sábado, 14 de outubro de 2017

O QUE QUEREM OS CHAMADOS EVANGÉLICOS NA POLITICA?


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O artigo abaixo é do historiados e cientista político, Roberto Bitencourt da Silva.

Nesse breve artigo o professor Roberto nos ajuda a entender a união dos chamados evangélicos com os neoliberais. O mesmo requer de todos uma leitura atenta, reflexão e discussão.

O desmonte do Brasil-Nação e a sintonia neoliberal-evangélica
ROBERTO BITENCOURT DA SILVA

Lendo o noticiário desse domingo, tropecei em uma curiosa matéria do Brasil 247 que trata da aproximação do czar da economia brasileira, o reacionário e entreguista ministro Henrique Meirelles, com o mundo religioso evangélico. Um fenômeno que não causa surpresa.

A relação entre neoliberalismo — uma corrente teórico-dogmática abstrata e semirreligiosa, propagada pelas escolas de economia, fóruns multilaterais e conglomerados de mídia — e seitas evangélicas é razoavelmente natural. Por outro lado, trata-se de um “casamento” que elucida, em parte, o desmonte do “Brasil-Nação” (para usar terminologia cara ao patriota e grande pensador social brasileiro Manoel Bomfim).

A respeito, cumpre observar que há duas décadas o cientista político estadunidense Samuel Huntington explorou uma peculiar tese sobre o ordenamento internacional entre os Estados, após o desmoronamento da guerra fria: a eventualidade de um “choque de civilizações”.

A preocupação maior do autor era, por óbvio, a defesa dos interesses dos EUA na ordem mundial, a capacidade do império do Norte de modelar as normas que regem o sistema, bem como as possibilidades de defesa frente aos desafios erguidos por civilizações não-ocidentais. Uma obra erudita, mas controversa.
Contudo, apresenta uma temática de fundo, ressaltando a dimensão cultural nas relações internacionais e nas políticas domésticas dos países, que me parece instigante do ponto de vista da questão nacional e para o exercício de reflexão a que se propõe esse texto. A saber: as civilizações possuem identidades delineadas conforme as suas culturas e trajetórias, ordenando valores e percepções sobre si mesmas e o mundo.

Baseados em suas trajetórias civilizatórias, em seus parâmetros éticos, políticos e culturais, os países tendem a enxergar a si mesmos, reconhecendo linguagens, visões e aspirações minimamente comuns. Partilham uma gramática e comportamentos mais ou menos previsíveis, que atravessam suas subculturas nacionais, reconhecendo, pois, minimamente que seja, o que são, o que querem e não querem enquanto nações.

Nesse sentido, gostemos ou não, aquilo que se pode chamar de civilização brasileira foi construída, em nossa formação histórica, a partir de um caldeirão cultural organicista. Isto é, o todo tende a ser considerado mais importante do que o indivíduo e as partes.

Pode-se dizer que o catolicismo foi o terreno cultural original, desde a colonização portuguesa. A emergência política e intelectual do positivismo deu sequência, nas últimas décadas do século XIX.

Em boa medida, à esquerda, a partir dos anos 1930, as próprias correntes políticas trabalhista e comunista no Brasil pagavam tributo ao catolicismo e, em especial, ao positivismo. Não à toa, Getúlio e Prestes foram seus respectivos ícones. À direita, o integralismo de Plínio Salgado não deixava de render suas homenagens ao catolicismo. Depois dos anos 1980, à esquerda, o PT opera(va) com ingredientes da fonte católica.

Não entro em detalhes se a cosmovisão organicista é boa ou ruim. Isso é demasiadamente subjetivo. Grosso modo, pode-se alegar que é as duas coisas ao mesmo tempo. Como qualquer outra visão de mundo.

