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sábado, 13 de junho de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 6 - A VIDA DIÁRIA DO CRENTE E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

III. A Explicação que nos Ajuda a Viver Diariamente Para a Glória de Deus.


Romanos 4:18—21

Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.

Comentários:

A. Esta passagem nos é oferecida nas Escrituras para nos mostrar como nós devemos responder à revelação de Deus clamando por Suas promessas.

B. Aspectos Negativos – Aquilo que Abraão não fez:

1. “Esperou contra a esperança”, ou seja: não se entregou a sentimentos de desespero!

2. “Embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou”, ou seja, não permitiu que aqueles fatos o influenciassem.

3. “Pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto”, ou seja, não permitiu que a descrença o impedisse de avançar!

C. Aspectos Positivos — Aquilo que Abraão fez:

1. Escolheu rejeitar os três itens acima.

2. Escolheu acreditar em Deus e em Sua palavra e viver de acordo com esta escolha.

D. Esse é nosso modelo de fé. Aliás, Abraão é chamado o “pai da fé” ou pai daqueles que têm fé em Deus —

Romanos 4:16

Portanto, a promessa de Deus depende da fé, a fim de que a promessa seja garantida como presente de Deus a todos os descendentes de Abraão. Ela não é somente para os que obedecem à lei, mas também para os que crêem em Deus como Abraão creu, pois ele é o pai espiritual de todos nós.

Nós precisamos acreditar em Deus e praticar Sua palavra no que diz respeito a Seus mandamentos e promessas — sendo obedientes de forma “agressiva”, independente das circunstâncias ao nosso redor.

E. Exemplo: Mandamentos Recíprocos são todos aqueles mandamentos que encontramos nas escrituras que são bi-transitivos, ou seja, são os mandamentos que valem para todos os crentes e devem governar nossas relações uns com os outros. São os mandamentos seguidos pela expressão grega ἀλλήλους – allélous - uns aos outros.

GRUPO I — Mandamentos que devem regular nossas relações interpessoais

A. Mandamento — Amai-vos uns aos outros

Referência Básica — João 3:34.

Examplo(s) — 1 1 João 4:8—10; 1 João 3:18.

Não Exemplo(s) — 1 João 3:17;  Romanos 14:15.


B. Mandamento — Acolhei-vos uns aos outros

Referência Básica — Romanos 5:7.

Examplo(s) — Filemon 15—17.

Não Exemplo(s) — 3 João 9—11.


C. Mandamento — Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.

Referência Básica — Romanos 16:16; 1 Pedro 5:14.

Examplo(s) — 1 Coríntios 16:19; Romanos 16:22.

Não Exemplo(s) — 3 João 9—10.


D. Mandamento — Cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.

Referência Básica — 1 Coríntios 12:24 — 25.

Examplo(s) — 1 Coríntios 3:4—8.

Não Exemplo(s) — Tiago 2:5—6.


E. Mandamento — Sujeitando-vos uns aos outros.

Referência Básica — Efésios 5:21.

Examplo(s) — 2 Coríntios 8:16—17; 1 Coríntios 10:32—33.

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios 16:12.


F. Mandamento — Suportando-vos uns aos outros em amor.

Referência Básica — Efésios 4:1—3; Colossenses 3:12—14.

Examplo(s) — 2 Coríntios 11:19.

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios 6:6—7.


G. Mandamento — Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros.

Referência Básica — Tiago 5:16.

Examplo(s) — Atos 19:18—20.

Não Exemplo(s) —


G. Mandamento — Perdoando-vos uns aos outros.

Referência Básica — Efésios 4:31—32; Colossenses 3:12—13.

Examplo(s) — 2 Coríntios 2:10—11.

Não Exemplo(s) —


Resultado de imagem para não fazer mal aos outros

GRUPO II — Mandamentos Negativos Envolvendo Nossas Relações Interpessoais


A. Mandamento — Não nos julguemos mais uns aos outros.

Referência Básica — Romanos 14:13.

Examplo(s) —

Não Exemplo(s) — Mateus 7:1— 5 — Temerário; Tiago 4:12 — Maldoso. 


B. Mandamento — Irmãos, não faleis mal uns dos outros.

Referência Básica — Tiago 4:11.

