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terça-feira, 12 de setembro de 2017

O DISCIPULADO CRISTÃO - SERMÃO 003/004 – COMUNHÃO E INTERDEPENDÊNCIA


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Nossa série acerca do Discipulado Cristão irá apresentar os elementos fundamentais para uma vida cristã que agrada a Deus e que realmente vale a pena ser vivida. Infelizmente, o discipulado cristão tem sido esquecido e completamente abandonado pela vasta maioria do povo chamado cristão, que prefere trocar o seguir a Cristo por frequentar cultos de cura, de libertação e de prosperidade e também cultos que não passam de verdadeiro entretenimento puro e simples. Precisamos retornar, com urgência, ao verdadeiro chamado do que significa ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos à medida que acompanham e compartilham esses estudos uns com os outros.


VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Texto: Romanos 12:5.  
Introdução.

A. Nosso propósito nesta série é incentivar a comunidade a deixar de ser um grupo de seguidores ocasionais do Senhor Jesus até nos tornarmos em um corpo de verdadeiros discípulos de Jesus nos moldes do chamado feito por Jesus em —
Marcos 8:34—35
Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
B. Temos que nos lembrar, todavia, que nesta caminhada não estamos sós, Jesus nos prometeu:
Mateus 28:20
Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
C. Além do mais, Jesus também nos deixou na companhia uns dos outros e nos ordenou dizendo que:
João 13:34
Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
D. Aqui está a única maneira que existe para provarmos ao mundo e para as pessoas ao nosso redor que somo verdadeiros discípulos de Jesus: amor, verdadeiro amor de uns aos outros. Foi o próprio Senhor quem disse:
João 13:35
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.
E. Para entendermos as implicações contidas no mandamento que Jesus nos deu que devemos amar uns aos outros, nós precisamos entender aquilo que o Novo Testamento ensina acerca de

COMUNHÃO e INTERDEPENDÊNCIA
Introdução.
A. Quando aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador nós somos unidos ao Senhor pela ação do Espírito Santo e passamos a fazer parte daquilo que o Novo Testamento chama de Corpo de Cristo que Sua Igreja:
1 Coríntios 12:13
Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.
1 Coríntios 12:27
Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.
B. Mas além de nos unir com Jesus, a ação do Espírito Santo também nos une uns aos outros:
Romanos 12:5
Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.
C. Essa nossa união com Cristo e uns com os outros é, como dissemos, fruto da ação do Espírito Santo.
D. Mas é nossa obrigação cuidarmos para que esta união espiritual seja preservada —
Efésios 4:3
Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
E. Para melhor compreender nossa responsabilidade nessa questão, envolvendo a união que temos, porque estamos todos em Cristo, nós precisamos entender o significado Bíblico da “Comunhão Cristã”.
I. A Primeira Grande Implicação de Estarmos Unidos com Cristo e Unidos Uns aos Outros é: Comunhão.
A. A Palavra grega usada para se referir a comunhão é κοινωνία koinonía.
B. Mas qual é o significado do termo grego que é traduzido por comunhão em português?
C. É mais fácil exemplificar do que definir o significado da expressão κοινωνία koinonía.
1. No Novo Testamento:
A etimologia da Palavra é: Qualidade daquilo que é comum, daquilo que pode ser compartilhado e, em que todas as pessoas envolvidas podem participar.
2. Partindo desta compreensão, o Novo Testamento usa Comunhão para descrever três coisas a saber:
Comunhão Implica Nas Seguintes Verdades.

a. Compartilhar e repartir bens materiais e, até mesmo dinheiro, visando satisfazer as necessidades de outras pessoas; uma doação ou oferta.

Romanos 15:26

2 Coríntios 8:4

2 Coríntios 9:13

Hebreus 13:6

b. Uma associação íntima e pessoal entre os crentes e Deus e, entre crentes e crentes.

1 Coríntios 1:9

2 Coríntios 13:13

Gálatas 2:9

Filipenses 2:1

1 João 1:3, 6 - 7

c. União na participação ou compartilhar no serviço de pregação do evangelho, no sofrimento e em diversas outras atividades comuns ao povo de Deus.

