sábado, 25 de outubro de 2014

DALITS CATÓLICOS ROMANOS RESOLVEM FAZER SUA VOZ SER OUVIDA NA ÍNDIA


O artigo abaixo foi publicado pelo site do Instituto Unisinos:

Fonte: http://goo.gl/ZkPvKb         

A reportagem é do sacerdote John Buckthese, publicada por Religión Digital, 11-10-2014. A tradução é do Cepat.

Os dalits católicos ROMANOS levantam a voz e criam uma igreja dentro da Igreja

Ontem, na capital da Índia, os católicos dalits inauguraram uma igreja dentro da Igreja católica. Os líderes leigos tomaram a iniciativa e colocaram em funcionamento a ‘Bharatiya Dalit Igreja’ na Índia. Uma iniciativa que conta com o apoio da maioria dos sacerdotes e religiosos. Os católicos da casta dos intocáveis, que representam 70% da Igreja católica na Índia, querem que sejam considerados e que se respeite sua voz no seio eclesial.
           
“Para pregar a Boa Nova aos Dalits” (Lc 4,18)

‘Bharatiya Dalit Igreja’ (BDC) (Bharatiya significa Índia, a palavra ‘Dalit’ se refere à comunidade marginalizada). A Igreja nova, iniciada pelos católicos Dalits na Índia, está comprometida em pregar a ‘Boa Notícia’ de Jesus Cristo aos dalits, a casta hindu que é discriminada e marginalizada socialmente e economicamente.

Visão da igreja Dalit

Evangelização aos Dalits, os chamados intocáveis, rejeitados constantemente, perseguidos, envergonhados e conduzidos à margem da sociedade. A pregação do Evangelho de Cristo significa restaurar a dignidade e a identidade dos dalits à imagem e semelhança de Deus (Gênesis, 1, 27).

Jesus histórico viveu como qualquer homem, sofreu como um dalit, porque Jesus foi rejeitado pela sociedade, ridicularizado pelas autoridades, desprezado pelos líderes religiosos e torturado até a morte. Jesus sofreu como a comunidade dalit está sofrendo na sociedade, ao longo da história e agora, especialmente dentro da Igreja católica na Índia.

‘O sofrimento’ é considerado como uma norma, característica e uma lei não escrita para os dalits na Índia e isso nós também vemos na vida de Jesus até a morte, e continua ainda, passados 2000 anos. Jesus sofre a cada dia conosco (dalits) e sua promessa de estar conosco até o fim dos tempos é a garantia de sua participação contínua com o sofrimento dos dalits, que se pode chamar ‘dalitness’, que significa característica dos dalits’.

Jesus em seu ministério público se identificou com os ‘dalits’ de seu tempo e de sua sociedade e se solidarizou com os samaritanos e gentios. Ele sentou e comeu junto com os gentios, pecadores e publicanos. (Mc 2, 15-16). Sua relação e a atitude para com os povos marginalizados, com os samaritanos, mulheres, com os pobres, cegos e coxos não era uma atitude do povo da Judeia. O próprio Jesus atualmente continua se identificando com os dalits que estão sofrendo por razões sociais, econômicas e também pela religião católica onde estão marginalizados sem respeito e dignidade.

A Esperança dos Dalits

A ressurreição de Jesus Cristo é o grande sinal de esperança para os dalits, que de fato poderia realizar seu sonho de liberdade e a justiça no futuro. Jesus Cristo está conosco, animando e fortalecendo-nos para continuar sua luta contra a injustiça e a opressão. Levantando-se de entre os mortos, Jesus demonstrou que a morte não é a última palavra; então, os males e as injustiças não podem e não terão a vitória final. Isto nos dá a esperança de que a luta dos dalits contra a injustiça e a opressão não é uma batalha perdida. Surgirá um dia e os dalits poderão ascender com Jesus para uma existência mais humana, mais livre e mais digna.

O Sonho dos Dalits

Nosso sonho é criar uma sociedade prevista pelo Dr. R. R. Ambedkar, onde todos são iguais, ‘o reino de Deus’ assim como Jesus pregou. Aqui, homens e mulheres de boa vontade, sem nenhuma discriminação de casta, cor e raça trabalharão juntos como uma só família para realizar o sonho.

Recursos dos Dalits

Recuperar a identidade perdida, restaurar a rica história e cultura dos dalits na Índia pelo caminho da ética, da moral e dos valores cristãos.

