quarta-feira, 26 de julho de 2017

A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS – ESTUDO 023 — A ELEIÇÃO E A PREDESTINAÇÃO


Imagem relacionada

NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
Efésios 1:4—5 — Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.
e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.


E em amor nos predestinou para Ele — A expressão “predestinou” nesta frase traduz o verbo grego  προορίζω proorízo. Esse verbo por sua vez tem sua origem no verbo ορίζω orízo — designar. O dicionário grego define os verbos προορίζω proorizo — como predestinar e ορίζωorízo — como designar, da seguinte maneira:


   ορίζω - orízo – designar
προορίζω proorizo — predestinar
1. Definir, determinar.
1. Predeterminar, decidir de antemão.
2. Marcar as fronteiras ou limites de
um lugar ou de alguma coisa.
2. Usado no Novo Testamento para se
referir a algum decreto de Deus desde a      eternidade passada.
3. Designar.
3. Preordenar ou designar de antemão.
4. Aquilo que foi determinado, de
   acordo com um decreto.

5. Ordenar.


Como a assim chamada doutrina da predestinação tem causado inúmeras controvérsias no seio da Igreja Cristã é da maior importância que aqueles que pretendem se utilizar deste termo — predestinação — o façam de acordo com os próprios oráculos de Deus conforme 1 Pedro 4:11. Usando as definições acima podemos afirmar que o verbo προορίζω proorízo — predestinar, significa definir, designar de antemão, estabelecer limites. Esta palavra era usada para designar localizações geográficas e foi adaptada por Paulo para se referir a algo concluído, determinado ou demonstrado.
Nesse contexto o termo é usado para demonstrar o propósito fixo ou predeterminado de Deus de conceder aos Gentios a bênção da adoção de filhos através de Cristo. Esta adoção já oferecida ao povo de Israel é estendida, agora, aos gentios. Mas a oferta feita agora não incluí nem a circuncisão, nem qualquer outro rito estabelecido pela lei Mosaica. Não é à toa que os judeus sentiam uma enorme inveja dos cristãos gentios. Essa inveja e ciúmes que os judeus sentiam não eram justificadas, pois de acordo com o apóstolo Paulo tudo isso que estava acontecendo havia sido preordenado por Deus, da mesma maneira como Deus havia estabelecido os limites da terra de Israel baseado em promessas prévias feitas aos patriarcas da nação judaica —

Gênesis 15:18

Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates:


1 Reis 4:21

Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito; os quais pagavam tributo e serviram a Salomão todos os dias da sua vida.


Este propósito de Deus, de alcançar os gentios, havia sido estabelecido antes da criação do mundo, o que deixa claro que foi estabelecido antes da outorga da lei por Moisés.

Da mesma maneira como Deus havia, na antiga dispensação, escolhido os judeus para ser Seu povo particular e essa escolha foi motivada exclusivamente pela bondade de Deus e não porque existisse algum mérito no povo de Israel, conforme:

Deuteronômio 7:6—8

6 Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra.

7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos,

8 mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.
Assim, na nova dispensação os gentios também são chamados exclusivamente por causa da bondade e do amor de Deus conforme

Efésios 2:4—7

4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,

5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos,

6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;

7 para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.

Quando os gentios são atraídos para dentro da Igreja do Senhor e recebem os dons da graça, mediante a ação do Espírito Santo de Deus, tudo isto acontece de acordo com o que foi previamente proposto por Deus. Se assim não fosse, então os propósitos eternos de Deus não poderiam ser consumados —

Jó 42:2

Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.


A oferta de salvação através da obra de Cristo não privilegia uma nação, os judeus, mas é estendida gratuitamente, primeiramente aos judeus, e também a todos os gentios, conforme podemos ver em:

Romanos 1:16

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;

Atos 13:46!

Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.

O argumento do apóstolo é sobejamente conclusivo e serve para silenciar definitivamente os judeus, que baseados na revelação do Antigo Testamento costumavam pensar que seus direitos originais, primitivos e exclusivos os diferenciavam de forma completa dos gentios. Mais do que isso ainda, os judeus não somente pensavam que eram diferentes dos gentios como se achavam melhores que eles. Mas o apóstolo Paulo não deixa nenhuma dúvida de que antes mesmo que Abrão fosse chamado e a economia judaica – organização dos diversos elementos de um todo — fosse implantada, Deus já havia predestinado que os gentios, na plenitude do tempo, seriam chamados e admitidos a todos os privilégios do reino do Messias. Este fato torna a salvação exclusiva ou, de alguma forma diferenciada, dos judeus, numa verdadeira quimera[1]. Paulo é categórico: a pregação do evangelho para os gentios obedece a um projeto original do próprio Deus. Compreender esta verdade irá nos ajudar a resolver inúmeras dificuldades que existem em torno desse assunto. Vejamos como esta mesma idéia é encontrada na Epístola de Paulo aos Romanos 8:29—30 que diz:

