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terça-feira, 1 de março de 2016

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 009



Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato, queremos incentivar que todos possam ler esses artigos e compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

ESTUDO 009 — ESCRIBAS E COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE PRODUZIRAM — PARTE 001

Quando os escribas da Antiguidade escreviam em papiros, eles costumavam usar as fibras horizontais que se encontravam no lado chamado recto — o primeiro lado onde se escrevia na folha de papiro — como linhas de guia para ajudá-los no processo de escrever. Antes de começarem a escrever em papiros, todavia, eles tinham por hábito usar algum instrumento pontiagudo o qual passavam pela superfície do material de escrita para definir melhor as linhas horizontais. Além disso, eles também criavam duas ou mais linha verticais com o objetivo de marcar as margens e separar as colunas. Em muitos manuscritos feitos em papiro é possível vermos essas linhas até os dias de hoje. Também é possível notarmos as marca dos alfinetes colocados nas extremidades onde as linhas seriam traçadas, quando o material de escrita era o couro de animais, chamado de vellum ou pergaminho. Por mais incrível que pareça, existe uma ciência dedicada exclusivamente a estudar as formas das alfinetadas nos materiais de escrita.

Diferentes escolas de escribas empregavam os mais diversos métodos para traçar suas linhas a ponto de, ocasionalmente, permitir aos estudiosos modernos determinar a origem dum manuscrito recém-descoberto com base no tipo de linhas traçadas, quando as mesmas são comparadas com outros manuscritos cujo lugar de origem está, comprovadamente, estabelecido. Mas essa tarefa não é tão simples como parece, porque já foram identificadas várias centenas diferentes de se traçar as linhas.[1]

Outro aspecto relevante aqui é que, como o lado onde ficavam os pelos no couro animal era sempre mais escuro que o lado onde ficava a carne descobriu-se que os leitores dos manuscritos compostos sobre couro de animais, gostavam mais da página escrita sobre o lado da carne, do que o lado escrito sobre o lado do pelos. Desse modo, os escribas encarregados de montar os cadernos com as folhas antes de serem costuradas, cuidavam para que duas folhas escritas sobre o lado dos pelos fossem espelhadas o mesmo acontecendo com o lado das folhas escritas sobre o lado da carne. Somente depois que esse processo era cuidadosamente finalizado é que o caderno estava, então, pronto para ser costurado. Essa característica dos pergaminhos que conhecemos como códices — ou formato de livro — foi descoberta por Caspar R. Gregory perto do final do século XIX.

Pelo que sabemos hoje, na Antiguidade existiam dois estilos de grego manuscrito usado de forma geral. Primeiro temos a chamada forma cursiva ou escrita corrida que podia ser rapidamente produzida. Tal forma de escrita era utilizada em documentos não literários usados no dia a dia, tais como: cartas, registro contábeis, recibos, petições, escrituras e outros documentos assemelhados a esses. Nessa forma de escrita era comum o uso de contrações e abreviações em caso de palavras repetidas com frequência, como os artigos definidos e certas preposições.

Por outro lado, obras literárias eram grafadas numa escrita mais formal, que foi chamada de uncial. Essa escrita, que corresponde ao que chamamos de letras maiúsculas em nossos dias era padronizada e, cada letra costumava ocupar 1/12 da linha numa determinada coluna. De acordo com os estudiosos que tiveram a oportunidade de ver e trabalhar com esses manuscritos os mais belos dentre eles são os manuscritos produzido em unciais entre o III e VI século. Com o passar do tempo, entretanto, o belo estilo adotado nesses livros feitos de pergaminho ou pele de animais, foi deteriorando até tornar-se algo grosseiro e desajeitado. Desse modo, no início do século IX foi iniciada uma reforma na forma da escrita. A forma cursiva foi adotada e a mesma é conhecida pelo termo minúsculas.  Essa forma passou a ser a única utilizada na produção dos livros a partir do século IX. Essa reforma tem sido, geralmente, atribuída a um grupo de monges eruditos que trabalhavam num mosteiro em Constantinopla. Todavia, em tempos mais recentes, tal reforma tem sido atribuída ao trabalho de estudiosos humanistas que se encontravam em Constantinopla, com a intenção de reviver a cultura clássica durante a época conhecida como a segunda onda iconoclasta. Essa maneira reformada de escrever o cursivo foi imediatamente adotada através de todo o mundo grego. A única exceção foram alguns livros litúrgicos que continuaram a ser produzidos em unciais durante cerca de dois séculos. Desse modo, todos os manuscritos do Novo Testamento se encontram nessas duas, bem definidas, categorias:

1. Os manuscritos mais antigos foram produzido em caracteres chamados de unciais.

Cópia do Códice Sinaiticus do IV século grafado com UNCIAIS. Bíblia inteira

2. Os manuscritos menos antigos — mais recentes — foram produzidos em caracteres chamados de minúsculos.


Cópia de manuscrito composto em letras minúsculas e cursivas contendo os quatro evangelhos


A vantagem de produzir manuscritos usando o formato cursivo deve ser óbvia para todos. As letras minúsculas, como o próprio nome sugere, eram menores que os caracteres unciais, o que permitia uma escrita mais compacta, economizando o precioso material de escrita. Desse modo, os livros produzidos eram menores, mais leves, mais fáceis de serem manuseados e mais baratos, tanto no que diz respeito ao custo de produção como também, quanto a valor final em que eram comercializados. Outra vantagem é que a escrita cursiva permitia uma produção mais veloz dos livros quando comparada com a demorada produção de unciais, que tinham que ser produzidos letra por letra. Também não deve ser difícil entendermos que a mudança na forma de escrever, de unciais para a forma cursiva, teve um profundo impacto na tradição textual da Bíblia em grego.

A partir do século IX a posse de cópias das Escrituras — em seu todo ou em partes — ficou acessível, até mesmo para pessoas de poucas posses. Durante os séculos em que os livros eram produzidos exclusivamente em unciais, as pessoas de posses limitadas tinham que contentar-se com o acesso a livros de terceiros ou de bibliotecas, desde que existisse uma próxima. Dessa maneira, a produção massiva de livros grafados com caracteres cursivos teve um papel da maior importância na difusão da literatura clássica em geral, e da literatura Bíblica em particular. A quantidade de manuscritos produzidos em caracteres minúsculos ultrapassou o número total de manuscritos grafados em unciais, numa razão superior a 10 contra 1. Isso, junto com a destruição dos manuscritos mais antigos pelo simples passar dos anos, serve para explicar a grande disparidade que existe entre a quantidade de manuscritos unciais e cursivos. Algumas pessoas em nossos dias gostam de argumentar que Deus preservou sua palavra na quantidade maior de manuscritos, contra os que defendem — como esse escriba aqui — que os manuscritos mais antigos — antiguidade — refletem melhor os autógrafos originais devido à proximidade com os mesmos.

CONTINUA...

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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Lake, Kinsopp. Dated Greek minuscule manuscripts to the year 1200, in Monumenta palaeographica vetera. American Academy of Arts and Sciences, Cambridge, 1934 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 007



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ESTUDO 007 — ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

O ARQUÉTIPO

O arquétipo é o ancestral direto do qual um grupo de cópias manuscritas é derivado. Como exemplo, podemos dizer que: Dabs1 e Dabs2 foram copiado do manuscrito D/06 — Claromontanus. Sendo assim, o manuscrito maiúsculo D/06 — Claromontanus é o arquétipo dos grupos D/06, Dabs1 e Dabs2.

 Na maioria dos casos, infelizmente, o arquétipo de um determinado grupo de manuscritos encontra-se perdido. Mas isso não quer dizer que tal documento não exista, mas apenas, que não temos conhecimento do mesmo. Como exemplo do que estamos citando, podemos dizer o seguinte: Nós não temos o arquétipo da chamada Família 1 ou da Família 13, e muito menos algo tão vago como o chamado Texto Alexandrino — o qual é possível que nem tenha tido um arquétipo, uma vez que tipos textuais são coleções de leituras diversas, soltas o suficiente, onde nem todo manuscrito pertencente ao grupo ou Família guarda qualquer relação de proximidade com um possível arquétipo.

