terça-feira, 26 de junho de 2012

O GRANDE EQUÍVOCO DE MÁRCIO VALADÃO



O falso mestre Márcio Valadão, que comanda um verdadeiro império que explora a simplicidade e a superstição da vasta maioria do povo chamado evangélico, imagina que pode tudo, apenas porque ficou milionário pregando um falso evangelho.

Pois muito bem, o sr. Valadão deseja agora “comprar” — afinal para ele o dinheiro pode tudo — algumas ruas no entorno do seu templo, a Igreja Batista da Lagoinha, sob as seguintes duas alegações:

·       Primeiro, ele alega que as ruas não possuem moradores o que é uma evidente mentira como vamos mostrar a seguir.

·       Segundo, ele alega que precisa do espaço para aumentar seu templo e a área de estacionamento do mesmo.

Para alcançar tão inglório e imoral objetivo o sr. Valadão tem lançado mão de um vereador de Belo Horizonte e que é membro de sua igreja. Trata-se de sua excelência o Sr. José Oscar do PRP. Tendo, certamente sido eleito, com a ajuda dos votos dos membros da Igreja Batista da Lagoinha, o mesmo se sente devedor a seu mentor e produziu uma lei que já está tramitando em segundo turno de votação na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

O imoral projeto propõe a compra ou a permuta de três ruas do município para sua própria igreja — haja conflito de interesses nessa imoralidade toda. As ruas estão localizadas no bairro São Cristovão na região nordeste de Belo Horizonte e no entrono da igreja do sr. Valadão.

Em seus argumentos mentirosos o sr. Valadão alega através de seu Edil, que as ruas não possuem moradores, mas isso não é verdade. Tem moradores que estão lá há mais de 50 anos! Não dá nem para dizer que “o cara mudou anteontem e nem notamos sua presença”.

A lei proposta pelo Vereador João Oscar busca beneficiar, exclusivamente, a igreja da qual é membro, pois ninguém além da mesma se beneficiará com a aprovação da mesma pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte. A igreja já está usando as ruas como estacionamento de forma irregular e ilegal. Belo exemplo sr. Valadão!

O precedente imoral que justifica a ação do sr. Valadão, tem a ver com uma doação parecida, não igual, feita pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte para a Igreja Católica Apostólica Romana através da Matriz de Santo Antônio. O argumento legal usado naquela ocasião teve como base o artigo 17, parágrafo 1º, alínea “b” da Lei 8666/93.

Todavia o que está estipulado nessa Lei é que a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte pode “doar imóveis públicos, de modo exclusivo, para outro órgão ou entidade da própria administração pública de qualquer esfera do governo”. Mas a transação que aconteceu na região de Venda Nova envolveu um terreno que pertencia à Prefeitura e não algum imóvel público. Mesmo assim, dada a separação que deve existir entre o estado laico brasileiro e instituições religiosas o sr. Valadão deveria ter protestado contra tamanha injustiça.

Aliás, diante da flagrante imoralidade praticada em Venda Nova, o sr. Valadão não fez absolutamente nada para denunciar aquela irregularidade que desrespeita a isonomia preceituada pela constituição federal: o Brasil é um país laico e o governo não tem nenhuma obrigação de ajudar nenhuma igreja. Aliás, deve abster-se de fazê-lo. O sr. Valadão como pastor, foi chamado para denunciar tais situações conforme podemos ler em:

Isaías 5:18 

Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro!

Jeremias 22:13 

Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário.

Ezequiel 9:9 

Então, me respondeu: A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue, e a cidade, de injustiça; e eles ainda dizem: O SENHOR abandonou a terra, o SENHOR não nos vê.

Romanos 1:18

A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça.

Colossenses 3:25 

Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

2 Tessalonicenses 2:12 
A fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.

2 Pedro 2:12-15

12 Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos,

13 recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco;

14 tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos;

15 abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.

Mas no lugar de denunciar a injustiça, o sr. Valadão viu na mesma uma oportunidade para beneficiar sua própria igreja, que voltamos a repetir, o governo não tem nenhuma obrigação de ajudar. Pensando dessa forma equivocada seu vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte entrou com um projeto “semelhante” solicitando a doação de ruas no entorno da Igreja Batista da Lagoinha para ampliar o templo e, especialmente, o estacionamento. Caso a prefeitura não queira doar as ruas, o Igreja Batista da Lagoinha está disposta a comprar as mesmas ou fazer algum tipo de permuta.

Mas que descaramento desse pessoal. Eles que deveriam estar cuidando dos pobres conforme os mandamentos de Jesus e dos apóstolos, está pouco se lixando para os mesmos, pois está mais preocupado com automóveis do que com pessoas, numa inversão de valores inominável. Que esse sr. não espere nenhuma misericórdia da parte de Deus, a menos que se arrependa profundamente do mal que pretende fazer a pessoas humildes, que moram nas ruas no entorno da igreja, as quais ele tanto cobiça.

De acordo com a Lei, ruas, praças, estradas, acessos etc., são todos bem indisponíveis, exatamente, por serem públicos e de uso comum de todas as pessoas. O mesmo não ocorre com o terreno de propriedade da prefeitura negociado com a Igreja Católica Romana, apesar de insistirmos que tal ato deveria ter sido evitado.