Examplo(s) —

Não Exemplo(s) — Tiago 3:1—12. 


C. Mandamento — Irmãos, não vos queixeis uns dos outros.

Referência Básica — Tiago 5:9.

Examplo(s) —

Não Exemplo(s) — Atos 6:1. 


D. Mandamento — Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros.

Referência Básica — Gálatas 5:14— 15.

Examplo(s) —

Não Exemplo(s) — Atos 6:1.


E. Mandamento — Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros.

Referência Básica — Gálatas 5:25—26.

Examplo(s) — 2 Coríntios 10:13—16.

Não Exemplo(s) — 2 Coríntios 10:12; 1 Coríntios 3:3—4.


F. Mandamento — Não nos deixemos possuir de vanglória, tendo inveja uns dos outros.

Referência Básica — Gálatas 5:25—26.

Examplo(s) —

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios 3:2—3.


G. Mandamento — Não mintais uns aos outros.

Referência Básica — Colossenses 3:9—10.

Examplo(s) — Tiago 5:12.

Não Exemplo(s) — Romanos 16:17—18.


Grupo III — Mandamentos envolvendo nossa mútua edificação.


A. Mandamento — Segui as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.

Referência Básica — Romanos 14:19; 1 Tessalonicenses  5:11.

Examplo(s) — 2 Coríntios 12:19;  Atos 9:31; 1 Coríntios 7:35.

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios. 8:10—11.


B. Mandamento — Instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente.

Referência Básica — Colossenses 3:16.

Examplo(s) — Atos 18:24—26.

Não Exemplo(s) —


C. Mandamento — Consolai-vos, pois, uns aos outros ou exortai-vos mutuamente cada dia.

Referência Básica — 1 Tessalonicenses 5:11; Hebreus 3:12—13.

Examplo(s) — Romanos 15:30; Atos 11:23; Atos14:21—22; Filemon 8—11.

Não Exemplo(s) —


D. Mandamento — Admoestardes uns aos outros.

Referência Básica — Romanos 15:14; Colossenses 3:16.

Examplo(s) — 1 Coríntios 4:14; Atos 20:29—31.

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios 5:1—2.


E. Mandamento — Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais.

Referência Básica — Efésios 5:18—20; Colossenses 3:16.

Examplo(s) — Atos 16:26—26; 1 Coríntios 14:15—17.

Não Exemplo(s) — 



Grupo IV — Mandamentos envolvendo serviços mútuos


A. Mandamento — Sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.

Referência Básica — Gálatas 5:13—14.

Examplo(s) — 2 Timóteo 1:16—18; Filipenses 4:14—16.

Não Exemplo(s) —


B. Mandamento — Levai as cargas uns dos outros.

Referência Básica — Gálatas 6:2.

Examplo(s) — Atos 11:27—30; Filemon 10, 17—19.

Não Exemplo(s) —


C. Mandamento — Sede, mutuamente, hospitaleiros.

Referência Básica — 1 Pedro 4:7—10.

Examplo(s) — 3 João 5—7; Atos 16:14—5; 33—34.

Não Exemplo(s) —


D. Mandamento — Sede, mutuamente, hospitaleiros.

Referência Básica — 1 Pedro 4:7—10.

Examplo(s) — 3 João 5—7; Atos 16:14—5; 33—34.

Não Exemplo(s) —


E. Mandamento — Sede, mutuamente, hospitaleiros.

Referência Básica — 1 Pedro 4:7—10.

Examplo(s) — 3 João 5—7; Atos 16:14—5; 33—34.

Não Exemplo(s) —


F. Mandamento — Sede uns para com os outros benignos.

Referência Básica — Efésios 4:31—32.

Examplo(s) — Atos 9:36.

Não Exemplo(s) — 1 Coríntios 11:20—22.


G. Mandamento — Orai uns pelos outros.

Referência Básica — Tiago 5:16.

Examplo(s) —  Atos 12:5; 2 Coríntios 1:9—11; Colossenses 4:12.