OUTRO ARTIGO ACERCA DO DALITS DA ÍNDIA


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 032 - O LOGOS ou VERBO de DEUS - PARTE 003


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 032 – OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006.


II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

1. João 1:1

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus - Continuação.

Teria João, o evangelista, derivado suas idéias acerca do λόγος lógos de Platão? É mais provável que ele estivesse familiarizado com os conceitos acerca do “verbo” como apresentados pelos sábios judeus, como era o caso de Onkelos — que fez uma famosa tradução[1] do Pentateuco para a língua aramaica, que ficou conhecida como o “Targum Babilônico” — e Jonathan bem Uzziel que consolidou várias traduções dos profetas de Israel também para o Aramaico. Alguns desses Targumim — traduções das escrituras hebraicas para outros idiomas — que Jonathan Bem Uzziel usou eram tão antigas quanto a tradução feita por Onkelos. Os materiais produzidos por estes sábios judeus, independente da época em que foram compilados, refletiam trabalhos originais produzidos entre os séculos V e IV a.C. Dessa, maneira é muito provável que Platão tivesse derivado, ele mesmo, seus conceitos acerca do λόγος lógos dos ensinamentos contidos nessas traduções do Pentateuco e dos profetas de Israel cujas cópias estavam disponíveis no Egito. A História nos diz que Platão foi ao Egito visando buscar conhecimento. O autor cristão Clemens Alexandrinus diz que Platão:

1. Costumava filosofar sobre os conceitos hebraicos.

2. Que ele era entendido acerca das profecias dos judeus.

3. Que ele criou uma grande comoção entre os judeus do Egito ao misturar suas idéias com a revelação contida no Antigo Testamento.

Autores pagãos também concordam com estas informações ao dizer que Platão:

1. Foi ao Egito para estudar e aprender com os sacerdotes locais.

2. Também foi buscar compreender os aspectos envolvidos na transmissão das profecias do Antigo Testamento.

Além desses, temos também o testemunho de um judeu chamado Aristóbulo que nos diz que Platão:

1. Dedicou-se ao estudo da Lei de Deus dada ao povo de Israel.

Por fim, um filósofo da escola de Pitágoras chamado Numenius, acusa Platão de ter “copiado” suas idéias acerca de Deus e do mundo criado dos livros escritos por Moisés. Para Numenius os escritos de Platão não passavam de uma versão Ática — referência ao local geográfico na Grécia onde se encontra a cidade de Atenas — de Moisés ou que os escritos de Platão não eram nada além de “Moisés falando grego”!

Mais um registro produzido antes de João escrever seu evangelho vem confirmar ainda mais estes fatos. Filo Judaeus também chamado de Filo de Alexandria nasceu entre 15—10 a.C na cidade de Alexandria no Egito, onde também faleceu entre 40—50 a.D. Esse indivíduo era um filósofo judeu que falava o grego e que veio tornar-se o maior expoente do Judaísmo Helenístico. Em seus escritos nós podemos encontrar a mais cristalina apresentação de como o judaísmo se desenvolveu na diáspora iniciada com o cativeiro babilônico. Ele foi o primeiro judeu a buscar uma síntese entre a baseada na revelação divina com a razão baseada no raciocínio filosófico — talvez Platão foi o primeiro gentio a tentar o mesmo, mas de forma menos evidente. Por sua coragem e visão Filo ocupa um lugar bastante privilegiado na História da Filosofia. Muitos cristãos, de eras posteriores, chegaram a considerá-lo como o precursor da Teologia Cristã. De acordo com Filo, tanto a expressão como o significado do nome λόγος lógos eram bem conhecidos entre os judeus helenistas o que, por si só, já seriam motivos suficientes para João lançar mão dos mesmos para seus propósitos.

Alguns exemplos servirão para ilustrar como os judeus entendiam este conceito:

Isaías 45:12

Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.

Quando esse versículo foi traduzido para o aramaico, os tradutores o fizeram da seguinte maneira: Eu, pela minha palavra, fiz a terra... Isto era necessário porque os tradutores não assumiam que os leitores da tradução teriam condições de saber “como” Deus teria feito o mundo i.e., pelo poder de Sua palavra como lemos em Gênesis 1—2.

Isaías 48:13

Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus; quando eu os chamar, eles se apresentarão juntos.

O mesmo critério foi utilizado e na tradução nós podemos ler: “Pela minha palavra foi a terra fundada... O propósito é o mesmo do item anterior.