O que interessa dizer é que o organicismo é (ou foi) traço fundamental da civilização brasileira, senão mesmo latino-americana. Influía ou influi no nosso jeito de ser, inclusive no hibridismo cultural e político, que, evidentemente, nunca deixou de hierarquizar temas, expressões culturais, aspirações, grupos e classes sociais. Em todo caso, o organicismo brasileiro é (era) tipificado pela abertura a alguma margem à tolerância e incorporação da diferença, religiosa, cultural, política.

Não gratuitamente, o organicismo, sobretudo em suas matrizes católica e positivista, sempre foi radicalmente contrário ao liberalismo, em particular ao liberalismo econômico (o “liberismo”, como definia Norberto Bobbio).

A convergência circunstancial entre liberalismo e catolicismo, à Lacerda, nos anos 1960, guardou algum êxito, mas a variável anticomunista é que a cimentava. No regime ditatorial civil-militar de 1964, o positivismo militar aliou-se ao liberalismo econômico transnacionalizante. Porém, com o tempo, senão o hegemonizou, equilibrou, conforme o “comunismo” deixava de servir de preocupação. 

Na contramão, o chamado neoliberalismo e as seitas evangélicas, mormente neopentecostais, são frutos de outras civilizações, principalmente anglo-saxãs. Dotados de esquemas de percepção peculiares e que pouca ou nenhuma relação possui com o organicismo. São expressões intelectuais, culturais e religiosas, por natureza, individualistas, egóicas. Fundamentalmente: o indivíduo, a parte, tem primazia sobre o todo.

Oportuno frisar que o crescimento da influência e da força de incidência cultural e política do neoliberalismo e das igrejas evangélicas se deu na esteira da crise da dívida externa dos anos 1980 e, particularmente, com a inserção subordinada da economia nacional na “globalização”. Culturalmente, o resultado tem sido a intensa absorção de valores anglo-saxões, individualistas, egoístas, os quais Huntington classifica como “ocidentais”.

Diga-se de passagem, o pensador norte-americano preconizava a tomada de iniciativas voltadas à “ocidentalização” da América Latina, à maneira de um “soft power”, de sorte a melhor proteger os interesses hegemônicos de poder mundial dos Estados Unidos.
Assim, temos a equação formada por uma subordinação incontrolada do setor produtivo e financeiro brasileiro ao capitalismo internacional, associada ao dilatado proselitismo (inclusive televisivo) e recursos financeiros amplos entre as seitas evangélicas. Poderosas forças econômicas, políticas e culturais de incidência estranhas à civilização brasileira.

Hoje, vemos o País esfarelar-se de maneira abjeta. Vê-se a predominância de polêmicas e temas adentrando a agenda pública, que sequer resvalam nos principais problemas que ameaçam a Nação. Polêmicas, não raro falsas, promovidas por intolerantes setores antinacionais, liberalóides e religiosos, que mais obscurecem e embotam as necessárias discussões sobre os decisivos desafios e dilemas brasileiros. 

Não mais sabemos o que somos, o que queremos. Isso não é gratuito. Qualquer esforço intelectual, cultural, em nossos dias, de mapeamento, pior ainda de construção, da identidade nacional brasileira seria um exercício sobremodo hercúleo.

Se não conseguimos mais nos enxergar compartilhando valores, princípios e linguagens minimamente comuns, é válido não esquecer ao menos isto: o território brasileiro possui 25% da água doce do planeta; reservas mineiras e energéticas extraordinárias, sob a cobiça internacional. Cercado por bases militares estadunidenses (são mais de vinte).

A crise ecológica internacional da escassez de terras férteis e agricultáveis, de fontes de energia e água potável, está logo ali se insinuando na esquina do tempo. Se quisermos ter algum futuro enquanto Nação é preciso lembrar quem e o que somos, procurar identificar o que queremos, o que é realmente importante, visando nossa defesa e segurança frente a um mundo instável e ameaçador.

O artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo

Que Deus abençoe todo o povo brasileiro.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA SERMÃO - 032 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


Resultado de imagem para ONDE ESTÁ O TEU TESOURO

O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

Texto: Apocalipse 3:14—22
Introdução.
A. Na mensagem anterior, tivemos a oportunidade de ver a arrogância assustadora que dominava os membros da igreja em Laodiceia. Certamente, suas palavras deixaram uma profunda impressão em nós, pois diziam:
Apocalipse 17A — Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma. 
B. Como dissemos antes, eles confundiam prosperidade material com prosperidade espiritual, mas a realidade diante de Deus era muito diferente da realidade material que experimentavam.
C. Hoje queremos analisar, palavra por palavra, a verdadeira condição espiritual da Igreja, conforme descrita pelo Senhor Jesus.
D. Na sequência do verso de Apocalipse 3:17, o Senhor Jesus diz:
Apocalipse 3:17B — e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

E. E é com esses cinco adjetivos que pretendemos dar início à nossa mensagem de hoje que trata da...
VERDADEIRA CONDIÇÃO DA IGREJA EM LAODICEIA

I. Os Dois Primeiros Adjetivos Descrevem a Condição Geral da Igreja em Laodiceia como Vista Pelo Senhor Jesus: Infeliz e Miserável
A. A primeira palavra no grego é ταλαίπωρος talaíporos — traduzida por infeliz, mas que agrega as ideias de aflito e desgraçado. Esse é o mesmo adjetivo que Paulo usa para se qualificar em
Romanos 7:24
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
B. A conotação disso tudo deve ser óbvia: Jesus se refere à condição daquelas pessoas como sendo de extrema infelicidade.
C. A segunda palavra no grego é ἐλεεινὸς eleeinòs — traduzida por miserável o que também indica uma pessoa digna de dó.
D. Essa mesma palavra é usada para descreve a triste condição de todas as pessoas que não têm esperança, como aquelas descritas em:
1 Coríntios 5:19
Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
E. Quando paramos para analisar o resultado dessas duas palavras, notamos que Jesus diz para a Igreja em Laodiceia que a mesma se encontrava, verdadeiramente, num estado deplorável.
F. A igreja se enxergava como rica e poderosa, mas era na realidade uma igreja em petição de miséria. Por esse motivo ela precisava de um conselho sério e direto, como o que encontramos Apocalipse 3:18.
G. Mas antes de falarmos do conselho é importante entendermos o verdadeiro motivo do mesmo.
II. O Segundo Grupo de Adjetivos Descreve a Condição Específica da Igreja: Pobre, Cego e Nu.
A. Os três adjetivos que descrevem a verdadeira condição específica da igreja em Laodiceia são derivados das suas condições econômicas, sociais, agriculturais, industriais e medicinais..
B. O vale do Rio Lico é até hoje a região mais fértil da Turquia. Portanto, Laodiceia produzia cereais em abundância que respondiam em boa parte por sua notória riqueza.
C. Outro motivo da riqueza de Laodiceia eram as criações de ovelhas com lá negra. Essa lã era caríssima por sua qualidade e brilho.
D. A cidade também era famosa pela invenção e produção de um colírio para os olhos que realmente funcionava no combate a inflamações e infecções oculares.
E. Todos esses elementos contribuíam para a grande riqueza da cidade. Isso, por sua vez levou ao surgimento de um sistema bancário, o maior conhecido na antiguidade, que ajudava ainda mais no enriquecimento da cidade por meio de financiamento, empréstimos e etc.
III. O Conselho de Jesus — Apocalipse 3:18
A. O conselho de Jesus é dado de forma branda, como alguém que realmente deseja ajudar a outra pessoa. Note que, não se trata de uma ordem e sim de um conselho!
B. Em primeiro lugar os laodicenses deveriam usar suas riquezas para investir na obra de Deus e não apenas para esbanjar em seus prazeres ou acumular desmesuradamente.
C. A recomendação de Jesus é que os membros da igreja em Laodiceia comprassem dele próprio em vez de fazerem negócios com os comerciantes errados. Eles tinham comprado tudo de comerciantes terrenos, portanto, tinham ido à loja errada. 
D. O resultado final de grande riqueza material, da abundância de bens e da qualidade dos mesmos, se resumia, em termos espirituais à seguinte realidade:
1. Primeiro, em vez de serem ricos, eles eram realmente muito pobres, miseráveis mesmo, dignos de dó. Eles precisavam comprar “ouro refinado” do próprio Cristo e não investir seus recursos nos bancos locais e no comércio da cidade.
2. Em segundo lugar, apesar da rica e preciosa lã produzida na cidade, eles estavam, realmente, como pessoas nuas diante os olhos de Deus e de Cristo. Você pode vestir Armani e Prada, mas continuar desnudo na presença de Deus.
E. As vestiduras brancas são citadas muitas vezes no Apocalipse para simbolizara a justiça, como, por exemplo, Apocalipse 3:4—5.
3. Em terceiro lugar aquele povo estava completamente cego, independentemente dos famosos centros oftalmológicos que se encontravam espalhados pela cidade.
F. Jesus mesmo disse as seguintes palavras —
João 9:39
Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.  
Conclusão:

A. Todos os que desejam ser ricos de verdade precisam seguir a orientação de Jesus quando diz em —

Mateus 6:19—21

19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;

20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;

21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração

B. Se você quiser comparecer diante de Deus, realmente vestido, siga esse conselho de Paulo —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

C. Se você deseja enxergar de verdade, siga a luz do mundo que é Jesus —

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

D. Que Deus no livre da arrogância egocêntrica e cega manifestada pela igreja em Laodiceia é nossa oração hoje.

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001
APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 028 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 005
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 029 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 001
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 030 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 002
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 031 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 003
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 032 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

FILME ESTÁ É A SUA MORTE E O DEBATE EM TORNO DA ELIMINAÇÃO DOS POBRES



O sociólogo Jesse de Sousa em seu livro intitulado A Elite do Atraso — Da Escravidão até à Lava Jato faz uma ponderação digna de ser repetida. A elite brasileira, repetindo outras elites ao redor do mundo, deseja perpetuar o esquema criado com a escravidão e a eliminação sistemática dos pobres. Mas como dissemos isso não é ideia da elite brasileira apenas. Prova disso é o filme Está é a sua morte, cujo tema central trabalha a autoeliminação via suicídio de pessoas pobres e que já não têm mais nenhuma esperança.

O comentário abaixo é da autoria do Prof. Dr. Wilson Roberto Vieira Ferreira e foi publicado originalmente em seu blog.

Wokesploitation é a fronteira final do reality show em "Esta é a Sua Morte"
Wilson Roberto Vieira Ferreira

Depois de explorar as mazelas do sexo e da vida, a última fronteira da TV é a morte. Mas não a das vítimas, mas daqueles que querem dar cabo das suas próprias vidas. Depois de décadas de críticas e sátiras cinematográficas ao gênero televisivo do reality show, “Essa é a Sua Morte” (2017) evoca a tendência atual do “Wokesploitation” — chamar a atenção das injustiças da mídia e sociedade por meio da hiper-violência e muito sangue, como na franquia “Uma Noite de Crime”. Mas é um reality show sobre suicidas endividados através do viés “camp”, “trash” como fosse uma típica “soap opera” norte-americana. Um filme que vai além da crítica ao reality show: mostra a fase terminal da TV, agora obcecada em procurar de forma tautista “a realidade do real” numa sociedade na qual a morte se tornou mais lucrativa do que a vida, seja no sistema econômico quanto no político.

O gênero televisivo reality show já foi desconstruído e virado ao avesso pelo cinema, desde o clássicos gnósticos Show de Truman e EdTV que suscitavam discussões espirituais e existenciais.

Porém, o século XXI a tendência foi a desconstrução a partir do viés chamado “wokesploitation”: despertar a consciência crítica do espectador para as injustiças da indústria do entretenimento através da hiper-violência, sangue e tripas — forçar o espectador a abrir os olhos. Mas, paradoxalmente, oferecendo ao mesmo tempo o prazer voyeurista que é a essência do reality show.

