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sexta-feira, 16 de maio de 2014

HISTORIADOR ECLESIÁSTICO COMENTA AS CANONIZAÇOES DOS PAPAS


Vaticano
A multidão concentrada na Praça de São Pedro para a missa de canonização falecidos Papas João Paulo II e João XXIII

O material abaixo foi publicado originalmente no site da Revista Carta Capital. Nele encontramos uma entrevista concedida pelo historiador eclesiástico alemão Hubert Wolf. Wolf é diretor da Faculdade de Teologia Católica na Universidade de Münster, na Alemanha.

Segue o texto da Carta Capital:

“Existe uma inflação de papas santos", diz historiador

Em entrevista, o historiador eclesiástico Hubert Wolf questiona a canonização de João Paulo II e João XXIII. O que predestina um papa a ser santo?


por Deutsche Welle 

Neste domingo 27/6, o papa Francisco declarou santos dois de seus antecessores – os papas João Paulo 2° (1920-2005) e João 23 (1881-1963).

O papa emérito Bento 16 também esteve presente à cerimônia de canonização na Santa Sé. Assim, a Praça de São Pedro foi palco de um evento "sem precedentes na história, ou seja, a presença de dois Papas vivos e dois Papas santos", declarou no início da semana o vice-presidente da Obra Romana de Peregrinação (ORP), monsenhor Liberio Andreatta.

Prof. Dr. Hubert Wolf

Em entrevista à Deutsche Welle, o historiador eclesiástico Hubert Wolf falou sobre o sentido da canonização. Wolf é diretor da Faculdade de Teologia Católica na Universidade de Münster, na Alemanha.

DW: A canonização de papas revela muito sobre os canonizados. O que ela revela sobre o atual alinhamento da Igreja Católica?

Hubert Wolf: Ao longo dos séculos, somente algumas poucas vezes um Papa foi canonizado. E houve séculos em que não houve nenhuma canonização. E, agora, desde meados do século 19, um em cada dois papas ou foi beatificado ou foi canonizado ou o processo está em andamento. Ou seja, no que se refere a papas, existe uma inflação de papas santos. E eu acho isso um pouco problemático. Pois o que predestina um Papa a ser santo, frente a um trabalhador católico, cuja atuação no trabalho é aliada às convicções católicas?

Assim fica claro: quando papas são canonizados por papas, isso também é uma autoencenação do papado como uma instituição sagrada. E tendo-se agora duas canonizações – João 23 e João Paulo 2° –, então isso foi uma coisa bem orquestrada.

Aqui se trata de duas práticas diferentes do ministério petrino. Por um lado, João 23, o papa que convocou o Concílio Vaticano 2° representa o abrir de portas para que entre a renovação.

Do outro lado, encontra-se João Paulo 2° com seu papel inegável na unificação política na Europa, mas também com um forte reposicionamento da Igreja em direção a Roma, com um papado marcado por viagens e uma forte presença midiática. Se Francisco canoniza dois papas de uma só vez, ele está tentando satisfazer todas as expectativas. Ele quer mostrar os dois papas como complementares.

DW: Ou seja, a canonização dos dois papas revela a compreensão de papado por parte Francisco?

HW: papa Francisco assumiu os processos de seu antecessor. Eles já existiam simplesmente. Mas o fato de ele unificá-los é decisivo. Ele poderia ter dito: "OK, agora é a vez do Santo Súbito [nome dado pela imprensa italiana à rápida canonização de João Paulo 2°]. Eu vou canonizar João Paulo 2° sozinho." Isso poderia levar a crer que esse seria o alinhamento seguido pelo papa Francisco.
O fato de ele também canonizar João 23 torna a coisa toda bastante católica, ou seja, katholon – de acordo com o todo, abrangente. Ele não está dizendo: "os papas devem ser como João Paulo 2°!", mas: "Eles também podem ser como João 23!" Em entrevista, Francisco disse ter cogitado chamar-se João 24.

DW: Então ficamos sabendo: a canonização simultânea diz, programaticamente, muito sobre o atual pontificado.

HW: Qualquer canonização faz isso, não só a de papas. Aqueles que são elevados às honras dos altares e apresentados como paradigmas aos olhos dos fiéis são naturalmente o modelo. Todas as comissões de historiadores, todas as Congregações para as Causas dos Santos só podem fazer sugestões. No final, o Papa decide de forma solitária e imperativa. Assim fica claro que a forma da canonização e as pessoas escolhidas fazem parte de uma orientação.

Francisco não está submetido a nenhuma crítica. Ele diz: "OK, eu sou a favor do Santo Súbito. Esse foi o desejo de muitos que admiram como ele aceitou o seu sofrimento e a sua morte." Ele recomendou João Paulo 2° como modelo. E, por outro lado, também levou João 23 junto. Assim, ele está manifestando seu apoio ao Concílio, à abertura do Concílio para o mundo, à implementação das reformas do Concílio.

