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quinta-feira, 19 de maio de 2016

JOÃO 17 - ESTUDO 020 - O SENHOR JESUS E A PALAVRA DE DEUS - PARTE 002


Concepção Artística

Essa é série de estudos baseada em João capítulo 17 que é conhecido como: “A ORAÇÃO SACERDOTAL DE CRISTO” a favor de todos os seus discípulos de todas as épocas. É um estudo bastante aprofundado de João 17 e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.  

Continuação...

III. A Explanação dos Recursos na Revelação Divina

A. O Senhor Jesus, quando viveu na terra, pautou Sua própria vida pela Palavra de Deus.

1. Quando o Senhor Jesus veio a este mundo, Ele pôs de lado o uso independente de Seus próprios atributos, e escolheu limitar a Si mesmo como Deus/homem, aos mesmos recursos disponíveis a cada um dos crentes. Isto quer dizer que Ele aprendeu a vontade de Deus igual a nós — lendo e estudando a Palavra de Deus. Nesta oração de João 17 nós podemos encontrar muitas indicações deste fato bem como em outras áreas de Sua vida.

2. Ilustrações:

a. De João 17 e de muitas outras passagens, nós sabemos que o Senhor Jesus estava muito apreensivo acerca das coisas que lhe iriam acontecer antes e durante a crucificação. Ele falou que Sua alma estava “triste até a morte” — Mateus 26:37 — e “angustiada” — João 12:27. Em Hebreus 5:7—8, nos é dito que Jesus se expressou “com forte clamor e lágrimas”, bem como que Ele “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”. A forma como Jesus reagiu a todas estas situações foi confiar nas promessas das Escrituras, tais como:

Salmos 56:3, 11

Em me vindo o temor, hei de confiar em ti. Neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?

b. O Senhor Jesus sabia que muitas das promessas do Antigo Testamento, se referiam diretamente a Ele. Ele aceitou esta verdade e clamou pelo cumprimento das mesmas, pela fé, através da oração. 

Salmos 2:7—9

Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.

Isaías 53:10—11

Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.

c. Quando o Senhor Jesus retornou a Nazaré para dar inicio ao Seu ministério, Ele leu a passagem de Isaías 61:1—3 na sinagoga da cidade. Quando Ele terminou a leitura, Suas palavras foram: “hoje se cumpriu as Escrituras que acabais de ouvir” — Lucas 4:16—21.

3. O Princípio

Esses incidentes na vida de nosso Senhor, e muitos outros, nos apresentam um padrão que deve ser seguido por nós, de buscarmos as promessas da Bíblia bem como nos dispormos a obedecer aos mandamentos de Deus.

a. O Senhor Jesus usou a Palavra de Deus para alcançar pessoas.

i. O método divino escolhido para convencer as pessoas, conduzi-las a salvação, e levá-las ao crescimento, pode ser encontrado no conhecimento que as pessoas tem da Bíblia.  As Escrituras são o meio pelo qual a graça de Deus flui para dentro de nossas vidas —

2 Pedro 1:3

Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude

2 Pedro 3:18

Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.

ii. Ilustrações


A Palavra de Deus é a base da nossa obediência — João 17:6.


A Palavra de Deus é a base da nossa alegria — João 17:13.


A Palavra de Deus é a base da nossa separação do mundo — João 17:14.


A Palavra de Deus é a base da nossa santificação — João 17:17.


A Palavra de Deus é a base do nosso ministério — João 17:20.


A Palavra de Deus é viva, poderosa e penetrante —

Hebreus 4:12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

A graça e o poder de Deus estão inseparavelmente relacionados com a Bíblia —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Mateus 28:18—20

18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

2 Pedro 1:3—4

3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,

4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.

Nós precisamos aplicar estas verdades diariamente nas nossas vidas. As promessas e os mandamentos de Deus são para serem reivindicadas e obedecidas através de decisões de fé e amor. Quando obedecemos a Palavra de Deus, nossa obediência abre a porta que faz com que Deus nos alcance com Suas provisões —

Romanos 6:16—18

16 Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?

17 Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;

18 e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Filipenses 2:12—16.

12 Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,

16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.