Por outro lado, quando analisamos as obras clássicas da Antiguidade é, geralmente possível, identificar o arquétipo de algumas e até mesmo de todas as cópias sobreviventes. Da obra de Ariano sobre Alexandre, o Grande da Macedônia, existem 40 manuscritos. Todos eles têm uma lacuna óbvia, exatamente no mesmo ponto — no livro 8. Por outro lado temos o seguinte fato: no manuscrito Viena História da Grécia 4 notamos a falta de uma página quem corresponde, exatamente à lacuna que temos notados nos manuscritos citados logo acima. Desse modo, podemos dizer que esse manuscrito — Viena — é o arquétipo de todas as cópias sobreviventes do manuscrito produzido por Ariano.

Por outro lado temos alguns casos excepcionalmente raros, onde é possível determinar o arquétipo mesmo diante do fato do mesmo estar perdido. No caso específico que desejamos discutir, estamos falando do fato que todas as cópias existentes da Vida dos Doze Césares de Suetônio não têm, por exemplo, as páginas iniciais da vida de Júlio César. Partindo desse fato e de outras evidências, incluindo material suprido por editores diversos, citações e dados de catalogação da obra, é aparentemente possível provar que todas as cópias mencionadas fazem referência ao perdido Código Fuldensis.

Todas as situações citadas nesse artigo servem para nos ensinar a diferença que existe entre autógrafos e arquétipos. Outro exemplo é a obra produzida Geoffrey Chaucer, conhecida como Boece e baseada na obra de Boetius A Consolação da Filosofia. Nós temos um bom conhecimento das fontes latinas e também das versões francesas pelo que Chaucer nos informa. Nós sabemos que Chaucer traduziu o texto para o latim de forma literal, na maioria das vezes. Com isso, nós podemos reconstruir seu autógrafo original com bastante precisão. Assim, podemos provar que o arquétipo existente das cópias sobreviventes foi simplificado em diversos pontos.

É possível falarmos de arquétipos para o texto do Novo Testamento. Mas temos que entender que quando falamos de arquétipos não estamos nos referindo aos autógrafos. Analise a estrutura a seguir
          A
          |
          B
          |
          C
          |
 -------------------
 |     |     |     |
 D     E     F     G
Levando em conta que todas as cópias sobreviventes são descendentes de D, E, F e G. Nesse caso o autógrafo é A, mas o arquétipo é C. Todos os manuscritos sobreviventes são descendentes diretos de C, com A distante um número impreciso de gerações. É digno de nota que a crítica textual é capaz de reconstruir o caminho direto que nos conduz até C. Quanto ao autógrafo A não está disponível nem ao nosso alcance, e todas as diferenças que podemos encontrar entre A e C só podem ser reconstruídas por meio de “emendas”. Falaremos mais acerca disso quando analisarmos a Crítica Textual Clássica.

Diante desse fato deve ficar claro que não podemos reconstruir todos os ancestrais de nenhuma parte do Novo Testamento com todos seus pequenos detalhes. Mas já desenvolvemos o conhecimento necessário para nos aproximar bastante desse alvo. Já no século XIX os estudiosos do grego do Novo Testamento Westcott e Hort, por exemplo, propuseram a seguinte estrutura de raiz —

              Autógrafo
                  |
       ---------------------
       |                   |
       D                   E
       |\                 /|
       | \               / |
       |  \             /  |
       |   \           /   |
       |    \         /    |
       |     \       /     |
       |      \     /      |
       |       \   /       |
       |        \ /        |
       |         |         |
     Texto     Texto      Texto
  Alexandrino Bizantino Ocidental
Todavia, devemos ter a capacidade de notar que não existe meio de separar o esquema acima desse outro abaixo —

              Autógrafo
                  |
                  B
                  |
                  C
                  |
       ---------------------
       |                   |
       D                   E
       |\                 /|
       | \               / |
       |  \             /  |
       |   \           /   |
       |    \         /    |
       |     \       /     |
       |      \     /      |
       |       \   /       |
       |        \ /        |
       |         |         |
     Texto     Texto      Texto
  Alexandrino Bizantino Ocidental

De fato, Westcott e Hort suspeitavam da existência de algumas cópias que já existiam antes de recuperarmos as cópias que hoje temos por mais antigas. Eles deixaram isso bem claro em várias anotações feitas no Texto Grego do Novo Testamento que publicaram.

CONTINUA....

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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A BÍBLIA SAGRADA É A PLAVRA DO DEUS VIVO E VERDADEIRO




TODA PESSOA deve amar a Bíblia. Toda gente deve lê-la assiduamente. Todos devem esforçar-se por viver seus ensinos. A Bíblia precisa ocupar o centro da vida e da atuação de cada igreja, e de cada púlpito.

