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sexta-feira, 22 de maio de 2015

MÃES PRECISAM DE DEUS



O artigo abaixo foi publicado no site da Editora Fiel e é de autoria de Gloria Furman

Mães Precisam da Graça de Deus, Sempre

Gloria Furman

Mães têm um papel estratégico em permitir que o evangelho molde a sua casa, ao esperarem sempre na necessidade que têm da graça de Deus. Você precisa da graça de Deus? Ou você tem o que é preciso para trabalhar nas múltiplas tarefas da sua rotina? Você precisa da graça de Deus? Ou você já “passou por isso antes” com o seu marido, e sabe que esse conflito se resolverá com o tempo? Você precisa da graça de Deus? Ou você só precisa do Google? Você precisa da graça de Deus? Ou você praticamente já tem a maternidade toda resolvida?

Se quisermos dar graça aos nossos filhos, então primeiro temos que estar dispostas a recebê-la de Deus.

Em meio às infinitas possibilidades para o “nós sempre” de nossas casas, há uma única expectativa que podemos estar certos de encontrar todos os dias, quer estejamos conscientes disso ou não: sempre precisamos da graça de Deus. Como um hinólogo escreveu: “Toda a habilidade que ele exige é sentir a sua necessidade dele”.

Graça é a coisa mais importante para mantermos em mente enquanto moldamos as expectativas de nossa casa. Nossos filhos precisam crescer sabendo que “sempre confiamos em Deus porque ele é capaz de nos ajudar e está disposto a fazê-lo” e “sempre louvamos a Deus, porque ele é o nosso tesouro mais valioso”. E precisamos nos levantar a cada manhã sabendo que “eu sempre confio em Deus porque ele está disposto e é capaz de me ajudar”.

O evangelho deve moldar a nossa forma de moldar nossa casa por meio de nossas tradições. Será que isso significa que devemos estudar o catecismo com nossos filhos? Será que isso significa que temos que ser mais intencionais sobre como celebramos feriados religiosos? Talvez. Essas são questões pessoais.

O evangelho, no entanto, não é uma questão de preferência pessoal; é uma questão de vida e morte espiritual. O evangelho pode moldar a nossa casa quando nós, mães, percebemos que não alcançaremos sempre os padrões de excelência que desejamos. Se quisermos dar graça aos nossos filhos, então devemos estar dispostas a recebê-la de Deus primeiro. Tendemos a nos chafurdar na vergonha ou a ser cínicas em relação à nossa incapacidade de não incorrer no mesmo erro. Em algum momento, fracassaremos e, às vezes, cairemos feio. Então devemos nos gloriar no evangelho, porque nele Deus misericordiosamente nos dá Cristo para ser nosso tesouro valioso. Coisas como “culpa de mãe” não podem nos esmagar porque Cristo foi esmagado na cruz em nosso lugar. Jesus é a nossa esperança; ele cumpriu as mais elevadas expectativas de perfeição de Deus, e todas as promessas de Deus encontram nele o seu sim —

2 Coríntios 1:20

Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.

Nele, encontramos misericórdia em tempos de necessidade – que é sempre.

Gloria Furman
Gloria Furman é esposa, mãe, trabalhadora trans-cultural e autora dos livros “Glimpses of Grace”, “Treasuring Christ When Your Hands...

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

AS MULHERES E A MATERNIDADE



O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora Fiel e é de autoria de Glória Furman.

Um Propósito Inesperado de Deus para a Maternidade

Por Gloria Furman

Há um problema real, desânimo real e trabalho árduo real que vêm com a maternidade. Dizer “ser mãe não é fácil” é como dizer “chocolate é gostoso”. Isso é óbvio. Basta assistir a uma mãe grávida de nove meses tentando sair do carro sem distender nenhum músculo. Basta ouvir uma mãe compartilhar as dores em seu coração pelo filho que ela está esperando para adotar. Ou peça a uma mãe para lhe dizer seus pedidos de oração. Ser mãe não é fácil.


Mas, algumas vezes, as mães pensam que suas mãos estão ocupadas com inconveniência, trabalho ingrato e futilidade. Manter a perspectiva de que Deus abençoou você abundantemente é uma luta muito real. A luta pela fé não pode ser travada com a ideia caprichosa de que você só precisa ver que “o copo está meio cheio”. A luta por fé deve ser tratada com sensibilidade e graça, e sempre sujeita à inerrante Palavra de Deus e à sua autoridade.

