ideias erradas de Deus) é uma pergunta com muitas nuances, e não existe resposta fácil. Não há dúvidas de que os muçulmanos creem em coisas blasfemas a respeito de Deus, e suas crenças sobre Alá nasceram a partir de uma visão distorcida do cristianismo. O mesmo pode ser dito, embora em grau menor, da visão do deus dos saduceus do primeiro século, assim como o deus da mulher samaritana e, em um grau ainda menor, o deus dos hereges pelagianos do século 5 — sem mencionar vários dos estudiosos medievais.

A pergunta é se a presença dessas crenças heréticas (e qual grau de heresia nelas) exige que digamos:“Você está adorando um deus diferente”. Claramente, os apóstolos não disseram isso a respeito dos judeus do primeiro século que rejeitaram a Trindade (muito embora Jesus tenha dito que o pai deles era o diabo!). E Jesus também não disse à mulher samaritana em sua visão étnica, de justiça pelas obras e distorcida de Deus que ela estava adorando um deus diferente. Ao invés disso, ele insistiu que ela o estava adorando incorretamente e buscando salvação erroneamente. Nunca ouvi ninguém dizer que os hereges Pelagianos adoravam um deus diferente, ainda que eles tenham sido considerados (corretamente) como hereges.

Ao mesmo tempo, Paulo nunca disse: “O nome verdadeiro de Zeus é Jeová”, como se o gregos estivessem adorando o Deus verdadeiro erroneamente. Assim, a pergunta é: a visão muçulmana de Alá é mais como Zeus ou como a concepção herege da mulher samaritana de Deus? Essa é uma pergunta difícil, e uma pergunta que precisamos deixar o contexto determinar. Por exemplo, muitos cristãos acham que o uso de “Alá” gera mais confusão do que ajuda. Para eles, “Alá” cai na categoria de “Zeus”.

Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana. “Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil. Isso não vem de um desejo de ser mais politicamente correto, mas de um desejo de começar onde os muçulmanos estão e trazê-los à fé naquele que é o único Filho de Deus, Jesus.

Quando conversamos com muçulmanos sobre o evangelho, precisamos eliminar quaisquer distrações desnecessárias. As necessárias, afinal de contas, serão difíceis o suficiente. Devemos ver os muçulmanos com amor, nos recusando a estereotipá-los. Nós vivemos em um mundo de estereótipos, mas o amor pode conquistar o que o politicamente correto não pode. Ouvir alguém sem preconceito é o primeiro passo para amá-los. Em outras palavras: “Faça ao próximo” se aplica aqui também: vejamos o próximo como ele gostaria de ser visto.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


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quarta-feira, 27 de maio de 2015

DESAGRAVO CONTRA BÍBLIAS QUE ESPALHAM HERESIAS



Petição Pública Brasil Logotipo
Desagravo contra as "bíblias" do Thalles Roberto e "apostólica" do Ap. Estevam Hernandes e outras publicações disseminadoras de heresias com o selo da SBB

Para: Orgãos Diretivos da Sociedade Bíblica do Brasil - SBB


Prezados dirigentes, conselheiros e membros da Assembleia Administrativa, da Diretoria e do Conselho Consultivo da Sociedade Bíblica do Brasil.

Nós, cristãos evangélicos abaixo-assinados, recebemos com extrema preocupação notícias referentes a publicações inadequadas produzidas em parceria com a Sociedade Bíblica Brasileira e, por esta conta, levamos às instancias dirigentes desta nobre instituição nossas preocupações a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis a fim de corrigir os erros introduzidos a seguir.

Reconhecemos a excelência dos serviços prestados pela SBB na promoção e difusão da Bíblia e sua mensagem no território nacional e louvamos a Deus por sua missão que reconhece o texto sagrado como instrumento de transformação e desenvolvimento integral do ser humano.

Como cristãos evangélicos, temos esta instituição na mais alta conta e reconhecemos que o selo da SBB em qualquer publicação representa uma chancela de qualidade e excelência, digna de recomendação, sem qualquer restrição.

E, justamente por pensarmos assim, e tendo contribuído para o reforço desta mesma percepção junto aos nossos irmãos em Cristo, assistimos com extrema preocupação a participação da SBB em projetos que consideramos deletérios para o Reino de Deus.