Deuteronômio 26:17—18

Hoje, fizeste o SENHOR declarar que te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz. E o SENHOR, hoje, te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te disse, e que guardarás todos os seus mandamentos.

O targum traduz esses versículos dizendo: Hoje vocês tomaram a palavra de Deus para ser rei sobre vocês, de tal forma que Deus possa ser o Deus de vocês. O objetivo da tradução é bem evidente: Deus só pode ser Deus sobre um povo que decide andar nos caminhos de Deus, guardar os estatutos, os mandamentos e os juízos de Deus, bem como dar ouvidos à voz do Senhor.

Diante desses fatos é mais provável que João, o evangelista, tenha derivado o uso do termo λόγος lógos, como um descritivo da “Pessoa Divina”, dos Targuns, onde esta expressão e conceito são muito abundantes. Os autores das obras que estamos chamando de Targuns costumavam se referir ao Messias como “Imra” i.e., “verbo ou palavra”. Além disso, existe uma grande concordância conceitual entre o que João escreveu com aquilo que está escrito nos Targuns concernente ao λόγος lógos de Deus.

Que o Messias aguardado pelos judeus do Antigo Testamento era alguém que vinha da eternidade, não existe nenhuma dúvida, diante da afirmativa categórica que encontramos em

Miquéias 5:2

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

Os judeus modernos, que alegam que ainda estão esperando o advento do Messias, costumam dizer que esse, a quem eles estão esperando, quando aparecer, será sempre inferior a Moisés. Ora Moisés nasceu de pais — pai e mãe — bem humanos e em circunstâncias bem conhecidas, conforme podemos ler em

Êxodo 6:20

Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu a Arão e Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete.
Mas o Messias prometido é referido como alguém “cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Ver também

Salmos 72:17

Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado. 

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18.
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003

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Alexandros Meimaridis
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[1] As traduções das Escrituras do Antigo Testamento para outros idiomas foram chamadas de Targum ou Targumim, no plural. Desenvolvimentos históricos posteriores passaram a chamar de Targum ou Targumim somente as traduções feitas para o idioma aramaico.  

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ISRAEL, QUEM DIRIA: TAMBÉM MANTEVE CAMPOS DE CONCETRAÇÃO DE PALESTINOS

Israel
Mahmud Hams / AFP - Israel - A comunidade internacional paga a reconstrução daquilo que Israel destrói, diz o professor Magid.

O artigo abaixo foi publicado pela revista Carta Capital e está baseado em pesquisas e descobertas recentes acerca de como o estado moderno de Israel — nada a ver com o Israel bíblico – manteve campos de concentração de palestinos entre os anos de 1948 e 1955.

Pesquisa revela campos de concentração para palestinos após a fundação de Israel

Prisioneiros de guerra de 1948 a 1955 sofriam com miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura e tentativas de fuga punidas com execuções

por Gianni Carta — De Paris

Décadas a fio, foi um segredo de polichinelo. Palestinos detidos em campos de concentração ou de trabalho sob o comando de judeus sionistas, entre o fim dos anos 1940 e 1955, contaram aos mais jovens as agruras vividas: miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura, tentativas de fuga punidas com execuções. No fim do mês passado, no entanto, fatos vieram à tona, abundantemente documentados. O jornalista Yazan al-Saadi escreveu artigo publicado pela versão inglesa do diário Al-Akhbar sobre a existência de pelo menos 22 campos de concentração e de trabalho, grande parte deles em território  que passara a se chamar Israel, entre 1948 e 1955. Milhares de palestinos foram mantidos nos campos nas mais terríveis condições. Al-Saadi apoia-se na pesquisa realizada pelo historiador Salman Abu Sitta, e pelo coautor Terry Rempel.

Abu Sitta, especializado em refugiados palestinos, publicou o resultado de sua pesquisa na edição de setembro do Journal of Palestine Studies. Ao longo de mais de duas décadas de investigação, Sitta, 76 anos, debruçou-se sobre quase 500 páginas de relatórios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC). Redigidos por delegados da ICRC, como Emile Moeri, logo após a Guerra de 1948-1949, que deu aos sionistas o Estado de Israel, os documentos são indispensáveis a uma avaliação da forma subumana a que foram submetidos os detidos.