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

Nesses dois versos de Romanos 8 nós podemos ver como o nosso chamamento i.e., o chamamento dos gentios, serve como argumento para explicar como “todas as coisas cooperam para o bem” conforme o que Paulo propôs em Romanos 8:28. Nestes dois versículos nós podemos ver vários passos que a sabedoria e a bondade de Deus estabeleceram para concretizar nossa completa salvação.

No início do verso 29 Paulo nos apresenta o início e o final do esquema estabelecido por Deus para a nossa salvação. Paulo diz que aqueles que Deus “de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”. Quando a Bíblia fala acerca de nós como aqueles a quem Deus “de antemão conheceu” está falando acerca do primeiro plano ou projeto de Deus, antes que qualquer esquema viesse a ser executado. O propósito de Deus para nós consistia no favor e privilégio de nos transformar no “povo de Deus” por excelência. Este é o primeiro e mais fundamental passo no processo da nossa salvação que consiste no propósito e graça de Deus a nós concedida em Cristo Jesus, antes da fundação do mundo —

2 Timóteo 1:8—10

8  Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,

9  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,

Palavras complexas estas que fazem referência a “antes dos tempos eternos”! Mas, independente da nossa dificuldade de entender o conceito de tempo implicado nesta última passagem, o fato que permanece é: Deus nos conheceu naquele tempo e derramou sobre nós Seus favores. Ora, se Deus conheceu os gentios lá e então, quando o esquema foi elaborado e antes mesmo que qualquer parte desse mesmo esquema fosse executado, consequentemente, em referência à execução do esquema, Deus já nos conhecia. Este é o primeiro passo no processo da nossa salvação. O último passo será nossa perfeita conformação ao Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, em sua glória eterna —

Romanos 8:17

Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.

1 Coríntios 13:12

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

1 João 3:1—3

1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.

2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.

3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.

Nossa conformidade com o Senhor Jesus implica em conformidade moral. No momento em que Deus nos conheceu, Ele também nos destinou a sermos conformes o Senhor Jesus!

Deus nos conheceu, exatamente, quando Ele estava desenvolvendo o esquema de salvação através da mensagem das Boas Novas ou do Evangelho. Foi naquele momento, lá e então, no passado, que Deus manifestou Sua vontade de derramar sobre nós o privilégio de sermos parte do Seu povo. Foi naquele momento também, que Deus nos destinou ou nos desenhou para que fossemos conforme a imagem do seu filho Jesus. E, ao nos destinar ou determinar que fossemos recebedores de tão grande e distinta honra e felicidade, Deus nos pré-destinou, nos pré-ordenou ou pré-determinou para que recebêssemos este privilégio. Em outras palavras podemos dizer que, lá e então, Deus estabeleceu “os limites” da nossa salvação. É neste contexto que precisamos entender tanto o fundamento inicial quanto a finalização do esquema da nossa salvação. O fundamento está baseado na pré-ordenação do propósito gracioso de Deus a nosso favor. A finalização tem a ver com o fato de sermos feitos co-herdeiros juntamente com o Senhor Jesus Cristo. Nosso chamamento ou convite para pertencer ao povo de Deus nesta categoria de co-herdeiros com Cristo, mantém uma relação bastante próxima com:

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/10/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/efesios-13-igreja-como-corpo-de-cristo.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_5.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/09/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_98.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_29.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_4.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_5.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:
http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775
Desde já agradecemos a todos. 
Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

[1] A palavra quimera que descrevia um monstro fabuloso, com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão é usada para representar, de modo figurado, o produto da imaginação; fantasia, utopia ou sonho.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS SERMÃO 004 — JESUS É DEUS — PARTE 001


Resultado de imagem para eu e o pai somos um

Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.

Texto: João 14:7—11
Introdução.