Esta é a Sua Morte (This is Your Death, aka The Show, 2017), dirigido pelo vilão “Gus” da série Breaking Bad Giancarlo Esposito, incorre nesse mesmo paradoxo. Entretanto, a novidade que Esposito nos entrega é uma wokesploitation num viés camp (estética baseada na ironia kitsch, no exagero e numa proposital vulgaridade), trash, com uma linguagem de câmera e performance dos atores como fosse uma grande soap opera – a telenovela norte-americana. O que é reforçado pela estética da fotografia de Paul Mitchnik, que passou a maior parte da sua carreira fazendo filmes para TV.

Como um filme camp, o próprio título do filme guarda uma ironia que talvez somente aqueles que viveram o suficiente a história da TV vão perceber: o título faz um trocadilho com um dos primeiros reality shows da primeira idade de ouro da TV, o programa This Is Your Life (1952-1961) – criado e apresentado por Ralph Edwards, foi o primeiro programa de TV forjado para criar intimidade com o espectador. Celebridades ou pessoas comuns (que de alguma forma contribuíram com sua comunidade) eram surpreendidas no show ao vivo com uma apresentação dos detalhes das suas vidas, contadas por parentes e amigos.

 Esse trocadilho do título, ao lado da linha de diálogo “eu quero mostrar a realidade do real!” confessada ansiosamente pelo protagonista a certa altura do filme, mostra que Esta é a Sua Morte vai muito além da discussão do reality show – Esposito pretende discutir o esgotamento atual do próprio formato da televisão, pelo menos da TV aberta comandada pelos níveis de audiência.

A passagem de “This Is Your LIFE” para “This Is Your DEATH” mostra o final tautista (tautologia + autismo) de uma mídia que parece devorar a si mesma, tão autocentrada e incapaz de mostrar o real de forma sincera e honesta que, depois de explorar a vida e o sexo restaria a última fronteira: a morte – um reality show com pessoas dando cabo da própria vida ao vivo.

E o sintoma de uma sociedade na qual a morte se tornou mais lucrativa do que a vida, seja no sistema econômico quanto no político.

O Filme

Os créditos iniciais do filme são entrecortados com cenas de um desastre ocorrido no episódio final do reality show Casei com um Milionário. Restando duas finalistas, o milionário em questão escolhe uma delas para ser sua esposa. Terminando com a vice-campeã rejeitada disparando uma arma contra o homem antes de virar a arma para si mesma, matando-se ao vivo e em rede nacional.

Para o galã apresentador (propositalmente caricato com seu “gel-hair”) Adam Roger (Josh Duhamel), é o momento da chamada para o despertar no dia seguinte da tragédia: no programa “Morning Show EUA”, apresentado com um sorriso de porcelana por James Franco, Adam desabafa ao vivo as afrontas dos jogos televisivos – colocar um contra o outro pessoas endividadas e  desesperadas para a emissora ganhar audiência e muito dinheiro.

O que lembra bastante o clássico de Sidney Lumet Network: Rede de Intrigas (1976) no qual um apresentador de telejornal ameaça se matar ao vivo gritando “Estou louco como o demônio, e não aguento mais isso!” – sobre o filme clique aqui:


Depois desse desabafo ao vivo, Adam se acha acabado para a TV, volta para casa e encontra sua irmã Karina (Sarah Wayne Callies), uma assistente de enfermagem, dando-lhe os parabéns pela atitude. Chamado pela executiva Ilana Katz (Famke Janssen) para uma reunião no dia seguinte com a cúpula da emissora, Adam acredita que será demitido e carreira na TV terminada.

Mas, para sua surpresa, descobre que em vez de demitido é apresentado para uma nova produtora chamada Sylvia (Caitlin Fitzgerald) para desenvolverem um novo reality show no qual pessoas pobres e com intenções suicidas sejam encorajadas a dar cabo de si mesmas ao vivo.