Sei que as lutas, decepções e dores são questões significativas na maternidade, por isso é com toda a seriedade e sinceridade que eu me lembro do que o apóstolo Pedro diz em

1 Pedro 1:3—5

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros

5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

Nasci de novo para uma viva esperança por meio da ressurreição de Cristo, e tenho uma herança incorruptível, imaculada e imarcescível, reservada nos céus para mim. Mesmo que a minha vida seja cheia de angústias e vitórias triunfantes, incógnitas e esperanças, estou sendo guardada pelo poder de Deus mediante a fé, para a salvação a ser revelada no futuro. Pregar o evangelho para mim mesma todos os dias é a melhor maneira de lembrar que a minha vida em Cristo é a realidade principal e permanente em minha vida. A habitação do Espírito Santo conforta minha alma com as verdades da Palavra de Deus.

Quando Jesus me resgatou do inferno, ele também me resgatou para si. Fui poupada de uma eternidade de justo castigo que mereço e foi-me entregue vida para sempre com o meu Salvador. Ele pegou aquele cálice — cheio até a borda com a ira de Deus contra o pecado — e bebeu até a última gota. Então, ele não me entregou de volta um cálice vazio (que por si só já teria sido uma misericórdia indizível). A Bíblia diz que o meu copo não está apenas meio cheio. Por causa de Jesus, o nosso copo está transbordando com as bênçãos de Deus —

Salmos 23:5.

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

Sei que posso não estar livre da próxima fralda cheia que vaza até o chão do meu carro enquanto estou presa no trânsito com crianças chorosas que só querem sair e brincar. Mas, por causa do evangelho, estou livre de ter que responder a esses problemas na forma como a minha carne pecaminosa desejaria — estou fortalecida pela graça porque me foi dada a justiça de Jesus Cristo quando eu, de fato, reajo de forma pecaminosa. Por causa do evangelho, também posso ver as boas intenções de Deus para cumprir suas promessas em mim ao me tornar semelhante a Cristo e me aproximar mais de si mesmo. Essas são apenas algumas maneiras de como é possível considerar o evangelho na vida diária de uma mãe.

Como o evangelho de Jesus Cristo impacta a sua vida de uma forma significativa quando a sua realidade no momento parece ser absorvida pelas coisas mundanas, como acidentes com xixi ou vômito e birras no supermercado?

Qualquer um pode aconselhar você sobre a forma de lidar com essas coisas práticas, tangíveis. Por exemplo, alguém pode sugerir que você compre uma capa de chuva e use-a até que seus filhos estejam no sexto ano escolar. Para abafar suas birras em público, talvez você possa entrar em algum provador de roupas ou banheiro e ter um ataque de raiva em particular. Hein? Você pensou que eu estivesse falando sobre a birra do seu filho no supermercado? Bem, isso é uma coisa completamente diferente!

Mesmo que o seu primeiro filho tenha acabado de ser concebido em seu ventre ou você tenha sido recentemente aprovada para uma adoção, você já pode saborear a bondade de Deus para com você na maternidade.

Quando vejo a maternidade não como um dom de Deus para me fazer santa, mas sim como uma função com tarefas que ficam no meu caminho, estou deixando de ver um dos meios ordenados por Deus de crescimento espiritual em minha vida. Não apenas isso, mas estou deixando de desfrutar Deus. Nenhuma angústia de mãe pode se comparar com a miséria que vem de uma vida desprovida da presença consoladora, encorajadora, protetora, provedora e gratificante de nosso Deus santo.

Quero para mim o que Paulo queria para os seus amados filipenses:

Filipenses 4:9

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.

Quero que a paz de Deus governe a minha maternidade.

Quero para mim o que o autor de Hebreus queria para os seus leitores:

Hebreus 12:14

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Quero viver cada dia da maneira pela qual fui salva por Cristo – isto é, pela graça mediante a fé. Preciso me despojar do velho homem, sendo renovada no espírito do meu entendimento, e me revestir do novo homem criado à semelhança de Deus, em verdadeira justiça e santidade — Efésios 4:20—24. John Owen comentou sobre o papel do evangelho nessa busca: “O que então é a santidade? Santidade não é senão a implantação, escrita e vivência do evangelho em nossas almas — Efésios 4:24.

Essa vida de fé infundida pela graça faria maravilhas na forma como crio os meus filhos, é claro, mas, além disso, ela mantém o meu olhar fixo em Deus. Pode-se dizer que o mandamento mais amoroso na Bíblia é este:

Isaías 40:9

Tu, ó Sião, que anuncias boas-novas, sobe a um monte alto! Tu, que anuncias boas-novas a Jerusalém, ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aí está o vosso Deus!

Quero ser contada entre aqueles que “verão o Senhor”. Quero contemplar o meu Deus!

Fonte: trecho do livro "Sem Tempo para Deus"


Gloria Furman é esposa, mãe, trabalhadora trans-cultural e autora dos livros “Glimpses of Grace”, “Treasuring Christ When Your Hands Are Full.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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