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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO - GÊNESIS 37:5-11 - ESTUDO 010 - JOSÉ ESTAVA DESTINADO A UM FUTURO EXTRAORDINÁRIO


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudo 010

J. José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário.

Os sonhos de José indicavam que esse filho favorito de Jacó estava destinado a um futuro glorioso. Nós podemos considerar os sonhos de José como anúncios divinos de sua exaltação futura. Talvez seja essa realidade, a consciência que seu pai e irmãos tinham da origem divina dos sonhos, o que mais perturbava todos eles indistintamente, conforme

Gênesis 37:5—11

5 Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.

6 Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive:
7 Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu.

8 Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.

9 Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim.

10 Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?

11 Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.

apesar de Jacó demonstrar certa moderação. Se não fosse assim eles poderiam considerar que os mesmos não passavam de uma grande tolice daquele jovem.

O mesmo pode ser dito acerca de Jesus — o antítipo de José. Um futuro extraordinário estava reservado para aquele que veio a esse mundo de forma tão humilde, nascendo em um estábulo e tendo como seu primeiro berço uma manjedoura[1]. No que diz respeito ao Filho de Deus, que viria a esse mundo para se tornar o Salvador da humanidade encontramos as seguintes palavras no livro do profeta Isaías:

Isaías 9:6—7

6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;

7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.

Não podemos nos esquecer que essas palavras foram proferidas pelo profeta Isaías cerca de 700 anos antes de Cristo vir a esse mundo. Além das palavras do profeta nós também temos as palavras do Anjo Gabriel, que foram faladas a Maria, uma pobre menina que morava na cidade de Nazaré, na Galileia dos Gentios:

Lucas 1:31—33

31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.

32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;

33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

Assim também, temos que o antítipo de José estava destinado a um futuro extraordinário.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Que Deus abençoe a todos.

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Tabuleiro em que se põe comida para os animais nas estrebarias.

domingo, 18 de novembro de 2012

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 009


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 009 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — 6.

3. João Batista.

Conforme tivemos a oportunidade de ver, durante aproximadamente 400 anos existiu em Israel um notório silêncio profético. Este período, que vai desde o profeta Malaquias até o surgimento de João Batista pregando no deserto da Judeia, não obstante, foi um período marcado por uma fervilhante produção literária – chamada, em parte, de Literatura Apocalíptica - bem como pelo surgimento de inúmeros partidos políticos entre os judeus. Todos estes partidos, já discutidos anteriormente, consideravam que qualquer tipo de dano feito aos dominadores, fossem eles Sírios, Egípcios ou Romanos, era um dano causado em benefício do Reino de Deus. Incentivados pelo conteúdo de livros apocalípticos, os judeus haviam se afastado da revelação de Deus concedida através daquilo que chamamos de Antigo Testamento, para mergulhar em um imaginário grandiloquente onde se esperava que Deus interviria, de modo soberano e abrupto, para destruir os inimigos do povo de Israel e levar, este mesmo povo, a uma posição única entre todas as nações da Terra. Mas ao contrário dos profetas da antiguidade, que sempre se manifestaram anunciando palavras reveladas diretamente por Deus, os partidos surgidos entre Malaquias e João Batista - Zelotes, Escribas, Fariseus, Saduceus, Essênios e Herodianos - não tinham nenhuma mensagem da parte do SENHOR para transmitir a Israel.

a. Os Antecedentes de João Batista.

É neste cenário que surge João Batista. Dentre os autores que nos deixaram legados escritos concernentes ao ministério do Senhor Jesus, somente Lucas nos fornece maiores detalhes acerca da vida de João Batista, antes dele iniciar seu ministério de pregador. De acordo com o relato de Lucas:

  • João Batista era filho da velhice de um sacerdote chamado Zacarias e sua esposa Isabel – o nome Isabel é o grego equivalente ao hebraico de אֱלִישֶׁבַע – Eliseba – Deus é seu Juramento - e que era o nome da esposa de Arão, que foi a mãe de Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar – ver Êxodo 6:23. Tanto o pai como a mãe de João eram descendentes de Arão, o que para Zacarias, era uma dupla distinção: ele era sacerdote e casado com a filha descendente de outro sacerdote. Eram também pessoas irrepreensíveis com respeito à Lei do Senhor. Eles não tinham filhos, porquanto Isabel era estéril. Independente desta condição e, por serem pessoas piedosas, eles haviam pedido a Deus que lhes concedesse a alegria de ter filhos. 
  • Já nos dias de Davi os sacerdotes haviam se tornado tão numerosos que não podiam mais ministrar simultaneamente no altar. Naqueles dias, Davi dividiu os sacerdotes em 24 turmas ou turnos. A Abias coube, por sorte, o oitavo turno. Assim, os sacerdotes de cada turno oficiavam por um período de uma semana – ver detalhes em 1 Crônicas 24. Nos dias de Zacarias a quantidade de sacerdotes continuava muito maior do que as necessidades do Templo em Jerusalém. Por este motivo, os sacerdotes serviam em turnos de poucos dias de cada vez, intercalados por longos períodos em suas próprias cidades onde deveriam agir como mestres e juízes do povo. 
  • Mesmo servindo em turnos, ainda assim havia muitos sacerdotes para as funções necessárias no Templo em Jerusalém. Um destas funções era a de queimar o incenso sobre o altar de incenso que ficava na parte do Templo que chamamos de “Lugar Santo”[1] – ver Êxodo 30:1 e 7—8. De acordo com a instrução contida nos versos que acabamos de referir, o incenso deveria ser queimado duas vezes por dias: pela manhã junto com os primeiros raios do sol e depois, na parte da tarde, por volta da 15 horas. Como havia muitos sacerdotes de serviço nos dias de Zacarias, a prática comum era sortear, entre os que estavam servindo naquele período, o nome daquele que deveria entrar no “Lugar Santo” para desempenhar determinada função. Assim foi que, em um destes eventos, a sorte caiu sobre Zacarias para que entrasse no “Lugar Santo” e lá queimasse o incenso. A queima diária do incenso, do lado de dentro do Templo em Jerusalém, funcionava como uma ilustração visual daquilo que acontecia com as orações do povo, que se encontrava do lado de fora orando. O incenso era representativo das orações dos crentes que subiam, como um incenso perfumado, até a presença de Deus. Hoje não precisamos mais nem de um templo, nem da intervenção de um sacerdote, nem da queima de incenso porque Jesus Cristo cumpre, de modo plenamente satisfatório e diretamente na presença de Deus, todas estas funções – ver Hebreus 7:25 e 9:24. 
  • Tendo entrado no “Lugar Santo”, o povo permanecia do lado de fora, no pátio, orando. Uma vez do lado de dentro, “eis que lhe apareceu um anjo – Gabriel - do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso”. A visão perturbou a Zacarias e ele ficou tomado de temor. Este é um traço comum com todos aqueles que experimentam estes tipos de visões – ver Juízes 6:22 que descreve a experiência de Gideão; Daniel 10:8 onde Daniel nos diz como se sentiu diante da visão e Apocalipse 1:17 que descreve a visão que João teve do Senhor Jesus glorificado. Portanto, a reação de Zacarias foi semelhante à de outros personagens bíblicos a quem o Senhor concedeu o privilégio de ter uma visão. Todavia, o anjo lhe assegurou que havia sido enviado para lhe dizer que sua oração, acerca de um descendente, havia sido ouvida! O anjo prosseguiu descrevendo como Isabel iria conceber e dar a luz a um menino e que o mesmo deveria ser chamado de “João”. Além disto, o anjo descreveu um pouco da vida e ministério do menino que deveria ainda nascer, dizendo que ele “será grande diante do Senhor”, e que iria converter “muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus... ser cheio do Espírito Santo já do ventre materno”. 
  • Além do mais, o anjo diz a Zacarias, que este João viria no espírito e poder de Elias, o que indica que seu trabalho alcançaria o mesmo resultado do trabalho feito por Elias no monte Carmelo, quando Elias enfrentou os 400 profetas de Baal – ver 1 Reis 18:19—40. A expressão “no espírito e poder de Elias” não quer dizer que João seria uma reencarnação do profeta Elias, e sim, que ele lembraria Elias tanto nas atitudes quanto no alcance da sua obra. Através do ministério de João muitos iriam se converter ao Deus de Israel, como foi nos dias de Elias quando o povo deixou de coxear entre dois pensamentos e declarou com o rosto em terra: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus! Assim João iria “habilitar para o Senhor um povo preparado”. De maneira muito peculiar, as últimas palavras registradas pelo profeta Malaquias dizem literalmente o seguinte: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição” – Malaquias 4:5—6. 
  • Zacarias duvida das palavras do anjo, pois conhecia muito bem as condições físicas em que tanto ele quanto Isabel, se encontravam. Zacarias, como todo bom judeu, pede então um sinal ao anjo. Gabriel não desiste e, diante da incredulidade de Zacarias, lhe dá o seguinte sinal de que suas palavras se cumpririam: a partir daquele instante Zacarias iria ficar mudo até o dia do nascimento do menino João. 
  • Saindo do Templo, Zacarias não podia falar e assim permaneceu mudo. Cumpridos seus dias de serviço retornou à sua casa. 
  • Passados aqueles dias, sua esposa Isabel, concebeu, mas ocultou o fato durante 5 meses, pois dizia: “Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meu opróbrio perante os homens” — Ver Lucas 1:5—25. 


OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Tanto o Tabernáculo erigido no deserto quanto o Templo construído em Jerusalém possuíam, basicamente a mesma configuração: Um pátio externo onde ficavam localizados o grande altar dos sacrifícios e o tanque que os sacerdotes usavam para se lavar; e, uma construção dividida em duas partes, a saber: uma primeira metade que ocupava 2/3 da construção e era chamada de “Lugar Santo”, e onde estavam colocados o altar de incenso, o candelabro e a mesa com os pães da proposição; e uma segunda metade que ocupava 1/3 da construção e era chamada de “Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos”, e onde se encontravam a arca da aliança e o propiciatório. Os sacerdotes em geral entravam, periodicamente, no chamado Lugar Santo para acender o candelabro, queimar incenso e trocar os pães da mesa. No Lugar Santíssimo, somente o Sumo Sacerdote podia entrar — duas vezes por anos — e isto somente no dia da expiação, para oferecer o sangue necessário para fazer propiciação, primeiro, pelos seus próprios pecados e depois, pelos pecados do povo, aspergindo-o sobre o propiciatório.