Um advogado dá o suporte jurídico necessário: a rede não poderia ser responsabilizada, desde que provasse que não estimulou os atos suicidas – apenas disponibilizou os meios, sem disparar o gatilho.

Inebriado pela sua tomada de consciência, Adam pretende conciliar sua nova “consciência crítica” com os propósitos de lucro dos executivos da rede: “não quero fazer um show que afirme a morte. Quero que as pessoas morram por um propósito maior...”, racionaliza Adam Roger em sua epifania.

Com o programa “Essa é a Sua Morte”, Adam vira uma espécie de tele-evangelista da morte, com a missão de “acordar a nação” mostrando pessoas desesperadas, endividadas ou com doenças terminais trocando a sua vida por um futuro melhor para seus familiares – em um jogo mórbido, os telespectadores fazem doações para o suicídio com melhor performance.

Paralela a essa estória, acompanhamos as desventuras de Mason Washington (interpretado pelo próprio Esposito), faxineiro da emissora e vivendo de diversos bicos mal remunerados. Aos 55 anos, já teve seus melhores dias, mas perdeu o emprego com a crise econômica. E hoje, endividado, está prestes a perder sua casa para o banco e não consegue mais sustentar sua família.

Fica óbvio que os destinos de Mason e do tele-evangelista da morte Adam Roger ocasionalmente se chocarão. Principalmente porque para Roger, a gincana dos suicídios acaba se transformando em um fim em si mesmo: obcecado pela audiência para continuar “despertando” o público para a realidade da nação, Roger vai inevitavelmente ultrapassar a linha da legalidade.

Tautismo da Neotevê

“Mostrar a realidade do real!”. Essa exortação angustiada de Adam Roger é o sintoma da fase terminal da TV atual, a fase da metástase do que o pesquisador francês Lucien Sfez chamava de “tautismo”: o fechamento operacional de um sistema autocentrado, tautológico e isolado do mundo exterior – SFEZ, Lucien, Crítica da Comunicação, Loyola, 1994.

Depois da primeira fase áurea (dos tempos do Esta é a Sua Vida) no qual a TV pretendia ser uma janela aberta para o mundo, sua hipertrofia midiática fez se converter em “Neotevê” (Umberto Eco) – uma televisão mais preocupada em falar de si mesma com muita metalinguagem e making of — ver  aqui

Esta é a Sua Morte mostra a atual fase terminal: após tanta metalinguagem e de apresentar para o público o artifício por trás de câmeras e apresentadores, tardiamente a TV volta a lembrar que existe um mundo exterior, no deserto do real. Porém, o tautismo já está em metástase: a “realidade do real” está condenada a ser convertida pela realidade aumentada do show e entretenimento televisivos.

Mas por que a realidade aumentada através da morte? Em uma das linhas de diálogo de Adam Roger ainda consciente (antes de ser absorvido pela lógica mercadológica do show) dispara: “todos estão lucrando com a miséria dos outros... As igrejas lucram, os bancos lucram, as companhias de fast food lucram... jornalistas como você lucram!”.

Sistema tanático

Giancarlo Esposito e a dupla de roteiristas Noah Pink e Kenny Yakkel estão atentos de que a morte não está apenas no sensacionalismo televisivo. Há um sistema tanático em funcionamento na sociedade, no qual a TV é mais uma peça da engrenagem.

Uma sociedade essencialmente tanática (de Thanato, na mitologia grega a personificação da morte que reinava no mundo inferior dos mortos) como denunciava o pesquisador alemão Herbert Marcuse no seu livro clássico Eros e Civilização – uma sociedade dominada pela pulsão de morte, impulso instintivo que busca a morte e destruição.

Uma sociedade baseada em um modo de produção essencialmente mortal e negativo: o endividamento produz continuamente riqueza para o sistema financeiro, o dinheiro (riqueza) substituído pelo crédito (capacidade de endividamento), morte e violência como produtos de entretenimento, incitamento da violência urbana para justificar sistemas policiais repressivos.