Esta é a tensão sob a qual está todo o pontificado. Será que vai prevalecer uma ou outra direção? Ou Francisco vai tentar equilibrar isso de alguma forma? Qual será a posição de sua cúria, de seus colaboradores mais próximos, seus adversários na cúria também seguirão esse caminho?

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA















































Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

A ILUSÃO CATÓLICA DA INTERECESSÃO DE PESSOAS MORTAS A FAVOR DAS VIVAS



O complexo sistema da falsa intercessão de pessoas mortas a favor de pessoas vivas

Essa mentirosa ilusão, de que os chamados santos católicos podem interferir em nossas vidas sobre a terra, já foi devidamente tratada em outro artigo nosso, que pode ser visto por meio desse link aqui:


Dando continuidade a essa saga ilusória, o papa Francisco I, resolveu tornar santo o chamado padre José de Anchieta, um jesuíta como o próprio papa, por meio de uma canetada após ler um relatório que “comprova” a ação abençoadora do padre morto há quase 500 anos nas vidas das pessoas em pleno século XXI. Isso tudo é parte da decisão tomada há alguns anos no Vaticano de multiplicar a quantidade de “santos” brasileiros, já que a Igreja Romana percebeu que nosso povo é bem chegado numa relação imunda e cheia de idolatria com tais personagens.

Como existe noticiário acerca dessa decisão, decidimos compartilhar com nossos leitores o artigo publicado pelo  site do “Estado de São Paulo”.

Segue o artigo do Estadão:

Papa assina decreto que canoniza o padre José de Anchieta

Em homenagem ao novo santo, os sinos das igrejas de São Paulo repicaram nesta quarta-feira, dia 02 de Abril de 2014.

O Estado de S. Paulo

O papa Francisco assinou na manhã desta quinta-feira, 3, o decreto que canoniza o padre José de Anchieta. O papa recebeu em audiência, no Vaticano, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato. Após ouvir o relatório sobre a vida e a obra do "Apóstolo do Brasil", o pontífice assinou o decreto que reconhece o missionário como santo. Trata-se do primeiro santo de 2014 e o segundo jesuíta a ser canonizado pelo papa Francisco. Antes dele, em dezembro do ano passado, foi canonizado Pedro Fabro.


Reprodução
Anchieta entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e, dois anos depois, desembarcou na Bahia

Homenagem.

Em comemoração à canonização de Anchieta, os sinos repicaram nas igrejas nesta quarta-feira, às 14 horas e o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, manteve o canto do Te Deum na Catedral da Sé e no Pátio do Colégio, na região central da capital.

D. Odilo, que falou aos jornalistas ao lado de dois padres jesuítas, o superior provincial Mieczyslaw Smyda e o reitor da igreja do Pátio do Colégio, Carlos Alberto Contieri, disse que, para Anchieta ser considerado santo, o mais importante é seu exemplo de vida — e não a assinatura do decreto.

O padre José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, foi canonizado sem os dois milagres geralmente necessários: um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de "canonização equipolente" (equivalente), pois equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa morta se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na Terra.

O cardeal lembrou a atuação do novo santo como evangelizador dos índios e como professor do primeiro colégio, o de São Paulo, fundado pela Companhia de Jesus na América Latina.  Odilo também presidiu nesta quarta-feira à noite uma homenagem a Anchieta na Catedral da Sé. No domingo, às 11h, ele celebrará uma missa solene na catedral, também como homenagem a São José de Anchieta. Uma hora antes, às 10h, será iniciada uma procissão até a catedral, saindo do Pátio do Colégio.

Quem foi

Anchieta nasceu nas Canárias. Filho de pai basco e mãe descendente de cristãos novos ou judeus convertidos, teria deixado o arquipélago para fugir da Inquisição, porque em Portugal a perseguição contra os judeus era menos rigorosa do que na Espanha. Entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e, dois anos depois, desembarcou na Bahia. Ainda não era padre, quando participou, em 25 de janeiro de 1554, da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, berço da capital paulista. Morreu em 1597, no Espírito Santo, onde está sepultado.

Logo após sua morte, a notícia de suas virtudes heróicas chegou a Roma e, em 1624, o papa Inocêncio X autorizou a abertura da causa de beatificação. No século seguinte, quando o Marquês de Pombal iniciou uma perseguição aos jesuítas, todos os processos foram suspensos. A causa de Anchieta só foi retomada em 1875. Nas décadas seguintes, o Brasil recorreu ao papa Paulo VI para pedir a beatificação, que saiu só em 1980, com decisão de João Paulo II.

O artigo original do Estadão poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA












































Bem, diante de tantas bobagens produzidas pela Igreja Católica Apostólica Romana nada nos resta a fazer senão orar para que Deus se compadeça desse povo escravizado a essas mentiras por tantos séculos.

Que Deus abençoa a todos.

Alexandros Meimaridis

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