Não Exemplo(s) —

Conclusão:

A. Agora nós precisamos nos perguntar acerca do “que”, do “como” e do “porque” em nossas próprias vidas.

1. Estamos nós fazendo aquilo que é certo — a vontade de Deus?

2. Estamos fazendo o que é certo através das escolhas certas de amor, fé e esperança?

3. Estamos fazendo o que é certo através das escolhas certas de amor, fé e esperança para a glória de Deus?

B. Pecados não confessados, negligência, falta de amor, falta de fé, falta de esperança, egoísmo e toda falta de vontade da nossa parte de nos consagrar a esse grande propósito de Deus para nossas vidas —  vivermos para Sua Glória — irão prejudicar nosso progresso na vida espiritual de maneira grave e séria. Nós precisamos ser muito honestos acerca destes fatos e pedirmos a ajuda de Deus. Estamos dispostos a mudar?

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 28 de abril de 2012

ROMANOS 8:29 - O QUE A IGREJA FAZ? - NOTAS PARA UMA IGREJA NASCENTE - Estudo 2



ATENÇÃO: Esse estudo é Parte de Uma Série Adaptada do Livro “Teologia da Educação Cristã” de Lawrence Richards publicado pela Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e tem como propósito servir no treinamento de novos convertidos ou até mesmo de uma Igreja que esteja em seu início. No final de cada parte você irá encontrar um link para o estudo seguinte.


Relembrando: Estudo 

1 – O Que é Um Cristão? Um Cristão é Aquele que Possui Vida Verdadeira.

Estudo 2: Propósito de Vida: O Que a Igreja Faz?

No estudo anterior vimos que o cristão verdadeiro é aquele que possui Vida Verdadeira. Mas qual seria o propósito de Deus em formar um corpo vivo – unindo todos os cristãos?

  • Romanos 8:29 - Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

  • A vida que Deus nos dá tem um caráter e natureza próprios. O que estamos querendo dizer é que: A VIDA QUE RECEBEMOS DE JESUS CRISTO É A PRÓPRIA VIDA DE DEUS. Quanto mais o tempo passa e essa VIDA DE DEUS cresce dentro de nós, mais parecidos com Jesus vamos nos tornando: “Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito — 2 Coríntios 3:18 na NTLH.

  • Nosso destino é sermos iguais a Jesus, porque recebemos sua própria vida em nós através do Espírito Santo – 1 Pedro 1:23: “Pois vocês, pela viva e eterna palavra de Deus, nasceram de novo como filhos de um Pai que é imortal e não de pais mortais” — na NTLH.
 A. Essa idéia de nos identificarmos com Deus é algo comum no Novo Testamento.

1. Jesus disse:

  • Mateus 5:45, 48 – 45 “Para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. 48 - Portanto, sejam perfeitos em amor, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu” — na NTLH.
2. Paulo disse: Romanos 8:28—29: “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos — na NTLH.

B. A Semelhança entre nós e Jesus deve ser perfeita.

1. Seremos plenamente como Jesus no Futuro.

  • O apóstolo João disse que existe um aspecto escatológico – relativo ao final dos tempos – nessa questão da nossa semelhança com Jesus em 1 João 3:2: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”.

  • Paulo concorda com essas palavras em Romanos 8:16—19, onde lemos: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”. Ver também 1 Coríntios 15:49.
 2. Nossa imagem presente de Jesus:

  • Jesus disse que Ele era a luz do mundo – ver João 8:12. Assim, Jesus também diz em Mateus 5:14—16 o seguinte: “14  Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.
  • Jesus é nosso mestre e nós somos seus discípulos. A nós bata sermos como o nosso mestre, conforme Mateus 10:25: “Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?”
3. Porque devemos nos parecer com Deus hoje, somos exortados a:

  • Efésios 4:32 – “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”.

  • 1 João 4:3—10 – “E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro. Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

  • Colossenses 3:1—11 - Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.
C. Transformação.

1. A vida cristã é uma vida de progressão contínua. Não existe “mágica” e nada é automático. Por esse motivo Paulo nos incentiva com as seguintes palavras:

  • Efésios 4:15 – “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”.

  • Colossenses 3:10 – “E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.

2. O crescimento da vida cristã é portanto um processo. Um desenvolvimento contínuo. A função da Educação Cristã é suprir aquilo que é necessário para um crescimento saudável e normal.

3. A Educação Cristã tem que se preocupar com a vida, com o crescimento da vida eterna que se encontra dentro da personalidade humana em direção à semelhança de Jesus.