4. O Senhor Jesus usou a Palavra de Deus como a base de Suas orações.

a. Explanação: Quando o Senhor Jesus orou por si mesmo, pelos seus discípulos, por cada um de nós e pelos convertidos que viriam, Ele sempre usou a Bíblia como base. Ele sabia como orar, porque se concentrava em reivindicar as promessas e a vontade revelada de Deus nas escrituras. Este é um assunto de grande importância.

b. Ilustrações:

i. O Senhor Jesus orou para que fôssemos guardados à salvo em João 17:11 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Salmos 121:3—5 e Isaías 27:2—3.

ii. O Senhor Jesus orou para que tivéssemos Sua alegria em João 17:13 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Salmos 16:11; 43:4; Isaías 61:3; Neemias 8:10.

iii. O Senhor Jesus orou para que fôssemos guardados do mundo em João 17:15 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Êxodo 19:5—6; Deuteronômio 7:1—2, 6; Amós 3:2.

iv. O Senhor Jesus orou para que fôssemos santificados João 17:11 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Êxodo 28:36—38; Ezequiel 36:23—26, Levítico 11:44.

v. O Senhor Jesus orou para que fôssemos bem sucedidos em nossos ministérios e até orou pelos convertidos que viriam em João 17:20 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Salmos 19:7; Isaías 53:11 e 55:10—11.

vi. O Senhor Jesus orou para que fôssemos um João 17:21, 23 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Jeremias 32:39; Ezequiel 37:16—19, 22—25; Sofonias 3:9; Zacarias 14:9.

vii. O Senhor Jesus orou para que estivéssemos com ele no céu em João 17:24 e pode ter reivindicado promessas como as que encontramos em Salmos 23:6; 73:24; 17:15; Isaías 57:15.

5. O Princípio — Este padrão de oração na vida do nosso Salvador, nos apresenta uma metodologia que pode nos ajudar na nossa própria vida de oração. Todas as vezes que encontramos declarações que definem a vontade de Deus para nossas vidas e promessas que nos dizem respeito nós precisamos “responder” a Deus. Nossa resposta virá em forma de fé e amor que nos habilitam a reivindicar Suas promessas à medida que obedecemos a Seus mandamentos. Uma decisão bem clara, em oração, precisa ser tomada com relação a essas verdades. Fazendo isto nós estaremos tanto agradando a Deus quanto fazendo avançar nossa vida cristã.

a. O Senhor Jesus deu a Palavra de Deus às pessoas como a base da certeza e segurança delas.

b. Explanação: É impressionante admitirmos que Deus tem falado conosco e que Ele mesmo fez com que Suas palavras fossem registradas em um livro. As Escrituras Sagradas foram idealizadas para serem o alicerce das nossas vidas.

c. Ilustrações:

i. Em Sua oração o Senhor Jesus fez uma relação entre a palavra de Deus e a segurança do crente. A palavra traduzida por “verdadeiramente” em João 17:8 é muito forte.

João 17:8

Porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.

ii. Jesus nos assegurou que seria mais fácil os céus e a terra passarem do que Sua palavra não se cumprir.

Mateus 24:35

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

iii. Ele tem nos dado Sua palavra de que, se crermos nEle e no Pai, nós temos a vida eterna.

João 5:24

Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

iv. Jesus nos tem dado Sua palavra para que a mesma seja o alicerce sobre o qual nós podemos edificar nossas vidas com segurança.

Mateus 7:24—27

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.

6. O Princípio — Conhecer e praticar a vontade de Deus é uma combinação invencível. Não existe certeza e segurança maior. Quando fazemos isto, para a glória de Deus, pela fé e em amor, então Deus pode ministrar a nosso favor nos capacitando para fazermos Sua vontade. Agora, conhecer a vontade de Deus e ignorá-la ou não obedecê-la, faz com que a pessoa se coloque em uma situação desesperadora e de extrema insegurança.

Nós precisamos agradecer a Deus diariamente pelo dom que nos deu — Seu filho Jesus Cristo —, bem como pela Sua Palavra escrita. Nós precisamos obedecer ao Senhor Jesus à medida que lemos e estudamos as escrituras. Nada é mais importante nessa vida.