Acreditamos ser uma temeridade a participação desta instituição na consultoria, na co-edição, na promoção, na impressão oficializada e pública e no oferecimento da chancela do selo SBB a projetos de publicações de Bíblias comentadas, anotadas, temáticas e outras em parceria com instituições já dadas por inidôneas pela maioria dos evangélicos, promotoras de heresias e até tidas como seitas por denominações protestantes históricas.

Entre outras publicações deletérias, citamos publicações, tais como, a Bíblia Apostólica comentada por Estevam Hernandes, a IDE, a Bíblia do Thalles Roberto e outras como exemplos de grande inadequação aos propósitos do Reino de Deus.

Apenas para nos ater a alguns exemplos, nas publicações citadas, temos na Bíblia apostólica, um prefácio de Rene Terra Nova, onde o mesmo escreveu:

“Creio que é chegado um tempo de unidade no Reino, um tempo no qual precisamos nos apegar ainda mais à Verdade, Jesus, para vermos o manto apostólico sendo estabelecido sobre nossa nação [...] esta Bíblia será como uma bússola que fará com que você caminhe sempre e sempre em direção à Verdade Maior, Jesus. E nada melhor do que um apóstolo para conduzi-lo por estas linhas de decisão [...] E você será adestrado para este tempo profético e apostólico que estamos vivendo através desta Bíblia que está em suas mãos“.

Em textos de divulgação, o senhor Terra Nova relativiza a importância dos princípios da Reforma Protestante para esses dias e afirma que o tempo e a visão de Deus para este tempo da Igreja é a tal visão apostólica e celular, inomináveis heresias para a maioria dos evangélicos.

E, no mesmo texto, o autor segue com descarada exaltação humana e idolatria à figura do comentador da referida publicação, uma atitude lamentável que não encontra lugar junto às Sagradas Escrituras:

“Estevam é um líder incansável! Tenho visto isso na sua vida e história, que se tornou uma espécie de GPS apostólico, pois muitos não tinham coragem de romper e adotar a nomenclatura (de apóstolo). Depois que ele abriu o caminho, todos estão logrando êxito em muitas áreas dos seus ministérios. Por trás, porém, existe esse estimulador de valores, um homem que treinou muitos generais de guerra no mundo espiritual.”

Será que a SBB concorda que a direção da Igreja de Cristo é agora o GPS apostólico iniciado por Estevam Hernandes; ou ainda estaria Cristo assentado no trono e no governo de Sua Igreja?

Vale lembrar à diretoria da SBB que tudo acima é apenas uma introdução ao conjunto de anotações de Estevam Hernandes ao texto bíblico, as quais, promovem diversas heresias incluindo: a teologia da prosperidade, a confissão positiva, a existência de unções extraordinárias e a sua transferência a discípulos de apóstolos modernos, a autoridade dos apóstolos modernos para liberar bênçãos, amaldiçoar pessoas e para o estabelecimento de novos dogmas para a Igreja e, por fim, o poder de apóstolos para retificar o texto bíblico. Como se isto não fosse absurdo o bastante, as referidas anotações da autoria de Estevam Hernandes pretendem oferecem subsídios bíblicos para a equiparação (e até a superação) de poder dos tais "apóstolos" modernos, àqueles santos instituídos por nosso Senhor Jesus Cristo. Segue ainda, na mesma obra, equívocos grotescos relativos a batalha espiritual e a descabida ênfase na obtenção de ofertas monetárias, sendo que a publicação chancelada pela Sociedade Bíblica do Brasil oferece dezenas de esboços de pregação para este fim arrecadador, alguns destes quase infames na sua ênfase mercantilista no culto ao Senhor.

Já na “Bíblia do Thalles Roberto ”, além dos erros acima apontados, já que se trata de publicação derivada, se encontra junto ao texto sagrado diversas letras e musicas, da autoria do referido "ídolo" gospel, cheias de futilidade, carnalidade e com graves equívocos doutrinários, bem como, a promoção de valores mundanos. Ademais, acha-se inacreditável quantidade de fotografias, testemunhos e textos de exaltação da carreira do artista gospel, coisa que não tem lugar no contexto cristão, tanto mais neste excelso invólucro, a nossa Bíblia.