Política e Economia pensados na sua forma mais negativa, mas não em um sentido moral – em sentido de um viés tanático na sua forma invertida: riqueza é endividamento, para manter a paz são necessários guerra e terror, prazer é morte, entretenimento é simular a excitante proximidade da morte, sexo é estupro ritualizado na mídia, e assim por diante.

Muito das críticas negativas feitas a Esta é a Sua Morte talvez estejam nessa proposital ausência de foco narrativo: ao contrário de Show de Truman (uma crítica filosoficamente séria ao gênero televisivo), Esposito nos mostra uma narrativa ambígua entre o tom da ironia camp, a estética de soap opera e insights sérios e críticos sobre a TV e além.

Ao negar aquilo que mostra (é simultaneamente wokesploitation e crítica a wokesploitation), Esposito nos coloca na mesma situação do espectador na série Breaking Bad: tudo pode parecer moralmente negativo (a busca da redenção familiar pelo protagonista por meio do tráfico de drogas), mas pelo menos nos mostra que a “realidade do real” não é tão maniqueísta ao ponto de podermos facilmente condenar apenas a mídia, seus executivos e apresentadores.

Thanato e o Mal estão no próprio funcionamento aparentemente ético e moralmente aceitável da sociedade inteira.

O artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo:


O trailer de Esta é a sua morte poderá ser visto por meio do link abaixo. O mesmo é impróprio para menores e pessoas fragilizadas por qualquer motivo:


Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 1 de outubro de 2017

O RELÓGIO MUNDIAL — OUTUBRO DE 2017 — MORTES


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O Relógio Mundial é uma fermenta poderosa contendo informações importantes para todos os crentes verdadeiros que estão interessados em promover e defender a vida humana.

Um dos aspectos do Relógio Mundial tem a ver com a própria morte.

As informações abaixo foram coletados em 01 de outubro de 2017 às 6:30, horário de Brasília, e mostram os números de mortes conforme indicações abaixo.

POPULAÇÃO TOTAL DA TERRA: 7.536.000.000

POPULAÇÃO DO BRASIL = 211.720.000

MORTES NO ANO DE 2107 ACUMULADAS ATÉ 1 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 6:30 HORAS

NUMERO TOTAL DE MORTES = 42.920.000

MORTES POR ACIDENTES = 2.893.484

MORTES INFLIGIDAS = 1.039.360

MORTES POR DOENÇAS INFECCIOSAS = 7.247.600

MORTES POR DOENÇAS NÃO TRANSMISSÍVEIS = 29.344.000

NASCIMENTOS DURANTE O ANO 2017 ATÉ 01 DE OUTUBRO ÀS 06.30 = 105.2012.000

Veja números sempre atualizados sobre esse tema em:


Para eu, que escolhi a vida e procuro promover a vida e vida em abundância, as informações do relógio mundial são uma excelente ferramenta como pregador e escritor.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

PARÁBOLAS DE JESUS — SERMÃO 038A —— A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001


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Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Dracma perdida

Lucas 15:8—10

8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la?

9 E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.

10 Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Essa breve parábola de Jesus é geralmente preterida ou até mesmo ignorada por causa de suas similaridades com a versão bem mais longa e preferida da Parábola da Ovelha perdida, que pode ser vista por meio do link abaixo:


Isso é perfeitamente entendível e como existem de fato muitas coisas duplicadas nessas parábolas não é necessário nos estendermos demais em nossa análise dessa parábola acerca da dracma perdida. Por outro lado, mesmo sendo semelhantes as mesmas não são idênticas e cada uma delas tem sua própria mensagem. A Parábola da Dracma Perdida nos apresenta informações vitais acerca do caráter de Deus. Vejamos:

I. O Tipo da Parábola

Como aconteceu com a Parábola da Ovelha Perdida essa também é uma parábola interrogativa que funciona como uma verdadeira símile[1]. A pergunta levantada é seguida por uma afirmação que descreve as consequências

II. Questões Importantes que Chamam Nossa Atenção

Existem duas questões primordiais que requerem nossa atenção nessa parábola. Elas são:

1. Qual é o significado do personagem principal da parábola ser uma mulher? A mulher funciona como sendo uma imagem de Deus? Existe qualquer implicação na parábola que tem alguma implicação para o papel da mulher em nossos dias?

