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terça-feira, 3 de setembro de 2013

MARCO FELICIANO INSISTE NA LIBERTAÇÃO DE MARCOS PEREIRA



O site do jornal o Dia Rio trouxe na data de ontem — 02/09/ 2013 — uma notícia dando conta que o que acontece no complexo de Favelas do Alemão no Rio de Janeiro envolve 20 milhões em recursos públicos e privados.

Por trás da disputa dessa dinheirama toda estão o responsável pela ONG AfroReggae, José, Júnior, e o pastor Marcos Pereira, hoje recolhido na penitenciaria número 9 do complexo prisional em Bangu no Estado do Rio.

Uma vez os dois foram amigos, mas acabaram se tornando inimigos mortais com o sr. José Júnior afirmando que Marcos Pereira deseja vê-lo morto.

Mas algo que nos chama mais a atenção do que a disputa pelo dinheiro, a guerra entre o AfroReggaee e pastor Marcos Pereira é o grande interesse da comunidade política “evangélica” capitaneada pelo deputado federal e dublê de pastor sr. Marco Feliciano que é também presidente da “Comissão de Direitos Humanos e Minorias” da Câmara dos Deputados em Brasília e pertence aos quatros do partido PSC. Marco Feliciano considera o encarcerado pastor Marcos Pereira um homem “digno” e que está sofrendo perseguição religiosa e falta de respeito por parte da mídia e do píblico.

Para entender melhor todo esse imbróglio e a questionável participação do sr. Marco Feliciano no mesmo reproduzimos abaixo a notícia do site do jornar O DIA RIO.  

Guerra’ no Alemão envolve R$ 20 milhões em verbas

Recursos públicos e privados para projetos sociais são disputados entre José Junior e o Pastor Marcos

JOÃO ANTONIO BARROS

Rio - A troca de acusações e ameaças de morte relatadas pelo coordenador do grupo AfroReggae José Júnior contra o pastor Marcos Pereira deixou transparente uma guerra surda que agita os bastidores da polícia e da política há mais de quatro anos. Nenhuma novidade para quem vive o dia a dia das ONGs nos Complexos da Penha e do Alemão. Com o resgate de traficantes dando ibope na mídia e o interesse de grandes empresas pela efervescência cultural e econômica nas áreas carentes, o território se transformou numa mina de ganhar dinheiro. Aliás, muito dinheiro.

A batalha entre os dois ex- amigos envolve justamente a distribuição de cifras volumosas — perto dos R$ 20 milhões por ano — em recursos públicos e privados. De olho em obter cada vez uma fatia maior do bolo, na corrida ao tesouro, cada lado lançou mão das suas armas num território povoado por traficantes, policiais e políticos.

Projetos sociais do AfroReggae no Complexo do Alemão: disputas por verbas vultosas são pano de fundo de rixa. Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

A mistura não podia mesmo dar certo. Inovador na conversão de traficantes na cadeia, Marcos Pereira havia reinado nos governos Anthony e Rosinha Garotinho e encarou como uma invasão de área quando José Júnior lançou o bem-sucedido ‘Empregabilidade’ — um projeto para arrumar emprego a ex-detentos.
A vingança do líder da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias pela entrada de José Júnior no projeto de resgate de traficantes do mundo do crime veio com a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. À época, o coordenador do AfroReggae saiu na frente na tentativa de rendição dos criminosos. Atropelou os líderes comunitários e fez a ponte direta com os criminosos.

O erro da empreitada, por causa do receio dos criminosos em serem presos, deu a Marcos Pereira espaço para atuar como incendiário no barril de pólvora. Na boca miúda, passou a assoprar no ouvido da comunidade que José Júnior era homem do governo no Alemão. A reação é rápida. Antes mesmo dos tiros e fogo contra a pousada do AfroReggae, em junho último, os líderes da comunidade passaram a questionar o volume e a distribuição de recursos obtidos por José Júnior.

Como exemplo, os líderes culturais e comunitários citam os R$ 3,5 milhões destinados recentemente pelo governo estadual ao AfroReggae. Se fosse dividido entre as 14 associações de moradores, o recurso alcançaria um número maior de crianças e adolescentes atendidos. Com raiva, passaram a chamar Júnior de ‘Roto Rooter’ — aspira a verba de todos os pequenos projetos da comunidade.

 
Atividade do grupo cultural AfroReggae. Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia

É justamente esta a visão das pessoas que cercam o pastor. Enquanto o AfroReggae surfou em verbas durante o governo Sérgio Cabral, as empreitadas de Marcos Pereira viram minguar os contratos oficiais — a tacada final aconteceu no ano passado, quando a Secretaria Estadual de Ação Social e Direitos Humanos cortou a receita para o atendimento a dependentes químicos, em Nova Iguaçu. Restam, não se sabe até quando, as receitas do governo federal.

José Júnior nega que a disputa por verbas seja a causa da briga. Para ele, não passa de ciúmes do pastor pelo sucesso do AfroReggae. Os missionários de Marcos também não olham a briga pelo prisma do ouro, e dizem que Júnior assediou o pastor Rogério Menezes a mudar de lado para ter acesso a um território onde ninguém gosta dele.

