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quinta-feira, 4 de maio de 2017

ESTUDOS PARA CASAIS - ESTUDO 041 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM NO CASAMENTO — PARTE 002 - SUBMISSÃO E AMOR


Resultado de imagem para maridos amai vossas esposas

Estes estudos são parte de uma série de palestras que estamos ministrando nas reuniões de casais da nossa igreja. Os estudos anteriores podem ser encontrados nos links mais abaixo:

Que é você? A maneira como você se vê ou aquilo que pensa acerca de si mesmo afeta todos os teus pensamentos, sentimentos, ações e, até mesmo a tua aparência. Também afeta teu relacionamento com Deus, com a pessoa com quem você está casado e, se tiver filhos, afeta também o relacionamento com eles. Desse modo, é imperioso aprender com a Bíblia como podemos ter uma visão equilibrada de nós mesmos. Quando agimos assim, nós colhemos os frutos e os benefícios da nossa obediência à Palavra de Deus.

B. SE RELACIONANDO COM OUTRAS PESSOAS

Desde a Criação nenhum de nós foi criado para viver só —

Gênesis 2:18

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.

Como crentes em Cristo, todos nós temos um lugar vital em Sua igreja:

1 Coríntios 12:27

Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.

Por esse motivo, a forma com entendemos e conduzimos nossos relacionamentos com outras pessoas é um aspecto crucial na formação da nossa autoimagem.

1. Como crentes nós fomos chamados por Deus para viver e desfrutar de verdadeira liberdade. Todavia, isso não é o mesmo que viver uma vida de libertinagem. Pelo contrário, devemos usar a liberdade que temos para servir uns aos outros —

Gálatas 5:13—14

13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.

14 Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Como está afirmado acima o cumprimento da lei do amor com relação a outras pessoas se resume nisso: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

2. Vamos ilustrar o que estamos dizendo com uma passagem bem conhecida, mas que tem sofrido abusos por parte de todos os lado envolvidos na discussão que trata da submissão da mulher —

Efésios 5:22—24

22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;

23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.


24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.

É óbvio que essas palavras só fazem sentido para os crentes. Para os incrédulos, incluindo-se aí até mesmo pastores, as palavras acima são apenas um pretexto para a dominação das mulheres por maridos que não entendem nada acerca do verdadeiro amor que um homem deve dedicar a uma mulher, como veremos na próxima referência. Por outro lado tal dominação perversa é confrontada com ideias libertarias que querem abolir o mandamento bíblico porque o mesmo é abusado por alguns.

3. Os maridos devem reconhecer que são chamados para, acima de tudo, amarem suas esposas. Mas não estamos falando de um amor qualquer. Estamos falando de mar suas esposas como Jesus amou a igreja:

Efésios 5:25

Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

E como foi que Cristo amou a igreja? Ele a amou de modo sacrificial. Ele abriu mão de Sua glória para tornar-se servo da igreja. Jesus serviu a igreja não pela dominação, como muitos crentes pretendem em nossos dias, mas pela humilhação de colocar-se abaixo de todos e tornar-se servo de todos. Quando os maridos entendem que esse é o chamado que receberam da parte de Deus, notam que suas esposas estão bem dispostas a segui-los de forma submissa, por causa da segurança que sentem em seguir um esposo que as ama de verdade.

4. Paulo enfatiza ainda mais essa verdade nos versos abaixo

Efésios 5:28—29

28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama.

29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja;

Esse tipo de amor só pode existir quando o esposo entende seu chamado por Deus e decide tornar-se obediente ao mesmo.

Quando esposas e esposos não entendem o chamado que receberam de Deus, então as consequências a seguir são facilmente perceptíveis:

1. Maridos dominadores, não servos, manifestam uma autoimagem inchada pensando que são melhores que suas esposas. Eles costumam ser irracionais, pouco razoáveis, ásperos e faltos de amor. Quando essas características estão presentes, então suas mulheres resistem se submeterem porque percebem que não dá para confiar em alguém tão cheio de hipocrisia. Quanto mais ele exige seus direitos, mais resistente a esposa se torna.