Atos 2:42

1 Coríntios 10:16(2x)

2 Coríntios 6:14

Filipenses 1:5

Filipenses 3:10

Filemon 6

II. A Segunda Grande Implicação de Estarmos Unidos com Cristo e Unidos Uns aos Outros é: Interdependência.

Não Existe Vida Cristã Independente da Convivência com Outros Irmãos.

A. Dependemos uns dos outros, porque precisamos dos talentos que Deus mesmo tem concedido a todo o Seu povo.

B. Todo cristão possui pelo menos um dom e este dom precisa ser exercitado em benefício de todo o corpo de Cristo — a igreja local onde o crente participa —

1 Pedro 4:10

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

C. O texto de 1 Pedro 4:10 possui duas implicações importantes:

1. Em primeiro lugar, o dom concedido por Deus precisa ser exercitado em SERVIÇO a favor dos outros crentes. Seremos uma comunidade eternamente capenga enquanto dependermos de uma meia dúzia de irmãos e irmãs para fazerem todo o serviço, enquanto a grande maioria não passa de meros expectadores.

2. Em segundo lugar nós temos a obrigação de agir como bons despenseiros da graça de Deus. Essas palavras de Pedro fazem referência ao ensinamento do Senhor Jesus relativo à parábola dos talentos – ver Mateus 25:13—30. Como é que você tem administrado o talento ou talentos que recebeu de Deus? Como servo bom e fiel ou como servo mau e negligente. Note que o servo mau e negligente da parábola contada por Jesus não perdeu o talento recebido. Ele foi caracterizado como:

a. Πονηρὲ ponirè — mau. Essa é a mesma palavra que é usada em outros lugares do Novo Testamento para fazer referência ao próprio diabo que é a personificação do mal — João 17:15.

b. ὀκνηρέ okniré — negligente no sentido de lento ou indolente. Descreve uma pessoa que “anda para trás”.

A Importância da Glória de Deus ou da Glorificação de Deus.

A. O alvo supremo da vida do cristão, individualmente e, da comunidade cristã como coletividade, é somente um e o mesmo: produzir ou causar a Glorificação da Pessoa e do nome de Deus.

B. Deus é glorificado quando a Igreja manifesta:

1. Genuíno amor corporativo —

João 13:34—35

34 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

2. Unidade entre os crentes —

João 17:20—23

20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;

21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

22 Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;

23 eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.

3. Aumento constante na capacidade de imitar ou se parecer cada vez mais com o próprio Senhor Jesus —

2 Coríntios 3:17—18

17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Efésios 4:11—14

11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,

12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,

14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

4. Capacidade efetiva de ministrar tanto para a própria Igreja—edificação espiritual—quanto para o mundo—evangelismo. A Igreja se reúne para se edificar e, a Igreja se espalha para evangelizar — ver Mateus 28:18—20 e Efésios 4:11—16.

Mateus 28:18—20

18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

5. Adoração e Louvor produzidos por pessoas unidas de verdade —

Romanos 15:5—6

5 Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus,


6 para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Conclusão:

A. Temos chamado essa série presente de mensagens de: “Discipulado Cristão”.

B. Quanto lemos o Novo Testamento percebemos que existem duas idéias fundamentais que devem nortear o povo de Deus. Elas são:

1. Comunhão. Esta palavra implica:

a. Compartilhar e repartir bens materiais e mesmo dinheiro visando satisfazer as necessidades de outras pessoas.

b. Uma associação íntima e pessoal entre os crentes e Deus e entre crentes e crentes.

c. União na participação ou compartilhar no serviço de pregação do evangelho, no sofrimento e em diversas outras atividades comuns ao povo de Deus.

2. Interdependência — Precisamos e dependemos uns dos outros se queremos ser, de verdade, aquilo que Deus mesmo deseja que sejamos: Igreja ou Corpo de Cristo.

3. São estes conceitos de comunhão e interdependência que produzem a atmosfera de amor que é tão essencial para tornar efetivo tudo o que a Igreja faz.