O próprio presidente da Câmara Municipal de BH, vereador Léo Burguês admite que a Câmara não tem autoridade para produzir esse tipo de lei. Ele concorda que projetos de Lei como o 1.802/2011 do vereador João Oscar não deveriam sequer existir. “No entanto”, assim diz o presidente da Câmara, “uma vez que o prefeito endossa a decisão da Câmara e sanciona a lei, como ele já fez uma vez, torna a nossa iniciativa legítima”. Pode até ser legítima, mas que é imoral, disso não temos dúvida.

A reportagem da TV Alterosas que pode ser vista no link abaixo, não deixa nenhuma dúvida das intenções do sr. Valadão e de seu total descuido com os pobres que vivem no entorno da mesma  e que, certamente incomodam a igreja de classe média. No vídeo aparece um senhor que mora numa das ruas há 51 anos e está sendo tratado como se não existisse pela igreja. Como se fosse uma não pessoa. Que tipo de mau exemplo é esse sr. Valadão? O vereador com na maior cara de pau declara que não tinha conhecimento da presença do morador naquele local. Será mesmo? E o descuidado com as almas ao redor do seu grandioso templo? Veja a reportagem seguindo esse link aqui:


Todavia nós sabemos que existe um Deus nos céus que abomina essas práticas injustas, ainda mais quando praticadas por pessoas que pretendem falar em nome do Todo Poderoso. Que Deus tenha misericórdia de suas almas vazias e gananciosas.

Que o Senhor abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

SILAS MALAFAIA FAZ AFIRMAÇÕES POUCO VEROSSÍMEIS AO LANÇAR NOVO PRODUTO



Depois de envolver o mais novo lançamento da sua editora “Central Gospel” em um mistério que deixou seus seguidores em grande suspense, o falso mestre Silas Malafaia, finalmente, apresentou, de modo oficial, seu novo produto.

Silas reservou o final de seu programa “Vitória em Cristo” do último sábado — 23 de Junho de 2012 — para “lançar” o produto que ele mesmo resolveu batizar de: o mais importante do ano.

O proprietário da Central Gospel estava acompanhado do autor da obra, um desconhecido que atende pelo nome de Pastor – não sei por que essa mania de colocar a função da pessoa como parte do nome dela — Oséias Gomes Oliveira. Quando a obra foi, finalmente apresentada ficamos surpresos e desapontados ao mesmo tempo.

Surpresos, porque a mesma, apesar de toda a propaganda a favor dela é totalmente desnecessária no contexto atual do evangelicalismo brasileiro. Vou explicar melhor a seguir.

Desapontados porque, em plena era digital, o sr. Silas e o autor da obra nos apresentaram uma massiva coleção de quatro pesados volumes, finamente encadernados e encaixotados dentro de uma bonita embalagem e com o curioso nome de “Joshua” — assim mesmo em inglês. 

Trata-se de uma concordância exaustiva da Bíblia. Embora o trabalho deva ser elogiado pelo empenho envolvido na produção do mesmo, ficamos muito descontentes porque em nenhum momento do lançamento, nem o sr. Silas nem o autor, tiveram a fineza de nos informar sobre qual versão da Bíblia a mesma está baseada. Como os dois são pastores da Assembleia de Deus podemos deduzir — sem termos 100% de certeza — que a mesma está baseada na Versão de Almeida Revista e Corrigida — ARC — que é a favorita dos Assembleianos. Se for esse o caso, a mesma não terá muita utilidade para quem usa outras versões como a Almeida Revista e Atualizada — ARA — Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH — a Nova Versão Internacional —NVI — e o último filhote de Almeida que é a Almeida Século 21 — A21. 

Como dissemos, no programa os dois homens ali presentes fizeram questão absoluta de se manter longe de anunciar para os telespectadores, tão importante pedaço de informação. Até mesmo o anúncio da Concordância no site da Central Gospel não traz essa informação como pode ser constatado pelo próprio leitor no link abaixo:

A tempo: a obra foi retirada do catálogo como poderá ser visto por meio desse link aqui:

Mas, mais grave que isso é o fato do sr. Silas e o autor mentirem dizendo que a obra não tem concorrente nem em português nem em qualquer outro idioma, já que a mesma é única. Não duvidamos que tão massiva obra possa mesmo conter uma ou outra peculiaridade que poderiam ser classificadas como únicas. Pena que seja tudo inútil.

Conforme falamos acima, se o leitor tiver interesse verdadeiro em adquirir uma concordância exaustiva, poderá comprar uma em formato digital – não em quatro massudos volumes – e que oferece tudo o que a concordância do Silas oferece e muito mais, com vantagens que são auto evidentes.