COORDENADOR DO AFROREGGAE NÃO POUPA ‘INIMIGO’

A prisão a que foi ‘condenado’ desde que entrou na fila da morte do tráfico de drogas já privou o coordenador do AfroReggae de momentos capitais na vida. Como para se mover precisa arrastar um bom aparato policial — nem tão ágil como o estalar dos dedos — Júnior deixou de assistir ao pai nos seus últimos momentos de vida e não acompanhou o nascimento do filho caçula.

Rápido nas palavras, o líder cultural dá nome e sobrenome a quem o sentenciou a viver à sombra dos seguranças: o pastor Marcos Pereira. Questionado sobre a oferta de emprego e casa feita às testemunhas do processo contra o religioso, Júnior ataca: “Ele é o responsável por várias coisas erradas. É um cara muito perigoso, que mistura religião com o tráfico. Ele deixa o bandido duro, enquanto fica com o dinheiro”.

José Junior e pastor Marcos: dois ex-amigos com vocação de resgatar traficantes do mundo do crime. Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia e Divulgação

Nascido e criado no subúrbio, José Júnior diz que por questões de segurança alterou completamente a rotina, e trocou a Zona Sul por uma moradia mais afastada desde que descobriu uma carta enviada por traficantes aos líderes do Comando Vermelho com o pedido para matá-lo. “Ele envenenou os caras (traficantes), espalhou que eu era informante da Subsecretaria de Inteligência, articulou tudo só por ciúme. Não tolerava ver que as pessoas não iam mais para a igreja dele, iam para o AfroReggae”, cutuca.

Com a mesma contundência, o líder do AfroReggae refuta as acusações de ter articulado com a polícia um inquérito ‘caça às bruxas’, para tirar Marcos Pereira do caminho e ser o único a mediar conflito com traficantes no Rio. “Isso é mentira. Ele nem sabia que fazia mediação de conflito. Eu que levei para ele esta ideia. É carismático, mas não tem conteúdo, só tem oratória”, reage Júnior, acusado pela família do religioso de montar depoimentos e fabricar histórias, com o pastor Rogério Menezes — um ex-aliado de Marcos Pereira — para prejudicar o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

“Sou a vítima. Esse cara é uma mente do mal, talvez o bandido mais perigoso do Rio”, bate José Júnior, que diz ter certeza de que foi o pastor quem encomendou a sua morte. “Tenho uma gravação com o cara contratado para me matar. Combinei que só vou mostrar o conteúdo quando ele (o matador) morrer. Mas posso te dizer: foi o Marcos quem articulou tudo. Essa é uma guerra que não era dos traficantes, mas ele achou gente disposta a fazer o serviço”, diz Júnior, sobre quem ordenou os traficantes a atacarem os prédios do AfroReggae. “Vou te dizer uma coisa: os bandidos que tem aqui são estagiários perto dele.”

Deputados discutirão investigação sobre o pastor com Beltrame

Quinze parlamentares se reúnem hoje com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, para discutir a investigação da Polícia Civil que levou à cadeia o pastor Marcos Pereira. À frente do bloco está o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o também pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Os deputados — alguns evangélicos e ligados a Marcos Pereira — levantam a dúvida quanto à apuração do caso. Uma delas, a rapidez entre a troca de comando na Delegacia de Combate às Drogas e a conclusão do inquérito. Foram só dois meses. O pastor foi preso em maio pelos crimes de estupro e coação de testemunhas, e está no presídio Bangu 9.

Algumas dúvidas dos parlamentares foram levantados na edição de ontem do DIA. Entre eles, a manipulação das testemunhas e o uso de provas ilícitas. Em uma gravação, duas pessoas que trabalham no AfroReggae oferecem casa e trabalho na tentativa de convencer um homem a depor contra o pastor.

A notícia original poderá ser vista por meio do link abaixo:


Diante de toda essa história de aparente crime e alguma ajuda a comunidades carentes e a presidiários, não ficamos surpresos que a liderança política dos evangélicos deseje tanto a libertação do pastor Marcos Pereira, uma vez que a vasta maioria desses senhores, incluindo o sr. Marcos Feliciano, sofrem processos pela prática das mais variadas queixas.

O povo evangélico precisa abrir seus olhos e entender o todo dessa situação e se dedicar a escolher melhor seus representantes políticos, porque esses que estão aí, como dão a entender, estão mais interessados e ver fora da cadeia um indivíduo acusado de estupros e assassinato do que correr atrás, com todo empenho, para melhorar, especialmente, a saúde em nosso país, por exemplo.

NOSSO COMENTÁRIO 

Conforme nossa posição, já bem conhecida dos leitores, pedimos que ninguém pule para as conclusões antes que o devido processo legal percorra todo seu curso.
Para meditar:

Salmos 140:11

O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe.

Provérbios 3:31

Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos;

Provérbios 16:29

O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom.

Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.