4. São eles também que nos facultam a oportunidade de participarmos de forma efetiva no ministério corporativo da Igreja. Cada crente deve fazer sua parte, tanto na edificação do Corpo de Cristo, quanto na evangelização dos perdidos.

Que Deus assim nos ajude a bem viver a vida comum que nos tem concedido. Amém.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA SÉRIE “O DISCIPULADO CRISTÃO”

ESTUDO 001 — O CUSTO DO DISCIPULADO

ESTUDO 002 — UMA PROPOSTA DE VIDA
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

EFÉSIOS - SERMÃO 019 – PAULO, COMO INSTRUMENTO DE DEUS - EFÉSIOS 3:8—13


Concepção artística do encontro entre Jesus e Saulo de Tarso

Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

Introdução.

A. Na mensagem anterior nós vimos como Deus, pela sua graça – ver Efésios 3:2 e 7 — escolheu a Paulo para fazer dele um instrumento útil para a propagação do Evangelho.

B. O Evangelho como a mensagem salvadora através de Jesus era um mistério que só foi dado a conhecer com o advento do próprio Senhor quando “o verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória”. Ver Efésios 3: 4—5a.
C. Tanto a revelação do mistério quanto o conteúdo do Evangelho só podem chegar ao conhecimento humano através de revelação divina — ver Efésios 3:5b. Como tal, a revelação que procede de Deus mesmo constitui-se em uma perfeita manifestação da verdade.

D. A verdade do Evangelho pode ser resumida em três aspectos. Esses aspectos têm a ver com o fato de que todos os crentes, são, indistintamente:

1. Co-herdeiros com Cristo em toda a rica herança de Deus.

2. Membros de um mesmo corpo, i.e. o Corpo de Cristo que é a Sua Igreja.

3. Co-participantes em todas as coisas que são pertinentes a Jesus.

E. Por esses motivos Paulo considerava um grande privilégio:

1. Ter sido um dos escolhidos para receber de Deus a revelação acerca do μυστήριον mistérion – mistério.

2. Ter sido escolhido para proclamar a verdade do Evangelho.

F. De acordo com Efésios 3:8 Paulo se considerava o menor de todos os santos. Qual é o significado desta expressão — “menor de todos” — e porque ele se referia a si mesmos desta maneira?
1. A palavra que Paulo usa para se referir a si mesmo é ἐλαχιστοτέρῳ elachistotéro — não existe, em outra passagem, no grego em que o Novo Testamento foi composto. Ela é uma palavra inventada pelo apóstolo Paulo e quer dizer: menos que o mínimo ou menor que o mais baixo.

2. Entre os vários motivos que poderiam levar Paulo a se referir a si mesmo desta maneira nós podemos alistar:

a. Um trocadilho com o significado do seu nome romano — Paulo — cujo significado é: pequeno.

b. A tradição costuma indicar que o apóstolo Paulo era um homem de pequena estatura.

c. Paulo não se considerava digno sequer de pertencer ao povo de Deus, quanto menos de ser objeto da escolha de Deus para receber a revelação e tornar-se pregador da mesma. Por quê? A resposta encontramos primeiro em:

Atos 7:58—8:3

58 E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

1 E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.

2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.

3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.


Atos 9:1—2

1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote

2 e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.

Depois em:

1 Timóteo 1:12—17

12 Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério,

13 a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade.

14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.

15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.

17 Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

d. Para um homem nestas condições era realmente um privilégio poder ser usado como:

UM INSTRUMENTO DE DEUS

De acordo com o texto base dessa exposição, o ministério de Paulo era constituído de três estágios diferentes:

I. Em Primeiro Lugar Tinha o Objetivo de Tornar Manifestas as Insondáveis Riquezas de Cristo aos Gentios – Efésios 3:8.

A. Em suas próprias palavras Paulo diz que recebeu a graça de εὐαγγελίσασθαι evangelísasthai — pregar no sentido de trazer ou anunciar as boas novas.

B. As boas novas em Jesus são tão impressionantes que só existe uma maneira de Paulo se referir às mesmas: INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO.