A obra a que estamos nos referindo é a “Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” publicada no Brasil pela Sociedade Bíblica do Brasil. Esse material contém uma concordância exaustiva com contagem automática de palavras e o dicionário de Strong das línguas hebraica, aramaica e grega — que é o mesmo dicionário usado pelo Oséias em sua obra. Mas enquanto na Concordância Joshua depois de encontrar uma determinada palavra você precisa, provavelmente, procurar a definição da mesma em outro lugar ou volume, na Biblioteca Digital da Bíblia esses vínculos são automáticos e bastar escolher qualquer palavra do texto hebraico, aramaico e grego para ter acesso imediato à sua definição em outra janela. Outra gigantesca vantagem da Concordância digital é que a mesma apresenta os versículos inteiros e não apenas pedaços dos mesmos. Do ponto de vista da Concordância apenas, a que é oferecida pela Biblioteca Digital é muito superior e muito mais ágil que a Joshua, que já nasceu antiquada para ser usada na era digital.

Além disso, como o nome mesmo já diz a “Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” é, de fato uma biblioteca, pois além da concordância exaustiva e do dicionário de Strong a mesma oferece ainda várias outras poderosas ferramentas digitais de pesquisa, além de vir com as seguintes edições e versões da Bíblia em forma digital.

• Almeida Revista e Atualizada (RA), com números de Strong

• Almeida Revista e Corrigida (RC), com notas e referências

• Nova Tradução na Linguagem de Hoje, com notas, referências e vocabulário

• King James Version (inglês), com palavras de Jesus em vermelho

• Santa Biblia Reina Valera 1960 (espanhol), com notas e referências

• Sainte Bible Louis Segond (francês), com palavras de Jesus em vermelho, notas e referências

• Die Luther Bible 1545 (alemão)

• Giovanni Diodati 1649 (italiano)

• Bíblia de Estudo Almeida (RA e RC)

• Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico, com mais de 600 mil referências cruzadas – A Joshua alega ter 706.865 citações bíblicas.

·   Dicionário Hebraico, Aramaico e Grego de Strong integrado com os textos bíblicos.

• Dicionário da Bíblia de Almeida – 2ª edição

• Novo Testamento Grego Nestle-Aland – 27ª edição

• Septuaginta

• Biblia Hebraica Stuttgartensia

Todas esse material pode ser pesquisado, lido e estudado conjuntamente.

Mas não para por aí, o melhor de tudo é que enquanto a Concordância Joshua está sendo oferecida agora, no lançamento, por R$ 295,00 em até 10 vezes, ou à vista por R$ 258,30 você poderá adquirir a “Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” por meros R$ 119,00.Ou seja, muito mais por menos da metade do preço à vista da Concordância Joshua. Se preferir você também poderá adquirir a “Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” em 4 parcelas de R$ 29,75, sem juros.  Além disso, a Biblioteca Digital já conta com expansões produzidas por outras editoras com uma variedade de livros, que se integram perfeitamente com a Biblioteca Digital da Bíblia e podem ser usados em conjunto com todo o material da biblioteca.

Uma dessas bibliotecas alternativas foi produzida pela Editora Hagnos e contém os seguintes materiais:

Livros disponíveis na Biblioteca Digital Hagnos I

  • Aramis C. de Barros:
Ø  Doze homens, uma missão: um perfil bíblico-histórico dos doze discípulos de Cristo.

  • Hernandes Dias Lopes:
Ø  Comentários expositivos Hagnos: Malaquias - A igreja no tribunal de Deus.
Ø  Comentários expositivos Hagnos: Marcos - O evangelho dos milagres.

  • Carlos Oswaldo Pinto:
Ø  Foco e desenvolvimento no Antigo Testamento.
Ø  Foco e desenvolvimento no Novo Testamento.

  • Esequias Soares:
Ø  Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo.

  • Enéas Tognini e João Marques Bentes:
Ø  Janelas para o Novo Testamento

  • Enéas Tognini:
Ø  Geografia da terra santa e das terras bíblicas.
Ø  O período interbíblico: 400 anos de silêncio profético.

  • Júlio Zabattiero:
Ø  Manual de exegese.
Ø Novos caminhos para a educação cristã.

·       Bíblia Sagrada NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Se desejar saber mais sobre a Biblioteca Digital Hagnos Volume I basta acessar o link abaixo:


Caso nosso leitor seja fluente em inglês a Logos International tem se empenhado em colocar no formato da Biblioteca Digital da Bíblia, milhares de obras que se integram perfeitamente com o sistema e permitem consulta simultânea em uma vasta biblioteca, como nunca poderia ser imaginada até alguns anos atrás. 

Não é nossa intenção prejudicar o sr. Oséias de nenhuma forma, mas achamos que lhe faltou orientação no preparo de sua obra. A mesma deveria ser produzida, mas não para ser publicada em forma de livros e sim em forma digital.

Nossa sugestão então é essa: se você quer um material que realmente poderá te ajudar em teus estudos bíblicos, mesmo que você seja assembleiano e use a antiquada ARC, a “Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” por meros R$ 119,00 é, realmente o melhor investimento e o único que vale à pena.

Como usuário, primeiro da “Bíblia on Line” e depois da Biblioteca Digital da Bíblia” em sua “Edição Acadêmica” eu posso testemunhar acerca dos grandes benefícios que esses materiais produzidos pela Sociedade Bíblica do Brasil têm trazido ao meu ministério como professor da Bíblia, pastor de igreja e blogueiro.