Campos de concentração cercados de torres, rodeados por arame farpado, sentinelas nos portões, lembram aqueles famosos na Polônia. Ali, homens entre 16 e 55 anos eram tratados com a maior severidade, tidos como prisioneiros de guerra. De acordo com uma nota de novembro de 1948 no diário de David ben Gurion, o mítico líder sionista, havia perto de 9 mil prisioneiros de guerra em campos naquele ano. Isso, claro, sem contar crianças e idosos. Difícil entender por que somente agora esse tema trágico foi “descoberto”.

Abu Sitta, de todo modo, incumbe-se de expor a razão ao diário Al-Akhbar: “Muitos desses palestinos detidos viam Israel como um inimigo cruel, e, por conseguinte achavam que trabalhar nos campos de concentração não era nada em comparação com a outra maior tragédia, a Nakba. A Nakba ofuscou tudo”. A Nakba (desastre), durante a Guerra de 1948-1949, refere-se ao êxodo de milhares de árabes, expulsos de seus lares, na Palestina.

Embora Magid Shihade, professor da Universidade de Birzeit e no momento professor visitante da Universidade da Califórnia em Davis, reconheça a enorme contribuição oferecida pela pesquisa de Abu Sitta à história palestina, não espera estudos mais aprofundados sobre os campos de concentração. “Você verá. Mesmo quando esses fatos se tornam conhecidos por todos, e documentados por historiadores, serão devidamente ofuscados.” E mais: “O conhecimento não basta, o poder de Israel e dos EUA de bloquear qualquer ação com base na existência de campos de concentração, ou outras tragédias anteriores ou posteriores, é enorme”. Observa ainda Shihade: “E a mídia ocidental raramente compartilha essas histórias, e por isso a maioria dos estudiosos não terá acesso a elas”.

Shihade tem razão, em parte. O Al-Akhbar publicou o artigo de Al-Saadi. E CartaCapital segue a mesma linha. O artigo no Journal of Palestine Studies terá alguma repercussão. Resumiu Abu Sitta para o Al-Akhbar: “Quanto mais você cavuca surgem mais crimes jamais reportados e desconhecidos”. Segundo ele, a Cruz Vermelha concordou em abrir os arquivos porque foi acusada de ter colaborado com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas viagens aos arquivos da instituição em Genebra, Sitta descobriu cinco campos de concentração administrados por israelenses, quatro definidos como “oficiais”. O quinto campo, este de trabalho, chamado Umm Khalid, e talvez por esse motivo e mais pelo fato de ter sido fechado no fim de 1948, jamais foi tido como “oficial”.

Sitta procurou os detidos citados pela Cruz Vermelha. Obteve 22 depoimentos, todos a comprovar a existência de campos de concentração e de trabalho. Shihade confirma que tudo era sabido e ao mesmo tempo ignorado. “Os documentos compilados pelos funcionários da Cruz Vermelha acabaram por corroborar o que os palestinos diziam há décadas.”
Declarou um detido em Umm Khalid entrevistado por Abu Sitta e Rempel: “Tínhamos de cortar e transportar pedras todos os dias em uma pedreira. Refeições diárias: uma batata na parte da manhã e metade de um peixe seco à noite. Espancavam quem desobedecesse a ordens”. Após entrevistar vários ex-detidos, ficou claro para Abu Sitta e Rempel que havia pelo menos mais 17 campos de concentração “não oficiais”. Gravíssimo o fato de a vasta maioria se encontrar dentro das fronteiras estabelecidas pela ONU para a existência do Estado judaico.

Um relatório do delegado Emile Moeri, redigido em janeiro de 1949, revela as vicissitudes sofridas pelos palestinos. Crianças de 10 a 12 anos, idosos com tuberculose, morriam. E as autoridades judias não permitiam que essas pessoas fossem tratadas em hospitais árabes. Mais: guardas atiravam em prisioneiros de guerra, muitas vezes com a desculpa de que tentavam fugir. Há quem diga que a Cruz Vermelha resolveu se “adaptar” ao regime israelense para “proteger” os direitos civis mínimos dos palestinos. Na verdade, a Cruz Vermelha mostrou-se conivente com a brutalidade dos israelenses, impunes após violarem os direitos humanos.

