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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E OS MICRÓBIOS

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O artigo abaixo foi publicado no site do DCM.

Micróbios, outra má notícia da mudança climática.
Por José Eduardo Mendonça

Por que novas técnicas de estudo das comunidades de micróbios de solo revelam motivos sérios de preocupação? Porque, se eles não se adaptam ao aquecimento global, vamos ter muitos problemas, como a produção de alimentos, por exemplo.

Uma visão mais próxima do problema ocorreu durante estudo de cientistas do Pacific Northwest National Laboratory, nos EUA. Em 1994, coletaram amostras de solo de locais úmidos e altos e os levaram para lugares mais quentes e secos, e vice versa. Voltaram aos locais em 2011 e examinaram mais uma vez os micróbios de solo.

O que descobriram foi que eles não tinham se adaptado muito para viverem em seus novos habitats. Um achado muito importante, em um mundo bagunçado pela mudança do clima.

“Estes micróbios de alguma forma perderam a capacidade de se adaptarem a novas condições”, diz Vanessa Bailey, um dos autores do estudo publicado este mês no PLOS One. Não era isso que os cientistas tinham previsto, o que coloca em questão “a resiliência de todo o meio ambiente em relação à mudança do clima. A comunidade microbiana é a base desta resiliência”.

Como já está acontecendo, a mudança do clima está provocando eventos extremos do tempo, caso de longas secas, e a incerteza quanto ao comportamento dos micróbios, segundo se revelou, é particularmente alta em ecossistemas secos, nos quais pequenas mudanças nas chuvas podem influenciar a atividade biológicas, com efeitos globais.
Conhecemos muito as dificuldades por que passam seres como ursos do Ártico e pinguins da Antártica, mas é muito mais difícil entender o que acontece com o microbioma planetária em solo e água, com um quatrilhão de um quatrilhão de organismos, estima a Scientitic American.

Micróbios movem o mundo. Perpetuam a vida na Terra, fornecem diversos serviços de ecossistemas e servem como proteção contra mudanças ambientais.

Parte destas funções podem ser perdidas com o aquecimento. Há mais: com o derretimento do permafrost (solo do Ártico) os micróbios estão transformando vegetação antes congeladas em gases de efeito estufa, com consequências assombrosas.

Quase 20 por cento da superfície terrestre é coberta por permafrost. Ele armazena tanto CO2 quanto o que existe nas plantas e atmosfera. Imagine o que aconteceria com a liberação disso tudo.

Complicado estudar este mundo de criaturas minúsculas. Em um grama de solo existem talvez um bilhão delas, com milhares de espécies diferentes. E cerca de 10 por cento delas são conhecidas. Esta é uma das razões da aceleração do estudo deste universo misterioso.

O esforço é global. Há um projeto chamado Projeto de Microbiomas da Terra, para coletar amostras de micróbios de todo o planeta, e ainda a Iniciativa Global de Biodiversidade do Solo, focada na preservação dos serviços de ecossistemas saudáveis, como por exemplo lugares onde a agricultura é viável.

No caso da agricultura, a capacidade de os micróbios fixarem o nitrogênio na terra, permitindo o crescimento de plantas, fica cada vez mais comprometida. A ciência corre para evitar o desastre. Como ocorre com tantas outras ameaças para a humanidade decorrentes de um estado de coisas que ela mesma criou, resta saber se teremos tempo.

Sobre o Autor

José Eduardo Mendonça

José Eduardo Mendonça passou por importantes órgãos da imprensa brasileira, como Exame, Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo, na qualidade de repórter, editor ou diretor. Nos últimos anos, tem escrito sobre a questão do meio ambiente e sustentabilidade, para falar de, e atentar sobre as ameaças causadas por humanos ao planeta. Seu blog é o GreenLight (zeeduardomendonca.wordpress.com).

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 28 de abril de 2015

MARAVILHAS DA CRIAÇÃO DE DEUS NA AMAZÔNIA


 
Reduzir a zero o desmatamento já não é suficiente para garantir segurança ao sistema

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista EXAME e é de autoria de Vanessa Barbosa.

5 poderes incríveis (e ameaçados) da Amazônia sobre a água

Vanessa Barbosa

Amazônia

Uma máquina ambiental magnífica

São Paulo – Parte da origem da crise hídrica que assola a região Sudeste pode encontrar-se muito além da visível falta de planejamento do poder público e do mau humor de São Pedro — há mais 2000 quilômetros de distância, no desmatamento e na degradação da Amazônia.

É o que sugere um relatório que sintetiza, pela primeira vez, cerca de duzentos dos principais estudos e artigos científicos sobre o papel da floresta amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e na exportação de serviços ambientais para regiões distantes.

Conduzido pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a pedido da Articulación Regional Amazónica (ARA), o estudo “O Futuro Climático da Amazônia” revela os poderes invisíveis desta máquina de regulação ambiental, chamada pelos cientistas de “oceano verde”, e os impactos de sua destruição.

“As florestas tropicais são muito mais que uma aglomeração de árvores, repositório passivo de biodiversidade ou simples estoque de carbono. Sua tecnologia viva e dinâmica de interação com o ambiente lhes confere poder sobre os elementos, uma capacidade inata e resiliente de condicionamento climático. Elas condicionam o clima que lhes favoreça, e com isso geram estabilidade e conforto, cujo abrigo dá suporte ao florescimento de sociedades humanas”, define Nobre.

Como o clima interage com a vegetação, a mudança de um gera efeito no outro. Dessa forma, o ataque implacável da motosserra na floresta é capaz de alterar sobremaneira o mecanismo das chuvas. Sem precipitação, a floresta pega fogo. O fogo consome tudo o que há pela frente, incluindo as árvores grandes, tão necessárias para a manutenção do equilíbrio hidrológico.