2. Mas existe também outro extremo. Alguns maridos por não entenderem o chamado de Deus, se veem de forma negativa e imaginam que são incapazes de amar e de fazer o que é certo. Com essa atitude ele se torna cada vez mais incapaz de suprir a liderança necessária e o verdadeiro amor em seu casamento.

3. Mulheres que não entendem o chamado de Deus tornam-se arrogantes e resistem ser submissas a liderança de seus maridos. Isso acontece porque elas entendem submissão como humilhação ou rebaixamento. Mulheres com tal atitude são aquelas que pensam que são tão boas ou até mesmo que seus maridos quando falamos de liderança.

4. Nesse caso também existe outro lado. Mulheres com uma má compreensão do chamado divino não conseguem ter uma visão realista de suas vidas e são incapazes de aceitarem cumprimentos honestos, porque imaginam que não são merecedoras dos mesmos.

5. Quando um esposo ou esposa não entendem o verdadeiro chamado de Deus criam para si mesmos um sentimento de autoimagem distorcido que, geralmente, termina com uma comunicação ruim entre o casal. Cônjuges nessa condição optam pelo silêncio porque imaginam que o que tem para dizer não tem importância. Sem comunicação é impossível conhecer as necessidades um do outro e servir um ao outro torna-se impraticável.

6. A disputa pela dominação no relacionamento não tem nada a ver com um verdadeiro entendimento do chamado de Deus para a vida a dois. Entender o chamado de Deus produz uma autoimagem equilibrada no relacionamento a dois e pavimenta o caminho para uma comunicação transformadora.

CONTINUA...

ESTUDOS ANTERIORES SOBRE O RELACIONAMENTO A DOIS

000 – NÃO DEIXE SEU CASAMENTO NAUFRAGAR

001 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 1

002 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 2

003 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 1

004 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 2

005 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 1

006 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 2

007 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 3

008 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 4

009 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 5

010 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 6

011 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 7 — Final

012 — O HOMEM COM GUARDADOR E CULTIVADOR DO CASAMENTO

013 — ENTENDENDO A SUBMISSÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO

014 — ENTENDENDO QUE HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS, MAS DIFERENTES

015 — SEGREDOS, SEGREDOS, SEGREDOS: O MAIOR DE TODOS ELES

016 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 1

017 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 2

018 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 1

019 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 2
020 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 1

021 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 2

022 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 3

023 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 001 — O CIÚME

024 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 002 – AS MULHERES E O RELACIONAMENTO COM SEUS PAIS

025 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 003 – ELEVANDO NOSSO GRAU DE TOLERÂNCIA

026 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 004 – CUIDANDO DAS NECESSIDADES DO OUTRO PARA EVITAR O DIVÓRCIO

027 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 001 — LIDANDO COM O CIÚME

028 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 002

029 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 003

030 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 004

031 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 005

032 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 001

033 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 002

034 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 003

035 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 004

036 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 005 — TRAZENDO CONVICÇÃO PARA UM CORAÇÃO ENDURECIDO

037 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 006 — O MAL CAUSADO PELO ADULTÉRIO

038 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 007 — A NECESSIDADE DE VERDADEIRO ARREPENDIMENTO EM CASOS DE ADULTÉRIO

039 — DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS ENTRE AS NECESSIDADES DOS HOMENS E DAS MULHERES

040 — COMO O EVANGELHO TRANSFORMA OS CASAMENTOS

041 — ENTENDENDO O CHAMADO DE DEUS PARA A VIDA A DOIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/estudo-041-importancia-da-autoimagem-no.html


042 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOACEITAÇÃO NO RELACIONAMENTO A DOIS

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

EVANGÉLICOS PROVAM QUE NÃO EXISTE UNIÃO NA HORA DA POLÍTICA



A matéria abaixo foi publicada pela revista ÉPOCA e é de autoria de Rafael Gomide

Eleição no Rio expõe divisão entre evangélicos

Assembleia de Deus e pastores de outras denominações apoiam Pezão. A Universal, de Edir Macedo, fica ao lado de Crivella