Como escreve Al-Saadi: “Esse estudo (...) mostra os fundamentos e o início da política israelense em relação a civis palestinos a envolver sequestros, prisões e detenções”. Mais: “Essa criminalidade perdura até hoje”. Por sua vez, Abu Sitta diz a CartaCapital: “E visto que os EUA e o Reino Unido implantaram Israel em solo palestino, também sabiam dos campos e das perseguições. Emenda: “E até hoje, eles apoiam Israel”.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO:

Nada como um dia depois do outro para liquidar de vez com o misticismo e o fanatismo que os judeus são melhores que outros povos. A cada nova descoberta ficamos mais chocados em perceber que de todos os povos, os israelenses que tanto sofreram através dos séculos, e não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, infelizmente não aprenderam nada acerca das palavras do profeta que diz:

Oséias 6:6

Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





































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VALDEMIRO SANTIAGO E SUAS FALSAS PROFECIAS ACERCA DAS CHUVAS

Sistema Cantareira que deverá estar cheio até 31 de Outubro de 2014 segundo a falsa profecia de Valdemiro Santiago

Falsos mestres são muito fáceis de serem identificados por causa dos falsos ensinamentos que promovem em franca contradição e desobediência ao que está estabelecido na palavra de Deus.

Muitos desses falsos mestres também ocupam posições como falsos profetas e também dão muito fáceis de serem desmascarados porque suas falsas profecias não se cumprem, mesmo quando arriscam dar uma profetada diante das altas possibilidades de algo vir mesmo a acontecer.

Um caso típico dessa falsa profecia que desmascaramos aqui foi a profetada feita pelo falso pastor e falso profeta André Salles que profetizou antes das eleições presidenciais do primeiro turno que: DEUS ME REVELOU QUE MARINA DA SILVA VAIN SER A PRÓXIMA PRESIDENTE DO BRASIL. A verdade? Todo mundo sabe: Marina Silva não foi sequer para o segundo turno. A história completa dessa profetada poderá ser vista por meio desse link aqui:


E a finalização por meio desse link aqui:


Outra falsa profecia nessa linha veio da falsa pastora da Lagoinha, a sra. Ana Paula Valadão e também da falsa pastora e falsa profetisa Valnice Milhomens. Esse material poderá ser visto por meio do link abaixo:


Outro falso profeta é o falso apóstolo Agenor Duque que através de um membro de sua igreja anunciou a morte da pessoa mais amada pelo editor desse blog, seguida da morte do próprio editor caso o mesmo não se arrependesse e fosse pedir perdão ao apóstolo no templo central da Igreja da Plenitude do trono de Deus. As duas mortes deveriam acontecer no dia 12 de outubro passado. Mas, como o leitor pode ver e ler, ainda estamos por aqui e cada dia mais firmes, com a graça de 
Deus, contra esses bestalhões.

A profecia original com as ameaças de morte poderá ser vista por meio desse link aqui:


E a finalização provando que o falso apóstolo não é de nada diante do Deus Todo Poderoso, poderá ser vista por meio desse link aqui:


Agora é a vez do falso apóstolo Valdemiro Santiago fazer sua falsa profecia. Em um culto em uma de suas igrejas ele decidiu, baseado na falta de água que afeta todo o Estado de São Paulo, fazer uma profecia de chuva, muita chuva, ainda no mês de outubro que será capaz de encher as represas do Estado de São Paulo. Seu instante de arrogância cega foi tão grande que mandou gravar o que ele estava dizendo e cobrar dele depois — temos cópia do vídeo armazenada de forma segura em nossos servidores, caso o mesmo decida remover sua falsa profecia do ar, a partir de 1 de Novembro de 2014.

Ele disse mais: “grava isso e manda avisar o governador, porque esse país precisa saber que há profeta aqui, Depois pode me cobrar”.

O vídeo em questão poderá ser visto por meio do link abaixo, mas o leitor não precisa perder tempo assistindo o mesmo por completo. A falsa profecia está registrada nos primeiro 90 segundos.


Bem hoje é dia 23 de outubro e temos ainda 9 dias pela frente para chover até encher as represas. Essa foi a profecia. Se chover, e essa é a nossa oração, mas as represas encherem 30%, 50%, 70% ou até mesmo 99% estaremos diante de mais uma falsa e fraudulenta afirmação. Esperamos que o Sr. Governador mande o ministério público estadual processar o falso profeta por estelionato, caso as represas do estado não estejam 100% cheias até à meia-noite do próximo dia 31 de outubro. Os dias estão passando e mais um falso profeta está a caminho de ser completamente desmascarado como os outros todos que mencionamos acima.

Que Deus abra os olhos desse pobre povo chamado evangélico para que enxerguem o que está tão evidente nas falsas profecias desses falsos profetas.