Segundo o pesquisador, reduzir a zero o desmatamento já não é suficiente para garantir segurança ao sistema. É preciso recuperar tudo aquilo que foi ceifado, o que não é pouco: no Brasil significa uma área de 763 mil Km2, o que equivale a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.
Conheça a seguir cinco descobertas importantes para a chamada “ecohidrologia” amazônica, conforme o relatório:


Amazônia

1. A floresta jorra volumes colossais de água para a atmosfera

O primeiro poder da floresta amazônica é sua capacidade de manter o ar sempre úmido e em movimento, levando chuvas para o interior do continente, em áreas até 3 mil quilômetros distantes dos oceanos. Isso só é possível graças à capacidade inata das árvores de transferir volumes colossais de água do solo para a atmosfera através da transpiração.
Segundo a pesquisa, uma árvore grande pode bombear do solo e transpirar mais de mil litros de água num único dia. Considerando a transpiração de todas árvores da bacia amazônica, são 20 bilhões de toneladas de água por dia, ou 20 trilhões de litros! Na ponta do lápis, as árvores jorram para atmosfera mais água do que o rio Amazonas despeja no oceano, cujo volume é estimado em 17 bilhões de toneladas ao dia.


Nuvens de chuva prenunciam tempestade

2. Ajuda a formar nuvens "carregadas"

O segundo poder da floresta amazônica na regulação das chuvas é a capacidade de formar nuvens “carregadas” mesmo tendo acima de si ar limpo como a atmosfera dos oceanos.

É que, segundo o estudo, as árvores emitem uma espécie de aroma que, numa atmosfera úmida e na presença da radiação solar, formam uma poeira finíssima com afinidade pela água. São os núcleos de condensação das nuvens. Essas sementes de “nucleação” carregadas de vapor provocam as chuvas fartas das nuvens baixas.


Desmatamento na Amazônia

3. Garante chuva (mesmo em tempo de seca)

A formidável resistência a condições externas desfavoráveis e a competência em manter o adequado funcionamento do ciclo hidrológico, à despeito de secas, são o terceiro segredo da floresta. Tal capacidade pode ser entendida pela nova teoria da “bomba biótica”. Funciona assim: a transpiração das árvores associada à formação das nuvens e chuvas leva a um rebaixamento da pressão atmosférica sobre a floresta, que suga o ar úmido sobre o oceano para dentro do continente, mantendo as chuvas em quaisquer circunstâncias.

Em tempos de seca, segundo o estudo, as árvores grandes e com raízes profundas têm acesso a grande quantidade de água subterrânea. Com essa vantagem, executam um programa para manter ou até mesmo aumentar a transpiração.

“Ao contrário, se a floresta for removida, o continente terá muito menos evaporação do que o oceano, com a consequente redução na condensação, o que determinará uma reversão nos fluxos de umidade, que irão da terra para o mar, criando um deserto onde antes havia floresta”, diz a pesquisa.

Rio Amazonas e o Oceano Atlântico vistos do espaço

4. Exporta rios aéreos para outras regiões

A floresta também é extremamente generosa. Ela não guarda toda a umidade para si mesma, exportando vapor de água para outros países e regiões do Brasil. É este quarto segredo que explica porque a porção meridional da América do Sul, a leste dos Andes, não é desértica, como áreas na mesma latitude, a oeste dos Andes e em outros continentes. Noutras palavras, a Amazônia é a verdadeira cabeceira dos mananciais aéreos da maior parte das chuvas na América do Sul.

Devido ao efeito da floresta na movimentação da umidade e também da imensa barreira de 6 km de altura da cordilheira dos Andes, os rios voadores amazônicos fazem curva no Acre e, durante o verão, passam por cima de nossas cabeças carregando umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa doação ajuda a garantir equilíbrio hídrico no quadrilátero mais afortunado do país, centro da produção agrícola e industrial, mesmo após a devastação de 90% da Mata Atlântica.

Imagem da NASA mostra o tufão Vongfong iluminado pela lua

5. É um "freio" para eventos extremos

Além de todos os outros serviços que a floresta presta ao clima, ela ainda oferece um seguro contra eventos climáticos extremos, atenuando a concentração de energia nos ventos. Este quinto segredo é a razão pela qual a região amazônica e oceanos próximos não fomentam a ocorrência de fenômenos atmosféricos como furacões e outros eventos climáticos extremos.

Segundo o estudo, a atenuação da violência atmosférica tem explicação no efeito dosador, distribuidor e dissipador da energia nos ventos, exercido pelo rugoso dossel florestal (resultado da sobreposição dos galhos e folhas das árvores) e pelo feito da “bomba biótica”.

“A vasta cobertura florestal impede concentração de energia dos ventos em vórtices destrutivos, enquanto o esgotamento de unidade atmosférica pela remoção lateral de cima do oceano priva as tempestades do seu alimento energético (vapor de água) nas regiões oceânicas adjacentes”, explica a pesquisa.

O artigo original do site da EXAME poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Salmos 77:12

Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.

Salmos 86:8

Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.

Salmos 90:16

Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória.

Salmos 92:5

Quão grandes, SENHOR, são as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!

Salmos 104:13

Do alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras.

Salmos 104:24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas.

Romanos 11:33

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

UMA GRAVE ADVERTÊNCIA AOS QUE DESTROEM A TERRA

Apocalipse 11:18

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

OUTROS ARTIGOS QUE FALAM DA CRIAÇÃO DE DEUS













































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Alexandros Meimaridis

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