O ÚNICO MISTER DO PÚLPITO É O ENSINO SIMPLES E EXPOSITIVO DA PALAVRA DE DEUS[1]

Recentemente comecei a ler o livro de Daniel P. Fuller intitulado, a Unidade da Bíblia. É muito difícil eu falar de algum livro de modo tão direto assim, porque não queremos dar a impressão nem que estamos promovendo tal livro, nem que estamos sugerindo que nossos leitores comprem o mesmo.

Mas Fuller trata, a seu próprio modo, de muitas das acusações que são costumeiramente lançadas em nossa direção, atacando a Bíblia e a Fé Cristã. A maioria das acusações modernas — do século XVIII em diante — dizem respeito aos seguintes pontos:

1. A Bíblia foi escrita por homens. OK! Talvez alguns dos nossos críticos gostariam que a mesma tivesse sido escrita por lesmas ou lagartas! Talvez, desse modo, seria mais fácil aceitar que a mesma é a verdadeira Palavra de Deus. Vamos falar sério, vai. É claro que foi por homens. Os seres humanos são os únicos criados à imagem e semelhança de Deus e os únicos seres com capacidade de se expressar de forma escrita. Portanto, Deus usou sim seres humanos.


Atanásio de Alexandria - concepção artística

2. A Igreja manipulou os textos originais — normalmente se referem à Igreja Católica Romana — apesar do Cânon do Antigo Testamento ter sido finalizado pelos estudiosos Judeus na cidade de Jâmnia por volta do ano 90 d. C. e o Cânon do Novo Testamento ter sido finalizado em uma compilação feita por Atanásio de Alexandria, que viveu entre os anos 296—373 d.C, em sua tradicional carta pascal do 367. Portanto peço desculpas aos que acham que foi a Igreja Católica quem decidiu que livros deveriam fazer ou não parte do Cânon do Novo Testamento. É óbvio que a lista de Atanásio, que difere da forma tradicional como temos os livros organizados em nossas Bíblias modernas, não foi uma decisão particular de sua parte e sim um reflexo do que já era considerado consenso pela verdadeira igreja espalhada por toda a Bacia do Mediterrâneo. É importante destacarmos que Atanásio lista exatamente os mesmos 27 livros que temos em nossos Novos Testamentos. Outro fator importante aqui, é que a tal da “Igreja Romana”, que ainda não existia, não tinha como manipular os textos, já que por esses dias — século IV — já existiam muitas cópias dos livros do Novo Testamento, inclusive em outros idiomas, além do grego”. Ver o item 5 adiante.

3. É muito importante que os leitores em geral, mas os cristãos em particular, tenham conhecimento dos seguintes fatos históricos, antes dos primeiro espalharem mentiras acerca de coisas que não entendem e os segundos sintam-se acuados, porque pensam que as acusações mentirosas possuem algum valor.

4. O material escrito e que poderia, eventualmente, fazer parte do cânon tem sido catalogado da seguinte forma por vários séculos agora:

a. Livros autênticos que se autovalidaram pelo conteúdo ou por conhecer-se seu verdadeiro autor.

b. . Livros Apócrifos ou escondidos que foram e continuam sendo descobertos aqui e ali, e que, normalmente, trata-se de literatura romanceada e muito distante dos fatos que pretendem narrar.


Cópia fragmentada do pseudoepigráfico Evangelho de Tomé

c. Livros pseudoepigráficos que são uma volumosa coleção de materiais produzidos em diversos idiomas, mas cujo o verdadeiro autor não é quem o livro apresenta como autor. Normalmente esses livros poderiam ser classificados numa espécie de “Biblioteca de Literatura Fantástica”, que é, por sinal, de onde Hollywood retira a vasta maioria dos roteiros de seus filmes que falam de demônios, anjos, anjos caídos e coisas do gênero. Quando a igreja resolveu dispensar esses livros o fez porque os mesmos não tinham nada que pudesse justificar sua inclusão no Cânon das Sagradas Escrituras. 