OUTROS ESTUDOS EM JOÃO 17

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 001

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JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 002


JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 003

JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 004

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O SENHOR JESUS E O MUNDO — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O CRENTE E O MUNDO — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 002 — SOMOS EMBAIXADORES JUNTO COM CRISTO

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 001 —

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 002 —

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 24 de agosto de 2014

THOMAS WATSON: A ÚNICA COISA NECESSÁRIA – UM SERMÃO – PARTE 002



O material abaixo é parte de um sermão pregado por Thomas Watson que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: GraceGems.org

OEstandarteDeCristo.com

Tradução: Camila Rebeca Almeida

Revisão: William Teixeira

A Única Coisa Necessária Thomas Watson — PARTE 002

“Operai a vossa salvação com temor e tremor” (Filipenses 2:12).

Se há alguma coisa excelente, está é a salvação, se há qualquer coisa necessária, que deve ser trabalhada é a salvação, se há qualquer ferramenta para se trabalhar isto, é o santo temor. “Operai a vossa salvação com temor”.

As palavras são uma grave e séria exortação, indispensável, não só para aqueles cristãos que viviam no tempo dos apóstolos, mas pode apropriadamente ser intencionada para o meridiano desta era na qual vivemos.

Devo proceder agora à exortação, “operai a vossa salvação com temor e tremor”, cujas palavras ramificam-se nestes três elementos:

Em primeiro lugar, o ato, operar; em segundo lugar, o objeto, a sua própria salvação; em terceiro lugar, a maneira pela qual devemos operá-la, com temor e tremor. Vou falar principalmente dos dois primeiros, e expor a outra numa breve aplicação.

A proposta é a seguinte: Deveria ser grande o trabalho de um cristão o estar operando a sua salvação. O grande Deus nos colocou no mundo como em uma vinha, e aqui é a obra que Ele nos tem colocado sobre: o trabalho da salvação. Há uma Escritura paralela a isto: “fazei firmes a vossa vocação e eleição” — 2 Pedro 1:10. Quando o estado, os amigos, a vida podem não ser feitos seguros, deixe esta ser a sua certeza: O original grego significa estudar, ou bater o cérebro sobre uma coisa. Esta palavra no texto, “operar”, implica em duas coisas. Em primeiro lugar, um sacudir da preguiça espiritual. A preguiça é um travesseiro sobre o qual muitos têm dormido o sono da morte. Em segundo lugar, implica uma unificação e mobilização reunindo todos os poderes de nossa alma para que possamos participar do negócio da salvação. Deus tem promulgado uma lei no Paraíso, que nenhum homem deve comer da árvore da vida, senão apenas com o suor de seu rosto.

I.

Devo proceder agora às razões impondo este suor sagrado e a operação a respeito da salvação, e elas são três. Temos que trabalhar a nossa salvação por causa:

1. Da dificuldade deste trabalho.

2. Da raridade do mesmo.

3. Da possibilidade disto.

1. A dificuldade deste trabalho.

É um trabalho que poderá nos fazer laborar até o pôr-do-sol da nossa vida — Daniel 6:14. Ora, essa dificuldade sobre a obra da salvação aparecerá de quatro tipos de formas diferentes.
Em primeiro lugar, a partir da natureza do trabalho. O coração deve ser mudado. O coração é o próprio berçário do pecado. É o depósito onde estão todas as armas da injustiça. É um inferno menor. O coração está cheio de antipatia contra Deus, ele está irritado com a conversão por graça. Ora, a inclinação do coração deve ser mudada, que trabalho é esse! Como deveríamos implorar de Cristo, que Aquele que transformou a água em vinho transforme a água, ou melhor, o veneno da natureza, no vinho da graça!

O coração estará pronto para nos enganar nessa obra de salvação, e fazer-nos tomar uma amostra de graça sobre graça. Muitos pensam que se arrependem quando não é o crime, senão a penalidade que lhes incomoda, não a traição, mas o machado ensanguentado. Eles acham que se arrependem quando derramam algumas lágrimas, mas, embora esse gelo comece a derreter um pouco, ele congela novamente; eles continuam ainda no pecado. Muitos choram por suas relações indelicadas com Deus, como Saul fez por sua crueldade para Davi. Ele disse a Davi: Tu és mais justo do que eu, porque tu me recompensado bem, e eu te recompensei com mal — 1 Samuel 24:17. E Saul levantou a voz e chorou — 1 Samuel 24:16). Mas por tudo isso ele segue Davi novamente, e o persegue depois (1 Samuel 26). Em segundo lugar, pois que os homens podem levantar suas vozes e chorar por causa do pecado, e ainda seguir em seus pecados novamente. Em terceiro lugar, outros abandonam o pecado, mas ainda retêm o amor por ele em seus corações. Como a serpente que lança de si a casca, mas mantém a picada, não há tanta diferença entre lágrimas falsas e verdadeiras entre a água do canal e água da nascente.