C. Quais seriam essas riquezas? Já tivemos a oportunidade de ver muitos aspectos dessas riquezas. Vamos recordar uma parte do que já vimos:

1. Fomos abençoados com toda a sorte de bênçãos espirituais.

2. Fomos escolhidos por Deus antes da fundação do mundo.

3. Fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis perante Deus.

4. Fomos predestinados, em amor, para sermos adotados como filhos de Deus.

5. Fomos redimidos — libertados — da condenação e do poder do pecado e um dia seremos libertados da própria presença do pecado.

6. Fomos perdoados de todos os nossos pecados mediante o sangue de Jesus.

7. Deus derramou de forma abundante sobre nós a riqueza da Sua graça.

8. Deus nos revelou através de Jesus o mistério da Sua vontade.

9. Fomos feitos herança de Deus.

10. Fomos predestinados para servir como elementos do louvor da glória de Deus.

11. Fomos selados com o Espírito Santo de Deus.

12. Recebemos o Espírito Santo como penhor de que Deus irá cumprir tudo o que Ele nos prometeu.

13. Fomos colocados no Corpo de Cristo que é a Sua Igreja.

14. Recebemos de Deus o Espírito de sabedoria, de revelação e de conhecimento.

15. Tivemos os “olhos” dos nossos corações iluminados por Deus.

16. Fomos ressuscitados dentre os mortos.

17. Fomos assentados, juntamente com Cristo, nos lugares celestiais à destra de Deus.

18. Recebemos de Deus vida verdadeira quando nos encontrávamos mortos em nossos delitos e pecados.

19. Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo, e não através da prática de boas obras.
20.Somos salvos para praticar boas obras.

21. Estávamos longe de Deus, mas fomos aproximados por intermédio de Cristo.

22. Jesus derrubou todas as paredes de separação criando um novo homem ou uma nova sociedade.

23. Fomos reconciliados com Deus.

24. Temos Paz com Deus.

25. Somos reconciliados uns com os outros.

26. Temos todos acesso ao Pai através de um só Espírito.

27. Estamos sendo edificados em um edifício espiritual no qual o próprio Deus irá habitar.

28. O mistério de Deus nos foi revelado através da vinda de Jesus.

29. Somos Co-herdeiros com Cristo em toda a rica herança de Deus.

30. Somos Membros de um mesmo corpo, i.e. o Corpo de Cristo que é a Sua Igreja.

31. Somos Co-participantes em todas as coisas que são pertinentes a Jesus.

D. Diante de tudo isso nós só podemos nos curvar na presença de Deus em reverente adoração.

E. Toda verdade revelada nos é concedida para ser compartilhada e não para ser monopolizada.

F. Quando a Igreja de Deus estiver convicta de que a mensagem do Evangelho é tanto verdadeira quanto representa riquezas insondáveis para todos os seres humanos, então nada poderá impedi-la de proclamar as boas novas.

II. Em Segundo Lugar Tinha o Objetivo de Tornar Manifesto o Mistério de Deus a Todas as Pessoas – Efésios 3:9.

A. A palavra “manifesto” em nossas Bíblias na Versão de Almeida Revista e Atualizada — ARA — traduz a expressão grega φωτίσαι fotísai — que, literalmente, quer dizer: iluminar ou tronar evidente.

B. Porque isto é necessário? Porque os seres humanos sem Deus estão imersos nas mais densas trevas. A condição das pessoas sem Deus é extremamente precária — ver Efésios 2:1—3. Por este motivo precisam ser alcançados com a poderosa mensagem do Evangelho.

C. O próprio Senhor Jesus disse a Paulo que este seria o seu ministério —

Atos 26:15—18

15 Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

16 Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,

17 livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio,

18 para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

D. Escrevendo aos Coríntios, Paulo enfatiza essa verdade, pertinente a todos os crentes, ao dizer:

2 Coríntios 4:6

Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.

III. Em Terceiro Lugar Tinha o Objetivo de Tornar Conhecida a Multiforme Sabedoria de Deus a Todos os Principados e Potestades nos Lugares Celestiais – Efésios 3:10.

A. O resultado direto da pregação do Evangelho é o surgimento da Igreja do Senhor Jesus que é o Seu corpo.

B. E é através da Igreja que a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida de todos os principados e potestades nos lugares celestiais.