Talvez o exemplo mais marcante que podemos oferecer e um dos meus favoritos é uma passagem do chamado “Evangelho de Tomé”, um livro sem a mínima condição, mas que muitos “estudiosos” fazer questão de afirmar que o tal evangelho deveria, com certeza, pertencer ao corpo de Evangelhos do Novo Testamento. De que jeito se o pseudo autor escreveu pérolas como essas: por favor note que: Simão = Simão Pedro, Jesus = o Próprio e Maria = Maria Madalena. Segue o texto de falso Tomé:

114 Simão Pedro disse a eles: "Maria deveria deixar-nos, pois as mulheres não são dignas da vida". Jesus disse: "Eu a guiarei para fazer dela homem, de modo que também ela possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vocês homens. Pois toda mulher que se torna homem entrará no reino do céu".

Ora isso não passa da mais grossa misoginia. Como poderiam nossos irmãos permitir que tal idiotice fosse colocada ao lado da sobriedade de Marcos ou da sublimidade de João? Vamos falar sério.

5. Outra acusação muito comum é que os textos originais foram manipulados por pessoas sem escrúpulos que inventaram o Novo Testamento. Mas quanta bobagem reunida numa única frase. Leia para aprender: cada cópia, seja total ou parcial do Novo Testamento, ou de um grupo de livros, como os Evangelhos ou as Epístolas de Paulo, ou até mesmo um único livro ou fragmentos de toda natureza, são chamados de “testemunhas”, porque elas dão testemunho que existiu outro documento que as antecedeu e do qual tais testemunhas foram copiadas. Agora, aqui vai o que a maioria das pessoas não sabe e os críticos se aproveitam para infiltrar suas mentiras:


a. Existem catalogados hoje em dia perto de 11000 testemunhas referentes ao Texto do Novo Testamento. Tais testemunhos vão desde Novos Testamentos completos do século IV — anos 300 — até pequenos fragmentos de papiros, alguns datados do primeiro século da era cristã. Se você não prestou atenção o número original foi de 11000. Isso quer dizer apenas uma coisa: NÃO EXISTE NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE NENHUM OUTRO DOCUMENTO DA ANTIGUIDADE QUE SEJA TÃO BEM ATESTADO QUANTO O NOVO TESTAMENTO. Mesmo assim ainda tem muitos idiotas que preferem duvidar. Bem, fazer o quê?

b. Como contrapartida eu gostaria de lhes oferecer o seguinte acerca do meu compatriota Heródoto, que teria vivido entre 484—425 a.C., e é considerado o Pai da História. Heródoto produziu uma grande narrativa história da antiguidade. Sabe quantas cópias existem da obra de Heródoto: 49 fragmentos de papiro e algo perto de 60 manuscritos não feitos de papiro. Agora vem a parte mais interessante da comparação. O documento mais antigo que temos acerca do material atribuído a Heródoto é do século X d.C. Ou seja, está distante cerca de 1400 anos dos fatos que pretende narrar.

Codex Sinaiticus


Códex Vaticanus

c. Enquanto isso nós temos dois códices ,  material em forma de livro, contendo o Novo Testamento inteiro — datados do século IV — anos 300: o Código Vaticano e o Código Sinaítico — portanto, muito próximos dos eventos que narram se levarmos em conta que o apóstolo João viveu até perto do ano 100 d.C. É claro que maioria das pessoas não sabem esses fatos e eu tenho dúvidas que até mesmo muitos historiadores conheçam tais detalhes, já que manuscritos bíblicos não é mesmo a praia deles.

6. Outra questão levantada pelos críticos são as alegadas contradições encontradas na Bíblia. São tantas que para respondê-las foram necessários inúmeros volumes, mas nada ficou sem resposta. Mas tais alegadas contradições não passam de uma grande bobagem porque tais pessoas nunca leram a Bíblia com seriedade, nem se preocupara em entender, realmente, o que está escrito. Uma idiotice típica repetida inclusive por um notório pastor é de que nem todos morreram no dilúvio como a Bíblia afirma, mas que certos gigantes conseguiram escapar ao dilúvio ou que o mesmo não teria sido global. Um leitor defensor do espiritismo me escreveu sob o título “A Farsa da Bíblia”, trazendo as acusações de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos – risos – e também de como a Bíblia está errada ao afirmar que todos os seres humanos pereceram no dilúvio, com as exceções conhecidas. de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos - risos. Gostaríamos de responder a esses tipos de tolices, algo que é muito fácil de fazer quando se conhece as Escrituras Sagradas e se confia que elas são a Verdadeira Palavra do único Deus Vivo! Bem vamos por parte:

Para os que têm duvidas quanto ao fato se o dilúvio foi global ou não, recomendamos:
a. Primeiro a leitura os versos bíblicos abaixo:

Gênesis 6:12—13

12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.