Para além da eventual participação ativa da SBB no projeto e na edição destes materiais, acreditamos que a simples presença do selo da SBB nestas publicações, a acusação de impressão do material em suas gráficas, do uso da versão traduzida do texto bíblico ou, ainda, a mera divulgação de sua co-produção nas peças promocionais destas obras transferem às mesmas e às instituições a estas associadas o prestígio e a confiança que a SBB goza junto a comunidade cristã evangélica. Neste sentido, a Sociedade Bíblica do Brasil termina por qualificar, testificar e aprovar implicitamente as heresias e inadequações diversas constantes nestas obras, transformando tais publicações em poderosos veículos de disseminação de blasfêmias entre o povo cristão.

Compreendemos os desafios impostos pelo mercado e a necessidade de recursos exigidos para manter esta obra. Temos ciência das eventuais tentações de ordem financeira, contudo, a SBB não precisa e não merece esta mácula nos anais de sua história.

A fim de manter a credibilidade desta instituição entre os líderes cristãos que indicam as suas publicações e confirmam a sua seriedade, rogamos que a SBB revise as políticas comerciais que levaram a sua direção executiva a fomentar tais parcerias e a produzir este tipo de material, resguardando esta nobre instituição de associações temerárias.

O mercado editorial está inundado de Bíblias Temáticas, comentadas e anotadas de propósito edificante, mas também com muitas de propósito duvidoso. Neste ritmo que caminha o segmento editorial evangélico, não estamos longe de acharmos nas livrarias a “bíblia da prostituta evangélica", ladeada da "bíblia do gay cristão", da "do bom ladrão" e da "bíblia do cachorro crente". Instituições como a SBB precisam encontrar a boa medida no caso das Bíblias Temáticas e Anotadas e ser a referencia para o segmento, jamais um exemplo de mais imundícia.

Lembramos aos mesmos dirigentes que o propósito da SBB está em conformidade com a diretiva bíblica e que a sua missão de promover a sã doutrina deve estar acompanhada da refutação de heresias, conforme Tito 1:9.

Da mesma forma, cabe a todo o cristão zelar pela sã doutrina herdada, bem como denunciar o pecado da blasfêmia, sob pena de se associar com a iniquidade, conforme Levítico 5:1.

No Amor de Cristo, abaixo assinamos em petição e encaminhamos às instâncias diretivas da Sociedade Bíblica do Brasil.

A petição original poderá ser vista por meio desse link aqui:


E você poderá assinar a petição diretamente por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 39:7—12 — ESTUDOS 032 — JOSÉ FOI DURAMENTE TENTADO, MAS NÃO CEDEU


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 032

32. José Foi Duramente Tentado Mas não Cedeu — Gênesis 39:7—12.

7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.

8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos.

9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?

10 Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela,

11 sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente.

12 Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.

É nossa convicção de que não é algo sem propósito nem mera coincidência o fato do Espírito Santo ter inspirado o autor bíblico a colocar essa narrativa da vida de José em justaposição à narrativa da grossa imoralidade cometida por Judá e registrada em Gênesis 38. Também é bastante significativo que a infidelidade de um é colocada imediatamente antes da fidelidade — especialmente com Deus — demonstrada pelo outro.

A atitude de José antecipa, como um tipo, a tentação sofrida pelo Senhor Jesus — o último Adão conforme

1 Coríntios 15:45

Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

— bem como a fidelidade do Senhor Jesus em recusar as proposições malignas feitas pelo diabo, que contrastam de forma dramática com as atitudes do primeiro Adão, o qual fracassou por completo quando tentado. A precisão da tipologia pode ser bem observada quando dividimos a tentação sofrida por José em três partes distintas — exatamente como a tentação que o Senhor sofreu no deserto. Para isso queremos destacar três versos da narrativa de José:

Verso 7 — Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.

Verso 10 — Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela.

Verso 12 — Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.

José, como podemos ver, não foi tentado em Canaã por seus irmãos, mas no Egito — que simbolicamente representa o mundo como adversário de todo verdadeiro crente — pela mulher de Potifar, que era capitão da guarda do Faraó. Assim também a tentação sofrida por Jesus. Ele não foi tentado por seus irmãos e sim pelo próprio diabo que é: “o príncipe desse mundo”.