Quanto ao sr. Silas Malafaia pedimos encarecidamente que use sua inteligência e poderio financeiro para produzir e disseminar obras que realmente possam ajudar o Povo de Deus, especialmente aqueles que têm rebanhos sob seus cuidados. Pedimos que pare de publicar obras como essa concordância que além de ser muito cara, já nasce morta na era digital.

Que Deus abençoe a todos e os ajude a fazer a escolha certa, especialmente nesses dias em que devemos usar nossos recursos com o maior cuidado possível, sem nos deixar manipular por mercadores da Palavra de Deus que enriquecem cada vez mais e mais enganando o bom e honesto Povo de Deus.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

GÊNESIS 4:1-16 A HISTÓRIA DE CAIM SOB DUAS PERSPECTIVAS








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Caim foge

Isaías 45.9

Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça – 

Em 2009 o autor português e prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, publicou seu penúltimo livro, intitulado “Caim”. Nesse livro Saramago  volta a destilar seu ódio contra Deus. Um Deus em que, aliás, ele diz não acreditar na existência. Hum! Muito curioso. Para ele bem se aplicam as palavras do apóstolo Paulo, que caracterizam muito bem a todos os que rejeitam a revelação de Deus, através do mundo criado, daquilo que aí está e pode ser percebido e apreciado por qualquer um, quando diz:

Romanos 1:22

“Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. 

Saramago é uma versão empobrecida do Mefistófeles de Goethe. Ele nega, mas se contradiz. Patético.

Em “Caim”, Saramago escolhe como o herói da sua saga, nada mais nada menos, que o Caim bíblico, o primeiro homicida. Demonstrando uma ignorância proposital, ele consegue enxergar Caim nos momentos mais inusitados da história do Antigo Testamento. Caim é para Saramago, o “homem da hora”, o verdadeiro “salvador da pátria”. Deus, por sua vez, é chamado por um nome que me recuso repetir. Saramago, como todos os que não querem acreditar no Deus verdadeiro, está condenado a inventar um deus à sua própria imagem e semelhança – ver Romanos 1:23—25. Portanto, não deve nos surpreender que seu “salvador” seja apenas um homem, e dos mais inveterados, pelo que a Bíblia nos revela. Caim personifica muito bem o espírito de José Saramago. Ele foi o primeiro homem a assumir uma atitude em tudo antagônica ao que Deus representava. Bem, vamos deixar o Caim de Saramago de lado e vejamos o que a Bíblia tem a nos dizer acerca de Caim.

I. CAIM

Após Caim ter assassinado seu irmão Abel, ele foi confrontado pelo Senhor. Pelo fato de ter derramado o sangue do seu irmão, Caim foi então pronunciado maldito, por parte de Deus – ver Gênesis 4:11. A maldição tem a ver com a forma como a terra irá reagir às tentativas de cultivo feitas por Caim, bem como o fato de que ele iria se tornar um fugitivo e alguém errante pela Terra. De acordo com a palavra do Senhor: “Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra – Gênesis 4:12.

Caim, por sua vez, se queixa ao Senhor alegando que seu castigo é muito grande e que, certamente alguém irá encontrá-lo e matá-lo – ver Gênesis 4:13—14. O Senhor responde de forma graciosa, como lhe é tão comum – ver Êxodo 34:5—7 – assegurando a Caim que: “O SENHOR, porém, lhe disse: Assim, qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o SENHOR um sinal em Caim para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse – Gênesis 4:15. A partir desse momento a Bíblia nos diz que “retirou-se Caim da presença do SENHOR” e foi habitar na terra de Node onde conheceu sua mulher, teve um filho e construiu um cidade – ver Gênesis 4:16—17. A frase que deve chamar nossa atenção, nestes últimos dois versículos, é exatamente esta que diz que Caim “retirou-se da presença do SENHOR”. E é aí, caro leitor, que reside a raiz de todos os problemas e de todas as malfadadas ações que, como seres humanos, intentamos contra Deus.

Até o momento em que Caim matou Abel, existia certa segurança tácita em meio à raça humana, mediante a proteção que, certamente, o Deus criador garantia às suas criaturas, contra agressões causadas pela natureza. Mas Caim destruiu esta segurança introduzindo o gosto por derramar sangue humano e por vingança. E, como o sangue de Abel foi derramado sobre a terra, a mesma se torna inimiga do homem. Por outro lado, nós, os ocidentais, não fazemos a menor idéia da força representada pelo desejo de vingança pelo sangue derramado que existe no meio dos povos que habitam o chamado Oriente Médio.