13 Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.

Gênesis 7:1

1  Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.

Gênesis 7:17—23

17 Durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra; cresceram as águas e levantaram 
a arca de sobre a terra.

18 Predominaram as águas e cresceram sobremodo na terra; a arca, porém, vogava sobre as águas.

19 Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu.

20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.

21 Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e todo homem.

22 Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

23 Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.

Gênesis 8:15—16

15 Então, disse Deus a Noé:

16 Sai da arca, e, contigo, tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos.

b. Diante disso, independentemente de quem quer que seja ou do que se afirme, o fato é que os únicos sobreviventes humanos depois do dilúvio foram Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles.

 A Tábua das Nações conforme Gênesis 10

c. Gênesis capítulo 10 — geralmente chamado de “A TÁBUA DAS NAÇÕES“ descreve como as gerações dos filhos de Noé se espalmaram pela terra. Temos que nos lembrar que antes do dilúvio, bem como imediatamente após o mesmo, havia muito casamento entre membros de uma mesmo família, inclusive de primeiro grau. Os que sobreviveram ao dilúvio, certamente traziam em seu DNA informações acerca dos gigantes, portanto, os mesmo voltaram a aparecer aqui e ali por meio das relações sexuais naturais entre homens e mulheres. Nenhum gigante sobreviveu ao dilúvio, mas pessoas levando informações sanguíneas para reproduzi-los, sobreviveram ao dilúvio, dentro da arca é claro! Portanto é conveniente parar de falar bobagem e ver chifre na cabeça de cavalo. Os gigantes que são mencionados após o dilúvio — que não são tantos assim — são descendentes dos descendentes dos filhos de Noé.

d. Em segundo lugar, quanto ao dilúvio recomendamos a leitura do nosso artigo acerca desse tema que poderá ser visto por meio desse link aqui:


Isso é apenas uma pequena forma de como podemos provar que Bíblia é a Palavra de Deus e deixar bem evidente a desonestidade intelectual daqueles que se levantam para atacá-la sem conhecer o suficiente das ciências bíblicas, das ciências em geral e da história, em particular.

Cada página da Bíblia e cada Palavra nela registrada trás a marca inconfundível do seu inspirador: o Espírito Santo. Por isso, ela é A PALAVRA DE DEUS.

7. Outra coisa que percebemos ser muito comum é a tentativa de comparar as Escrituras Sagradas do Deus da Bíblia com outras escrituras de outras religiões. O abismo é tão grande quando colocadas lado a lado que nos perguntamos como é que as pessoas têm coragem de propor tais ideias? Em outros artigos pretendemos comparar a Bíblia com os escritos do islã e do hinduísmo.

8. Todas as acusações que dizem que a Bíblia copiou suas histórias, especialmente do início do livro de Gênesis, de outras religiões foram provadas falsas e o texto bíblico é geralmente reconhecido como sendo mais antigo que aqueles textos que supostamente teriam sido copiados pelos seus escritores. Ah, sim, muitos irão alegar que apesar das cópias existentes serem mais recentes que o material bíblico, os originais que estão perdidos certamente eram mais antigos que a Bíblia. Mas como esses originais não estão aí, então nada pode ser provado. Mas todos são livres para acreditarem no que quiserem. Para os que tiverem interesse em aprofundar essas questões gostaríamos de sugerir uma leitura continuada de nossos artigos onde expomos o Livro do Gênesis. O primeiro artigo dessa série poderá ser acessado por meio desse link e dentro de cada estudo existem links para outros estudos na sequência:

001 – Introdução e Esboço do Livro do Gênesis


Nesse material nos discutimos acerca das histórias bíblicas copiadas por outras culturas e deixamos provada a maravilhosa revelação de Deus. Um único exemplo deve bastar: enquanto as culturas ao redor de onde o povo de Deus se originou no Antigo Testamento — incluindo grandes civilizações — adoravam o sol e a lua como verdadeiras divindades, o Deus da Bíblia inspirou Moisés a não usar os nomes tradicionais pelos quais o sol e a lua eram conhecidos, inclusive como divindades, mas chamá-los apenas de “luzeiros”. É isso mesmo: “luzeiros”. Objetos criados pelo Deus todo poderoso e não divindades de nenhuma forma ou espécie. Ou seja, quando Moisés grafou essas palavras ele desmoralizou com todos os sacerdotes e o com todos os adoradores do sol e da lua. Veja com seus próprios olhos o que a Bíblia diz, enquanto os povos ao redor se curvavam diante do Sol e da lua:

Gênesis 1:14—18

14 Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.

15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.

16 Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.

17 E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,

18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.

Note que em nenhum momento no texto acima Moisés faz qualquer menção ao sol ou à lua, para não dar a ideia de que ele também achava que esses seres criados eram alguma espécie de divindades. Isso é proposital da parte de Moisés, porque sua intenção era humilhar os tolos e exaltar a glória do Deus Todo-Poderoso na Criação.

A Bíblia é o único livro que conhecemos que chama para si mesma a prerrogativa de ter sido escrita pelo próprio Deus. Por isso não se engane, nem duvide: A BÍBLIA É MESMO A PALAVRA DE DEUS.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

O material acima, como já havíamos definido nos comentários do artigo A Farsa do Espiritismo - ver aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/01/a-farsa-do-espiritismo.html

é nossa resposta a um ridículo copiador que se esconde por trás do nome Ben Hur que retirou seu material de um, das centenas de sites anticristãos que copiam e copiam, ad infinitum, os materiais publicados uns pelos outros. O material copiado pelo tal Ben Hur segue abaixo, indicando inclusive a fonte de onde ele copiou suas tolas mentiras, devidamente respondidas em nosso artigo acima:

A Farsa da Bíblia

O cristianismo(*), assim como a Bíblia, é um embuste. O imperador Constantino (272 a 337) e um grupo de pessoas extremamente ambiciosas apossaram-se e distorceram a mensagem crística, passada a nós através de uma filosofia de vida ensinada por Yeshua, e criaram o cristianismo, atualmente difundido no mundo inteiro, e a “Palavra de Deus” dentro dos moldes da fé romana, adulterando textos, documentos históricos, removendo, acrescentando ou mantendo o que lhes era conveniente, e etc.
Toda farsa tem contradições e a Bíblia é cheia delas.

Além das múltiplas interpretações de alguns trechos, a Bíblia tem muitas contradições. Isto é um fato. Basta ler com atenção e raciocinar, para ver as contradições claramente. Por exemplo:

1) Gn 7:21-23 afirma que todos os seres viventes pereceram no Dilúvio, exceto os que estavam na arca de Noé. Nm 13:33 narra o relatório feito pelos espiões de Moisés na “terra prometida”, Canaã. Segundo este trecho, eles viram gigantes. A história de Moisés ocorrera muito tempo depois do Dilúvio, depois da Terra ter sido renovada e repovoada, segundo o Velho Testamento. Segundo o livro de gênesis, existiam gigantes antes do Dilúvio, mas eles não foram escolhidos para sobreviverem na arca e Deus matou todos os seres viventes que existiam sobre a face da Terra. Porém, quem estava na arca escapou. Isto quer dizer que apenas os familiares de Noé e os animais da arca sobreviveram e repovoaram a Terra. Mas Noé não era gigante ou descendente de um, nem nenhum de seus familiares. A lógica seria a não existência de gigantes após o Dilúvio, mas na época de Moisés existiam gigantes, segundo o livro de números. Isto é uma contradição;

(*) Trata-se do “cristianismo” propalado pelas inúmeras facções que se fundamentam e seguem exclusivamente a Bíblia: Catolicismo e protestantismo (pentecostais e neopentecostais, vulgos evangélicos). A Bíblia é um embuste como Palavra de Deus, ou seja, a Bíblia é um livro rico em histórias, fábulas e trechos que a invalidam como Palavra de Deus. As demais religiões abraâmicas e suas escrituras também se enquadram neste contexto

Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/41787--QUIMERA


[1] Halley, Henry H. Manual Bíblico. Edições Vida Nova, São Paulo, 1998,