É difícil não notarmos a maneira maravilhosa como José resistiu à tentação representada pela mulher de Potifar. Ele disse: “como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” — Verso 9. Suas palavras assumem um aspecto mais surpreendente quando são comparadas com as que encontramos em

Salmos 105:19

Até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do SENHOR.

José conhecia a Palavra do Senhor e sabia que não lhe era lícito possuir a mulher de seu senhor. Do mesmo modo o Senhor Jesus derrotou o diabo e a tentação usando apenas a Palavra de Deus como sua arma. Com a palavra de Deus Jesus foi capaz de repelir as investidas do tentador.

O problema de José foi que para se livrar da tentação ele teve que deixar suas roupas nas mãos da mulher que tentava seduzi-lo e isso lhe causou outras dificuldades. De modo semelhante o apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo o admoesta com as seguintes palavras:

2 Timóteo 2:22

Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.

Mas aqui temos um grande contraste entre José e Jesus. Enquanto o primeiro teve que fugir e assim devemos proceder nós também, o Senhor Jesus pôs o diabo prá correr ordenando-lhe:

Mateus 4:10

Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 26 de maio de 2015

PARA AJUDAR VOCÊ A ENTENDER O GRUPO ISIS

 

O artigo abaixo foi publicado pela revista ÉPOCA.

O califa da barbárie

Abu Bakr al-Baghdadi o líder do mais temível grupo fundamentalista do mundo, leva a selvageria e o terror a um novo nível

Por RODRIGO TURRER E FILLIPE MAURO

 ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)
ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)

Abu Bakr al-Baghdadi é um homem discreto e misterioso. Apenas duas fotos suas são conhecidas: uma de 2005, quando ele ainda era um jovem aspirante a jihadista, detido em uma prisão americana no Iraque. A outra, mais recente, é de uma rara aparição pública, em julho deste ano. Trajando túnica e turbante pretos, com uma longa barba, que invocam o mítico início do islamismo, Baghdadi deu um sermão de meia hora na grande mesquita de Mossul, a maior cidade do Iraque tomada pelo grupo fundamentalista liderado por ele, o Estado Islâmico (IS, na sigla em inglês, anteriormente chamado de Isis, Estado Islâmico do Iraque e Levante). Na ocasião, Baghdadi se autoproclamou “o novo califa Ibrahim, emir dos crentes no Estado Islâmico”. Em voz suave e monocórdia, conclamou os muçulmanos a obedecer-lhe enquanto ele “obedecer a Deus” e convidou “médicos, engenheiros, juízes e especialistas em jurisprudência islâmica” a se juntar a ele.

Unir-se a Baghdadi significa dar um passo além da usual selvageria dos extremistas. Em fevereiro, à medida que o Isis crescia e avançava, a rede terrorista al-Qaeda rompeu com o grupo, por considerar suas táticas excessivamente agressivas. É prática comum de seus militantes é atacar a população civil, eviscerar os capturados, estuprar mulheres e crucificar vivos os adversários. Baghdadi, o mentor da barbárie, tornou-se num ano o jihadista mais poderoso do planeta. À frente do Isis,  conquistou territórios na Síria e no Iraque, apagou a fronteira entre os dois países e arrebatou o apoio da maioria dos sunitas da região. Estima-se que o IS tenha agora ativos de mais de US$ 2 bilhões, graças ao controle de poços de petróleo nos dois países.

Baghdadi começou a sair das sombras no verão de 2010, quando se tornou líder da al-Qaeda no Iraque (AQI), de orientação religiosa sunita. A estratégia anti-insurrecional americana, combinada a rivalidades entre grupos muçulmanos, levou ao colapso da rebelião sunita contra as tropas dos Estados Unidos. A AQI perdeu relevância e quase desapareceu. Baghdadi foi a figura central no renascimento do grupo. É o responsável pelas estratégias e táticas militares que renderam vitórias ao Isis. O verdadeiro nome de Baghdadi é Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai. Ele nasceu em 1971, perto de Samarra, uma cidade 100 quilômetros ao norte de Bagdá. Pouco se sabe sobre sua infância. Na juventude, cursou graduação em estudos islâmicos, incluindo poesia, história e genealogia, na Universidade Islâmica de Bagdá. Depois, fez mestrado e doutorado em estudos islâmicos na Universidade de Ciências Islâmicas de Adhamiya. Quando os EUA invadiram o Iraque, em março de 2003, Baghdadi já era militante islamista e pregava na província de Diyala. No começo da ocupação americana, manteve seu próprio grupo armado, com 50 a 100 combatentes.