4. A Educação Cristã deve se preocupar com a transformação progressiva do cristão, no caráter, nos seus valores, na motivação, nas atitudes e, especialmente, no entendimento do próprio Deus.

C. Edificação Mútua

1. O chamado dos crentes é para a edificação mútua. Veja as passagens a seguir que enfatizam essa verdade:

  • Efésios 4:12, 16, 19 e 29 – “12 - Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

  • 16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

  • 19 Os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

  • 29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.

  • 1 Coríntios 4:4—5; 12 e 17 – “4 - Porque de nada me argúi a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. 5 - Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus”.

  • 12 – “E nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos”.

  • 17 – “Por esta causa, vos mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja”.

2. Para se alcançar esse objetivos, Deus nos concede dons espirituais conforme podemos ver em:

  • Romanos 12:

Ø  Versos 3—8 apresenta uma lista de dons que nos ajudam na edificação mútua.

Ø  Versos 9—18 – Nos mostra como o relacionamento dentro da comunidade possibilita a prestação desses serviços.

  • 1 Coríntios 12—14 – Paulo fala do fato de que os dons devem ser usados para edificar o corpo de Cristo que a Igreja.

  • Efésios 4 – Nos apresenta outra lista e enfatiza a unidade que deve existir no corpo de Cristo, a Igreja.

  • 1 Pedro 4:10 – Pedro ilustra o serviços mútuo usando uma linguagem figurativa emprestada da luz passando pelo prisma e se dividindo em várias cores. Assim também acontece com a graça de Deus: uma vez que a graça de Deus é derramada sobre a Igreja o Corpo de Cristo, ela se manifesta em uma multiplicidade de dons: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

Conclusão:

A. Temos que reconhecer que aquilo que distingue nossa fé cristã de outras é o fator vida que está implantado em nós pela ação do Espírito Santo.

B. O Objetivo da Educação Cristã é fazer essa vida crescer até nos tornar semelhantes a Jesus Cristo com a ajuda dos meios da graça que Deus disponibiliza:

  • Sua graça.

  • Estarmos colocados em um único Corpo de Cristo, a Igreja.

  • Distribuição de Dons.

  • Sua Palavra Escrita — a Bíblia — para nos orientar e Santificar.

  • Sua Palavra Viva – Jesus – para nos guiar, pois Ele é o único caminho.

  • O Batismo que aponta de forma permanente para Jesus, o verdadeiro Salvador.

  • A Ceia do Senhor que nos sustenta espiritualmente.

C. Como educadores cristãos precisamos acima de tudo viver vidas que valham à pena serem reproduzidas nas vidas de nossos alunos. Como disse Jesus em João 6:63: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”.

D. Assim temos, até agora:

  • O que distingue o cristão das outras pessoas é a vida verdadeira que ele possui. Essa vida também distingue o Corpo de Cristo, a Igreja de qualquer outra instituição humana.

  • Depois temos que compreender que a vida que possuímos de Deus tem um caráter distinto. Seu propósito em nós é nos transformar, dia a dia, em pessoas cada vez mais parecidas com Jesus.

  • Para que tudo o que mencionamos acima seja real e verdadeiro é necessário que os cristãos vivam em comunhão. Somente esse tipo de relacionamento poderá produzir o amadurecimento de cada indivíduo.
OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — O QUE É UM CRISTÃO? =

002 — O QUE A IGREJA FAZ? =

003 — QUAL É O PROPÓSITO DA EDIFICAÇÃO NA IGREJA? =

004 — O NOVO MANDAMENTO DE JESUS =

005 — O TESTEMUNHO DOS CRISTÃOS =

006 — ENSINANDO A PESSOA TOTAL =

 007 — O DISCIPULADO COMO PROPÓSITO =

008 — ENSINANDO A PESSOA TOTAL =

009 – A COMUNHÃO DOS CRENTES EM AÇÃO

010 – UM RESULTADO ABUNDANTE

011 – PARA QUE SERVE UM PASTOR

012 – O LÍDER SERVO

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:
Desde já agradecemos a todos.

Nota:
O material Acima foi adaptado do seguinte livro: Richards, Lawrence. Teologia da Educação Cristã. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 1980.