A. Nessa série estamos tratando do conforto que Jesus ofereceu para os seus discípulos logo depois de ter dito a eles que iria partir e deixá-los.
B. As palavras de Jesus criaram uma profunda impressão de perturbação na mente dos discípulos. Elas também lançaram os discípulos numa enorme confusão mental.
C. Para resolver esses problemas enfrentados pelos discípulos — perturbação e confusão mental — Jesus disse para eles as seguintes verdades:
1. Eles precisavam confiar na Presença de Jesus com eles, independentemente, se eram ou não capazes de enxergá-lo. Os discípulos tinham que exercitar a fé.
2. Eles precisavam confiar nas Promessas de Jesus. Ou seja, os discípulos precisavam exercer fé nas palavras de Jesus.
3. Eles precisavam confiar na pessoa do Senhor Jesus. Isto é, os discípulos precisavam depositar confiança naquilo que Jesus disse acerca de si mesmo: Que Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida.
D. Essas orientações do Senhor Jesus deveriam ser suficientes tanto para acalmar os corações perturbados dos discípulos, como para desfazer a confusão mental em que os mesmos se encontravam.
E. Mas infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Os discípulos continuavam perturbados e confusos. Isso fica claramente demonstrado pela sequência narrada no Evangelho de João. Hoje queremos ver outra pergunta levantada por um dos discípulos e também a maravilhosa resposta que Jesus forneceu.
F. Isso nos leva ao nosso tema de hoje, que é: —
A REVELAÇÃO ACERCA DA PESSOA DE JESUS
Introdução

A. A passagem que queremos começar a analisar hoje é de João 14:7—14. Nela nós vamos encontrar várias afirmações muito importantes e poderosas: iremos ver Jesus fazer uma grande reivindicação acerca de Sua própria Pessoa, não apenas uma vez, mas várias vezes.

B. O contexto imediato do texto que estamos estudando é o seguinte: nosso texto descreve as últimas horas do Senhor Jesus com seus discípulos. Jesus sabia que precisava prepará-los para enfrentarem sua morte, que teria lugar em menos de 24 horas.

I. Jesus Se Revela Como Sendo O Próprio Deus — João 14:7—11

A. Após ter respondido a pergunta de Tomé acerca do caminho para chegar ao lar do Pai celestial, Jesus entende que era necessário reafirmar certas verdades aos discípulos, que ainda continuavam perturbados e confusos.

B. A Condição dos discípulos nos faz pensar até onde a graça de Deus e as limitações humanas conseguem conviver. Os discípulos eram um poço de contradições, mas isso não deve nos impressionar, porque o mesmo acontece conosco.

C. Os discípulos tinham caminhado com Jesus por 3 anos. Mas, de alguma forma, eles ainda não tinham entendido, na prática, quem Jesus era de fato. Jesus sabia disso e esse é o motivo de sua afirmação quando diz o seguinte em

João 14:7

Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.

D. No verso acima Jesus se compara ao próprio Deus e Pai. Ele já tinha afirmado sua unidade com o Pai alguns dias antes, quando disse:

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

E. Por meio dessas afirmações, Jesus declarou, com toda a clareza possível, algo incontroverso acerca de Sua Pessoa: Jesus afirmou que Ele mesmo era o próprio Deus.

II. Como as Pessoas em Geral Reagem à Afirmação do Próprio Jesus de Que Ele É Deus.

A. Quando se trata da opinião acerca da pessoa de Jesus, os seres humanos geralmente podem ser divididos em três grupos majoritários:

1. Primeiro temos os ateus que não acreditam em Deus e, portanto, não acreditam que Jesus é Deus. Não há muito que possamos dizer acerca deles.

2. Depois temos a grande maioria das pessoas que acredita que Jesus foi um bom homem, um grande profeta e outras bobagens do gênero, mas que negam que ele é o próprio Deus.

3. Por fim, temos aqueles que creem que Jesus é quem disse ser: Deus.

B. Queremos analisar essas três posições com a intenção de entendermos melhor as implicações da reivindicação feita por Jesus de que Ele é Deus.

C. Quanto aos ateus não há muito que possamos fazer, porque qualquer argumento é descartado, a priori por eles, uma vez que para eles Deus não existe.

D. Quanto ao segundo grupos de pessoas, aqueles que defendem que Jesus foi um grande homem, um grande profeta, um benemérito da humanidade e etc., mas que Ele não é Deus, nós precisamos colocar duas questões importantes. Partindo da afirmação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, então estamos diante do seguinte trilema — inspirado no trilema criado por C. S. Lewis.

1. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente não era Deus. Ele apenas achava que era Deus. Jesus estava, até mesmo convicto, que era Deus, como alguns se convencem que são Napoleão Bonaparte ou Abraão Lincoln. Ou seja, ao afirmar ser Deus Jesus estava enganado e enganando a si mesmo. Ele era um louco! Agora, qual de nós qualificaria um louco como um grande homem e etc.?

2. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente sabia que não era Deus. Sua afirmação tinha a intenção de enganar as pessoas. Ou seja, Jesus não passava de um mentiroso, ao afirmar ser Deus tendo plena consciência de que não era Deus. Qual de nós qualificaria um farsante como grande profeta?

E. Entendem como é frágil a posição dessas pessoas?

F. Por fim, o que nos resta é o seguinte: Jesus afirmou que é Deus e estava dizendo a verdade.

G. Diante disso nós temos apenas duas opções: aceitar a Jesus como Deus ou rejeitá-lo e sofrer as consequências.

III. Filipe Demonstra a Continuada Confusão Mental dos Discípulos — João 14:8

A. Na sequência do nosso texto, depois de Jesus ter afirmado que quem O conhece, conhece também o Pai, Filipe pede ao Senhor que lhes mostre o Pai, pois ele alegava que isso seria o suficiente.

B. O pedido de Filipe está em João 14:8. Seu pedido é o mesmo de muitos através dos séculos e, em muitos casos, até de nós mesmos. Filipe queria uma manifestação visível. Para Filipe, não era suficiente crer no Pai. Ele desejava ver o Pai.

C. A atitude de Filipe nos mostra como funciona, de fato, um coração incrédulo. Um coração que se baseia por aquilo que pode enxergar e não pela fé que é definida como sendo —

Hebreus 11:1

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.

IV. Jesus Responde a Filipe — João 14:9—11

A. Jesus, então, confronta Filipe. Suas palavras estão em João 14:9—11.

B. Jesus retoma o tema do fato que apesar de terem estado tanto tempo com Jesus, eles ainda não tinham entendido quem Ele realmente era.

C. Jesus reafirma que é Deus ao dizer: Quem me vê a mim vê o Pai.

D. Diante disso, a pergunta de Filipe parece mesmo completamente descabida.

E. O autor de Hebreus que mencionamos no item anterior acerca do que é fé, também nos diz o seguinte acerca do Senhor Jesus —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

F. Jesus prossegue seu argumento em João 14:10—11. Ele insiste em afirmar que é Deus.

Conclusão:

A. João 14 é um capítulo que trata, de modo especial, de questões relativas ao conforto que todos nós como cristãos necessitamos. Tal conforto envolve:

1. A certeza que Jesus irá voltar para nos conduzir, pessoalmente, para nosso lar celestial: a casa do nosso Pai.

2. O conhecimento que Jesus se ausentou dentre nós para nos preparar um lugar.

3. A pessoa de Jesus como o próprio caminho que nos conduz tanto para a verdade quanto para a vida eterna.

B. Na mensagem de hoje vimos como Jesus continuou consolando os discípulos revelando a eles uma grande verdade: Jesus é o próprio Deus.

C. Além da reivindicação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, essa mesma verdade foi reafirmada em outras passagens do Novo Testamento como —

Colossenses 1:15—17

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Colossenses 2:8—9

8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

D. O próprio João confirma tudo isso no início do seu Evangelho, onde lemos:

João 1:1—3

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

João 1:14

14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E. Filipe pediu para ver o Pai. Jesus lhe disse: Filipe olhe para mim. Isso é tudo que eu tenho para te oferecer. Você precisa ter fé de que quem vê a mim, está vendo o próprio Pai.

F. Como uma última palavra de conforto, quero deixar com todos um versículo muito representativo de tudo o que dissemos hoje. Depois que Tomé viu as mãos e os pés de Jesus ainda feridos pelos pregos e depois de observar a ferida causada pela lança do soldado romano no peito de Jesus, ele finalmente creu e fez a seguinte declaração —

João 20:28

Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!

G. Tal resposta seria, aparentemente, digna dum grande elogio. Mas Jesus não elogiou Tomé. Pelo contrário, Jesus elogiou outras pessoas acerca das quais disse o seguinte:

João 20:29

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

H. Que possamos encontrar na pessoa de Jesus, que é o próprio Deus, o conforto para nossos corações perturbados e a paz para nossas mentes, tantas vezes, tão confusas.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras de verdadeira consolação.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS

SERMÃO 003 — CONFIANDO NA PESSOA DE JESUS

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.