2. Qual é o ensinamento da parábola? De modo especial, quanta teolgia pode ser encontrada na mesma?

III. Características Textuais da Parábola da Dracma Perdida

1. Com frequência Lucas produz narrativas envolvendo tanto homens quanto mulheres. Kenneth Bailey em sua abordagem a Lucas 15 chega a mencionar 27 exemplos[2]

2. Apesar de muitos estudiosos desconsiderarem esse fato, a verdade é que o mesmo é parte da estratégia de Lucas para sublinhar a importância das mulheres e o relacionamento de Jesus com as mesmas.

3. As perguntas que encontramos em Lucas 15:4 e 8, parecem estar sendo dirigidas a homens. Todavia, o texto nos diz, no verso 1, que publicanos, pecadores, escribas e fariseus, se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. É óbvio que a expressão pecadores, que nesse contexto indica apenas pessoas desinteressadas na lei de Moisés, certamente deveria incluir mulheres.

4. A pergunta de Lucas 15:8 requer uma resposta afirmativa. Qualquer mulher procuraria uma moeda perdida fosse pelo seu valor intrínseco ou pelo valor sentimental. A lógica utilizada por Jesus nessa parábola se move do menor para o maior. Se a mulher de alegra em encontrar a moeda perdida, quanto mais não se alegrará Deus por um único pecador arrependido?

5. Ao encontrar a moeda a mulher chama suas amigas para celebrarem junto com ela. O mesmo deve ter sido verdade com o pastor ao encontrar a ovelha pedida. Apenas pastores poderiam avaliar na justa medida a angústia experimentada pelo pastor cuja ovelha tinha se desgarrado.

6. Como já tivemos a oportunidade de mencionar, apesar dessa parábola estar relacionada de forma muito próxima com a da ovelha perdida, ainda assim as duas não são sinônimas, e muito menos idênticas.

6. A autenticidade da Parábola da Dracma Perdida não é questionada, mas alguns estudiosos insistem em afirmar que o verso 10 é uma adição feita por Lucas. Mesmo admitindo que o versículo foi grafado por Lucas, ainda assim a passagem exige uma finalização apropriada sob o risco de não entendermos exatamente qual direção Jesus deseja indicar.

7. A diferença fundamental entre a Parábola da Ovelha Perdida e da Dracma Perdida, encontra-se na diligência demonstrada pela mulher em: ascender uma lâmpada, varrer o chão, procurar diligentemente. Enquanto isso as diferenças são óbvias: abandonar as noventa e nove ovelhas, a necessidade de carregar a ovelha perdida, a alegria experimentada por encontrar a ovelha perdida ser muito maior do que àquela relativa às outras noventa e nove. Essas diferenças cumprem um duplo propósito:

a. Elas são usada em parte para descrever o que é apropriado para a imagem que Jesus deseja transmitir.

b. Por outro lado, elas são usada para enfatizar a enorme diligência aplicada pela mulher na busca pela moeda perdida.

CONTINUA...


Outras Parábolas de Jesus Podem ser encontradas nos Links abaixo:

001 – O Sal 

002 – Os Dois Fundamentos 

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça
008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html

038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/parabolas-de-jesus-sermao-038a-parabola.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Símile: Comparação; figura de linguagem através da qual alguma coisa é equiparada a outra, através de termos diferentes que se unem pela palavra "como" ou por outra semelhante. Dicionário Eletrônico Dcio.

[2] Bailey, Kenneth.  Finding the Lost. Cultural Keys to Luke 15.  Concordia Scholarship Today. Concordia Publishing, St. Louis, 1992.