Em 2005, Baghdadi foi capturado pelo Exército americano em Falluja. Foi considerado um prisioneiro de pouca importância e encarcerado no centro de detenção de Camp Bucca, no sul do Iraque. O comandante do centro de detenção disse em entrevista à rede americana NBC que jamais imaginara que aquele homem se tornaria um líder e uma ameaça global. “Ele era um mero arruaceiro”, afirmou o coronel Ken King. “Nem com uma bola de cristal seria possível prever que ele se tornaria o pior dos piores.” Na prisão, Baghdadi teve contato com terroristas da al-Qaeda. Ao ser libertado, em 2009, voltou mais forte às atividades extremistas. Foi recrutado para o conselho militar do Estado Islâmico do Iraque (ISI), a nova versão da al-Qaeda no Iraque (AQI). Era considerado um conselheiro-chave para o então líder do grupo, Abu Omar al-Baghdadi.

Quando Abu Omar foi morto, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou o líder natural do grupo, em abril de 2010. A partir daí, o Isis se reorganizou. Distribuía relatórios de atividades com listas de operações em cada província do Iraque. O novo líder começou a transformar uma filial local da al-Qaeda numa força distinta e independente, com uma agenda clara: criar um estado islâmico radical sunita no Iraque e na Síria. Seria seu califado. Baghdadi insistia no extremo sigilo. Não queria se revelar. Poucos conheciam sua verdadeira identidade ou localização. Prisioneiros da AQI dizem que jamais o viram, porque ele sempre usou máscara.

A discrição foi o segredo de seu sucesso. Ao contrário de outros líderes, evitou gravar e distribuir vídeos com mensagens grandiloquentes. “Quando você começa a fazer vídeos e a aparecer, aumenta as chances de ser capturado”, afirma Patrick Skinner, ex-agente da CIA e analista do Soufan Group, uma consultoria de segurança. “Baghdadi atua há cinco anos. Para um terrorista, isso é como os anos de vida de um gato. É muito tempo.” Em 2011, Baghdadi entrou para a lista de terroristas do governo americano, que oferece uma recompensa de US$ 10 milhões a quem der informações que levem à sua morte ou captura. Ele queria assumir a liderança da al-Qaeda, mas foi o egípcio Ayman al-Zawahiri quem sucedeu Bin Laden.

A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido,  o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)
A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido, o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)

Baghdadi nunca aceitou o poder de Zawahiri. Em cartas trocadas pelos dois, interceptadas pela inteligência americana, Baghdadi dizia não reconhecer a autoridade de Zawahiri. Desafiando suas ordens de se concentrar no Iraque, Baghdadi decidiu ampliar as ações do grupo sobre a Síria. Entrou na luta contra o ditador sírio Bashar al-Assad, ao mesmo tempo que combatia os militantes da Frente Jabhat al-Nusra, a afiliada da al-Qaeda na Síria. No ano passado, derrotou a Jabhat al-Nusra e assumiu o comando de grande porção de território no norte da Síria. Em seguida, montou uma base na cidade síria de Raqaa, que deu a ele comando sobre campos petrolíferos. A al-Qaeda rompeu com o grupo, mas Baghdadi conseguiu uma vitória, ao menos temporária. Em seis meses, estabeleceu um califado entre Iraque e Síria. Na região, prevalece uma interpretação radical da lei islâmica, em que os inimigos são decapitados, e os ladrões e adúlteros, açoitados. O IS ameaçava exterminar minorias religiosas como cristãos, yazidis e shabaks xiitas. Não estava longe de Bagdá, a capital do Iraque, um país frágil e em reconstrução após a ocupação americana de oito anos, até 2011. Por isso, os EUA reagiram. Nas últimas semanas, voltaram a agir no Iraque e bombardearam as posições do IS.