ARTIGOS ACERCA DE VALDEMIRO SANTIAGO E DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS






























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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A RESSURREIÇÃO DE JESUS E OS CÉTICOS


O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Tiago Chagas.

Especialista diz que evidências históricas da ressurreição de Jesus têm atraído céticos

A descoberta de evidências que corroboram a narrativa bíblica sobre a ressurreição de Jesus Cristo tem aproximado céticos da fé cristã, afirmou Gary Habermas, diretor do Departamento de Filosofia e Teologia da Liberty University.

Habermas fez essa declaração durante uma conferência no Congresso de Apologética organizado pelo Seminário do Sul, um importante instituição de teologia nos Estados Unidos.

Segundo informações do site Protestante Digital, Gary Habermas é especialista no estudo da ressurreição de Jesus, e já publicou 18 livros e dezenas de artigos sobre o assunto em revistas especializadas.

Para Habermas, a ressurreição como um fato histórico é um tema tratado com descrédito no meio acadêmico. Porém, o especialista adotou uma estratégia curiosa para reverter a postura de ceticismo sobre a volta de Jesus à vida após três dias.

Gary Habermas passou a desenvolver seus estudos usando apenas provas que são aceitas pelo meio acadêmico, incluindo os críticos que negam a ressurreição de Cristo.

A partir da premissa que os céticos admitem é que Paulo é uma figura histórica e que ele relatou sua experiência de conversão, além de ter escrito sete cartas a igrejas do primeiro século, Habermas centrou suas investigações no material escrito pelo apóstolo, tomando 1 Coríntios 15 como passagem central.

“Os críticos reconhecem que Paulo teve sua experiência de conversão entre um e três anos após a morte de Jesus”, explica Habermas, acrescentando que em Gálatas 1, o apóstolo relata que foi a Jerusalém três anos depois de sua conversão, e catorze anos depois – segundo Gálatas 2, ele voltou a Jerusalém e se encontrou com três pessoas que conheciam melhor a Jesus: Tiago, João e Pedro.

“Tendo em conta que alguns críticos não aceitam a autoria tradicional dos quatro Evangelhos, este encontro seria o relato mais antigo de pessoas que haviam sido testemunhas da vida de Jesus”, diz Habermas.

O estudioso diz que nessa segunda visita a Jerusalém, quando Paulo se encontrou com os discípulos, ele faz uma comparação entre o que tinha pregado com o que Tiago, João e Pedro haviam pregado, a fim de conferir se todos compartilhavam a mesma mensagem.

 “Isso é importante, porque significa que a mensagem do Evangelho começa a ser pregada apenas um ou dois anos depois que Jesus morreu na cruz”, disse Habermas, resumindo que Tiago, João, Pedro e Paulo pregaram a mesma mensagem, assim como os primeiros evangelistas fizeram antes do início do ministério de Paulo.

Habermas argumenta que até mesmo os críticos reconhecem que esta mensagem foi pregada um ou dois anos após a crucificação: “Esta é uma prova que até mesmo os críticos da historicidade dos Evangelhos e Atos reconhecem”, finaliza.

O artigo original de Tiago Chagas poderá ser visto por meio desse link aqui:

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Gálatas 5:13—14 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — Sede Servos Uns dos Outros — SERMÃO 030

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Introdução.