Por RAPHAEL GOMIDE

Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Ele apóia o sobrinho, Marcelo Crivella (PRB), na disputa pelo governo do Rio (Foto: Photo RioNews/Agência O Globo)
Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Ele apóia o sobrinho, Marcelo Crivella (PRB), na disputa pelo governo do Rio (Foto: Photo RioNews/Agência O Globo)

A eleição para o governo do Rio de Janeiro revela uma cisão entre os evangélicos no Estado. De um lado, algumas das principais lideranças evangélicas fluminenses apoiam o candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Do outro lado, apresenta-se como candidato de oposição Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de seu fundador, Edir Macedo. A divisão tem pouco a ver com visões políticas divergentes. Pesam mais a disputa por espaço e fiéis, assim como o ressentimento de grupos religiosos em relação à Universal, tida como isolacionista. Adversários criticam a igreja liderada por Macedo de promover eventos sozinha, em vez de participar de grandes momentos comunitários evangélicos, como a Marcha para Jesus. Há críticas também ao histórico da Universal de comprar imóveis, assim como horários de TV e rádio, para desalojar pastores de outras denominações. De acordo com o IBGE, evangélicos representam um quarto da população fluminense.

Maior igreja evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus apoia Pezão. Os principais líderes em defesa da reeleição são os influentes pastores Abner Ferreira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus-Madureira, e Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Valdemiro Santiago, um dissidente da Universal que criou a Igreja Mundial do Poder de Deus, também se manifestou a favor de Pezão. A igreja de Santiago tinha 315 mil fiéis, segundo o Censo de 2010 do IBGE. É vista como uma das principais responsáveis pela redução no número de seguidores da Universal, que caiu 228 mil, para 1,87 milhão, entre 2000 e 2010. “Eles [Universal] sempre foram afastados, extremamente exclusivistas. Nunca participaram de eventos comunitários, não trabalham em conjunto. Só nesta época de eleição é que querem. Por favor, aí não! Se é para caminhar juntos, vamos caminhar do começo ao fim!”, afirma o pastor Abner Ferreira. “Eles criam essa barreira, absolutamente desnecessária. Há espaço para todos fazerem seu trabalho”. O pastor Malafaia reforça a crítica. “Eles são igreja evangélica na hora da eleição. Fora (desse período), são isolados. Não participam de nada. Na hora do voto, é ‘irmão’?”, afirma. “Todas as lideranças que conheço apoiam Pezão. Abner, Marcus Gregório [da Baixada Fluminense], eu, Valdemiro... não conheço nenhum líder de expressão no Estado do Rio de Janeiro que apoie Crivella”, diz Malafaia.

ÉPOCA entrou em contato com a campanha de Crivella e enviou uma mensagem com perguntas sobre a divisão que é tema desta reportagem. A assessoria de imprensa informou que o candidato não responderia questões sobre religião. Em nota, a assessoria de imprensa da Universal afirma: “deve surpreender é o fato de que, apesar de alguns poucos líderes evangélicos estarem apoiando o outro candidato, Marcelo Crivella desfrute de grande apoio e aceitação dos evangélicos em geral, incluindo muitos membros das igrejas dos citados líderes. A verdade é que o povo conhece a índole e trabalho de Crivella.” A assessoria da Universal afirmou desconhecer “tal isolamento” da igreja no meio e citou como exemplo a recente presença de “mais de dez mil pastores de centenas de denominações evangélicas”, em reunião presidida pelo Bispo Macedo no Templo de Salomão. “Só do Rio de Janeiro vieram mais de 700 líderes.”

Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Ele dá apoio ao candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB) (Foto: Adriana Lorete / Agencia O Globo)
Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Ele dá apoio ao candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB) (Foto: Adriana Lorete / Agencia O Globo)

Voto é contra a Universal, diz Malafaia

Questionado se o voto pregado pelas lideranças evangélicas é mais a favor de Pezão ou contra a Universal, Malafaia admitiu: “O voto vai ser contra o que Edir Macedo representa no meio evangélico. É muito mais o voto contra a Universal, de várias lideranças. Não somos trouxas! A Universal é individualista, não estende a mão uma vez. Aí chega a eleição e eles: ‘Meu irmão, meu irmão...’”, diz o pastor. “Nós não somos trouxas. Eles nunca nos respeitaram e agora querem o nosso voto? Não podemos votar em alguém que representa a liderança de uma igreja que não respeita nem seus irmãos”, afirma.