No diálogo travado entre Deus e Caim, como vimos a pouco, nós temos a nítida impressão que estamos mesmo diante de um homem que se revoltou contra seu Criador – ver Gênesis 4:3—8 – que matou seu próprio irmão e que, em muito pouco tempo, perderá toda capacidade de continuar acreditando em Deus. Mas, independente da sua atitude, Caim está sobre a proteção graciosa de Deus e será esta proteção que irá garantir sua sobrevivência, mesmo que ele não a reconheça. Caim demonstra que não confia nem no Senhor nem na marca que este colocou sobre ele. Este é o motivo central porque Caim decide retirar-se da presença de Deus. Mas do que, “mudar de endereço”, indo habitar na terra de Node, Caim se retira espiritualmente da presença de Deus. Ele não entende que bondade e severidade andam de mãos dadas quando se trata da maneira como Deus lida com nossos pecados que, por causa do fato de Deus ser eterno, o ofendem eternamente – ver Romanos 11:22. Pecados não são e não podem ser tratados como coisas insignificantes porque ofendem eternamente o Deus eterno. Como bem expressou o apóstolo Paulo “Graças a Deus pelo seu dom inefável! - 2 Coríntios 9:15. Não fosse pelo sacrifício de Cristo e nunca nossa relação com Deus poderia ser restabelecida. Mas retornemos a Caim e sua falta de confiança em Deus. Caim não confia que esta “tal marca”, que, na nossa opinião, ele é incapaz de enxergar, será suficiente para garantir sua sobrevivência em meio à gravidade da sua rebelião e desobediência, que o haviam alienado de Deus e de sua família. Caim percebe que, de agora em diante, ele precisará:

• Lutar contra inúmeras forças hostis – Deus, outros seres humanos e a própria natureza.

• Desenvolver meios para subjugar seres humanos e as forças contrárias da natureza.

• Tomar todas as medidas que estejam ao seu alcance para garantir sua sobrevivência.

Mas tudo isto não passa de um grande engano, uma verdadeira quimera. Para Caim todas estas atitudes lhe parecem necessárias e objetivas, mas na realidade elas são incapazes de protegê-lo.

Caim precisa procurar estabelecer sua própria segurança, porque não aceita a segurança que Deus lhe oferece. O que ele não compreende é que não existe verdadeira segurança fora da presença de Deus – veja como Davi reconheceu, quando estava sendo perseguido por Saul e seus homens e por Absalão e seus homens, que a verdadeira segurança está somente em Deus, nos Salmos 7, 11, 12, 13, 17, 25, 26, 31, 34, 35, 52, 54, 56, 57, 59, 64, 109, 140, 141. Para Caim, todavia, a segurança oferecida por Deus não vale absolutamente nada. Ele só irá se sentir seguro se seguir os desejos mais profundos do seu coração insatisfeito.

Longe de Deus, as duas maiores necessidades de Caim são: sua sede de eternidade e de descanso. Ele olha para o Éden e o deseja. Sem saber, ele realmente deseja a presença de Deus no Éden e não o jardim em si mesmo. Mas seus sentidos estão turvados pelo pecado e ele não consegue perceber a verdade. Como Caim acha que tudo o que ele precisa é um novo Jardim do Éden, ele se propõe a criar um para si mesmo. Seu sonho de eternidade também poderá ser satisfeito, assim ele imagina, através da procriação. São estas considerações que estão por trás de seus atos de “edificar uma cidade e de gerar um filho” – ver Gênesis 4:17.

II. CAIM COMO O PRIMEIRO COSTRUTOR DE UMA CIDADE E O PRIMEIRO PSEUDO SALVADOR DA HUMANIDADE

Caim, como o primeiro construtor de uma cidade imagina seu ato como a resposta mais apropriada a seus desejos mais profundos: segurança e eternidade. A relação entre estes dois anseios mais profundos de sua alma pode ser vista através do nome que ele atribuiu à cidade e a seu filho primogênito:

• E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque.

• Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho.

Por que teria Caim atribuído a seu filho primogênito, bem como à cidade que edificou, um e o mesmo nome? Comecemos pela cidade que Caim construiu. Aquele era um lugar onde ele podia, acima de tudo, ser ele mesmo. O lugar onde ele podia se sentir seguro, onde poderia encontrar descanso e deixar de ser vagabundo no sentido próprio do termo – alguém que leva uma vida errante; que vagueia. Além disso, a cidade representava para Caim um sinal visível da sua segurança. De acordo com a decisão que ele havia tomado de “retirar-se da presença do SENHOR”, sua segurança dependia agora dele mesmo apenas. A construção da cidade, portanto, é conseqüência direta do ato criminoso de Caim e de sua recusa terminante de aceitar a segurança oferecida por Deus.

O Éden de Deus é substituído pela cidade de Caim, da mesma maneira que o propósito que o Deus Criador tinha para Caim foi substituído pelos planos que o próprio Caim fizera para si mesmo. Sua cidade e seu filho são chamados de Enoque e isto não é mera coincidência. Esse nome é derivado do verbo que significa: dedicar, inaugurar ou iniciar. Para Caim seus atos possuem um profundo significado. Eles representam um novo princípio, não como o “princípio” originado por Deus e mencionado em Gênesis 1:1, e sim algo completamente diferente. Algo iniciado pelo homem e dependente do ser humano. “No princípio Deus” nos diz o livro do Gênesis. Para Caim, porém, Deus não era mais nem apropriado nem pertinente. Um novo início era necessário. Um início centrado no homem, em sua mente distorcida e seu coração enfermo pelo pecado. É como se Caim estivesse dizendo: “Vou mostrar a Deus como as coisas devem, de fato, serem feitas”.