C. A Igreja, essa maravilhosa comunidade de pecadores salvos pela graça de Deus; essa comunidade multirracial; multinacional e multicultural é o meio pelo qual a multiforme sabedoria de Deus se manifesta.

D. À medida que o Evangelho se espalha pelo mundo existe um verdadeiro drama em movimento, que somente Deus conhece integralmente. Assim temos: 

1. A História é apenas um grande teatro.

2. O planeta terra não passa de um palco.

3. Os crentes de todos os lugares da terra são os atores.

4. Deus é o autor, o produtor e o diretor e controla cada um dos detalhes.

5. Ato a ato e cena a cena a história prossegue.

E. Mas, quem, é a audiência?

F. Segundo Paulo eles são os principados e as potestades que habitam nos lugares celestiais.

G. Quem são estes principados e estas potestades? Temos que tomar muito cuidado para não irmos além daquilo que a Bíblia ensina.

H. Hoje em dia existem inúmeros ministérios de cura e libertação que alegam não apenas saber com exata precisão quem são estes seres, mas chegam ao cúmulo de alegar que conhecem até os nomes dos mesmos e que são capazes de mapeá-los cidade por cidade. 2 Pedro 2 e Judas têm bastante a nos dizer acerca desses que falam de coisas que realmente não entendem e cujo propósito é apenas aparecer e faturar.

I. É importante entendermos que a as palavras usadas por Paulo — potestade e potestades — são palavras comuns que podem se referir tanto a seres humanos quanto a seres não humanos. Seja qual for o sentido que Paulo deseja dar a estas palavras é importante destacarmos o seguinte:

1. Estes seres não são oniscientes. Da mesma maneira que Paulo e outros precisavam receber uma revelação divina acerca do mistério do Evangelho estes seres também só percebem aquelas coisas que Deus deseja revelar.

2. Foi do desejo de Deus revelar Seu plano eterno a todas as suas criaturas, sejam humanas ou não, somente através da Igreja. Não houve nenhum tipo de revelação direta ou preferencial aos principados e potestades sejam de que ordem for.

3. É somente através da Igreja que tanto a multiforme sabedoria de Deus — verso 10 — bem como o eterno propósito de Deus — verso 11 — tronam-se plenamente conhecidos.

J. A Igreja, como o centro da revelação de Deus, será o objeto da próxima mensagem

Conclusão:

A. Porque estamos em Cristo nós podemos compartilhar de riquezas que são realmente insondáveis. Precisamos nos empenhar em conhecer e nos apropriar cada vez mais e mais de tudo que é nosso porque estamos em Cristo.

B. A Igreja é algo maravilhoso porque é: multicultural, multinacional e multiracial. Todos os crentes têm a mesma posição: todos, indistintamente, estão “EM CRISTO”. Por este motivo somos todos irmãos e ninguém está acima de outrem, porque estamos todos no mesmo nível.

C. Quando a Igreja funciona como deve, o plano eterno de Deus bem como Sua multiforme sabedoria ficam manifestados a todos os seres criados, sejam eles humanos ou não.

D. Para refletir: Como estamos vivendo como comunidade? Estamos refletindo o propósito e a multiforme sabedoria de Deus? Ou estamos sendo apenas mais um “bando” perdido no meio desta terrível situação em que a Cristandade se encontra? Quando o mundo e os anjos, bons e maus, olham para nós, eles são capazes de compreender o propósito que Deus “guardou à sete chaves”? Somos um espelho daquilo pelo que Deus sacrificou Seu filho unigênito?

E. Se estivermos fracassando em alcançar esses objetivos, aqui está um bom lugar para recomeçar. Que possamos confessar a Deus nosso pecado de não conformidade e pedir que ele nos ajude a sermos o espelho que ele deseja que sejamos. Afinal, nosso Deus é rico em perdoar e especialista em usar pecadores, por mais terríveis que eles sejam, como nos ensina o caso do apóstolo Paulo.


OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/efesios-sermao-028-o-dom-de-pastores-e_6.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.