Na semana passada, o IS deu mais uma prova ao mundo do que é capaz. Num vídeo divulgado pela internet em 19 de agosto, um militante do IS, encapuzado e vestido de preto, no meio do deserto, aparece ao lado de um homem de meia-idade, vestido de laranja, ajoelhado. O prisioneiro era o jornalista americano James Foley, sequestrado pelo grupo havia dois anos. “Gostaria de ter a esperança da liberdade e de poder ver minha família mais uma vez. Mas este navio já zarpou”, foram as últimas palavras de Foley. O carrasco do jornalista, um sujeito alto e com forte sotaque britânico, afirma que os verdadeiros assassinos de Foley são os EUA, que atacaram os muçulmanos ao bombardear o IS. Diz que “tudo o que acontecerá é resultado da complacência e criminalidade” dos americanos. Por fim, decapita Foley com uma faca.

O principal alvo do ato bárbaro não eram os amigos e familiares de Foley, mas sim os EUA e o presidente americano Barack Obama. Há pouco mais de 12 anos, radicais islâmicos da al-Qaeda deram uma mostra semelhante de selvageria. Em 22 de fevereiro de 2002, o consulado americano em Karachi, no Paquistão, recebeu o vídeo da execução de Daniel Pearl, repórter do jornal americano The Wall Street Journal. Pearl fora sequestrado um mês antes por militantes locais e entregue para a rede al-Qaeda. Seu executor foi o superterrorista Khalid Sheikh Mohammed, mais tarde capturado e hoje sob custódia militar americana em Guantánamo.

Na ocasião, os americanos organizaram uma operação de grande escala para capturar Sheikh Mohammed. Consideraram que era a resposta adequada à execução de Pearl. Nas próximas semanas, os EUA enviarão mais tropas ao Iraque. Militares americanos cogitam a viabilidade de derrotar o IS sem bombardear o grupo na Síria, pois isso poderia fortalecer oponentes do IS também incômodos, entre eles o ditador Bashar al-Assad. Na semana passada, Obama condenou a execução de Foley. Ao comentar a atrocidade, disse que o IS “não tem espaço no século XXI” e “age como um câncer”. Para as potências ocidentais, impedir a metástase é uma empreitada necessária – e extremamente difícil.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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EQUÍVOCOS DOS MUÇULMANOS SOBRE OS CRISTÃOS


O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos muçulmanos sobre os cristãos

A história do islã e do cristianismo não é nada amigável. Muitas pessoas de ambas as religiões veem as outras com suspeitas (na melhor das hipóteses) ou com medo e ódio (na pior). Tal suspeita existiu desde o primeiro dia, e séculos de violência só serviram para aumentá-la. Tragicamente, a fronteira entre o cristianismo e o islã sempre foi muito sangrenta.

Um passado incerto, é claro, produz um presente incerto. Mas não é apenas a nossa história que transforma a fronteira entre cristãos e muçulmanos em uma perigosa falha sísmica. Muito também repousa em equívocos causados por desinformação. Existem, é claro, diferenças teológicas substanciais entre as duas religiões, e essas diferenças podem levar a uma colisão legítima. Mas o diálogo não pode avançar a menos que afastemos alguns mitos sutis. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, através de dezenas de conversas constrangedoras e, às vezes, dolorosas com muçulmanos no sudeste da Ásia. Você pode fazer o que eu nunca pude — aprender com os meus erros sem chegar a cometê-los.

Muitos obstáculos se colocam diante dos muçulmanos que vêm à fé em Jesus — confusão teológica e o custo da conversão são dois dos mais intimidadores. E, é claro, a razão mais comum para os muçulmanos não virem a Cristo é porque a maioria simplesmente nunca ouviu o evangelho.

Dito isso, há um conjunto de equívocos que a maioria dos muçulmanos têm a respeito dos cristãos que evita que eles sequer considerem o evangelho. No próximo artigo olharemos o outro lado da moeda: equívocos cristãos sobre muçulmanos. Mas aqui estão três dos maiores equívocos que os muçulmanos têm com relação aos cristãos:

1. Os cristãos adoram três deuses

Essa me pegou de surpresa. Eu sabia que a doutrina da Trindade era difícil para muçulmanos (assim como o é para cristãos). Mas eu nunca havia percebido por completo o quão erroneamente os muçulmanos a entendem, e o quão ofensiva ela é para eles.