A cidade de Caim se opõe ao Éden de Deus. A proposta de Caim é grandiosa. Ele deseja reconstruir o mundo conforme a sua imagem e semelhança. Para alcançar seu objetivo Caim arrasta a criação para dentro do mesmo abismo em que ele se encontrava. Abismo de escravidão, de pecado e de uma amargurada revolta que, tenta a todo custo, se libertar dessa situação. Com isto Caim aumenta ainda mais a distância que existia entre ele e o Deus Criador. É dessa revolta que nasce a primeira cidade. Sua maior dificuldade, todavia, é que a solução para os problemas que ele enfrentava estava concentrada nas mãos de Deus, e isto era algo que ele não podia tolerar. Caim deseja encontrar, por si mesmo, a solução para todos os dilemas que seus atos haviam criado. Mas seus projetos apenas agregam ofensa à injúria. Cada novo ato de sua parte representa uma ofensa ainda maior a Deus, e o afunda em um abismo cada vez mais profundo.

A civilização humana, como a definimos em tempos modernos, começa com o estabelecimento de uma cidade e com tudo o que esta cidade representa. Para Caim, Deus se torna apenas uma figura imaginária, uma hipótese. Por modo semelhante o Paraíso se torna em uma lenda e a própria criação não passa de um mito. Quando Caim decide chamar seu filho e sua cidade de Enoque – início - ele estava coberto de razão. Por todos os cantos do planeta Terra nós encontramos exemplos de como aquele início se desenvolveu e se tornou ubíquo. Ao registrar a história de Caim como construtor da primeira cidade – Gênesis 4:17 - a Bíblia nos revela muito mais do que o mero ato ali descrito. Ela nos revela:

• Qual era a intenção do ser humano ao decidir construir a cidade – dar o ponta pé inicial em um novo “princípio”, por completo, independente de Deus.

• O que o ser humano esperava alcançar por meio daquela construção – uma segurança que fosse independente de Deus.

• O que os pensamentos do ser humano desejavam estabelecer – um nome para si mesmo que se estendesse por toda a eternidade.

A palavra hebraica ‘iyr – traduzida por cidade possui, na realidade, outros significados. Estes são: agitação, angústia e terror. Uma contração provinda da mesma raiz ‘ar - é traduzida pela palavra “inimigo” – ver 1 Samuel 28:16. Esses significados denotam que as cidades não são apenas ajuntamentos de moradias, ruas, palácios, muralhas e etc. As cidades são forças espirituais. A primeira cidade foi fruto da revolta do ser humano e certamente “outras forças” estavam também presentes auxiliando o homem em sua empreitada. Como tal, as cidades possuem a capacidade de influenciar as pessoas. Elas podem direcionar e alterar o curso da vida espiritual dos seres humanos. As cidades não representam apenas o “urbano” em oposição ao “rural ou campestre”. Elas são poderosas na força de atração que exercem sobre as pessoas e compõe um mistério que chega ser, até mesmo, assustador. Se considerarmos, de forma desapaixonada, o significado da palavra ‘iyr - agitação, angústia e terror, bem como da sua contração ‘ar – inimigo, nós podemos concluir que elas descrevem, de modo preciso, o que as cidades representam em pleno século XXI.

Por outro lado, a cidade como concebida por Caim, também não passava de um ídolo. Estava, portanto, destinada a ser destruída. Ao mesmo tempo, ela representava um poder cujo propósito era o de se elevar acima do próprio Deus. A cidade de Caim deveria representar para ele mesmo, muito daquilo que só podemos encontrar, de forma verdadeira, na pessoa do próprio Deus. Ao construir sua cidade Caim colocou toda sua revolta em cada parte. Se pudéssemos ver tal construção a partir do seu espectro espiritual, nós ficaríamos muito chocados com a terrível aparência da mesma. Todas as vezes que podemos presenciar este tipo de manifestação, nós estamos diante de uma força que só pode ser definida de uma maneira: demoníaca.

As atitudes de Caim são representativas daquelas que são comuns a todos os seres humanos. Caim foi pronunciado arur – maldito pelo Senhor – ver Gênesis 4:11. De modo semelhante todos os seres humanos, como descendentes de Adão, estão sobre a maldição da condenação do pecado. É somente em Cristo que nós podemos nos livrar desta maldição – ver Gálatas 3:13. E é por causa de Cristo que temos a promessa de que na eternidade “nunca mais haverá qualquer maldição” – ver Apocalipse 22:3. Mas, em vez de aceitar a provisão de Deus, tanto Caim, como outros seres humanos, buscam solucionar seus problemas por si mesmos. A posição de arrogância é refletida na imaginação que diz: “eu posso resolver meus problemas sozinho e sem o auxílio ou a bênção de Deus”. É por causa da maldição de Deus que pesa sobre os seres humanos que eles fazem de tudo para tornarem-se poderosos – poder manifesto em forma de riquezas, desenvolvimento, domínio, etc. Eles acreditam, em suas mentes doentias, que ao se tornarem poderosos poderão manter em cheque e impedir os efeitos da maldição proferida sobre suas cabeças. Esse é o verdadeiro motivo porque o homem desenvolve as artes e as ciências; porque ele organiza exércitos e constrói armamentos cada vez mais sofisticados; porque constrói cidades. A manifestação deste “espírito de poder” não passa de uma tentativa desesperada, do ser humano, de tentar paralisar ou até reverter as conseqüências de ser pronunciado arur – maldito pelo Senhor.