O líder religioso reclama do que reputa como uma prática tradicional da Universal, de desalojar pastores de outras denominações. “Um pastor pequeno aluga um cinema em uma área boa; eles vêm e compram o cinema e põem o pastor para fora”, diz. Ele aponta também o que considera uma contradição de Crivella. “O Crivella diz ‘irmão vota em irmão’, mas no primeiro turno nacional, havia dois irmãos, Marina Silva e Everaldo Pereira. E ele apoiou Dilma”, afirma. O pastor havia apoiado Crivella em duas campanhas anteriores, inclusive na última, para o Senado.

Após ter ficado neutro no primeiro turno no Rio, Malafaia chegou a criticar as primeiras peças de campanha eleitoral de Pezão para o segundo turno. Em sua visão, elas atacavam a Universal como instituição, o que poderia levantar os evangélicos contra o candidato do PMDB. O alerta foi ouvido e o tom da campanha, modificado. Na última semana, Malafaia gravou depoimento para Pezão em que ataca o candidato do PRB.

Estilos distintos e “projeto de poder”

A disputa entre os grupos religiosos evangélicos explicita ainda estilos distintos de atuação religiosa e política. Fundada no Brasil em 1910, a Assembleia de Deus caracteriza-se pelos templos numerosos e despojados, espalhados pelo país, frequentemente em casas simples em comunidades pobres e favelas. A Universal, criada em 1977, opta por grandes e faustosos templos em áreas centrais das cidades. Exemplos disso são a Catedral Universal da Fé, com 72 mil metros quadrados e capacidade para 14 mil fiéis, no Rio de Janeiro, e o Templo de Salomão, recentemente inaugurado em São Paulo, ao custo de R$ 680 milhões, com capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Na estrutura de poder, a Universal tem comando centralizado, na figura de Edir Macedo. A Assembleia de Deus é descentralizada, com grupos autônomos em cada estado. Enquanto os políticos eleitos pela Universal respondem a um comando único, os da Assembleia de Deus representam várias lideranças evangélicas pelo país. Abner e Malafaia atribuem isso ao que chamam de “projeto de poder” da Universal, concentrada também em eleger representantes para cargos majoritários. “Em 1995, Macedo me chamou para almoçar em sua casa na Barra da Tijuca, uma conversa de três horas, e me disse pessoalmente: ‘Quero fazer um presidente da República. Ainda não tenho a pessoa, o homem.’ E me convidou para ser candidato a deputado federal. Nunca quis, não vou ser candidato a nada”, disse Malafaia. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Universal afirma que “não tem plano de poder, e sim plano de evangelização”. “Até entre os 12 apóstolos houve dissidência. É do caráter humano. O importante é procurar fazer o bem sem olhar a quem — histórico que a Universal e Crivella têm de sobra”, afirma a igreja, no texto.

Na última década, a Universal perdeu espaço no campo político. Na legislatura 2004-2007, a igreja tinha oito deputados estaduais na Assembleia Legislativa e cinco federais pelo Rio. Na época, seu líder político era o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, considerado um articulador hábil. Ele foi expulso da igreja por envolvimento em diferentes escândalos – foi condenado a seis anos e três meses de prisão por envolvimento no Mensalão e cumpre prisão domiciliar desde setembro. Este ano, a Universal elegeu dois deputados estaduais no Rio e dois federais. A Assembleia de Deus conquistou três vagas federais e cinco estaduais no Rio.

O artigo original da Época poderá ser visto por meio do seguinte link:


UMA PERGUNTA?

Em que, exatamente, esses tais evangélicos são diferentes de todos os outros brasileiros? Ah! sim, são bem mais hipócritas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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