O que torna o trabalho da salvação trabalho árduo, é que é um trabalho enganoso. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos feito — 2 João 8. Este trabalho cai quase tão rápido quanto nós construímos. Um artífice ordinário, quando tem estado no trabalho, encontra sua obra na manhã seguinte, assim como ele a deixou, mas não é assim conosco. Quando estamos trabalhando a salvação por meio da oração, jejum, meditação, e deixamos este trabalho por algum tempo, não devemos encontrar o nosso trabalho como deixamos; uma grande quantidade de nosso trabalho terá se perdido novamente.

Tínhamos necessidade de ser muitas vezes chamados para confirmar as coisas que permanecem, que estão prontas para morrer — Apocalipse 3:2. Tão logo um cristão é tirado do fogo do santuário, ele está pronto para esfriar e congelar novamente em segurança. Ele é como um relógio, quando ele tem sido lançado em direção ao céu, ele rapidamente rebaixa-se à terra e peca novamente. Quando o ouro foi purificado na fornalha, permanece puro, mas não é assim com o coração. Deixe-o ser aquecido em uma ordenança, deixe-o ser purgado na fornalha da aflição, ele não permanece puro, mas rapidamente reúne sujeira e corrupção. Nós raramente permanecemos em um bom quadro. Tudo isso mostra como é difícil a obra da salvação é, não devemos somente trabalhar, mas estabelecer uma vigilância também.

Pergunta. Mas por que fez Deus o caminho para o céu tão difícil? Por que deve haver este trabalho?
Resposta. Para fazer-nos estabelecer uma estimativa alta sobre as coisas celestiais. Se a salvação fosse facilmente obtida, não deveríamos apreciá-la por seu valor. Se os diamantes fossem comuns, seriam desprezados, mas porque eles são difíceis de encontrar, eles estão em grande estima.

2. A raridade deste trabalho

A segunda razão por que devemos colocar adiante tanto suor sagrado e engenho a respeito da salvação é por causa da raridade desse trabalho. Poucos serão salvos, por isso nós precisamos trabalhar mais duro para que possamos estar no número destes poucos. O caminho para o inferno é um caminho largo, a estrada elevada dele é pavimentada com riquezas e prazer; ele tem uma estrada pavimentada de ouro, portanto, há diariamente muitos viajantes nele. Mas o caminho para o céu encontra-se fora da estrada, é um caminho invicto, e poucos conseguem encontrá-lo. Aqueles que defendem a graça universal dizem que Cristo morreu intencionalmente por todos, mas então por que não são todos salvos? Pode Cristo ser frustrado em Sua intenção? Alguns são tão grosseiros para comprovar que todos devem realmente ser salvo, mas não tem Cristo nosso Senhor nos dito: Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem — Mateus 7:14? Como todos podem entrar nesta porta, e ainda poucos a encontrarem [?], isso me parece uma contradição.

3. A possibilidade deste trabalho

A terceira razão pela qual devemos colocar tanto vigor sobre a obra da salvação é por causa da possibilidade deste trabalho. A impossibilidade mata todo o esforço. Quem se importará com aquilo que ele acha que não há nenhuma esperança de algum dia obter? Mas “há esperança em Israel a respeito disso”. A salvação é uma coisa viável, que pode ser obtida. Ó cristãos, embora o portão do paraíso seja estreito, a porta está aberta! Ela está fechada contra os demônios, mas ainda está aberta para você. Quem não gostaria de se contorcer arduamente para entrar? Que é isto senão cortar fora seus pecados; que é, senão desfazer-se um pouco de sua espessa argila; Que é, senão mitigar o inchaço do humor de seu orgulho, para que você possa entrar pela porta estreita. Esta possibilidade, mais que probabilidade, de salvação pode colocar vida em sua empreitada. Se ali há milho para ser comido, por que você deve sentar-se e morrer de fome em seus pecados por mais tempo?

CONTINUA...

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