CONCLUSÃO

Caim ao ser expulso da presença de Deus, percebe a fragilidade da sua posição – ver Gênesis 4:14. Mesmo com a promessa de Deus de que qualquer um que ferisse a Caim sofreria 7 vezes mais – ver Gênesis 4:15 – ainda assim Caim não se sente confortável. Ao sair da presença de Deus para habitar na terra de Node – esta terra não pode ser identificada com precisão, mas o significado da palavra é - terra de peregrinação ou exílio – Caim expressa toda sua preocupação com sua própria segurança ao decidir construir uma cidadela fortificada – ver Gênesis 4:17. Esta cidadela além de servir como elemento de segurança para Caim, era também bastante representativa da rebelião instaurada em seu coração, pois ia frontalmente contra o mandamento do Criador para – encher a terra – ver Gênesis 1:28.

As cidades são, desde o princípio, um símbolo da desobediência humana contra o mandamento de Deus de encher a terra. Desde os tempos mais antigos, as cidades sempre foram elementos cativantes para os seres humanos caídos. Talvez o registro mais dramático da construção de uma cidade, que cristaliza este sentimento antagônico entre o Criador e suas criaturas, seja a tentativa da construção da cidade e da torre de Babel. Gênesis 11:4 encapsula de maneira perfeita toda a rebeldia encastelada no coração humano, que deseja, simultaneamente, construir uma cidade e uma torre e, com isso, tarnar-se célebre e evitar ser espalhado pela superfície da terra, em flagrante desobediência ao mandamento do Criador. A cidade da Babilônia irá ocupar a imaginação dos autores bíblicos de todos os tempos, culminando com o Apocalipse de João – último livro da revelação bíblica. A cidade e a torre mencionadas em Gênesis 11 são representativas de todo e qualquer poder sociopolítico que se incorpore em uma entidade ou organização contrária à adoração exclusiva de Deus. Ao agir desta maneira os seres humanos desejam tornar-se um fim em si mesmos, e reconstruir a realidade a partir de suas próprias convicções e independentes da vontade de Deus. Mas tudo não passa de uma fantasia. De pretensão pura e simples. Quando Deus se levanta para julgar, todo o brilho, toda a glória, toda riqueza, toda segurança, bem como toda a arrogância e empáfia, desaparecem imediatamente e por completo – ver Apocalipse 18. Note, de modo especial, a forma veloz como tudo se acabou.

As cidades representam a epítome do que significa ser anti-Deus. Elas são os pólos, por excelência, que fazem o homem se sentir seguro. Onde existe iluminação pública e privada, transporte público, segurança policial, médicos e hospitais, água encanada e esgoto recolhido e tratado, igrejas e cemitérios, comércio, estradas pavimentadas e carros velozes etc, não existe nem espaço para, nem necessidade de Deus. O homem cuida de tudo. Mas tudo não passa de uma grande mentira, com conseqüências finais catastróficas.

O ser humano caído perdeu a dimensão da eternidade e, de forma tola e estúpida, age como se a vida se resumisse a esse plano sobre a Terra. De fato, o Salmista inspirado por Deus, deixa claro que, ao agir estupidamente desta maneira, o ser humano se iguala aos animais.
O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras. Todavia, o homem não permanece em sua ostentação; é, antes, como os animais, que perecem. Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem. Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para si. Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo, irá ter com a geração de seus pais, os quais já não verão a luz. O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem – Salmos 49:11 – 20!
A história do Caim bíblico é muito semelhante, em sua trajetória mental e espiritual, à do próprio José Saramago. Movido por um ódio cego ao Deus criador, Saramago não consegue nem aceitar, nem conviver com a idéia de que seu destino, inclusive eterno, está nas mãos desse mesmo Deus. Suas tentativas, inúteis, de se livrar de Deus, não passam de espasmos de um verme que está prestes a ser esmagado. Seu último livro, não pode sequer ser considerado como “literatura”. Como disse João Pereira Coutinho: “’Caim’, em termos literários, é uma narrativa pobre e, sobretudo nas descrições sexuais, vulgar e risível”.

Para Saramago, Caim é bom enquanto Deus é mau. O leitor, certamente, tem capacidade para julgar os fatos por si mesmo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis
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domingo, 24 de junho de 2012

BIBLIOTECA BRITÂNICA COMPRA CÓPIA ANTIGA DO EVANGELHO DE JOÃO


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De acordo com notícia publicada pela Associated Press em 16 de Abril de 2012 — texto original poderá ser acessado aqui:


a Biblioteca Britânica adquiriu um manuscrito do Evangelho de João do século VII d.C. conhecido como o “Evangelho de Saint Cuthbert”, por 14.3 milhões de dólares.