A. Temos enfatizado nesta série a grande verdade de que a vida cristã: 
1. Não é uma vida constituída por uma obrigação que temos que cumprir, uma vez por semana, para logo em, seguida, nos esquecer da mesma. 
2. É uma vida de relacionamentos, porque estamos entretecidos “uns nos outros”, de tal maneira que, aquilo quer nos diz respeito diz respeito a todos os outros e o que diz respeito a todos os outros também nos diz respeito. 
3. Hoje estamos iniciando a apresentação do quarto, e último grupo, dos mandamentos recíprocos. Estes são os mandamentos que têm a ver com o serviço que devemos uns aos outros. 
4. Para iniciar, vamos fazer a seguinte pergunta: De que maneira o mundo mede a grandeza de uma pessoa? Alguns medem... 
a. Pela extensão de poder e autoridade que a pessoas possui sobre outras. 
b. Pela posição ou ofício ocupados na sociedade. 
c. Pela riqueza e posses materiais. 
d. Pelo fato da pessoa fazer uma grande descoberta ou invenção. 
5. Agora veja com muita atenção o que o Senhor Jesus diz: 
Marcos 10:43—44 
Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. 
6. A igreja de Cristo não deve se conformar ao padrão do mundo de grandeza. Pelo contrário, pesa sobre nós a necessidade de nos conformar ao padrão estabelecido pelo próprio Senhor Jesus, que disse: 
Marcos 10:45 
O próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. 
7. Por este motivo principal, o mandamento do Senhor Jesus, nós somos ordenados a... 
Sermos—Sede—Servos uns aos Outros 
Introdução 
A. O contexto dos versículos que estamos usando como tema nesta mensagem, 
Gálatas 5:13—14 
13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. 
14 Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 
é o seguinte: 
1. Havia algumas pessoas que estavam ensinando os cristãos da região da Galácia que eles precisavam receber a circuncisão e guardar a Lei de Moisés, se quisessem manter uma posição correta diante de Deus. 
1. Quando Paulo soube deste falso ensinamento, ele escreveu esta epístola, Aos Gálatas, para advertir e lembrar aqueles irmãos: 
a. Que Jesus os havia libertado da escravidão representada pela obrigatoriedade de guardar a Lei de Deus. 
b. Que Jesus havia dado a eles o Seu Espírito Santo que os capacitava a viver pela Fé. 
2. Ele também os advertiu que não deveriam, em hipótese nenhuma, usar a liberdade que possuíam em Cristo para dar lugar e indulgir a si mesmos em práticas egoístas e de autogratificação. 
3. Pelo contrário, eles deveriam ver a si mesmos com que “escravos”—a serviço— não da Lei, e sim, uns dos outros. 
I. O Mandamento. 
Gálatas 5:13—14 
Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 
II. Definição dos Termos: 
A. δουλεύω douleúo ser escravo, servir, prestar serviço. 
Ser servos uns dos outros através do amor é: Se obrigar livre e voluntariamente a fazer, para outro cristão, qualquer trabalho ou tarefa que seja necessária, que auxilie ou que seja vantajosa para bem estar espiritual, físico ou mental do outro.
 II. Exemplos Bíblicos 
2 Timóteo 1:16—18 
Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso. 
Filipenses 4:14—16 
Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. 
III. Sede Servos X Servir 
A. Por que Paulo diz “sede servos” em vez de “servi” uns aos outros? O motivo porque ele faz isto é porque ele quer enfatizar o relacionamento em que nos encontramos uns com os outros. 
B. Os cristãos devem se submeter, de forma voluntária, uns aos outros, da mesma maneira que os escravos estavam submetidos, de forma obrigatória, aos seus senhores. 
C. Isto quer dizer que nosso relacionamento é tal, que nós devemos nos preocupar em agradar e ajudar primeiro nossos irmãos e irmãs, antes de procurarmos agradar a nós mesmos. 
IV. Implicações Contidas Neste Mandamento 
Este mandamento, que nos diz que devemos ser servos uns dos outros, possui as seguintes implicações: 
A. Assumir a posição de servos uns dos outros é algo auto-imposto. Não nos tornamos servos uns dos outros, porque se exige ou se espera isto de nós e sim, porque essa é maneira mais natural de expressar afeição e verdadeiro amor cristão. 
B. Como esse é um mandamento recíproco, deve ficar bem claro, que não deve existir nenhum tipo de hierarquia na Igreja que é o Corpo de Cristo. A responsabilidade de servir é mútua. Líderes, mesmo recebendo autoridade, são escolhidos para servir o Corpo de Cristo e, não podem, em nenhuma hipótese, se considerar, nem serem considerados, como “senhores” sobre a igreja de Deus. 
C. O serviço prestado a outros é situacional e específico. Devemos ser servos uns dos outros, visando satisfazer necessidades específicas, todas às vezes, que as mesmas surgirem. 
D. Só podemos ser servos uns dos outros, se estivermos envolvidos, de forma ativa, nas vidas uns dos outros. É impossível ser servo de alguém que não conhecemos ou com quem não estamos envolvidos. Frequência apenas aos cultos dominicais, apesar de ser apreciada, dificilmente, cria as condições necessárias para transformar alguém em servo dos outros. 
E. Ser servo uns dos outros irá implicar, muitas vezes, em autossacrifício. Serviço envolve tempo e trabalho. Por este motivo, nós precisamos estar disponíveis uns aos outros todo o tempo, ao mesmo tempo em que devemos estar dispostos a compartilhar nossos talentos, habilidades e bens materiais. 
Conclusão:

É sempre muito importante falarmos da obediência a este mandamento, de sermos servos uns dos outros. E isto por vários motivos:

A. Conforme dissemos no início desta mensagem, nosso Salvador, o Senhor Jesus, nos disse que devemos ser servos uns dos outros e Jesus mesmo nos serve de exemplo. Quem é mesmo o maior personagem da história? Jesus. E, como foi mesmo que ele alcançou esta posição? TORNANDO-SE SERVO! Note:

1. Jesus não exercia autoridade sobre as pessoas. Isto estava reservado às autoridades romanas e dos judeus.

2. Jesus não ocupava nenhuma posição de destaque na sociedade dos seus dias. Foi crucificado junto com dois bandidos.

3. Jesus não se destacou pela riqueza ou posse de bens materiais. Pelo contrário, ele disse que:

Mateus 8:20

O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

4. Mas Jesus se destacou pelo seguinte: Sendo Deus e Senhor de tudo ele...

Filipenses 2:6—11

Subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pa.

B. A noite em que o Senhor Jesus foi traído foi a mesma em que ele deu o grande mandamento acerca do amor que diz:

João 13:34—35

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

C. Mas aquela também foi a noite em que Jesus tomou algumas toalhas e, tendo deitado água em uma bacia, assumiu a forma de servo, lavando os pés dos discípulos. Ele fez aquilo, livremente, para demonstrar o que significa ser servo dos outros e, com isto, nos ensinar acerca da verdadeira natureza da vida cristã. Alguns acham, de forma muito equivocada, que a vida cristã é: quero ser amado, quero ser compreendido, quero ser servido, quero que façam por e para mim, quero ser curado, quero ficar rico etc. Não! A vida cristã tem que ser como a vida de Jesus —ou tem alguém aqui que se acha melhor do que o próprio Senhor?. E que foi que Jesus fez? Ele amou, serviu, compreendeu, ajudou e etc.

D. Quando terminou de lavar os pés dos discípulos, Jesus:

João 13:12

Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz?

Reafirmou Sua soberania:

João 13:13

Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.

Explicou as implicações do que haviam feito:

João 13:14—16

Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.  Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.

E. As implicações são as seguintes:

1. Devemos fazer o mesmo — agir como servos uns dos outros.

2. Jesus fez o que fez como exemplo a ser imitado. Não como uma sugestão que cabe a nós decidir se queremos ou não seguir.

3. Quem não se coloca a serviço dos outros se faz superior ao próprio Senhor. Imagine!!!

F. Jesus deu sua vida a nosso favor. Nós também precisamos estar dispostos, como Jesus, a dar a nossa vida pelos irmãos! João escreve dizendo:

1 João 3:16

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.

G. Bem aventurados, ou felizes de verdade, sois se praticardes estas coisas — ver João 13:17. Não basta perceber uma necessidade e reconhecer que algo precisa ser feito. É necessário se envolver e agir como verdadeiro servo. Não existe maneira melhor de expressar o amor cristão do que sermos servos uns dos outros.

H. Existem muitas maneiras de servir. Nas próximas mensagens nós estaremos falando acerca de algumas delas. Entre estas nós podemos citar:

Efésios 4:32 — Sede uns para com os outros benignos.

Gálatas 6:2 — Levai as cargas uns dos outros.

1 Pedro 4:9 — Sede, mutuamente, hospitaleiros.

Tiago 5:16 — Orai uns pelos outros.

1 Pedro 4:10 — Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

I. Quando assumimos a posição de servos, nós demonstramos tanto uns para outros, quanto para o mundo ao nosso redor, qual é o significado do verdadeiro amor. Na atitude de servo se materializa o amor, o qual deixa de ser apenas um conceito vago e abstrato.

 J. Temos que nos lembrar que Jesus nos deixou exemplo e devemos também ser exemplos uns para os outros. O exemplo, como sempre, vem de cima!

K. Que o Deus que se despiu da Sua glória e se fez servo, possa nos alcançar com Sua graça e, pelo poder do Seu Espírito Santo, nos transformar daquilo que somos — não servos — em verdadeiros servos uns dos outros, para honra do nome do Senhor Jesus e para a glória de Deus, nosso Pai.

Amém.

Outros Estudos Acerca da Vida Comum dos Santos de Deus.

001 — O Custo do Discipulado =

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003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

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011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAIVOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAIVOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAIVOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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