Muitos muçulmanos me perguntaram como eu podia acreditar que Deus fez sexo com a Virgem Maria para conceber Jesus. “Cristãos são blasfemos”, me diziam, “pois eles adoram três deuses: deus pai, deus filho, e deus mãe”. Essa era nova para mim, é claro, então eu perguntei onde eles haviam aprendido isso. Eles me diziam que aprenderam do imã local, o líder religioso islâmico.

Obviamente, cristãos acham essa representação da Trindade tão ofensiva quanto os muçulmanos, e esse é um bom ponto de início. A ideia de Jesus como resultado da cópula entre Deus e Maria é blasfema, e devemos nos sentir livres para expressar a nossa repugnância e ultraje contra a “trindade” assim erroneamente descrita. O monoteísmo é central ao cristianismo, assim como o é para o islã. Assim, os cristãos podem concordar sinceramente com os muçulmanos que só há um Deus digno de adoração. Nossa concepção dele é dramaticamente diferente, mas a ofensa aqui, normalmente, é mal orientada.

2. O cristianismo é moralmente corrupto

A MTV era uma sensação na parte do mundo em que eu vivi. Videoclipes ocidentais sempre mostravam estrelas do rap ou mulheres seminuas usando crucifixos. Meus amigos muçulmanos presumiam, naturalmente, que aqueles eram cristãos, e que aquele comportamento era típico dos cristãos.

Certa vez fui até questionado por uma das minhas amigas, uma universitária muçulmana, se eu podia organizar uma festa de aniversário “cristã” para ela. Quando perguntei o que ela queria dizer, ela respondeu que queria uma festa com muita bebida e dança picante, assim como ela tinha visto na televisão. Equívocos como o dela, infelizmente, são a regra, e não a exceção.
Muitos muçulmanos sequer consideram o evangelho, pois consideram (corretamente) que tal comportamento é ofensivo a Deus. Contudo, você pode usar isso para a nossa vantagem. Quando os muçulmanos descobrirem que você não é daquele jeito, eles vão querer saber o que o torna diferente. Essa é a sua oportunidade para explicar a eles do que se trata uma fé viva em Cristo.

3. “O ocidente” e “a igreja” são sinônimos

“Separação entre igreja e Estado” é parte do fundamento cultural dos ocidentais. Muçulmanos, contudo, não entendem tal distinção. O islã é, em sua própria natureza, uma entidade política, repleta de inúmeros códigos sociais. Não existe conceito paralelo no islã, como a “separação entre a mesquita e o Estado”. Assim, quando os muçulmanos olham para as nações ocidentais, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou o Reino Unido, eles veem “países cristãos”. Eles presumem que nossos presidentes são os líderes cristãos, e nossas políticas são reflexo da política da igreja. O que o governo faz, a Igreja faz. Por exemplo, certa vez me perguntaram: “Por que ‘a Igreja’ bombardeou o Iraque?”

Para atrair os muçulmanos ao evangelho, você deve delinear essas duas entidades, e você provavelmente terá que, em muitas situações, colocar o seu patriotismo de lado. Se você quer ser um defensor de políticas norte-americanas, você provavelmente não ganhará ouvidos para o evangelho. Há um lugar para a discussão de ambos, mas só temos espaço suficiente para representar um certo número de questões e, para mim, como representante da igreja, simplesmente não vale a pena sacrificar uma plataforma para o evangelho em nome de defender decisões políticas norte-americanas. Recentemente um muçulmano turco me disse que “todos os problemas do mundo são causados pelo Estados Unidos”. Eu concordo com ele? Não. Mas é ali que eu firmarei a minha base? Não. Por amor do evangelho, nosso patriotismo deve morrer quando servimos em países muçulmanos.

Como sempre dizemos na nossa igreja, o evangelho é ofensivo. Nada mais deve ser. Visto que grande parte da nossa mensagem repele os muçulmanos, precisamos nos equipar para desmascarar as falsas ofensas do cristianismo. Só então a ofensa que dá vida, a cruz, pode brilhar como deveria.

Quando o ocidental comum ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — principalmente imagens negativas. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados como nós com o que presumimos a respeito deles. No meu próximo post, eu discutirei três dos mais comuns equívocos que ocidentais têm a respeito dos muçulmanos.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO O ISLÃ E DO ESTREMISMO ISLÂMICO


















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Alexandros Meimaridis

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