O evangelho é do tamanho da palma de uma mão humana e está encadernado com couro vermelho. O mesmo é considerado o livro europeu mais antigo que existe completamente íntegro. O mesmo foi encontrado dentro do caixão de Cuthbert – falecido em 687 d.C – quando o caixão foi aberto no ano 1104 d.C., depois de ter sido trazido para o continente europeu vindo da ilha de Lindisfarne, para evitar que fosse roubado por piratas vikings.

O Evangelho estará disponível para ser visto pelos frequentadores da Biblioteca a partir do próximo ano. A Biblioteca britânica já hospeda outro documento, esse do século VIII a.C., conhecido como “Os Evangelhos de Lindisfarne” que representam os manuscritos mais antigos que existem na língua inglesa. Nesses Evangelhos pode-se ver o texto em inglês escrito sobre o texto em latim.

Pelo seu tamanho — 10 X 12,5 cm — o Evangelho de João de Cuthbert se parece com um exemplar típico usado por evangelistas, que é muito diferente das Bíblias ornamentadas da Igreja Romana fabricadas na mesma época. O Evangelho foi produzido com a intenção de ser lido e levado ao redor para ser usado em pregações, ao contrário das pesadas Bíblias romanas que serviam apenas para serem veneradas dentro de sua igrejas.

Bíblia Latinas e Bíblias em inglês baseadas no texto em Latim eram usadas na Inglaterra até que Guilherme Tyndale publicou seu Novo Testamento traduzido do grego em 1525. A Primeira Bíblia produzida em inglês foi traduzida por João Wycliffe do latim em 1380, e repete os muitos erros textuais que encontramos no original latino.

O Novo Testamento em grego, ao contrário do que afirmam os críticos é o documento da Antiguidade que possui a melhor autenticação. Existem mais de 10.000 manuscritos — com o Novo Testamento completo ou partes — que atestam a antiguidade do mesmo, começando com papiros do segundo e até mesmo do primeiro século a.C.

Apenas para comparação, outros documentos da antiguidade estão amparados em verdadeiros fiapos de evidência. Um caso nessa situação são os poemas épicos “A Ilíada e A Odisséia” atribuídos ao poeta grego Homero, cuja única cópia mais antiga data do século XIII d.C.

Realmente não entendemos como pessoas podem afirmar que o Novo testamento não é confiável com tamanha quantidade de evidências tão antigas a seu favor. Mas para nós como crentes permanecem as seguintes palavras que encontramos na própria Bíblia:

Salmos 119:89 

Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu.

2 Timóteo 3:16—17

16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,

17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

2 Pedro 1:16—21

16 Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade,

17 pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

18 Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo.

19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,

20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;

21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 23 de junho de 2012

COMO A BÍBLIA DESCREVE O SER HUMANO SEM DEUS



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Os seres humanos gostam de pensar de si mesmo como “pessoas de bem”, “dignas”, “merecedoras de confiança e das coisas boas da vida”. Além disso, gostam de falar de modo “arrogante”, “pretensioso” e “orgulhoso” acerca de si próprios. A atual condição dos seres humanos diante de Deus é descrita de forma apropriada pelo próprio Senhor Jesus Cristo quando, falando à igreja localizada na cidade de Laodicéia, ele diz o seguinte:

Apocalipse 3:15—17

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!

16 Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;

17 pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

A Bíblia é o único livro que nos ensina aquilo que nos somos ou a condição em que nos encontramos sem Deus. A seguir uma lista parcial:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Mesmo conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem. Desprezam o pai e a mãe, praticam extorsões contra o estrangeiro e são injustos para com o órfão e a viúva. Não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Desviados, transviados, perdidos, fracos, súcia de malfeitores, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus. Iníquos, vivendo em trevas, filhos do Maligno, filhos da desobediência. incrédulos. Escravos da prostituição, da impureza, da lascívia, da idolatria, das feitiçarias. Ativamente envolvidos em inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas. Cheios de amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. Cheios também de obras infrutíferas e bem assim de toda malícia, de ira, de indignação, de maldade, de maledicência, de linguagem obscena do falar. Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, maus, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Infiéis, mentirosos, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Incrédulos, abomináveis, impuros, e feiticeiros; transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e se opõe à tudo que diz respeito à sã doutrina. Impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes, roubadores; pessoas que não herdarão o reino de Deus”. Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva!

Referências Bíblicas: Salmos 26:5; Isaías 53:6; Ezequiel 22:7; 44:10; Mateus 7:11; 13:38; Marcos 7:21—23; Lucas 19:10; Romanos 1:29—32; 3:11—18; 5:6; 1 Coríntios 6:9—10; Gálatas 5:19—21;  Efésios 2:1—3; Colossenses 3:8; 1 Timóteo 1:9—10; 2 Timóteo 3:2—5; Tito 3:3.

Que Deus abençoe a todos nos ensinando o que realmente somos e nos mostrando sua graça que é capaz de perdoar todos os pecados acima e muito mais, e nos libertar, para sempre da cruel escravidão a que estamos submetidos aos mesmos:

João 8:34 

Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.

Romanos 5:20—21

20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,

21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Alexandros Meimaridis

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